aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

ANGOLA                                                                                                                                                 

 

NOVO ARCEBISPO DE LUANDA

 

A Arquidiocese de Luanda tem um novo arcebispo, D. Filomeno do Nascimento Vieira Dias, de 56 anos, nomeado pelo Papa Francisco no dia 8 de Dezembro passado.

 

D. Filomeno Dias era até agora Bispo de Cabinda e vice-presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé.

O novo arcebispo assume os destinos de uma comunidade católica que bem conhece, já que é natural de Luanda, onde cresceu e iniciou o seu percurso vocacional, no Seminário Menor dos Capuchinhos.

Prosseguiu depois o seu percurso no Seminário Maior de Cristo Rei, no Huambo, e foi ordenado sacerdote em 1983.

É doutorado em Teologia e conta também no seu percurso académico com licenciaturas em Filosofia e Jornalismo

Em 2004 recebeu a ordenação episcopal como Bispo auxiliar de Luanda, e mais tarde tornou-se Bispo de Cabinda.

O prelado sucede a D. Damião António Franklin, falecido em Abril de 2014.

 

 

CABO VERDE                                                                                                                                       

 

GOVERNO SAÚDA

PRIMEIRO CARDEAL

 

O Governo de Cabo Verde considera que a nomeação do bispo de Santiago, D. Arlindo Furtado, como cardeal é um momento histórico para o país.

 

D. Arlindo Furtado é um dos novos 15 cardeais eleitores que o Papa Francisco vai criar a 14 de Fevereiro, tal como o patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

O ministro cabo-verdiano do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território, Antero Veiga, disse que a criação do bispo de Santiago como cardeal mostra as boas relações entre Cabo Verde e a Santa Sé.

“É um momento histórico sem precedentes e simboliza a relação entre Cabo Verde e a Santa Sé. Para nós é um momento de alegria e partilhamos essa alegria com o recém-nomeado. Estou certo que vamos continuar a trabalhar juntos no sentido do reforço das relações do Estado de Cabo Verde com a Santa Sé”, salientou o ministro.

A Igreja Católica em Cabo Verde tem duas dioceses, Santiago e Mindelo, pelo que integra uma Conferência Episcopal Interterritorial, com os bispos do Senegal, Mauritânia e Guiné-Bissau.

D. Arlindo Gomes Furtado nasceu em 1949; fez os seus estudos teológicos em Portugal e regressou ao seu país, onde foi ordenado padre em 1976.

Licenciou-se em Ciências Bíblicas pelo Instituto Bíblico de Roma e voltaria a estudar em Coimbra, colaborando na equipa tradutora da “Nova Bíblia dos Capuchinhos”.

Em 1995 regressou a Cabo Verde e em 2004 recebeu a ordenação episcopal como primeiro bispo da nova Diocese de Mindelo. Em 2009 foi nomeado Bispo de Santiago, capital de Cabo Verde.

 

 

JORDÂNIA                                                                                                                                             

 

INTEGRAÇÃO ESCOLAR DE

CRIANÇAS CRISTÃS FUGIDAS DO IRAQUE

 

Cerca de 1400 crianças cristãs que tiveram de fugir com as suas famílias do Iraque para a Jordânia, a fim de escaparem à violência do Estado Islâmico, vão poder em breve retomar os estudos.

 

Está em marcha um projecto de reintegração escolar, que envolve a Cáritas da Jordânia e um comité do Governo local.

A ideia é que essas crianças, adolescentes e jovens sejam incorporadas no sistema de educação e formação daquele país, com a colaboração efectiva das escolas cristãs, incluindo as do Patriarcado Latino de Jerusalém.

Até agora, o principal obstáculo para a integração dos estudantes iraquianos era a sobrelotação das salas de aula.

Face a esta questão, a Cáritas da Jordânia fez notar que as escolas do Patriarcado Latino e outros colégios, inclusivamente do Patriarcado Ortodoxo de Jerusalém, tinham ainda disponibilidade de acolhimento.

Tendo em conta que alguns dos alunos iraquianos não falam árabe fluentemente e que todos passaram por uma experiência traumática, ao serem obrigados a fugir das suas casas, a integração deles vai ser feita com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e de algumas organizações internacionais não-governamentais empenhadas na ajuda à infância.

Actualmente, o número de refugiados radicados na Jordânia, vindos sobretudo da região iraquiana de Mossul e da Planície de Nínive, está calculado em cerca de sete mil pessoas.

 

 

HAITI                                                                                                                                                                       

 

CINCO ANOS

DEPOIS DO TERRAMOTO

 

A Cáritas Internacional advertiu que o Haiti continua a precisar de ajuda, cinco anos após o terramoto que afectou o país, sobretudo no acesso à alimentação, educação, saúde e emprego.

 

“O terramoto no Haiti foi uma das maiores emergências que a Cáritas ajudou. Mais de 300 mil pessoas morreram e mais de um milhão ficou sem habitação”, recorda a instituição católica, que continua a acompanhar o povo haitiano “na travessia por um futuro melhor”.

A Cáritas Internacional assinala que o caminho para ajudar os haitianos ainda é longo, uma vez que o país continua a ser “um dos mais pobres do mundo”.

Nesse sentido, é preciso melhorar o acesso à alimentação, à educação, à assistência médica, ao emprego e a muitas outras coisas para impulsionar o desenvolvimento geral.

 

 

ANGOLA                                                                                                                                                 

 

LIMITAÇÕES NAS

RELAÇÕES IGREJA – ESTADO

 

O presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe (CEAST) afirmou que as relações com o Estado são ainda um desafio para a Igreja Católica.

 

“Continuo a dizer que as relações com o Estado são boas, mas deixam ainda bastante a desejar no respeito pelas liberdades”, refere D. Gabriel Mbilingi, arcebispo de Lubango (antiga Sá da Bandeira).

No campo das liberdades, o presidente da CEAST destaca a ausência de liberdade de expressão/imprensa em concreto da Rádio Ecclesia, que está limitada à cidade de Luanda.

“O presidente da República insiste que a Igreja tem de ajudar no resgate dos valores morais, mas, se nos corta as asas, esta ideia não passa disso”, observa o arcebispo.

D. Gabriel Mbilingi acrescenta que, mesmo circunscrita a Luanda, a rádio da Igreja angolana tem transformado um pouco o ambiente e criado espaços nos debates, na denúncia e também na formação.

Angola vive em clima de paz há treze anos, desde que foi assinado o cessar-fogo, e, apesar de algumas tensões, existe a alegria de não se ouvirem mais disparos; mas na política ainda há um caminho muito longo para a democracia – comenta D. Gabriel.

O objectivo da Igreja em Angola é centrar-se no grande tema da evangelização da família, muito caro aos angolanos.

“Nós estamos a ver que a família está a ser mais atacada por novas ideologias que destroem o conceito tradicional e cristão”, lamentou o arcebispo.

Nos últimos anos, Angola é um país de acolhimento de migrantes de países vizinhos ou de Portugal, Brasil e China, entre outros, que estão “muito afastados da Igreja”.

“Os migrantes estão mais ligados ao trabalho das empresas do que à prática cristã”, comenta D. Gabriel Mbilingi que, por exemplo, encarregou os missionários claretianos no Lubango de acompanhar especialmente os portugueses.

 

 

TERRA SANTA                                                                                                                                     

 

BISPOS DE TODO O MUNDO

VISITAM COMUNIDADES ATINGIDAS

 

Uma delegação de bispos e representantes de várias conferências episcopais de todo o mundo esteve, de 11 a 15 de Janeiro passado, junto das comunidades cristãs da Terra Santa e da Faixa de Gaza.

 

A iniciativa, que envolve responsáveis católicos da Europa, América do Norte e África do Sul, teve lugar a convite do Patriarca Latino de Jerusalém, D. Fouad Twal, que “quis colocar a tónica na situação vulnerável dos cristãos locais”.

D. Fouad Twal recordou “os sofrimentos e desafios dos cristãos da Terra Santa e do Médio Oriente, nomeadamente a crescente violência dos fundamentalismos religiosos, o desemprego que afecta gravemente os jovens, a emigração e por fim a inquietação e desilusão dos povos em relação aos políticos e aos processos de paz”.

Os visitantes quiseram conhecer de perto a condição e os problemas actuais vividos pelas comunidades cristãs e definir estratégias e programas de apoio em favor de toda a população.

Para além de Jerusalém, os bispos e representantes das diversas conferências episcopais visitaram por estes dias a Faixa de Gaza, onde tiveram ocasião de avaliar as consequências da recente intervenção militar promovida por Israel, ainda em 2014, e que terá causado a morte a pelo menos duas mil pessoas.     

Destaque ainda na agenda para passagens por algumas obras cristãs de relevo que ganharam forma na Terra Santa, como o “Caritas Baby Hospital”, o “Instituto Ephata Paulo VI” e o lar “Niño Dios” da Ordem do Verbo Incarnado.

 

 

ANGOLA                                                                                                                                                 

 

EM PROJECTO

PRIMEIRO SANTUÁRIO NACIONAL

 

A Igreja Católica em Angola quer elevar o santuário mariano de Muxima, a 130 km de Luanda e originariamente construído por portugueses, à condição de primeiro santuário nacional do país.

 

A origem do santuário, em honra de Nossa Senhora da Conceição, remonta a 1959 quando um grupo de portugueses se instalou na vila de Muxima e, dez anos depois, ali construíram uma fortaleza e a igreja de Nossa Senhora da Conceição.

Actualmente conhecido entre o povo angolano como “Mamã Muxima”, o santuário acolhe todos os anos, em Setembro, cerca de “um milhão de fiéis”.

O porta-voz da Conferência Episcopal adianta que a vila de Muxima e o santuário estão a ser requalificadas, num “processo que vai envolver muita transformação da localidade” e que “está a ser feito com todos os pormenores”.

Da autoria do arquitecto português Júlio Quaresma, o projecto do novo santuário prevê a implantação do local de culto numa área de 18.352 metros quadrados, com uma catedral que terá capacidade para acomodar 4.600 pessoas sentadas. As obras devem levar 4 a 5 anos.

 

 


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