S. João Baptista

Missa da Vigília

23 de Junho de 2015

 

Esta Missa diz-se na tarde do dia 23 de Junho, antes ou depois das Vésperas I da solenidade.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Subirei alegre, M. Carneiro, NRMS 87

Lc 1, 15.14

Antífona de entrada: Será grande aos olhos do Senhor e cheio do Espírito Santo desde o seio materno. Muitos se hão-de alegrar pelo seu nascimento.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A noite é, na experiência humana, um período inóspito e cheio de surpresas. Na experiência cristã, a noite é o lugar do silêncio, das trevas e da surpreendente espera pelo sol sem ocaso, que é Jesus Cristo, o Senhor. Encontramo-nos aqui para celebrar, nesta noite, a bondade de Deus pelo nascimento de São João Baptista, o Percursor de Jesus, reconhecido pelo mesmo Senhor como o maior entre os profetas.

O Evangelho segundo S. João refere-se a S. João Baptista como aquele que veio “como testemunha da Luz”. Neste dia e nesta celebração há que saborear a Luz que dissipa as trevas e nos renova o alento de viver profeticamente a nossa vida de testemunhas de Cristo.

 

Oração colecta: Conduzi, Senhor, a vossa família pelo caminho da salvação, para que, fiel aos ensinamentos do Precursor, São João Baptista, possa ir confiadamente ao encontro de Cristo, por ele anunciado. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Fazer a experiência do anúncio profético no meio do mundo é um desafio e um risco que, olhado com responsabilidade, faz com que o profeta sinta a fragilidade e a simplicidade da sua vida diante de um mistério e de uma missão que o transcende. Por isso, a descoberta da sua vocação por parte do profeta Jeremias é, antes de mais, um lugar de contemplação e de certezas da fidelidade, da escolha e do Amor de Deus, atento a cada circunstância e potencialidade da vida do homem.

 

Jeremias 1, 4-10

4No tempo de Josias, rei de Judá, o Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo: 5«Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei e te constituí profeta entre as nações». 6Então eu disse: «Ah, Senhor Deus, mas eu não sei falar, porque sou uma criança». 7O Senhor respondeu-me: «Não digas: ‘Sou uma criança’, porque irás ao encontro daqueles a quem Eu te enviar e dirás tudo quanto Eu te mandar dizer. 8Não tenhas receio diante deles, porque Eu estou contigo, para te salvar – diz o Senhor». 9Depois o Senhor estendeu a mão, tocou-me na boca e disse-me: «Eu ponho as minhas palavras na tua boca. 10Hoje dou-te poder sobre os povos e os reinos, para arrancar e destruir, para arruinar e demolir, para edificar e plantar».

 

Não é casual a escolha desta leitura que relata a vocação do Profeta Jeremias. Foi escolhida pela alusão que se quer ver à santificação de João no ventre materno: «antes que saísses do seio da tua mãe, Eu te consagrei» (cf. Lc 1, 44).

6 «Mas eu não sei falar». É a reacção habitual do homem, quando se enfrenta com a vocação divina, a chamada a uma missão que exige a entrega de toda a vida a Deus para O servir numa missão que transcende a nossa limitação e franqueza. Mas a uma primeira reacção de medo segue-se uma certeza, segurança e serenidade que Deus infunde: «Eu estarei contigo!» (v. 8).

 

Salmo Responsorial     Sl 70 (71), 1-2.3-4a.5-6ab.15ab e 17 (R. cf. 6b)

 

Monição: A missão desempenhada em nome de Deus não parte dos méritos e capacidades pessoais, mas é o meio pelo qual Deus permite ao homem desvincular-se da sua auto-suficiência e colocar toda a sua confiança no Senhor. Só quem consegue confiar a sua vida nas mãos de Deus é que conseguirá ser fiel à missão que o próprio Deus lhe confia.

 

Refrão:        Desde o meu nascimento, sois a minha esperança.

 

Em Vós, Senhor, me refugio,

jamais serei confundido.

Pela vossa justiça, defendei-me e salvai-me,

prestai ouvidos e libertai-me.

 

Sede para mim um refúgio seguro,

a fortaleza da minha salvação.

Vós sois a minha defesa e o meu refúgio,

meu Deus, salvai-me do pecador.

 

Sois Vós, Senhor, a minha esperança,

a minha confiança desde a juventude.

Desde o nascimento Vós me sustentais,

desde o seio materno sois o meu protector.

 

A minha boca proclamará a vossa justiça,

dia após dia a vossa infinita salvação.

Desde a juventude Vós me ensinais

e até hoje anunciei sempre os vossos prodígios.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O mistério da vida de Cristo não surge isoladamente, e muito menos se esgota nas promessas feitas pelos profetas. A plenitude dos tempos acontece em Cristo e, por isso, todo o agir dos profetas tende para a vinda do Filho de Deus. Como tal, o profetismo de Israel não é estanque ou histórico, mas elucida toda a história da salvação que culmina em Jesus Cristo.

 

1 São Pedro 1, 8-12

Caríssimos: 8Vós amais Cristo Jesus sem O terdes visto, acreditais n’Ele sem O verdes ainda. Isto é para vós fonte de uma alegria inefável e gloriosa, 9porque conseguis o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas. 10Esta salvação foi objecto das investigações e meditações dos Profetas que predisseram a graça a vós destinada. 11Procuraram descobrir a que tempos e circunstâncias se referia o Espírito de Cristo que estava neles, quando predizia os sofrimentos de Cristo e as glórias que se lhes haviam de seguir. 12Foi-lhes revelado que não era para eles, mas para vós, que no seu ministério transmitiam essa mensagem. É essa mensagem que agora vos anunciam aqueles que, movidos pelo Espírito Santo enviado do Céu, vos pregam o Evangelho, a qual os próprios Anjos desejam contemplar.

 

8-9 «Vós amais Cristo Jesus... acreditais nele...». Estes cristãos da Ásia Menor a quem S. Pedro se dirige, como também nós, já não conheceram Jesus na sua vida mortal, mas exactamente como nós hoje e os cristãos de todos os tempos acreditavam em Jesus Cristo e amavam apaixonadamente a sua pessoa adorável como alguém que está vivo e actuante, enchendo-nos daquela alegria inefável que procede de sabermos que a nossa fé vai desembocar na visão da glória, o fim da nossa fé, a salvação das nossas almas.

10 «Os profetas», mais provavelmente os do Antigo Testamento.

12 Os Anjos, ao tomarem conhecimento do plano de salvação da humanidade, extasiam-se a contemplá-lo com atenção na vida da igreja (cf. Ef 3, 10).

 

Aclamação ao Evangelho          cf. Jo 1, 7 / Lc 1, 17

 

Monição: O nascimento de S. João Baptista não é apenas um acontecimento inserido nos anseios do Povo de Deus e previsto para a plenitude dos tempos. Este nascimento é também um acontecimento no seio daquele casal, Zacarias e Isabel, que tinha colocado a esperança na bondade de Deus. A simplicidade da vida de cada crente é o lugar primeiro onde a Salvação de Deus revela toda a sua eficácia.

 

Aleluia

 

Cântico: S. Marques, NRMS 73-74

 

Ele veio para dar testemunho da luz

e preparar o povo para a vinda do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 5-17

