15º Domingo Comum

12 de Julho de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Adorai o Senhor no seu templo, M. Carneiro, NRMS 98

cf. Salmo 16, 15

Antífona de entrada: Eu venho, Senhor, à vossa presença: ficarei saciado ao contemplar a vossa glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

“Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo... que nos escolheu, antes da criação do mundo, para sermos, na caridade, santos e irrepreensíveis diante d’Ele”, nos afirma S. Paulo, na segunda  Leitura da Missa de hoje. Vamos  ter bem presente este desígnio de Deus a nosso respeito e refletir quão importante é tê-lo sempre presente na nossa vida.

 

Ato Penitencial

 

Porque muitas vezes temos perdido a meta a alcançar, de sermos santos, desviando-nos dos caminhos que devíamos percorrer, peçamos perdão ao Senhor.

 

Confessemos os nossos pecados.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Amós recebeu o chamamento divino para ir, como profeta, denunciar as injustiças que se praticavam no seu povo. Apesar de perseguido, não se intimida e, impelido por Deus, cumpre fielmente a sua missão.

 

Amós 7, 12-15

Naqueles dias, 12Amasias, sacerdote de Betel, disse a Amós: «Vai-te daqui, vidente. Foge para a terra de Judá. Aí ganharás o pão com as tuas profecias. 13Mas não continues a profetizar aqui em Betel, que é o santuário real, o templo do reino». 14Amós respondeu a Amasias: «Eu não era profeta, nem filho de profeta. Era pastor de gado e cultivava sicómoros. 15Foi o Senhor que me tirou da guarda do rebanho e me disse: ‘Vai profetizar ao meu povo de Israel’».

 

A leitura é tirada da 3ª parte do livro de Amós, «o ciclo das visões proféticas» (7, 1 – 9, 10). A visão do fio-de-prumo (7, 6-9) tinha denunciado a falta de rectidão e corrupção que grassava no Reino do Norte, que se encontrava como uma parede desaprumada, a ameaçar ruína iminente. O sacerdote Amasias, apaniguado do rei Joroboão II, vê no profeta uma ameaça para a sua privilegiada situação e por isso previne o rei contra o profeta que anunciava a sua morte e a destruição do Reino do Norte (vv. 10-11) e dá ordens a Amós para que se retire para o Reino de Judá (vv. 12-13), chamando-lhe «vidente», um outro nome dado aos profetas. Amós confessa que era um simples trabalhador, mas que Deus inesperadamente o chamou e enviou a profetizar (vv. 14-15): «Eu não era profeta nem filho de profeta». Temos aqui a única alusão à sua vocação. Este texto deixa ver a genuinidade do carisma profético de Amós, que não era um mero elemento dum grupo profético, ou um profeta profissional ou cortesão, ao serviço dos homens.

 

Salmo Responsorial     Sl 84 (85), 9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)

 

Monição: A salvação é obra de Deus. O Salmo que vamos meditar convida-nos a pedi-la humildemente ao Senhor.

 

Refrão:        Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor

                     e dai-nos a vossa salvação.

 

Ou:               Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

 

Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis

e a quantos de coração a Ele se convertem.

A sua salvação está perto dos que O temem

e a sua glória habitará na nossa terra.

 

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,

abraçaram-se a paz e a justiça.

A fidelidade vai germinar da terra

e a justiça descerá do Céu.

 

O Senhor dará ainda o que é bom,

e a nossa terra produzirá os seus frutos.

A justiça caminhará à sua frente

e a paz seguirá os seus passos.

 

Segunda Leitura*

 

Monição: S. Paulo, na Carta aos Efésios recorda-nos que a santidade e a salvação são obra de Deus. É em Cristo que temos a redenção e o perdão dos pecados, de acordo com a riqueza da Sua graça que Ele nos concedeu com abundância.

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

*Forma longa: Efésios 1, 3-14                            Forma breve: Efésios 1, 3-10

3Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto dos Céus nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. 4N’Ele nos escolheu, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, em caridade, na sua presença. 5Ele nos predestinou, de sua livre vontade, para sermos seus filhos adoptivos, por Jesus Cristo, 6para que fosse enaltecida a glória da sua graça, com a qual nos favoreceu em seu amado Filho. 7N’Ele, pelo seu sangue, temos a redenção, a remissão dos pecados. Segundo a riqueza da sua graça, 8que Ele nos concedeu em abundância, com plena sabedoria e inteligência, 9deu-nos a conhecer o mistério da sua vontade: segundo o beneplácito que n’Ele de antemão estabelecera, 10para se realizar na plenitude dos tempos: instaurar todas as coisas em Cristo, tudo o que há nos Céus e na terra.

