S. João Baptista

 

Missa do Dia

24 de Junho de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Nós somos o povo de Deus, Frederico de Freitas, NRMS 9-10 (I)

Jo 1, 6-7; Lc 1, 17

Antífona de entrada: Apareceu um homem enviado por Deus, que tinha o nome de João. Ele veio para dar testemunho da luz e preparar o povo para a vinda do Senhor.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Encontramo-nos aqui para celebrar a bondade de Deus pelo nascimento de São João Baptista, o Percursor de Jesus, reconhecido pelo mesmo Senhor como o maior entre os profetas. Por isso, a Igreja rende-lhe a sua devoção e homenagem, reservando dois dias do ano para celebrar liturgicamente aquele que preparou os caminhos do Senhor.

O evangelista S. João refere-se a S. João Baptista como aquele que veio “como testemunha da Luz”. Neste dia e nesta celebração há que saborear a Luz que dissipa as trevas e nos renova o alento de viver profeticamente a nossa vida de testemunhas de Cristo.

 

Oração colecta: Senhor, que enviastes São João Baptista a preparar o vosso povo para a vinda do Messias, concedei à vossa família o dom da alegria espiritual e guiai o coração dos fiéis no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Fazer a experiência do anúncio profético no meio do mundo é um desafio e um risco que, olhado com responsabilidade, faz com que o profeta sinta a fragilidade e a simplicidade da sua vida diante de um mistério e de uma missão que o transcende. No entanto, ao profeta Isaías é entregue uma missão inaudita, que não se cinge à restauração do que se havia perdido, mas a fazer chegar aos confins do mundo a Salvação operada por Deus.

 

Isaías 49, 1-6

1Terras de Além-Mar, escutai-me povos de longe, prestai atenção. O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe. 2Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da sua mão. Tornou-me semelhante a uma seta aguda, guardou-me na sua aljava. 3E disse-me: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». 4E eu dizia: «Cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei as minhas forças». 5Mas o meu direito está no Senhor e a minha recompensa está no meu Deus. E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe restaurar as tribos de Jacob e reconduzir os sobreviventes de Israel. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. 6Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Farei de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».

 

Este texto é o II Cântico do Servo de Yahwéh. O sentido profundo desta passagem visa o Messias, Luz das nações (v. 6; cf. Lc 2, 32). No entanto, temos aqui, como tantas vezes na Liturgia, uma adaptação deste texto a outra figura que não é o Messias, mas o seu Precursor, João Baptista. Joga-se, portanto, com o sentido acomodatício, que não é um sentido propriamente bíblico; é um sentido que nós pomos na Sagrada Escritura, tendo em conta uma certa semelhança de fundo ou meramente verbal. Aqui trata-se suma «acomodação real ou por extensão», pois há uma grande semelhança de fundo entre o texto e o que realmente se passou com o Baptista: v. 1b – Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); v. 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); 2 – Pregador intrépido das exigências divinas (cf. Mt 3, 7-10; 14, 4); 5-6 – Reconduz Israel a Deus e restaura o Povo (cf. Lc 1, 16-17; 3, 1-20.

 

Salmo Responsorial     Sl 138 (139), 1-3.13-14ab.14c-15 (R. 14a)

 

Monição: O oculto das nossas vidas é observado constantemente pelo olhar amoroso de Deus. É desta realidade das nossas vidas que o Senhor revela o seu poder: olhando amorosamente a criatura, faz dela participante da sua acção salvífica no meio das nações.

 

Refrão:        Eu Vos dou graças, Senhor,

                     porque maravilhosamente me criastes.

 

Senhor, Vós conheceis o íntimo do meu ser:

sabeis quando me sento e quando me levanto.

De longe penetrais o meu pensamento:

Vós me vedes quando caminho e quando descanso,

Vós observais todos os meus passos.

 

Vós formastes as entranhas do meu corpo

e me criastes no seio de minha mãe.

Eu Vos dou graças por me terdes feito tão maravilhosamente:

admiráveis são as vossas obras.

 

Vós conhecíeis já a minha alma

e nada do meu ser Vos era oculto,

quando secretamente era formado,

modelado nas profundidades da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O mistério da vida de Cristo não surge isoladamente, e muito menos se esgota nas promessas feitas pelos profetas. O protagonismo do homem ofusca a manifestação de Deus e, por isso, João Baptista tem o cuidado de revelar que nada se cumpre em si, mas no Filho de Deus, a quem ele não é digno de desatar as sandálias.

 

Actos dos Apóstolos 13, 22-26

Naqueles dias, Paulo falou deste modo: 22«Deus concedeu aos filhos de Israel David como rei, de quem deu este testemunho: ‘Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade’. 23Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel. 24João tinha proclamado, antes da sua vinda, um baptismo de penitência a todo o povo de Israel. 25Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés’. 26Irmãos, descendentes de Abraão e todos vós que temeis a Deus: a nós é que foi dirigida esta palavra de salvação».

 

A leitura é tirada do discurso de São Paulo em Antioquia da Pisídia, por ocasião da primeira grande viagem, o primeiro discurso kerigmático do Apóstolo a ser registado nos Actos dos Apóstolos. Corresponde a um modelo primitivo, mas a redacção de Lucas tem presente certamente os seus leitores, a quem se dirige ao redigir a sua obra.

24-25 «João dizia». Breve referência à substância da pregação do Baptista: a preparação do povo para receber bem o Messias que ele anunciava. Mas a santidade de João era tão grande e impressionante que ele precisou de deixar bem claro que «eu não sou aquilo que julgais», pois o tinham como o Messias (cf. Jo 1, 20-30; 3, 25-30).

 

Aclamação ao Evangelho          cf. Lc 1, 76

 

Monição: O nascimento de S. João Baptista não é apenas um acontecimento inserido nos anseios do Povo de Deus e previsto para a plenitude dos tempos. Este nascimento é também um acontecimento no seio daquele casal, Zacarias e Isabel, que tinha colocado a esperança na bondade de Deus. As manifestações de Deus ao Seu Povo atingem a singularidade de cada homem e de cada mulher crentes.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,

irás à frente do Senhor a preparar os seus caminhos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 57-66.80

Naquele tempo, 57chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho. 58Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela. 59Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60Mas a mãe interveio e disse: «Não, Ele vai chamar-se João». 61Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome». 62Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse. 63O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados. 64Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus. 65Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos. 66Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele. 80O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.

 

A leitura de hoje apresenta-nos o relato do nascimento do Precursor bem como da imposição do nome e circuncisão. Na vigília já se leu o anúncio do nascimento.

63 «O seu nome é João». Com grande surpresa para toda a família, o menino não recebe o nome do pai, ou, como era mais frequente, o do avô paterno, mas o nome anunciado pelo Arcanjo Gabriel: João, que quer dizer «Yahwéh concedeu uma graça». Do versículo anterior deduz-se que Zacarias estava mudo e surdo, pois lhe «perguntaram por sinais» (v. 62).

80 «E foi habitar no deserto». Não é crível que João tenha ido para o deserto ainda menino muito pequeno, como dizem os apócrifos, nem apenas algum tempo antes da vida pública de Cristo. O facto de Lucas dizer logo neste momento que João foi para o deserto, corresponde a uma técnica da composição lucana, chamada técnica de eliminação: antes de passar a outro assunto, avança com coisas que se referem à pessoa de que está a falar, eliminando o que entrementes sucedeu, sem se preocupar da cronologia; assim se explica que a Virgem Maria não apareça no nascimento do Baptista, etc. João, tendo à sua frente uma carreira brilhante, pois era da classe sacerdotal, renuncia a ela, para levar uma vida recolhida e penitente, vida que havia de conferir grande autenticidade e autoridade à sua futura pregação. Não foi para um deserto arenoso, mas para uma zona pobre e árida, provavelmente a Noroeste do Mar Morto. Por ali se fixaram os essénios, concretamente a seita de Qumrã, dirigida pelos sacerdotes sadoquitas dissidentes do sacerdócio oficial de Jerusalém. Até que ponto manteve João contacto com estes essénios é coisa para nós desconhecida, ainda que provável.

 

Sugestões para a homilia

 

1.     “TERRAS DE ALÉM-MAR, ESCUTAI-ME”

A vida do profeta Isaías é sobejamente conhecida. Não entrando nas questões que tri-dimensionam o Livro do Profeta Isaías, sabemos ao menos que o profeta jamais exerceu a sua missão fora do Médio Oriente Antigo. No entanto, a partir da primeira leitura proclamada, o profeta Isaías dirige-se às terras de além-mar e aos povos de longe, a quem pede a sua atenção e escuta. Ainda que permanecendo entre o Povo de Israel, a missão do profeta é chegar longe, é transpor as fronteiras do seu povo para que todos os povos possam beneficiar e ser enriquecidos com a salvação de Deus. O anúncio da Salvação, a partir das leituras escutadas, não é apenas uma transmissão de conteúdos, mas é o testemunho vivencial e articulado do cumprimento desses mesmos conteúdos da Salvação. Neste sentido, a restauração de Israel das tribos de Israel não são um fim em si mesmo, mas o ponto de partida para que as maravilhas de Deus manifestadas no povo sirvam de testemunho a todas as nações. A leitura escutada faz como que um itinerário gradual, desde as realidades concretas do chamamento pessoal do profeta, à história concreta do Povo de Israel e à Salvação levada até aos confins do mundo. A História da Salvação manifesta-se sempre desta mesma forma, alcançando todas as realidades da vida do homem.

 

2.     “EU NÃO SOU QUEM JULGAIS”

Viver no dinamismo da fé é viver num dinamismo de desafios. Facilmente o crente poderá correr o risco de assumir o protagonismo de quem é o timoneiro das vivências e experiências de fé que se fazem consigo ou a partir de si. O exemplo de São João Baptista elucida-nos muito bem acerca daquilo que deverá ser a atitude do crente no âmbito da missão que desempenha na sua família e no seu trabalho. O risco de retirar o lugar de Deus para afirmar o eu pessoal e as capacidades pessoais no dinamismo da fé pode levar à alienação d’Aquele que verdadeiramente é digno de crédito: o próprio Deus. Os fenómenos de show e de seguidismo revelam sempre as lacunas humanas e de método, porque centradas no eu e não no Outro-Deus. A partir da segunda leitura escutada, tomamos consciência que João Baptista jamais se substituiu a Jesus, entrando na lógica de ser apenas testemunha da Verdade. Na sua própria vida, quer como mestre, quer como profeta, João Baptista negou-se constantemente a si para que a Luz, que é Cristo, iluminasse o mundo com a Salvação. O esvaziamento de si mesmo leva João Baptista a orientar os seus discípulos para Cristo, de modo a dar início à experiência do seguimento de Cristo.

 

Fala o Santo Padre

 

«A concepção prodigiosa de João Baptista

é anunciada pelo Anjo a Maria como sinal de que “nada é impossível a Deus”.»

Hoje, 24 de Junho, celebramos a solenidade do Nascimento de São João Baptista. Com a excepção da Virgem Maria, o Baptista é o único santo do qual a liturgia festeja o nascimento, e isto porque ele está estreitamente relacionado com o mistério da Encarnação do Filho de Deus. Com efeito, desde o seio materno João é o precursor de Jesus: a sua concepção prodigiosa é anunciada pelo Anjo a Maria como sinal de que «nada é impossível a Deus» (Lc 1, 37), seis meses antes do grande prodígio que nos dá a salvação, a união de Deus com o homem por obra do Espírito Santo. Os quatro Evangelhos dão grande realce à figura de João Baptista, como profeta que conclui o Antigo Testamento e inaugura o Novo, indicando em Jesus de Nazaré o Messias, o Ungido do Senhor. Com efeito, será o próprio Jesus quem falará de João nestes termos: «É aquele do qual está escrito: “Eis que envio o Meu mensageiro diante de Ti, para Te preparar o caminho”. Em verdade vos digo: Entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista; e, no entanto, o mais pequeno no reino dos Céus é maior do que ele» (Mt 11, 10-11).

O pai de João, Zacarias — marido de Isabel, parente de Maria — era sacerdote do culto judaico. Ele não acreditou imediatamente no anúncio de uma paternidade já inesperada, e por isso ficou mudo até ao dia da circuncisão do menino, ao qual ele e a esposa deram o nome indicado por Deus, ou seja, João, que significa «o Senhor concede graças». Animado pelo Espírito Santo, Zacarias falou assim da missão do filho: «E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás adiante do Senhor a preparar os seus caminhos. Para dar a conhecer ao Seu povo a Sua salvação pela remissão dos pecados» (Lc 3, 1-6). Quando um dia veio de Nazaré o próprio Jesus para se fazer baptizar, João inicialmente recusou-se, mas depois consentiu, e viu o Espírito Santo pairar sobre Jesus e ouviu a voz do Pai celeste que o proclamava seu Filho (cf. Mt 3, 13-17). Mas a sua missão ainda não estava completada: pouco tempo mais tarde, foi-lhe pedido que precedesse Jesus também na morte violenta: João foi decapitado na prisão do rei Herodes, e assim deu pleno testemunho do Cordeiro de Deus, que ele foi o primeiro a reconhecer e a indicar publicamente.

Queridos amigos, a Virgem Maria ajudou a idosa prima Isabel a levar até ao fim a gravidez de João. Ela ajude todos a seguir Jesus, o Cristo, o Filho de Deus, que o Baptista anunciou com grande humildade e fervor profético.

Papa Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro, 24 de Junho de 2012

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs em Cristo:

Na solenidade do nascimento de São João Baptista,

elevemos a nossa oração ao Pai das misericórdias,

pelas necessidades de todos os homens,

dizendo (ou: cantando), com alegria:

R. Santificai, Senhor, o vosso povo.

Ou: Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

1.  Pela santa Igreja, peregrina em toda a terra,

para que seja animada pelo espírito de profecia,

que animou São João Baptista no deserto, oremos.

 

2.  Pelos bispos, presbíteros e diáconos,

para que, segundo a própria vocação,

anunciem Aquele que está no meio de nós, oremos.

 

3.  Pelos cristãos militantes e educadores da fé́,

para que, no meio das dificuldades que os cercam,

não esqueçam que a sua recompensa está em Deus, oremos.

 

4.  Pelos povos que ainda não conhecem a Cristo,

para que Deus lhes envie missionários e profetas,

e a salvação chegue até́ aos confins da terra, oremos.

 

5.  Pelos lares cristãos onde há́ a alegria de um nascimento,

para que os pais vejam nos filhos um dom de Deus

e estejam prontos a educá-los na fé́ da Igreja,

oremos.

 

6.  Pela nossa comunidade (paroquial),

para que seja humilde e servidora

e se converta sempre mais a Jesus Cristo, oremos.

 

Deus Pai, que nos escolhestes e chamastes a ser santos, fazei de nós vossos servidores,

a fim de prepararmos os nossos irmãos

para a vinda do vosso Filho Jesus Cristo.

Ele que vive e reina por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Não fostes vós que me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

 

Oração sobre as oblatas: Trazemos ao altar, Senhor, os nossos dons para celebrarmos condignamente o nascimento de São João Baptista, que anunciou a vinda do Salvador do mundo e O mostrou já presente no meio dos homens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

A missão do Precursor

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Ao celebrarmos hoje a glória do Precursor, São João Baptista, proclamado o maior entre os filhos dos homens, anunciamos as vossas maravilhas: antes de nascer, ele exultou de alegria, sentindo a presença do Salvador; quando veio ao mundo, muitos se alegraram pelo seu nascimento; foi ele, entre todos os Profetas, que mostrou o Cordeiro que tira o pecado do mundo; nas águas do Jordão, ele baptizou o autor do Baptismo e desde então a água viva tem poder de santificar os crentes; por fim deu o mais belo testemunho de Cristo, derramando por Ele o seu sangue.

Por isso, com os Anjos e os Santos no Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

Das vezes que São João Baptista se encontrou com Jesus houve sempre, da parte deste homem de Deus, o reconhecimento de que estava na presença do Filho de Deus. Quer ainda sendo gerados no ventre de suas mães, quer durante toda a sua vida terrena, João Baptista foi “o maior entre os filhos de mulher” que testemunhou a presença do Salvador. Ao abeirarmo-nos da Sagrada Comunhão, sintamos a maravilhosa bondade da presença de Jesus entre nós, permitindo que também o reconheçamos como S. João Baptista: Eis o Cordeiro de Deus!

 

Cântico da Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Lc 1, 78

Antífona da comunhão: Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, das alturas nos visitou o sol nascente.

 

Cântico de acção de graças: Quanta alegria é para mim, H. Faria, NRMS 18

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes à mesa do Cordeiro celeste, concedei à vossa Igreja, que se alegra com o nascimento de São João Baptista, a graça de reconhecer o autor do seu renascimento espiritual n'Aquele cuja vinda ao mundo foi anunciada pelo Precursor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Nesta Solenidade somos portadores de um testemunho que não é nosso. Por nós não teríamos muito a testemunhar, mas imitando a missão de São João Baptista assumimos a riqueza de quem compreende a sua vida como testemunha da Luz e da Verdade. É isso que Deus e o mundo esperam de nós.

 

Cântico final: Exulta de alegria, M. Carneiro, NRMS 21

 

 

Homilias Feriais

 

5ª Feira, 25-VI: Imitação de Cristo: cumprir a vontade do Pai.

Gen 16, 1-12. 15-16 / Mt 7, 21-29

Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos Céus, mas só quem faz a vontade de meu Pai.

Jesus ensina-nos que se entra no reino dos Céu, não com palavras, mas fazendo a vontade do Pai (Ev.). O próprio Jesus declara que o seu alimento é fazer a vontade do Pai e, para cumpri-la, Ele obedeceu até à morte e morte de Cruz. Podemos perguntar-nos algumas vezes, ao longo do dia: Estou a fazer a vontade de Deus neste momento, ou a  fazer o que me agrada? Ele encontra-me onde devo estar e a fazer o que devo?

Agar, que se tinha afastado de Abraão, é aconselhada pelo Anjo a voltar. Cumpriu a vontade de Deus, e teve uma descendência numerosa (Leit.).

 

6ª Feira, 26-VI: Reconstruir a vida com  ajuda de Deus.

Gen 17, 1. 9-10 / Mt 8, 1-4

Veio então prostrar.-se diante dEle um leproso, que lhe disse: Senhor, se quiseres, podes curar-me.

O leproso ficou curado e iniciou uma vida nova (Ev.). Para reconstruir a nossa vida é necessário reconhecer que somos pecadores: «Quem se reconhece como pecador e se entrega à misericórdia do Pai celeste, experimenta a alegria duma verdadeira libertação e pode prosseguir ao longo do caminho da vida sem se fechar na própria miséria. Deste modo, recebe a graça de um novo início e reencontra motivos para esperar» (João Paulo II).

Deus escolhe Abraão para ser o Patriarca do novo povo de Deus. Chama-o, estabelece com ele uma nova Aliança, e ele começa uma vida nova: «Tu hás-de guardar a minha Aliança» (Leit.).

 

Sábado, 27-VI: Disposições para receber a Comunhão.

Gen 18, 1-15 / Mt 8, 5-17

O centurião: Senhor, eu não sou digno que entres debaixo do meu tecto. Diz uma só palavra e o meu criado ficará com saúde.

Recorda-nos a Liturgia estas palavras do centurião, antes de recebermos o Senhor na Comunhão: «Perante a grandeza deste sacramento (a Eucaristia), o fiel só pode retornar humildemente e com ardente fé a palavra do centurião: 'Senhor, eu não sou digno...'» (CIC, 1386). Procuremos dedicar alguns momentos a preparar o nosso encontro com o Senhor.

Abraão e Sara eram idosos e não tinham filhos. Passou o Senhor junto deles. Fizeram um bom acolhimento ao Senhor e, no ano seguinte, Sara» (Leit.) dá à luz um filho: «Mas há para o Senhor alguma coisa impossível?» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Ricardo Cardoso

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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