DO PAÍS

 

 

LISBOA

 

CONCEDIDA CIDADANIA

A DESCENDENTES DOS JUDEUS EXPULSOS

 

O Conselho de ministros português aprovou a 29 de Janeiro passado um Decreto-Lei que modifica a norma em vigor para conceder a cidadania aos descendentes dos judeus sefarditas expulsos do país há cinco séculos.

 

A modificação da lei sobre a cidadania portuguesa já tinha recebido parecer positivo do Parlamento em Abril de 2013 e, nos últimos meses, o Governo definiu os critérios que dizem respeito aos descendentes dos judeus expulsos a fim de que possam obter a naturalização automática.

Os candidatos terão que certificar a sua origem portuguesa com base em requisitos objectivos como o sobrenome, o conhecimento da língua ou da árvore genealógica, além de demonstrar que mantêm uma conexão com as tradições lusitanas. Apenas duas entidades estão autorizadas em Portugal para emitir este certificado: a Comunidade israelita do Porto e a Comunidade israelita de Lisboa.

Calcula-se que no mundo inteiro existem cerca de 3,5 milhões de descendentes de judeus sefarditas, tanto de ascendência espanhola como portuguesa, embora se desconheça que percentagem poderia solicitar a nacionalidade portuguesa. No final do século XV em Portugal viviam cerca de 400.000 judeus, muitos deles provenientes da Espanha. Inicialmente, Portugal manteve-se tolerante perante a presença desta comunidade, até 1496 quando o rei D. Manuel I emitiu uma ordem de expulsão contra o povo judeu como condição necessária para se casar com uma descendente da linhagem de Castela e Aragão.

A maioria dos judeus abandonou Portugal procurando refúgio noutros países europeus e nas colónias do Novo Mundo, e os que ficaram em território português foram obrigados a converter-se ao cristianismo. Hoje, a comunidade judaica de Portugal conta cerca de mil pessoas, concentradas sobretudo nas duas maiores cidades do país, Lisboa e Porto; nesta última encontra-se a maior sinagoga da península ibérica.

 

 

PORTO

 

A DEZ ANOS

DA MORTE DA IRMÃ LÚCIA

 

O bispo auxiliar do Porto, D. João Lavrador, considera o legado da irmã Lúcia fundamental numa época marcada pela “crise cultural, civilizacional, de valores e também económica”.

 

Num texto publicado na edição do Semanário ECCLESIA, dedicado ao 10.º aniversário da morte da vidente de Fátima, acontecida em 13 de Fevereiro de 2005, o prelado salienta que hoje a sociedade é chamada a “voltar às fontes da verdadeira realização humana, que não poderá ser outra senão Deus que não se cansa de a procurar”.

E nesse âmbito, a vida da irmã Lúcia (1907-2005) surge como um exemplo de dedicação a esta causa, já que enquanto “depositária” da mensagem de Fátima, levou às pessoas “um convite à conversão e mudança”.

“Enquanto prevalecer o contexto cultural no qual as aparições se deram e ao qual quiseram responder, a mensagem trazida por Nossa Senhora e entregue aos três pastorinhos, nomeadamente à irmã Lúcia, estará sempre actual e a necessitar de ser lembrada”, frisa o bispo.

D. João Lavrador teve oportunidade de contactar com a religiosa durante vários anos, quando era capelão do Carmelo de Coimbra.

Desse tempo, o bispo realça sobretudo o seu “espírito de curiosidade e de renovação constante”, a sua vivência “intensa” da oração e da Eucaristia, a sua “paz, alegria e humildade” e o seu “humor, simples e muito inteligente”.

“É muito gratificante, passados estes anos, evocar uma das pessoas que me valorizou no meu crescimento humano e espiritual”, sublinha o prelado.

No seu texto, o bispo auxiliar do Porto destaca o facto da irmã Lúcia ter sido portadora de uma mensagem que tem tido “eco tanto na vida de Papas, cardeais, governantes, cientistas, doutores, como nas pessoas mais humildades e modestas”.

Recorda depois a “particular relação” que a pastorinha de Fátima estabeleceu com o Papa Paulo VI, que começou quando este veio à Cova da Iria por ocasião do 50.º aniversário das Aparições; mas sobretudo a sua ligação ao Papa João Paulo II.

São João Paulo II encontrou-se com a religiosa carmelita em duas ocasiões, “em 1982 e em 2000”, esta última aquando da “beatificação dos Beatos Francisco e Jacinta”.

Depois de sofrer um atentado em 1981, na Praça de São Pedro em Roma, Karol Wojtyla reconheceu “como dedicado a si mesmo uma parte do terceiro segredo de Fátima”.

Algo que fez com que se desse “uma aproximação muito particular entre ele e a irmã Lúcia”, recorda D. João Lavrador.

D. João Lavrador conclui afirmando que, “volvidos 10 anos após a sua morte”, a irmã Lúcia deve ser vista pela Igreja Católica como um modelo de vida e de santidade”.

 

A irmã Lúcia de Jesus encontra-se sepultada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima, ao lado do túmulo da Beata Jacinta.

Em 2008, o Papa Bento XVI abriu o processo de beatificação da vidente, depois de aceitar o pedido de dispensa do período de espera de cinco anos após a morte.

A vice-postuladora da causa de canonização da Irmã Lúcia, vidente de Fátima, afirmou em entrevista à Agência ECCLESIA que a “vasta documentação” da religiosa tem prolongado a fase diocesana, primeira etapa do processo, realçando a seriedade deste trabalho.

“A vasta documentação é um desafio. Obviamente que estamos todos muito ansiosos pela sua beatificação, mas eu penso que a Irmã Lúcia merece um estudo muito aprofundado e rigoroso, não só para a questão histórica, que é muito importante, mas concomitantemente, para a sua dimensão espiritual”, refere a irmã Ângela Coelho.

Os trabalhos incluem a recolha de documentação, entrevistas a testemunhas que conviveram com a religiosa e a análise dos seus escritos por teólogos.

A irmã Ângela Coelho é também postuladora da causa de canonização dos pastorinhos Beatos Jacinta e Francisco Marto, os irmãos que, juntamente com Lúcia, segundo o testemunho reconhecido pela Igreja Católica, presenciaram as aparições da Virgem Maria na Cova da Iria, entre Maio e Outubro de 1917.

Segundo esta responsável, o processo para a beatificação da Irmã Lúcia tem de levar em conta que se está na presença de “uma mulher que viveu quase 98 anos, que se correspondeu com Papas, desde Pio XII até João Paulo II, com cardeais, bispos, com pessoas que agora são beatos como Teresa de Calcutá, José Maria Escrivá, Álvaro del Portillo”.

“Lúcia escreveu a irmãos de outras confissões religiosas e a milhares e milhares de pessoas, que agora nos começam a devolver as respostas que a Lúcia deu – conseguimos recolher mais de 11 mil cartas –, o que torna o processo complexo”, admite.

No centro desta documentação, um “espólio enorme”, revela, está um “trabalho de difusão da mensagem de Fátima.

“É muito e tem de ser estudado por todos os membros da comissão histórica mas também por dois censores teólogos que nos garantam que nada do que a Lúcia escreveu está contra a fé da Igreja, contra a doutrina, costumes e moral e que nos façam entender qual o perfil espiritual da mulher que está por detrás das cartas”, explica a vice-postuladora.

 

 

FÁTIMA

 

ESPERANÇA NA

VISITA DO PAPA A PORTUGAL EM 2017

 

No passado dia 14 de Fevereiro, o cardeal-patriarca de Lisboa revelou no Vaticano ter a certeza “quase absoluta” de que Francisco vai visitar Portugal em 2017, depois de vários convites dirigidos pelo Governo, a Conferência Episcopal e a Diocese de Leiria-Fátima nesse sentido.

 

“É o centenário de Fátima e Fátima tem um lugar muito importante na vida de milhões e milhões de católicos no mundo inteiro. O Papa Paulo VI foi lá em 1967, depois o Papa João Paulo II, depois o Papa Bento XVI e o Papa Francisco também vai, por isso lá o esperamos”, disse aos jornalistas que acompanhavam a sessão de cumprimentos, horas depois do consistório em que D. Manuel Clemente foi criado cardeal.

As declarações surgiram horas depois de o vice-primeiro-ministro Paulo Portas ter renovado o convite para visitar Portugal ao actual Papa, recordando que os 100 anos de Fátima “são muito importantes para muitos portugueses”.

“Tenho quase a certeza absoluta. Certeza absoluta é quando o vir lá, é como em tudo na vida, mas tenho quase a certeza. Eu perguntei-lhe, mas a resposta que ele me deu foi: ‘reza por mim a Nossa Senhora’, julgo que é uma confirmação”, adiantou.

 

 

LISBOA

 

PROJECTO-LEI PELO

DIREITO A NASCER

 

No passado dia 18 de Fevereiro, os promotores da Iniciativa Legislativa de Cidadãos “Lei de Apoio à Maternidade e à Paternidade – do Direito a Nascer” entregaram no Parlamento português mais de 48 mil assinaturas, para que o respectivo projecto-lei seja apreciado pelos deputados.

