aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

FÁTIMA                                                                                                    

                    

ANO PASTORAL DE 2014-2015

 

O Reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, disse que o Ano Pastoral de 2014-2015 no Santuário tem por tema “Santificados em Cristo”, tomando como ponto de partida a aparição de Nossa Senhora em Agosto de 1917.

 

No quinto itinerário temático, que tem guiado a vida do Santuário até ao centenário das aparições em 2017, o sacerdote explicou que o “núcleo teológico” subjacente a este tema é a “santidade de Deus” da qual participam todos os crentes.

“Este tema – Santificados em Cristo – recorda-nos que a santidade, enquanto vida de comunhão com Deus e em conformidade com a sua vontade, é vocação de todo o cristão”.

Para D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, os textos sobre as Aparições de Fátima não referem o “pedido directo, explicito à santidade”, mas aparece sob a forma de “vivência ou de outro apelo”. Na comunicação de encerramento da apresentação do Ano Pastoral, D. António Marto explicou que “não há nenhuma forma para fazer santos” e que “cada um será santo na sua originalidade”.

O Santuário de Fátima promove, ao longo do Ano pastoral, uma exposição temporária evocativa da aparição de Agosto de 1917, intitulada “Neste vale de lágrimas”, que é uma reflexão sobre o contexto político e ideológico de Portugal na altura, nomeadamente a participação na Primeira Guerra Mundial.

Esta exposição está patente no Convivium de Santo Agostinho, na Basílica da Santíssima Trindade, até ao dia 31 de Outubro de 2015.

Outra das iniciativas programadas é o concerto “Os três pastorinhos de Fátima”, pelo Coro Infantil do Instituto Gregoriano de Lisboa e o Coro Anonymus, no dia 20 de Fevereiro de 2015, às 21h00, na Sé de Lisboa, com a presença de João Santos, e no dia 8 de Março, às 15h00, na Paróquia de Marrazes, em Fátima.

O Santuário está também a organizar um Simpósio Teológico-Pastoral, de 19 a 21 de Junho de 2015, no salão do Bom Pastor, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima.

 

 

BEJA                                                                                                                                                       

 

ENTRADA DO BISPO COADJUTOR

 

No dia 30 de Novembro passado, D. João Marcos afirmou na homilia da Missa de entrada na Diocese de Beja como Bispo coadjutor que “o Alentejo precisa de esperança” num tempo em se vive uma “retracção de Deus”.

 

Para o bispo coadjutor de Beja, “o Alentejo precisa de esperança, precisa de cristãos que vivam seriamente a fé e a caridade para poderem dar testemunho credível da esperança cristã”.

Na homilia da Missa, presidida pelo Bispo de Beja D. António Vitalino, D. João Marcos desafiou os cristãos a não reduzir o cristianismo a “práticas religiosas inconsequentes” ou a uma “moral que os pagãos consideram desumana”.

Para o novo Bispo coadjutor de Beja, “Deus desapareceu da vida social”. “Vivemos hoje uma retracção de Deus. Deus desapareceu da vida social e da vida de muitas pessoas. Vive-se como se Deus não existisse”, disse.

D. João Marcos, com 65 anos de idade e até agora director espiritual do Seminário dos Olivais e do Seminário Redemptoris Mater, foi nomeado pelo Papa Francisco como Bispo coadjutor de Beja, com direito de suceder na altura própria ao Bispo D. António Vitalino.

 

 

FÁTIMA                                                                                                                                                   

 

CARMELO DE FÁTIMA

LANÇA CD NATAL

 

As religiosas do Carmelo de São José, em Fátima, lançaram o CD “Quem vistes, Pastores?” com músicas de Natal, para “tocar interiormente cada pessoa que ouvir os cânticos ao Menino Jesus”.

 

“O grande objectivo deste trabalho é tocar as pessoas, que toque interiormente através dos cânticos ao Menino Jesus e se deixem entrar no espírito de Natal, clima de gratidão pelo mistério da encarnação”, explicou a Irmã Cristina Maria.

O CD é composto por 24 temas, alguns tradicionais portugueses e outros “cantados no interior do Carmelo”, todos acompanhados por vários instrumentos.

“No Carmelo, o Natal é especial e cantamos muitas músicas ao Menino Jesus, algumas delas estão neste CD, e todas são coloridas com instrumentos de percussão, pandeiretas, castanholas e tambores tocados pelas irmãs”, conta a religiosa.

