nossa senhora do carmo

16 de Julho de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ditosa Virgem, Cheia de Graça, J. Santos, NRMS 75

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A festa que hoje celebramos foi instituída para comemorar a aparição de Nossa Senhora em 16 de Julho de 1251 a S. Simão Stock, entregando-lhe o escapulário e prometendo a Sua especial protecção àqueles que o trouxessem. Em 1726 Bento XIII estendeu-a à Igreja universal.

Neste dia de Nossa Senhora do Carmo vamos meditar na devoção à Santíssima Virgem Maria que devemos manter durante todos os dias da nossa vida.

 

Oração colecta: Venha em nossa ajuda, Senhor, a poderosa intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, para que, protegidos pelo seu auxílio, cheguemos ao verdadeiro monte da salvação, Jesus Cristo Nosso Senhor, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Senhor dirige-nos a Sua Palavra. Com Nossa Senhora procuremos ser-Lhe sempre fiéis.

 

Zacarias 2, 14-17

 

Exulta e alegra-te, filha de Sião, porque Eu venho habitar no meio de ti – oráculo do Senhor. Nesse dia, muitas nações hão-de aderir ao Senhor elas serão o meu povo e Eu habitarei no meio de ti. Então reconhecerás que o Senhor do Universo me enviou a ti. O Senhor voltará a possuir Judá, como sua herança na terra santa, e Jerusalém será de novo a cidade escolhida. Cale-se toda a criatura diante do Senhor, porque Ele Se levantou da sua santa morada.

 

A Assíria («o pais do Setentrião») e Babilónia são o exílio de que Deus liberta o seu povo. Este exílio material simboliza a situação de afastamento de Deus (pecado e suas consequências, como o Purgatório) de que a Mãe de Deus nos livra, pelo poder de Deus.

É fácil de descobrir a «acomodação» litúrgica, que ultrapassa o sentido propriamente bíblico.

 

 

Salmo Responsorial    Lc 1, 46-47.48-49.50-51.52-53.54-55

 

Monição: Todas as gerações de todos os tempos aclamam Nossa Senhora, pedindo-Lhe a Sua bênção maternal.

 

Refrão:        Bendita sejais, ó Virgem Maria,

                     que trouxestes em vosso ventre o Filho do eterno Pai.

 

Ou:               Aleluia.                                            

 

A minha alma glorifica o Senhor,

e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

 

Porque pôs os olhos na humildade da sua serva,

de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.

O todo-poderoso fez em mim maravilhas:

Santo é o seu nome.

 

A sua misericórdia se estende de geração em geração

sobre aqueles que O temem.

Manifestou o poder do seu braço

e dispersou os soberbos.

 

Derrubou os poderosos de seus tronos

e exaltou os humildes.

Encheu de bens os famintos

e aos ricos despediu de mãos vazias.

 

Acolheu Israel, seu servo,

lembrado da sua misericórdia,

como tinha prometido a nossos pais,

a Abrão e à sua descendência para sempre.

 

Aclamação ao Evangelho

 

Monição: Ninguém como Maria Imaculada cumpriu plenamente a vontade de Deus. Contemos com a Sua ajuda constante para vivermos como bons cristãos.

 

Aleluia

 

Felizes os que ouvem a palavra de Deus

e a põem em prática.

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 35

 

 

Evangelho

 

São Mateus 12, 46-50

46Naquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe. 47Alguém Lhe disse: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo». 48Mas Jesus respondeu a quem O avisou: «Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?». 49E apontando para os discípulos, disse: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos: 50todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».

 

46 «Seus Irmãos». Cf. Mt 13, 55-56 onde se nomeiam Tiago, José, Simão e Judas; os dois primeiros eram filhos de uma mulher chamada Maria, distinta da SS.ma Virgem (Mt 27, 56). Não é admissível que os «irmãos» de Jesus fossem filhos de Nossa Senhora, pois a Igreja sempre defendeu a sua perpétua virgindade. Também não é provável que fossem filhos de S. José. O uso da palavra «irmão» entre os semitas, cujo vocabulário era pobre e reduzido, indicava não apenas os irmãos de sangue, mas também outros graus de parentesco e até todos aqueles que pertenciam à mesma família, clã ou tribo (cf. Gn 13, 8; 14, 14.16; 29, 15; Tb 7, 9-11).

48-50 Na passagem não está em causa o amor de Jesus a sua Mãe. Jesus ensina, desta maneira, que os laços espirituais que nos unem a Deus são superiores e têm direitos e exigências mais urgentes que os laços de sangue (cf. Lc 8, 19). Poderíamos dizer que Jesus ama sua Mãe mais do que pelos vínculos de sangue, pelos da graça; mas a própria maternidade de Maria já é uma graça, a maior de todas e a fonte de todas.

 

Sugestões para a homilia

 

Deus ama o Seu povo

Jesus está connosco

Maria Santíssima na nossa vida

 

Deus ama o Seu povo

Deus amou desde sempre a humanidade. Os homens é que se esqueceram frequentemente de amar a Deus. Mas Deus nunca se esqueceu dos homens. Quis, por isso mesmo, estabelecer com eles uma aliança.

Escolheu um povo no Antigo Testamento a quem deu uma norma de conduta: os Mandamentos.

Seguir o caminho do Senhor dá paz, alegria, felicidade. Quantas vezes, porém, as pessoas preferem outros caminhos, procurando em vão a felicidade! Onde não há lugar para Deus surge a guerra, o ódio, a angústia…

Era necessário então que viesse o Messias salvar a humanidade. O povo fiel, animado pelos Profetas, rezou para que esse dia chegasse, o mais depressa possível.

 

 

Jesus está connosco

Chegada a hora prevista por Deus, Jesus veio ao mundo salvar-nos. Nasceu em Belém. Cresceu em Nazaré. Pregou na Sua Pátria. Deu-nos o mandamento novo. Fez muitos milagres. Salvou-nos, morrendo por nós pregado na Cruz. Ressuscitou glorioso, como tinha dito, ao terceiro dia: o Domingo de Páscoa.

Tendo subido ao Céu, continua presente na igreja que fundou e à qual nós pertencemos pelo Baptismo.

Na Eucaristia adoramo-l’O, acreditando que Ele é o nosso Deus. Ele quer que O amemos como nos ama a todos nós. E nós queremos estar com Ele, levados pela querida Mãe do Céu.

 

 

Maria Santíssima na nossa vida

Maria é a Mãe do Redentor. Com Ele se alegrou. Com Ele chorou. Com Ele continua presente no mundo para o salvar. E, quando a humanidade se afasta d’Ele, vem ao seu encontro, como Mãe carinhosa.

Assim aconteceu em alguns locais e com videntes que por Ela chamaram na sua oração fervorosa.

Assim aconteceu em Lourdes no ano de 1858 para pedir, através de Bernadette, a conversão e a pureza de vida: Ela que é a Imaculada Conceição.

Assim aconteceu em Fátima no ano de 1917 para pedir, através de Jacinta, Francisco e Lúcia, oração e penitência, tornando para sempre esse local bendito em Altar do Mundo. Fátima veio também lembrar a devoção a Nossa Senhora do Carmo pois os Pastorinhos tiveram a felicidade de A contemplarem na última aparição de 13 de Outubro de 1917.

Assim aconteceu no ano de 1251 quando apareceu a S. Simão Stock, confiando-lhe o escapulário e prometendo especial protecção àqueles que o trouxessem consigo. Pio XII em 1950 quis realçar a devoção a Nossa Senhora do Carmo.

Agradeçamos a Nossa Senhora, procurando seguir o caminho de santidade que nos aponta. E, já que a vida neste mundo não chega para retribuir como merece, que na hora da partida deste mundo nos leve para o Céu. Aí, sim, viveremos eternamente felizes, num agradecimento contínuo e envolvidos no Seu amor infinito de Mãe.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo  confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Para que o Santo Padre, os Bispos, Sacerdotes,

Diáconos, Religiosos e Leigos

imitem e invoquem  a Santíssima Virgem,

oremos, irmãos.

 

2.     Para que as crianças de todo o mundo

encontrem na Santíssima Virgem

a Mãe carinhosa de que necessitam,

oremos, irmãos.

 

3.     Para que os jovens, movidos por grandes ideais,

ofereçam ao mundo, como a Santíssima Virgem,

a pureza, a esperança e a alegria de viver,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que os adultos dêem às gerações mais novas

um exemplo de honestidade, compreensão e amor

como fez a Santíssima Virgem na Sua vida terrena,

oremos, irmãos.          

 

5.     Para que os idosos, os doentes e os que sofrem

rezem muito à Santíssima Virgem,

pedindo bênçãos e graças para a humanidade,

oremos, irmãos.

 

6.     Para que os nossos familiares, amigos e todos os que faleceram,

com a Santíssima Virgem alcancem a felicidade eterna,

pedindo-a igualmente ao Senhor para nós,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da  Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Nossa Senhora da Graça, M. Faria, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Venha, Senhor, em nosso auxílio o vosso Filho feito homem; Ele, que ao nascer da Virgem Maria, não diminuiu, antes consagrou a integridade de sua Mãe, nos purifique das nossas culpas e Vos torne agradável a nossa oblação. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora: p. 486 [644-756] e pp. 487-490

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Maria Santíssima viveu sempre unida ao Senhor. Invoquemo-l’A para que nos ajude a viver em Graça a fim de podermos receber a Jesus Eucaristia para jamais nos separarmos d’Ele.

 

Cântico da Comunhão: Louvada seja na terra, F. dos Santos, NRMS 33-34

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes neste sacramento celeste, fazei que, celebrando com alegria a festa da Virgem Santa Maria, imitemos as suas virtudes e colaboremos generosamente no mistério da nossa redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Acabamos de participar na Eucaristia. Vamos partir, felizes porque Jesus vai connosco. Acompanha-nos agora e sempre, Nossa Senhora do Carmo, Mãe de Deus e nossa Mãe.

 

Cântico final: Gloriosa Mãe de Deus, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

 

Homilias Feriais

 

6ª feira, 17-VII: O memorial de Cristo, nossa Páscoa.

Ex 11, 10-12 / Mt 12, 1-8

Comereis a toda a pressa: é um sacrifício pascal em honra do Senhor.

É assim que povo de Deus entende a sua libertação do Egipto: sempre que celebrar a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo (Leit.) tornam-se presentes à memória dos crentes, para que conformem a sua vida com eles (CIC, 1363).

Com a vinda de Cristo este memorial recebe um novo sentido. O sacrifício oferecido por Jesus na Cruz, de uma vez por todas, continua sempre actual. Todas as vezes que no altar se celebra o sacrifício da Cruz, no qual Cristo nossa Páscoa foi imolado, realiza-se a obra da nossa redenção (CIC, 1364). Unindo-nos ao seu sacrifício, a nossa vida é um sacrifício agradável a Deus.

 

Sábado, 18-VII: Atitude vigilante de Deus.

Ex 12, 37-42 / Mt 12, 14-21

Foi uma noite de vigília para o Senhor, quando Ele os fez sair do Egipto.

O Senhor está sempre em vigília, para proteger o seu povo. É uma noite consagrada ao Senhor, numa vigília a celebrar pelos israelitas, de geração em geração (Leit.). É o que fazemos actualmente na noite da Vigília Pascal.

E, além disso, Ele está inclusivamente a dar a sua própria vida para nos salvar: «Os traços do Messias são revelados sobretudo nos cânticos do Servo, do profeta Isaías (Ev.). Estes cânticos anunciam o sentido da paixão de Jesus. Tomando sobre si a nossa morte, Ele pode comunicar-nos o seu próprio Espírito de vida» (CIC, 713). «Sobre Ele, farei pousar o meu Espírito» (Ev.).

 

Celebração e Homilia:         Aurélio A. Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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