 

A comissão representativa da iniciativa foi recebida pela presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, para fazer a entrega das assinaturas e dar início ao processo que levará à votação no Parlamento.

“A finalidade desta iniciativa é apoiar a maternidade e a paternidade e o direito a nascer”, precisam em comunicado, e as várias medidas propostas visam “apoiar a família, a maternidade e a paternidade em meio profissional e social”, “apoiar socialmente a grávida em risco de aborto”, “promover o apoio do pai à mulher grávida”, “dignificar o estatuto do médico objector de consciência” e “reconhecer o bebé nascituro como membro do agregado familiar”.

"Os deputados da maioria presentes demonstraram grande apreço pela Iniciativa, sobretudo pelo grande empenho de cidadania que ela demonstra", refere a nota de imprensa.

Segundo os promotores da iniciativa, "não se trata de rever o resultado do referendo de 2007, mas de um conjunto de propostas concretas que visam apoiar socialmente a paternidade e a maternidade assim como proteger a vida intra-uterina".

Após a verificação das assinaturas, o projecto-lei anexo à Iniciativa será publicado no Diário da Assembleia da República e entregue a uma das comissões do Parlamento.

A Iniciativa Legislativa de Cidadãos começou em Novembro do ano passado e decorreu sem apoio de qualquer partido, tendo as assinaturas sido recolhidas por pessoas de todo o país.

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa disse, após a apresentação do documento, em Outubro de 2014, que os bispos se congratulavam com esta iniciativa legislativa, “perante o grave problema da natalidade".

 

 

LEIRIA

 

NOVA IGREJA

DEDICADA AOS PASTORINHOS

 

O bispo de Leiria-Fátima presidiu no domingo 22 de Fevereiro passado à primeira Missa na nova igreja dos Pastorinhos, a primeira dedicada aos beatos Francisco e Jacinta Marto nesta diocese e a segunda no país.

 

O pároco de São Tiago dos Marrazes, padre Augusto Gomes Gonçalves, acolheu a ideia da dedicação “como um desafio”.

“Eu próprio abracei a proposta, até porque desde muito pequeno estive ligado a Fátima. Fiz uma vez, tinha 14 anos, uma entrevista ao “Ti Marto” e à “Ti Olímpia”, pais do Francisco e da Jacinta, que nunca esquecerei”, afirmou, em declarações à sala de imprensa do Santuário de Fátima.

O processo da dedicação da nova igreja teve a colaboração da postulação da causa de canonização de Francisco e Jacinta Marto e do Santuário de Fátima.

A igreja, na paróquia dos Marrazes, a norte de Leiria, foi construída numa zona que em tempos foi rural, a Quinta do Alçada, em terreno cedido pela autarquia de Leiria, actualmente um “espaço urbano, ainda bastante anónimo”.

“Só aquela zona, uma das sete de toda a paróquia e a maior, tem cerca de cinco mil habitantes. Neste espaço humano habitam pessoas de quase todo o mundo, de todas as culturas e de vários credos”, descreve o padre Augusto Gomes Gonçalves.

A igreja é um projecto da autoria da arquitecta leiriense Alexandra Cantante e, segundo o pároco, “é uma igreja única, estética, simples e funcional que faz convergir toda a assembleia para o altar, tem lugar para 450 pessoas sentadas”.

As imagens dos pastorinhos beatos Francisco e Jacinta Marto, cuja festa litúrgica se celebra a 20 de Fevereiro, e a de Nossa Senhora de Fátima, que ali ficarão à veneração dos fiéis, são da autoria de Bruno Marques, e encontram-se ainda a ser esculpidas.

Para além da igreja, a obra contempla um auditório para 370 pessoas, salas de catequese e três salas maiores para reuniões.

 

 

LISBOA

 

NOVOS MEMBROS DA

COMISSÃO NACIONAL JUSTIÇA E PAZ

 

A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), organismo da Igreja Católica, revelou os novos nomes que integram a equipa para o próximo triénio (2014-2016) e que tem como presidente Pedro Vaz Patto, nomeado em Novembro de 2014.

 

O novo presidente do CNPJ, Pedro Vaz Patto, era até 13 de Novembro de 2014 vogal deste organismo laical da Conferência Episcopal Portuguesa quando foi nomeado pelos bispos e sucede a Alfredo Bruto da Costa.

