4º Domingo da Páscoa

DIa MUndial De oração pelas vocações

26 de Abril de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ressuscitou o Bom Pastor, J. Santos, NRMS 57

Salmo 32, 5-6

Antífona de entrada: A bondade do Senhor encheu a terra, a palavra do Senhor criou os céus. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste 52.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações (Sacerdotais) e Dia do Bom Pastor, olhamos com preocupação para o panorama actual das vocações sacerdotais na nossa terra: o vazio vai-se fazendo cada vez maior, pelos que morrem, contrastando com os que acorrem para os substituir.

E, no entanto, o Senhor quis que a Redenção do mundo passasse pelas mãos do sacerdote.

Mãos débeis e pecadores, hesitantes, por vezes, que sentem o peso da sua incapacidade para realizar a tarefa que lhes é confiada, mas indispensáveis para sagrados mistérios salvação das pessoas.

Ao mesmo tempo, anima-nos a confiança no Senhor que nos dá a consoladora certeza de que não nos deixará sós. Ele prometeu-nos, momentos antes de subir ao Céu: «Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos

 

Acto penitencial

 

Nenhum de nós está inocente na responsabilidade do que se refere a esta situação da Igreja.

A par da grave crise de que enfermam as nossas famílias, com as pragas do aborto, do divórcio e de experiências sexuais pecaminosas, um egoísmo preguiçoso que nos afasta de Deus leva a uma brutal redução da natalidade

De tudo o que a nossa consciência nos acusar peçamos humildemente perdão e prometamos sinceramente emenda de vida.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor Jesus: Não temos rezado o suficiente para que o Senhor

    nos conceda a graça de sacerdotes em quantidade e qualidade.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

•   Cristo: continuamos a preferir um cristianismo egoísta e cómodo

    em que não tomamos iniciativas e nos limitamos a ser servidos.

    Cristo, tende piedade de nós!

 

    Cristo, tende piedade de nós!

 

•   Senhor Jesus: Tornamos a imagem do sacerdócio não amada,

    quando falamos exclusivamente os seus pecados e defeitos.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, conduzi-nos à posse das alegrias celestes, para que o pequenino rebanho dos vossos fiéis chegue um dia à glória do reino onde já Se encontra o seu poderoso Pastor, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: S. Pedro, em nome de todo o Colégio Apostólico fala às muitas pessoas que se reuniram junto do pórtico do Templo de Jerusalém, por causa da cura do coxo de nascença.

Testemunha a Ressurreição do Divino Mestre e proclama com solenidade que Jesus é o único Salvador, já que “não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos”. Ele é o único Bom Pastor.

 

Actos dos Apóstolos 4, 8-12

Naqueles dias, 8Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: «Chefes do povo e anciãos, 9já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um enfermo e o modo como ele foi curado, 10ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: É em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos, é por Ele que este homem se encontra perfeitamente curado na vossa presença. 11Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que veio a tornar-se pedra angular. 12E em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos».

 

Temos aqui a resposta de Pedro aos chefes judeus que o interrogaram acerca do milagre da cura do coxo de nascença, que mendigava junto à porta chamada Formosa, que, do átrio dos gentios, dava para o recinto das mulheres, no Templo.

11 «Jesus é a pedra desprezada (...) pedra angular». É uma alusão ao Salmo 117 (118), de acordo com os LXX. Em Mt 21, 42-44, Jesus aplica a Si o texto do Salmo, cujo sentido mais profundo é messiânico, mesmo que o Salmista não pensasse em mais do que no pequenino povo de Israel, desprezado por todos, mas um povo donde viria a salvação através do Messias (sentido típico).

12 «Não há salvação em nenhum outro (nome)», isto é, em nenhuma outra pessoa. O próprio nome de Jesus – Yexúah –, escolhido por Deus, significa: Yahwéh é Salvação. Mesmo aqueles que se salvaram antes de Cristo vir à terra puderam chegar à salvação pelos méritos de Jesus. Toda a graça depois do primeiro pecado chega ao homem pela mediação de Cristo.

 

Salmo Responsorial    Sl 117 (118), 1 e 8-9.21-23.26.28cd.29 (R. 22)

 

Monição: O salmo que a Liturgia nos propõe nesta Celebração é uma solene acção de graças ao Senhor pela vitória alcançada sobre os Seus inimigos: a morte, o pecado e o demónio.

Cantemos também nós, agradecendo ao Senhor a solicitude de nosso Bom Pastor, pelo Amor com que cuida de nós.

 

Refrão:        A pedra que os construtores rejeitaram

                     tornou-se pedra angular.

 

Ou:               Aleluia

 

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,

porque é eterna a sua misericórdia.

Mais vale refugiar-se no Senhor,

do que fiar-se nos homens.

Mais vale refugiar-se no Senhor,

do que fiar-se nos poderosos.

 

Eu Vos darei graças porque me ouvistes

e fostes o meu Salvador.

A pedra que os construtores rejeitaram

tornou-se pedra angular.

Tudo isto veio do Senhor:

é admirável aos nossos olhos.

 

Bendito o que vem em nome do Senhor,

da casa do Senhor nós vos bendizemos.

Vós sois o meu Deus: eu vos darei graças.

Vós sois o meu Deus: eu Vos exaltarei.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,

porque é eterna a sua misericórdia.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O Apóstolo S. João, na sua primeira Carta, faz-nos um convite para contemplarmos o Amor de Deus por cada um de nós.

Foi esse Amor infinito que O levou a tornar-nos Seus filhos pelo Baptismo. Esta filiação dá-nos a certeza de «seremos semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é

 

1 São João 3, 1-2

Caríssimos: 1Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto. Se o mundo não nos conhece, é porque não O conheceu a Ele. 2Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é.

 

No coração da 1ª Carta de João está o apelo a viver como filhos de Deus (cap.3); a uma tão grande dignidade e a tão grande dom não se pode ficar indiferente, é forçoso romper de vez com o pecado (vv. 3-10) e corresponder com obras de amor (vv. 11-24).

1 «E somo-lo de facto». Não se diz apenas que somos chamados filhos de Deus, o que bastaria para um semita entender para quem o ser chamado (por Deus) equivalia a ser. Trata-se dum realidade sobrenatural fundamental, mas que o mundo sem fé não pode captar nem apreciar.

2 «Seremos semelhantes a Deus, porque O veremos...». Há quem pretenda ver nesta expressão a referência a uma ideia corrente na religião helenística, segundo a qual o conhecimento de Deus diviniza aqueles que chegam a alcançá-lo. A Teologia explicita que «agora» a filiação divina já nos capacita para a glória do Céu, não se tratando de algo meramente legal e extrínseco, à maneira da adopção humana de um filho; trata-se de algo sobrenatural, que implica uma participação da natureza divina (cf. 2 Pe 1, 4). «O veremos tal como Ele é», isto é, não apenas indirectamente através das suas obras, mas contemplando-o face a face (cf. 1 Cor 13, 12).

 

Aclamação ao Evangelho          Jo 10, 14

 

Monição: O Evangelho apresenta-nos Jesus Cristo como Pastor solícito, modelo de todos os pastores.

Agradeçamos ao Senhor esta bondade com que nos trata, aclamando o Evangelho que proclama para nós esta consoladora verdade.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Eu sou o bom pastor, diz o Senhor:

conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me.

 

 

Evangelho

 

São João 10, 11-18

Naquele tempo, disse Jesus: 11«Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. 12O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. 13O mercenário não se preocupa com as ovelhas. 14Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me, 15Do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a vida pelas minhas ovelhas. 16Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. 17Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. 18Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai».

 

Todos os anos no 4º Domingo de Páscoa – o Domingo do Bom Pastor, dia mundial de oração pelas vocações –, a leitura evangélica é tirada do capítulo 10º de S. João. No ano passado, ano A, leram-se os primeiros dez versículos, onde aparecia a parábola do pastor e do ladrão; este ano temos, na sua sequência, a parábola do pastor (bom) e do mercenário, as únicas parábolas que aparecem em todo o 4.° Evangelho, se bem que se trata antes de uma alegoria, em que os seus elementos não são mero adorno, mas se revestem de significado. Para a sua compreensão devem ter-se presentes os costumes da época; durante o dia, os vários rebanhos pertencentes a distintos donos – os pastores – dispersavam-se pelas escassas pastagens da região; ao cair da noite, todos os rebanhos recolhiam a um recinto comum fechado por uma sebe ou um muro baixo – o redil – em pleno descampado, onde eram defendidos das feras e dos ladrões por um guarda – o porteiro –, que podia ser contratado – um mercenário – pelos donos; de manhã, cada pastor voltava e, da porta do recinto, chamava as suas próprias ovelhas, que já conheciam o seu grito habitual e o seguiam a caminho das pastagens; os ladrões não entravam pela porta vigiada, mas saltavam pela vedação, pois o seu objectivo não era apascentar, mas dizimar os rebanhos, roubar e matar.

11-18 «Eu sou o Bom Pastor»: a descrição da figura do Bom Pastor não é original, mas decalcada em Ezequiel 34, 1-31 e 37, 16ss; a novidade está em dar a vida pelas suas ovelhas (vv. 11 e 15). Assim, Jesus aparece a revelar-se como Deus incarnado, dando cumprimento ao anúncio profético: Eu próprio cuidarei do meu rebanho e velarei por ele (cf. Ez 34, 11.12-13.15.16.20.22.31). Deus aparece frequentemente na Escritura como o Pastor de Israel (cf. Gn 49, 24; Salm 23; 78, 52; 80, 2; Is 40, 11; Jer 31, 10…). Jesus como o Bom Pastor é uma das mais comovedoras revelações do Novo Testamento (cf. Mt 18, 12-14; Lc 15, 4-7; 1 Pe 2, 25; 5, 4...).

12 «O mercenário». A propósito desta figura, pergunta e responde Santo Agostinho: «Quem é o mercenário que vê vir o lobo e foge. É o que «procura os seus interesses, e não os que pertencem a Jesus Cristo». São os que se não atrevem a repreender desassombradamente o que peca. […] Ó mercenário, viste vir o lobo, e fugiste… Debandaste porque calaste; calaste porque receaste. O temor é a fuga da alma» (In Jo. Ev. Tractatus, LXVI, 8).

16 «Tenho ainda outras ovelhas». São certamente os gentios, não os judeus da diáspora. Também a elas se dirige a missão de Jesus através dos seus mensageiros que há-de enviar a todo o mundo (cf. Mt 28, 19-20). Estes enviados – lembrar que é hoje o dia mundial de oração pelas vocações – permitirão que se venha a constituir um só rebanho: a Igreja universal (católica) que congregue todos os redimidos dos quais Jesus é o Senhor, o único Pastor.

 

Sugestões para a homilia

 

• A vocação, dom da misericórdia divina

Dom de Deus

Dom concedido por Cristo à Igreja

Dom diversificado

• O Bom Pastor cuida de nós

O sacerdote, instrumento do Bom Pastor

A missão do Bom Pastor

Somos filhos de Deus

 

1. A vocação, dom da misericórdia divina

Deus chama as pessoas à vida, por amor uma a uma; nenhuma é um ser anónimo diante do Senhor, porque conhece a história de cada uma delas e deseja confiar-lhe uma missão, um serviço de amor na Igreja.

À missão confiada por Deus a cada pessoa e aceite livremente por ela chamamos vocação pessoal.

A todas recordamos em cada dia, mas hoje chamamos a primeiro plano das nossas preocupações, as vocações sacerdotais.

 

a) Dom de Deus. «É em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos, é por Ele que este homem se encontra perfeitamente curado na vossa presença

O mesmo amor com que Deus chama pessoa á vida terrena, para, depois desta vida, se sentar á Sua mesa para sempre no Céu, chama cada um para desempenhar uma missão na terra. A Igreja é uma comunhão de verdade e de amor, em que todos estamos a serviço de todos.

Jesus olhou para o jovem rico que lhe perguntava o que devia fazer para alcançar a vida eterna e amou-o (cf Mc 10, 21).

Cada vocação pode entender-se como um serviço por amor a Jesus Cristo, presente em cada pessoa. Os pais servem os filhos e iniciam-nos nesta missão de serviço.

O modo mais visível em que se nota este encontrar-se de serviço é a família e o trabalho profissional.

Deus chama cada pessoa a servir por amor: os pais, na família, o sacerdote, pelo seu ministério, e os que recebem a vocação religiosa ou se dedicam ao Senhor no mundo, servem dando testemunho da vida das bem aventuranças.

Pela vocação bem vivida começamos já embrionariamente a viver a comunhão que nos espera no Céu.

Toda a vocação desabrocha num clima de enamoramento à semelhança do que acontece no namoro: quando as pessoas estão verdadeiramente enamoradas, decidem-se a viver em comunhão, abençoadas pela Igreja. Para conhecer o que Deus quer de cada um de nós, temos de nos enamorar de verdade por Ele. O processo de discernimento vocacional não é um trabalho exclusivamente de inteligência, mas também de coração.

 

b) Dom concedido por Cristo à Igreja. «Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que veio tornar-se pedra angular

Jesus Cristo fundou a Igreja como um organismo vivo, uma construção de que Ele é a pedra angular, a garantia da sua segurança.

A Igreja é como o corpo humano, no qual há funções diversificadas, cada um dos órgãos está ao serviço dos outros, colaborando activamente numa causa comum.

Atribuímos ao Espírito Santo esta distribuição de funções – carismas e ministérios – dentro do Corpo Místico, à semelhança do que acontece com alam humana a qual é quem nos faz ver, ouvir, pensar, etc.

Cada vocação – também a vocação ao sacerdócio ministerial, como a vocação ao matrimónio – não é para honra ou proveito próprio, mas para serviço de toda a Igreja.

Ninguém segue uma vocação para ser feliz, mas para ser fiel aos desígnios do Senhor sobre ela. Desta fidelidade generosa nascerá a felicidade.

A vocação é um dom de amor de Deus à Sua Igreja e a quem a recebe. Ele rodeou a nossa existência na terra de um clima de amor. Pôs amorosamente ao nosso serviço uma multidão de criaturas: as flores e as aves são para nós um permanente desafio à confiança em Seus e à alegria. «Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites? Contudo, pouco abaixo de Deus o fizeste; de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés.» (Sl 8, 3-6).

Fizemos no Baptismo uma Aliança de Amor com Deus. Esta aliança é actualizada todos os dias pela nossa fidelidade vocacional.

 

c) Dom diversificado. «E em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos».

O Espírito Santo propõe a cada pessoa um projecto de vida e espera pacientemente que Lhe demos uma resposta afirmativa.

O importante para cada pessoa não é escolher a melhor vocação – em cada uma delas pode alcançar-se a santidade heróica – mas acolher a vocação que o Senhor escolheu para nós.

Esta escolha manifesta-se em diversos elementos: as qualidades que deu a cada pessoa, a capacidade para desenvolver virtudes, a situação histórica em que se vive, etc.

Para encontrar a própria vocação é preciso colher informações. A formação doutrinal é, pois, muito importante para esta descoberta fundamental.

Em toda a vocação pela qual Deus nos chama a caminhar da terra ao Céu podemos e devemos alcançar a santidade pessoal. Luis Martin e Zélia Guérin, pais de Santa Teresinha do menino Jesus, foram beatificados em Lisieux no dia 19 de Outubro de 2008, perante cerca de quinze mil fieis.

Luis Martin e sua esposa Zélia Guérin (1831-1877) tiveram nove filhos, sendo que quatro morreram muito jovens. Eles foram o segundo casal beatificado juntos. O primeiro foi o casal italiano Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi, falecidos em 1951 e 1965 e beatificados pelo papa João Paulo II. Santa Gianna Bereta Mola, médica, mãe de cinco filhos, faleceu aos 39 anos porque tendo engravidado, lhe propuseram abortar para salvar a sua vida. Preferiu morrer. O marido e a filha assistiram, comovidos, à sua canonização em Roma.

O Beato Damião de Veuster morreu com lepra, depois de ter sido missionário dos leprosos em Molokai.

Encontramos na Igreja um número incontável de pessoas que chegaram à santidade na própria vocação.

2. O Bom Pastor cuida de nós

Para nos ajudar a compreender a Sua missão no mundo, Jesus Cristo lançou mão da figura do Bom Pastor.

Para a nossa civilização, a figura do Pastor pouco ou nada nos diz. Compreendemos ao menos aquele compromisso perene entre o pastor – procurando bons pastos para o rebanho, defendendo-o das feras, guiando-o por caminhos seguros – e as ovelhas que se lhe afeiçoam, conhecem a sua voz e seguem-no.

 

a) O sacerdote, instrumento do Bom Pastor. «Naquele tempo, disse Jesus. “Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas.”»

Há um só Pastor – Jesus Cristo – e um só rebanho – a Sua Igreja. A vida histórica de Jesus na terra aconteceu há 2012 anos.

Mas era necessário perpetuar a Sua acção em todos os tempos e lugares: anunciar a doutrina da salvação, perdoar os pecados e distribuir o Seu Corpo a todos os que o desejassem.

A sabedoria infinita de Deus lançou mão dos homens, instituindo no Cenáculo o sacerdócio ministerial.

Escolhe para Lhe facultarem uma presença visível homens cheios de fragilidades como os outros. Deste modo aparece diante de nós com um rosto, uma voz e uma presença amiga.

As faltas que notamos no sacerdote lembram-nos constantemente que ele é feito do mesmo barro que nós e faz-nos sentir a necessidade de os ajudar e rezar por eles.

Há, de facto uma crise de vocações; mas é só na vocação sacerdotal. Como está a ser vivida a vocação do matrimónio? Como são preparados e vividos os matrimónios? Que generosidade há no acolhimento aos filhos?

O Espírito Santo não cessa de chamar jovens para esta missão indispensável. Mas, por diversos motivos, faltam operários em número suficiente para cuidar a vinha do Senhor. «A messe é grande, mas os operários são poucos, Rogai, pois, ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe.» (Mt 9, 38; cf Lucas 10, 2).

O sacerdócio ministerial é um caminho de doação para sempre, sem a busca de interesses humanos. Devemos pedir ao Senhor sacerdotes santos, doutos, alegres e desportistas.

Quis o Senhor que quem é chamado por este caminho recebesse dois dons: o carisma do celibato apostólico, por amor do Reino dos Céus, e a missão do sacerdócio ministerial.

Não se deve seguir este caminho quando não estamos dispostos a dar tudo por tudo ao Senhor. «O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário não se preocupa com as ovelhas

 

b) A missão do Bom Pastor. «Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me [...]; Eu dou a minha vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas [...]; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor

O sacerdote identifica-se na sua missão com Jesus Cristo Salvador. Por isso, quando se dedica generosamente ao seu ministério, não lhe sobeja tempo.

A missão do sacerdote é a de Jesus:

Proclamar a Palavra de Deus com toda a fidelidade, sem descontos nem atenuantes. A primeira condição que se exige a um embaixador é que seja fiel a quem o enviou.

Este anúncio da doutrina da salvação é dada nas celebrações e em muitas outras ocasiões do ministério.

Administrar os sacramentos. Jesus continua a realizar na Igreja os prodígios da vida pública, curando doentes, fazendo andar paralíticos e dando vista aos cegos. Em cada Sacramento é Ele que nos toca, nos unge, nos acolhe e acarinha.

Nesta administração dos sacramentos tem um especial relevo o perdão dos pecados.

Consagrar o pão e o vinho, transubstanciando-os no Corpo e Sangue do Senhor. Deste modo, Jesus Cristo torna-se presente em todos os tempos e lugares do mundo.

Cuidar das feridas que o pecado vai causando às pessoas. Por vezes, as pessoas quereriam que o sacerdote fizesse um desconto na doutrina e nas suas exigências, como meio para que mais gente entrasse na Igreja. Mas isto é pedir ao médico que seja desleal na sua missão, dando às pessoas, não remédios verdadeiros para os seus males, mas veneno que os agrave.

Salvas as distâncias, também o sacerdote pode dizer como Jesus: «Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.» (Jo 10.10).

Ao mesmo tempo, o sacerdote toca todos os dias com as mãos a sua própria fragilidade e sente a necessidade dos sacramentos da Igreja que ele, como regra, não pode administrar a si mesmo.

 

c) Somos filhos de Deus. «Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é

A razão desta solicitude do Senhor para connosco, alimentada pelo ministério dos sacerdotes, é que somos filhos de Deus e Ele trata-nos como tais.

Todos os acontecimentos da nossa vida devem ser iluminados por esta verdade fundamental da nossa fé.

O Senhor cuida de nós como crianças mimadas, oferecendo-nos todos os meios para sermos felizes na terra e no Céu. Deste modo somos:

• Convocados para a celebração da Eucaristia. É Jesus Cristo quem preside à celebração da santa Missa, quando nela participamos em cada Domingo.

• Convidados para a Sua Mesa. A frequência e a falta de preparação para este grande acontecimento, levam-nos a frequentá-lo com rotina, sem nele participar. O Senhor serve-nos em cada Domingo nas duas mesas:

– da Palavra de Deus. Recebemos uma mensagem que nos há-de guiar ao longo de toda a semana. São proclamados para nós quatro trechos da Sagrada Escritura. Cantamos um salmo. O sacerdote explica, na homilia, o sentido do que foi lido.

– da Eucaristia. O Senhor alimenta-nos com o Seu Corpo e Sangue. Somos, depois de cada Comunhão, tabernáculos do Altíssimo.

Devemos corresponder a esta liberalidade de Deus com um acolhimento cheio de fé e carinho., e com um profundo agradecimento pela honra e benefícios que nos dá.

Vivamos a vida de família que o Senhor nos proporciona por meios dos seus pastores. Lembremos sempre que Maria é a Mãe desta grande família dos filhos de Deus. Peçamos-lhe que abençoe o trabalho dos sacerdotes que estão ao serviço do Seu divino Filho.

 

Fala o Santo Padre

 

«Tende esta capacidade de perdão que o Senhor teve,

o qual não veio para condenar, mas para perdoar! Tende misericórdia, tanta! »

Estes nossos filhos e irmãos foram chamados à ordem do presbiterado. Como vós bem sabeis, o Senhor Jesus é o único sumo sacerdote do Novo Testamento; mas n’Ele também todo o povo santo de Deus foi constituído povo sacerdotal. Contudo, entre todos os seus discípulos, o Senhor Jesus quer escolher alguns em particular, para que exercendo publicamente na Igreja em seu nome o ofício sacerdotal a favor de todos os homens, continuem a sua pessoal missão de mestre, sacerdote e pastor.

Depois de uma reflexão madura, agora estamos prestes a elevar à ordem dos presbíteros estes nossos irmãos, a fim de que ao serviço de Cristo mestre, sacerdote e pastor cooperem para edificar o Corpo de Cristo, que é a Igreja, no povo de Deus e templo santo do Espírito.

Com efeito, eles serão configurados a Cristo sumo e eterno sacerdote, ou seja, serão consagrados como verdadeiros sacerdotes do Novo Testamento, e com este título, que os une no sacerdócio ao seu bispo, serão pregadores do Evangelho, pastores do povo de Deus, e presidirão as acções de culto, especialmente na celebração do sacrifício do Senhor.

Quanto a vós, irmãos e filhos diletíssimos, que estais para ser promovidos à ordem do presbiterado, considerai que exercitando o ministério da sagrada doutrina sereis participantes da missão de Cristo, único mestre. Proclamai a todos aquela Palavra, que vós mesmos recebeis com alegria, das vossas mães, das vossas catequistas. Lede e meditai assiduamente a palavra do Senhor para acreditar naquilo que lestes, ensinai o que aprendestes na fé, vivei o que ensinastes. Portanto, a vossa doutrina, que não é propriedade vossa, seja nutrimento para o povo de Deus: vós não sois proprietários da doutrina! É a doutrina do Senhor, e vós deveis ser fiéis à doutrina do Senhor! Por conseguinte, a vossa doutrina seja o alimento para o povo de Deus, o perfume da vossa vida seja alegria e apoio aos fiéis de Cristo, para que com a palavra e o exemplo edifiqueis a casa de Deus, que é a Igreja.

E assim vós continuareis a obra santificadora de Cristo. Mediante o vosso ministério o Sacrifício espiritual dos fiéis torna-se perfeito, porque unido ao sacrifício de Cristo, que pelas vossas mãos em nome de toda a Igreja é oferecido de modo incruento sobre o altar na celebração dos santos mistérios.

Portanto, reconhecei o que fazeis, imitai o que celebrais, para que, participando no mistério da morte e ressurreição do Senhor, carregueis a morte de Cristo nos vossos membros e caminheis com ele na novidade de vida.

Com o baptismo agregareis novos fiéis ao povo de Deus; com o sacramento da Penitência perdoareis os pecados em nome de Cristo e da Igreja. E aqui quero deter-me e pedir-vos, por amor a Jesus Cristo: nunca vos canseis de ser misericordiosos! Por favor! Tende esta capacidade de perdão que o Senhor teve, o qual não veio para condenar, mas para perdoar! Tende misericórdia, tanta! E se tiverdes o escrúpulo de ser demasiado «perdoadores», pensai naquele santo sacerdote do qual vos falei, que ia diante do tabernáculo e dizia: «Perdoa-me, Senhor, se perdoei demasiado. Mas foste tu que me deste o mau exemplo!». E eu digo-vos, verdadeiramente: sofro tanto quando encontro pessoas que já não se vão confessar, porque foram maltratadas, repreendidas. Sentiram que lhes eram fechadas na cara as portas da igreja! Por favor, não façais isso: misericórdia, misericórdia! O bom pastor entra pela porta e a porta da misericórdia são as chagas do Senhor: se entrardes no vosso ministério pelas chagas do Senhor, não sareis bons pastores.

Com o Óleo santo dareis alívio aos enfermos; celebrando os ritos sagrados e elevando nas várias horas do dia as orações de louvor e de súplica, vós sereis a voz do povo de Deus e da humanidade inteira.

Cientes de que fostes sido escolhidos entres os homens e constituídos em seu favor para estar ao serviço das coisas de Deus, exercitai com júbilo e caridade sincera a obra sacerdotal de Cristo, concentrados unicamente em agradar a Deus e não a vós mesmos.

E pensai naquilo que dizia santo Agostinho sobre os pastores que procuravam agradar a si mesmos, que usavam as ovelhas do Senhor como refeição e para se vestirem, para vestir a majestade de um ministério que não se sabia se era de Deus. Enfim, participando na missão de Cristo, chefe e pastor, em comunhão filial com o vosso bispo, comprometei-vos por unir os fiéis numa única família, para os conduzir a Deus por meio de Cristo no Espírito Santo. Tende sempre diante dos olhos o exemplo do Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir, e procurar salvar o que estava perdido.

Papa Francisco, Homilia na Basílica Vaticana, 11 de Maio de 2014

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Jesus disse, nos tempos da Sua Vida Pública:

Rogai ao Senhor da Messe que mande operários,

para trabalhar generosamente na messe da Igreja.

Peçamos humildemente ao Senhor, nosso Deus

Que dê à Igreja muitos e santos sacerdotes.

Oremos (cantando):

 

    Dai-nos, Senhor, muitos e santos sacerdotes!

 

1. Pelo Santo Padre, Bom Pastor da santa Igreja de Cristo,

    para que o Senhor o encha de consolação, paz e alegria,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, muitos e santos sacerdotes!

 

2. Pelos Bispos, Pastores em comunhão de amor com Pedro,

    para que o Bom Pastor lhes transforme o seu coração,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, muitos e santos sacerdotes!

 

3. Por todos os Presbíteros, Pastores do Povo de Deus,

    para que o Espírito Santo os anime e defenda do mal,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, muitos e santos sacerdotes!

 

4. Pelos seminários diocesanos, missionários e religiosos,

    para que dêem testemunho vivo da vida e paz evangélica,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, muitos e santos sacerdotes!

 

5. Pelas famílias, Igrejas domésticas, viveiros de vocações,

    para que o Senhor as torne alegres, luminosas e fieis,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, muitos e santos sacerdotes!

 

6. Pelos sacerdotes que o Senhor quis chamar à eternidade,

    para que receba, pela Sua divina misericórdia, no Paraíso,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, muitos e santos sacerdotes!

 

 Senhor, que estabelecestes o ministério sacerdotal,

a fim de que simples homens operem maravilhas divinas:

enchei-os com as Vossa graças e dons celestes

para que ajudem os seus irmãos no caminho do Céu.

Vós que sois Deus, com o Pai,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Dentro de momentos, o sacerdote vai realizar o mesmo gesto de Jesus na `Última ceia. O efeito será o mesmo: todo o pão e todo o vinho serão transubstanciados no Corpo e Sangue do senhor, para nosso Alimento.

Avivemos a nossa fé e Amor, para tomarmos parte nestes sagrados mistérios.

 

Cântico do ofertório: Tomai, Senhor, e recebei, J. santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, que em todo o tempo possamos alegrar-nos com estes mistérios pascais, de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção seja para nós causa de alegria eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Saudação da Paz

 

A paz de Deus só se alcança no encontro com Ele, pela contrição dos pecados e propósito de vida nova.

Com o propósito de amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos,

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Procuremos comungar hoje como se fosse a única comunhão possível na nossa vida.

Agradeçamos também ao Senhor a graça dos sacerdotes que nos dão a Santíssima Eucaristia, e peçamos para eles santidade de vida.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, nada somos sem Ti, F. da Silva, NRMS 84

 

Antífona da comunhão: Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1 (II)

 

Oração depois da comunhão: Deus, nosso Bom Pastor, olhai benignamente para o vosso rebanho e conduzi às pastagens eternas as ovelhas que remistes com o precioso Sangue do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vivamos com amor e generosidade possível a nossa vocação pessoal que recebemos do Senhor.

Peçamos ao Senhor da Messe que mande muitos operários para a Sua messe – a Igreja.

 

Cântico final: Seguros e fortes, F. da Silva, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

2ª Feira, 27-IV: Os cuidados do Bom Pastor.

Act 11, 1-18 / Jo 10, 1-10

Ele (o pastor) chama as ovelhas pelos nomes e leva-as para fora. Caminha à sua frente e as ovelhas seguem-no.

Jesus é o bom Pastor que nos conhece pelo nosso nome (Ev.), que nos foi dado no Baptismo tornando-nos seus filhos. Este conhecimento é um convite para nos aproximarmos mais dEle, confere-nos mais graças, compromete-se a ajudar-nos nas dificuldades.

Procura igualmente o que é melhor para nós, para o podermos seguir, ainda que isso nos custe e nos contrarie. Foi o que aconteceu com S. Pedro: «Ergue-te Pedro, mata e come» (Leit.). Saboreemos as palavras que Ele nos ensinou: «Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu».

 

3ª Feira, 28-IV: A recuperação da dignidade na sociedade.

Act 11, 29-26 / Jo 10, 22-30

A mão do Senhor estava com eles e foi grande o número dos que abraçaram a fé  e se converteram ao Senhor.

Depois de Jerusalém passaram a Antioquia, onde os discípulos passaram a chamar-se cristãos (Leit.). No tempo dos primeiros cristãos deu-se uma rápida expansão da Igreja e assim há-de continuar a ser sempre. Contamos com a ajuda do Senhor: «jamais hão-de perecer, e ninguém os há-de arrebatar da minha mão» (Ev.).

Imitemos os primeiros cristãos, que levaram a luz de Cristo a muitas pessoas. Temos o dever de despertar os que estão acomodados, de aproximá-los da luz de Cristo, de procurar que na sociedade se recupere e dignidade humana nos campos que mais se degradaram.

 

4ª Feira, 29-IV: S.ta Catarina de Sena: A Europa precisa da luz de Cristo.

1 Jo 1, 5- 2, 2 / Mt 11, 25-30

Se dissermos que estamos em comunhão com Ele e andarmos nas trevas, mentimos e não procedemos segundo a verdade.

Santa Catarina de Sena, Doutora da Igreja, teve uma grande influência na unidade da Igreja e na paz e concórdia entre os países e cidades da Europa. Foi, por isso, nomeada Padroeira da Europa.

Em muitos aspectos, a cultura europeia anda nas trevas (Leit.) e precisa da luz de Cristo e dos cristãos, para que ilumine os seus caminhos. Apesar da sua pouca cultura, Santa Catarina escreveu abundantes cartas às autoridades eclesiásticas e civis, para que voltassem ao bom caminho. Nela se verificaram as palavras de Jesus: «por que escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos» (Ev.).

 

5ª Feira, 30-IV: Urgência de evangelização.

Act 13, 13-25 / Jo 13, 16-20

Quem receber aquele que eu enviar é a mim que recebe; e quem me receber, recebe aquele que me enviou.

Jesus é enviado pelo Pai. A seguir, escolhe os Apóstolos, que serão seus enviados (em grego, apostoloi). Através deles Jesus continua a sua própria missão (Ev.). É assim que actuam Paulo e seus companheiros na sinagoga, ao fazerem o resumo da história da salvação (Leit.).

Todos nos devemos sentir enviados. Que o encontro com o Senhor suscite em nós esta urgência de evangelização, que vá contrariando a tarefa de secularização dos inimigos de Deus. A despedida final da Santa Missa é um mandato, que impele o cristão para o dever de propagar o Evangelho e de animar cristãmente a sociedade.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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