S. José Operário

1 de Maio de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Eis o servo fiel e diligente, F. Silva, NRMS 89

cf. Salmo 127, 1-2

Antífona de entrada: Feliz de ti que temes o Senhor e andas na sua lei: comerás do trabalho das tuas mãos e serás feliz em todos os teus caminhos. Aleluia.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste dia mundial do trabalhador celebramos aquele que é exemplo para todos: S. José Operário. Exerceu sabiamente a profissão de carpinteiro.

Que S. José nos ajude a transformar o nosso trabalho em oração!

 

Oração colecta: Deus, criador do universo, que estabelecestes a lei do trabalho para todos os homens, concedei-nos que, a exemplo de São José e com a sua protecção, realizemos a obra que nos mandais e recebamos o prémio que nos prometeis. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Pelo trabalho o homem está a colaborar na obra criadora de Deus para tornar o mundo cada vez mais belo.

 

Génesis 1, 26 – 2, 3

26Disse Deus: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre os animais selvagens e sobre todos os répteis que rastejam pela terra». 27Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus. Ele o criou homem e mulher. 28Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem na terra». 29Disse Deus: «Dou-vos todas as plantas com semente que existem em toda a superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. 30E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todos os seres vivos que se movem na terra dou as plantas verdes como alimento». E assim sucedeu. 31Deus viu tudo o que tinha feito: era tudo muito bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia. 1Assim se completaram o céu e a terra e tudo o que eles contêm. 2Deus concluiu, no sétimo dia, a obra que fizera e, no sétimo dia, descansou do trabalho que tinha realizado. 3Deus abençoou e santificou o sétimo dia, porque nele descansou de todo o trabalho da criação.

 

A primeira página da Escritura apresenta-nos Deus não apenas como um trabalhador que descansa após uma semana de trabalho, mas como o Criador de tudo e o Senhor soberano e providente, que tudo orienta para a sua obra prima, o ser humano, criado à sua «imagem e semelhança». No texto, o ser humano aparece como um ser pessoal, interlocutor de Deus. Como comentário desta rica expressão, limitamo-nos a transcrever a síntese do Catecismo da Igreja Católica: «Porque é à imagem de Deus, o indivíduo humano possui a dignidade de pessoa: ele não é somente alguma coisa, mas alguém. É capaz de se conhecer, de se possuir e de livremente se dar e entrar em comunhão com outras pessoas. E é chamado, pela graça, a uma aliança com o seu Criador, a dar-Lhe uma resposta de fé e amor que nenhum outro pode dar em seu lugar» (nº 357). Note-se que neste texto inspirado se proclama, pela primeira vez na história da humanidade, a igual dignidade do homem e da mulher, pois ambos são igualmente imagem e semelhança de Deus (v. 27). Também na comunhão de pessoas, homem e mulher (no matrimónio), se reflecte a imagem de Deus; fazendo finca-pé na expressão «e disse-lhes» (esta força expressiva aparece diluída no «dizendo» da tradução litúrgica do v. 28), João Paulo II comenta: «O homem acolhe a palavra de Deus como pessoa, e como tal tem de orientar o exercício da sexualidade; a geração não é fruto do instinto inscrito da natureza, como no caso dos animais, mas um acto de resposta pessoal a Deus que lhe disse: crescei e multiplicai-vos». Por outro lado, também no trabalho o homem manifesta a sua condição de imagem de Deus.

 

Ou:

Em vez da leitura precedente, pode utilizar-se a seguinte:

 

Colossenses 3, 14-15.17.23-24

14Irmãos: Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. Vivei em acção de graças. 17Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 23Qualquer que seja o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como quem serve ao Senhor e não aos homens, 24certos de que recebereis como recompensa a herança do Senhor. Servi a Cristo, que é o Senhor.

 

14 «A caridade, que é o vinculo da perfeição». Eis o comentário de S. João Crisóstomo: «O Apóstolo não diz: a caridade é a coroa, mas sim algo com maior alcance, a saber, o vínculo, pois que este é mais necessário do que aquela; com efeito, uma coroa culmina a perfeição, ao passo que o vínculo mantém juntas as partes da perfeição».

15 «A paz de Cristo reine....»: O original grego (bravenétô) significa «seja o árbitro» (a Nova Vulgata traduz dominetur; a Vulgata, exultet). O mesmo Crisóstomo exclama: «o Apóstolo coloca nos nossos corações um estádio, jogos, e um árbitro! Realmente, se no coração do cristão falta a paz de Cristo, não só não pode haver ordem nas intenções e afectos, como também se torna difícil encaminhar os múltiplos afazeres para a glória de Deus» (cf. 1 Cor 10, 31).

17 «Seja tudo em nome do Senhor Jesus». Deve-se fazer tudo, concretamente o trabalho, com os mesmos sentimentos de Jesus (cf. Fil 2, 5), como faria Jesus, se estivesse no nosso lugar! Assim, será feito «de boa vontade, como quem serve o Senhor» (v. 23).

 

Salmo Responsorial    Sl 89 (90), 2.3-4.12-13.14 e 16 (R. 17c)

 

Monição: Para o Senhor mil anos são como o dia de ontem que passou. O nosso Deus existe desde sempre. Nós com Ele viveremos eternamente.

 

Refrão:        Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.

 

Antes de se formarem as montanhas

e nascer a terra e o mundo,

desde toda a eternidade

Vós, Senhor, sois Deus.

 

Vós reduzis o homem ao pó da terra

e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».

Mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou

e como uma vigília da noite.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias,

para chegarmos à sabedoria do coração.

Voltai, Senhor! Até quando

Tende piedade dos vossos servos.

 

Saciai-nos, desde a manhã, com a vossa bondade,

para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.

Manifestai a vossa obra aos vossos servos

e aos seus filhos a vossa majestade.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 67 (68), 20

 

Monição: Os contemporâneos de Jesus, ao recordarem que era o filho do carpinteiro, sem o quererem, prestaram o maior elogio a S. José que se distinguia pelo seu profissionalismo.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendito seja Deus em cada dia.

Vela por nós o Senhor, nosso Salvador.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 13, 54-58

54Naquele tempo, Jesus foi à sua terra e começou a ensinar os que estavam na sinagoga, de tal modo que ficavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem esta sabedoria e este poder de fazer milagres? 55Não é Ele o filho do carpinteiro? A sua Mãe não se chama Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? 56E as suas irmãs não vivem entre nós? De onde Lhe vem tudo isto?». 57E estavam escandalizados com Ele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra e em sua casa». 58E por causa da falta de fé daquela gente, Jesus não fez ali muitos milagres.

 

55 «O filho do carpinteiro». É o único lugar do Evangelho onde aparece a profissão de S. José. Provavelmente ele era o artesão que na aldeia de Nazaré realizava vários tipos de ofícios manuais: tanto forjaria o ferro, como construiria móveis ou arados para lavrar. Em Mc 6, 3, a mesma profissão é aplicada ao próprio Jesus, mas, ao não ter relatado a sua concepção virginal, Marcos tem o cuidado de não o chamar filho de José, como fazem Lucas e Mateus nos lugares paralelos, mas expressamente «filho de Maria». É de supor que S. José foi um desses trabalhadores que se deslocou da Judeia para a Galileia a fim de trabalhar nas obras da famosa cidade de Séforis, apenas a 5 Km da pequena aldeia de Nazaré.

«Os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas». Nas antigas línguas semíticas, hebraico, árabe, arameu, etc., não era costume usarem-se palavras diferentes para indicar os diversos graus de parentesco, como nas nossas línguas modernas (cf. Gn 13, 8; 14, 14.16; 29, 15; Tob 7, 9-11). Os que pertenciam à mesma família, clã, ou tribo, eram chamados «irmãos». Estes irmãos de Jesus não são filhos da Virgem Maria; a fé da Igreja na sua perpétua virgindade é confirmada pelos lugares paralelos dos Evangelhos; com efeito, os dois primeiros irmãos aqui nomeados, Tiago e José, eram filhos de uma outra Maria, a esposa de Cléofas, segundo se diz em Mt 27, 56; Mc 15, 40.47; Jo 19, 25; os outros dois irmãos, Simão e Judas, ao serem nomeados em segundo lugar, com mais razão seriam simples parentes de Jesus. O facto de em Israel haver uma mesma palavra para designar toda a espécie de parentes leva a que, quando se nomeia em Jo 1, 41 Simão como irmão de André, em Jo 1, 41, se especifique acrescentando o adjectivo grego próprio (ídios), a fim de que se veja que se trata dum verdadeiro irmão, no sentido próprio, e não apenas dum simples parente.

 

Sugestões para a homilia

 

Dia do trabalhador

O mundo em que vivemos

Dia de S. José Operário

Dia do trabalhador

Neste dia 1 de Maio os trabalhadores de todo o mundo estão em festa com muitas e variadas manifestações. Felizes por terem emprego!

É que no mundo há tantos desempregados que não têm oportunidade de se realizarem, mostrando as suas capacidades para o trabalho… Que a nossa sociedade consiga organizar-se de forma a que todos possam exercer a sua profissão!

Mas há também quem não possa trabalhar: os doentes e os incapacitados. Que nada lhes falte para poderem viver com dignidade!

As crianças e os idosos que não trabalham podem também contribuir com a sua alegria e experiência para a felicidade das famílias.

Que não haja escravatura no trabalho mas que os patrões se lembrem que todas as pessoas merecem respeito, consideração e estima!

O mundo em que vivemos

O mundo, criado por Deus ( Primeira Leitura ), é tão belo!

Subamos ao cimo das montanhas e de lá contemplemos tudo o que está ao alcance da nossa vista. Que maravilha! Como é grande o Criador!

Vamos até à praia contemplar a imensidão do oceano. É tão belo o azul do mar! Faz-nos lembrar o Céu onde esperamos viver um dia!

