16º Domingo Comum

19 de Julho de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Cantemos ao Senhor, F. da Silva, NRMS 22

Salmo 53, 6.8

Antífona de entrada: Deus vem em meu auxílio, o Senhor sustenta a minha vida. De todo o coração Vos oferecerei sacrifícios, cantando a glória do vosso nome.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Estava escrito no Profeta Jeremias que O Senhor «havia de reunir o resto das Suas ovelhas e dar-lhes um pastor, segundo o Seus coração, para as apascente com justiça» O Evangelho apresenta-nos Jesus cheio de compaixão pela multidão, que era como um rebanho sem pastor. Os cuidados do pastor pelo seu rebanho são uma boa comparação que nos pode fazer compreender o amor de Deus para com a humanidade.

 

Oração colecta: Sede propício, Senhor, aos vossos servos e multiplicai neles os dons da vossa graça, para que, fervorosos na fé, esperança e caridade, perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta Jeremias condena os chefes do seu tempo. “Ai dos maus pastores” que arruinam as ovelhas do rebanho que lhes foi confiado. Depois promete a chegada de um “verdadeiro rei”, que o Evangelho apresentará como o “Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas”, Jesus Cristo.

 

Jeremias 23, 1-6

Diz o Senhor: 1«Ai dos pastores que perdem e dispersam as ovelhas do meu rebanho!» 2Por isso, assim fala o Senhor, Deus de Israel, aos pastores que apascentam o meu povo: «Dispersastes as minhas ovelhas e as escorraçastes, sem terdes cuidado delas. Vou ocupar-Me de vós e castigar-vos, pedir-vos contas das vossas más acções – oráculo do Senhor. 3Eu mesmo reunirei o resto das minhas ovelhas de todas as terras onde se dispersaram e as farei voltar às suas pastagens, para que cresçam e se multipliquem. 4Dar-lhes-ei pastores que as apascentem e não mais terão medo nem sobressalto; nem se perderá nenhuma delas – oráculo do Senhor. 5Dias virão, diz o Senhor, em que farei surgir para David um rebento justo. Será um verdadeiro rei e governará com sabedoria; há-de exercer no país o direito e a justiça. 6Nos seus dias, Judá será salvo e Israel viverá em segurança. Este será o seu nome: ‘O Senhor é a nossa justiça’».

 

Jeremias, depois de ter anunciado o desterro (cap. 21 e 22), devido às infidelidades do povo e aos maus pastores, anuncia uma nova era, em que o próprio Deus tomará a seu cargo as suas ovelhas (vv. 2-3). «Dar-lhes-ei pastores» (v. 4) é a palavra de esperança de João Paulo II, a propósito das vocações sacerdotais, na célebre exortação apostólica com este mesmo título. O texto da leitura foi escolhido, tendo em conta as palavras de Jesus no Evangelho de hoje (Mc 6, 34): Jesus é realmente Yahwéh a conduzir as suas ovelhas, isto é, o seu Povo; Ele é o rebento de David (v. 5) assim também anunciado em Isaías 11, 1.

 

Salmo Responsorial     Sl 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 1)

 

Monição: Este salmo é um poema de louvor a Deus que nos é apresentado como um bom Pastor. Confiemos na sua bondade. Em comunhão com toda a Igreja, cantemos:

O Senhor é meu pastor: nada me faltará.

 

Refrão:        O Senhor é meu pastor:

                     nada me faltará.

 

O Senhor é meu pastor: nada me falta.

Leva-me a descansar em verdes prados,

conduz-me às águas refrescantes

e reconforta a minha alma.

 

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.

Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,

não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:

o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.

 

Para mim preparais a mesa

à vista dos meus adversários;

com óleo me perfumais a cabeça,

e o meu cálice transborda.

 

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me

todos os dias da minha vida,

e habitarei na casa do Senhor

para todo o sempre.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo ensina-nos que «Jesus é a nossa paz, que fez de uns e outros um só povo». Jesus fez a união de todos os homens por meio da sua Cruz.