5Nos dias de Herodes, rei da Judeia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias, cuja esposa era descendente de Aarão e se chamava Isabel. 6Eram ambos justos aos olhos de Deus e cumpriam irrepreensivelmente todos os mandamentos e leis do Senhor. 7Não tinham filhos, porque Isabel era estéril e os dois eram de idade avançada. 8Quando Zacarias exercia as funções sacerdotais diante de Deus, no turno da sua classe, 9coube-lhe em sorte, segundo o costume sacerdotal, entrar no Santuário do Senhor para oferecer o incenso. 10Toda a assembleia do povo, durante a oblação do incenso, estava cá fora em oração. 11Apareceu-lhe então o Anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. 12Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e encheu-se de temor. 13Mas o Anjo disse-lhe: «Não temas, Zacarias, porque a tua súplica foi atendida. Isabel, tua esposa, dar-te-á um filho, ao qual porás o nome de João. 14Será para ti motivo de grande alegria e muitos hão-de alegrar-se com o seu nascimento, 15porque será grande aos olhos do Senhor. Não beberá vinho nem bebida alcoólica será cheio do Espírito Santo desde o seio materno 16e reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. 17Irá à frente do Senhor, com o espírito e o poder de Elias, para fazer voltar os corações dos pais a seus filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, a fim de preparar um povo para o Senhor».

 

A leitura corresponde ao início do chamado Evangelho da Infância de Lucas. O teólogo genial que é S. Lucas, não prescinde do seu génio de historiador e começa por situar na História o acontecimento: «Nos dias de Herodes, rei da Judeia» (v. 5). «Zacarias», era um nome corrente entre judeus, que significa «Yahwéh recordou-se «. Isabel, Elixabet, era o nome da mulher de Aarão (Êx 6, 23) e significa «Deus é a plenitude», ou «Deus jurou». Zacarias pertencia à turma de Abias, isto é, ao oitavo turno semanal ao serviço do Templo (cf. 1 Par 24, 10). Segundo conta o historiador Flávio José, os 24 turnos semanais estavam em pleno funcionamento nesta data.

6 «Ambos justos aos olhos de Deus». A sua santidade não era meramente externa e legal. Justo equivale a fiel cumpridor de toda a vontade de Deus, pessoa que ajusta todo o seu pensar e actuar à lei do Senhor. Então, como hoje, é de pais justos e santos que procedem os grandes homens, os grandes santos.

9-10 «Para oferecer o incenso». Um sacrifício que se repetia duas vezes ao dia e às 3 horas da tarde. O sacerdote eleito desta vez foi Zacarias, talvez a única vez na vida que lhe coube tamanha honra, segundo as instruções de Mixná. Então pôde penetrar no Santuário, na primeira câmara chamada «o Santo», onde se encontravam os 12 pães da proposição que representavam as 12 tribos de Israel na presença do Senhor, bem como o candelabro de 7 braços, a menoráh. Zacarias, totalmente só e no máximo recolhimento, ao sinal da trombeta, tinha de deitar incenso sobre as brasas que estavam sobre o pequeno altar de oiro, enquanto o povo espalhado pelos átrios, o dos israelitas e o das mulheres, fazia subir as suas preces até Deus; a nuvem do fumo do incenso que se erguia do altar dos perfumes era a imagem bem expressiva da oração, segundo as palavras do Salmo 141(140), 2. A afluência dos fiéis costumava ser grande, a fim de rezar neste preciso momento, sobretudo na oferenda da tarde.

14-17 «Terás alegria…» Logo a seguir são apontados os motivos de tamanha alegria: a grandeza e santidade excepcionais do filho (v. 15), cheio de Espírito Santo (santificado no ventre materno, segundo a exegese habitual, ou dotado do carisma profético); será instrumento para a salvação de muitos (v. 16); preparará a vinda do Messias (v. 17). É interessante notar como o Evangelista, apesar de saber que João preparou a vinda de Jesus, o Messias, não instrumentaliza um relato que se move num ambiente e perspectiva «pré-cristã» e numa linguagem vétero-testamentária; é mais um indício da fidelidade de Lucas às suas fontes (aqui talvez um relato de família, conservado em círculos afectos ao Baptista). É por isso que não diz: «irá à frente do Messias» (como seria de esperar), mas «irá à frente de Yahwéh».

 

Sugestões para a homilia

 

1.     “EU TE ESCOLHI”

A hegemonia do Homem nem sempre lhe possibilita descobrir as verdades dos acontecimentos. Uma das mentiras em que o homem pode mergulhar é acreditar e ter a pretensão de ser o autor das suas escolhas e das suas liberdades. Também ao nível da fé, pode acontecer que pensemos que somos nós que aderimos a Cristo, que o procuramos, que o desejamos e que temos as condições e as virtudes para as missões que nos são entregues. No entanto, a partir da leitura do profeta Jeremias, compreendemos como a escolha não é nossa, mas de Deus. Na mesma leitura, Deus vai mais longe, dizendo que escolhe o profeta ainda antes de o formar no seio materno. Por detrás desta manifestação de carinho manifestada por Deus ao profeta e a cada crente, onde tomamos consciência do amor com que Deus nos cria e acompanha, é necessário também descobrir todos os desafios que brotam desta omnisciência de Deus. Somos criados e escolhidos por Deus, sabendo de antemão as potencialidades e as fragilidades daquele a quem coloca as missões concretas que assim forem da Sua vontade. O risco corrido por Deus em apostar em tudo o que somos não é um peso, mas a garantia da Sua presença e da Sua Graça, concedidas permanentemente e atenta às circunstâncias pessoais e profundas da nossa vida. Menosprezar o que somos poderá ser uma opção influenciada pelo vago conhecimento e auto-suficiência que temos de nós próprios. Por isso, a missão do profeta é confiar, mesmo que diante de si tenha uma missão que o esmaga pela envergadura. A envergadura das missões de cada cristão não são lugares de medo, mas lugares de confiar que Deus está acima de cada uma dessas missões. A prova que Ele supera tudo está, precisamente, no facto de nos dar a mesma certeza que deu ao profeta Jeremias: Eu te escolhi!

 

2.     “ERAM AMBOS JUSTOS AOS OLHOS DE DEUS”

Viver no dinamismo da fé é viver num dinamismo de desafios. Facilmente o crente poderá pensar que a sua fé está ameaçada pelas contrariedades da vida, pelas derrotas, pelas angústias ou pela inconstância da existência humana. Simultaneamente, é frequente ver fenómenos de uma religiosidade mal esclarecida, onde a piedade vive de mãos dadas com o interesse em obter de Deus uma vida próspera, estável, saudável, cheia de consolos e de seguranças. A partir desta lógica, as contrariedades, para muitos, revelam a tirania ou a inoperância de Deus, motivo mais que plausível para se afastarem das práticas religiosas. O exemplo de Zacarias e Isabel, pais de São João Baptista, é precisamente o oposto. Ainda que a esterilidade da esposa e a idade avançada de ambos condicionasse a possibilidade de alcançarem o sonho de serem pais e, desta forma, serem vistos como infortunados, este casal permanece justo aos olhos de Deus, cumprindo com rigor os mandamentos e as leis do Senhor. No fundo, as desolações de uma vida sem frutos não foram condição para o desânimo espiritual ou para a tibieza de Zacarias e Isabel. Na sua constância e fé inquebrantável mantiveram as certezas que tinham na bondade de Deus. A seu tempo, o que parecia impossível tornou-se uma possibilidade, e Deus manifestou o seu poder ao escolhê-los para pais daquele que iria preparar os caminhos de Jesus.

 

3.     “AFIM DE PREPARAR UM POVO PARA O SENHOR”

A vida de João Baptista só pode ser compreendida à luz do anúncio do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Na verdade, João é a testemunha que vem indicar ao mundo, nomeadamente ao povo de Israel, quem é o Messias prometido por todos os profetas. No entanto, se há uma profunda relação de João Baptista com Jesus, é importante salientar o que o Anjo promete a Zacarias: João Baptista também tem como missão preparar um povo para o Senhor. Foi desta forma que, no momento em que Jesus assume a sua vida pública, João Baptista orienta os seus discípulos para o seguimento de Cristo. Negando qualquer protagonismo ou dependência humana, João Baptista atinge uma das suas missões quando define Jesus como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Nesta profissão de fé, o percursor de Jesus entrega-lhe os discípulos, participa na formação do grupo dos seguidores de Cristo e toma parte na experiência discipular de quem já não caminha por si mesmo, mas em função de Jesus, enquanto Igreja. A profissão de fé que atrás referimos é a grande profecia que S. João Baptista concede a este novo povo que ele preparou para o Senhor: ensina-nos a olhar Jesus com o olhar pascal do Cordeiro, e a acreditar neste Pascal Cordeiro à luz da Redenção da Humanidade.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos caríssimos:

Na Vigília da solenidade de São João Baptista,

o primeiro a dar testemunho de Cristo Salvador,

elevemos a nossa oração ao Pai das misericórdias, dizendo (ou: cantando), com alegria:

R. Ouvi-nos, Senhor.

Ou: Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

1.  Pela santa Igreja, peregrina em toda a terra,

para que Deus lhe mande profetas cheios do Espírito,

que disponham os corações a acolher Cristo,

oremos.

 

2.  Por todos os povos da terra e seus governos, para que,

rejeitando a violência e a mentira, se abram a Cristo, o Príncipe da paz, oremos.

 

3.  Pelos monges, religiosos e todos os que fazem apostolado,

para que sejam fiéis à consagração baptismal

e à missão a que Deus os chamou,

oremos.

 

4   Pelos perseguidos por causa da verdade,

para que, diante dos poderosos deste mundo,

tenham a coragem que animou São João Baptista, oremos.

 

5.  Pelos casais que não tiveram filhos,

para que ponham a sua alegria no Senhor e n’Ele encontrem sentido para a vida, oremos.

 

6.  Por nós e por todos os baptizados,

para que, amando a Cristo Jesus sem O ter visto,

d’Ele recebamos a salvação das nossas almas, oremos.

 

Acolhei, Pai santo, as nossas súplicas e, por intercessão de São João Baptista,

concedei-nos a graça de sermos santificados pelo Cordeiro sem defeito e sem mancha,

que tira o pecado do mundo.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Olhai com bondade, Senhor, para as ofertas que o vosso povo Vos apresenta na solenidade de São João Baptista e fazei que a nossa vida dê testemunho dos santos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio próprio, como na Missa seguinte: p. 873

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Das vezes que São João Baptista se encontrou com Jesus houve sempre, da parte deste homem de Deus, o reconhecimento de que estava na presença do Filho de Deus. Quer ainda sendo gerados no ventre de suas mães, quer durante toda a sua vida terrena, João Baptista foi “o maior entre os filhos de mulher” que testemunhou a presença do Salvador. Ao abeirarmo-nos da Sagrada Comunhão, sintamos a maravilhosa bondade da presença de Jesus entre nós, permitindo que também o reconheçamos como S. João Baptista: Eis o Cordeiro de Deus!

 

Cântico da Comunhão: Bendito seja Deus que nos escolheu, Az. Oliveira, NRMS 63

Lc 1, 16

Antífona da comunhão: Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que visitou e redimiu o seu povo.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes neste banquete sagrado, fazei que a poderosa intercessão de São João Baptista, que anunciou o Cordeiro que vinha tirar o pecado do mundo, nos alcance do vosso Filho o perdão e a paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Ao sairmos desta celebração e regressarmos a nossas casas, podemos sentir em nós a alegria celebrativa, mas correndo o risco de não objectivarmos o que nos é dado em S. João Baptista. O Evangelho falava que João Baptista seria “cheio do Espírito Santo e reconduziria muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus”. Assim sendo, partimos da Vigília certos que estamos inflamados pela força do Espírito Santo. O raiar do dia de amanhã conceder-nos-á a possibilidade de reconduzir ao Senhor muitos daqueles a quem procurarmos partilhar a plenitude da vida em Deus.

 

Cântico final: Exultai de alegria no Senhor, F. da Silva, NRMS 87

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Ricardo Cardoso

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial