PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR - VIGÍLIA PASCAL

4 de Abril de 2014

 

No Sábado Santo, a Igreja permanece junto do sepulcro do Senhor, meditando na sua Paixão e Morte. Abstém-se do sacrifício da Missa (a mesa sagrada continua despida) até ao momento em que, depois da solene Vigília ou expectativa nocturna da ressurreição, se dará lugar à alegria pascal, que na sua plenitude se prolonga por cinquenta dias.

Neste dia não é permitido distribuir a sagrada comunhão, a não ser como viático.

 

Vigília pascal na Noite Santa

 

Segundo uma antiquíssima tradição, esta é uma noite de vigília em nome do Senhor (Ex 12, 42), noite que os fiéis celebram, segundo a recomendação do Evangelho (Lc 12, 35 ss.), de lâmpadas acesas na mão, à semelhança dos servos que esperam o Senhor, para que, quando Ele vier, os encontre vigilantes e os faça sentar à sua mesa.

A Vigília desta noite ordena-se deste modo: depois de um breve lucernário (primeira parte), a santa Igreja medita nas maravilhas que o Senhor, desde o princípio dos tempos, realizou em favor do seu povo confiante na sua palavra e na sua promessa (segunda parte: liturgia da palavra), até ao momento em que, ao despontar o dia da ressurreição, juntamente com os novos membros renascidos pelo Baptismo (terceira parte), é convidada para a mesa que o Senhor, com a sua morte e ressurreição, preparou para o seu povo (quarta parte).

Toda a celebração da Vigília Pascal se realiza de noite, isto é, não se pode iniciar antes do anoitecer do Sábado e deve terminar antes do amanhecer do Domingo.

A Missa da Vigília Pascal, ainda que termine antes da meia noite, é a Missa pascal do Domingo da Ressurreição. Quem participar nesta Missa pode comungar de novo na segunda Missa da Páscoa.

Quem celebrar ou concelebrar a Missa da Vigília pode celebrar ou concelebrar de novo na segunda Missa da Páscoa.

O sacerdote e os ministros revestem-se, desde o princípio, com paramentos brancos, como para a Missa.

Preparam-se velas para todos os que tomam parte na Vigília.

 

 

Primeira parte

Solene início da Vigília ou Lucernário

 

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Páscoa é alegria, anúncio de vida nova, a celebração da Ressurreição de Cristo, nosso redentor e salvador.

A celebração da Páscoa da Ressurreição começa com a solene vigília pascal que inclui a bênção do lume novo ou liturgia da luz, a bênção e entronização do círio pascal e o canto do precónio, a liturgia da palavra com sete leituras do Antigo Testamento (mas podem ser lidas apenas três), a epístola e o Evangelho.

A Vigília Pascal comemora a noite santa em que Jesus Cristo ressuscitou. É tida como a «Mãe de todas as vigílias», e o ponto mais alto de toda a celebração litúrgica, a festa mais solene de todo o ano.

As leituras e os ritos ajudam a celebrar ou a reviver os sacramentos da iniciação cristã.

As leituras levam-nos aos momentos mais significativos da História da Salvação.

A primeira leitura apresenta-nos a narrativa da Criação, a terceira refere a libertação do Egipto, a sétima o especial prodígio de amor de Deus para com o Seu povo. O profeta Ezequiel afirma que o Senhor renova e purifica o povo: – «ficareis limpos de todas as vossas imundícies... porei em vós um espírito novo...»

A simbologia e profecia do Antigo Testamento que se refere ao Baptismo, vida nova, aparece-nos de uma forma mais clara na epístola: «Todos nós que fomos baptizados em Jesus Cristo, fomos baptizados na Sua morte. Assim como Cristo ressuscitou... também nós caminharemos numa vida nova».

Clara alusão ao Baptismo que vai ter um momento central depois do Evangelho e da homilia: – a bênção da fonte baptismal, baptismos e confirmação se for o caso, e a renovação das promessas do Baptismo para todos os fiéis que participam na Vigília.

 

Bênção do fogo

 

As luzes da igreja devem estar apagadas.

Fora da igreja, em lugar apropriado, acende-se o lume. Reunido o povo nesse lugar, o sacerdote aproxima-se, acompanhado dos ministros, um dos quais leva o círio pascal.

 

Monição: A vida, por mais movimentada que seja, é apenas um prelúdio da morte, quando se desconhece o gozo das realidades espirituais que Cristo veio oferecer.

Mas com a ressurreição, «o povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Mt 4, 16). A luz, como criatura maravilhosa da Natureza, é símbolo de Deus. O próprio Jesus Cristo identificou-Se com a Luz: «Eu Sou a Luz do Mundo, quem me segue não anda nas trevas». Por meio de Cristo, a luz brilha nos nossos corações e somos convidados a ser luz do mundo.

 

Onde não for possível acender o fogo fora da igreja, o rito será como se indica no n. 13.

O sacerdote saúda o povo na forma habitual e faz uma breve admonição sobre o significado desta vigília nocturna, com estas palavras ou outras semelhantes:

 

Caríssimos irmãos:

Nesta noite santíssima, em que Nosso Senhor Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos, dispersos pelo mundo, a reunirem-se em vigília e oração. Vamos comemorar a Páscoa do Senhor, ouvindo a sua palavra e celebrando os seus mistérios, na esperança de participar no seu triunfo sobre a morte e de viver com Ele para sempre junto de Deus.

 

Em seguida, benze-se o fogo:

 

Oremos.

Senhor, que por meio do vosso Filho destes aos homens a claridade da vossa luz, santificai este lume novo e concedei-nos que a celebração das festas pascais acenda em nós o desejo do céu, para merecermos chegar com a alma purificada às festas da luz eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Do fogo novo acende-se o círio pascal.

 

Preparação do Círio

 

Se a mentalidade do povo o aconselhar, pode ser oportuno realçar a dignidade e o significado do círio pascal mediante alguns símbolos. Isto pode fazer-se do seguinte modo:

Depois da bênção do lume novo, um acólito ou um dos ministros apresenta o círio pascal ao celebrante, o qual, com um estilete, grava no círio uma cruz; depois grava a letra grega Alfa por cima da cruz e a letra grega Ómega por debaixo e, entre os braços da cruz, grava os quatro algarismos do ano corrente. Enquanto grava estes símbolos, diz:

 

1. Cristo, ontem e hoje

Grava a haste vertical da cruz.

 

2. Princípio e fim

Grava a haste horizontal da cruz.

 

3. Alfa

Grava o Alfa por cima da haste vertical.

 

4. e Ómega.

Grava o Ómega por debaixo da haste vertical.

 

5. A Ele pertence o tempo

Grava no ângulo superior esquerdo o primeiro algarismo do ano corrente.

 

6. e a eternidade.

Grava no ângulo superior direito o segundo algarismo do ano corrente.

 

7. A Ele a glória e o poder

Grava no ângulo inferior esquerdo o terceiro algarismo do ano corrente.

 

8. para sempre. Amen.

Grava no ângulo inferior direito o quarto algarismo do ano corrente.

 

Depois de ter gravado a cruz e os outros símbolos, o sacerdote pode colocar no círio cinco grãos de incenso, em forma de cruz, dizendo:

 

1. Pelas Suas chagas                                                   1

2. santas e gloriosas,

3. nos proteja                                                    4       2       5

4. e nos guarde

5. Cristo Senhor. Amen.                                             3

 

O sacerdote acende do lume novo o círio pascal, dizendo:

A luz de Cristo gloriosamente ressuscitado nos dissipe as trevas do coração e do espírito.

 

Estes elementos podem ser utilizados, no todo ou em parte, conforme as circunstâncias pastorais do ambiente e do lugar. Entretanto, as Conferências Episcopais também podem determinar outras formas mais adaptadas à índole dos povos.

Quando, por justas razões, não se acende o fogo, a bênção do lume será adaptada convenientemente às circunstâncias. Reunido o povo na igreja, o sacerdote dirige-se para a porta da igreja, acompanhado dos ministros com o círio pascal. O povo, na medida do possível, volta-se para o sacerdote.

Feita a saudação e a admonição, como acima no n. 8, procede-se à bênção do lume (n. 9) e, se parecer oportuno, prepara-se e acende-se o círio (nn.10-12).

 

 

Procissão

 

Monição: Precedidos e iluminados por Cristo, nossa Luz, deixemos as trevas do pecado para irmos ao encontro d'Aquele que é para nós o Caminho, a Verdade e a Vida.

 

O diácono, ou, na falta dele, o sacerdote, toma o círio pascal e, levantando-o, canta sozinho:

 

V. A luz de Cristo.     Lumen Christi

R. Graças a Deus.    Deo gratias

 

As Conferências Episcopais podem estabelecer uma aclamação mais solene.