 

Efésios 2, 13-18

Irmãos: 13Foi em Cristo Jesus que vós, outrora longe de Deus, vos aproximastes d’Ele, graças ao sangue de Cristo. 14Cristo é, de facto, a nossa paz. Foi Ele que fez de judeus e gregos um só povo e derrubou o muro da inimizade que os separava, 15anulando, pela imolação do seu corpo, a Lei de Moisés com as suas prescrições e decretos. E assim, de uns e outros, Ele fez em Si próprio um só homem novo, estabelecendo a paz. 16Pela cruz reconciliou com Deus uns e outros, reunidos num só Corpo, levando em Si próprio a morte à inimizade. 17Cristo veio anunciar a boa nova da paz, paz para vós, que estáveis longe, e paz para aqueles que estavam perto. 18Por Ele, uns e outros podemos aproximar-nos do Pai, num só Espírito.

 

Nesta leitura expõe-se um dos aspectos do plano salvífico (tema central da epístola): judeus e gentios, até agora separados, ficam unidos, ao participarem da mesma salvação trazida por Cristo, autor da paz: Cristo é de facto «a nossa paz» (v. 14).

14-16 Jesus, ao fazer de judeus e gentios um só povo, acabou com a inimizade e barreira que os separava. Cristo tornou nula a Lei de Moisés. Com efeito, por um lado, satisfez as exigências punitivas dessa Lei ao morrer pelos pecados; e, por outro lado, pela imolação do seu Corpo, alcançou o perdão dos pecados, tornando inútil uma lei punitiva, como era a de Moisés (cf. Rom 8, 3; Gal 2, 14). A Lei de Moisés era de facto uma grande barreira para a união entre judeus e não judeus. Se é verdade que ela tinha, até Cristo, contribuído para defender os israelitas do paganismo, agora já não faz sentido, uma vez que também os gentios são igualmente chamados à mesma salvação em Cristo.

 

Aclamação ao Evangelho          Jo 10, 27

 

Monição: Nós somos o povo do Senhor, somos as ovelhas do seu rebanho.

Sigamos Jesus, escutemos Jesus, aclamemos Jesus, o Bom Pastor, que nos conhece, nos ama, nos chama e nos alimenta.

“As minhas ovelhas escutam a minha voz! Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.”

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

As minhas ovelhas escutam a minha voz, diz o Senhor;

Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 6, 30-34

Naquele tempo, 30os Apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado. 31Então Jesus disse-lhes: «Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo de comer. 32Partiram, então, de barco para um lugar isolado, sem mais ninguém. 33Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam; e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar e chegaram lá primeiro que eles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se de toda aquela gente, que eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.

 

O Evangelho de hoje está na continuação da leitura do Domingo anterior, contando o regresso dos Apóstolos enviados a pregar (a Liturgia omite o relato intermédio da martírio do Baptista). Eles contaram a Jesus «tudo o que tinham feito e ensinado» (v. 30), um pormenor diríamos paradigmático, pois o apóstolo de todos os tempos não pode limitar-se à acção esquecendo o diálogo com o Senhor.

Também este episódio nos mostra como Jesus e os Apóstolos se entregavam inteiramente ao ministério, sem lhes sobrar tempo, faltando-lhes até tempo para comer. Assim ficou para sempre registado um exemplo de zelo apostólico. Por outro lado, fica patente o senso comum de Jesus ao não fazer nem exigir esforços absolutamente superiores à natureza: daqui o imperativo do descanso. Esta leitura presta-se a fazer uma homilia sobre o sentido cristão do descanso e do aproveitamento das férias.

 

Sugestões para a homilia

 

Os Apóstolos voltaram para junto de Jesus

No domingo passado, S. Marcos dizia-nos que Jesus enviou os Apóstolos: “Naquele tempo Jesus chamou os doze apóstolos e começou a enviá-los.” Antes de os enviar, chamou-os e deu-lhes instruções para a missão que lhes ia confiar. Tal como há dois mil anos, também é assim hoje. Deus escolheu-nos e nós damos graças ao iniciarmos a Missa: “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.” Nós pertencemos a esta Igreja apostólica e fomos convocados para ouvir a Palavra de Jesus e para sermos alimentados com o Seu Corpo e o Seu Sangue. Somos chamados e depois somos enviados para transmitir aos outros a Boa Nova, o seja, o Evangelho de Jesus. É assim que acaba a Missa: “Ide em paz”. (Cf D. Manuel Clemente, O Evangelho e a vida, 16 Domingo, Ano B)

