14º Domingo Comum

5 de Julho de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia, J. Santos, NRMS 88

Salmo 47, 10-11

Antífona de entrada: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Toda a terra proclama o louvor do vosso nome, porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

No Evangelho de hoje a gente de Nazaré diz de Jesus: – Não é Ele o carpinteiro, filho de Maria?

Ouçamos o que nos diz o Senhor sobre o valor do trabalho de cada dia, como meio de santificação para todos os homens.

 

Oração colecta: Deus de bondade infinita, que, pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído, dai aos vossos fiéis uma santa alegria, para que, livres da escravidão do pecado, possam chegar à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Unidos a Cristo pelo Baptismo, participamos na sua missão de profeta. Demos testemunho de Cristo com a nossa vida exemplar e também com a nossa palavra.

 

Ezequiel 2, 2-5

Naqueles dias, 2o Espírito entrou em mim e fez-me levantar. Ouvi então Alguém que me dizia: 3«Filho do homem, Eu te envio aos filhos de Israel, a um povo rebelde que se revoltou contra Mim. Eles e seus pais ofenderam-Me até ao dia de hoje. 4É a esses filhos de cabeça dura e coração obstinado que te envio, para lhes dizeres: ‘Eis o que diz o Senhor’. 5Podem escutar-te ou não – porque são uma casa de rebeldes –, mas saberão que há um profeta no meio deles».

 

A leitura refere a vocação e a missão do profeta Ezequiel, no exílio de Babilónia. É impressionante o contraste entre a grandeza da glória do Senhor antes descrita gongoricamente no capítulo 1º e a debilidade do seu profeta; é Deus que lhe dá força e o anima a dirigir-se a «um povo de cabeça dura».

3 «Filho de homem». Esta expressão, com que repetidamente é designado o profeta, põe em contraste a pouquidão humana com a grandeza divina. Quase só em Ezequiel aparece este título; Jesus há-de assumi-lo para indicar a aparência humilde com que se revela; esta expressão era uma forma discreta de se referir a si (um asteísmo), equivalente a este homem; mas, em parte, a expressão era também um título glorioso (cf. Dan 7, 13). De qualquer modo, é um título exclusivamente usado pelo próprio Jesus, pois mais ninguém assim O chama. O cristológico deste título é belamente exposto por Bento XVI (Jesus de Nazaré, cap. X).

 

Salmo Responsorial     Sl 122 (123), 1-2a.2bcd.3-4 (R. 2cd)

 

Monição: Levantemos o nosso olhar para o Senhor.

 

Refrão:        Os nossos olhos estão postos no Senhor,

                     até que Se compadeça de nós.

 

Levanto os meus olhos para Vós,

para Vós que habitais no Céu,

como os olhos do servo

se fixam nas mãos do seu senhor.

 

Como os olhos da serva

se fixam nas mãos da sua senhora,

assim os nossos olhos se voltam para o Senhor nosso Deus,

até que tenha piedade de nós.

 

Piedade, Senhor, tende piedade de nós,

porque estamos saturados de desprezo.

A nossa alma está saturada do sarcasmo dos arrogantes

e do desprezo dos soberbos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Deus dá-nos muitas graças, mas deixa que sintamos e experimentemos a nossa fraqueza, para que a força de Cristo se estabeleça em nós.

 

2 Coríntios 12, 7-10

Irmãos: 7Para que a grandeza das revelações não me ensoberbeça, foi-me deixado um espinho na carne, – um anjo de Satanás que me esbofeteia – para que não me orgulhe. 8Por três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. 9Mas Ele disse-me: «Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se manifesta todo o meu poder». Por isso, de boa vontade me gloriarei das minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo. 10Alegro-me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor de Cristo, porque, quando sou fraco, então é que sou forte.