Dirigem-se todos para a igreja, indo à frente o diácono com o círio pascal. Se se usa o incenso, o turiferário, com o turíbulo aceso, vai à frente do diácono.

À porta da igreja, o diácono pára e, levantando o círio, canta pela segunda vez:

 

V. A luz de Cristo.     Lumen Christi

R. Graças a Deus.    Deo gratias

 

Acendem então as velas do lume do círio pascal. A procissão continua; e, ao chegar junto do altar, o diácono, voltado para o povo, canta pela terceira vez:

 

V. A luz de Cristo.     Lumen Christi.

R. Graças a Deus.    Deo gratias.

 

Cântico: A Luz de Cristo, B. Salgado, NRMS 5(II)

 

E acendem-se as luzes da igreja (mas não as velas do altar: cf. n. 31).

 

 

Precónio Pascal

 

Monição: O Precónio Pascal é um cântico próprio desta Vigília. Nele se cantam as maravilhas realizadas por Deus em favor do Seu povo; nele se exprime a gratidão e a felicidade de todos aqueles que sabem que a sua «ditosa culpa» lhes trouxe tão grande Salvador.

 

Ao chegar ao altar, o sacerdote dirige-se para a sua cadeira. O diácono coloca o círio pascal no respectivo candelabro, preparado no meio do presbitério ou junto ao ambão. Em seguida, se se usa incenso, faz-se como para o Evangelho na Missa: o diácono pede a bênção ao sacerdote, que diz em voz baixa:

 

V. O Senhor esteja no teu coração e nos teus lábios, para anunciares dignamente o seu precónio pascal. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

R. Amen.

 

Se o precónio é cantado por outro que não seja diácono, omite-se esta bênção.

O diácono, ou, na sua falta, o sacerdote, depois de incensar o livro e o círio (se se usa o incenso), proclama o precónio pascal no ambão ou no púlpito, conservando-se todos de pé, com as velas acesas na mão.

O precónio pascal pode ser proclamado, se for necessário, por um cantor que não seja diácono. Nesse caso, omitirá as palavras Quapropter astantes vos (E vós, irmãos caríssimos) até ao fim do invitatório, bem como a saudação Dominus vobiscum (O Senhor esteja convosco).

O precónio pode ser cantado na forma mais breve.

Além disso, as Conferências Episcopais podem introduzir no precónio certas aclamações para serem ditas pelo povo.

As aclamações previstas pela Conferência Episcopal Portuguesa para se intercalarem no precónio pascal:

a. A luz de Cristo venceu as trevas da noite.

b. Cristo venceu o pecado e a morte.

c. Glória ao Senhor.

 

Exulte de alegria a multidão dos Anjos, exultem as assembleias celestes, ressoem hinos de glória para anunciar o triunfo de tão grande Rei. Rejubile também a terra, inundada por tão grande claridade, porque a luz de Cristo, o Rei eterno, dissipa as trevas de todo o mundo.

Alegre-se a Igreja, nossa mãe, adornada com os fulgores de tão grande luz, e ressoem neste templo as aclamações do povo de Deus.

[E vós, irmãos caríssimos, aqui reunidos para celebrar o esplendor admirável desta luz, invocai comigo a misericórdia de Deus omnipotente, para que, tendo-Se Ele dignado, sem mérito algum da minha parte, admitir-me no número dos seus ministros, infunda em mim a claridade da sua luz, para que possa celebrar dignamente os louvores deste círio].

 

 

[V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.]

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

É verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação proclamar com todo o fervor da alma e toda a nossa voz os louvores de Deus invisível, Pai omnipotente, e do seu Filho Unigénito, Jesus Cristo, nosso Senhor.

Ele pagou por nós ao eterno Pai a dívida por Adão contraída e com seu Sangue precioso apagou a condenação do antigo pecado.

 

Celebramos hoje as festas da Páscoa, em que é imolado o verdadeiro Cordeiro, cujo Sangue consagra as portas dos fiéis.

 

Esta é a noite, em que libertastes do cativeiro do Egipto os filhos de Israel, nossos pais, e os fizestes atravessar a pé enxuto o Mar Vermelho.

 

Esta é a noite, em que a coluna de fogo dissipou as trevas do pecado.

Esta é a noite, que liberta das trevas do pecado e da corrupção do mundo aqueles que hoje por toda a terra crêem em Cristo, noite que os restitui à graça e os reúne na comunhão dos Santos.

Esta é a noite, em que Cristo, quebrando as cadeias da morte, Se levanta vitorioso do túmulo. De nada nos serviria ter nascido, se não tivéssemos sido resgatados.

 

Oh admirável condescendência da vossa graça! Oh incomparável predilecção do vosso amor! Para resgatar o escravo, entregastes o Filho.

Oh necessário pecado de Adão, que foi destruído pela morte de Cristo! Oh ditosa culpa, que nos mereceu tão grande Redentor!

Oh noite bendita, única a ter conhecimento do tempo e da hora em que Cristo ressuscitou do sepulcro!

Esta é a noite, da qual está escrito: A noite brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz.

Esta noite santa afugenta os crimes, lava as culpas; restitui a inocência aos pecadores, dá alegria aos tristes; derruba os poderosos, dissipa os ódios, estabelece a concórdia e a paz.

Nesta noite de graça, aceitai, Pai santo, este sacrifício vespertino de louvor, que, na solene oblação deste círio, pelas mãos dos seus ministros Vos apresenta a santa Igreja.

Agora conhecemos o sinal glorioso desta coluna de cera, que uma chama de fogo acende em honra de Deus: esta chama que, ao repartir o seu esplendor, não diminui a sua luz; esta chama que se alimenta de cera, produzida pelo trabalho das abelhas, para formar este precioso luzeiro.

 

Oh noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!

 

Nós Vos pedimos, Senhor, que este círio, consagrado ao vosso nome, arda incessantemente para dissipar as trevas da noite; e, subindo para Vós, como suave perfume, junte a sua claridade à das estrelas do céu. Que ele brilhe ainda quando se levantar o astro da manhã, aquele astro que não tem ocaso: Jesus Cristo vosso Filho, que, ressuscitando de entre os mortos, iluminou o género humano com a sua luz e a sua paz e vive glorioso pelos séculos dos séculos.

 

R. Amen.

 

Segunda parte

Liturgia da Palavra

 

Nesta Vigília, mãe de todas as vigílias, propõem-se nove leituras: sete do Antigo Testamento e duas (Epístola e Evangelho) do Novo Testamento.

Por motivos de ordem pastoral, pode reduzir-se o número de leituras do Antigo Testamento. Mas tenha-se sempre em conta que a leitura da palavra de Deus é parte fundamental desta Vigília Pascal. Lêem-se pelo menos três leituras do Antigo Testamento, ou, em casos muito especiais, pelo menos duas. Nunca se deve omitir a leitura do cap. 14 do Êxodo.

Todos os presentes apagam as suas velas e se sentam. Antes de se iniciarem as leituras, o sacerdote dirige ao povo uma breve admonição, com estas palavras ou outras semelhantes:

 

Irmãos caríssimos:

Depois de iniciarmos solenemente esta Vigília, ouçamos agora, de coração tranquilo, a palavra de Deus. Meditemos como Deus outrora salvou o seu povo e como, na plenitude dos tempos, enviou Jesus Cristo, nosso Salvador. Oremos para que Deus realize esta obra pascal de salvação e seja consumada a redenção do mundo.

 

Seguem-se as leituras. O leitor vai ao ambão e faz a primeira leitura. Seguidamente o salmista ou cantor diz o salmo, a que o povo responde com o refrão. Depois todos se levantam; o sacerdote diz Oremos e todos oram em silêncio durante alguns momentos; o sacerdote diz então a oração colecta.

Em vez do salmo responsorial, pode guardar-se um tempo de silêncio sagrado; neste caso, omite-se a pausa depois do Oremos.

 

 

Monição às leituras do Antigo Testamento

 

Depois de proclamado o Precónio Pascal, a Igreja convida-nos a escutar atentamente a Palavra de Deus.

Começando pelo Antigo Testamento, as leituras bíblicas vão-nos recordar uma vez mais a presença fiel de Deus junto dos homens, com os quais constrói a História da Salvação. Deus, desejando a redenção de toda a humanidade, começou por escolher um povo, com quem estabeleceu uma Aliança e a quem fez as Suas promessas, as quais se foram realizando ao longo dos tempos até atingir a plenitude em Jesus Cristo.

