13º Domingo Comum

28 de Junho de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor é o Pastor, M. Simões, NRMS 116

cf. Sl 46, 2

Antífona de entrada: Louvai o Senhor, povos de toda a terra, aclamai a Deus com brados de alegria.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Chamados por Deus, tornados filhos da luz pela graça do Santo Baptismo, procuraremos permanecer no esplendor da Verdade e ser verdadeiramente uma Comunidade de fiéis.

O Senhor vai falar-nos hoje da virtude da pobreza. Estejamos atentos à sua voz.

 

oração colecta: Senhor, que pela vossa graça nos tornastes filhos da luz, não permitais que sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O livro da Sabedoria ensina-nos que Deus é o Senhor da Vida e que a morte dos homens entrou no mundo por inveja do Demónio. A Redenção operada por Jesus Cristo faz com que sejamos de novo chamados à vida imortal.

 

Sabedoria 1, 13-15; 2, 23-25 (23-24)

13Não foi Deus quem fez a morte, nem Ele se alegra de os vivos perecerem. 14Pela criação, deu o ser a todas as coisas e o que nasce no mundo destina-se ao bem. Em nada existe o veneno que mata, nem o poder da morte reina sobre a Terra, 15pois a justiça é imortal. 23Deus criou o homem para ser incorruptível e fê-lo à imagem do que Ele é em Si mesmo. 24A morte entrou no mundo pela inveja do Demónio, e os seus partidários sentem-lhe os efeitos.

 

A leitura contém cinco versículos respigados da 1ª parte do livro da Sabedoria, o mais recente dos livros do A. T. e escrito em grego. O autor inspirado mostra como a verdadeira felicidade consiste em fazer a vontade de Deus e disso depende a sorte de cada um após a morte, pois «a justiça (de Deus) é imortal» (v. 15), não deixa de haver uma retribuição justa pelo proceder de cada um. E Deus não quer a morte de ninguém, mas esta é consequência do pecado: «não foi Deus quem fez a morte» (v. 13). Mais adiante (vv. 23-24) insiste-se na mesma ideia, depois de censurar os ímpios que perseguem o justo, cuja vida santa consideram para eles uma repreensão do seu mau proceder. Como pano de fundo do texto, temos a narrativa do Génesis (Gn 3), embora não citada expressamente; na origem do mal e da morte – «não foi Deus quem fez a morte» (v. 23) – está «a serpente antiga, chamada Diabo e Satanás, que seduz toda a humanidade» (Apoc 12, 9), «assassino desde o princípio… mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44); notar que a tradução litúrgica utilizou uma expressão mais suave, «demónio», em vez do termo grego Diabo, que significa caluniador, acusador, a tradução do nome hebraico Satanás.

 

Salmo Responsorial     Sl 29 (30), 2.4.5-6.11.12a.13b (R. 2a)

 

Monição: A salvação é obra de Deus. Louvemos o Senhor que nos arrebatou ao abismo da morte.

 

Refrão:        Eu Vos louvarei, Senhor, porque me salvastes.

 

Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes

e não deixastes que de mim se regozijassem os inimigos.

Tirastes a minha alma da mansão dos mortos,

vivificastes-me para não descer ao túmulo.

 

Cantai salmos ao Senhor, vós os seus fiéis,

e dai graças ao seu nome santo.

A sua ira dura apenas um momento

e a sua benevolência a vida inteira.

Ao cair da noite vêm as lágrimas

e ao amanhecer volta a alegria.

 

Ouvi, Senhor, e tende compaixão de mim,

Senhor, sede Vós o meu auxílio.

Vós convertestes em júbilo o meu pranto:

Senhor meu Deus, eu Vos louvarei eternamente.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo recomenda aos cristãos de Corinto que sejam generosos nas suas ofertas, em socorro da Comunidade dos cristãos de Jerusalém.

 

2 Coríntios 8, 7.9.13-15

Meus irmãos: 7vós sois ricos em tudo: na fé, na eloquência, no conhecimento da doutrina, em toda a espécie de atenções e na caridade que recebestes de nós. Mostrai-vos também ricos em generosidade. 9Conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo: Ele, que era rico, fez-se pobre por vossa causa, para que vos tornásseis ricos pela sua pobreza. 13Não se trata de vos sobrecarregar a vós, para aliviar os outros, trata-se de procurar a igualdade. 14Na presente ocasião, aquilo que vos sobra compensa o que falta aos vossos irmãos, para que um dia, o que venha a sobrar-lhes compense o que vier a faltar-vos. E assim haverá igualdade, como esta escrito: 15«A quem tinha muito não sobejou, e a quem tinha pouco não faltou.»

 

A leitura é tirada da segunda parte da Carta (2 Cor 8 – 9), escrita da Macedónia; contém um forte apelo do Apóstolo ao desprendimento e à generosidade dos fiéis de Corinto na esmola para socorrer os pobres de Jerusalém. No regresso da sua 3ª viagem missionária, Paulo vai passar por Corinto e ali recolher o fruto da colecta, já recomendada na sua 1ª Carta, a fazer «no primeiro dia da semana», certamente na Liturgia dominical (cf, 1 Cor 16, 2.5), como veio a ser um costume cristão, já referido por S. Justino no século II: «Desde o princípio, com o pão e o vinho para a Eucaristia, os cristãos trazem as suas ofertas para a partilha com os necessitados. Este costume, sempre actual, da colecta inspira-se no exemplo de Cristo, que Se fez pobre para nos enriquecer» (Catecismo da Igr. Cat., nº 1351; cf. S. Justino, Apol. I, 67, 6). A imitação de Cristo passa também pelo exercício das virtudes do desprendimento e da generosidade: «Ele, que era rico, fez-se pobre por vossa causa, para que vos tornásseis ricos pela sua pobreza» (v. 9). S. Paulo faz ainda apelo a uma justa repartição de bens (vv. 13-15), recorrendo ao texto de Ex 16, 18, que se refere à recolha equitativa do maná no deserto.

 

Aclamação ao Evangelho          2 Tim 1, 10

 

Monição: Aclamemos o Evangelho de Jesus Cristo, Palavra de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Jesus Cristo, nosso Salvador, destruiu a morte

e fez brilhar a vida por meio do Evangelho.

 

 

Evangelho*

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Marcos 5, 21-43.   Forma breve: São Marcos 5, 21-24.35b-43

Naquele tempo, 21Jesus voltou a atravessar, de barco, para a outra margem do lago. Reuniu-se junto d'Ele grande multidão, e Ele permaneceu a beira-mar. 22Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Ao ver Jesus, 23caiu-lhe aos pés e suplicou-Lhe com insistência: «A minha filha está a morrer. Vem impor-lhe a mão, para que seja salva e viva.» 24Jesus foi com ele. Acompanhava-O tão grande multidão, que O comprimia. [25Certa mulher tinha hemorragias havia doze anos. 26Sofrera muito com grande número de médicos e gastara todos os seus bens, sem ter obtido qualquer resultado; antes piorava cada vez mais. 27Como tinha ouvido falar Jesus, veio por detrás, no meio da multidão, e tocou-Lhe na capa. 28Pois dizia consigo: «Se eu, ao menos, Lhe tocar nas vestes, ficarei curada.» 29No mesmo instante, estancou-se-lhe o sangue, e sentiu no seu corpo que estava curada da doença. 30Jesus notou logo em Si mesmo que saíra d’Ele uma força. Voltou-Se no meio da multidão e perguntou: «Quem Me tocou nas vestes?» 31Diziam-Lhe os discípulos: «Tu vês a multidão que Te aperta e perguntas: «Quem Me tocou?» 32Mas Jesus olhou em volta, para ver aquela que o tinha feito. 33E a mulher, assustada e a tremer, por saber o que Lhe tinha sucedido, veio prostrar-se diante de Jesus e disse-Lhe toda a verdade. 34Jesus replicou-Lhe: «Minha filha, foi a tua fé que te salvou! Vai em paz e fica sarada do teu mal.»] 35Ainda Ele falava, quando vieram dizer da casa do chefe da sinagoga: «A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?» 36Mas Jesus, que surpreendera as palavras proferidas, disse ao chefe da sinagoga: «Não tenhas receio. Crê somente.» 37E não deixou que ninguém O acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. 38Chegaram a casa do chefe da sinagoga. E Jesus deparou com o reboliço e com a gente que chorava e gritava muito. 39Ao entrar, perguntou-lhes: «Porque estais nesta agitação a chorar? A criança não morreu, está a dormir!» 40E riam-se d’Ele. Jesus, depois de os ter mandado sair a todos, tomou consigo o pai e a mãe da criança e os que vinham com ele, e entrou no local onde estava a criança. 41Pegou na mão da criança e disse-lhe: «Talitá qumi Menina, Eu te ordeno: levanta-te». 42Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E logo se encheram de grande pasmo. 43Jesus fez-lhes instantes recomendações, para que ninguém soubesse do caso, e mandou que dessem de comer à menina.

 

Voltamos hoje ao nosso Evangelho do ano, com mais dois milagres de Jesus (na forma longa da leitura). «O encadeamento destas duas narrações de milagres é tão íntimo e tão natural, que é impossível considerá-lo como obra do evangelista ou da tradição donde as tomou. Trata-se evidentemente da reprodução da realidade histórica. O carácter vivo e gráfico da descrição remete-nos mais uma vez para uma testemunha ocular, Pedro» (Josef Schmid).

22 «Um dos chefes da sinagoga», certamente uma pessoa importante na terra, responsável pela orientação da sinagoga, especialmente nas celebrações dos sábados e dias festivos; competia-lhe dirigir o canto e as orações, bem como designar o leitor e comentador dos sedarim (secções) em que estava dividido o Pentateuco na Palestina no tempo de Jesus, para ser lido por ciclos de três anos, em forma de lectio continua. É de notar como um homem importante recorre a Jesus numa situação extrema, com a filha a morrer. Marcos, com uma informação mais directa, não enfatiza a situação como Mateus, que fala de que a filha já estava morta (cf. Mt 9, 18).

25 «Certa mulher tinha hemorragias havia doze anos». A hemorragia, constituía uma impureza legal da infeliz mulher, que também tornava impuro tudo e rodos os que ela tocasse. Já farta de sofrer – havia já 12 anos – e de ser maltratada pelos humilhantes métodos curativos rabínicos, atreve-se a recorrer a Jesus. É impressionante a fé humilde e delicada daquela mulher envergonhada, que pensa que não precisa de se sujeitar a expor o seu mal; mas também se considera indigna de tocar em Jesus e, do meio da multidão, sem que fosse notada, limita-se a tocar-lhe na capa pela parte detrás (v. 27). Sentindo-se curada, não o manifesta logo, e, ao ouvir de Jesus que tinha sido tocado (v. 30), fica confundida pelo seu atrevimento e, «assustada e a tremer… veio prostrar-se diante de Jesus e disse-lhe toda a verdade». Não foram, porém, palavras de censura as que ouviu do seu médico, mas o louvor da sua fé e a paz que lhe inundou a alma com a garantia dada duma cura definitiva: «Minha filha, foi a tua fé que te salvou! Vai em paz e fica sarada do teu mal» (v. 34).

36-40 «Não tenhas receio. Crê somente». Para quem crê, Jesus nunca chega demasiado tarde (cf. v. 35) e sobra-lhe o reboliço da gente, o choro e o grito das carpideiras… Jesus, ao fazer bem, não quer dar espectáculo nem provocar alarido que venha a perturbar o seu ministério, por isso só o pai e a mãe da menina hão-de presenciar o milagre, além de Pedro Tiago e João, de que Jesus que fazer como que o núcleo duro dos Doze, pois são os mesmos que hão-de presenciar a Transfiguração e a Agonia, em dois montes contrapostos.

41-43 «Menina, levanta-te!» A expressão original de Jesus «talitá qumi», são umas palavras que terão causado tal impacto nos ouvintes, que jamais se lhes apagaram da memória, e que a tradição conservou tal qual, mesmo quando o Evangelho passou a ser pregado e finalmente escrito na língua grega. Não deixa de ser interessante o pormenor tão realista e tão humano de Jesus ao mandar que dessem de comer à menina, mesmo depois de ela já ter começado a andar.

 

Sugestões para a homilia

 

1. O necessário desprendimento dos bens terrenos.

2. Espírito de solidariedade no uso dos bens.

3. Viver a virtude da pobreza.

 

1. O necessário desprendimento dos bens terrenos.

Não se podem conciliar o amor a Deus e o amor ao dinheiro: no mesmo coração não cabem esses dois amores: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque, ou há-de aborrecer um e amar o outro, ou ser dedicado a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6, 24).

O fim último do homem é Deus: ao amor de Deus deve o homem entregar todo o seu ser. De facto, porém, há quem ponha o seu coração nas riquezas, como se fossem o seu deus. Por isso torna-se necessária a virtude da pobreza: “Bem-aventurados os pobres que o são no seu íntimo porque deles é o reino dos Céus” (Mt 5, 3).

A pobreza como virtude exige o desprendimento dos bens terrenos e a austeridade no uso dos mesmos. Eles foram postos por Deus à disposição dos homens para o seu desenvolvimento e perfeição, em solidariedade com os outros. O apego desordenado aos bens materiais, a confiança neles como única solução de vida, voltando as costas a Deus, exclui do Reino de Deus. O rico avarento excluiu-se a si mesmo do Reino de Deus, não por motivo das riquezas que possuía, mas pelo mau uso que fez delas, utilizando-as de modo egoísta, sem olhar às necessidades dos que o rodeavam, vivendo.

 

2. Espírito de solidariedade no uso dos bens.

A pobreza não é miséria e muito menos sujidade; o que define o cristão é a atitude do seu coração. Deus exige de nós que demos testemunho explícito de amor ao mundo, de solidariedade com os nossos irmãos. O desprendimento generoso dos bens materiais torna-nos mais livres e disponíveis para fazer o bem. Vivendo a sobriedade e moderação, evitando confortos e luxos desnecessários, poderemos mais facilmente ajudar o próximo, pois “tem mais aquele que necessita menos” (Caminho, 630).

Conhecemos a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo: Ele que era rico fez-se pobre para que nos tornássemos ricos pela sua pobreza” (2ª leitura- 2 Cor 8, 9).

A pobreza é senhorio, é liberdade; o espírito de riqueza é escravidão. Temos de amar a pobreza. Jesus amou-a e fez dela os maiores elogios. A pobreza bem vivida é a nossa riqueza, pois torna-nos capazes e disponíveis para o amor de Deus e para o amor do próximo.

“Os que vivem com grandes fortunas ficam avisados…Os ricos devem temer as tremendas ameaças de Jesus Cristo, já que, mais cedo ou mais tarde, hão-de dar contas severíssimas ao Divino Juiz do uso das suas riquezas…o homem não deve considerar os bens materiais como próprios, mas como comuns, no sentido de que não lhe aproveitem a ele somente, mas também aos demais” (S. João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 1-09-91, n. 30, cap. IV).

 

3. Viver a virtude da pobreza.

A virtude da pobreza exige esforço, tal como todas as virtudes. Há que aprender a ser pobre, a exemplo de Jesus Cristo. Há que usar com naturalidade e com o coração agradecido os bens que Deus nos dá, sem esbanjamentos nem luxos desnecessários.

No uso das coisas materiais devemos procurar que nada se estrague, tendo o cuidado de reparar prontamente aquilo que está a deteriorar-se. Devemos procurar ter apenas as coisas imprescindíveis, evitando gastar dinheiro a comprar bugigangas, coisas supérfluas e inúteis, apenas por capricho ou vaidade ou para seguir a última moda. Devemos aceitar com alegria as incomodidades, a falta de meios e outras consequências da pobreza. Devemos viver com sobriedade, fazendo todo o bem que pudermos, ajudando os necessitados e colaborando eficazmente com as instituições de solidariedade social.

 

Fala o Santo Padre

 

«Jesus veio para curar o coração do homem, para dar a salvação e pede a fé n’Ele.»

Neste domingo, o evangelista Marcos apresenta-nos a narração de duas curas milagrosas que Jesus realiza a favor de duas mulheres: a filha de um dos chefes da Sinagoga, chamado Jairo, e uma mulher que sofria de hemorragia (cf. Mc 5, 21-43). São dois episódios nos quais estão presentes dois níveis de leitura; um puramente físico: Jesus inclina-se sobre o sofrimento humano e cura o corpo; e outro espiritual: Jesus veio para curar o coração do homem, para dar a salvação e pede a fé n’Ele. De facto, no primeiro episódio, ouvindo a notícia de que a filha de Jairo morreu, Jesus diz ao chefe da Sinagoga: «Não tenhas receio; crê somente» (v. 36), leva-o consigo onde estava a menina e exclama: «Menina, Eu te digo, levanta-te!» (v. 41). E ela levantou-se e começou a caminhar. São Jerónimo comenta estas palavras, ressaltando o poder salvífico de Jesus: «Menina, levanta-te para mim: o facto de te teres curado não depende da tua virtude» (Homilias sobre o Evangelho de Marcos, 3). O segundo episódio, o da mulher atingida por uma hemorragia, ressalta de novo como Jesus tenha vindo para libertar o ser humano na sua totalidade. De facto, o milagre realiza-se em duas fases: primeiro dá-se a cura física, mas ela está estreitamente ligada à cura mais profunda, que confere a graça de Deus a quem a Ele se abre com fé. Jesus diz à mulher: «Minha filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e fica sarada do teu mal!» (Mc 5, 34).

Estas duas narrações de cura são para nós um convite a superar uma visão puramente horizontal e materialista da vida. A Deus nós pedimos muitas curas de problemas, de necessidades concretas, e é justo, mas o que devemos pedir com insistência é uma fé cada vez mais firme, para que o Senhor renove a nossa vida, e uma confiança firme no seu amor, na sua providência que não nos abandona. […]

Papa Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro, 1 de Julho de 2012

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos:

Confiados na infinita bondade de Deus

que não deseja a morte do pecador

mas que se converta e viva,

peçamos por intermédio de Seu Filho,

dizendo:

Ouvi-nos, Senhor!

 

1.     Pelo Santo Padre, Bispos e Sacerdotes:

para que anunciem corajosamente o Reino de Cristo,

e façam brilhar diante dos homens a Sua luz,

oremos irmãos.

 

2.     Pelos governantes das nações:

para que, trabalhando pela felicidade terrena dos homens,

promovam sempre a verdade, a justiça e a paz,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelos que sofrem no corpo ou no espírito:

para que glorifiquem a Deus em suas vidas,

como templos que são do Espírito Santo,

oremos, irmãos.

4.     Pela paz e prosperidade de todo o mundo:

para que a esperança cristã se estenda a todos os homens,

e a fome, as calamidades e guerras se afastem dos povos,

oremos, irmãos.

 

5.     Por todos os fiéis defuntos,

para que, por intercessão de Maria,

alcancem de Deus  misericórdia,

oremos, irmãos.

 

6.     Por todos nós aqui presentes,

para que nos empenhemos em crescer

na fé, na caridade e na fortaleza,

oremos, irmãos.

 

Deus todo-poderoso e eterno,

nós Vos pedimos pela conversão dos pecadores,

para que todos venham a alcançar

a santidade e a salvação.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Os dons que vos trazemos, F. da Silva, NRMS 4 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que assegurais a eficácia dos vossos sacramentos, fazei que este serviço divino seja digno dos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

A comunhão do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, imolado por nós e ressuscitado para nossa salvação, e elevado para a glória do Pai, é penhor de glória futura. Ele promete-nos a participação na sua própria Ressurreição e glória celeste, no Reino de Seu Pai, se participarmos também na sua Paixão, levando com amor a nossa cruz de todos os dias.

 Comunguemos, pois, com devoção e amor o Pão vivo descido do Céu.

 

Cântico da Comunhão: Nosso Pai que está no céu, A. Cartageno, NRMS 107

Sl 102, 1

Antífona da Comunhão: A minha alma louva o Senhor, todo o meu ser bendiz o seu nome santo.

Ou:    cf. Jo 17, 20-21

Pai santo, Eu rogo por aqueles que hão-de acreditar em Mim, para que sejam em Nós confirmados na unidade e o mundo acredite que Tu Me enviaste.

 

Cântico de acção de graças: Em Vós, Senhor, ponho a minha esperança, M. Simões, NRMS 116

 

Oração depois da Comunhão: Concedei-nos, Senhor, que o Corpo e o Sangue do vosso Filho, oferecidos em sacrifício e recebidos em comunhão, nos dêem a verdadeira vida, para que, unidos convosco em amor eterno, dêmos frutos que permaneçam para sempre. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A nossa existência cristã, configurada pela Palavra de Deus, comporta uma relação pessoal com Cristo e um caminhar unidos a Ele. Com a graça do Senhor, a intercessão de Nossa Senhora e as nossas boas obras ajudemos todos os homens a entrar por caminhos de conversão, de modo que sejam cada vez mais santos e venham um dia a ser felizes no Reino da eterna glória.

 

 

Cântico final: Nós vamos com o Senhor, H. Faria, NRMS 103-104

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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