“Para nos salvar Deus enviou-nos o seu próprio Filho”. Naquele tempo, Jesus enviou os Apóstolos. Agora, envia-nos a nós para que continuemos a obra universal da salvação. “Assim como o Pai me enviou também Eu vos envio a vós.” (Jo 20,21 Os discípulos regressaram e contaram a Jesus tudo o que tinham feito e ensinado. Noutra passagem do Evangelho de S Lucas, lemos que os discípulos regressaram cheios de alegria, porque em nome de Jesus até os possessos do demónio ficavam curados! (Luc 10,17) Contaram a Jesus o que tinham ensinado e o que tinham feito. Contaram as suas experiências. Também nós devemos rever a nossa vida, falando com Jesus daquilo que vai acontecendo na nossa vida pastoral. Falemos com Jesus e agradeçamos os bons frutos do nosso apostolado. Também há dificuldades, problemas e recusas. Sabemos que Jesus tem todo o poder para transformar em alegria e conversão os momentos de tristeza e de insucesso. Peçamos a força do Espírito Santo para transmitir aos outros o que recebemos de Deus. Peçamos para que através do nosso ensino e das nossas boas obras as pessoas fiquem mais alegres, cheias de caridade e de esperança.

«Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco».

Jesus disse-lhes: “Vinde comigo e descansai um pouco”. S. Marcos descreve esta forma tão humana de Jesus, levando os apóstolos para um local tranquilo, onde seria possível descansar. O Evangelho diz que Jesus ao chegar se deparou com a multidão, “e Se encheu de compaixão por aquela gente porque eram como ovelhas sem pastor”. Possivelmente o único descanso que tiveram foi a travessia do lago. Imaginemos a cena. Quando chegaram ao local escolhido, verificaram que afinal não era um “local deserto”. As pessoas tinham percebido para onde iam e anteciparam-se. Quando desembarcaram, “depararam-se com a multidão” que já estava lá à espera. E Jesus, cheio de compaixão, cede ao apelo dos outros, acolhe, e ensina. Aqui está o Coração Pastoral de Deus. Esta multidão que Jesus trata com amor, é a imagem do mundo de todos os tempos. Simboliza as comunidades que nos foram confiadas. Peçamos a Jesus, o Bom Pastor que “apascenta as Suas ovelhas e dá a vida por elas” (Jo 10,15) que nos encha do seu Espírito de amor e de compaixão para com todos aqueles que nos procuram.

 

Fala o Santo Padre

 

«Deus quer guiar-nos para pastagens boas, onde podemos alimentar-nos e repousar.»

A Palavra de Deus deste domingo repropõe-nos um tema fundamental e sempre fascinante da Bíblia: recorda-nos que Deus é o Pastor da humanidade. Isto significa que Deus quer para nós a vida, quer guiar-nos para pastagens boas, onde podemos alimentar-nos e repousar; não quer que nos percamos e que morramos, mas que cheguemos à meta do nosso caminho que é precisamente a plenitude da vida. É quanto deseja cada pai e mãe para os próprios filhos: o bem, a felicidade, a realização. No Evangelho de hoje Jesus apresenta-se como Pastor das ovelhas perdidas da casa de Israel. O seu olhar sobre o povo é um olhar por assim dizer «pastoral». Por exemplo, no Evangelho deste domingo, diz-se que «ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se dela, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou então e a ensiná-la demoradamente» (cf. Mc 6, 34). Jesus encarna Deus Pastor com o seu modo de pregar e com as suas obras, ocupando-se dos doentes e dos pecadores, de quantos estão «perdidos» (cf. Lc 19, 10), para os reconduzir para um lugar seguro, na misericórdia do Pai. […]

Como afirma São Paulo na segunda leitura, Cristo «é a nossa paz, aquele que de dois fez uma coisa só, abatendo o muro de separação que os dividia, ou seja, a inimizade, por meio da sua carne» (Ef 2, 14). Para realizar esta obra de reconciliação radical Jesus, o Bom Pastor, teve que se tornar Cordeiro, «o Cordeiro de Deus... que tira o pecado do mundo» (Jo 1, 29). Só assim pôde realizar a maravilhosa promessa do Salmo: «Sim, bondade e fidelidade ser-me-ão companheiras / todos os dias da minha vida, / habitarei ainda na casa do Senhor / por longos dias» (22/23, 6). Queridos amigos, estas palavras fazem-nos vibrar o coração, porque expressam o nosso desejo mais profundo, dizem para que somos feitos: para a vida, a vida eterna! […]