Dêmos um passeio pelos campos fora. É neles que se produzem os alimentos. Agradeçamos ao Senhor pelo milagre contínuo das sementes lançadas à terra que frutificam para que ninguém morra à fome…

Caminhemos pelas aldeias e cidades. Que monumentos tão imponentes! Que casas acolhedoras! Que bonitas igrejas onde as pessoas encontram a paz que o Senhor oferece!

Louvemos o Senhor que criou para nós este mundo em que vivemos. Continuemos com o nosso trabalho a torná-lo cada vez mais belo!

 

Dia de S. José Operário

 

Neste dia a Igreja celebra S. José Operário. Foi Pio XII que em 1955 colocou a festa do trabalho sob a protecção de S. José.

S. José passou toda a vida a trabalhar na sua oficina de carpintaria para que nada faltasse a Jesus e a Maria. Como o seu trabalho era bem feito! Teve durante algum tempo a ajuda de Jesus!...

Após o trabalho era a companhia amiga daquela família sagrada: Jesus, Maria e José.

O Evangelho pouco nos diz sobre S. José. O texto proclamado nesta Missa recorda-nos que os seus conterrâneos se referiram a Jesus como o filho do carpinteiro. Era, com certeza, para ser tratado assim, um verdadeiro artista…

Que S. José nos ajude como ele a santificarmo-nos na vida profissional, familiar, social e religiosa! Que S. José interceda para que tenhamos sempre como ele a companhia de Maria e Jesus!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus todo-poderoso,

e imploremos a Sua misericórdia

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.  Para que o Papa Francisco, os Bispos, Sacerdotes,

Religiosos, Diáconos, Catequistas e Leigos

nunca se cansem de trabalhar ao serviço do Povo de Deus,

por intercessão de S. José, oremos irmãos.

 

2.  Para que os desempregados à procura de trabalho

e os trabalhadores que são explorados

consigam um emprego onde recebam justo salário,

por intercessão de S. José, oremos irmãos.

 

3.  Para que as crianças sejam bem acolhidas na família,

encontrem na Igreja o seu amigo Jesus

e na escola preparem bem o seu futuro profissional,

por intercessão de S. José, oremos irmãos.

 

4.  Para que os doentes impossibilitados de trabalhar

e os idosos que descansam, após anos de trabalho,

continuem a ajudar e a ensinar com a experiência adquirida,

por intercessão de S. José, oremos irmãos.

 

5.  Para que os homens e mulheres que trabalham,

através do seu esforço e da sua dedicação,

tornem o mundo cada vez mais belo,

por intercessão de S. José, oremos irmãos.

 

6.  Para que todos aqueles que se santificaram numa vida de trabalho

e agora expiam as suas faltas no purgatório

gozem o eterno descanso no Céu,

por intercessão de S. José, oremos irmãos.

 

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas,

concedendo-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. que é Deus convosco

 na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Procuremos S. José, Az. Oliveira, NRMS 89

 

Oração sobre as oblatas: Deus, fonte de misericórdia, olhai para os dons que Vos apresentamos na festa de São José e fazei que estas oferendas alcancem a vossa protecção para aqueles que Vos invocam. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio de S. José: p. 492

 

Santo: A. Cartageno, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

S. José consagrou toda a sua vida a Maria e a Jesus. Consagremo-nos também nós a Jesus, recebendo-O na sagrada Comunhão.

 

Cântico da Comunhão: Ó famintos do Pão divino, J. Santos, NRMS 89

Col 3, 17

Antífona da comunhão: Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus Cristo, dando graças, por Ele, a Deus Pai. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Os justos viverão eternamente, M. Faria, NRMS 36

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu, ouvi as nossas súplicas e fazei que, à imitação de São José, levemos sempre em nossos corações o testemunho do vosso amor e gozemos eternamente da verdadeira paz. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Hoje há muitas manifestações dos trabalhadores. Nós quisemos viver este dia duma forma diferente, participando na Eucaristia.

Que S. José nos acompanhe para que o nosso trabalho se transforme em oração.

 

Cântico final: Nós vos louvamos, José, M. Carneiro, NRMS 89

 

 

Homilia FeriaL

 

Sábado, 2-V: Mostrar Jesus aos outros.

Act 13, 44-52 / Jo 14, 7-14

Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta.

A vida de Jesus é uma contínua revelação do Pai, através das palavras e actos, silêncios e sofrimentos, maneira de ser e de falar (CIC, 516). Se procurarmos identificar-nos com Ele, seremos capazes de reflectir o seu rosto junto daqueles com quem contactamos. Do mesmo modo que a Filipe, as pessoas pedem-nos: Mostrai-nos com as vossas vidas que Cristo vive.

Continua a haver muitas pessoas que rejeitam Deus, como aconteceu nos primeiros tempos. Paulo e Barnabé não desistiram, e voltaram-se para os pagãos, que ficaram muito contentes (Leit.). A devoção a Nossa Senhora ajudará muitos a aproximarem-se de Cristo.

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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