2º Domingo da Páscoa

12 de Abril de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Cristo ressuscitou e está vivo, J. Santos, NRMS 65

1 Pedro 2, 2

Antífona de entrada: Como crianças recém-nascidas, desejai o leite espiritual, que vos fará crescer e progredir no caminho da salvação. Aleluia.

 

Ou

4 Esd 2, 36-37

Exultai de alegria, cantai hinos de glória. Dai graças a Deus, que vos chamou ao reino eterno. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Estamos a celebrar o 2º Domingo da Páscoa, que desde o ano 2000, por decisão do Papa S. João Paulo II, é chamado em toda a Igreja “Domingo da Misericórdia”.

Dia da festa pascal, o Domingo é dia de aleluia, dia de acção de graças; e o coração do Domingo é a Eucaristia que vamos agora celebrar.

Vamos dar graças a Deus pelas “riquezas inesgotáveis do Baptismo com que fomos purificados, do Espírito em que fomos regenerados, e do Sangue com que fomos redimidos” (Colecta); vamos dar graças a Deus pela sua Divina Misericórdia.

 

Oração colecta: Deus de eterna misericórdia, que reanimais a fé do vosso povo na celebração anual das festas pascais, aumentai em nós os dons da vossa graça, para compreendermos melhor as riquezas inesgotáveis do Baptismo com que fomos purificados, do Espírito em que fomos renovados e do Sangue com que fomos redimidos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os primeiros cristãos, à medida que abraçavam a fé, davam dela testemunho público perante os pagãos, sendo “um só coração e uma só alma”, gozando de grande simpatia no meio de todo o povo. Ouçamos como eles cuidavam dos pobres.

 

Actos dos Apóstolos 4, 32-35

32A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma; ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum. 33Os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus com grande poder e gozavam todos de grande simpatia. 34Não havia entre eles qualquer necessitado, porque todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas e traziam o produto das vendas, 35que depunham aos pés dos Apóstolos. Distribuía-se então a cada um conforme a sua necessidade.

 

Este trecho é chamado o segundo «relato sumário». O primeiro (Act 2, 42-47) leu-se neste mesmo Domingo do ano A. O terceiro (Act 5, 12-16) lê-se no ano C. Chamam-se relatos sumários por serem uma espécie de bosquejos do estado da primitiva comunidade de Jerusalém, uma descrição um tanto idealizada, generalizando o que de mais positivo e edificante se verificou nos inícios. Todos estes três sumários focam três pontos importantes da vida dos primeiros cristãos, mas este desenvolve o cuidado dos pobres que havia entre eles. O 1º detém-se mais na sua vida religiosa, e o 3º no dom de operar milagres, que tinham os Apóstolos.

32 «Um só coração e uma só alma». Note-se a redundância que confere grande expressividade ao facto. Assim os primeiros cristãos viviam de acordo com as palavras de Jesus na sua oração sacerdotal (Jo 17, 11.21-23; cf. Filp 1, 27). «Uma tal união brota espontaneamente duma mesma fé em Jesus e dum mesmo amor pela sua adorável Pessoa» (Renié).

32-34 «Tudo entre eles era comum. Todos... vendiam...» Esta atitude extraordinariamente generosa dos nossos primeiros irmãos de Jerusalém ficou para sempre como um luminoso exemplo de como «compartilhar com os outros é uma atitude cristã fundamental. Os primeiros cristãos puseram em prática espontaneamente o princípio segundo o qual os bens deste mundo são destinados pelo Criador à satisfação das necessidades de todos sem excepção» (Paulo VI). Mas esta atitude cristã nada tem a ver com a colectivização de toda a propriedade privada imposta por um estado totalitário, uma vez que aqui era respeitada a legítima liberdade individual, podendo não se pôr tudo em comum. É por isto mesmo que se louva o gesto de Barnabé, logo a seguir, nos vv. 36-37, e se censura a fraude de Ananias e Safira, que muito bem poderiam não ter vendido o seu campo, ou então ter ficado para si com o produto da venda (cf. Act 5, 4). Daqui se conclui que «todos» não se deve entender à letra, ao ser uma generalização, ou uma hipérbole. Em todos os tempos da vida da Igreja, desde então até aos nossos dias, numerosos grupos de cristãos têm posto em comum os seus bens, renunciando mesmo à sua posse, total ou parcial, imitando assim voluntariamente os primeiros cristãos.

 

Salmo Responsorial    Sl 117, 2-4. 16ab-18, 22-24

 

Monição: O Salmo que vamos meditar é uma exaltação da misericórdia e da bondade do Senhor.

 

Refrão:        Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,

                     porque é eterna a sua misericórdia.

 

Ou:               Aclamai o Senhor, porque Ele é bom:

                     o seu amor é para sempre.

 

Ou:               Aleluia.

 

Diga a casa de Israel:

é eterna a sua misericórdia.

Diga a casa de Aarão:

é eterna a sua misericórdia.

 

Digam os que temem o Senhor:

é eterna a sua misericórdia.

A mão do Senhor fez prodígios,

a mão do Senhor foi magnífica.

 

Não morrerei, mas hei-de viver,

para anunciar as obras do Senhor.

Com dureza me castigou o Senhor,

mas não me deixou morrer.

 

A pedra que os construtores rejeitaram

tornou-se pedra angular.

Tudo isto veio do Senhor:

é admirável aos nossos olhos.

Este é o dia que o Senhor fez:

exultemos e cantemos de alegria.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O apóstolo S. João fala-nos, nesta segunda leitura, da vitória pela qual se vence o mundo: a nossa fé. Celebrar o Domingo, participando na Santa Missa e pondo em prática os Mandamentos da Lei de Deus, é um belo testemunho da nossa fé.

 

1 São João 5, 1-6

Caríssimos: 1Quem acredita que Jesus é o Messias, nasceu de Deus, e quem ama Aquele que gerou ama também Aquele que nasceu d’Ele. 2Nós sabemos que amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus e cumprimos os seus mandamentos, 3porque o amor de Deus consiste em guardar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. 5Quem é o vencedor do mundo senão aquele que acredita que Jesus é o Filho de Deus? 6Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo; não só com a água, mas com a água e o sangue. É o Espírito que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade.

 

Nos domingos pascais do Ano B, a partir deste 2º Domingo, vamos ter como 2ª leitura trechos respigados da 1ª Carta de S. João (no ano A temos trechos de 1 Pe; no ano C, do Apoc). O facto de hoje não começarmos pelo início, mas pela parte final da epístola, só se explica pela carácter baptismal deste Domingo, que se chamou In albis, numa alusão às vestes brancas do Baptismo, e Quasi-modo pelas primeiras palavras latinas do célebre texto baptismal da Prima Petri adoptado como cântico de entrada da Missa (1 Pe 2, 2). No breve texto da leitura de hoje aparece por três vezes a palavra «água» (v. 6) e três vezes «nascer de Deus» (vv. 2a.2b.4), em que se pode ver uma alusão ao Baptismo. É interessante notar neste trecho o nexo entre a fé e o amor, e entre o amor de Deus e o dos irmãos, que, pelo Baptismo, se tornaram «filhos de Deus» (vv. 1-2).

1 «Quem ama Aquele que gerou ama também Aquele que nasceu d'Ele». Há duas possibilidades de entender o texto original. A versão litúrgica, pela utilização das maiúsculas, vê-se que prefere o sentido de que quem ama o Pai ama também o Filho (um sentido trinitário); mas o contexto próximo do amor fraterno levou-nos a preferir outra tradução: «todo aquele que ama Quem o gerou ama também quem por Ele foi gerado» (cf. a nossa tradução na Bíblia Sagrada da Difusora Bíblica). Assim, o amor aos irmãos é proposto como uma consequência da filiação divina, a derivar do amor a Deus (cf. 1 Jo 2, 29 – 3, 2; 4, 7.15; 1 Pe 1, 22-23).

3 «O amor de Deus consiste em guardar os seus mandamentos». O ensino de Jesus no Evangelho é neste sentido: Mt 7, 21; 12, 50; Jo 14, 15.21; 15, 14. «E os seus mandamentos não são pesados» é uma expressão que faz lembrar Mt 11, 30: «o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