 

Primeira Leitura

 

* O texto que está entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido

 

*Forma longa: Génesis 1, 1 – 2, 2        Forma breve: Génesis 1, 1.26-31a

No princípio, Deus criou o céu e a terra. [A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a superfície do abismo e o espírito de Deus pairava sobre as águas. Disse Deus: «Faça-se a luz». E a luz apareceu. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou ‘dia’ à luz e ‘noite’ às trevas. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: era o primeiro dia. Disse Deus: «Haja um firmamento no meio das águas, para as manter separadas umas das outras». Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das águas que estavam por cima dele. E ao firmamento chamou ‘céu’. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o segundo dia. Disse Deus: «Juntem-se as águas que estão debaixo do firmamento num só lugar e apareça a terra seca». E assim sucedeu. À parte seca Deus chamou ‘terra’ e ‘mar’ ao conjunto das águas. E Deus viu que isto era bom. Disse Deus: «Cubra-se a terra de verdura: ervas que dêem sementes e árvores de fruto, que produzam sobre a terra frutos com a sua semente, segundo a própria espécie». E assim sucedeu. A terra produziu verdura: erva que produz semente, segundo a sua espécie, e árvores que dão frutos com a sua semente, segundo a própria espécie. Deus viu que isto era bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o terceiro dia. Disse Deus: «Haja luzeiros no firmamento do céu, para distinguirem o dia da noite e servirem de sinais para as festas, os dias e os anos, para que brilhem no firmamento do céu e iluminem a terra». E assim sucedeu. Deus fez dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia e o menor para presidir à noite; e fez também as estrelas. Deus colocou-os no firmamento do céu para iluminarem a terra, para presidirem ao dia e à noite e separarem a luz das trevas. Deus viu que isto era bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quarto dia. Disse Deus: «Povoem as águas inúmeros seres vivos e voem as aves na terra sob o firmamento do céu». Deus criou os monstros marinhos e todos os seres vivos que se movem nas águas, segundo as suas espécies, e todos os animais voadores, segundo as suas espécies. Deus viu que isto era bom; e abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos, enchei as águas dos mares e multipliquem-se as aves sobre a terra». Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quinto dia. Disse Deus: «Produza a terra seres vivos, segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies». E assim sucedeu. Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos, segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra, segundo as suas espécies. Deus viu que isto era bom.] Disse Deus: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre os animais selvagens e sobre todos os répteis que rastejam pela terra». Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus. Ele o criou homem e mulher. Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem na terra». Disse Deus: «Dou-vos todas as plantas com semente que existem em toda a superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todos os seres vivos que se movem na terra dou as plantas verdes como alimento». E assim sucedeu. Deus viu tudo o que tinha feito: era tudo muito bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia. Assim se completaram o céu e a terra e tudo o que eles contêm. Deus concluiu, no sétimo dia, a obra que fizera e, no sétimo dia, descansou do trabalho que tinha realizado.

 

Salmo Responsorial    Salmo 103 (104),1-2a.5-6.10.12.13-14.24.35c (R. cf. 30)

 

Refrão:        Enviai, Senhor, o vosso espírito

                     e renovai a face da terra.

 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor.

Senhor, meu Deus, como sois grande!

Revestido de esplendor e majestade,

envolvido em luz como num manto!

 

Fundastes a terra sobre alicerces firmes:

não oscilará por toda a eternidade.

Vós a cobristes com o manto do oceano,

por sobre os montes pousavam as águas.

 

Transformais as fontes em rios

que correm entre as montanhas.

Nas suas margens habitam as aves do céu;

por entre a folhagem fazem ouvir o seu canto.

 

Com a chuva regais os montes,

encheis a terra com o fruto das vossas obras.

Fazeis germinar a erva para o gado

e as plantas para o homem, que tira o pão da terra.

 

Como são grandes as vossas obras!

Tudo fizestes com sabedoria:

a terra está cheia das vossas criaturas.

Glória a Deus para sempre.

 

Oremos.

Senhor nosso Deus, que de modo admirável criastes o homem

e de modo mais admirável o redimistes,

dai-nos a graça de resistir às seduções do pecado

com a sabedoria do espírito,

para merecermos chegar às alegrias eternas.

Por Nosso Senhor...

 

Segunda Leitura

 

* O texto que está entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido

 

*Forma longa: Génesis 22, 1-18                          Forma breve: Génesis 22, 1-2.9a.10-13.15-18

Naqueles dias, Deus quis pôr à prova Abraão e chamou-o: «Abraão!» Ele respondeu: «Aqui estou». Deus disse: «Toma o teu filho, o teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriá, onde o oferecerás em holocausto, num dos montes que Eu te indicar». [Abraão levantou-se de manhã cedo, aparelhou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e o seu filho Isaac. Cortou a lenha para o holocausto e pôs-se a caminho do local que Deus lhe indicara. Ao terceiro dia, Abraão ergueu os olhos e viu de longe o local. Disse então aos servos: «Ficai aqui com o jumento. Eu e o menino iremos além fazer adoração e voltaremos para junto de vós». Abraão apanhou a lenha do holocausto e pô-la aos ombros do seu filho Isaac. Depois, tomou nas mãos o fogo e o cutelo e seguiram juntos o caminho. Isaac disse a Abraão: «Meu pai». Ele respondeu: «Que queres, meu filho?» Isaac prosseguiu: «Temos aqui fogo e lenha; mas onde está o cordeiro para o holocausto?» Abraão respondeu: «Deus providenciará o cordeiro para o holocausto, meu filho». E continuaram juntos o caminho.] Quando chegaram ao local designado por Deus, Abraão levantou um altar e colocou a lenha sobre ele, [atou seu filho Isaac e pô-lo sobre o altar, em cima da lenha.] Depois, estendendo a mão, puxou do cutelo para degolar o filho. Mas o Anjo do Senhor gritou-lhe do alto do Céu: «Abraão, Abraão!» «Aqui estou, Senhor», respondeu ele. O Anjo prosseguiu: «Não levantes a mão contra o menino, não lhe faças mal algum. Agora sei que na verdade temes a Deus, uma vez que não Me recusaste o teu filho, o teu filho único». Abraão ergueu os olhos e viu atrás de si um carneiro, preso pelos chifres num silvado. Foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto, em vez do filho. Abraão deu ao local este nome: «O Senhor providenciará». E ainda hoje se diz: «Sobre a colina o Senhor providenciará». O Anjo do Senhor chamou Abraão, do Céu, pela segunda vez, e disse-lhe: «Por Mim próprio te juro ― oráculo do Senhor ― já que assim procedeste, e não Me recusaste o teu filho, o teu filho único, abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu e como a areia que está nas praias do mar, e a tua descendência conquistará as portas das cidades inimigas. Porque obedeceste à minha voz, na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra».

 

Salmo Responsorial    Êxodo 15, 1-2.3-4.5-6.17-18 (R. 1a)

 

Refrão:        Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória.

 

Ou:               Deus fez maravilhas: o seu nome é Senhor.

 

Cantarei ao Senhor, que fez brilhar a sua glória:

precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro.

O Senhor é a minha força e a minha protecção:

a Ele devo a minha liberdade.

 

Ele é o meu Deus: eu O exalto;

Ele é o Deus de meu pai: eu O glorifico.

O Senhor é um guerreiro, Omnipotente é o seu nome;

precipitou no mar os carros do Faraó e o seu exército.

 

Os seus melhores combatentes afogaram-se no Mar Vermelho,

foram engolidos pelas ondas, caíram como pedra no abismo.

A vossa mão direita, Senhor, revelou a sua força,

a vossa mão direita, Senhor, destroçou o inimigo.

 

Levareis o vosso povo e o plantareis na vossa montanha,

na morada segura que fizestes, Senhor,

no santuário que vossas mãos construíram.

O Senhor reinará pelos séculos dos séculos.

 

Oremos.

Senhor nosso Deus, que iluminastes com a luz do Novo Testamento

as maravilhas operadas nos tempos antigos,

revelando no Mar Vermelho a imagem da fonte baptismal

e no povo libertado da escravidão do Egipto os mistérios do povo cristão,

fazei que todos os homens, elevados pela fé à dignidade de povo escolhido,

se tornem em Cristo nova criação pela graça do vosso Espírito.

Por Nosso Senhor....

 

Terceira Leitura

 

Êxodo 14, 15-31; 15, 1

 

Naqueles dias, disse o Senhor a Moisés: «Porque estás a bradar por Mim? Diz aos filhos de Israel que se ponham em marcha. E tu ergue a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel entrem nele a pé enxuto. Entretanto, vou permitir que se endureça o coração dos egípcios, que hão-de perseguir os filhos de Israel. Manifestarei então a minha glória, triunfando do Faraó, de todo o seu exército, dos seus carros e dos seus cavaleiros. Os egípcios reconhecerão que Eu sou o Senhor, quando Eu manifestar a minha glória, vencendo o Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros». O Anjo de Deus, que seguia à frente do acampamento de Israel, deslocou-se para a retaguarda. A coluna de nuvem que os precedia veio colocar-se atrás do acampamento e postou-se entre o campo dos egípcios e o de Israel. A nuvem era tenebrosa de um lado e do outro iluminava a noite, de modo que, durante a noite, não se aproximaram uns dos outros. Moisés estendeu a mão sobre o mar e o Senhor fustigou o mar, durante a noite, com um forte vento de leste. O mar secou e as águas dividiram-se. Os filhos de Israel penetraram no mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam muralha à direita e à esquerda. Os egípcios foram atrás deles: todos os cavalos do Faraó, os seus carros e cavaleiros os seguiram pelo mar dentro.

