Sagrado Coração de Jesus

12 de Junho de 2015

 

(Sexta-feira depois da segunda semana

depois do Pentecostes)

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Sagrado Coração de Jesus Redentor, F. da Silva, NRMS 93

Salmo 32, 11.19

Antífona de entrada: Os pensamentos do seu coração permanecem por todas as gerações para libertar da morte as almas dos seus fiéis, para os alimentar no tempo da fome.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A solenidade do Coração de Jesus é um convite à alegria pessoal, muito íntima e sincera, fruto da conversão e do convívio com Ele e com a comunidade reunida no amor misericordioso de Deus. Por isso, encontrando a ovelha, é o próprio Jesus que, alegre, a coloca sobre os ombros.

No entanto, é também um convite especial à alegria comunitária, digamos eclesial, partilhada por Jesus connosco e por todos os que, n’Ele, foram encontrados e se tornaram próximos. É o próprio Jesus que nos convida a participar das alegrias do seu Coração, imitando-o no Seu movimento de misericórdia para com os que mais necessitam.

 

 

Ato Penitencial

 

Oração colecta: Concedei, Deus todo-poderoso, que ao celebrar a solenidade do Coração do vosso amado Filho, recordemos com alegria as maravilhas do vosso amor e mereçamos receber desta fonte divina a abundância dos vossos dons. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

ou

 

Deus de bondade, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, nos abristes os tesouros infinitos do vosso amor, fazei que, prestando-Lhe a homenagem fervorosa da nossa piedade, cumpramos também o dever de uma digna reparação. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Oseias recorre a imagens e maneiras de falar de um realismo extraordinário para exprimir a imensa ternura de Deus para com a humanidade.

 

Oseias 11, 1.3-4.8c-9

Eis o que diz o Senhor: 1«Quando Israel era ainda criança, já Eu o amava; do Egipto chamei o meu filho. 3Eu ensinava Efraim a andar e trazia-o nos braços; mas não compreenderam que era Eu quem cuidava deles. 4Atraía-os com laços humanos, com vínculos de amor. Tratava-os como quem pega um menino ao colo, inclinava-Me para lhes dar de comer. 8cO meu coração agita-se dentro de Mim, estremece de compaixão. 9Não cederei ao ardor da minha ira, nem voltarei a destruir Efraim. Porque Eu sou Deus e não homem, sou o Santo no meio de ti e não venho para destruir».

 

O profeta do reino do Norte, ainda antes da sua invasão pelos exércitos da Assíria e da queda de Samaria (721 a. C.), depois de ter denunciado audazmente os pecados e a infidelidade do povo nos capítulos 4 a 11, tem uma das mais enternecedoras passagens de todo o Antigo Testamento. Aqui se nos revela, em linguagem humana, aquilo que se pode chamar «a psicologia de Deus»: Ele tem um «coração que se agita e estremece de compaixão»! ( 8). Não obstante a infidelidade (prostituição) do povo, Deus permanece fiel ao seu amor misericordioso; Ele cuida do seu povo com ternura de mãe e coração de pai, ensinando-o a caminhar, tomando-o nos braços (v. 3), inclinando-se sobre ele para o alimentar e atraindo-o com laços de amor (v. 4).

3 «Efraim». Designação corrente nos profetas para indicar o Reino do Norte, cuja principal tribo era a de Efraim, correspondente ao nome dum dos filhos de José, o qual não dá o seu nome a nenhuma das tribos como os restantes filhos de Jacob; são os filhos de José que dão o nome às tribos de Efraim e Manassés.

9 «Eu sou Deus, e não homem». Porque Deus é Deus, a sua justiça nunca anda separada da misericórdia, como tantas vezes sucede entre os homens, que se deixam dominar pela ira e indignação. É assim a misericórdia do Coração de Cristo, o coração de Deus a pulsar em carne humana.

 

Salmo Responsorial     Is 12, 2-3.4bcd.5-6

 

Monição: Acolhendo a ternura de Deus, encontramos n’Ele as fontes da salvação.

 

Refrão:        Ireis com alegria às fontes da salvação.

 

Ou:               Bebereis com alegria

                     das fontes da salvação.

 

Deus é o meu Salvador,

tenho confiança e nada temo.

O Senhor é a minha força e o meu louvor,

Ele é a minha salvação.

 

Tirareis água, com alegria,

das fontes da salvação.

Agradecei ao Senhor,

bendizei o seu nome.

 

Anunciai aos povos a grandeza das suas obras,

proclamai a todos que o seu nome é santo.

Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas,

anunciai-as em toda a terra.

 

Entoai cânticos de alegria e exultai,

habitantes de Sião:

porque é grande no meio de vós

o Santo de Israel.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O amor incomparável de Cristo manifesta claramente o amor infinito de Deus, de quem nos aproximamos com toda a fé e confiança.

 

Efésios 3, 8-12.14-19

Irmãos: 8A mim, o último de todos os santos, foi concedida a graça de anunciar aos gentios a insondável riqueza de Cristo 9e de manifestar a todos como se realiza o mistério escondido, desde toda a eternidade, em Deus, criador de todas as coisas. 10E agora é por meio da Igreja, que se dá a conhecer aos principados e potestades celestes a multiforme sabedoria de Deus, realizada, 11conforme o eterno desígnio, em Jesus Cristo, nosso Senhor. 12Assim, é pela fé em Cristo que podemos aproximar-nos de Deus com toda a confiança. 14Por isso, dobro os joelhos diante do Pai, 15de quem recebe o nome toda a paternidade nos céus e na terra, 16para que Se digne, segundo as riquezas da sua glória, armar-vos poderosamente pelo seu Espírito, para que se fortifique em vós o homem interior 17e Cristo habite pela fé em vossos corações. Assim, profundamente enraizados na caridade, 18podereis compreender, com todos os santos, a largura, o comprimento, a altura 19e a profundidade do amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento, e assim sejais totalmente saciados na plenitude de Deus.

 

O texto pertence à parte final da secção doutrinal da carta. Nos vv. 1-13 aparece Paulo a falar da sua missão, de acordo com plano misterioso de Deus. Nos vv. 14-19 temos uma bela oração de louvor a Deus e de súplica pelos fiéis, a fim de que «sejais totalmente saciados na plenitude de Deus», isto é, na plenitude da vida cristã que deriva do Pai e se nos dá em Cristo, pela adesão a Ele, a cabeça da Igreja. Não se trata, porém, duma simples adesão exterior, mas da que procede do amor com que se procura corresponder à «profundidade do amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento» (v. 19).

 

Aclamação ao Evangelho          Mt 11, 29ab; ou: 1 Jo 4, 10b

 

Monição: Na água e no sangue que saem do lado de Cristo, nascem os sacramentos. Do coração de Cristo nasce a Igreja.

 

Aleluia

 

Cântico: J. Duque, NRMS 21

 

Tomai o meu jugo sobre vós, diz o Senhor,

e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração.

 

Ou então:

 

Deus amou-nos e enviou o seu Filho,

como vítima de expiação pelos nossos pecados.

 

 

Evangelho

 

São João 19, 31-37

31Por ser a Preparação da Páscoa, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado – era um grande dia aquele sábado – os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. 32Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com ele. 33Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, 34mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis. 36aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: «Nenhum osso lhe será quebrado». 37Diz ainda outra passagem da Escritura: «Hão-de olhar para Aquele que trespassaram».

 

A crucifixão, reservada a escravos (cf. Filp 2, 7), era a pena de morte mais tremenda e mais horrível; a morte dava-se após uma dolorosíssima agonia, com febre, sede, cãibras que causavam uma asfixia lenta; para que o sofrimento não se prolongasse por vários dias os soldados podiam partir as pernas (crurifrágio) aos condenados para a asfixia ser mais rápida, ou dar-lhes um golpe de lança no coração. Foi este segundo modo de proceder que tiveram para com a Jesus, apesar de já morto. No golpe da lança, no sangue e na água que brotaram da ferida do peito, um fenómeno fisiologicamente explicável (soro do pericárdio ou exsudação pleural…), S. João vê muito mais do que uma confirmação da morte de Jesus; ele contempla o cumprimento das Escrituras e o sacrifício do verdadeiro cordeiro pascal (cf. Ex 12, 46; Nm 9, 12; Salm 34, 21; Zac 12, 10; Apoc 1, 7); e parece insinuar, para além do dom da vida eterna (o sangue: cf. 6, 53-54) e do Espírito Santo (a água: cf. 4, 14; 7, 38-39; 3, 5), os Sacramentos da iniciação cristã, a Eucaristia e o Baptismo e a própria Igreja, a nova Eva a sair do lado do novo Adão.

35 «Ele bem sabe que diz a verdade»: há quem queira ver aqui uma espécie de juramento, a saber, o apelo a uma segunda testemunha abonatória, o próprio Cristo glorioso, ou mesmo o Pai, não faltando quem pense numa glosa. De qualquer modo, uma afirmação tão solene faz apelo a factos reais, que excluem uma simbologia desvinculada da história. E, de facto, uma história como a da Paixão e Morte do Senhor não se inventa; é mesmo verdade e não faz sentido vê-la doutra forma. A testemunha privilegiada foi certamente o discípulo amado de Jesus.

36-37 «Para se cumprir a Escritura: cf. Ex 12, 46; Zac 12, 10; Nm 9, 12; Salm 34, 21; Apoc 1, 7.

 

Sugestões para a homilia

 

1. O coração de Deus é misericórdia

2. O Jubileu da misericórdia

 

1. O coração de Deus é misericórdia

 

Celebramos hoje um dos símbolos mais ricos da Bíblia, o coração, que na mentalidade bíblica é a parte mais interior da pessoa, a sede das decisões, sentimentos e projetos. O coração indica o inexplorável e o profundamente oculto de alguém, seu ser mais íntimo e pessoal. Na narrativa da unção de Daniel (1Sm 16,7), diz, por exemplo, que Javé adverte a Samuel, quando viu o primeiro dos filhos de Jessé: “Não te fies em seu aspecto nem em sua estrutura elevada. O ser humano olha para a aparência, enquanto Javé olha o coração”.

Por isso, quando falamos do “coração” de Jesus, estamos falando daquilo que representa o mais íntimo e pessoal de Jesus, o centro interior a partir do qual brotam suas palavras e suas ações. Neste sentido “o coração de Jesus” é uma expressão que indica a misericórdia e o amor infinito de Deus tal como se manifestou na pessoa de Jesus.

A Sagrada Escritura fala também, sempre em sentido metafórico, do “coração” de Deus. Oseias, por exemplo, fala do coração de Deus como o lugar das decisões últimas e decisivas de Deus. Quando nem as provas de amor nem os castigos de Javé conseguem mover seu povo a uma conversão duradoura (Os 11, 1-7), parece certo o juízo definitivo de Deus. Precisamente nessa situação o profeta coloca na boca de Deus uma das palavras mais extraordinárias do Antigo Testamento: “Como te tratarei, Efraim? Acaso posso abandonar-te Israel? O meu coração agita-se dentro de mim, estreme de compaixão. Não cederei ao ardor da minha ira, nem voltarei a destruir Efraim, porque eu sou Deus e não homem” (Os 11,8-9).

Vemos aqui uma espécie de luta interior em Deus que clama: “Como te tratarei? Acaso posso abandonar-te?” A lei de Moisés mandava entregar um filho que era rebelde aos anciãos da cidade para que fosse apedrejado (Dt 21,18-21). Efraim-Israel é filho primogénito de Javé (Os 11,1). Deverá Deus tratar a seu filho rebelde segundo a lei? Deverá destruí-lo? A luta interior de Deus se expressa com a bela expressão: “O meu coração agita-se dentro de mim, estreme de compaixão”. O verbo “agitar” indica a ação de algo que se revolve e dá volta de forma inquieta. É o coração de Deus que resiste a agir com dureza diante do povo.

A luta interior em Deus tem um desfecho: a decisão na qual prevalece o perdão e a misericórdia. O coração de Deus renuncia ao castigo. Em lugar da destruição merecida pelo povo, ocorre uma volta no coração de Deus. A incondicional misericórdia de Deus volta-se contra a resolução judicial que estabelecia o castigo e a morte. O coração de Deus, ou seja, a sua livre decisão pelo amor, contrapõe-se à sua resolução de ira. A determinação divina em favor de Israel expressa-se com a frase: “Não cederei ao ardor da minha ira, nem voltarei a destruir Efraim, porque eu sou Deus e não homem” (Os 11,9). O coração de Deus é, portanto, misericórdia e vida em favor de seu povo. E assim se manifestou plenamente em seu Filho Jesus Cristo que veio “para que tenhamos vida e vida em abundancia” (Jo 10,10).

 

 

2. O Jubileu da misericórdia

 

A este propósito recordamos o Jubileu da Misericórdia decretado pelo Papa Francisco. Neste sentido recordava-nos o Santo Padre: “Ressoa ainda, em todos nós, a saudação de Jesus Ressuscitado aos seus discípulos na noite de Páscoa: «A paz esteja convosco!» (Jo 20, 19). A paz, sobretudo nas últimas semanas, permanece como desejo de muitas populações que sofrem violências inauditas de discriminação e morte, só porque possuem o nome de cristãos. A nossa oração faz-se ainda mais intensa, tornando-se um grito de socorro ao Pai, rico em misericórdia, para que sustente a fé de tantos irmãos e irmãs que estão na tribulação, ao mesmo tempo que Lhe pedimos para converter os nossos corações para passarmos da indiferença à compaixão.

São Paulo recordou-nos que fomos salvos no mistério da morte e ressurreição do Senhor Jesus. Ele é o Reconciliador, que está vivo no meio de nós, para nos oferecer o caminho da reconciliação com Deus e entre os irmãos. O Apóstolo recorda que, apesar das dificuldades e sofrimentos da vida, cresce a esperança na salvação que o amor de Cristo semeou nos nossos corações. A misericórdia de Deus foi derramada em nós, tornando-nos justos, dando-nos a paz.

Presente no coração de muitos está esta pergunta: Por que motivo um Jubileu da Misericórdia, hoje? Simplesmente porque a Igreja é chamada, neste tempo de grandes mudanças epocais, a oferecer mais vigorosamente os sinais da presença e proximidade de Deus. Este não é o tempo para nos deixarmos distrair, mas para o contrário: permanecermos vigilantes e despertarmos em nós a capacidade de fixar o essencial. É o tempo para a Igreja reencontrar o sentido da missão que o Senhor lhe confiou no dia de Páscoa: ser sinal e instrumento da misericórdia do Pai (cf. Jo 20, 21-23). Por isso o Ano Santo deverá manter vivo o desejo de individuar os inúmeros sinais da ternura que Deus oferece ao mundo inteiro, e sobretudo a quantos estão na tribulação, vivem sozinhos e abandonados, e também sem esperança de ser perdoados e sentir-se amados pelo Pai. Um Ano Santo para sentirmos intensamente em nós a alegria de ter sido reencontrados por Jesus, que veio, como Bom Pastor, à nossa procura, porque nos tínhamos extraviado. Um Jubileu para nos darmos conta do calor do seu amor, quando nos carrega aos seus ombros e nos traz de volta à casa do Pai. Um Ano em que sejamos tocados pelo Senhor Jesus e transformados pela sua misericórdia para nos tornarmos, também nós, testemunhas de misericórdia. Eis o motivo do Jubileu: porque este é o tempo da misericórdia. É o tempo favorável para tratar as feridas, para não nos cansarmos de ir ao encontro de quantos estão à espera de ver e tocar sensivelmente os sinais da proximidade de Deus, para oferecer a todos, a todos, o caminho do perdão e da reconciliação.

A Mãe da Misericórdia Divina abra os nossos olhos, para compreendermos o compromisso a que somos chamados, e nos obtenha a graça de vivermos, com um testemunho fiel e fecundo, este Jubileu da Misericórdia.”

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

O amor do Coração de Cristo revelou-se plenamente na Cruz.

Elevemos as nossas súplicas ao Redentor,

dizendo com toda a confiança:

 

Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.

 

1. Pela Igreja, nascida do lado aberto de Cristo na cruz,

para que seja no mundo sinal e sacramento

do seu amor infinito por todos os homens,

oremos ao Senhor.     

 

2. Pela santificação de todos os sacerdotes:

para que anunciem, com a palavra e com a vida,

as insondáveis riquezas do coração de Cristo,

oremos ao Senhor.     

 

3. Pelos idosos, pelos doentes e moribundos,

para que sintam que Deus os trata como filhos,

os toma em seus braços e os atrai ao seu amor,

oremos ao Senhor.      

 

4. Por todos os que se dedicam aos doentes,

para que o façam, com as atenções sugeridas pelo coração,

de modo que estes sintam sempre a sua riqueza de humanidade ,

oremos ao Senhor.

 

5. Pelos devotos do Coração de Jesus, que partiram antes de nós:

para que, no coração de Cristo,

encontrem a plenitude do amor e da vida.

Oremos ao Senhor.

 

Jesus Cristo, nosso Redentor,

que nos abristes as fontes da salvação,

fazei que, olhando para Vós, trespassado no madeiro,

descubramos as dimensões do vosso amor.

Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Bendito sejais, Senhor nosso Deus, Az. Oliveira, NRMS 93

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para o inefável amor do Coração do vosso Filho e fazei que a nossa oferenda Vos seja agradável e sirva de reparação pelos nossos pecados. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio

 

O Coração de Cristo, fonte de salvação

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo, nosso Senhor.

Elevado sobre a cruz, com admirável amor deu a sua vida por nós e do seu lado trespassado fez brotar sangue e água, donde nasceram os sacramentos da Igreja, para que todos os homens, atraídos ao Coração aberto do Salvador, pudessem beber com alegria nas fontes da salvação.

Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Na sagrada comunhão e na adoração eucarística encontramos o amor misericordioso de Deus, que passa pelo Coração de Jesus Cristo. Dêmos graças!

 

Cântico da Comunhão: Saboreai como é bom, M. Carneiro, NRMS 93

Jo 7, 37-38

Antífona da comunhão: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba, diz o Senhor. Se alguém acredita em Mim, do seu coração brotará uma fonte de água viva.

 

Ou

Jo 19, 34

Um dos soldados abriu o seu lado com uma lança e dele brotou sangue e água.

 

Cântico de acção de graças: Em Vós, Senhor, ponho a minha esperança, M. Simões, NRMS 116

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que este sacramento do vosso amor nos una sempre mais a Jesus Cristo, vosso Filho, de modo que, inflamados na caridade, saibamos reconhecê-l'O nos nossos irmãos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O compromisso com a causa de Jesus e de Seu Pai transfigura a existência humana. Não há lugar para uma moral sufocante e a tarefa neste campo surge do compromisso alegre da própria vida com os interesses do Reino desejado.

O Coração de Jesus mostra a acção libertadora de Deus na vida daqueles que estão dispostos e disponíveis a fazer seu o estilo de vida de serviço humilde realizado por Jesus, o Deus connosco.

 

 

Cântico final: Mil vezes seja louvado, J. Santos, NRMS 13

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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