6 «Veio com água e com sangue»: esta insistência faz pensar na intenção de refutar os gnósticos, concretamente a heresia de Cerinto, para quem o Filho de Deus tomou posse de Jesus no Baptismo – a «água» –, e o abandonou ao chegar à sua Paixão – o «sangue». Muitos autores, seguindo os Santos Padres, vêem na referência à água e ao sangue uma alusão aos Sacramentos do Baptismo (cf. Jo 3, 5), em que se recebe o Espírito Santo (cf. Jo 7, 37-39) e da Eucaristia (cf. Jo 6, 53.55-56), figurados, por sua vez, na água e no sangue que brotaram do lado aberto de Cristo na Cruz (Jo 19, 33-35), o Novo Adão, de cujo lado saiu a Igreja, qual nova Eva. O versículo 7 (que não aparece na leitura de hoje) diz: «São três os que dão testemunho, o Espírito, a água e o sangue», o que levou os Padres a verem nestes três testemunhos unânimes um símbolo e um reflexo da SS. Trindade; daqui resultou que, em muitos manuscritos da Vulgata, o texto foi transcrito de diversas maneiras, sendo a mais corrente: «Três são os que dão testemunho no Céu: o Pai, o Verbo e o Espírito Santo, e estes três são um só». Este acrescento (o chamado comma ioanneum, que foi objecto de tanta discussão inútil) veio a entrar para o texto oficial da Igreja, mas, embora a edição da Vulgata sisto-clementina o aceite, a Nova Vulgata já não o mantém.

 

Aclamação ao Evangelho          Jo 20, 29

 

Monição: Aclamemos o Evangelho de Jesus Cristo Ressuscitado e façamos nosso o acto de fé do apóstolo incrédulo: “Meu Senhor e meu Deus!”

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Disse o Senhor a Tomé: «Porque Me viste, acreditaste;

felizes os que acreditam sem terem visto».

 

 

Evangelho

 

São João 20, 19-31

19Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». 20Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. 21Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». 22Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: 23àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». 24Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». 26Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». 27Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». 28Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» 29Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». 30Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.

 

Neste breve relato pode ver-se como Jesus cumpriu a suas promessas que constam dos discursos de despedida: voltarei a vós (14, 18) – pôs-se no meio deles (v. 19); um pouco mais e ver-Me-eis (16, 16) – encheram-se de alegria por verem o Senhor (v. 20); Eu vos enviarei o Paráclito (16, 7) – recebei o Espírito Santo (v. 22); ver também Jo 14, 12 e 20, 17.

19 «A paz esteja convosco!» Não se trata duma mera saudação, a mais corrente entre os judeus, mesmo ainda hoje. Esta insistência joanina na sudação do Senhor ressuscitado (vv. 19.21.26) é muito expressiva; com efeito nunca os Evangelhos registam tal saudação, mas só agora, quando Jesus, com a sua Morte e Ressurreição, acabava de nos garantir a paz, a paz com Deus, origem e alicerce de toda a verdadeira paz (cf. Jo 14, 27; Rom 5, 1; Ef 2, 14; Col 1, 20).

20 O mostrar das mãos e do peito acentua a continuidade entre o Jesus crucificado e o Senhor glorioso (cf. Hebr 2, 18); a sua presença, que transcende a dimensão espácio-temporal (cf. vv. 19.26), é uma realidade que os enche de paz (vv. 19.21.26; cf. Jo 14, 27; 16, 33; Rom 5, 1; Col 1, 20) e de alegria (v. 20; cf. Jo 15, 11; 16, 20-24; 17, 13), conforme Jesus prometera. «Ficaram cheios de alegria» é uma observação que confere ao relato uma grande credibilidade; com efeito, naqueles discípulos espavoridos (v. 19), desiludidos e estonteados, surge uma vivíssima reacção de alegria, ao verem o Senhor. Ao contrário do que era de esperar, não se verifica aqui o esquema habitual das visões divinas, as teofanias do A. T., em que sempre há uma reacção de temor e de perturbação. A grande alegria dos Apóstolos procede da certeza da vitória de Jesus sobre a morte e também de verem como Jesus reatava com eles a intimidade anterior, sem recriminar a fraqueza da sua fé e a vergonha da sua deslealdade.

22 «Soprou sobre eles… Recebei o Espírito Santo». Este soprar de Jesus não é ainda «o vento impetuoso» do dia de Pentecostes; é um sinal visível do dom invisível do Espírito (em grego é a mesma palavra que também significa «sopro»). Aqui, tem por efeito conferir-lhes o poder de perdoar os pecados, poder dado só aos Apóstolos (e seus sucessores no sacerdócio da Nova Aliança), ao passo que no dia do Pentecostes é dado o Espírito Santo também a outros discípulos reunidos com Maria no Cenáculo (cf. Act 1, 14; 2, 1), iluminando-os e fortalecendo-os com carismas extraordinários em ordem ao cumprimento da missão de que estavam incumbidos.

23 «A quem perdoardes…» A Igreja viu nestas palavras a instituição do Sacramento da Reconciliação, que é fonte de paz e alegria, e definiu mesmo o seu sentido literal; de facto Jesus diz: «a quem perdoardes os pecados», e não: «a quem pregardes o perdão dos pecados» (segundo entendeu a reforma protestante). A expressão é muito forte, pois deve-se ter em conta o uso judaico da voz passiva para evitar pronunciar o nome inefável de Deus (passivum divinum); sendo assim, dizer ficarão perdoados corresponde a «Deus perdoará» e «ficarão retidos» equivale a «Deus reterá», isto é, não perdoará (cf. Mt 16, 19; 18, 18; 2 Cor 5, 18-19). Aqui se funda o ensino do Concílio de Trento ao falar da necessidade de confessar todos os pecados graves cometidos depois do Baptismo, uma doutrina que, já depois do Vaticano II, o magistério de Paulo VI reafirma: «a doutrina do Concílio de Trento deve ser firmemente mantida e aplicada fielmente na prática»; por isso, os fiéis que, em perigo de morte ou em caso de grave necessidade, tenham recebido legitimamente a absolvição comunitária ou colectiva de pecados graves ficam com a grave obrigação de os confessar dentro de um ano (Normas Pastorais da Congregação para a Doutrina da Fé, 16-VI-1972); também o Catecismo da Igreja Católica, nº 1497, afirma: «a confissão individual e integral dos pecados graves, seguida da absolvição, continua a ser o único meio ordinário para a reconciliação com Deus e com a Igreja»; cf. tb. o Motu proprio de João Paulo II, Misericordia Dei (7.4.2002) e Código de Direito Canónico (nº 960.).

24 «Tomé», nome aramaico Tomá significa «gémeo»; em grego, dídymos.

28 «Meu Senhor e meu Deus!» É da boca do discípulo incrédulo que sai a mais elevada profissão de fé explícita na divindade de Cristo, a qual engloba todo o Evangelho numa unidade coerente.

29 «Felizes os que acreditam sem terem visto». Para a generalidade dos fiéis, a fé (dom de Deus) não tem mais apoio humano verificável do que o testemunho grandemente crível da pregação apostólica e da Igreja através dos séculos (cf. Jo 17, 20). Para crer não precisamos de milagres, basta a graça, que Deus nunca nega a quem busca a verdade com humildade e sinceridade de coração. O facto de as coisas da fé não serem evidentes, nem uma mera descoberta da razão, só confere mérito à atitude do crente, que crê confiando em Deus, que na sua Revelação não se engana nem pode enganar-nos. Por isso, Jesus proclama-nos «felizes», ao submetermos o nosso pensamento e a nossa vontade a Deus na entrega que o acto de fé implica. Como Tomé, também nós temos garantias de credibilidade suficientes para aceitar a Boa Nova de Jesus: as nossas escusas para não crer são escusas culpáveis, escusas de mau pagador. Também as estrelas não deixam de existir pelo facto de os cegos não as verem ou de o céu estar nublado.

30-31 Temos aqui a primeira conclusão do Evangelho de S. João, que nos deixa ver o objectivo que o Evangelista se propôs: fazer progredir na fé e na vida cristã os fiéis, sem que se possa excluir também uma intenção de trazer à fé os não crentes. Este Evangelho foi escrito para crermos que «Jesus é o Messias, o Filho de Deus». Note-se que a fé não é uma mera disposição interior de busca, aposta, ou caminhada, sem uma base doutrinal, implica um conteúdo de ensino (cf. Rom 6, 17), pois exige que se aceitem «verdades» como esta, a saber, que Jesus é o Filho de Deus, e Filho, não num sentido genérico, humano ou messiânico, pois é o «Filho Unigénito que está no seio do Pai» (Jo 1, 18), verdadeiro Deus, segundo a confissão de S. Tomé: «Meu Senhor e meu Deus» (v. 28; cf. Jo 1, 1; Rom 9, 5). Note-se que há quem veja o Evangelho segundo S. João contido dentro de uma grande inclusão, que põe em evidência a divindade de Cristo: Jo 1, 1 (O Verbo era Deus) e Jo 20, 28 (meu Senhor e meu Deus), tendo como centro e clímax a afirmação de Jesus: Eu e o Pai somos Um (10, 30).

 

Sugestões para a homilia

 

1. O Domingo é o “Dia do Senhor”.

2. Domingo da Divina Misericórdia.

3. Participar na Eucaristia.

 

1. O Domingo é o “Dia do Senhor”:

 

Jesus apareceu ressuscitado no “primeiro dia da semana”, dia que, por isso, os cristãos chamaram “Dia do Senhor”(Apoc 1,19). A fé cristã assenta precisamente no facto de Jesus Cristo, pela sua imolação da cruz, ter passado deste mundo para o Pai, sendo agora exaltado com o nome divino de “Senhor”.

A Igreja, por uma tradição apostólica que tem a sua origem no próprio dia da Ressurreição de Cristo, celebra o Mistério Pascal todos os oito dias, no dia que com razão se chama o dia do Senhor ou Domingo”(Sacr.Conc., nº 106).

No Domingo devem reunir-se os fiéis para dar graças a Deus pelo dom inefável da Salvação e alimentar a sua fé e a sua esperança, ouvindo a Palavra de Deus e participando na Eucaristia.

O Domingo é um dia de festa por excelência que se deve propor e inculcar à piedade de todos os fiéis, de modo que se torne para eles também um dia de alegria e de repouso, dia de contemplação e de acção de graças.

 

 

2. Domingo da Divina Misericórdia.

 

Na catequese primitiva, o Domingo é apresentado como o dia das aparições de Cristo ressuscitado aos seus discípulos: Cristo apresenta-se no meio deles para celebrar com eles a Páscoa, na refeição eucarística, e fazê-los participar dos dons messiânicos: o Espírito Santo e o perdão dos pecados. O Sacramento da Misericórdia de Deus que é o Sacramento da Penitência, para o perdão dos pecados, é instituído por Cristo no próprio dia da Ressurreição, quando soprou sobre eles e lhes disse: ”Ide por todo o mundo… Aqueles a quem perdoardes os pecados serão perdoados, a quem os retiverdes serão retidos”.

O Papa S. João Paulo II, de feliz memória, no dia 30 de Abril do ano 2000, na canonização de Santa Faustina, instituiu o segundo Domingo de Páscoa como Domingo da Divina Misericórdia: “Quero transmitir ao novo milénio e a todo o mundo esta mensagem da Divina Misericórdia, para que conheçam melhor o verdadeiro rosto de Deus Misericordioso”.

A minha generosidade com os pecadores, quando se arrependem, não tem limites. Busco-os com a Minha Misericórdia em todos os seus caminhos. Falo-lhes por meio dos remorsos da consciência, pelas frustrações e sofrimentos…Interpelo-os pela voz da Igreja” (Diário de Sta Faustina 1728).

Esta mensagem da Misericórdia lembra-nos a todos a necessidade de levar à prática as tradicionais “Obras de Misericórdia”, quer corporais, quer espirituais: “Oh! Se as almas soubessem que, se tivessem misericórdia – compaixão - pelos demais, mereceriam o eterno tesouro do Céu, de tal maneira que não teriam de passar pelo meu Juízo!”…(Diário de Sta Faustina, 1317)

 

3.Participar na Eucaristia.

 

Não há domingo cristão sem Eucaristia. S. Justino, na sua primeira apologia, afirma que celebrar o Domingo é o mesmo que “partir o pão” (fracção do pão/eucaristia): “No dia de Sol (Domingo)… reunimo-nos num mesmo lugar. Lêem-se as memórias dos Apóstolos e escritos dos Profetas, fala o que preside (Liturgia da Palavra)… fazemos orações…depois, oferece-se o pão e o vinho com água (Ofertório) que o que preside consagra, pronunciando uma longa acção de graças(oração eucarística); e o povo responde: Ámen. Vem a distribuição aos presentes (comunhão) e o envio aos ausentes”.

Que escusa terão diante de Deus aqueles que não se reúnem no dia do Senhor para escutar a Palavra da vida e alimentar-se com o alimento divino que permanece para sempre?” (Didascália dos Apóstolos).

A reunião dos cristãos, sobretudo no Domingo, para participar na Eucaristia, é uma necessidade; sem ela não podem viver. Aparecem ante os seus concidadãos precisamente como gente que se reúne: “…têm por costume reunir-se em dia fixo, antes da aurora e entoar juntos um cântico a Cristo, como a Deus” (Carta de Plínio, o Jovem, governador da Bitínia, ao imperador Trajano).

A participação na Eucaristia, Sacramento da Nova Aliança, é o vértice da assimilação a Cristo, fonte de vida eterna, princípio e força do dom total de si mesmo” (João Paulo II, Veritatis Splendor, 21).

Na Eucaristia a glória de Cristo está velada. O sacramento eucarístico é o “mistério de fé” por excelência. E, todavia, precisamente através do sacramento da sua total ocultação, Cristo torna-Se mistério de luz, mediante o qual o fiel é introduzido nas profundezas da vida divina.

A liturgia da Palavra de Deus precede a Liturgia Eucarística, e, tal como aconteceu com os discípulos de Emaús, na tarde da Ressurreição, essa Palavra faz arder os corações dos fiéis, tira-os da obscuridade da tristeza e do desânimo, e suscita neles o desejo de permanecer com Ele: “Fica connosco, Senhor” (Lc,24,29). Escutando a Palavra e comungando com fé, o cristão é transformado na imagem de Cristo; ele irradia e é reflexo de Cristo, como Cristo é a imagem perfeita do Pai e O manifesta ao mundo (Cfr. 2 Cor 3, 18; 4.4).

Pela dolorosa Paixão de Jesus Cristo, Deus tenha misericórdia de todos nós e do mundo inteiro! Ámen!

 

Fala o Santo Padre

 

«A “paz” que Jesus oferece aos seus amigos é o fruto do amor de Deus que o levou a morrer na cruz.»

 

Todos os anos, celebrando a Páscoa, revivemos a experiência dos primeiros discípulos de Jesus, a experiência do encontro com Ele ressuscitado: narra o Evangelho de João que eles O viram aparecer no meio deles, no cenáculo, na noite do mesmo dia da ressurreição, «o primeiro da semana», e sucessivamente «oito dias depois» (cf. Jo 20, 19.26). Aquele dia, chamado depois «domingo», «Dia do Senhor», é o dia da assembleia, da comunidade cristã que se reúne para o seu próprio culto, isto é, a Eucaristia, culto novo e distinto desde o início do judaico do sábado. Com efeito, a celebração do Dia do Senhor é uma prova muito forte da Ressurreição de Cristo, porque só um acontecimento extraordinário e perturbador podia induzir os primeiros cristãos a iniciar um culto diverso em relação ao sábado judaico.

Naquela época como hoje, o culto cristão não é só uma comemoração de acontecimentos do passado, nem sequer uma experiência mística, interior particular, mas é essencialmente um encontro com o Senhor Ressuscitado, que vive na dimensão de Deus, além do tempo e do espaço, e contudo torna-se realmente presente no meio da comunidade, fala-nos nas Sagradas Escrituras e parte para nós o Pão de vida eterna. Através destes sinais nós vivemos a mesma experiência dos discípulos, isto é, o facto de ver Jesus e ao mesmo tempo de não o reconhecer; de tocar o seu corpo, um corpo verdadeiro, e contudo livre de vínculos terrenos.

É muito importante quanto refere o Evangelho, ou seja, que Jesus, nas duas aparições dos Apóstolos reunidos no cenáculo, repetiu várias vezes a saudação «A paz seja convosco» (Jo20, 19.21.26). A saudação tradicional, com que desejamos o shalom, a paz, torna-se aqui uma coisa nova; torna-se o dom daquela paz que só Jesus pode dar, porque é o fruto da sua vitória radical sobre o mal. A «paz» que Jesus oferece aos seus amigos é o fruto do amor de Deus que o levou a morrer na cruz, a derramar todo o seu sangue, como Cordeiro manso e humilde, «cheio de graça e de verdade» (Jo 1, 14). Eis por que o beato João Paulo II quis intitular este Domingo depois da Páscoa à Divina Misericórdia, com um ícone bem determinado: o do lado trespassado de Cristo, do qual saem sangue e água, segundo o testemunho ocular do apóstolo João (cf. Jo 19, 34-37). Mas Jesus já ressuscitou, e d’Ele vivo brotam os Sacramentos pascais do Baptismo e da Eucaristia: quem se aproxima deles com fé recebe o dom da vida eterna.

Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o dom da paz que Jesus ressuscitado nos oferece, deixemo-nos encher o coração com a sua misericórdia! Desta forma, com a força do Espírito Santo, o Espírito que ressuscitou Cristo dos mortos, também nós podemos levar aos demais estes dons pascais. No-lo obtenha Maria Santíssima, Mãe de Misericórdia.

Papa Bento XVI, Regina Caeli, Praça de São Pedro, 15 de Abril de 2012

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos:

Oremos a Deus Pai, por meio de Jesus Cristo,

confiando na Sua divina misericórdia, dizendo:

 

    Ouvi-nos, Senhor!

   

1. Pelo Santo Padre, Bispos e Sacerdotes:

    para que conduzam sempre com sabedoria

    o rebanho de Cristo às pastagens da Fé e do Amor de Deus,

    e todos os sigam com docilidade,

    oremos irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações:

    para que, trabalhando pela felicidade terrena dos homens,

    promovam sempre a verdade, a justiça e a paz,

    oremos, irmãos.

 

3.  Pelos que sofrem no corpo ou no espírito:

    para que glorifiquem a Deus em suas vidas,

    como templos que são do Espírito Santo,

    oremos, irmãos.

 

4.  Pela paz e prosperidade de todo o mundo:

    para que a esperança cristã se estenda a todos os homens,

    e a fome, as calamidades e guerras se afastem dos povos,

    oremos, irmãos.

 

5.  Pelos pais e mães de família,

    para que, através do seu amor conjugal,

    sejam imagem viva de Deus Misericordioso

    entre os homens,

    oremos, irmãos.

 

6.  Por todos os fiéis defuntos,

    para que, por intercessão de Maria,

    alcancem de Deus  misericórdia,

    oremos, irmãos.

 

7.. Por todos nós aqui presentes,

    para que nos empenhemos em participar na Eucaristia,

    nos Domingos e festas de preceito,

    e também nos dias de semana.

    oremos, irmãos.                      

 

Senhor, que em Cristo nos dais todos os bens,

fazei que O procuremos em tudo e acima de tudo,

para que nos identifiquemos com Ele

e sejamos n’Ele vossos filhos muito amados.

Pelo mesmo Jesus Cristo, Vosso Filho, Nosso Senhor,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor, quebrastes os laços da morte, M. Simões, NRMS 65

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, as ofertas do vosso povo [e dos vossos novos filhos], de modo que, renovados pela profissão da fé e pelo Baptismo, mereçamos alcançar a bem-aventurança eterna. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]: p. 469 [602-714]

 

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios. Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

A comunhão do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, imolado por nós e ressuscitado para nossa salvação, e elevado para a glória do Pai, é penhor de glória futura.

 Comunguemos, pois, com devoção e amor o Pão vivo descido do Céu.

 

Cântico da Comunhão: Porque me vês, acreditas, Az. Oliveira, NRMS 97

cf. Jo 20, 27

Antífona da comunhão: Disse Jesus a Tomé: Com a tua mão reconhece o lugar dos cravos. Não sejas incrédulo, mas fiel. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Bendita e louvada seja, M. Simões, NRMS 41

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Deus todo-poderoso, que a força do sacramento pascal que recebemos permaneça sempre em nossas almas. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Procuremos imitar os primeiros cristãos na assiduidade com que participavam na Missa Dominical e no modo como viviam a caridade fraterna.

A nossa existência cristã comporta uma relação pessoal com Cristo e um caminhar unidos a Ele. A Eucaristia é fonte de graça e fortaleza que transforma a nossa vida e que, por nós, há-de transformar o mundo.

Com a graça do Senhor, a intercessão de Nossa Senhora e as nossas boas obras ajudemos todos os homens a entrar por caminhos de conversão, de modo que, participando assiduamente na Eucaristia, sejam cada vez mais santos e venham um dia a participar no Banquete celeste.

 

Cântico final: Vencida foi a morte, J. S. Bach, NRMS 57

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO PASCAL

 

2ª SEMANA

 

2ª Feira, 13-IV: Um novo nascimento e a Ressurreição de Cristo.

Act 4, 23-31 / Jo 3, 1-8

Disse Jesus a Nicodemos: Não te admires de eu te ter dito: Vós tendes de nascer de novo.

Jesus fala de um novo nascimento (Ev.): pela água e pelo Espírito Santo. Com efeito, o baptizado recebe uma nova vida, a vida sobrenatural, é filho adoptivo de Deus. Participa da sua natureza divina pela graça, é templo do Espírito Santo.

Este novo nascimento requer igualmente uma vida de oração: «Depois de terem rezado, todos ficaram cheios do Espírito Santo» (Leit.). Precisamos da vida de oração para podermos adquirir uma nova perspectiva das pessoas e acontecimentos, encarando-os como Deus os encara. Deus comunicar-nos-á as luzes convenientes.

 

3ª feira, 14-IV: Um ideal de comunhão: um só coração e uma só alma.

Act 4, 32-37 / Jo 3, 7-15

A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma.

O tempo Pascal pede-nos uma renovação: «Vós tendes que nascer de novo» (Ev). Como modelo poderíamos tentar imitar os primeiros cristãos: «com um só coração e com uma só alma» (Leit.). «Em cada Santa Missa somos chamados a confrontar-nos com o ideal de comunhão que o livro dos Actos dos Apóstolos esboça como modelo para a Igreja de sempre. O Senhor convida-nos a aproximar-nos o mais possível deste ideal» (Mane nobiscum, 22).

Este ideal de comunhão há-de levar a que todas as famílias sejam verdadeiras escolas de comunhão, em que há uma partilha de bens espirituais e materiais (Leit.).

 

4ª Feira, 15-IV: As palavras de vida da Bíblia.

Act 5, 17-26 / Jo 3, 16-21

Deus amou de tal modo o mundo que entregou o seu Filho Único, para que todo o homem que acredita nEle não se perca.

O Filho de Deus encarnou para que nos recordássemos do amor que Deus tem por nós (Ev.). Não podemos esquecer estes ensinamentos, que constituem um autêntico tesouro, uma fonte de conselhos e exemplos para os diferentes momentos da nossa vida pessoal. A meditação das suas palavras interpelam a nossa vida para levarmos a cabo um autêntico renascimento.

Também precisamos de anunciar a todos as palavras de vida, ensinadas por Cristo, como disse o Anjo aos Apóstolos (Leit.), Na leitura da Bíblia, encontraremos igualmente as palavras adequadas à missão que temos de tornar mais justa a sociedade em que vivemos.

 

5ª Feira, 16-IV: Influências da cultura secularizada.

Act 5, 27-33 / Jo 3, 31-36

O sumo sacerdote: Já vos demos ordem formal de não ensinar em nome de Jesus. E vós enchestes Jerusalém da nova doutrina.

Também nos nossos tempos, a cultura secularizada pretende impor-nos o mesmo silêncio. Quer construir uma ordem temporal sem Deus, que é o seu fundamento. E assim se cai nos maiores ataques à dignidade humana: o aborto, a eutanásia, a destruição da família, etc.: «quem se recusa a crer no Filho, não terá a vida» (Ev.).

A nossa reacção há-de ser como a dos Apóstolos: «Deve obedecer-se antes a Deus do que aos homens» (Leit.). Em qualquer situação não podemos prescindir de viver de acordo com a nossa fé no mundo do trabalho, dos negócios, da família, da educação.

 

6ª Feira, 17-IV: Uma alimentação saudável para o corpo e para a alma.

Act 5, 34-42 / Jo 6, 1-15

Então Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos convivas. E fez o mesmo com os peixes.

Jesus ajuda os homens a matar a fome (Ev.), mas a sua missão fundamental é a libertação do pecado. É bom que o nosso corpo esteja saudável, mas o melhor é que a alma esteja de boa saúde espiritual. Assim e explica por que os Apóstolos se alegram por terem sido açoitados, por causa do nome de Jesus (Leit.), uma vez que desejavam cumprir a vontade de Deus.

Quando pedimos no Pai-nosso o «pão nosso de cada dia nos dai hoje» referimo-nos não só às necessidades materiais mas também ao pão eucarístico, indispensável como alimento da vida sobrenatural.

 

Sábado, 18-IV: Esperança apesar das dificuldades.

Act 6, 1-7 / Jo 6, 16-21

Como soprava intensa ventania, o mar ia-se encrespando. E tiveram medo. Mas Jesus disse-lhes: Sou Eu, não temais!

Apesar de terem visto muitos milagres, realizados pelo Senhor, a fé dos Apóstolos enfraquece perante uma tempestade no lago (Ev.).

Cristo fez a promessa de estar sempre presente na sua Igreja, do mesmo modo que esteve no barco. Por isso, nada devemos temer, porque a Igreja de Deus, embora perseguida ou caluniada, tem que confiar sempre, porque Cristo já venceu o mal. Rezemos confiadamente neste ano dedicado à família, para que se acalmem as tempestades desencadeadas por muitos meios de comunicação social. A mesma ajuda aparecerá para a resolução dos pequenos problemas (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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