Papa Bento XVI, Angelus, Castel Gandolfo, 22 de Julho de 2012

 

Oração Universal

 

Oremos, irmãs e irmãos,

para que a Igreja e os povos da terra

escutem e sigam o verdadeiro pastor,

que quer salvar todos os homens,

dizendo (ou: cantando), com fé:

 

Ou: Jesus Cristo, ouvi-nos.

 

1. Para que a Igreja santa, nossa mãe,

glorifique o nome de Jesus, o seu Pastor,

e anuncie em toda a parte o Evangelho, oremos.

 

2. Para que os governantes e as autoridades

exerçam com justiça as suas funções

e velem pelo bem de todo o povo, oremos.

 

3. Para que Jesus, o Mestre que sabe instruir,

Se compadeça das multidões que O não conhecem

e venha ensinar-lhes a verdade, oremos.

 

4. Para que o mundo novo inaugurado por Cristo,

sem classes, sem divisões e sem fronteiras,

seja a meta para onde caminhe a humanidade, oremos.

 

5. Para que as nossas comunidades paroquiais

vivam em união com os pastores que Deus lhes deu,

os amparem, com eles trabalhem e por eles rezem, oremos.

 

Senhor Jesus Cristo,

nós Vos pedimos por todos os pastores,

para que sejam dignos de Vós,

e pelas ovelhas do rebanho que lhes confiastes,

para que tenham fome das vossas palavras.

Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: As minhas ovelhas ouvirão a minha voz, A. Cartageno, NRMS 59

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que levastes à plenitude os sacrifícios da Antiga Lei no único sacrifício de Cristo, aceitai e santificai esta oblação dos vossos fiéis, como outrora abençoastes a oblação de Abel; e fazei que os dons oferecidos em vossa honra por cada um de nós sirvam para a salvação de todos. Por Nosso Senhor.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 14

 

Monição da Comunhão

 

Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.

 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração;

 e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e a minha carga é leve.”

Mateus 11:28-30)

Graças vos damos Senhor! Descansamos na ternura do Vosso Coração.

 

Cântico da Comunhão: Quem beber da água, Az. Oliveira, NRMS 61

cf. Salmo 110, 4-5

Antífona da comunhão: O Senhor misericordioso e compassivo instituiu o memorial das suas maravilhas, deu sustento àqueles que O temem.

 

Ou

Ap 3, 20

Eu estou à porta e chamo, diz o Senhor. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, Vós sois grande, M. Simões, NRMS 48

 

Oração depois da comunhão: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

“O povo fiel não deixa os padres sem actividade. Este cansaço «é bom e saudável» porque é o cansaço do sacerdote com o cheiro das ovelhas, mas com o sorriso de um pai que contempla os seus filhos. Sentimos o peso do trabalho pastoral, mas não devemos cair na tentação de descansar de «qualquer modo» como se o descanso não fosse uma coisa de Deus. Esta é a nossa alegria: A nossa fadiga é preciosa aos olhos de Jesus. (Papa Francisco, 2 de Abril 2015)

 

Cântico final: Aleluia! Glória a Deus, F. da Silva, NRMS 92

 

 

Homilias Feriais

 

16ª SEMANA

 

2ª Feira, 20-VII: Tribulações e protestos.

Ex 14, 5-18 / Mt 12, 38-42

Os homens de Nínive fizeram penitência quando Jonas pregou, e aqui está quem é mais do que Jonas.

Em Nínive, os habitantes corresponderam ao pedido de Deus para a conversão (Ev.). Pelo contrário, Deus encontra o coração dos egípcios muito endurecido (Leit.); e descobre sinais de protesto por parte do povo eleito: «mais vale servi-los (aos egípcios) do que morrermos neste deserto» (Leit.).

Na nossa peregrinação na terra estaremos sujeitos igualmente a muitos sofrimentos e a algumas contrariedades diárias. Não fechemos os nossos corações a Deus (S. Resp.), mas aceitemo-las com sentido sobrenatural.

