aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

NORUEGA

 

PRÉMIO NOBEL DA PAZ

 

O Prémio Nobel da Paz foi atribuído no passado dia 10 de Outubro à activista paquistanesa Malala e ao indiano Kailash Satyarthi, um anúncio feito pelo presidente do Comité Norueguês do Nobel, Thorbjoern Jagland.

 

Malala Yousafzai, de 17 anos, é a mais jovem de sempre a receber um Nobel, que reconhece o compromisso dos dois laureados contra a exploração das crianças e pelo direito dos menores à educação.

A Santa Sé enviou os parabéns aos premiados durante a abertura de uma conferência de imprensa sobre a I Guerra Mundial, pouco após o anúncio dos nomes, e saudou em particular a activista paquistanesa.

O Comité Nobel elogia Malala por ter "mostrado, através do exemplo, que as crianças e os jovens também podem contribuir para melhorar as suas próprias situações" e pela sua “luta heróica".

Kailash Satyarthi, activista pelos direitos das crianças, é também elogiado pela sua "grande coragem pessoal" e o comité de Oslo considera que o indiano de 60 anos se tem distinguido pela manutenção da "tradição de Gandhi".

O comité destacou ainda o facto de ter atribuído o Nobel da Paz de 2014 a um hindu e uma muçulmana, símbolos da “luta comum pela educação e contra o extremismo”.

O Nobel da Paz é atribuído anualmente em Oslo, capital da Noruega, a 10 de Dezembro, data de aniversário da morte do mentor destes prémios, Alfred Nobel.

 

 

ROMA

 

NOVO RESPONSÁVEL PELOS

SACERDOTES FOCOLARINOS

 

O padre António Bacelar, da diocese do Porto, é o novo responsável central pelos cerca de 800 sacerdotes e diáconos que, em todo o mundo, exercem a sua missão pastoral ligados ao Movimento dos Focolares. 

 

O padre português destaca a “experiência única” que é “sentir de um momento para o outro o coração alargar-se aos quatro cantos do mundo” e antecipa uma tarefa que será marcada por “muitos desafios”.

Um dos propósitos mais prementes passa pela necessidade de emprestar maior dinamismo e abertura à acção dos sacerdotes focolarinos, no meio da sociedade.

“Sairmos de nós, dos nossos âmbitos, grupos, estarmos mais atentos e ainda mais ao serviço dos presbitérios onde nos inserimos”, concretiza o padre António Bacelar.

Seguindo o repto insistentemente feito pelo Papa Francisco, o clero ligado ao Movimento dos Focolares deve ir mais ao encontro das periferias, “de todos os tipos, dentro e fora da Igreja”.

Neste âmbito são vistos como prioridades todos quantos hoje enfrentam situações de dificuldade social, económica ou espiritual; as novas gerações com as suas riquezas e interrogações; e também os sacerdotes que estão doentes ou se afastaram do ministério.

De acordo com o padre António Bacelar, os padres focolarinos são chamados à “comunhão, à vida comum, mas, em boa parte dos casos, diante das circunstâncias e sobretudo do serviço pastoral, isso não acontece”.

A eleição do novo responsável central pelos sacerdotes e diáconos ligados ao Movimento dos Focolares teve lugar na última assembleia do sector que decorreu em Roma, no Centro Mariápolis de Castelgandolfo, entre 13 e 17 de Outubro.

Uma iniciativa que contou também com a presença de Maria Voce, recentemente reeleita como presidente do Movimento dos Focolares.

O padre António Bacelar, de 53 anos, é actualmente director dos secretariados da Pastoral Universitária e Juventude da Diocese do Porto.

Desempenha ainda as missões de capelão do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa e de membro do Conselho Pastoral Diocesano.

 

 

ANGOLA

 

RECOMENDAÇÕES DOS BISPOS

 

A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé terminou no passado dia 29 de Outubro a sua segunda reunião anual com várias recomendações aos governantes e também aos sacerdotes, pedindo que estes não se envolvam em “actividades estritamente político-partidárias”.

 

“O Código de Direito Canónico proíbe terminantemente os ministros consagrados de se imiscuírem em assuntos político-partidários quais activistas políticos”, recordam os prelados.

Nesse sentido, os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) assinalam que estas manifestações têm suscitado “não poucas interrogações e perplexidades entre os fiéis”, por isso, apelam que “se abstenham e se isentem” e como pastores assumam-se como “elos de comunhão e convergência”.

A CEAST saudou também a eleição de Angola para membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, no dia 16 de Outubro.

A CEAST “lamenta” o desperdício de recursos financeiros “em obras de qualidade duvidosa” e pede aos governantes que invistam “mais na fiscalização” e no esforço para o “crescimento económico das zonas mais recônditas”.

Os prelados expressam ainda preocupação pelo elevado número de acidentes nas estradas angolanas e disponibilizaram os agentes da pastoral da estrada a “colaborar na sensibilização e formação dos cidadãos”.

 

 

PAQUISTÃO

 

APELO AO GOVERNO

POR ACUSAÇÕES ABUSIVAS

 

O antigo secretário da Comissão Justiça e Paz do Paquistão, Peter Jacob, diz que as autoridades daquele país têm de ter uma intervenção mais firme na monotorização dos casos de pessoas acusadas de blasfémia.

 

Numa entrevista difundida no passado dia 30 de Outubro pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), aquele activista católico pede maior protecção para as vítimas destes casos, que além de darem azo a “inúmeras execuções extrajudiciais” também suscitam um clima de “insegurança generalizada” no Paquistão.

Ao longo dos últimos anos, dezenas de pessoas, cristãs e de outras minorias religiosas, foram presas e julgadas por alegadamente terem proferido ofensas contra Maomé.

Muitas delas enfrentam ainda neste altura a perspectiva da morte ou da prisão perpétua, como Asia Bibi, uma mulher de 45 anos que vê o seu caso arrastar-se desde 2010.

Ainda recentemente, um tribunal paquistanês negou mais um recurso àquela mãe de cinco filhos, que agora tem como última esperança o Supremo Tribunal de Justiça.

Para Peter Jacob, “os ministérios federais e provinciais do Paquistão devem assumir a responsabilidade de proteger e defender estas pessoas”, sobretudo porque em muitas situações está em causa uma questão de “abuso da lei sobre a blasfémia”, inscrita no artigo 295, B e C, do Código Penal paquistanês.

A secção B refere-se a ofensas contra o Alcorão que são puníveis com prisão perpétua; a secção C refere-se a actos que enxovalham o profeta Maomé, puníveis com prisão perpétua ou com a morte.

 


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