Pedro Vaz Patto nasceu em 1962, é licenciado e mestre em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade Católica Portuguesa, docente no Centro de Estudos Judiciários e juiz em diferentes tribunais, sector no qual, a par da família e da vida, tem investigado e publicado diferentes artigos.

O juiz, que tem colaborado com vários textos de opinião com a Agência ECCLESIA, é conhecido pelo seu posicionamento em defesa da visão católica sobre temas de bioética e ciências da vida.

As mudanças estendem-se também aos cargos de secretário e tesoureiro, que passam a ser ocupados, respectivamente, por Teresa Vasconcelos e António Manuel Soares.

A CNJP tem seis vogais, nomeadamente: Catarina Martins Bettencourt, José Filipe Pina, José Maia, Maria da Graça Franco, Vasco Mina e Teresa Venda que transita do triénio 2012-2014. 

Maria do Rosário Carneiro continua a ocupar o lugar de vice-presidente e o assistente eclesiástico continua a ser o padre José Manuel Pereira de Almeida.

A Comissão actua sob a sua própria responsabilidade, não vinculando a hierarquia com as suas actividades e tomadas de posição.

A CNPJ é um organismo laical da Conferência Episcopal Portuguesa, que tem como finalidade promover e defender a Justiça e a Paz, à luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja.

“As suas principais funções são o estudo e divulgação da doutrina social da Igreja, apreciando e analisando problemas relativos ao desenvolvimento dos povos, aos direitos humanos, à justiça e à paz segundo o Evangelho”, explica a Comissão Nacional Justiça e Paz.

 

 

FARO

 

ESCUTEIROS CONTRA

A “GLOBALIZAÇÃO DA INDIFERENÇA”

 

O bispo do Algarve pediu aos escuteiros algarvios que lutem contra a “globalização da indiferença” na Eucaristia do dia do fundador mundial do escutismo, promovido pela Junta Regional do Algarve do Corpo Nacional de Escutas (CNE), em Tavira.

 

“Temos que lutar contra esta tendência que há hoje de ficarmos indiferentes diante do mal que acontece no mundo e, sobretudo, à nossa volta. No meio de um «mar» muito grande de indiferença, é importante que o CNE do Algarve se torne como uma «ilha» da misericórdia no meio do «mar» da indiferença”, apelou D. Manuel Quintas, em contexto com a mensagem da Quaresma do Papa Francisco.

Neste contexto, os quase 1900 escuteiros e dirigentes dos diversos agrupamentos algarvios foram desafiados a serem “família” e “comunidade” que acolhe “quem se sente desamparado”, na Eucaristia campal que celebrou o nascimento de Baden-Powell, o fundador do escutismo mundial.

“Eu sei que vós colaborais muito no Algarve, com tantas iniciativas a este propósito e não tenho senão que manifestar o meu reconhecimento e a minha gratidão porque sempre que alguém vos solicita nos mais diversos níveis, aí estão prontos para ajudar de uma maneira generosa, alegre e voluntária”, acrescentou D. Manuel Quintas, destacando o “sinal desta luta contra a globalização da indiferença”.

O bispo do Algarve destacou que a celebração anual de Baden-Powell é “um dos dias mais significativos” da diocese e louvou o dom do fundador inglês pela iniciativa que nasceu de um acampamento experimental realizado em 1907.

A celebração do 158º aniversário natalício de Baden-Powell para os escuteiros da Diocese do Algarve começou com o acolhimento e a cerimónia de abertura, na manhã do dia 21 de Fevereiro, na Praça da República.

As quatro secções: Lobitos, Exploradores, Pioneiros e Caminheiros, no caso do ramo terrestre; e Lobitos, Moços, Marinheiros e Companheiros, no caso do ramo marítimo, participaram em diversas actividades como: jogos tradicionais; conhecer as salinas e a produção de sal; descobrir os principais pontos histórico-culturais de Tavira e workshops de artes e ofícios como cestaria, empreita, azulejaria ou a produção de pão, mel ou aguardente.

O movimento escutista conta com 40 milhões de jovens a nível mundial e o CNE, escutismo católico, fundado no dia 27 de maio de 1923 por D. Manuel Vieira de Matos, arcebispo de Braga, actualmente está presente em todas as dioceses de Portugal.

A nível nacional conta com um efectivo de 73.000 associados – 59.000 crianças e jovens e 14.000 adultos –; da Diocese do Algarve são cerca de 2200 em 32 agrupamentos.

 

 

AVEIRO

 

PROGRAMA MUSICAL

NA CATEDRAL

 

A igreja paroquial de Nossa Senhora da Glória, Sé de Aveiro, divulgou a programação musical para os meses de Março e Abril, onde se destaca a “Paixão segundo S. Mateus de Sebastian Bach” e a actuação de Teresa Salgueiro.

 

O primeiro espectáculo na igreja paroquial de Nossa Senhora da Glória é o Concerto de Páscoa - Paixão segundo S. Mateus, BWV244, do compositor alemão Sebastian Bach, no dia 22 de Março, 21h30, Sé de Aveiro.

Este concerto conta também com a participação da Orquestra Filarmonia das Beiras; alunos da Classe de canto e o coro do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro; e o coro Infantil do Conservatório de Música de Aveiro.

O concerto “Ecce Homo” pela Escola de Artes da Bairrada é a segunda iniciativa e realiza-se no dia 28 de Março também às 21h30; Do programa consta o “Stabat Mater”, de Luís Cardoso, e “Requiem”, de Gabriel Fauré.

Depois, a Sé de Aveiro recebe um “Concerto de Órgão de Tubos: Audição Integral da Colecção de Prelúdios-Corais do Orgelbüchlein de Johann Sebastian Bach”, a 11 de Abril, a partir das 16h00.

A organização é da responsabilidade da Associação Musical Pro-Organo em parceria com a Paróquia de Nossa Senhora da Glória e Universidade de Aveiro, tendo como intérpretes três alunos do mestrado e licenciatura em órgão.

Os concertos terminam com a apresentação do álbum “Cânticos da Manhã e da Tarde” e a actuação de Teresa Salgueiro no dia 17 de Abril às 21h30.

A ex-vocalista dos Madredeus vai ser acompanhada por um acordeão de concerto e um contrabaixo, respectivamente Marlon Valente e Óscar Torres, e a participação especial do Coro da Catedral de Aveiro.

 

 

ÉVORA

 

RECUPERAÇÃO DA

IGREJA DE SÃO FRANCISCO

 

A igreja de São Francisco está a ser alvo de obras de recuperação, que a fazem estar tapada por andaimes e a cheia de estruturas metálicas que respondem às ameaças de deterioração e mesmo de ruína.

 

Adalberto Dias, arquitecto responsável pela obra, diz que a intervenção procura corrigir deficiências estruturais que se agravaram com as alterações de que o edifício foi alvo ao longo dos séculos.

"Em resultado dessas sucessivas transformações, as duas paredes que sustentam o edifício começaram a abrir", revela, pelo que o edifício corria o risco de ruir em condições particulares, como “um sismo de um determinado grau”.

Esse colapso teria “consequências dramáticas para visitantes e para o próprio património", refere o arquitecto.

Évora acolhe por isso uma operação rara de recuperação do património, tendo em conta as várias frentes em que a obra se desenvolve: a par do reforço estrutural do edifício, uma vasta equipa de técnicos de conservação e restauro está a recuperar e a renovar todo o património artístico do monumento.

A igreja de São Francisco é um dos monumentos mais visitados na cidade de Évora e alberga no seu interior a “Capela dos Ossos”.

Em 2001, ao assumir a Paróquia de São Pedro, o cónego Manuel Ferreira deu-se conta da dimensão dos espaços da igreja de S. Francisco e também do estado crítico em que se encontrava o seu património artístico por causa de problemas como “fissuras, infiltrações de água, muitas talhas degradadas, azulejos partidos”,

O projecto em curso está orçado em 4,2 milhões de euros e resulta do envolvimento da Delegação de Évora da Secretaria de Estado da Cultura, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e do Inalentejo.

No final dos trabalhos, os visitantes vão ter ao seu dispor um novo espaço museológico, que resulta de um acaso, dado que foram as infiltrações a levar o cónego Manuel Ferreira a explorar um espaço por cima da Capela dos Ossos, descobrindo as celas do convento franciscano.

"Ao entrar deparei com um espaço tão grande como a nave da igreja e verifiquei que daria um excelente espaço museológico", refere o pároco de São Pedro.

Na Capela dos Ossos, a intervenção concentrou-se na conservação dos azulejos e na limpeza das ossadas.

Apesar da envergadura das obras, as visitas não foram interrompidas e os turistas podem também observar a operação em curso no interior da igreja.

A reabertura do templo, com todas as obras concluídas, está prevista para o dia 4 de Outubro, festa litúrgica de São Francisco de Assis.

 

 

PORTO                                                                          

               

MÉDICO PORTUGUÊS

CONSULTOR DA SANTA SÉ

 

O Papa Francisco nomeou o médico português Filipe dos Santos Almeida como consultor da Academia Pontifícia para a Vida.

 

Filipe dos Santos Almeida já assumiu as suas novas funções, numa cerimónia de tomada de posse em Roma, a 5 de Março, durante a 21.ª Assembleia Ordinária da referida Academia.

Como consultor da Academia Pontifícia para a Vida, o médico de 58 anos passa assim a ter “responsabilidades efectivas” no funcionamento de um órgão da Santa Sé que tem como principais objectivos “estudar, informar e formar sobre os principais problemas de biomedicina e de direito relativos à promoção e à defesa da vida”.

A Academia Pontifícia para a Vida empenha-se “sobretudo na relação directa que estas questões têm com a moral cristã e as directivas do Magistério da Igreja”.  

Filipe dos Santos Almeida, que trabalha actualmente no Centro Hospitalar de São João como Assistente Hospitalar de Pediatria, é especialista em Pediatria e em Cuidados Intensivos Pediátricos pela Ordem dos Médicos. 

Tem-se destacado a nível nacional como director do Centro de Estudos de Bioética, sendo também membro da Comissão de Ética para a Investigação Clínica e do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa, entre outras atribuições.

No Centro Hospitalar de São João, o médico português dirige neste momento a Comissão de Ética para a Saúde e está à frente do único Serviço de Humanização existente num hospital do Serviço Nacional de Saúde.

É ainda presidente, desde 2007, da Comissão para a admissibilidade e colheita de órgãos para transplantação a partir de dador vivo.

Casado e com três filhas, Filipe dos Santos Almeida exerce ainda a missão de docente na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, como professor auxiliar de Pediatria desde 2005, e de Antropologia Médica desde 2013.

Já este ano, tornou-se director do Departamento de Educação e Simulação Médica, na mesma faculdade.

 

 

FÁTIMA

 

CINQUENTENÁRIO

DO CALVÁRIO HÚNGARO

 

O Papa associou-se no sábado dia 7 de Março passado às celebrações promovidas pela Embaixada da Hungria e a Associação Portugal-Hungria para a Cooperação, para assinalar os 50 anos da inauguração do “Calvário Húngaro”.

 

Numa mensagem enviada ao bispo de Leiria-Fátima, lida durante a Missa a que D. António Marto presidiu, o Papa Francisco evocou o padre Luís Kondor, nascido na Hungria e que residiu mais de 50 anos em Fátima, tendo sido vice-postulador da Causa da Canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, beatificados em 2000.

O Papa convida “quantos o conheceram e amaram a seguir o rasto por ele deixado no seu multiforme, jubiloso e incansável serviço à difusão da mensagem de Fátima”.

O Santo Padre acrescenta que o Calvário Húngaro é “um dos sinais salientes” do “profundo amor e gratidão à Mãe do Céu que apareceu em Fátima”.

A capela de Santo Estêvão é a meta da Via-Sacra que se inicia na rotunda de Santa Teresa de Ourém: as 14 estações e a capela foram oferecidas pelos católicos húngaros refugiados no Ocidente, na década de 60 do século XX.

D. António Marto disse este sábado que o espaço é um “memorial da misericórdia de Deus” face às “manifestações de sofrimento, de injustiça, de violência e de guerra, para que reine a paz”.

A Missa contou com a participação do cardeal Péter Erdö, arcebispo de Budapeste e primaz da Hungria, o qual sublinhou a ligação do povo húngaro à mensagem de Fátima.

Antes da celebração, o reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, acompanhou o presidente da República da Hungria, János Áder, numa visita ao Calvário Húngaro.

A evocação deste cinquentenário foi uma iniciativa da Embaixada da Hungria em Portugal e da Associação Portugal-Hungria e foi também ocasião de homenagem ao padre Luís Kondor.

Neste contexto, foi inaugurada uma estátua do sacerdote na Praça Luís Kondor, na Cova da Iria, com a presença de János Áder e do presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca.

O padre Kondor, religioso da congregação dos Missionários do Verbo Divino, residiu grande parte da sua vida em Fátima, onde morreu, em 2009.

O presidente húngaro disse que este sacerdote foi um “peregrino eterno de espírito missionário”, “que estabeleceu laços de compreensão e amor dentro das comunidades”.

“Nós, húngaros, constatamos, com os nossos corações cheios de gratidão, que o padre Kondor encontrou uma casa aqui em Fátima, onde viveu a sua vida rodeado de respeito, desenvolvendo o seu trabalho naquilo que chamava o secretariado dos pastorinhos", referiu János Áder.

 

 

LISBOA

 

POSSIBILIDADE DE 0,5 % do IRS

PARA INSTITUIÇÕES CATÓLICAS

 

Várias dezenas de instituições católicas integram a lista de entidades que podem beneficiar da consignação de 0,5% do IRS dos contribuintes portugueses.

 

Centros paroquiais e IPSS, misericórdias, Cáritas e outros organismos ligados à Igreja candidatam-se a esta opção, que não traz qualquer custo adicional para o contribuinte, uma vez que este mecanismo apenas direcciona uma parte da colecta para a instituição assinalada, deixando o Estado de receber esse valor.

Até 31 de Março, mais de duas mil instituições vão receber um total de 12,7 milhões de euros, que corresponde a um aumento de 39% face a 2014.

Além de 0,5% do IRS, os contribuintes podem ainda encaminhar 15% do IVA suportado para instituições religiosas e de solidariedade.

Quem pretender optar pela consignação, deve preencher o quadro 9 do anexo H, que consta da declaração modelo 3, com o NIPC da instituição pretendida.

Esta possibilidade surgiu com a Lei da Liberdade Religiosa, a qual prevê um donativo de 0,5% do valor do imposto liquidado.

O texto refere que “uma quota equivalente a 0,5 % do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, liquidado com base nas declarações anuais, pode ser destinada pelo contribuinte, para fins religiosos ou de beneficência, a uma Igreja ou comunidade religiosa radicada no País, que indicará na declaração de rendimentos, desde que essa igreja ou comunidade religiosa tenha requerido o benefício fiscal”.

No artigo 32.º da lei 16/2001 pode ler-se que as verbas destinadas às Igrejas e comunidades religiosas “são entregues pelo Tesouro às mesmas ou às suas organizações representativas, que apresentarão na Direcção-Geral dos Impostos relatório anual do destino dado aos montantes recebidos”.

 

 

PORTO

 

MISERICÓRDIAS

NA SOCIEDADE PORTUGUESA

 

O presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, afirmou que a missão das instituições do sector solidário é “fundamental” e “indispensável” para a sociedade portuguesa.

 

Manuel Lemos referiu à Agência ECCLESIA que as instituições de solidariedade, “independentemente da cor, dos rendimentos e da opção ideológica” são um autêntico porto de abrigo para muitas famílias afectadas pela crise económica.

A União das Misericórdias Portuguesas foi umas das instituições promotoras do primeiro encontro nacional de instituições de solidariedade, no Porto, dedicado ao tema “Um por todos e todos por um na defesa do Estado Social”, que decorreu em 6 e 7 de Março passado.

O objectivo foi “conversar sobre problemas comuns” e, em simultâneo, confrontar “o Estado, representado constitucionalmente pelos partidos políticos, com a sua responsabilidade”, sublinhou Manuel Lemos.

Manuel Lemos recorda que as instituições de solidariedade “estão a fazer grandes investimentos” materiais e de recursos humanos.

Nos vários concelhos do país, o sector solidário é, “provavelmente, o maior empregador” de muitas terras e “grande criador de riqueza”, alertou Manuel Lemos.

Apesar das diferenças ideológicas que marcam o posicionamento de cada um dos partidos face ao sector social e solidário, os representantes políticos presentes no Porto foram unânimes no que respeita à importância das instituições de solidariedade para a coesão social e desenvolvimento do país.

 

 

LISBOA

 

BISPO CATÓLICO VISITA

MESQUITA ISLÂMICA

 

No passado dia 10 de Março, o bispo das Forças Armadas, D. Manuel Linda, visitou a Mesquita Central de Lisboa como representante da Conferência Episcopal Portuguesa, com o intuito de reforçar os laços entre a Igreja Católica e a comunidade islâmica.

 

No final do encontro com Abdool Vakil, presidente da Comunidade Islâmica, o bispo sublinhou à Agência ECCLESIA a importância de católicos e muçulmanos “estreitarem laços” numa altura em que estão a “sofrer ataques à sua fé e às suas convicções”.

D. Manuel Linda lembrou o clima de violência e terror que os membros do autoproclamado “Estado Islâmico” têm espalhado, sobretudo no Médio Oriente.

Segundo o prelado, é importante que “os cristãos saibam que o Estado Islâmico armado não é reconhecido como tal pelos muçulmanos”, que encaram o grupo radical como “uma negação da sua própria fé".

O bispo das Forças Armadas e de Segurança, actualmente à frente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, salientou que a presente conjuntura está a fazer crescer em diversos pontos da Europa uma certa “islamofobia e cristofobia”.