 

3ª Feira, 21-VII: A escuta da palavra de Deus.

Ex 14, 21- 15, 1 / Mt 12, 46-50

Pois todo aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos Céus, é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Todos temos a imensa alegria de pertencer à família de Jesus, na medida em que cumprirmos a vontade divina (Ev.). Jesus deu-nos exemplo quando disse que o seu alimento era fazer a vontade do Pai.

Os egípcios, ao perseguirem os filhos de Israel, foram dizimados. Pelo contrário, os filhos de Israel receberam muitos benefícios da parte do Senhor, quando Moisés fez aquilo que Deus lhe pediu. Para cumprirmos a vontade de Deus, precisamos primeiro escutar o que Senhor tem para nos dizer e depois pormos em prática o que Ele nos propõe.

 

4ª Feira, 22-VII: S. Maria Madalena: Procurar o Senhor.

Cant 3, 1-4 / Jo 20, 1.11-18

No primeiro dia da semana, Maria de Magdala foi de manhãzinha, ainda escuro, ao túmulo do Senhor.

Maria Madalena e as santas mulheres, que vinham para acabar de embalsamar o corpo de Jesus foram as primeiras pessoas a encontrar-se com o Ressuscitado (Ev.).

Procuremos ir ao encontro do Senhor durante o nosso dia. Haverá momentos em que será mais difícil, mas Ele está sempre à nosso espera, como o pai do filho pródigo. Imitemos Maria Madalena no amor com que o procurou: «A contemplação procura 'aquele que o meu coração ama' (Leit.), que é Jesus e, nEle, o Pai. Ele é procurado, porque desejá-lo é sempre o princípio do amor» (CIC, 2709).

 

5ª Feira, 23-VII: S. Brígida: Europa renovada

Gal 2, 19-20 / Jo 15, 1-8

Quando alguém permanece em mim e eu nele, esse é que dá muito fruto porque, sem mim, nada podeis fazer.

Recorramos à protecção de Santa Brígida, Padroeira da Europa, para que todos nos aproximemos mais de Deus. Jesus ama-nos a todos e a cada um, entregando-se por cada um de nós (Leit.).

Participaremos na recristianização da Europa se estivermos muito unidos a Jesus. Ele fala de uma comunhão ainda mais íntima entre Ele e os que o seguem (Ev.). A comunhão eucarística é um excelente meio para alcançarmos esta comunhão mais íntima. E pediremos a Santa Brígida, que foi mãe de uma família numerosa, que educou esmeradamente, por todas as famílias da Europa.

 

6ª Feira, 24-VII: Os frutos da palavra de Deus.

Ex 20, 1-17 / Mt 13, 18-23

E o que recebeu a semente em boa terra é aquele que ouve  a palavra e a entende.

O terreno onde cai a semente divina (Ev.) é o mundo inteiro, somos cada um de nós. A sementeira é generosa, feita com amor, mas o fruto depende em boa parte de cada um de nós. Devemos pedir ao Senhor que sejamos muito constantes nos nossos propósitos, para não desistirmos facilmente perante as dificuldades.

A semente é a palavra de Deus que recebemos directamente da Escritura. Um aspecto para cuidarmos refere-se à palavra de Deus, contida nos mandamentos (Leit.). Procuremos estar sempre muito atentos ao que ouvimos e lemos para o levarmos à prática e darem bons frutos.

 

Sábado, 25-VII: S. Tiago: Preparação para a luta diária.

2 Cor 4, 7-15 / Mt 20, 20-28

Não sabeis o que estais a pedir? Podeis beber o cálice que eu estou para beber? Eles responderam-lhe: Podemos!

E, de facto, anos mais tarde, S. Tiago foi o primeiro dos Apóstolos a dar a vida pelo Evangelho (Oração). «Podeis beber o cálice? O Senhor sabia que poderiam imitar a sua paixão e, no entanto, pergunta-lhes, porque as coisas de muito valor não se conseguem a não ser por um preço muito elevado» (S. João Crisóstomo).

Nós recebemos uma vida nova através dos sacramentos. Mas trazemos esta vida nova em 'vasos de barro' (Leit.). A vida nova dos filhos de Deus pode ser enfraquecida e, até perdida, pelo pecado. Mas podemos vencer com ajuda de Deus.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial