aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

FÁTIMA

 

IRMÃ ÂNGELA COELHO,

NA CAUSA DA IRMÃ LÚCIA

 

A irmã Ângela de Fátima Coelho, postuladora da causa de canonização de Francisco e Jacinta Marto, foi nomeada em 8 de Setembro passado vice-postuladora da causa de beatificação da Irmã Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado.

 

Passou assim a integrar o grupo de trabalho responsável pela promoção da causa para a beatificação da mais velha dos três videntes de Fátima.

A nomeação foi feita pelo postulador romano da causa, o postulador geral da Ordem dos Carmelitas, padre Romano Gambalunga.

“Recebi este convite com sentido de responsabilidade, mas também com muita alegria, por poder colaborar na causa da Irmã Lúcia, que está tão ligada à mensagem de Fátima, que é a causa que eu sirvo há alguns anos”, afirmou a irmã Ângela Coelho.

O grupo de postuladores para a causa de beatificação passa assim a ser constituído pelo postulador romano, padre Romano Gambalunga; pelo vice-postulador, cónego Aníbal Castelhano; e pela nova vice-postuladora, a irmã Ângela Coelho.

“Eu sou o novo elemento que se acrescenta à equipa que já está. A Comissão Histórica está a trabalhar e vai continuar a trabalhar; o Tribunal, que está a ouvir as testemunhas, vai continuar a ouvir, ou seja, o meu papel, vai ser, em concertação com o actual vice-postulador, sempre colaborar na organização; são mais dois braços para trabalhar; de facto a causa tem alguma complexidade”, explica.

A complexidade da causa prende-se sobretudo com o grande volume de documentação a tratar.

“A Irmã Lúcia tem muitos anos em que se correspondeu com a suprema hierarquia da Igreja, com vários Papas, (…) há toda a questão relacionada com a consagração, com o desenvolvimento do Segredo, ou seja, há uma grande correspondência da Lúcia como apóstola da mensagem de Fátima; este é o papel que a Lúcia desenvolve como Carmelita”, refere a irmã Ângela Coelho.

“É toda esta figura riquíssima da Lúcia que temos de saber explorar e saber apresentar, com os traços da sua santidade específica”, afirma a irmã Ângela Coelho, que se manterá como postuladora da causa de canonização de Francisco e Jacinta Marto, os dois outros videntes de Fátima, estes já beatificados, no ano 2000, por João Paulo II.

 

 

FÁTIMA

 

MANUSCRITOS DA IRMÃ LÚCIA

CONSERVADOS NO SANTUÁRIO

 

A Diocese de Leiria-Fátima e o Santuário de Fátima assinaram no passado dia 7 de Outubro um protocolo que vai permitir ao santuário mariano guardar, durante dez anos, os manuscritos originais da primeira, segunda, terceira e quarta memórias da Irmã Lúcia.

 

Segundo as duas instituições, os documentos que são propriedade da diocese representam uma “importante documentação para o estudo e memória da história e mensagem de Fátima”.

“São memórias que precisam de ser conservadas, como um tesouro, não como quem enterra um tesouro, mas como quem cuida dele, com todo o carinho e cuidado necessário”, destacou o bispo da diocese, sobre os manuscritos da Irmã Lúcia, uma das três videntes de Fátima que testemunhou as aparições da Virgem Maria entre Maio e Outubro de 1917.

Para D. António Marto, os documentos encerram “memórias vivas, de uma testemunha privilegiada” que viveu na primeira pessoa, “em companhia com os primos, esse acontecimento sobrenatural e essa mensagem que nunca cessa de ter actualidade”.

A Sala de Imprensa do Santuário de Fátima explicou que um dos propósitos deste protocolo é o “empenho e envolvimento” deste santuário mariano “na preservação, estudo e comunicação dos documentos” e ainda as condições de segurança e de preservação do Arquivo.

Para o reitor do Santuário, padre Carlos Cabecinhas, as memórias da irmã Lúcia “são fundamentais para a divulgação da mensagem de Fátima” e o protocolo assinado “ajuda o Santuário de Fátima não só a fazer a guarda desses documentos, mas a assumir um compromisso no sentido do estudo, da difusão ainda mais alargada”, em conformidade com a Diocese de Leiria-Fátima e com a Fundação Francisco e Jacinta Marto que possui os direitos para a publicação dos textos protocolados.

O director do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário informou que o Santuário da Cova da Iria vai juntar estes documentos ao “espólio documental que exige mais cuidado” e que se guardam “em condições físicas mais vigiadas”.

“O acondicionamento foi estudado com todos os cuidados, não só ao nível do controlo ambiental – controlo de temperatura e humidade – mas também da própria segurança do espólio”, acrescentou Marco Daniel Duarte.

Este momento protocolar entre Diocese de Leiria-Fátima e Santuário de Fátima, sobre os manuscritos das Memórias da Irmã Lúcia, foi assinado na exposição temporária “Segredo e Revelação”, que encerrou a 31 de Outubro, no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade.

Nesta exposição estava patente o Manuscrito da Terceira Parte do Segredo, escrito pela Irmã Lúcia, que pertence aos arquivos da Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano.

 

 

BEJA

 

PAPA NOMEIA

BISPO COADJUTOR

 

O Papa Francisco nomeou no passado dia 10 de Outubro o Cón. João Marcos como bispo coadjutor da Diocese de Beja.

 

A nomeação responde a um pedido feito pelo actual bispo de Beja, D. António Vitalino, de 72 anos, que em diversas ocasiões se manifestou sobre a necessidade de contar com um bispo coadjutor a quem possa confiar a sua missão quando atingir os 75 anos, idade em que o Direito Canónico determina a apresentação da renúncia.

O bispo coadjutor é nomeado por iniciativa da Santa Sé e, ao contrário dos bispos auxiliares, goza do direito de suceder ao bispo diocesano quando este cessa as suas funções.

“O Santo Padre quer pastores que vão à frente, mas também no meio e atrás do rebanho, solícitos pelo bem das ovelhas, pastores que cheirem a ovelha… em Beja não podia ser de outro modo”, comenta o novo bispo, pedindo orações por si.

Com 65 anos, o novo bispo era até agora director espiritual no Seminário Maior de Cristo-Rei e no Seminário Redemptoris Mater, no Patriarcado de Lisboa.

D. João Marcos frequentou, para além do curso teológico no Instituto Superior de Estudos Teológicos do Patriarcado, o curso de pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, hoje Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

Alimentou o gosto pela pintura e considera o seu atelier um “lugar de oração”, sublinhando que “na Igreja é o mistério da encarnação que permite a arte, sobretudo a pintura”.

Natural da diocese da Guarda, D. João Marcos frequentou os seminários do Patriarcado de Lisboa, na década de 60 e 70, sendo ordenado sacerdote em Junho de 1974 pelo então cardeal-patriarca D. António Ribeiro.

Pároco entre 1974 e 2002, fez várias experiências de itinerância como membro do Caminho Neocatecumenal, nomeadamente em Évora (1981-1983), em Dublin (1984) e no Brasil (1985); é membro do Conselho Pastoral do Patriarcado de Lisboa a partir de 2001e foi nomeado cónego da Sé de Lisboa em 2003.

 

 

FÁTIMA

 

PATRIARCA DE GOA

PRESIDIU 13 DE OUTUBRO

 

O arcebispo de Goa e Damão (Índia), que presidiu à peregrinação internacional de 13 de Outubro, assinalou a missão da família no “compromisso da fé” dos baptizados e a sua importância na transmissão de valores na sociedade.

 

“É na família que o compromisso da fé é energizado e encorajado porque é a base da sociedade e o lugar onde as pessoas aprendem, pela primeira vez, os valores que as guiam durante toda vida”, disse D. Filipe Neri Ferrão, na homilia da Missa conclusiva das celebrações anuais do 13 de Outubro.

O patriarca das Índias Orientais alertou para as “rápidas e profundas transformações” na sociedade que provocam “um certo enfraquecimento ou mesmo abandono da fé na santidade do matrimónio” e colocam “em causa” o próprio conceito de família.

Na última peregrinação aniversária do ano, com o lema “Arrependei-vos, porque Deus está perto”, o arcebispo destacou que a Igreja está “activamente envolvida na promoção dos valores perenes de família” e apresentou como exemplo o Sínodo dos Bispos, que estava a decorrer no Vaticano, “sinal eloquente deste profundo interesse”.

Aos presentes no Santuário da Cova da Iria, o arcebispo indiano destacou a importância da família cristã, Igreja doméstica, que participa “profundamente na vida e na missão da Igreja”.

D. Filipe Néri Ferrão apresentou-se como um “peregrino” da Índia longínqua, “mais especificamente daquele que foi, até meados do século XX, o Estado da Índia Portuguesa”.

O arcebispo de Goa e Damão recordou ainda que depois de Jesus e a cruz, a segunda imagem “ligada aos céus” na sua infância, por influência da mãe, foi a imagem de Maria, por isso assinalou o “relacionamento muito especial” que teve com a “Senhora de Fátima”.

“Hoje, o meu coração transborda de alegria por me encontrar neste espaço bendito”, acrescentou D. Filipe Neri Ferrão.

Concelebraram na Missa 10 bispos e 310 sacerdotes.

 

 

FÁTIMA

 

BISPOS APOIAM INICIATIVA 

DE CIDADÃOS A FAVOR DA VIDA

 

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) revelou no passado dia 14 de Outubro que os bispos apoiam a Iniciativa Legislativa de Cidadãos que procura uma maior protecção da maternidade e paternidade, do “direito a nascer”.

 

Segundo o padre Manuel Barbosa, o documento apresentado na última Caminhada pela Vida, a 4 de Outubro em Lisboa, vai ao encontro do que está a ser discutido na assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a necessidade de um maior apoio à família, em todas as suas dimensões.

“Perante o grave problema da natalidade”, acrescentou o porta-voz, o Conselho Permanente da CEP congratula-se com esta iniciativa legislativa, “apoia-a e incentiva os seus promotores para que tenham sucesso”.

A “Lei da protecção da maternidade e da paternidade e do direito a nascer” requer 35 mil assinaturas para que possa ser apresentada no Parlamento, e propõe mudanças na regulamentação da lei do aborto e novas políticas de apoio à natalidade.

 

 

LISBOA

 

500 ANOS DO NASCIMENTO

DE SANTA TERESA DE JESUS

 

Frei Joaquim Teixeira, provincial da Ordem dos Carmelitas Descalços em Portugal, diz que celebrar os 500 anos do nascimento de Santa Teresa de Jesus (em 15 de Outubro de 2015) é homenagear “uma mulher excepcional no seu tempo”. 

 

Em entrevista à Agência ECCLESIA, o religioso destaca a forma inteligente e perspicaz como Santa Teresa foi capaz de situar-se numa época da história, o século XVI, “em que a mulher culturalmente não era aceite, em que via os diferentes campos da vida social coarctados à sua acção, à sua intervenção”.

“Ela sabia mexer os seus cordelinhos e chegar ao seu objectivo que era promover a mulher, não apenas em termos culturais mas também em termos espirituais, porque desconfiava-se muito da vida espiritual das mulheres”, recorda.

Santa Teresa de Jesus (1515-1582), doutora da Igreja, também conhecida como Santa Teresa de Ávila pela sua origem espanhola, foi responsável pela reforma da Ordem das Carmelitas e pela criação dos Carmelitas Descalços, juntamente com São João da Cruz.

Ela impulsionou ainda a abertura de diversos conventos, cativando o apoio de empresários, comerciantes e mesmo da Coroa Espanhola, que na altura da ocupação filipina governava também Portugal.

Para Frei Joaquim Teixeira, Santa Teresa revelou um espírito empreendedor e de trabalho extraordinário, e a sua memória permanece hoje como um mapa do qual os sacerdotes que integram os Carmelitas Descalços retiram “as coordenadas, o estilo de viver o Evangelho”.

Uma riqueza também conservada nos escritos deixados por Santa Teresa de Ávila.

“Não é por acaso que a Ordem, a nível mundial, ao preparar-se para estas celebrações dos 500 anos, andou durante seis anos a ler e a reler, a meditar e a estudar todos os seus escritos”, salienta Frei Joaquim Teixeira.

A espiritualidade deixada por Santa Teresa de Jesus “convida para o essencial”, desafia a colocar Deus no centro e a encarar tudo o resto como “secundário”.

“É uma contemplativa e as suas filhas e filhos também herdam este carisma. Daí o convite também ao silêncio, à confiança em Deus, à esperança, à paciência, não no sentido de resignação, mas de quem acredita que Deus tem sempre a última palavra em tudo”, explica o provincial.

Para honrar a memória da sua fundadora, os Carmelitas Descalços prepararam um vasto programa de iniciativas religiosas, culturais e sociais que se vão prolongar até 15 de Outubro de 2015.

 

 

BRAGANÇA

 

DOMINICANO PORTUGUÊS

NA COMISSÃO BÍBLICA PONTIFÍCIA

 

O Papa Francisco reconduziu no passado dia 18 de Outubro o religioso dominicano português Francolino Gonçalves, investigador da Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém, como membro da Comissão Bíblica Pontifícia, cargo que ocupa desde 2009.

 

A nomeação é válida para os próximos cinco anos e estende-se a outros 19 investigadores de quatro continentes, incluindo três mulheres, que dão assim corpo a este órgão consultivo, ligado à Congregação para a Doutrina da Fé.

O padre Francolino Gonçalves nasceu no concelho de Macedo de Cavaleiros, em 1943; foi ordenado sacerdote em 1968, na cidade canadiana de Montreal.

A nomeação do Papa Francisco engloba especialistas que se destacaram pela sua “ciência, prudência e sentir católico em relação ao magistério eclesiástico”, como explica a Santa Sé.

O percurso académico do dominicano português, no estudo das Escrituras, passou pela Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém (onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian), pelo Instituto Orientalista de Lovaina (Bélgica) e pela Universidade Dominicana de Filosofia e Teologia de Ottawa (Canadá).

O sacerdote de 71 anos é doutor em filologia e história orientais pela Universidade Católica de Lovaina e em Letras (História da Antiguidade) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Os seus principais centros de interesse são a dimensão política do profetismo no Próximo Oriente Antigo e a história da formação dos livros proféticos da Bíblia, em especial Isaías e Jeremias.

Em 2011 foi distinguido por unanimidade com o prémio da Academia Pedro Hispano.

 

 

FÁTIMA

 

OBRAS DE REABILITAÇÃO

NA ANTIGA BASÍLICA

 

As obras de reabilitação da Basílica de Nossa Senhora do Rosário,  tendo em vista as celebrações do Centenário das Aparições, vão estar concluídas em Junho de 2015, anunciou a empresa responsável pela intervenção.  

 

“O projecto de conservação e requalificação do interior da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima é da autoria da arquitecta Joana Delgado e visa corrigir a natural deterioração provocada pela passagem do tempo, bem como preservar e valorizar o edifício e o património artístico nele integrado”, explica um comunicado.

A nota de imprensa revela que as obras em curso, da responsabilidade da empresa Ramos Catarino, “vão proporcionar o tratamento adequado à conservação e restauro de todo o conjunto da Basílica”; para além das estruturas do edifício, vão requalificar também “os vitrais, madeiras, instalações eléctricas, coberturas e outros elementos”.

Durante as obras de requalificação da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, as Capelas Tumulares dos Pastorinhos continuam a poder ser visitadas, “o que implicou a criação de um túnel de protecção para os peregrinos”.

Os trabalhos na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima tiveram início no passado dia 14 de Maio.

A primeira pedra deste templo foi benzida a 13 de Maio de 1928, tendo a sagração ocorrido a 7 de Outubro de 1953, com o Papa Pio XII a conceder-lhe o título de Basílica em 1954.

 

 

LISBOA

 

HOMILIAS DO PAPA FRANCISCO

EM SANTA MARTA

 

A Paulinas Editora vai publicar “A verdade é um encontro – Homilias em Santa Marta” com as intervenções do Papa Francisco nas Missas matinais onde, durante um ano, “desenvolveu o mapa da sua vida espiritual”.  

 

“As homilias do Papa Francisco, que se tornaram num dos aspectos mais característicos do seu pontificado, nascem ali, espontaneamente, e constituem o coração pulsante da sua pastoral, mensagens densíssimas que apelam ao coração do Evangelho”, explica a editora.

As homilias têm “palavras fortes, frequentes denúncias” e ainda “reparos muito precisos”, por isso é preciso cuidado para não ler este livro apenas como “um panorama de doçura”.

As intervenções do Papa Francisco, na Eucaristia na capela da Casa de Santa Marta, onde reside, são transmitidas, segundo a Paulinas Editora, de uma maneira “peculiar e inédita”: “Através de imagens significativas e uma linguagem simples, imediata, que possui uma clareza e uma frescura amadurecidas numa vida de contacto constante com as pessoas”.

“O Papa Francisco fala de ternura, de fé e de ideologia, de espírito e de organização, e de muitas outras coisas”, acrescenta o comunicado sobre o livro que vai estar disponível nas livrarias a partir do dia 10 de Novembro.

A organização e coordenação deste livro, que se insere na colecção “Uma casa aberta a todo”’, foi da responsabilidade do padre jesuíta Antonio Spadaro, director da revista La Civiltà Cattolica e especialista em religião e media digital.

 

 

LEIRIA

 

A SÉ,

MONUMENTO NACIONAL

 

O Conselho de Ministros aprovou no passado dia 23 de Outubro a classificação da Sé de Leiria como monumento nacional, incluindo o claustro, o adro envolvente, a torre sineira e a casa do sineiro.

 

O edifício é apresentado pelo projecto Rota das Catedrais como “um dos paradigmas da arquitectura maneirista”.

A Sé de Leiria foi mandada erigir no contexto da reforma do mapa das dioceses portuguesas, por determinação de D. João III; a sua primeira pedra foi colocada em 1559 e a sagração solene foi feita em 1791.

A catedral diocesana tem planta cruciforme, cabeceira tríplice de planta de ângulos retos, transepto de braços salientes, corpo de três naves de quatro tramos com cobertura abobadada a descansar em pilares da ordem toscana, de secção cruciforme.

 

 

LISBOA

 

SÍNODO DIOCESANO

 

O patriarca de Lisboa lançou o Sínodo Diocesano 2016 no passado dia 25 de Outubro, e apontou o acolhimento e a família como pontos de “qualificação prioritária”, numa celebração eucarística inserida no aniversário da dedicação da catedral. 

 

“O melhor resultado do Sínodo que levamos por diante no patriarcado de Lisboa será proporcionar a cada um, cada família e comunidade, uma ocasião mais aproveitada para experimentar a Alegria do Evangelho, com o itinerário que o Papa propõe na sua exortação apostólica", disse.

D. Manuel Clemente apontou o acolhimento como o primeiro ponto a ser reflectido no Sínodo Diocesano 2016, dando a cada crente oportunidades de experimentar a alegria do evangelho.

Citando as zonas antigas da cidade, os idosos e outros que experimentam a solidão, o patriarca de Lisboa apontou para que as “igrejas sejam espaços onde as periferias existenciais se centralizem para encontrar respostas”.

“Há inegáveis problemas de segurança e arranjo dos espaços, mas, se conseguirmos retomar criativamente o serviço de antigos ostiários que abriam e guardavam os templos, proporcionaremos a muitos um lugar propício ao encontro, pois temos de proporcionar lugares onde se encontrem com Cristo", afirmou na sua homilia.

Quanto à família, D. Manuel Clemente referiu ter trazido esta preocupação do Sínodo dos Bispos, em Roma.

A importância da família e repropor a qualidade cristã da vida familiar e conjugal, face a tudo o que actualmente a desafia, são pontos a atingir nesta caminhada sinodal, bem como o “reforço da pastoral familiar e matrimonial”.

“No Sínodo de Lisboa damos relevo à pastoral familiar específica, mas queremos ainda a dimensão familiar de toda a pastoral, olhando as comunidades como famílias de famílias e não agregados de fiéis mais ou menos conhecidos”, declarou o prelado.

D. Manuel Clemente pediu atenção e aplicação nas comunidades, prestando atenção, preparação e acompanhamento do matrimónio: “Tomar o matrimónio como sacramento, presença de Cristo, e renovar para o apresentar ao Mundo como possibilidade concreta daquele amor persistente em que a própria sociedade se reencontrará”.

O patriarca de Lisboa terminou a sua intervenção sublinhando a importância da família neste tempo de “arrastada crise” como “quase único suporte de sobrevivência económica e emocional de muitos”.

 

 

FÁTIMA

 

COOPERAÇÃO EM CAMPOS DE

SOLIDARIEDADE SOCIAL

 

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) vai avançar para um protocolo de cooperação global com os ministérios da Saúde, da Educação e da Solidariedade e Segurança Social.  

 

A revelação foi feita pelo presidente daquele organismo, o padre Lino Maia, no decurso dos trabalhos do conselho geral da CNIS em Fátima.

De acordo com aquele responsável, este acordo prefigura um quadro “absolutamente novo” na relação entre as instituições sociais e o Estado, pois representa a possibilidade de um “diálogo permanente” no âmbito de três sectores estruturais para a intervenção na sociedade.

“Vem permitir regularizar todo um tipo de áreas” onde “muitas vezes há dificuldades de relacionamento”, desde a “educação pré-escolar aos cuidados primários ou continuados de saúde”.

“Havendo um protocolo e uma sede para nos encontrarmos pode ser tudo muito mais ágil e facilitado”, salienta o padre Lino Maia.

Este desenvolvimento é extremamente importante para a acção das instituições particulares de solidariedade social e das Misericórdias, pois todos os dias continuam a “bater à sua porta os que têm mais dificuldades, os que estão na pobreza, os que vivem pior”.

O presidente da CNIS recorda que o Sector Social tem sido um verdadeiro “amortecedor” para o país em crise, na medida em que foi sempre “correspondendo” no apoio às pessoas, servindo muitas vezes como solução de emprego “àqueles que o sector empresarial de algum modo rejeitou ou pôs na prateleira”.

“Isto também contribuiu muito para que o país não esteja tão mal como poderia estar e sobretudo para que encontre alguma fonte de esperança”, realçou o padre Lino Maia.

 

 

LISBOA

 

ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL E RELIGIOSA

EM HOSPITAIS PÚBLICOS

 

O Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa existe nos hospitais públicos e, de acordo com o enquadramento legal actual, tem de ser solicitado pelo doente ou um familiar.    

 

São os doentes que “pedem” este serviço ou os familiares “dão conhecimento que têm internado um pai, uma mãe, um marido” e nessa altura o assistente religioso faz a visita solicitada, explica frei Fernando Ferreira, capelão no Hospital de Pulido Valente, uma das unidades do Centro Hospitalar de Lisboa Norte.

De acordo com o decreto-lei 253/2009, o serviço de assistência espiritual e religiosa presta cuidados espirituais e religiosos aos utentes internados e familiares, bem como funcionários e voluntários, em todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde, respeitando as convicções espirituais e religiosas do utente.

 “Vou passando nas várias salas, alguns doentes pedem visita diária e vou dando prioridade a esses, entretanto também saúdo as outras pessoas e conforme a disponibilidade converso com elas”, diz frei Fernando Ferreira sobre o seu quotidiano no Hospital.

O frade dominicano revela que passa por todos os serviços, mesmo onde “há situações mais complicadas, mais graves”.

“Temos de nos habituar a conviver com todas as situações. Existem pessoas que já não falam mas procuro estar com elas, falar, sentirem a presença, dar a mão e ficam receptivas a esse encontro, há sempre comunicação”, explica frei Fernando Ferreira.

Com 73 anos, Maria do Carmo Carvalho integra o Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa há oito anos e é testemunha de quem dá o seu tempo a visitar doentes, caracterizado por “saber ouvir, escutar e ajudar”.

A voluntária no Hospital de Santa Maria recorda uma doente oncológica que visitou antes da entrevista e a forma como esta a “edificou”.

“Estava muito unida a Nossa Senhora, a Jesus, e isso supera todo o sofrimento. Edificou-me com aquele sorriso e olhos sorridentes, no fim abraçou-me”, contou.

Maria do Carmo Carvalho explicou que, para além de estar com os doentes no hospital, também faz visitas domiciliárias: “É uma alegria porque, sejam novos ou de mais idade, é preciso conversar.”

 

 

ÉVORA

 

INVENTÁRIO ARTÍSTICO

DA ARQUIDIOCESE

 

A Arquidiocese de Évora apresentou no passado dia 30 de Outubro os resultados do seu inventário artístico, num colóquio promovido pela Fundação Eugénio de Almeida que assinala a conclusão do projecto iniciado em 2002.

 

“O Colóquio Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora assinala assim o encerramento de uma iniciativa da Fundação Eugénio de Almeida, em colaboração com a Arquidiocese de Évora, que surgiu do compromisso da Instituição na preservação, conhecimento e divulgação do património cultural móvel diocesano”, diz um comunicado.

Uma equipa de profissionais nas áreas de História do Património, História da Arte e Ciências Documentais, sob a coordenação técnico-científica de Artur Goulart, “realizou o levantamento exaustivo de uma diversidade de espólios e tipologias de objectos, dispersos por um alargado território geográfico”, desde a pintura, à escultura, às alfaias litúrgicas, aos têxteis, à joalharia, à numismática, à azulejaria, e a documentos de arquivo e livros antigos.

Para o presidente do Conselho de Administração da Fundação, cónego Eduardo Pereira da Silva, “à grandeza dos números dos milhares de peças que a Igreja reuniu ao longo dos tempos para servirem de esteio de evangelização e de mediador da devoção dos fiéis, soma-se o valor histórico, cultural, artístico, pastoral e espiritual intrínseco deste património que, pese embora ser propriedade da Igreja, a todos pertence enquanto marca identitária e expressiva do que somos enquanto povo”.

O projecto incluiu ainda uma componente de divulgação, com 12 livros editados e seis edições em preparação, bem como o site bilingue onde se pode encontrar o registo fotográfico, a história e função litúrgica das peças inventariadas.

Segundo a Arquidiocese de Évora, foram inventariadas cerca de 25 mil peças, localizadas em 24 concelhos: Alandroal, Alcácer do Sal, Arraiolos, Avis, Borba, Elvas, Estremoz, Évora, Fronteira, Monforte, Mourão, Montemor-o-Novo, Mora, Ponte de Sor, Portel, Redondo, Sousel, Viana do Alentejo, Vila Viçosa, Reguengos de Monsaraz e Campo Maior, Vendas Novas, Coruche e Benavente.

O Colóquio encerrou com o lançamento do livro Memória e Esplendor – Arte Sacra da Arquidiocese de Évora, com a apresentação de Joaquim Caetano.

 

 

LISBOA

 

SÍNODO DOS BISPOS

E FAMÍLIA CRISTÃ

 

O patriarca de Lisboa considera que o modelo cristão de Família está actualmente deslocado na sociedade e espera que o Sínodo dos Bispos ajude a Igreja Católica a “formar e apoiar” as pessoas no seu entendimento.

 

Em entrevista à Agência ECCLESIA, D. Manuel Clemente sustentou que “num tempo de tanta confusão neste aspecto é preciso que a Igreja e os cristãos tenham ideias mais claras”.

“Hoje quando se fala em família às vezes não se está a falar do mesmo que nós cristãos falamos, mas é bom que seguindo este ensinamento do próprio Cristo saibamos do que é que se trata e o apoiemos verdadeiramente”, explicou.

O patriarca esteve no passado sábado dia 1 de Novembro no oratório de São Josemaria Escrivá, para partilhar a sua experiência pessoal como membro da Assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, que decorreu entre 5 e 19 de Outubro no Vaticano.

À Agência ECCLESIA, D. Manuel Clemente sublinhou que apesar dos “media veicularem especialmente alguns aspectos” desse encontro, como a posição da Igreja face às uniões entre casais do mesmo sexo, “o cerne da reflexão sinodal” foi “sobretudo o apoio à família” nas suas diversas dificuldades.

Quanto à possibilidade de “mudanças” no seio católico, diante do desafio que é hoje toda e qualquer relação humana, o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa afastou a aceitação de modelos que possam ir contra aquela que é a proposta cristã.

“Se não, a Igreja fechava a porta e passava a ser outra coisa”, salienta o patriarca de Lisboa.

O padre João Paulo Pimentel, director do oratório de São Josemaria, classificou a presença de D. Manuel Clemente como “um privilégio único”, pois permitiu às pessoas “ouvirem pela voz de um dos intervenientes o que aconteceu” no Sínodo dos Bispos em Roma.

Para o sacerdote, é bom que durante os próximos meses até à Assembleia ordinária do Sínodo, em 2015, “se fale e se pense” sobre a Família, pois “todos os contributos são bem-vindos”.

 

 

LISBOA

 

ENCERRAMENTO DO

CENTENÁRIO DA FAMÍLIA PAULISTA

 

O patriarca de Lisboa encerrou no passado dia 1 de Novembro o centenário da Família Paulista considerando-a um carisma oportuno para a Igreja Católica, pela forma como coloca hoje as tecnologias de comunicação ao serviço da evangelização.

 

Em entrevista à Agência ECCLESIA, depois da inauguração da nova capela da congregação na Quinta Rainha dos Apóstolos, na Apelação, D. Manuel Clemente recordou que, “para São Paulo, carismas são graças que Cristo concede para a edificação da Igreja” e que “aparecem no momento certo para aquilo que é preciso fazer”.

Foi o que aconteceu há um século, pela mão do beato Tiago Alberione, fundador dos Paulistas, que decidiu “deitar mão” aos “novos recursos mediáticos, desde a imprensa àqueles que se seguiram depois, para que a evangelização se tornasse ainda mais próxima de toda a gente”, para que chegasse “onde tinha de chegar”, salientou.

Para o patriarca de Lisboa, a Família Paulista tem sabido “muito bem” manter vivo o seu legado, ao serviço da missão da Igreja Católica, “através de tudo aquilo que os media vão possibilitando, agora quase vertiginosamente”.

Pelo seu lado, o superior regional dos Paulistas em Portugal, padre José Carlos Nunes, explicou que o projecto da capela “Jesus Mestre”, de linha “contemporânea”, pretende corresponder ao desafio do beato Tiago Alberione de uma Igreja Católica capaz de “comunicar com os homens e mulheres do seu tempo”.

Ao mesmo tempo, a ideia foi erguer um templo que ajude a congregação, através da “celebração, da oração, da arquitectura, da liturgia”, a “amadurecer” a sua fé.

Porque na base do sucesso de todo e qualquer “apostolado ou comunicação” cristã está sempre a “qualidade da fé”, frisou o sacerdote.

A Pia Sociedade de São Paulo foi fundada pelo Beato Tiago Alberione em Alba, Itália, quando deu início, juntamente com alguns seminaristas, a uma tipografia, desenvolvendo o carisma da evangelização através da comunicação.

Em Portugal, os Paulistas estão presentes em três comunidades e desenvolvem a sua missão apostando numa editora multimédia, a Paulus, numa publicação imprensa, a revista Família Cristã, e num programa de rádio semanal com transmissão em várias rádios locais e no estrangeiro.

Destacam-se ainda pela publicação editorial de diversos títulos em áreas como o magistério da Igreja, a catequese, as ciências humanas, da psicologia ao bem-estar, “de livros devocionais e de pensamentos”, procurando ir ao encontro e não esperar “que venham ter com a Igreja”.

 

 

BEJA

 

RESPEITO E CULTO

DOS DEFUNTOS

 

O bispo de Beja, D. António Vitalino, diz que a sociedade está “pouco a pouco a perder a experiência da morte” e o “respeito e culto pelos mortos”, como se estas realidades “não fizessem parte da sua existência”.

 

D. António Vitalino deixa este alerta na sua nota pastoral mais recente, dedicada ao “Dia de Todos os Santos” (1 de Novembro), um dos feriados que “a crise tirou” aos portugueses.

O prelado recorda que “desde os princípios do cristianismo até aos nossos dias houve sempre um culto especial dos mortos”.

Para o bispo, as “mudanças” actuais estão a contribuir “para uma profunda alteração da relação das pessoas com o sofrimento e a morte”.

E não se restringem apenas à questão do feriado, mas a todas as formas de olhar para a “fragilidade da vida, a doença e a dor”.

“Os idosos entregam-se aos lares, os doentes e moribundos aos hospitais e lares de cuidados continuados e os mortos são entregues às agências funerárias, aos tanatórios ou cemitérios em lugares retirados do normal convívio da sociedade”, aponta D. António Vitalino.

Para o bispo de Beja, é fundamental reaprender a “conviver” com a questão da morte, e “inverter hábitos” que estão instalados.

Quanto ao “Dia de Todos os Santos”, o facto de este ano calhar num “fim-de-semana” abre a possibilidade de manter a tradição católica de “participar na missa” e nas “romagens aos cemitérios, onde jazem os entes queridos já falecidos”, conclui.

 


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