Na vigília da manhã, o Senhor olhou da coluna de fogo e da nuvem para o acampamento dos egípcios e lançou nele a confusão. Bloqueou as rodas dos carros, que só dificilmente conseguiam avançar. Então os egípcios disseram: «Fujamos dos israelitas, que o Senhor combate por eles contra os egípcios». O Senhor disse a Moisés: «Estende a mão sobre o mar e as águas precipitar-se-ão sobre os egípcios, sobre os seus carros e os seus cavaleiros». Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar retomou o seu nível normal, quando os egípcios fugiam na sua direcção. E o Senhor precipitou-os no meio do mar. As águas refluíram e submergiram os carros, os cavaleiros e todo o exército do Faraó, que tinham entrado no mar, atrás dos filhos de Israel. Nem um só escapou. Mas os filhos de Israel tinham andado pelo mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam muralha à direita e à esquerda. Nesse dia, o Senhor salvou Israel das mãos dos egípcios e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar. Viu também o grande poder que o Senhor exercera contra os egípcios, e o povo temeu o Senhor, acreditou n'Ele e em seu servo Moisés. Então Moisés e os filhos de Israel cantaram este hino em honra do Senhor: «Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória, precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro».

 

Salmo Responsorial    Êxodo 15, 1-2.3-4.5-6.17-18 (R. 1a)

 

Refrão:        Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória.

 

Ou:               Deus fez maravilhas: o seu nome é Senhor.

 

Cantarei ao Senhor, que fez brilhar a sua glória:

precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro.

O Senhor é a minha força e a minha protecção:

a Ele devo a minha liberdade.

 

Ele é o meu Deus: eu O exalto;

Ele é o Deus de meu pai: eu O glorifico.

O Senhor é um guerreiro, Omnipotente é o seu nome;

precipitou no mar os carros do Faraó e o seu exército.

 

Os seus melhores combatentes afogaram-se no Mar Vermelho,

foram engolidos pelas ondas, caíram como pedra no abismo.

A vossa mão direita, Senhor, revelou a sua força,

a vossa mão direita, Senhor, destroçou o inimigo.

 

Levareis o vosso povo e o plantareis na vossa montanha,

na morada segura que fizestes, Senhor,

no santuário que vossas mãos construíram.

O Senhor reinará pelos séculos dos séculos.

 

Oremos.

Senhor nosso Deus, que iluminastes com a luz do Novo Testamento

as maravilhas operadas nos tempos antigos,

revelando no Mar Vermelho a imagem da fonte baptismal

e no povo libertado da escravidão do Egipto os mistérios do povo cristão,

fazei que todos os homens, elevados pela fé à dignidade de povo escolhido,

se tornem em Cristo nova criação pela graça do vosso Espírito.

Por Nosso Senhor....

 

 

Quarta Leitura

 

Ezequiel 36, 16-17a.18-28

 

A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: «Filho do homem, quando os da casa de Israel habitavam na sua terra, mancharam-na com o seu proceder e as suas obras. Fiz-lhes então sentir a minha indignação, por causa do sangue que haviam derramado no país e dos ídolos com que o tinham profanado. Dispersei-os entre as nações, espalhei-os entre os outros povos; julguei-os segundo o seu proceder e as suas obras. Em todas as nações para onde foram, profanaram o meu santo nome; e por isso se dizia deles: 'São o povo do Senhor: tiveram de deixar a sua terra'. Quis então salvar a honra do meu santo nome, que a casa de Israel profanara entre as nações para onde tinha ido. Por isso, diz à casa de Israel: Assim fala o Senhor Deus: Não faço isto por causa de vós, israelitas, mas por causa do meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes. E as nações reconhecerão que Eu sou o Senhor – oráculo do Senhor Deus – quando a seus olhos Eu manifestar a minha santidade, a vosso respeito. Então retirar-vos-ei de entre as nações, reunir-vos-ei de todos os países, para vos restabelecer na vossa terra. Derramarei sobre vós água pura e ficareis limpos de todas as imundícies; e purificar-vos-ei de todos os falsos deuses. Dar-vos-ei um coração novo e infundirei em vós um espírito novo. Arrancarei do vosso peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Infundirei em vós o meu espírito e farei que vivais segundo os meus preceitos, que observeis e ponhais em prática as minhas leis. Habitareis na terra que dei a vossos pais; sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus».

 

Salmo Responsorial    Salmo 41(42), 2-5.5; 42 (43), 3-4 (R. 41(42), 2)

 

Refrão:        Como suspira o veado pelas correntes das águas,

                     assim minha alma suspira por Vós, Senhor.

 

Ou:               Como o veado em busca das águas,

                     assim, ó Deus, a minha alma Vos deseja.

 

Como suspira o veado pelas correntes das águas,

assim minha alma suspira por Vós, Senhor.

Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo:

Quando irei contemplar a face de Deus?

 

A minha alma estremece ao recordar

quando passava em cortejo para o templo do Senhor,

entre as vozes de louvor e de alegria

da multidão em festa.

 

Enviai a vossa luz e verdade,

sejam elas o meu guia e me conduzam

à vossa montanha santa

e ao vosso santuário.

 

E eu irei ao altar de Deus,

a Deus que é a minha alegria.

Ao som da cítara Vos louvarei,

Senhor, meu Deus.

 

Oremos. Senhor nosso Deus, poder imutável e luz sem ocaso,

olhai com bondade para a vossa Igreja,

sacramento da nova aliança, e confirmai na paz,

segundo os vossos desígnios eternos, a obra da salvação humana,

para que todo o mundo veja e reconheça como o abatido se levanta,

o envelhecido se renova e tudo volta à sua integridade original,

por meio d'Aquele que é o princípio de todas as coisas,

Jesus Cristo vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Ou, se houver catecúmenos a baptizar

 

Oremos.

Deus eterno e omnipotente,

estai presente neste mistério do vosso amor

e enviai o Espírito de adopção para renovar

aqueles que vão nascer pela água do Baptismo,

de modo que a acção do nosso humilde ministério

se torne eficaz pela intervenção do vosso poder.

Por Nosso Senhor...

 

Depois da última leitura do Antigo Testamento com o salmo responsorial e a oração correspondente, acendem-se as velas do altar. O sacerdote entoa o hino Glória a Deus nas alturas (Gloria in excelsis Deo), que é cantado por todos. Tocam-se os sinos, conforme os costumes locais.

Terminado o hino, o sacerdote diz a oração colecta, na forma habitual:

 

Oremos.

Deus de infinita bondade,

que fazeis resplandecer esta sacratíssima noite

com a glória da Ressurreição do Senhor,

renovai na vossa Igreja o Espírito da adopção filial,

para que, renovados no corpo e na alma,

nos entreguemos plenamente ao vosso serviço.

Por Nosso Senhor...

 

Monição às leituras do Novo Testamento

 

O Antigo Testamento foi um tempo longo de preparação para o advento de Cristo, o Messias Libertador. Depois de Deus ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos agora através de Seu Filho, que veio ao mundo para estabelecer a Aliança definitiva entre Deus e o homem.

Esta Aliança já não se limita a um só povo, mas está aberta aos homens de todos os tempos. O Baptismo será, pois, o grande sinal da Aliança eterna de Deus com o Seu povo, em que nos é concedida uma nova vida em Cristo, renascida da água e do Espírito.

 

Quinta Leitura

 

Romanos 6, 3-11

Irmãos: 3Todos nós que fomos baptizados em Cristo fomos baptizados na sua morte. 4Fomos sepultados com Ele pelo Baptismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova. 5Se, na verdade, estamos totalmente unidos a Cristo por morte semelhante à sua, também o estaremos por uma ressurreição semelhante à sua. 6Bem sabemos que o nosso homem velho foi crucificado com Cristo, para que fosse destruído o corpo do pecado e não mais fôssemos escravos dele. 7Quem morreu está livre do pecado. 8Se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos, 9sabendo que, uma vez ressuscitado dos mortos, Cristo já não pode morrer, a morte já não tem domínio sobre Ele. 10Porque na morte que sofreu, Cristo morreu para o pecado de uma vez para sempre; mas a sua vida é uma vida para Deus. 11Assim vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus.

 

Esta leitura resume o tema central da Vigília Pascal: a passagem da morte à vida em Cristo e em nós pelo Baptismo. A nossa Páscoa é a transposição deste mistério da Morte e Ressurreição de Cristo para a nossa própria vida.

3-4 S. Paulo faz apelo à simbologia do Baptismo por imersão: o facto de ser imergido para dentro da água representa a morte e sepultura; o emergir da água, já tornado «nova criatura», significa a ressurreição, a nova vida divina. S. Paulo, ao dizer que nós «fomos baptizados na sua morte», quer dizer que nos unimos pelo Baptismo tão intimamente à morte de Cristo, destruidora de todo o pecado, que também nós morremos para o pecado, a tal ponto que este já não deve dominar mais a nossa vida. A nossa vida tem que ser uma vida de ressuscitados: «vivos para Deus, em Cristo Jesus» (v. 11). Mas nós não somos uns meros beneficiários, estranhos ao mistério pascal de Cristo: a nossa nova vida é uma vida em Cristo Jesus, pois estamos incorporados n’Ele pela fé e pelo amor, feitos membros do seu Corpo, sendo Ele a Cabeça. É assim que S. Paulo pode dizer: «Já não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim» (Gal 2, 20)

 

Terminada a leitura da Epístola, todos se levantam.

O sacerdote entoa solenemente o Aleluia, que todos repetem. O salmista ou um cantor canta o salmo e o povo responde cantando Aleluia.

Se for necessário, o próprio salmista, em vez do sacerdote, entoa o Aleluia.

 

Salmo Responsorial    Salmo 117 (118), 1-2.16ab-17.22-23 (R. Aleluia)

 

Refrão:        Aleluia. Aleluia. Aleluia.

 

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,

porque é eterna a sua misericórdia.

Diga a casa de Israel:

é eterna a sua misericórdia.

 

A mão do Senhor fez prodígios,

a mão do Senhor foi magnífica.

Não morrerei, mas hei-de viver

para anunciar as obras do Senhor.

 

A pedra que os construtores rejeitaram

tornou-se pedra angular.

Tudo isto veio do Senhor:

é admirável aos nossos olhos.

 

Para a proclamação do Evangelho não se levam círios, mas apenas incenso, se este se usar.

 

 

 

 

Evangelho

 

São Marcos 16, 1-7

1Depois de passar o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem embalsamar Jesus. 2E no primeiro dia da semana, partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol. 3Diziam umas às outras: «Quem nos irá revolver a pedra da entrada do sepulcro?» 4Mas, olhando, viram que a pedra já fora revolvida; e era muito grande. 5Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado do lado direito, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. 6Mas ele disse-lhes: «Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou: não está aqui. Vede o lugar onde O tinham depositado. 7Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse».

 

O relato de Marcos, muito semelhante ao de Mateus, é dotado de mais frescor e espontaneidade. As pequenas divergências não envolvem contradição, antes põem em evidência a peculiaridade de cada evangelista e as suas próprias perspectivas. O facto de não se tratar dum texto unificado joga a favor da autenticidade. Caso não correspondesse à verdade dos factos, uma «mentira» tão monstruosa teria de ter sido mais bem urdida, para se impor, além de que não se lembrariam de apresentar as mulheres como testemunhas, quando entre os judeus o seu testemunho não tinha valor. Marcos diz que as Santas Mulheres «não disseram nada a ninguém, porque tinham medo» (v. 8b, suprimido na leitura), ao passo que Mateus afirma que «elas saíram à pressa do sepulcro com medo e com grande alegria e correram a dar a notícia aos discípulos» (Mt 28, 8), o que parece ser uma generalização que tem em conta a aparição de Jesus a elas, logo a seguir (Mt, 28, 9; cf. Mc 16, 9-11). Com efeito, é evidente que os evangelistas não pretenderam dar-nos um filme do que aconteceu naquela primeira manhã de Páscoa. A espontaneidade e a liberdade ao referir o acontecimento é mais um apreciável sinal de historicidade.

1 «Depois de passar o sábado»: Embora a unção do cadáver não fosse coisa proibida em dia de sábado, já não era assim a compra dos perfumes e uma caminhada de mais de mil passos, o que deve ter levado a adiar este obséquio para o primeiro dia da semana.

7 «Ide dizer aos seus discípulos e a Pedro». A referência particular a Pedro dever-se-á, mais do que à sua preponderância entre os companheiros, a uma delicadeza de Jesus para com o discípulo que O negara e que não cessaria de chorar amargamente o seu pecado (cf. Mc 14, 72). Não deixa de ser interessante que só Marcos refira este pormenor; o «intérprete de Pedro» fixou-o certamente por lho ter ouvido contar como algo que o terá impressionado vivamente; e isto tem tanto mais valor, quanto é certo que Marcos costuma omitir os pormenores honrosos para Pedro, que por humildade ele omitiria na sua pregação.

N.B. – No domingo de Páscoa podem ver-se mais comentários sobre a Ressurreição, especialmente nas notas ao Evangelho.

 

Sugestões para a homilia

 

• Deus é fiel ao Seu Amor por nós

Tudo criou por nosso amor

Libertou-nos da escravidão do pecado

Purifica-nos das nossas manchas

• Renovemos a nossa fidelidade

Sigamos os passos de Cristo

Com Ele ressuscitaremos

Sejamos fiéis ao Baptismo

 

1. Deus é fiel ao Seu Amor por nós

 

a) Tudo criou por nosso amor. «No princípio, Deus criou o céu e a terra

Deus manifesta a Sua infinita sabedoria e omnipotência na criação. Mas nela nos manifesta igualmente o Amor a cada um de nós.

Todo o universo foi criado para servir e ajudar o homem e levá-lo a conhecer o seu Senhor e Criador.

Se a grandeza do universo criado nos deixa mudos de espanto, pela sua grandeza e perfeição, de igual modo a perfeição das coisas criadas no pormenor nos maravilha.

As aves com os seus gorjeios e flores com a sinfonia das suas cores manifestam-nos a uma alegria permanente.

Só o homem, diante de tanta beleza e maravilha é resmungão e mal-agradecido e poucas vezes ou nunca se lembra de dizer um “muito obrigado” ao Senhor que o mimou com tanta beleza.

 

b) Libertou-nos da escravidão do pecado. «Naqueles dias, disse o Senhor a Moisés: «[...]  Diz aos filhos de Israel que se ponham em marcha. E tu ergue a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel entrem nele a pé enxuto

Uma vez caído na escravidão do demónio pelo pecado dos nossos primeiros pais, Deus enviou um Redentor para lhe oferecer a libertação.

Esta conquista da liberdade está figurada no Antigo Testamento pela libertação do Povo de Deus da escravidão do Egipto. Todo aquele povo, constituído por cerca de seiscentas mil pessoas, atravessou o Mar Vermelho a pé enchuto, escapando à perseguição do faraó com o seu exército.

Também nós fomos libertados da escravidão do demónio passando através das águas do Baptismo para a liberdade de filhos de Deus.

 

c) Purifica-nos das nossas manchas. «Derramarei sobre vós água pura e ficareis limpos de todas as imundícies; e purificar-vos-ei de todos os falsos deuses. Dar-vos-ei um coração novo e infundirei em vós um espírito novo

Nesta caminhada longa caminhada pelo deserto, para a Terra da Promissão que é o Céu, à semelhança do que aconteceu com os Hebreus, também nós ofendemos a Deus.

Ele alimenta-nos com o maná da Eucaristia, ilumina-nos na noite das nossas dúvidas com a Sua Palavra e mata a nossa sede com os sacramentos da Sua e nossa Igreja.

Deixou ao nosso alcance a confissão sacramental que nos consegue o regresso à intimidade de filhos de Deus, quantas vezes quisermos aproveitar esta ajuda.

Pelo Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, vai modelando o nosso coração, de tal modo que se cumpre a promessa do profeta Ezequiel: «Arrancarei do vosso peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Infundirei em vós o meu espírito e farei que vivais segundo os meus preceitos, que observeis e ponhais em prática as minhas leis

 

2. Renovemos a nossa fidelidade

 

a) Sigamos os passos de Cristo. «Fomos sepultados com Ele pelo Baptismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova

Depois de tudo o que fez por nós, O Senhor pede-nos apenas que nos deixeis guiar por Ele até à felicidade eterna. Ele quer sentar-nos à Sua mesa, para sempre, no Céu.

Para o conseguirmos, temos apenas de nos deixar guiar por Jesus Cristo Morto e Ressuscitado, seguindo os Seus passos com fidelidade.

Toda a vida de Cristo se resume em fazer a vontade do Pai com divina fidelidade.

Para nós, a vontade do Pai está manifesta nos Dez Mandamentos da Lei de Deus.

Podemos e devemos recomeçar o caminho sem desânimo, todas as vezes que for preciso.

 

b) Com Ele ressuscitaremos. «Mas ele disse-lhes: “Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou: não está aqui.”»

Jesus levantou-Se da morte e do sepulcro resplandecente de glória, na manhã da Ressurreição.

Nesta vida, nós ressuscitamos todas as vezes que passamos do pecado à graça, ou, vivendo já na graça de Deus, damos um passo em frente no caminho da fidelidade.

No fim do mundo também o nosso corpo, À semelhança do que aconteceu com Jesus Cristo, há-de sair glorioso da terra para a bem aventurança eternal no Céu.

A Quaresma não foi para nós um tempo diferente para depois voltarmos à mesma vida de tibieza e pecado, mas um passo decisivo dado em frente, com vontade de não voltar atrás.

Pode acontecer-nos como às santas mulheres: elas não contavam nada com a Ressurreição de Jesus. Por isso, compraram um novo lençol e levavam perfumes para o ungir, deixando-O, depois, morto para sempre no túmulo. Tiveram uma surpresa maravilhosa com as palavras do Anjo.

Também nós somos tentados nesta hora a não acreditar na nossa transformação em Cristo pela emenda dos nossos pecados e defeitos.

Tenhamos confiança. Ele ajudará a nossa boa vontade.

 

c) Sejamos fiéis ao Baptismo. «Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse

Nesta noite, o Senhor Ressuscitado convida-nos a renovar a nossa fidelidade às promessas do Baptismo, a renúncia ao demónio e ao pecado, procurando viver iluminados pela fé.

A fidelidade à palavra, ao compromisso, é um suporte indispensável da sociedade em que vivemos. Como se poderia viver, se não pudéssemos confiar na palavra de nenhuma pessoa?

Enquanto estamos na terra, somos chamados a guardar fidelidade ao amor, aos compromissos de trabalho e a outros compromissos normais da vida de cada dia.

Dentro de momentos, na presença do Senhor Ressuscitado que nos sorri, procuremos responder com sincera firmeza: Sim, renuncio! Sim, Creio!

Que Nossa Senhora nos assista, para que sejamos fiéis ao nosso compromisso.

 

Fala o Santo Padre

 

« A escuridão dissipou-se quando Jesus ressuscita do sepulcro e Se torna, Ele mesmo, pura luz de Deus.

A vida é mais forte que a morte. O bem é mais forte que o mal.

O amor é mais forte que o ódio. A verdade é mais forte que a mentira. »

 

Queridos irmãos e irmãs!

A Páscoa é a festa da nova criação. Jesus ressuscitou e nunca mais morre. Arrombou a porta que dá para uma nova vida, que já não conhece doença nem morte. Assumiu o homem no próprio Deus. «A carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus»: dissera São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (15, 50). E todavia Tertuliano, escritor eclesiástico do século III, a propósito da ressurreição de Cristo e da nossa ressurreição, não temera escrever: «Tende confiança, carne e sangue! Graças a Cristo, adquiristes um lugar no Céu e no Reino de Deus» (CCL II, 994). Abriu-se uma nova dimensão para o homem. A criação tornou-se maior e mais vasta. A Páscoa é o dia duma nova criação, mas por isso mesmo, neste dia, a Igreja começa a liturgia apresentando-nos a criação antiga, para aprendermos a compreender bem a nova. E assim, na Vigília Pascal, a Liturgia da Palavra começa pela narração da criação do mundo. A propósito desta e no contexto da liturgia deste dia, são particularmente importantes duas coisas. Em primeiro lugar, a criação é apresentada como uma totalidade da qual faz parte o fenómeno do tempo. Os sete dias são imagem duma totalidade que se desenvolve no tempo, aparecendo os dias ordenados até ao sétimo, o dia da liberdade de todas as criaturas para Deus e de umas para as outras. Por conseguinte, a criação está orientada para a comunhão entre Deus e a criatura; a criação existe para que haja um espaço de resposta à glória imensa de Deus, um encontro de amor e liberdade. Em segundo lugar, na Vigília Pascal, a Igreja fixa a atenção sobretudo na primeira frase da narração da criação: «Deus disse: “Faça-se a luz”!» (Gn 1, 3). Emblematicamente, a narração da criação começa pela criação da luz. O sol e a lua são criados somente no quarto dia. A narração da criação designa-os como fontes de luz, que Deus colocou no firmamento do céu. Deste modo, priva-os propositalmente do caráter divino que as grandes religiões lhes tinham atribuído. Não! Não são deuses de modo algum; são corpos luminosos, criados pelo único Deus. Entretanto já os precedera a luz, pela qual a glória de Deus se reflete na natureza do ser que é criado.

Que pretende a narração da criação dizer com isto? A luz torna possível a vida; torna possível o encontro; torna possível a comunicação; torna possível o conhecimento, o acesso à realidade, à verdade. E, tornando possível o conhecimento, possibilita a liberdade e o progresso. O mal esconde-se. Por conseguinte, a luz aparece também como expressão do bem, que é luminosidade e cria luminosidade. É de dia que podemos trabalhar. O fato de Deus ter criado a luz significa que Ele criou o mundo como espaço de conhecimento e de verdade, espaço de encontro e de liberdade, espaço do bem e do amor. A matéria-prima do mundo é boa; o próprio ser é bom. E o mal não vem do ser que é criado por Deus, mas existe só em virtude da sua negação. É o «não».

Na Páscoa, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Deus disse novamente: «Faça-se a luz!». Antes tinham vindo a noite do Monte das Oliveiras, o eclipse solar da paixão e morte de Jesus, a noite do sepulcro. Mas, agora, é de novo o primeiro dia; a criação recomeça inteiramente nova. «Faça-se a luz!»: disse Deus. «E a luz foi feita». Jesus ressuscita do sepulcro. A vida é mais forte que a morte. O bem é mais forte que o mal. O amor é mais forte que o ódio. A verdade é mais forte que a mentira. A escuridão dos dias anteriores dissipou-se no momento em que Jesus ressuscita do sepulcro e Se torna, Ele mesmo, pura luz de Deus. Isto, porém, não se refere somente a Ele, nem se refere apenas à escuridão daqueles dias. Com a ressurreição de Jesus, a própria luz é novamente criada. Ele atrai-nos a todos, levando-nos atrás de Si para a nova vida da ressurreição e vence toda a forma de escuridão. Ele é o novo dia de Deus, que vale para todos nós.

Mas isto, como pode acontecer? Como é possível chegar tudo isto até nós, de tal modo que não se reduza a meras palavras, mas se torne uma realidade que nos envolve? Por meio do sacramento do Batismo e da profissão da fé, o Senhor construiu uma ponte até nós, pela qual o novo dia nos alcança. No Batismo, o Senhor diz a quem o recebe: Fiat lux – faça-se a luz. O novo dia, o dia da vida indestrutível chega também a nós. Cristo toma-te pela mão. Daqui para a frente, serás sustentado por Ele e assim entrarás na luz, na vida verdadeira. Por isso, a Igreja antiga designou o Batismo como «photismos – iluminação».

Porquê? A escuridão que verdadeiramente ameaça o homem é o fato de que ele é, na verdade, capaz de ver e investigar as coisas palpáveis, materiais, mas não vê para onde vai o mundo e donde o mesmo venha; para onde vai a sua própria vida; o que é o bem e o que é o mal. Esta escuridão acerca de Deus e a escuridão acerca dos valores são a verdadeira ameaça para a nossa existência e para o mundo em geral. Se Deus e os valores, a diferença entre o bem e o mal permanecem na escuridão, então todas as outras iluminações, que nos dão um poder verdadeiramente incrível, deixam de constituir somente progressos, mas passam a ser simultaneamente ameaças que nos põem em perigo a nós e ao mundo. Hoje podemos iluminar as nossas cidades de modo tão deslumbrante que as estrelas do céu deixam de ser visíveis. Porventura não temos aqui uma imagem da problemática que toca o nosso ser iluminado? Nas coisas materiais, sabemos e podemos incrivelmente tanto, mas naquilo que está para além disto, como Deus e o bem, já não o conseguimos individuar. Para isto serve a fé, que nos mostra a luz de Deus, a verdadeira iluminação: aquela é uma irrupção da luz de Deus no nosso mundo, uma abertura dos nossos olhos à verdadeira luz.

Por fim, queridos amigos, queria ainda acrescentar um pensamento sobre a luz e a iluminação. Na Vigília Pascal, a noite da nova criação, a Igreja apresenta o mistério da luz com um símbolo muito particular e humilde: o círio pascal. Trata-se de uma luz que vive em virtude do sacrifício: a vela ilumina, consumindo-se a si mesma; dá luz, dando-se a si mesma. Este é um modo maravilhoso de representar o mistério pascal de Cristo, que Se dá a Si mesmo e assim dá a grande luz. Uma segunda idéia, que a reflexão sobre luz da vela nos sugere, deriva do fato de a mesma ser fogo. Ora, o fogo é força que plasma o mundo, poder que transforma; e o fogo dá calor. E aqui se torna novamente visível o mistério de Cristo: Ele, a luz, é fogo; é chama que queima o mal, transformando assim o mundo e a nós mesmos. «Quem está perto de Mim, está perto do fogo»: assim reza um dito de Jesus, que nos foi transmitido por Orígenes. E este fogo é ao mesmo tempo calor: não uma luz fria, mas uma luz na qual vêm ao nosso encontro o calor e a bondade de Deus.

O Precónio, o grande hino que o diácono canta ao início da Liturgia Pascal, de modo muito discreto chama a nossa atenção ainda para outro aspecto. Lembra-nos que o material do círio se fica a dever, em primeiro lugar, ao trabalho das abelhas; e, assim, entra em cena a criação inteira. No círio, a criação torna-se portadora de luz. Mas, segundo o pensamento dos Padres, temos aí também uma alusão implícita à Igreja. Nesta, a cooperação da comunidade viva dos fiéis é parecida com o trabalho das abelhas; constrói a comunidade da luz. Assim podemos ver, no círio, também um apelo dirigido a nós mesmos e à nossa comunhão com a comunidade da Igreja, que existe para que a luz de Cristo possa iluminar o mundo.

Neste momento, peçamos ao Senhor que nos faça sentir a alegria da sua luz, de modo que nós mesmos nos tornemos portadores da sua luz, para que, através da Igreja, o esplendor do rosto de Cristo entre no mundo (cf. LG 1).

 Papa Bento XVI, Homilia na Basílica Vaticana, 7 de Abril de 2012

 

Terceira parte

Liturgia baptismal

 

Introdução

 

Acabámos de escutar a Palavra de Deus que nos apresentou a ressurreição de Cristo como fonte de salvação para todo aquele que n'Ele crê e for baptizado. Pelo Baptismo, o catecúmeno é «mergulhado» na morte de Cristo para ressurgir homem novo para uma vida nova. Assim, o baptizado fica revestido de Cristo.

 

O sacerdote, acompanhado dos ministros, dirige-se para a fonte baptismal, se esta se encontra à vista dos fiéis; caso contrário, coloca-se um recipiente com água no presbitério.

Se houver catecúmenos para serem baptizados, faz-se a respectiva chamada; são apresentados pelos padrinhos, ou, se forem crianças, são levados pelos pais e padrinhos à presença da assembleia eclesial.

O sacerdote faz aos presentes uma admonição com estas palavras ou outras semelhantes:

 

– Se há administração do Baptismo:

 

Ajudemos com as nossas preces estes nossos irmãos, preparados para receberem a vida nova do Baptismo. Oremos a Deus nosso Pai, para que, na sua grande misericórdia, os guie e acompanhe até à fonte baptismal.

 

– Se não há administração do Baptismo, mas apenas a bênção da fonte baptismal:

 

Supliquemos a Deus nosso Pai que santifique esta água, para que todos os que nela receberem a vida nova do Baptismo, sejam incorporados em Cristo e contados entre os filhos de Deus.

 

Dois cantores entoam as Ladainhas e todos, de pé (em virtude do Tempo Pascal), respondem.

 

Se a procissão para o Baptistério é longa, as Ladainhas cantam-se durante a procissão. Neste caso, os baptizandos são chamados antes da procissão. Esta organiza-se do modo seguinte: à frente, o círio pascal; em seguida, os catecúmenos acompanhados dos padrinhos; depois, o sacerdote acompanhado dos ministros. A admonição faz-se antes da bênção da água.

 

Se não houver baptizandos nem bênção da fonte baptismal, omitem-se as Ladainhas e faz-se imediatamente a bênção da água (n. 45).

 

Nas Ladainhas podem acrescentar-se alguns nomes de Santos, sobretudo o do titular da igreja, dos padroeiros do lugar e dos baptizandos.

 

A invocação Senhor, tende piedade de nós pode ser substituída por Senhor, misericórdia ou Kyrie, eleison, como na Missa.

 

Ladainha dos Santos

 

Senhor, tende piedade de nós.                                            Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.                                              Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.                                            Senhor, tende piedade de nós.

 

Santa Maria, Mãe de Deus,                                                  rogai por nós.

São Miguel,                                                                                              rogai por nós.

Santos Anjos de Deus,                                                                          rogai por nós.

São João Baptista,                                                                  rogai por nós.

São José,                                                                                  rogai por nós.

São Pedro e São Paulo,                                                        rogai por nós.

Santo André,                                                                                            rogai por nós.

São João,                                                                                 rogai por nós.

Santa Maria Madalena,                                                         rogai por nós.

Santo Estêvão,                                                                        rogai por nós.

Santo Inácio de Antioquia,                                                    rogai por nós.

São Lourenço,                                                                         rogai por nós.

São João de Brito,                                                                  rogai por nós.

Santa Perpétua e Santa Felicidade,                                   rogai por nós.

Santa Inês,                                                                               rogai por nós.

 

São Gregório,                                                                          rogai por nós.

Santo Agostinho,                                                                     rogai por nós.

Santo Atanásio,                                                                       rogai por nós.

São Basílio,                                                                                              rogai por nós.

São Martinho,                                                                          rogai por nós.

São Bento,                                                                                               rogai por nós.

São Martinho de Dume, São Frutuoso e São Geraldo,   rogai por nós.

São Teotónio,                                                                          rogai por nós.

São Francisco e São Domingos,                                                         rogai por nós.

Santo António de Lisboa,                                                      rogai por nós.

 

São João de Deus,                                                                 rogai por nós.

São Francisco Xavier,                                                                            rogai por nós.

São João Maria Vianney,                                                      rogai por nós.

Santa Isabel de Portugal,                                                      rogai por nós.

Santa Catarina de Sena,                                                       rogai por nós.

Santa Teresa de Jesus,                                                                         rogai por nós.

Santa Beatriz da Silva,                                                                          rogai por nós.

Todos os Santos e Santas de Deus,                                   rogai por nós.

 

Sede-nos propício,                                                                 livrai-nos, Senhor.

De todo o mal                                                                          livrai-nos, Senhor.

De todo o pecado                                                                   livrai-nos, Senhor.

Da morte eterna                                                                      livrai-nos, Senhor.

 

Pela vossa encarnação,                                                                        livrai-nos, Senhor.

Pela vossa morte e ressurreição,                                                        livrai-nos, Senhor.

Pela efusão do Espírito Santo,                                                            livrai-nos, Senhor.

 

A nós, pecadores,                                                                   ouvi-nos, Senhor.

 

Se houver baptizandos:

 

Dignai-Vos dar uma vida nova a estes eleitos

pela graça do Baptismo,                                                       ouvi-nos, Senhor.

 

Se não houver baptizandos:

Santificai esta água, para o renascimento

espiritual dos vossos filhos,                                                  ouvi-nos, Senhor.

 

Jesus, Filho de Deus,                                                                            ouvi-nos, Senhor.

Cristo, ouvi-nos.                                                                      Cristo, ouvi-nos.

Cristo, atendei-nos.                                                                Cristo, atendei-nos.

 

Bênção da água

 

Senhor nosso Deus: Pelo vosso poder invisível, realizais maravilhas nos vossos sacramentos. Ao longo dos tempos preparastes a água para manifestar a graça do Baptismo.

Logo no princípio do mundo, o vosso Espírito pairava sobre as águas, prefigurando o seu poder de santificar.

Nas águas do dilúvio destes-nos uma imagem do Baptismo, sacramento da vida nova, porque as águas significam ao mesmo tempo o fim do pecado e o princípio da santidade.

Aos filhos de Abraão fizestes atravessar a pé enxuto o Mar Vermelho, para que esse povo, liberto da escravidão, fosse a imagem do povo santo dos baptizados.

 

O vosso Filho, Jesus Cristo, ao ser baptizado por João Baptista nas águas do Jordão, recebeu a unção do Espírito Santo; suspenso na cruz, do seu lado aberto fez brotar sangue e água e, depois de ressuscitado, ordenou aos seus discípulos: «Ide e ensinai todos os povos e baptizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».

Olhai agora, Senhor, para a vossa Igreja e dignai-Vos abrir para ela a fonte do Baptismo. Receba esta água, pelo Espírito Santo, a graça do vosso Filho Unigénito, para que o homem, criado à vossa imagem, no sacramento do Baptismo seja purificado das velhas impurezas e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo.

 

Introduzindo, conforme as circunstâncias, o círio pascal, uma ou três vezes na água, continua:

 

Desça sobre esta água, Senhor, por vosso Filho, a virtude do Espírito Santo,

 

com o círio na água, prossegue:

 

para que todos, sepultados com Cristo na sua morte pelo Baptismo, com Ele ressuscitem para a vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Retira o círio da água; entretanto, o povo faz a seguinte aclamação ou outra semelhante:

 

Fontes do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-O e exaltai-O para sempre.

 

Cântico: Fontes do Senhor, M. Simões, NRMS 25

 

Os catecúmenos, cada um por sua vez, renunciam ao demónio, professam a fé e são baptizados.

Os catecúmenos adultos, porém, se está presente o Bispo ou um sacerdote com poderes para confirmar, recebem também a Confirmação.

 

 

Bênção da água lustral

 

Monição: A rocha tocada por Moisés no deserto era uma figura de Jesus, cujo lado devia ser trespassado pela lança do soldado, a fim de deixar passar o rio da água viva. De facto, Jesus é a fonte de água viva e a nascente que brota do Seu Coração é o amor. Se alguém vai haurir n'Ele, a Vida jorrou uma nova fonte: «correrão rios de água viva do seio daquele que acreditar em Mim» (Jo 7, 38). Esta água é também símbolo do Espírito Santo que é o princípio da inesgotável fecundidade da Vida e só pode ser transmitido através da morte e da ressurreição de Jesus.

 

Se não houver baptizandos nem bênção da água baptismal, o sacerdote procede à bênção da água, dizendo a admonição e oração seguintes:

 

Oremos, irmãos caríssimos, a Deus nosso Senhor, suplicando-Lhe que Se digne abençoar esta água, que vai ser aspergida sobre nós para memória do nosso Baptismo, e nos renova interiormente, a fim de permanecermos fiéis ao Espírito que recebemos.

 

Todos oram em silêncio durante alguns momentos. Depois, o sacerdote diz:

 

Senhor nosso Deus, estai connosco e assisti ao vosso povo em vigília nesta sacratíssima noite. Ao celebrarmos a obra admirável da nossa criação e a maravilha ainda maior da nossa redenção, dignai-Vos abençoar esta água.

Vós a criastes para dar fecundidade à terra e frescura e pureza aos nossos corpos. Vós a fizestes instrumento de misericórdia, libertando da escravidão o vosso povo e matando a sua sede no deserto. Por meio dos Profetas, Vós a proclamastes sinal da nova aliança que quisestes estabelecer com os homens.

Finalmente, nas águas do Jordão, santificadas por Cristo, inaugurastes o sacramento da regeneração espiritual, que renova a nossa natureza humana, libertando-a da corrupção do pecado.

Esta água, Senhor, nos faça reviver o Baptismo que recebemos e nos leve a participar na alegria dos nossos irmãos baptizados na Páscoa de Cristo Nosso Senhor, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Renovação das promessas do Baptismo

 

Monição: Acreditar na Ressurreição de Jesus não é acumular razões para demonstrar na veracidade deste acontecimento, mas aceitar o mistério da fé. Acreditar é viver a nossa vida com espírito pascal, dando testemunho que Jesus vive e está presente na nossa vida. Recordando o nosso Baptismo, renovemos as promessas baptismais e façamos o propósito de servir cada vez melhor a Jesus.

 

Terminado o rito do Baptismo (e da Confirmação), ou, se este não se realizou, depois da bênção da água, todos os presentes, de pé, com as velas acesas na mão, renovam as promessas do Baptismo.

O sacerdote dirige-se aos fiéis com estas palavras ou outras semelhantes:

 

Irmãos caríssimos:

Pelo mistério pascal, fomos sepultados com Cristo no Baptismo, para vivermos com Ele uma vida nova. Por isso, tendo terminado os exercícios da observância quaresmal, renovemos as promessas do santo Baptismo, pelas quais renunciámos outrora a Satanás e às suas obras e prometemos servir fielmente a Deus na santa Igreja católica.

 

Sacerdote:                Renunciais a Satanás?

Todos:        Sim, renuncio.

 

Sacerdote:                E a todas as suas obras?

Todos:        Sim, renuncio.

 

Sacerdote:                E a todas as suas seduções?

Todos:        Sim, renuncio.

 

Ou

 

Sacerdote:                Renunciais ao pecado, para viverdes na liberdade dos filhos de Deus?

Todos:        Sim, renuncio.

 

Sacerdote:                Renunciais às seduções do mal, para que o pecado não vos escravize?

Todos:        Sim, renuncio.

 

Sacerdote:                Renunciais a Satanás, que é o autor do mal e pai da mentira?

Todos:        Sim, renuncio.

 

Se convier, esta segunda fórmula pode ser adaptada pelas Conferências Episcopais às circunstancias do tempo e do lugar.

Depois o sacerdote continua:

 

Sacerdote:                Credes em Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra?

Todos:        Sim, creio.

 

Sacerdote:                Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e está sentado à direita do Pai?

Todos:        Sim, creio.

 

Sacerdote:                Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna?

Todos:        Sim, creio.

 

Sacerdote:                Deus todo-poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos fez renascer pela água e pelo Espírito Santo e nos perdoou todos os pecados, nos guarde com a sua graça, em Jesus Cristo Nosso Senhor, para a vida eterna.

 

Todos:        Amen.

 

 

O sacerdote asperge o povo com água benta, enquanto todos cantam a antífona seguinte ou outro cântico de índole baptismal:

 

Cântico: Vi a fonte de água viva, Az. Oliveira, NRMS 65

 

Entretanto os neófitos são conduzidos para os seus lugares no meio da assembleia dos fiéis.

Se a bênção da água baptismal não tiver sido feita no baptistério, os ministros levam com reverência o recipiente da água para o baptistério.

Se não houve bênção da água baptismal, a água benta coloca-se num lugar conveniente.

Feita a aspersão, o sacerdote volta para a sua sede e, omitindo o Credo, dirige a oração universal, em que os neófitos participam pela primeira vez.

 

Oração Universal (se parecer conveniente)

 

Irmãos e irmãs:

Cheios de paz e alegria pela Boa Nova

da Páscoa da Ressurreição e Jesus Cristo,

acolhamo-nos confiantes à Sua bondade,

para que nos conceda a graça e a paz.

Oremos (cantando):

 

    Cristo Ressuscitado: iluminai as nossas vidas!

 

1.  Pelo Santo Padre, sinal vivo de Jesus Ressuscitado,

    para que ilumine o mundo com a luz da fé cristã,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo Ressuscitado: iluminai as nossas vidas!

 

2.  Pelos cristãos presos na tristeza e no desânimo,

    para que a confiança no Senhor os renove sempre,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo Ressuscitado: iluminai as nossas vidas!

 

3.  Pelos jovens, tentados a procurar falsas alegrias,

    para que a confiança em Jesus Cristo os ilumine,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo Ressuscitado: iluminai as nossas vidas!

 

4.  Pelos que se deixaram escravizar pelo pecado,

    para que o amor de Cristo hoje os ressuscite,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo Ressuscitado: iluminai as nossas vidas!

 

5.  Pelos que receberam nesta Páscoa o Baptismo,

    para que perseverem fieis às suas promessas,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo Ressuscitado: iluminai as nossas vidas!

 

6.  Pelos que morreram e são purificados das manchas,

    para que o Senhor os receba hoje mesmo no Céu,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo Ressuscitado: iluminai as nossas vidas!

 

Concedei-nos Senhor Ressuscitado,

que a celebração deste mistério glorioso

aumente em nós a esperança da Redenção,

para Vos contemplarmos um dia na Glória.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Quarta parte

Liturgia Eucarística

 

O sacerdote dirige-se para o altar e dá início à liturgia eucarística na forma habitual.

É conveniente que o pão e o vinho sejam levados ao altar pelos neófitos.

 

Cântico do ofertório: Senhor, quebrastes os laços, M. Simões, NRMS 65

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, com estas oferendas, as orações dos vossos fiéis e fazei que o sacrifício inaugurado no mistério pascal por vossa graça nos sirva de remédio para a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio pascal I [mas com maior solenidade nesta noite]: p. 53

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.

 

Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 99-100

 

Cântico da Comunhão: Cristo nosso Cordeiro Pascal, M. Simões, NRMS 25

1 Cor 5, 7-8

Antífona da comunhão: Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado: celebremos a festa com o pão ázimo da pureza a da verdade. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Cantai Comigo, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de caridade, para que vivam unidos no vosso amor aqueles que saciastes com os sacramentos pascais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Diz-nos Lucas que Pedro, tendo ido ao sepulcro, nada mais viu senão as ligaduras, e voltou para casa maravilhado com o que tinha sucedido (Cf. Lc 24, 12).

Irmãos e irmãs, regressemos a nossas casas cheios de alegria porque o Senhor nos trouxe a salvação e a vida nova. Deixemo-nos maravilhar com tudo o que sucedeu, com estes mistérios da nossa fé e com tudo o que Deus fez por nós. Que esta alegria se torne o nosso maior testemunho e nos leve a imitar Maria Madalena que, depois de ter ido ao túmulo onde Jesus fora sepultado, foi de imediato anunciar a Boa Nova aos companheiros de Jesus (Cf. Mc 16, 10).

 

Cântico final: Aleluia! Aleluia! Cristo ressuscitou, J. Santos, NRMS 2 (II)

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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