[11Em Cristo fomos constituídos herdeiros, por termos sido predestinados, segundo os desígnios d’Aquele que tudo realiza conforme a decisão da sua vontade, 12para servir à celebração da sua glória, nós que desde o começo esperámos em Cristo. 13Foi n’Ele que vós também, depois de ouvirdes a palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação, abraçastes a fé e fostes marcados pelo Espírito Santo prometido, 14que é o penhor da nossa herança, para a redenção do povo que Deus adquiriu para louvor da sua glória.]

 

Este início da epístola aos Efésios de que é extraída a leitura tem o aspecto de um hino litúrgico e é uma das mais ricas sínteses doutrinais paulinas. A primeira parte (vv. 3-10), exalta as bênçãos que encerra o projecto divino de salvação em Cristo, por isso é chamada o benedictus paulino. Assim se exprime Bento XVI: «Cada semana, a Liturgia das Vésperas apresenta à oração da Igreja o solene hino de abertura da Carta aos Efésios… Pertence ao género das «berakot», ou seja, as «bênçãos», que já aparecem no A. T. e que terão uma ulterior difusão na tradição judaica. Trata-se, portanto, de uma constante cadeia de louvor elevada a Deus, que na fé cristã é celebrado como «Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo»» (Audiência geral de 23-XI-2005).

3 «Em Cristo». Toda a graça – «bênçãos espirituais» – que Deus concede ao homem, após o pecado, é concedida pela mediação de Cristo e através da união com Ele.

4-5 «Santos». «Filhos». O objectivo desta eleição eterna de Deus é «sermos santos», isto é, destacados do profano e pecaminoso para servir ao culto e glória divina: «diante d’Ele», isto é, na presença de Deus. Estamos chamados a estar sempre diante de Deus para O glorificar a partir de tudo o que fazemos, dizemos ou pensamos, como ensina o Concílio Vaticano II: «Todos os cristãos são, pois, chamados e devem tender à santidade e perfeição do próprio estado» (LG 42). A santidade está em sermos «participantes da natureza divina» (2 Pe 1, 4; Rom 12, 1), sendo filhos de Deus e vivendo como tais, imitando a Cristo, o Filho de Deus por natureza (cf. Rom 8, 15-29; Gal 4, 5-7; 1 Jo 3, 1-3). A expressão «santos e irrepreensíveis» faz pensar nas vítimas oferecidas a Deus no Antigo Testamento (cf. Lv 20, 20-22), insinuando-se assim o carácter oblativo e sacrificial de toda a vida do cristão (cf. 1 Pe 2, 5), bem como a perfeição que devemos pôr em tudo o que fazemos; e não se trata duma pureza meramente exterior e ritual, mas de um culto em espírito e verdade (cf. Jo 4, 23), «na sua presença» (de Deus) «que examina os rins e o coração» (Salm 7, 10), isto é, que perscruta o que há de mais íntimo no homem, a sua consciência, afectos e intenções.

7 «Pelo seu Sangue temos a Redenção». A salvação que Cristo nos traz não é uma mera libertação; é apresentada como um resgate, uma remissão dos pecados (cf. Col 1, 14), que custou o Sangue de Cristo, a sua vida oferecida em sacrifício pelos pecados (cf. Ef 1, 14; 1 Tes 5, 9; 1 Cor 6, 2; 7, 23; GaI 3, 13; 4, 5. 1 Pe 2, 9; 2 Pe 2, 1; Act 20, 28; Apoc 5, 9; 14, 3).

9 «O mistério da sua vontade» é o plano redentor que Deus tem guardado para salvar todos os homens: tendo permanecido oculto durante muito tempo, foi-nos revelado agora em Cristo (cf. Col 1, 26).

10 «Instaurar todas as coisas em Cristo», ou «Reunir sob a chefia de Cristo todas as coisas». O verbo grego «anakêfalaiôsasthai», é de significação bastante discutida e difícil de traduzir. Assim a Vulgata, preferiu o sentido de «instaurare omnia in Christo», (tradução mantida na actual tradução litúrgica), decidindo-se pela ideia de «restaurar todas as coisas», fazendo voltar ao princípio, à santidade original toda a Criação transtornada pelo pecado (assim, à partícula aná que entra na composição do verbo grego é dado um sentido iterativo). Porém outros, apoiando-se no elemento central da palavra, «kêfaláion» – «resumo», «ponto principal» –, traduzem por «concentrar ou reunir todas as coisas em Cristo», enquanto que Ele é o centro de convergência, o principio de unidade, ou o cume de toda a Criação. Finalmente, outros, atendendo ao contexto (v. 22; 4, 15; 5, 23; Col 1, 18; 2, 10.19), onde Cristo é apresentado como «Cabeça», em grego, «kêfalê», preferem traduzir por: «reunir sob a chefia de Cristo». Nesta linha parece estar a Nova Vulgata ao traduzir «recapitulare». Entretanto, parece-nos que o sentido literal não se fica somente no aspecto de fazer com que tudo tenha a Cristo por Cabeça, mas que visa também o aspecto de reunir. Também a tradução por «reunir sob a chefia de Cristo» não parece suficientemente expressiva. Com efeito, todos os seres criados estão desconjuntados e desunidos tanto entre si, como relativamente a Deus; pela Redenção de Cristo voltam a unir-se entre si e com Deus, em Cristo, ao unirem-se a Cristo e ao serem vivificados por Ele, constituído como cabeça de toda a Criação. A verdade é que este primado e capitalidade de Cristo por enquanto só é universal «de direito»; para que o seja «de facto» são os homens chamados a uma missão co-redentora, esforçando-se por «pôr Cristo no cume de todas as actividades humanas, dando forma a tudo segundo o espírito de Jesus, colocando Cristo no âmago de todas as coisas» (S. Josemaria, Cristo que passa, n.º 105).

 

Aclamação ao Evangelho          cf. Ef 1, 17-18

 

Monição: Jesus, envia em missão os seus apóstolos. Vão proclamar o que viram e ouviram.

 

Aleluia

 

Cântico: J. Duque, NRMS 21

 

Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, ilumine os olhos do nosso coração,

para sabermos a que esperança fomos chamados.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 6, 7-13

Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois. Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros 8e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro; 9que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas. 10Disse-lhes também: «Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali. 11E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles». 12Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento, 13expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos.

 

Esta missão dos 12 é restrita aos judeus e vai ser uma espécie de estágio ou treino para a missão universal, após a Ressurreição (cf. Mc 16, 15). Entre as recomendações de Jesus sobressai a do desprendimento; com efeito, o pregador há-de pregar sobretudo com o exemplo da sua vida.

11 «Sacudi o pó...» Gesto habitual dos judeus ao entrarem na Terra Santa, para não a contaminarem com a terra dos gentios, que se tenha colado às sandálias. Com tal gesto mostrava-se que consideravam como gentios aqueles que os não recebessem.

13 «Ungiam com óleo numerosos doentes». Aqui aparece insinuado o Sacramento da Unção dos Enfermos, que o Senhor terá instituído talvez mais adiante e que mais tarde foi recomendado e promulgado aos fiéis. na epístola de S. Tiago 5, 14 ss. 

 

Sugestões para a homilia

 

1. Mostrai-nos Senhor o vosso Amor e dai-nos a vossa salvação.

2. Dificuldades a vencer para o anúncio.

3. Condições para que o anúncio seja credível.

 

 

1. Mostrai-nos Senhor o vosso Amor e dai-nos a vossa salvação.

 

E o Senhor a todos quer mostrar e revelar o Seu Amor e com esse Amor a salvação. Para atingirmos esta meta tão desejada por Deus e por nós, Ele nos escolheu antes da criação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis em caridade. De facto, na medida em que formos santos, seremos felizes e estaremos a assegurar a felicidade eterna – a salvação.

Para que tal aconteça é necessário receber, acolher e saborear a Palavra do Senhor que Ele nos envia através de seus mensageiros. Dessa escolha e desse envio também nos falam as leituras da Missa de hoje. A primeira conta-nos a escolha que Deus fez de Amós e as dificuldades que ele teve que vencer para o anúncio da mesma Palavra de Deus.

 

2. Dificuldades a vencer para o anúncio da Palavra de Deus.

 

O Povo de Israel vivia um dos períodos mais ricos da sua história. Havia grandes fortunas, mas infelizmente conseguidas com muita corrupção. O próprio sacerdote Amasias, que era pago pelo rei Joroboão II, estava ligado a essa mesma corrupção. Por isso quer que Amós se retire. Ele tinha sido enviado para anunciar os verdadeiros caminhos do céu e desmascarar a corrupção reinante. Ele quer anunciar a Palavra de Deus de uma forma gratuita. Daí as dificuldades a vencer. As riquezas, por vezes mal adquiridas, o apego ás mesmas, o orgulho e demais vícios, continuam a ser dificuldades a vencer para o anúncio da Palavra do Senhor. Infelizmente, na hora atual, são tantos os meios de comunicação social ao serviço da mentira, divulgando caminhos errados aos homens. O aborto, a eutanásia, a desagregação da Família que se tenta a todo o custo impor, a exploração sexual e material, os ódios, guerra e fomes tão generalizadas, a perseguição dos cristãos, são exemplos desses desvios e dificuldades que os anunciadores do Evangelho têm que vencer.