 

 

LISBOA                                                                                                                                   

 

SERVIÇO JESUÍTA DOS REFUGIADOS

RECEBEU PRÉMIO DIREITOS HUMANOS

 

No dia 10 de Dezembro passado, o Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) em Portugal recebeu na Assembleia da República uma medalha de ouro comemorativa do 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

 

No discurso da cerimónia, o director do JRS, André Costa Jorge, realçou o papel desta instituição que se lançou “na aventura de estar ao lado dos mais vulneráveis e dos mais pobres”: “acompanhar, servir e defender os refugiados, migrantes e todas as pessoas deslocadas à força dos seus países de origem, territórios e famílias”.

A vaga de migrantes do Leste europeu e da Ásia que Portugal acolheu, no final da década de 90 do século passado, motivou o JRS a iniciar “um conjunto de serviços alargado” que teve o contributo de “muitos voluntários”, sublinhou o director.

O júri do Prémio Direitos Humanos, constituído no âmbito da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, decidiu distinguir o JRS, “uma organização especializada em migrações que desenvolve uma forte acção no terreno, na defesa dos direitos e na integração da população imigrante em situação de grande vulnerabilidade”, bem como “na promoção do diálogo em torno da imigração, diversidade e interculturalidade”.

Nos últimos tempos, o JRS tem sido uma organização parceira do Estado português “no acolhimento de refugiados” e desenvolveu iniciativas “na protecção de requerentes de asilo e dos migrantes irregulares”.

No contexto europeu, o Serviço Jesuíta dos Refugiados está presente em 14 países e em zonas “fortemente atingidas pelo fenómeno das migrações em massa”, como Malta, Grécia e Itália.

Fundada em 1980, a organização internacional da Igreja Católica sob a responsabilidade da Companhia de Jesus conta com cerca de 1400 colaboradores e está presente em cerca de 50 países

 

 

PORTO                                                                                                                                                    II

 

INAUGURAÇÃO DA NOVA

TORRE DOS CLÉRIGOS

 

No dia 12 de Dezembro passado, o patriarca de Lisboa classificou a inauguração da renovada Torre dos Clérigos, como um enriquecimento para a cidade, para a Igreja Católica e para o país.

 

D. Manuel Clemente – que foi Bispo do Porto, de 2007 a 2013 – frisou que o monumento é um “verdadeiro emblema da cidade do Porto”, em termos históricos, culturais e religiosos.

No plano cultural e artístico, “é uma elevação, uma elevação bonita que faz com que os espíritos também se levantem”, algo que as gentes portuguesas “nesta altura bem precisam”, sustentou.

Depois, “pela sua arquitectura, muito envolvente, e pela sua beleza”, agora reforçada, atrai sempre muitas pessoas que ali usufruem de momentos “de paz, de meditação, de encontro consigo próprias e com Deus”.

Além disso, prosseguiu o patriarca, a Torre dos Clérigos continua a ser e bem um espaço de “celebração”, pois “foi para isso que foi feita, uma Igreja para o culto cristão”.

As obras de requalificação da Igreja e Torre dos Clérigos, lançadas em Dezembro de 2013, incluíram a renovação do espaço envolvente, onde os visitantes vão poder encontrar um núcleo museológico dedicado ao monumento.

Pela tarde, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho inaugurou oficialmente a nova Torre dos Clérigos, numa cerimónia que contou com a participação do bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos.

Concluída em 1763, pelo arquitecto italiano Nicolau Nasoni (1691-1773), a Torre dos Clérigos tem 76 metros de altura que podem ser subidos pelos visitantes através de uma escada em espiral com 240 degraus.

Até ao século XVIII, foi o edifício mais alto do país, desde 1910 é monumento nacional e está actualmente inserido na zona da cidade do Porto classificada como Património da Humanidade.

As obras na Igreja e Torre dos Clérigos foram lançadas em Dezembro de 2013 e envolveram um esforço colectivo da Irmandade dos Clérigos, da Direcção Regional de Cultura do Norte e da Câmara Municipal do Porto.

 

 

LISBOA                                                                                                                                                  

 

MÚSICA MANIFESTA FASCÍNIO

PELO MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO

 

O musicólogo Rui Vieira Nery considera que no Natal há uma concentração de músicas festivas que mostram um fascínio pelo mistério da encarnação do Filho de Deus e traduzem a ideia de "júbilo", "revelação" e "festa".

 

“Desde que temos a possibilidade de reconstruir a história da música ocidental, vemos que é precisamente na quadra do Natal que encontramos uma concentração de músicas festivas, umas mais formais, outras mais informais, umas de natureza popular, outras de natureza lírica, mas basicamente há esta ideia de júbilo, de revelação e de festa”, afirmou Rui Vieira Nery em declarações à Agência Ecclesia.

O antigo secretário de Estado da Cultura destaca, no caso da tradição musical portuguesa, os chamados “villancicos de Natal”, uma tradição riquíssima dos séculos XVI e XVII, que são uma espécie de diálogos entre músicas eruditas e populares com o canto dos pastores, dos militares e dos escravos negros.

“Todas as classes sociais estão representadas com as suas músicas e as suas danças na adoração do Deus-Menino em Belém. É um fenómeno muito interessante, um bocadinho equivalente aos presépios de Machado de Castro, a ideia do retrato – num caso plástico, noutro caso musical – do próprio tecido social que é chamado a Epifania”.

“A música transmite em geral essa ideia, por um lado de mistério, de fascínio, como é que uma coisa tão pequenina e tão frágil é o Filho de Deus e, por outro lado, uma ideia de carinho e de sensação de renovação ao mesmo tempo”, explica.

Numa vertente mais erudita, Rui Vieira Nery comenta o grande investimento musical no ciclo do Natal, desde a polifonia do século XVI e XVII, com Duarte Lobo, no século XVIII, com Carlos Seixas, e no século XX, em particular Fernando Lopes-Graça com “as cantatas de Natal baseadas em músicas tradicionais portuguesas”.

 

 

LISBOA                                                                                                                                                   

 

PRESÉPIO DE CARVALHEIRA

NA IGREJA DE FÁTIMA

 

A igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima tem em exposição permanente o presépio executado em 1958 pela escultora Maria Amélia Carvalheira, artista ligada à paróquia e com obra feita no Santuário da Cova da Iria.

 

José Cruz, detentor dos direitos das obras da autora, falecida em 1998, destaca o facto de pela primeira vez este presépio de 24 peças em barro policromado estar disponível, e de forma permanente, para as pessoas apreciarem.

Depois de ter sido concebido, o presépio começou por ser montado numa das capelas laterais da igreja de Fátima, passando após o Concílio Vaticano II (1962-1965) a ser colocado na capela-mor.

Esta opção, recorda José Cruz, “fez com que as figuras ficassem todas umas em cima das outras”, o que obrigava a uma escolha, “nunca se colocavam as imagens todas”.

A ideia de abrir mais o presépio à comunidade católica local e aos visitantes, começou a ganhar forma em Dezembro de 2013, quando o patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, celebrou na igreja de Fátima o centenário do nascimento do cónego António Abranches, figura emblemática da paróquia lisboeta.

“Ao visitar o presépio”, conta José Cruz, “o patriarca fez o desafio: porque não estar ele permanentemente na Igreja, um presépio tão belo não podia ser colocado só três semanas num ano”.

E foi assim que, através da acção da museóloga Natália Correia Guedes, antiga presidente do Instituto Português do Património Cultural, a obra foi colocada numa das capelas laterais da igreja de Fátima e acessível para ser contemplada por todos.

Maria Amélia Carvalheira (1904-1998) foi autora de diversas obras, nomeadamente no Santuário de Fátima, na Cova da Iria, como a Via-Sacra dos Valinhos, o conjunto escultórico do Anjo de Portugal e os pastorinhos, e seis estátuas da Colunata do Santuário de Fátima.

Destaque também para a escultura de Nossa Senhora de Fátima presente no local da aparição de 19 de agosto de 1917, também da sua autoria.

 

 

ÉVORA                                                                                                                                                   

 

GRUPO MUSICAL FIGO MADURO ACTUA

PARA AJUDA À IGREJA QUE SOFRE

 

No dia 19 de Dezembro passado, a Fundação Ajuda a Igreja que Sofre promoveu o seu segundo concerto de Natal com o grupo musical Figo Maduro a favor dos refugiados cristãos do Iraque e da Síria, após o espectáculo em Lisboa.

 

Os concertos tinham entrada livre e visavam sensibilizar a opinião pública para o drama que se vive actualmente no Médio Oriente, em consequência da guerra civil na Síria e da extrema violência exercida contra os cristãos pelos jihadistas do auto-proclamado Estado Islâmico.

A actuação do grupo musical Figo Maduro, realizou-se no auditório dos Salesianos de Évora, pelas 21h00.

No final do concerto houve uma recolha de fundos destinados a ajudar os milhares de cristãos obrigados a fugir de suas casas e que se encontram agora em campos de refugiados na Jordânia, no Líbano e nas zonas controladas pelos curdos na Síria e no próprio Iraque, e que dependem totalmente da ajuda da comunidade internacional.

O grupo Figo Maduro actuou pela primeira vez no Aeroporto de Figo Maduro quando João Paulo II visitou Portugal em 2000; passados dez anos, as vozes e os sons foram ouvidos por Bento XVI e recentemente lançou o segundo CD com temas de Natal.

 

 

BRAGA                                                                                                                                                   

 

ARQUIDIOCESE ENVOLVIDA NA

PREPARAÇÃO DO SÍNODO DE 2015

 

O arcebispo de Braga convidou as comunidades católicas a estudar os Lineamenta (documento preparatório) do Sínodo sobre a Família, que vai decorrer no Vaticano em Outubro de 2015, respondendo depois às 46 perguntas apresentadas.

 

“A família, mais do que nunca, tem sido tema de diálogo e de debate. Nem sempre de um modo adequado e com fidelidade à verdadeira doutrina. Os problemas são variados e a Igreja confia aos católicos a corresponsabilidade de encontrar respostas”, escreveu D. Jorge Ortiga numa mensagem.

O arcebispo primaz explica que esta etapa é uma continuidade ao “impulso inicial” do Sínodo extraordinário que decorreu em Outubro de 2014 e quer envolver toda a Igreja em “discernimento”: “os caminhos para propor a doutrina através do anúncio do Evangelho da Família e da consciencialização das diversas perspectivas pastorais a serem acolhidas e activadas nas nossas comunidades cristãs”.

Neste contexto de “corresponsabilidade eclesial”, D. Jorge Ortiga solicita aos sacerdotes, aos membros dos Institutos de Vida Consagrada, às diversas associações e movimentos que reflictam, “pessoalmente e em grupo”, sobre o documento preparatório e respondam às 46 perguntas apresentadas.

“O assunto deve depois ser abordado nas palestras, no Conselho Pastoral e Presbiteral, assim como nas diferentes reuniões marcadas para o efeito”, refere o prelado.

A Arquidiocese de Braga disponibilizou o documento em formato word e PDF, na página na Internet, e as respostas devem ser enviadas para o Secretário da Acção Pastoral (sergiotorres70@gmail.com).

 

 

LISBOA                                                                                                                                                   

 

COMISSÃO NACIONAL DE JUSTIÇA

E A LUTA CONTRA A POBREZA

 

 

O novo presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), Pedro Vaz Patto, elegeu como um dos principais desafios para 2015 o combate à pobreza e a garantia de uma verdadeira “inclusão social” dos mais carenciados.

 

Em entrevista à Agência Ecclesia, no contexto do Dia Mundial da Paz assinalado no arranque do Novo Ano, Pedro Vaz Patto realça que o crescimento económico anunciado após a crise “não garante necessariamente a justiça”, nem “a distribuição equitativa dos recursos” resultantes desse desenvolvimento.

As questões de fundo, “as causas estruturais” que estão por trás das dificuldades das pessoas continuam presentes e é preciso resolvê-las “para que o fenómeno não continue indefinidamente”.

Lutar contra a pobreza é um dever geral, tanto dos políticos como dos cidadãos, “cada um, à sua escala”.

“Nem a responsabilidade dos políticos, dos Estados, exclui a responsabilidade individual, nem nós apontarmos à responsabilidade individual de cada um significa que ignoremos aquilo que depende de uma acção de âmbito mais vasto, de âmbito político”, realça Pedro Vaz Patto.

A mensagem do Papa para o 48.º Dia Mundial da Paz tinha como tema “Já não escravos, mas irmãos” e alertava para as “múltiplas formas de escravatura” que actualmente levam as pessoas a viver em condições indignas, vítimas de exploração nos mais variados campos: social, laboral, sexual.

“Ainda hoje milhões de pessoas – crianças, homens e mulheres de todas as idades – são privadas da liberdade e constrangidas a viver em condições semelhantes às da escravatura”, assinala o Papa Francisco, que critica ainda situações em que, no mundo laboral, os empregados são privados de “condições de trabalho dignas e salários adequados”.

Para o presidente da CNJP, esta posição do Papa argentino pretende abanar as fundações de uma sociedade onde fenómenos como “o tráfico de pessoas e de órgãos, as redes de prostituição, os casamentos forçados, as crianças-soldados, ou as formas disfarçadas de adopção internacional”, marcam o quotidiano.

“Tudo o que serve de denominador comum a estas situações”, apontadas na mensagem do Papa, “é as pessoas serem coisificadas, tratadas como objecto. É aqui que está a raiz da escravatura”, sustenta Pedro Vaz Patto.

Olhando para a realidade portuguesa, aquele responsável frisa que, “num contexto de desemprego generalizado, há um grande perigo”, o de se pensar que “mais vale trabalhar seja em que condições forem do que não ter emprego”.

“É preciso evitar isso, porque há condições mínimas em relação às quais nunca se pode transgredir, porque está em causa a dignidade da pessoa humana”, complementa.

 

 

AÇORES                                                                                                                                                

 

CONSULTA NA DIOCESE SOBRE

SÍNODO DOS BISPOS DE 2015

 

O Serviço Diocesano para a Pastoral Familiar e Apostolado dos Leigos da diocese de Angra do Heroísmo vai coordenar a consulta e receber as respostas dos vários movimentos ligados à família sobre o documento preparatório para a Assembleia do Sínodo dos Bispos de 2015.

 

O site online da Igreja açoriana informa que o documento preparatório, para a Assembleia do Sínodo de 2015, com 46 perguntas, foi enviado para todas as ouvidorias (arciprestados) e movimentos relacionados com a pastoral da família, que devem responder às questões até ao próximo dia 15 de Fevereiro.

As respostas devem ser enviadas para o endereço de correio electrónico pastoralfamiliar.acores@gmail.com.

No final, o Serviço Diocesano da Pastoral Familiar analisa e resume as respostas num documento que vai enviar ao Bispo da Diocese de Angra, a partir do qual “será definida a posição diocesana a enviar à Conferência Episcopal Portuguesa”, num processo igual ao de 2013, na preparação da Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, que se realizou-se em Outubro de 2014, no Vaticano.

 

 

LISBOA                                                                                                                                   

 

D. MANUEL CLEMENTE,

NOVO CARDEAL PORTUGUÊS

 

O patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, vai ser criado cardeal a 14 de Fevereiro, no Vaticano, um anúncio feito pelo Papa a 4 de Janeiro passado, após a recitação da oração do Angelus, na Praça de São Pedro.

 

Francisco revelou que vai criar 15 cardeais eleitores, provenientes de 14 países, incluindo também o Bispo de Santiago da Praia (Cabo Verde), D. Arlindo Furtado. O Bispo emérito de Xai-Xai, Moçambique, D. Júlio Duarte Langa, de 87 anos, é um dos cinco cardeais não-eleitores que também vão ser criados pelo Papa.

No dia em que teve conhecimento da nomeação pontifícia, D. Manuel Clemente afirmou: “Para mim é um gosto colaborar ainda mais directamente com o Papa Francisco, com cujo pontificado e pensamento me identifico absolutamente”, disse aos jornalistas.

Para D. Manuel Clemente, a escolha de Francisco aconteceu de forma “surpreendente” e compromete-o “sempre mais” para fazer “o que for preciso e o que o Papa quiser”. “Essencialmente o que ele me pede é que seja Bispo de Lisboa. Depois, o mais que se acrescentar, da melhor maneira que eu puder e souber. Boa vontade, essa não falta”.

O presidente da República Portuguesa felicitou o patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, pela sua nomeação como cardeal. “O anúncio da nomeação do patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, como cardeal confirma a singularidade do relacionamento histórico entre Portugal e a Igreja Católica”, refere o texto, divulgado pelo site da Presidência.

Aníbal Cavaco Silva destaca a “dimensão humana” do novo cardeal português, dirigindo-lhe “respeitosas felicitações por esta marca de distinção e apreço” do Papa Francisco. “O seu contributo nos domínios da ciência e da cultura, e a sua experiência no exercício do magistério episcopal, dão pública e inequívoca prova de que estamos perante uma personalidade que se distingue notavelmente pela doutrina, pela piedade e pela prudência”, conclui o texto.

O consistório para a criação de novos cardeais, no dia 14 de Fevereiro, vai decorrer após um encontro com todo o Colégio Cardinalício, sobre a reforma da Cúria Romana, nos dias 12 e 13 do mesmo mês.

 

 

AVEIRO                                                                                                                                   

 

PROCESSO DE CANONIZAÇÃO

DA BEATA JOANA DE PORTUGAL

 

A diocese de Aveiro vai reabrir o processo para a canonização da Beata Joana, princesa de Portugal.

 

No passado dia 5 de Janeiro, o Bispo de Aveiro D. António Moiteiro Ramos anunciou a decisão de reabrir o processo de canonização de “Santa” Joana Princesa, declarada padroeira da cidade e da diocese de Aveiro por Paulo VI, precisamente há 50 anos.

A princesa Joana era a filha mais velha de D. Afonso V, por isso herdeira do trono, a que renunciou para ingressar no Mosteiro de Jesus, das dominicanas de Aveiro. Por esta razão, o Bispo consultou o provincial dos dominicanos, antes de avançar com a sua decisão.

Agora, informa D. António Moiteiro, é preciso elaborar um “processo histórico em ordem à declaração das virtudes” e também dar a conhecer “a vida da princesa Joana” e esperar, se “for da vontade de Deus”, pelo milagre necessário para a sua canonização.

A princesa Joana nasceu em Lisboa em 1452 e viveu em Aveiro de 1472 a 1490, de forma “simples, humilde, austera, amiga dos mais pobres”.

Antes de vir para Aveiro foi um modelo de governante e de quem tem responsabilidade civil na construção do bem comum.

A reabertura do processo de canonização da religiosa dominicana acontece também num ano em que a Igreja dedica particular atenção à Vida Consagrada.

“Centrando-nos neste ano dedicado à vida consagrada – disse o Bispo de Aveiro –, queremos olhar mais profundamente para esta religiosa que viveu grande parte da sua vida na nossa cidade e cujo túmulo se encontra entre nós. Em tempos de perda progressiva de valores morais, do enfraquecimento da fé em muitos dos baptizados… Santa Joana é modelo eloquente de que só Deus basta (S. Teresa de Ávila) e por Ele vale a pena deixar pai, mãe, esposa, filhos, casa, campos e até a própria vida, para ser discípulo de Jesus (Lc 14, 26)”.

 

 

ALGARVE                                                                                                                                              

 

ITINERÁRIO ESPIRITUAL

PARA PASTORAL FAMILIAR

 

A Diocese do Algarve publicou o itinerário espiritual “Chamados à Amizade”, com um conjunto de orações que pretende promover e apoiar a oração familiar depois de uma caminhada que começou nas paróquias.

 

“Notou-se a falta de alguns subsídios no sentido de uma linha mais espiritual, concretamente de oração, que facilitasse que as famílias, durante o ano, pudessem rezar. [O guião é] um conjunto de orações que percorre todos os tempos do ano litúrgico, inspirado no Ano B (por ser o que a Igreja está este ano a seguir) e no Evangelho de cada domingo”, explicou o padre Carlos de Aquino, coordenador do Departamento Diocesano da Pastoral Litúrgica.

O itinerário espiritual de 92 páginas tem início no tempo de Advento e termina no Tempo Comum, passando pelos tempos litúrgicos do Natal, Quaresma e Pascal e inclui ainda um capítulo dedicado às festas da Santíssima Trindade, do Corpo de Deus e da Imaculada Conceição de Maria.

O padre Carlos de Aquino explica que o itinerário espiritual, particularmente dedicado à pastoral familiar, apresenta também “uma proposta de oração que inclui sempre uma dimensão mais criativa de alguma acção, inspirada também depois a partir de cada tempo litúrgico”.

 

 

LISBOA                                                                                                                                                   

 

SEMANÁRIO ECCLESIA,

DE ACESSO LIVRE

 

A partir de 8 de Janeiro, o Semanário Ecclesia, da Conferência Episcopal Portuguesa, que transitou do papel para o digital há dois anos, passou a ser de acesso e consulta livre.

 

“Ao longo de dois anos, tem sido desafiante para a redacção da Ecclesia divulgar notícias e textos de opinião através das potencialidades tecnológicas que uma ferramenta como esta oferece. De facto, a informação publicada e a transmissão de pontos de vista sobre os acontecimentos sociais e eclesiais passa através de textos, sons e imagens”, revela o director da Agência Ecclesia.

Paulo Rocha explica que em cada semana era publicada a edição digital e consultada por aqueles que, “de forma generosa, tiveram o cuidado de o assinar”.

Depois de 96 números e porque este produto de informação, reflexão e análise de temas sobre Igreja e a sociedade a nível nacional e internacional pode permanecer desconhecido do público que “potencialmente pode estar interessado”, o acesso passou a ser livre, não só a partir do primeiro número de 2015, como também todos os que foram publicados ao longo de dois anos.

“De forma rápida, os leitores podem ver a informação essencial da semana, ver os vídeos com as mensagens principais do Papa Francisco, por exemplo, e as fotografias que marcam os dias que passam”, acrescenta o director da Agência Ecclesia.

 

 

PORTALEGRE                                                                                                                                      

 

UMA VOCAÇÃO PARA A

VIDA CONTEMPLATIVA

 

No passado dia 10 de Janeiro, Marta Lages, natural de Évora, tomou o hábito da Ordem da Imaculada Conceição, em Campo Maior, depois de um percurso de reflexão que a levou a escolher o convento de vida religiosa contemplativa.

 

“Neste tempo em que procurava e questionava o que quereria Deus, coloquei-me à disposição da Sua vontade e projecto. Eu sabia que alguma coisa ia mudar e foi no silêncio, na oração e na procura que, numa visita ao Convento de Campo Maior, aceitei fazer uma experiência, inicialmente sem compromisso”.

Com 37 anos, a nova religiosa tinha contado à família a sua opção pela vida contemplativa. Foram momentos difíceis. Recorda as palavras do pai: “ Se Deus me pede uma filha, quem sou eu para recusar?”.

“A minha irmã fez-me todas as perguntas que eu podia fazer para colocar em causa a decisão, o que também me ajudou muito”, acrescenta.

Em Évora tinha uma vida muito preenchida, com um trabalho estável como directora pedagógica numa creche; a nível eclesial, era chefe regional adjunta nos escuteiros e chefe de clã no seu agrupamento.

“Já tinha casa, autonomia e era feliz. Sentia-me realizada em tudo o que fazia e tinha”, revela Marta Lages que, em 2010, numa peregrinação a pé a Santiago de Compostela, começou o seu caminho para a vocação à vida religiosa.

“Fui descobrindo que afinal tudo o que tinha, e tinha tudo, não chegava. Deus queria ainda algo mais de mim para além do que eu já fazia e era porque no meu pensamento já lhe dava tudo”, explicou.

Para Marta Lages, a celebração da tomada de hábito no Ano da Vida Consagrada, é uma feliz coincidência e uma graça.

O dia-a-dia das irmãs no convento da Ordem da Imaculada Conceição de Campo Maior é vivido em silêncio, com trabalho e oração, a partir das 06h00, acordadas pelo sino, onde passado meia hora têm o primeiro momento comunitário com o cântico de Laudes.

O dia em Campo Maior termina após as 22h00, quando partilham o Evangelho e rezam Completas, a oração da noite.

A Ordem da Imaculada Conceição, fundada pela Santa portuguesa Beatriz da Silva, nascida em 1437 e canonizada em 1976, tem também uma comunidade na Diocese de Viseu.

 

 

LISBOA                                                                                                                                                    12/I

SÍNODO DIOCESANO

 

O patriarca de Lisboa tem o “sonho missionário” de chegar a todos e, “muito em especial, nas cidades”, referiu, no passado dia 12 de Janeiro, numa conferência sobre o sínodo.

 

D. Manuel Clemente falou no auditório da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa sobre «Que sonho missionário?», num ciclo de conferências promovidas pela Paróquia de Santa Isabel e sublinhou que é fundamental chegar a todos, “não apenas em termos quantitativos, mas, também, em termos qualitativos”.

A expressão «Que sonho missionário?» é do Papa Francisco e dos bispos sul-americanos no Documento da Aparecida e, agora, na exortação apostólica «A alegria do Evangelho», que serve de mote preparatório para o Sínodo de Lisboa de 2016.

Desde 2007, pela primeira vez, a população mundial vive mais em cidades do que foras destas, e isto agora vai ser galopante – realçou o patriarca de Lisboa que foi eleito, recentemente, cardeal pelo Papa Francisco.

O viver na cidade “traz vantagens” porque as pessoas “estão mais perto de tudo”, mas existem também contingências devido ao anonimato destas e às “dificuldades de integração e às clivagens sociais”, frisou D. Manuel Clemente.

Esta alteração na paisagem humana “é um enorme desafio” para a pastoral e “vai marcar o século XXI”, afirmou.

Convocado sensivelmente há um ano, D. Manuel Clemente considera que a preparação do sínodo diocesano está a decorrer com “envolvência” e a “comprometer cada vez mais grupos e pessoas”.

 

 

PORTO                                                                                                                                                   

 

CENTENÁRIO DA

ASSOCIAÇÃO DOS MÉDICOS CATÓLICOS

 

No passado dia 17 de Janeiro, A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) começou a celebrar o seu 100.º aniversário, com uma Missa na Catedral do Porto, presidida por D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto.

 

O presidente da Associação, Carlos Alberto da Rocha, recorda os dirigentes que “ao longo destes cem anos muito contribuíram para o prestígio que a AMCP alcançou quer na Igreja quer na sociedade portuguesas”.

“Dos que ainda estão vivos”, destaca “duas figuras cimeiras da Medicina portuguesa, os professores Walter Osswald e Daniel Serrão, ambos professores catedráticos na Faculdade de Medicina do Porto” e que dirigiram a Associação “nos anos 80 e 90 do século passado”.

Criada em 1915 por iniciativa de D. António Barroso, na altura bispo do Porto, a AMCP é “uma das mais antigas associações de médicos católicos existentes no mundo”.

“Está organizada em núcleos que respeitam a estrutura diocesana da Igreja Portuguesa, carecendo da aprovação pelo Bispo respectivo cada direcção diocesana, e tem uma direcção nacional que é eleita de 3 em 3 anos e que responde perante a Conferência Episcopal Portuguesa”, explica o presidente.

Entre outras atribuições, o organismo tem estado na linha da frente na promoção da discussão de “temas suscitados pelo avanço científico e tecnológico da medicina”, bem como das “suas implicações na prática médica à luz da mundividência cristã”, tanto a nível nacional como internacional.

Ao nível prático, no terreno, destaque por exemplo para a missão que desempenha na “assistência médica no Santuário de Fátima aos fins-de-semana e nos dias das maiores peregrinações”.

Um dos eventos mais emblemáticos que vai fazer parte da comemoração do centenário da AMCP será um encontro nacional de Médicos Católicos, no dia 9 de Maio no Porto, que terá como tema “A Relação Médico-Doente, uma relação secular”.

 

 

MADEIRA                                                                                                                                               

 

HISTÓRIA DA

CASA DE SAÚDE S. JOÃO DE DEUS

 

O padre Aires Gameiro, do Instituto São João de Deus (ISJD), escreveu a obra “História da Casa de Saúde S. João de Deus na Madeira”, pelos seus 90 anos que revela a acção e intervenção da ordem hospitaleira.

 

“Este trabalho permitiu descobrir muitos fios da rede em que a malha do Trapiche, da Casa e dos irmãos na Madeira emergem entrelaçados com outros fios da história da Madeira”, revela o sacerdote “historiador amador”.

A “História da Casa de Saúde S. João de Deus na Madeira” apresenta a assistência aos “alienados”, os doentes mentais, na Madeira, desde os finais do século XV até ao fim do século XIX.

O autor recorda algumas pessoas, grupos e realidades que se ligam à história da Casa de Saúde São João de Deus na ilha, como os prelados que ajudaram o ISJD a situar-se na Madeira – D. Manuel Agostinho Barreto e D. António Manuel Pereira Ribeiro –, “o vazio à volta dos doentes mentais” do século XV ao XX ou os “contornos nebulosos” da maçonaria, de 1900 a 1924, por “três vezes grande obstáculo” à presença dos irmãos.

Na história da Madeira, esta é apresentada como “ilha da aguardente”, e na Casa de Saúde cerca de 80% dos doentes deriva de problemas com o álcool.

Segundo o padre Aires Gameiro, promover o “conhecimento da história e das tradições” faz sentido na sociedade, na Igreja e na vida consagrada.

O relato histórico não é novo para o padre Aires Gameiro, que já escreveu a história dos 400 anos da presença dos Irmãos de São João de Deus em Portugal, em 2006, e da Casa de Saúde de São Miguel, nos Açores, pelos seus 80 anos, apresentada em 2008.

O livro “História da Casa de Saúde S. João de Deus na Madeira” foi publicado pelos 90 anos da Casa de Saúde São João de Deus na Madeira e pelos 500 anos da Diocese do Funchal.

 


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