“Portanto nós os religiosos, seja da religião muçulmana ou cristã, devemos estar juntos neste desafio”, concluiu.

Naquela que foi a primeira visita oficial de um representante da Conferência Episcopal Portuguesa à Mesquita Central de Lisboa, o anfitrião do encontro, Abdool Vakil, saudou a iniciativa como forma de católicos e muçulmanos “encontrarem pontes entre si” em ordem a um diálogo cada vez mais rico e frutuoso.

“Devemos mostrar aquilo que nos une, é muito importante ter estas visitas frequentes uns com os outros e cultivar isso junto dos jovens também”, afirmou.

Sobre o Estado Islâmico, o presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, radicado em Portugal desde 1956, reforçou que “ele não representa” em nada as convicções dos verdadeiros muçulmanos.

“O primeiro Estado Islâmico foi criado pelo nosso profeta [Maomé] ainda durante a sua vida, em que estavam lá cristãos e judeus juntos, com uma constituição que defendia os direitos de cada um”, lembrou.  

Quanto à expressão “jihadismo”, muito associada à violência e à guerra santa, o responsável muçulmano afirmou que a conotação actual que é dada à palavra é pura “fantasia”.

“Jihad não significa guerra santa, jihad é aquilo que nós fazemos para moldarmos o nosso espírito contra a maldade. Quando nós fazemos o jejum do Ramadão, é precisamente para combatermos o mal que temos dentro de nós”, frisou.

Abdool Vakil desafiou D. Manuel Linda para vir rezar com a comunidade islâmica lisboeta numa oração de sexta-feira, repto que o bispo católico aceitou “com todo o gosto”.

A Comunidade Islâmica de Lisboa é composta actualmente por cerca de 55 mil pessoas.

 

 

BRAGANÇA

 

CENTRO DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO

DE ARTE SACRA

 

A Diocese de Bragança-Miranda inaugurou no passado dia 10 de Março um Centro de Conservação e Restauro de Arte Sacra, que apresenta como “espaço pioneiro” a nível nacional, em defesa do seu “património cultural”.

 

“Constatámos que era necessário criar este centro para ajudar as comunidades e os sacerdotes numa vertente não só de intervenção mas também num âmbito de prevenção e formação das comunidades”, explica o presidente da Comissão de Arte Sacra e dos Bens Culturais da Diocese de Bragança-Miranda.

O padre António Pires assinala que muitas paróquias têm um património “riquíssimo” que não conhecem totalmente, pelo que a Igreja Católica deve assumir o seu “papel imprescindível na defesa e protecção” do património.

O Centro de Conservação e Restauro de Arte Sacra inclui oficinas, balneários e vestiários, um espaço para formação, uma área administrativa, uma sala para o serviço de inventariação e está integrado na Casa da Criança Mirandesa, em Sendim, Miranda do Douro.

O comunicado da diocese revela que o novo equipamento conta com uma equipa de sacerdotes, conservadores-restauradores e historiadores de arte, para dar uma “resposta pluridisciplinar e transversal”.

Também fazem parte da equipa um colégio científico, composto por três conservadores restauradores seniores – com formação na área da pintura mural, pintura de cavalete, talha, escultura e madeiras –, uma historiadora de arte e membros do clero.

O bispo da Diocese de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, abençoou o Centro de Conservação e Restauro depois do descerramento da placa inaugurativa.

 

 

BRAGA

 

SÃO BENTO DA PORTA ABERTA,

ELEVADO A BASÍLICA MENOR

 

O Santuário de São Bento da Porta Aberta vai receber no dia 21 de Março o título de “Basílica menor”, numa cerimónia presidida pelo arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga.

 

O título é concedido pela Santa Sé a certas igrejas pela sua antiguidade ou por serem centros de peregrinações.

D. Jorge Ortiga já o tinha anunciado no passado dia 11 de Fevereiro, referindo que este santuário é um “centro de espiritualidade”, ao qual acorrem todos os anos milhares de peregrinos devotos de São Bento, um dos motivos que mais pesaram na decisão tomada pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

“O Santuário merece este título não apenas pela sua história, mas também por toda a devoção a São Bento, agora confirmada pela Santa Sé. Este é também um duplo desafio para o futuro”, salientou.

O culto a São Bento, em Rio Caldo, deve a sua origem à influência dos monges de Santa Maria de Bouro, remontando ao século XVII.

O actual Santuário foi reconstruído no século XIX, tendo sido inaugurado um novo espaço de culto, junto ao templo primitivo, em 2002.

 


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