10º Domingo Comum

7 de Junho de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Minha Luz e Salvação, D. Julíen, mel. em Cantemos Todos, n.s 421.

 

Salmo 26, 1-2

Antífona de entrada: O Senhor é minha luz e salvação: a quem temerei? O Senhor é protector da minha vida: de quem hei-de ter medo?

 

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Vimos mais uma vez ao encontro de Jesus, que nos vai falar. Ele é o Filho de Deus que veio habitar entre nós, que é Deus de Deus e luz de Luz, que tem palavras de vida eterna.

 

Olhemos para o nosso coração, para o limpar com o nosso arrependimento.

 

Oração colecta: Deus, protector dos que em Vós esperam: sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Esta cena do livro do Génesis continua cheia de ensinamentos para nós. O pecado traz ao homem a desgraça. Adão e Eva vão-se esconder, dando conta da sua miséria.

Deus, misericordiosamente, promete-lhes a salvação através da figura da mulher que o demónio não poderia vencer.

 

Génesis 3, 9-15.20

9Depois de Adão ter comido da árvore, o Senhor Deus chamou-o e disse-lhe: «Onde estás?». 10Ele respondeu: «Ouvi o rumor dos vossos passos no jardim e, como estava nu, tive medo e escondi-me». 11Disse Deus: «Quem te deu a conhecer que estavas nu? Terias tu comido dessa árvore, da qual te proibira comer?». 12Adão respondeu: «A mulher que me destes por companheira deu-me do fruto da árvore e eu comi». O Senhor 13Deus perguntou à mulher: «Que fizeste?» E a mulher respondeu: «A serpente enganou-me e eu comi». 14Disse então o Senhor Deus à serpente: «Por teres feito semelhante coisa, maldita sejas entre todos os animais domésticos e entre todos os animais selvagens. Hás-de rastejar e comer do pó da terra todos os dias da tua vida. 15Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. Esta te esmagará a cabeça e tu a atingirás no calcanhar». 20O homem deu à mulher o nome de «Eva», porque ela foi a mãe de todos os viventes.

 

Narra-se nos primeiros versículos deste capítulo do Livro do Génesis (vv. 1-8) a queda dos nossos primeiros pais: a serpente tenta a mulher e esta induz o marido.

Agora Deus procede ao contrário: pergunta primeiro ao marido (vv. 9.11); este responde (vv. 10.12); depois pergunta à mulher (v. 13) mas à serpente não pergunta; amaldiçoa-a directamente (v. 14).

Por aqui se vê que as perguntas dirigidas por Deus a modo de instrução judicial, não são um meio de que necessite para o conhecimento da situação, mas sim uma forma de que se serve para que os réus sejam conscientes da culpa e entendam a pena.

«Onde estás?» (v. 9) Porque te escondes? Não é verdade que Deus passeava sempre pela brisa da tarde ao encontro de Adão? E tinha então algum receio da presença de Deus? Então que te aconteceu?

Adão reconhece que agora tem medo e esse medo vem da sua nudez (v. 10). Não estava nu antes? Sim, mas agora a nudez é algo que lhe provoca o descontrolo, o desequilíbrio das paixões em ebulição entre as quais a vergonha da mulher e o medo de Deus.

«Quem te deu a conhecer?» (v. 11). A árvore da ciência do bem e do mal não acrescenta um único conhecimento objectivo ao homem; só lhe acrescenta um conhecimento subjectivo: o da própria malícia. A partir de então o corpo deixa de ser aquilo que é objectivamente, um dom esponsalício de Deus ao homem, e do homem à sua mulher, para se converter subjectivamente num instrumento de malícia, num potencial para a própria maldade,

«A mulher que me deste.» (v. 12). Não era ela totalmente sua? Não era inclusivamente carne da sua carne (cf. Gen 2, 23)? Como é que agora ela se distancia tanto do homem («a mulher que puseste na minha companhia»)? Por estas palavras quase parece ter sido a mulher uma imposição de Deus ao homem, e não ao contrário, uma ajuda adequada para ele (cf. Gen 2,8). Pelo pecado, mesmo as ajudas de Deus perdem a sua graça, as bênçãos são vistas como mal- dições e as dádivas como tributos. O dom de Deus é difícil de perceber pelo pecador (cf. Jo 4,10), que o vê como um peso, um impecilho, uma imposição. É o egoísmo que nos faz pensar assim.

«Que fizeste?... A serpente enganou-me» (v. 13). A mulher ainda se refugia na serpente mas menos do que o homem se tinha refugiado nela. As suas palavras são poucas como quem reconhece mais que pecou. Se é verdade que o Génesis nos apresenta a mulher com mais culpa também o é que ela parece mais arrependida, com menos palavreado de falsa justificação.

O v. 15 apresenta-nos a vingança de Deus. O Senhor usa precisamente a descendência da mulher para sanar o pecado que nela se tinha gerado.

 

Salmo Responsorial    Sl 129 (130),1-2.3-4ab.4c-6.7-8 (R. 7)

 

Monição: O salmo é uma súplica humilde de perdão e também um acto de confiança na misericórdia de Deus.

Refrão:        No Senhor está a misericórdia e abundante redenção.

 

Ou:               No Senhor está a misericórdia,

                no Senhor está a plenitude da redenção.

 

Do profundo abismo chamo por Vós, Senhor,

Senhor, escutai a minha voz.

Estejam os vossos ouvidos atentos

à voz da minha súplica.

 

Se tiverdes em conta as nossas faltas,

Senhor, quem poderá salvar-se?

Mas em Vós está o perdão,

para Vos servirmos com reverência.

 

Eu confio no Senhor,

a minha alma espera na sua palavra.

A minha alma espera pelo Senhor

mais do que as sentinelas pela aurora.

 

Porque no Senhor está a misericórdia

e com Ele abundante redenção.

Ele há-de libertar Israel

de todas as suas faltas.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S.Paulo convida-nos a avivar a nossa fé e a nossa esperança, sabendo olhar as limitações e agruras da vida com os olhos no céu.

 

2 Cor 4,13 5,1

Diz a Escritura: «Acreditei; por isso falei». Com este mesmo espírito de fé, também nós acreditamos, e por isso falamos, sabendo que Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há-de ressuscitar com Jesus e nos levará convosco para junto d'Ele. Tudo isto é por vossa causa, para que uma graça mais abundante multiplique as acções de graças de um maior número de cristãos para glória de Deus. Por isso, não desanimamos. Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia. Porque a ligeira aflição dum momento prepara-nos, para além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória. Não olhamos para as coisas visíveis, olhamos para as invisíveis: as coisas visíveis são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas. Bem sabemos que, se esta tenda, que é a nossa morada terrestre, for desfeita, recebemos nos Céus uma habitação eterna, que é obra de Deus e não é feita pela mão dos homens.

 

Três elementos parecem surgir na visão antropológica do Apóstolo: as coisas externas, corruptíveis, aquilo que é interno, que se renova cada vez mais, e a Ressurreição da carne.

No momento presente é a fé que nos faz falar (v. 13; cf. Ps 116,10). Essa fé revela-nos que, tal como Cristo, seremos ressuscitados, isto é, também segundo a carne (v. 14).

Tal facto afiança-nos na alegria, na acção de graças contínua a Deus (v. 15), apesar de que, visivelmente, o nosso exterior se corrompa e esteja destinado a morrer, com padecimentos, certamente, mas não definitivos (v. 16); mais ainda: esta tribulação presente é leve (v. 17).

Tenha-se em conta que a visão de S. Paulo nunca é dualista: não se trata de um desprezo do corpo por ser corruptível, e em espiritualismo galopante de dia para dia. 0 Apóstolo é claro: quem se corrompe é o «nosso homem» (hêmôn anthrôpos); a pessoa inteira sofre com a degradação de uma das suas partes.

Consola-nos a fé, porque se a nossa habitação terrestre se vai dissolvendo, Deus prepara-nos uma casa eterna nos céus (v. 1).

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 7, 16

 

Monição: Jesus anima-nos a cumprir a vontade de Deus. A clamemo-Lo com fé e alegria.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia, J. Santos, NRMS, n.º 2 (I).

 

Chegou a hora em que vai ser expulso

o príncipe deste mundo, diz o Senhor;

e quando Eu for levantado da terra,

atrairei todos a Mim.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 3,20 35

Naquele tempo, Jesus chegou a casa com os seus discípulos. E de novo acorreu tanta gente, de modo que nem sequer podiam comer. Ao saberem disto, os parentes de Jesus puseram-se a caminho para O deter, pois diziam: «Está fora de Si». Os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: «Está possesso de Belzebu», e ainda: «É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios». Mas Jesus chamou-os e começou a falar-lhes em parábolas: «Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode aguentar-se. E se uma casa estiver dividida contra si mesma, essa casa não pode aguentar-se. Portanto, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não pode subsistir: está perdido. Ninguém pode entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens, sem primeiro o amarrar: só então poderá saquear a casa. Em verdade vos digo: Tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e blasfémias que tiverem proferido; mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: será réu de pecado eterno». Referia-Se aos que diziam: «Está possesso dum espírito impuro». Entretanto, chegaram sua Mãe e seus irmãos que, ficando fora, mandaram-n'O chamar. A multidão estava sentada em volta d'Ele, quando Lhe disseram: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura». Mas Jesus respondeu-lhes: «Quem é minha Mãe e meus irmãos?» E, olhando para aqueles que estavam à sua volta, disse: «Eis minha Mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe».

 

O texto do Evangelho da Missa de hoje apresenta 3 partes: a situação prévia e a reacção dos familiares de Jesus (vv. 20-21); a acusação dos escribas (vv. 22-30); de novo os familiares de Jesus (vv. 31-34).

Como vemos, existe uma espécie de inclusão da atitude dos familiares de Jesus, que constitui como que a moldura que envolve uma narração de polémica do Senhor com os escribas que tinham descido de Jerusalém. As pessoas da família do Mestre não têm tanta azáfama (cf. v. 20), porque o conheciam desde pequenino, como um rapaz completamente normal, e tentam pará-l'O, talvez para que serene e reflita sobre aquele modo louco de proceder (v. 21).

Tal atitude é, além disso, justificada pelas autoridades religiosas, os homens importantes que tinham chegado de Jerusalém; são os que desceram (katabantes) de Jerusalém, que vêm arvorados em juízes, denunciando o Senhor como um possesso de Belzebu (v. 22).

Assim Cristo vê-se obrigado a não só pregar o Reino de Deus, como também a fazer a sua apologia, vincando a impossibilidade de atacar alguém sem ter alguma inimizade com o atingido, e sem, pelo menos, tê-lo impedido de se defender (vv. 23-27). Se o demónio estava manietado já não era mau de todo; algum contributo bom era forçoso admitir da pregação de Jesus.

Mas há ainda outro argumento. De facto a segunda parte do discurso (vv. 28--29) começa com um corte nítido («em verdade vos digo») e um tom notoriamente severo: acusa-se o pecado e dá-se-Ihe, além disso, uma pena («nunca será perdoado» e «será réu de delito perpétuo». Este argumento só é dito no fim: tem espírito imundo (v. 30). A acusação da falta de pureza, não era somente uma calúnia ou uma manifestação raivosa – como, aliás, todas as outras – de recusa na aceitação da pregação do Mestre; era algo que feria o mais íntimo da Pessoa de Cristo e que atentava retorcidamente, de modo diabólico, contra tudo o que o Senhor viera fazer e ensinar. «A fornicação – dirá mais tarde S. Paulo – nem se mencione entre vós» (Ef 5,3).

O Senhor nem sequer se detém na defesa tratando o tema da castidade. Esta acusação provoca a ira divina; isto é algo muito mais sério: é a blasfémia contra o Espírito Santo. E vemos Jesus não já ferido mas irado. A acusação de impureza contaminava imediatamente todos os que andavam com Cristo, e que eram os seus verdadeiros familiares (vv. 33-35). Afastar dele os seus discípulos com um argumento deste género era algo muito mais grave do que simplesmente a calúnia que colocava em guardar aqueles que ainda O não conheciam, ou, pelo menos, não viviam com Ele. Que afastassem d'Ele, ou hostilizassem os seus familiares segundo a carne, era-Lhe mais suportável do que corromperem a relação que unia Cristo com aqueles que procuravam fazer a Vontade do Pai, os seus verdadeiros familiares, segundo o Espírito. E Jesus amaldiçoa violentamente tal tentativa, chamando-a pecado contra o Espírito.

E é então que voltamos a ver os familiares de Jesus. Vêm, desta vez com a Sua Mãe, e não para O deter mas para Lhe falar. Podemos presumir razoavelmente que Ela os terá aproximado do Filho mudando-lhes a atitude que antes tinham (vv. 31-32).

 

Sugestões para a homilia

 

Acreditei

Quem blasfemar contra o Espírito Santo

Minha mãe e meus irmãos

 

Acreditei

 

Acreditei, por isso falei. Também nós acreditamos. Jesus é a própria verdade. ”Eu sou a verdade” - disse Ele (Jo 14,5).

Passamos a vida a acreditar em tantas pessoas que podem enganar-se e podem enganar-nos.

A fé em Jesus é a coisa mais razoável do mundo, porque é o único que não pode enganar-se nem enganar-nos.

Com a festa do Corpo de Deus a Santa Igreja convida-nos a proclamar a nossa fé em Jesus na Eucaristia. É chamado o mistério da fé.

”A vista, o tacto e o gosto nada sabem.

Só no ouvir sabe se há-de crer.

Creio em tudo o que o Filho de Deus veio dizer.

Nada mais verdadeiro pode ser do que a própria palavra da verdade”

- cantou S.Tomás de Aquino no hino  Adoro Te devote.

Não compreendemos como o pão se muda no Corpo de Jesus. Sabemos que isso acontece realmente na Santa Missa pelo poder de Jesus, verdadeiro Deus que tem todo o poder e não pode mentir.

Adoremos a Jesus na Hóstia consagrada. Façamos muitos actos de fé. Peçamos que nos dê uma fé de meninos e uma piedade de velhinhas.

Em Madrid, durante a guerra civil de 1936, uma família cristã tinha o Santíssimo Sacramento em sua casa, por causa das perseguições e incêndios das igrejas.

Essa família era abastada, tinha uma quinta fora de Madrid, mas estava a passar por muitas dificuldades. A mãe disse à filha mais pequena para ir ao andar de cima rezar a Jesus para lhes mandar pão. Quando subia a escada perguntou à mãe: - Peço pão de primeira ou de segunda?

Para ela não havia dúvidas que Jesus ia ouvir o seu pedido. E, de facto, naquela tarde o feitor conseguiu entrar em Madrid e trazer-lhes pão e outros abastecimentos.

Sabermos juntar essa fé de meninos com piedade de velhinhas e sabedoria de teólogos com gostava de dizer S.Josemaria.

Avivando a nossa fé crescemos também na esperança. ”A ligeira aflição de um momento prepara-nos um peso eterno de glória “ (2ª leit.). A fé dá-nos força para enfrentar os sofrimentos e as dificuldades. Em Jesus na Eucaristia encontramos a força para vencer. E sabemos que um dia O iremos ver no Céu.

 

Quem blasfemar contra o Espírito Santo

 

No Evangelho observamos que muitos não queriam acreditar em Jesus apesar de ter já feito muitos milagres, mostrando que Ele é realmente o enviado de Deus.

Até entre os seus familiares havia alguns que não O compreendem.

E os escribas atribuíam ao demónio os prodígios que fazia, porque não queriam abrir o seu coração à fé.

Jesus fala do pecado contra o Espírito Santo, que fecha a alma à graça de Deus e ao perdão. É o caso daqueles que não vêem porque não querem ver ou então contradizem a verdade conhecida como tal.

Temos de pedir ao Senhor que nos livre dessa dureza de coração. Que nos dê um coração humilde e dócil à graça de Deus.

E não nos admirarmos se alguma vez encontramos pessoas que não nos compreendem e nos interpretam mal.

 

Minha mãe e meus irmãos

 

Jesus deixa-nos uma outra lição no Evangelho. ”Quem é minha mãe e Meus irmãos - pergunta Ele. E responde: “Quem fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe”.

Jesus está a dirigir um elogio a Sua Mãe, a criatura que melhor cumpriu a vontade de Deus. Ela é Mãe de Jesus não apenas porque Lhe deu a Sua carne humana mas porque soube acolhê-Lo, cumprindo fielmente a vontade de Deus. ”Eis a escrava do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra “.

Deus apresentou-A misteriosamente aos nossos primeiros pais depois do pecado como sinal de salvação para a humanidade.

Contraposta a Eva, que tinha desobedecido a Deus e obedecido ao demónio, Maria seria vencedora do demónio, evitando todo o pecado e obedecendo fielmente a Deus.

Aprendamos com Ela a dizer sim ao Senhor em cada momento do nosso dia. Assim estaremos unidos a Jesus, identificamo-nos com Ele que cumpriu fielmente a vontade do Pai. Seremos de verdade Seus irmãos. E seremos também Sua mãe, contribuindo para que possa nascer no coração de tantos à nossa volta.

 

 

Oração Universal

 

Jesus fala-nos e reza connosco em cada missa. Um dos fins da Eucaristia é pedir. Apresentamos com Jesus ao Pai as necessidades de todos os homens. Vamos fazê-lo cheios de fé e confiança:

 

1-Pela Santa Igreja Católica,

para que todos vejam nela a Cristo presente entre os homens,

que nos convida a conhecer e amar a Deus cada dia mais, oremos ao Senhor

 

2-Pelo Santo Padre,

para que seja instrumento dócil do Espírito Santo na condução do Rebanho de Cristo

e todos saibam seguir os seus ensinamentos, oremos ao Senhor.

 

3-Pelos bispos e sacerdotes,

para que se gastem generosamente ao serviço das almas

e todos os acolham com fé e visão sobrenatural, oremos ao Senhor.

 

4-Por todos os cristãos,

para que vivam melhor a Eucaristia de cada domingo,

e nela se encham da força e da alegria de Cristo, oremos ao Senhor.

 

5-Para que aumentem em toda a Igreja

as vocações de entrega total ao Senhor

e os casados saibam viver o matrimónio como caminho de santidade, oremos ao Senhor.

 

6-Pelos jovens de todo o mundo

e sobretudo da nossa comunidade paroquial para que,

seguindo a Jesus, se deixem guiar pelo Seu Espírito para renovarem o mundo, oremos ao Senhor.

 

7-Para que todos os cristãos

procurem com mais fé e assiduidade o Sacramento da Confissão,

onde o Espírito Santo renova os corações pelo perdão de Deus, oremos ao Senhor.

 

Senhor, que nos encheis da Vossa graça em Cristo, presente na Eucaristia,

fazei-nos viver da vida nova em Cristo.

Pelo mesmo N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Deus e Senhor, Perruchot, mel. em Cantemos Todos, n.9 63.

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que recebemos da vossa generosidade e trazemos ao vosso altar, e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam às alegrias eternas. Por Nosso Senhor.

 

Santo: J. Santos, NRMS, n.s 50-51.

 

Monição da Comunhão

 

Jesus vem até nós sobretudo na comunhão. Saibamos acolhê-Lo com a fé, a humildade e o amor de Nossa Senhora.

 

Cântico da Comunhão: É Cristo quem nos convida, Carlos Silva, mel. em Cantemos Todos, n.s 107.

 

Salmo 17, 3

Antífona da comunhão: Sois o meu protector e o meu refúgio, Senhor; sois o meu libertador; meu Deus, em Vós confio.

 

Ou

1 Jo 4, 16

Deus é amor. Quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele.

 

Cântico de acção de graças: Felizes os que habitam na Vossa Casa, Senhor, B. e Sousa, mel. em Cantemos Todos, n° 180.

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos pedimos, Senhor, que a acção santificadora deste sacramento nos liberte das más inclinações e nos conduza a uma vida santa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Queremos guardar a palavra de Jesus e guiar por ela o nosso viver, obedecendo fielmente à vontade do Pai, como Ele fez. Servindo alegremente a Deus e os outros à nossa volta.

 

Cântico final: Louvado sejais, Senhor, m. Faria, NRMS, n.9 2 (I)

 

 

Homilias Feriais

 

10ª SEMANA

 

2ª Feira, 8-VI: As promessas de Deus para os que sofrem.

2 Cor 1, 1-7 / Mt 5, 1-12

Felizes os pobres. Felizes os que choram. Alegrai-vos e exultai, pois é grande nos Céus a vossa recompensa.

«As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus. São as promessas paradoxais que sustentam a esperança no meio das tribulações; anunciam aos discípulos as bênçãos e recompensas já obscuramente adquiridas» (CIC, 1717).

Para aqueles que sofrem, Deus é «um Pai cheio de misericórdia e Deus de toda a consolação» (Leit.). Se somos atribulados, seremos confortados e salvos. Além disso, se as tribulações são permitidas por Deus e as aceitarmos com amor, serão para nós fonte de frutos abundantes: aumentaremos a oração, ficaremos mais fortes, alcançaremos a vida eterna, etc.

 

3ª Feira, 9-VI: Recuperar as qualidades do sal e da luz.

2 Cor 1, 18-22 / Mt 5, 13-16

Vós sois o sal da terra. Mas, se o sal perder a força, com que há-de salgar-se?

As imagens do sal e da luz (Ev.) dizem respeito à nossa natureza social: dar sabor cristão aos costumes pagãos, iluminar os caminhos dos outros para que se encaminhem para Deus. Mas podem perder a sua intensidade, porque deixamos que os valores cristãos desapareçam da nossa vida familiar ou social.

Precisamos restaurar as nossas forças espirituais. A força do sal e da luz está na união com Deus: «Sem mim nada podeis fazer»; na vida e na doutrina de Cristo: nEle não há 'sim' e 'não', o que há nEle é um 'sim' (Leit.); e na força que nos dá o «Pão da vida» (a Eucaristia).

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino Correia Ferreira

Nota Exegética:                    José Miguel Ferreira Martins

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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