 

3. Condições para que o anúncio seja credível.

 

Para que o anúncio pudesse se credível, o Senhor envia os seus doze Apóstolos, também sem nada, sem apoio material: não levassem pão, nem alforge... A ausência de todos esses meios facilitava o anúncio da verdade de forma mais convincente e rápida. Por isso recomendava-lhes mesmo que não saudassem alguém pelo caminho. E eles assim fizeram, expulsando mesmo muitos demónios, anunciando com convicção e entusiasmo a Boa Nova do Evangelho.

Que o Senhor nos dê muitos e santos anunciadores dos verdadeiros caminhos da felicidade. Que o façam de uma forma convicta, alegre e gratuita. De facto ninguém será instrumento de evangelização se não estiver evangelizado. A catequese não é uma teoria que se aprende, mas uma vida que se vive. Precisamos de evangelizadores evangelizados. A conversão é obra de Deus, mas, Ele quis precisar de nós para chegar aos homens. Assim como a lâmpada não se acenderá, se não estiver ligada à corrente, também a luz da fé não chegará aos homens se os evangelizadores não estiverem ligados ao Senhor. Que o Senhor nos dê muitos e santos anunciadores do Evangelho e que os homens estejam abertos a esse anúncio e assim possam experimentar o Amor do Senhor e com esse Amor tenham acesso à salvação eterna, que todo o crente verdadeiramente deseja.

 

Fala o Santo Padre

 

«Em Jesus Cristo tornámo-nos herdeiros, predestinados a ser “louvor da sua glória”.»

[…] O Evangelho deste domingo, apresenta o primeiro envio em missão dos Doze Apóstolos por parte de Jesus. «Jesus chamou os Doze — narra são Marcos — e começou a enviá-los dois a dois... Ordenou-lhes que não levassem para o caminho a não ser um cajado: nem pão, nem alforge, nem dinheiro no cinto; que fossem calçados com sandálias e não levassem duas túnicas» (Mc 6, 7-9). […]

Na segunda Leitura da Missa de hoje (Ef 1, 3-14), encontramos o célebre hino da Carta de São Paulo aos Efésios, que inicia assim: «Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, do alto dos Céus, nos abençoou com toda a espécie as bênçãos espirituais em Cristo». Por conseguinte, o Apóstolo mostra como se realiza este desígnio de bênção, em quatro trechos que começam todos com a mesma expressão «n’Ele», referida a Jesus Cristo. «N’Ele» temos a redenção mediante o seu sangue; «n’Ele» tornámo-nos herdeiros, predestinados a ser «louvor da sua glória»; «n’Ele» quantos crêem no Evangelho recebem o selo do Espírito Santo. […]

Papa Bento XVI, Angelus, Castel Gandolfo, 15 de Julho de 2012

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

Confiados na infinita bondade de Deus

que não quer a morte do pecador

mas que se converta e viva,

peçamos por intermédio de Seu Filho, dizendo,

 

R. Senhor, escutai a nossa prece!

 

1.     Pelo Santo Padre Francisco, Bispos, Sacerdotes e Diáconos:

para que anunciem de forma convicta o Reino de Cristo,

e façam brilhar diante dos homens a Sua luz

oremos, irmãos,

 

R. Senhor, escutai a nossa prece!

 

2.     Pelos governantes das nações,

para que, trabalhando pela felicidade terrena dos homens,

promovam sempre a verdade, a justiça e a paz,

oremos irmãos,

 

R. Senhor, escutai a nossa prece!

 

3.     Pelos que sofrem no corpo ou no espírito,

para que glorifiquem a Deus em suas vidas,

como templos que são do Espírito Santo,

oremos, irmãos,

 

R. Senhor, escutai a nossa prece!

 

 

4.     Pela paz e prosperidade de todo o mundo,

para que a esperança cristã se estenda a todos os homens,

e a fome, as calamidades e guerras se afastem dos povos,

oremos, irmãos,

 

R. Senhor, escutai a nossa prece!

 

5.     Por todos os fieis defuntos:

para que, por intermédio de Nossa Senhora

alcancem quanto antes a misericórdia de Deus,

oremos irmãos,

 

R. Senhor, escutai a nossa prece!

 

6.     Por todos nós aqui presentes:

para que nos empenhemos em crescer na fé na caridade e santidade

 e assim possamos anunciar aos homens os caminhos da salvação

oremos, irmãos.

 

R. Senhor, escutai a nossa prece!

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai, nós Vos rogamos pela conversão dos pecadores, para que venham a alcançar a santidade e a salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Trazemos ao Teu altar, F. da Silva, NRMS 55

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para os dons da vossa Igreja em oração e concedei aos fiéis que os vão receber a graça de crescerem na santidade. Por Nosso Senhor.

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Saudação da paz

 

Olhai como eles se amam,” diziam os pagãos dos primeiros cristãos. É pelo amor que podemos testemunhar de um modo credível e convincente o verdadeiro caminho da santidade e salvação. Com  o propósito desse anúncio, saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

Na Sagrada Comunhão recebemos o verdadeiro Pão do Céu, Nosso Senhor Jesus Cristo, que é o próprio Amor de Deus em nós. N’Ele temos a força para amar e para anunciar com fé e convicção o verdadeiro caminho da salvação. Vamos recebê-LO com muito amor e profunda gratidão.

 

Cântico da Comunhão: Se não comerdes a minha carne, F. da Silva, NRMS 48

Salmo 83, 4-5

Antífona da comunhão: As aves do céu encontram abrigo e as andorinhas um ninho para os seus filhos, junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Felizes os que moram em vossa casa e a toda a hora cantam os vossos louvores.

 

Ou

Jo 6, 57

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais à vossa mesa santa, humildemente Vos suplicamos: sempre que celebramos estes mistérios, aumentai em nós os frutos da salvação. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Fomos criados por Deus para sermos santos e irrepreensíveis, em caridade. Vamos levar muito a sério este chamamento divino e vamos anunciá-lo com convicção, a quem ainda o desconhece. Com esse propósito, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Somos testemunhas, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

15ª SEMANA

 

2ª Feira, 13-VII: O seguimento de Cristo e a Cruz.

Ex 1, 8.14. 22 / Mt 10, 34- 11.1

Quem não toma a sua cruz para me seguir, não é digno de mim.

Como o próprio Senhor afirma, devemos convencer-nos de que a primeira vocação do cristão é o seguimento de Jesus (Ev.). Já o povo de Deus, exilado no Egipto, sofreu muito, devido às medidas do novo faraó (Leit.).

O seguimento do Senhor exige uma conversão constante: «A conversão realiza-se na vida quotidiana por gestos de reconciliação, pelo cuidado dos pobres, o exame de consciência, a direcção espiritual, a aceitação dos sofrimentos, a coragem de suportar a perseguição. Tomar a cruz de todos os dias e seguir Jesus (Ev.) é o caminho mais seguro de penitência» (CIC, 1435).

 

3ª Feira, 14-VII: Aproveitamento das graças de Deus.

Ex 2, 1-15 / Mt 11, 20-24

Começou Jesus a censurar duramente as cidades em que tinha realizado a maioria dos seus milagres, por não terem feito penitência.

Os habitantes destas cidades não corresponderam às graças recebidas de Deus. Embora Jesus não tenha vindo para julgar, mas para salvar é, no entanto possível que os corações endureçam (Ev.). O mesmo aconteceu com o faraó do Egipto (Leit.).

«O coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que Deus dê ao homem um coração novo. A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações se voltem para Ele: 'Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos'» (CIC, 1432). Como estamos a aproveitar as graças que o Senhor nos envia através dos sacramentos e da oração?

 

4ª Feira, 15-VII: Para Deus não há impossíveis.

Ex 3, 1-7. 9-12 / Mt 11, 25-27

Moisés: Mas quem sou eu para ir à presença do faraó e levar os filhos de Israel para fora do Egipto?

Quando Deus nos encarrega alguma missão, que nos parece impossível, também nos há-de dar os meios para realizá-la: «Eu estarei contigo» (Leit.). E, de facto, Deus esteve constantemente ao lado do seu povo durante a longa travessia do deserto, até à terra prometida. Deus está continuamente ao nosso lado até chegarmos à vida eterna. Com a sua ajuda receberemos uma energia renovada para ultrapassarmos os obstáculos.

Além disso, precisamos ser humildes, porque é aos humildes que Deus se revela e enche de graças (Ev.). O humilde confia mais em Deus, sabendo que por si só nada pode fazer.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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