 

A leitura é tirada da 3.ª parte de 2 Cor, em que S. Paulo entra em polémica com os que pretendiam desautorizá-lo. Não receia mesmo apelar para «revelações» extraordinárias (12, 1-6). O texto é rico de ensinamentos para a vida cristã: a humildade, a confiança no poder da graça de Deus e a necessidade da oração. «Um espinho na carne»: a natureza deste espinho é muito discutida. Parece menos provável que se trate de tentações violentas ou de angustiantes preocupações pastorais. É mais provável que se trate de alguma doença que o afligia (paludismo, doença nervosa, doença nos olhos, sendo esta última explicação a mais seguida, a partir dos elementos deduzidos de Act 9, 8-9.18; 23, 5; Gal 4, 15; 6, 11.

 

Aclamação ao Evangelho          cf. Lc 4, 18

 

Monição: Ouçamos no Evangelho a mensagem de Jesus sobre o valor do trabalho humano.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

O Espírito do Senhor está sobre mim:

Ele me enviou a anunciar o Evangelho aos pobres.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 6, 1-6

Naquele tempo, 1Jesus dirigiu-Se à sua terra e os discípulos acompanharam-n’O. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que Lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos? 3Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?» E ficavam perplexos a seu respeito. 4Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa». 5E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6Estava admirado com a falta de fé daquela gente. E percorria as aldeias dos arredores, ensinando.

 

Por este episódio fica claro que Jesus, embora socialmente aparecesse como um mestre entre tantos, Ele não o era como os restantes, pois não tinha o curriculum de mestre, por isso não vêem nele mais do que um simples carpinteiro, alguém que vivera em tudo uma vida igual à dos seus conterrâneos. «Tiago e José» eram primos de Jesus, filhos duma outra Maria, como se diz em Mt 27, 57 (cf. Mc 15, 47); irmão era uma forma de designar todos os familiares.

3 «O filho de Maria». Alguns deduzem daqui que S. José já tinha morrido, o que é mais do que provável; com efeito, em todas as passagens onde se fala de parentes de Jesus, nunca se nomeia S. José. Há porém aqui um pormenor curioso: nos lugares paralelos de Mateus e Lucas, Jesus é chamado «filho do carpinteiro» (Mt 13, 55) e «filho de José» (Lc 4, 22). No entanto, não são os Evangelistas a designá-lo assim, mas os ouvintes do Senhor. Mateus e Lucas, que já tinham deixado clara a virgindade de Maria, nos episódios da infância de Jesus, não têm receio de recolher a designação corrente de «filho de José». S. Marcos, que não tinha referido ainda a virgindade da Mãe de Jesus, evita cuidadosamente a designação de «filho de José», para que os seus leitores não venham a confundir as coisas. É pois destituído de fundamento afirmar que S. Marcos ignorava a virgindade de Maria.

 

Sugestões para a homilia

 

1. O filho do Carpinteiro.

2. Lar de Nazaré.

 

1. “Não é Ele o carpinteiro, filho de Maria?” (Evangelho)

A consciência de que o trabalho humano é participação na obra de Deus deve impregnar as actividades de todos os dias; o imenso esforço com que os homens tentam melhorar as condições de vida corresponde à vontade de Deus; os homens e as mulheres, ao ganharem o sustento para si e suas famílias, prestam um verdadeiro serviço à sociedade, prolongam a obra do Criador, ajudam os seus irmãos e contribuem pessoalmente para a realização dos desígnios de Deus na história.

As vitórias do progresso humano são sinal da grandeza divina e fruto dos seus inefáveis desígnios.

 

2. Lar de Nazaré. 

O espírito de serviço, o desejo de trabalhar para contribuir para o bem dos outros homens deve ser a característica fundamental de todo o trabalho humano.

Na oficina de S. José, sempre se trabalhou com a consciência de se cumprir a Vontade de Deus, pensando no bem de todos, Jesus e Maria e José, e tendo também presente o bem de todos os habitantes da pequena aldeia de Nazaré; Jesus, a exemplo de S. José, continuou a ser um dos poucos artesãos da terra, senão o único. Tirou muita gente de apuros, certamente com um trabalho bem acabado e competente. O seu trabalho profissional era uma ocupação orientada para o serviço, para tornar agradável a vida das outras famílias da aldeia, acompanhado de um sorriso, de uma palavra amável, de um comentário feito como de passagem, mas que devolve a fé e a alegria a quem está a ponto de perdê-la. Sempre com uma grande paz e serenidade.

Foi neste ambiente de trabalho fatigante e de paz que Jesus cresceu, junto de S. José e de Maria, em sabedoria, em idade e em graça. A graça do Senhor é a única que pode potenciar os nossos talentos humanos.

 

Fala o Santo Padre

 

«Os concidadãos de Jesus têm dificuldade de acreditar

que este Filho de um carpinteiro seja Filho de Deus.»

Gostaria de falar brevemente sobre o trecho evangélico deste domingo, um texto do qual é tirado o célebre dito «Nemo propheta in patria», isto é, nenhum profeta é bem aceite pelo seu povo, que o viu crescer (cf. Mc6, 4). Com efeito, depois de Jesus, com quase trinta anos, ter deixado Nazaré e já há algum tempo pregava e fazia curas noutras partes, regressou uma vez à sua terra e pôs-se a ensinar na sinagoga. Os seus concidadãos «ficaram admirados» pela sua sabedoria e, conhecendo-o como o «filho de Maria», o «carpinteiro» que viveu no meio deles, em vez de o receber com fé ficaram escandalizados com Ele (cf. Mc 6, 2-3). Este facto é compreensível, porque a familiaridade a nível humano torna difícil ir além e abrir-se à dimensão divina. Eles têm dificuldade de acreditar que este Filho de um carpinteiro seja Filho de Deus. O próprio Jesus dá como exemplo a experiência dos profetas de Israel, que precisamente na sua pátria tinham sido objecto de desprezo, e identifica-se com eles. Devido a este fechamento espiritual, Jesus não pôde realizar em Nazaré «milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos» (Mc 6, 5). Com efeito, os milagres de Cristo não são uma exibição de poder, mas sinais de amor de Deus, que se realiza onde encontra a fé do homem na reciprocidade. Escreve Orígenes: «Do mesmo modo que para os corpos existe uma atracção natural da parte de uns para com os outros, como o ferro atrai o íman... também tal fé exerce uma atracção sobre o poder divino» (Comentário ao Evangelho de Mateus 10, 19).

Portanto, parece que Jesus se resigna — como se diz — ao mau acolhimento que encontra em Nazaré. Ao contrário, no final da narração encontramos uma observação que diz precisamente o contrário. Escreve o Evangelista que Jesus «se admira com a incredulidade deles (Mc 6, 6). À admiração dos cidadãos, que se escandalizam, corresponde a maravilha de Jesus. Também Ele, num certo sentido, se escandaliza! Não obstante saiba que profeta algum é bem aceite na pátria, todavia o fechamento do coração do seu povo permanece para Ele obscuro, impenetrável: como é possível que não reconheçam a luz da Verdade? Por que não se abrem à bondade de Deus, que quis partilhar a nossa humanidade? Com efeito, o homem Jesus de Nazaré é a transparência de Deus, n’Ele Deus habita plenamente. E enquanto nós procuramos sempre outros sinais, outros prodígios, não nos apercebemos de que o verdadeiro Sinal é Ele, Deus feito carne, é Ele o maior milagre do universo: todo o amor de Deus contido num coração humano, num rosto de homem. […]

Papa Bento XVI, Angelus, Castel Gandolfo, 8 de Julho de 2012

 

Oração Universal

 

Irmãos,

peçamos ao Senhor pelo mundo do trabalho,

para que dê aos homens, na vida terrena,

a felicidade e alegria que os encaminhe para o céu.

 

1.     Pelo Santo Padre, Bispos, Sacerdotes e Diáconos:

para que anunciem corajosamente ao homens

a Doutrina Social da Igreja sobre o trabalho,

oremos ao Senhor.

 

2.     Pelo mundo do trabalho desta Europa em crise:

para que ela, iluminada pelo Evangelho,

volte a encontrar a verdadeira paz e liberdade,

oremos ao Senhor.

 

3.     Pelos jovens das nossas comunidades:

para que encontrem facilidade de emprego

e se santifiquem no trabalho de cada dia,

oremos ao Senhor.

 

4.     Pelos trabalhadores e doadores de trabalho

para que, no diálogo e na solidariedade,

encontrem um caminho de melhor entendimento,

oremos ao Senhor.

 

5.     Por todas as mães de família,

para que seja reconhecido o alto valor

do trabalho doméstico que realizam,

oremos ao Senhor.

 

Senhor, que nos chamastes ao trabalho,

para com ele nos santificarmos cada dia,

ajudai-nos a realizar os vossos desígnios:

para que servindo-Vos com amor na terra,

Vos amemos eternamente no Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho

na unidade do Espírito santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor, nós vos oferecemos, B. Salgado, NRMS 5 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique e nos conduza, dia após dia, a viver mais intensamente a vida da graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Monição da Comunhão

 

Sem alimento não se pode trabalhar. O alimento sobrenatural do Corpo e Sangue do Senhor é necessário para a nossa santificação. Comunguemos com fé a amor, para sermos fermento de um novo mundo do trabalho.

 

Cântico da Comunhão: O Espírito de Deus repousou, Az. Oliveira, NRMS 58

Salmo 33, 9

Antífona da comunhão: Saboreai e vede como o Senhor é bom, feliz o homem que n'Ele se refugia.

 

ou

Mt 11, 28

Vinde a Mim, todos vós que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Pelo pão do Teu amor, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos saciastes com estes dons tão excelentes, fazei que alcancemos os benefícios da salvação e nunca cessemos de cantar os vossos louvores. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que o exemplo e a intercessão de S. José nos animem sempre a santificar o nosso trabalho diário, a santificar-nos nesse trabalho e a santificar os outros através desse trabalho, fazendo-o sempre com amor e perfeição.

 

Cântico final: Vamos caminhando alegremente, F. da Silva, NRMS 1 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

14ª SEMANA

 

2ª Feira, 6-VII: Fé na proximidade de Deus.

Gen 28, 10-22 / Mt 9, 18-26

Pois dizia consigo: Se eu, ao menos, lhe tocar na capa serei curada.

Todos precisamos de nos aproximar e tocar no Senhor, como esta mulher (Ev.). As doenças da nossa alma, as feridas da luta interior contra as tentações, exigem que nos aproximemos dEle, para ficarmos curados. Isso acontece quando recebemos os sacramentos: na comunhão sacramental, tocamos no corpo de Jesus, na confissão são-nos aplicados os méritos da paixão de Cristo.

Deus falou a Jacob através de um sonho, renovando uma promessa. E Jacob reconheceu a proximidade de Deus: «realmente o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia» (Leit.). Procuremos dar-nos conta da presença de Deus ao nosso lado, durante as nossas ocupações.

 

3ª Feira, 7-VII: A oração, como combate da fé.

Gen 32, 22-32 / Mt 9, 32-38

Jacob ficou para trás sozinho. Então, alguém lutou com ele até ao romper da aurora.

«A Tradição espiritual da Igreja divisou nesta narrativa o símbolo da oração como combate da fé e vitória da perseverança (Leit.)» (CIC, 2573). Como fruto da sua petição, Jacob viu Deus: «Vi Deus face a face» e recebeu uma bênção.

Jesus, o bom Pastor, tem grande compaixão das multidões ignorantes, que precisam de ajuda. Por isso, nos exorta a pedir na oração que haja muitos trabalhadores para a messe (Ev.). Também é necessário que nos apoiemos na Eucaristia: «Para evangelizar o mundo, precisamos de apóstolos 'especialistas' na celebração, adoração e contemplação da Eucaristia» (J. Paulo II).

 

4ª feira, 8-VII: Ajudas para matar a fome de Deus no mundo.

Gen 41, 55-57; 42, 5-7. 17-24 / Mt 10, 1- 7.

Ide a José e fazei o que ele vos disser. Disse-lhes José: fazei o que vou dizer-vos e haveis de viver.

Em toda a parte havia uma grande fome e o povo pedia pão. No Egipto, e noutros países, foi José quem resolveu este problema (Leit.). Ele é uma figura profética de Jesus.

Em todo o mundo há igualmente uma grande fome de Deus. Agora é o Senhor que resolve este problema. Para isso, instituiu a Eucaristia: 'A minha carne é verdadeira comida'. E decidiu enviar os Doze a proclamar a palavra de Deus: «No caminho, pregai, anunciando que está perto o reino de Deus» (Ev.). Recebamos com agradecimento, e com o desejo de a levar à prática, a palavra de Deus. E procuremos transmiti-la com o testemunho da nossa vida e de viva voz.

 

5ª Feira, 9-VII: Dar aos outros o que recebemos.

Gen 44, 18-21. 23-29; 45, 1-5 / Mt 10, 7-15

Ide pregar, anunciai que está perto o reino dos Céus. Recebestes de graça. Pois dai gratuitamente.

O que os Apóstolos receberam de Jesus: os ensinamentos, o poder de curar, etc., é o que eles fizeram a partir de então (Ev.). O mesmo aconteceu com José: perdoou os irmãos e acabou por lhes matar a fome: «foi para poupar as vossas vidas que Deus me enviou à vossa frente» (Leit.).

Todos recebemos de Cristo um mandato de propagar o Evangelho e animar cristãmente a sociedade. Para isso, o Senhor oferece a força interior, através dos sacramentos e da oração. Esta missão é um modo de ser, que passa de Jesus para o cristão e, através do seu testemunho, tende a impregnar a vida da sociedade e a cultura (João Paulo II).

 

6ª Feira, 10-VII: Confiança nas promessas de Deus.

Gen 46, 1-7. 28-30 / Mt 10, 16-23

Quando vos entregarem, não vos inquieteis com a maneira de falar. O Espírito do vosso Pai é que falará em vós.

Deus é fiel e nunca nos abandonará. Aceitemos as suas promessas e tenhamos nEle uma confiança e fé plenas: «Porque 'sem fé não é possível agradar a Deus' e chegar a partilhar a condição de filhos seus; ninguém jamais pode justificar-se sem ela e ninguém que 'não persevere nela até ao fim' (Ev.) poderá alcançar a vida eterna» (CIC, 161).

O mesmo aconteceu com Jacob: «Disse-lhe Deus: Não tenhas receio de descer ao Egipto, pois é lá que farei sair de ti uma grande povo. Eu próprio descerei contigo ao Egipto» (Leit.). E tudo se cumpriu conforme a promessa de Deus.

 

Sábado, 11-VII: S. Bento: Reconstrução das raízes cristãs da Europa.

Prov 2, 1-9 / Mt 19, 27-29

E todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna.

S. Bento contribuiu enormemente para a implantação das raízes cristãs nos países que hoje constituem a Europa. Por isso, foi nomeado Padroeiro da Europa por Paulo VI.

Continua a ser muito importante que Deus esteja presente na cultura europeia: nas Constituições dos países, nas leis nacionais. E também muito presente na vida de cada um de nós. Deus precisa da nossa fidelidade à fé: «Ele protege os caminhos da justiça, guarda os passos dos que lhe são fiéis» (Leit.). Para isso, temos que nos empenhar mais: «Olha que nós deixámos tudo e te seguimos» (Ev.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial