nossa senhora de lurdes

DIa MUndial Do doente

11 de Fevereiro de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Louvada seja na terra, F. dos Santos, NRMS 33-34

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste dia de festa da nossa querida Mãe do Céu, Nossa Senhora de Lurdes, dia mundial do doente, somos convidados a aproximarmo-nos do Deus Vivo que nos quer felizes e por isso nos oferece o Seu Filho. Maria convida-nos e interpela-nos a vivermos em Cristo.

Em Lurdes Maria propõe a Bernadete que escave uma fonte: será uma fonte de vida, de cura. Hoje, Maria, convida-nos a descobrir a fonte de vida do nosso batismo escondida pela ignorância, pelo descuido, pela maldade e pelo desprezo. E muitos permanecem sujos, doentes e condenados à morte.

Pela água do batismo fomos enxertados em Cristo, vivemos a comunhão Trinitária e a comunhão com toda a Igreja. Cristo nos introduz na torrente de vida na expressão forte dos sacramentos, dinamismo vivificante que brota da Sua Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição.

Maria, Coração cheio de doçura e de graça, está atenta ao sofrimento de todos os seus filhos. Ela está connosco na sua presença maternal, para nos sorrir com a limpidez de Deus, nos falar com a Palavra de Deus, nos curar com o amor de Deus e nos levar à salvação de Deus.

Como a Bernadete deixemo-nos a atrair pelo Seu sorriso e seu convite. Aproximemo-nos de Deus e conduzamos outros até Deus.

 

Oração colecta: Vinde em auxílio da nossa fraqueza, Senhor de misericórdia, e concedei que, celebrando a memória da Imaculada Mãe de Deus, sejamos purificados dos nossos pecados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: “Os seus meninos de peito serão levados ao colo e acariciados sobre os joelhos”.

 

Isaías 66, 10-14c

 

10Alegrai-vos com Jerusalém, exultai com ela, todos vós que a amais. Com ela enchei-vos de júbilo, todos vós que participastes no seu luto. 11Assim podereis beber e saciar-vos com o leite das suas consolações, podereis deliciar-vos no seio da sua magnificência. 12Porque assim fala o Senhor: «Farei correr para Jerusalém a paz como um rio e a riqueza das nações como torrente transbordante. Os seus meninos de peito serão levados ao colo e acariciados sobre os joelhos. 13Como a mãe que anima o seu filho, também Eu vos confortarei: em Jerusalém sereis consolados. 14Quando o virdes, alegrar-se-á o vosso coração e, como a verdura, retomarão vigor os vossos membros. A mão do Senhor manifestar-se-á aos seus servos».

 

O texto, faz parte dum discurso dotado de rara beleza poética, no final do livro de Terceiro Isaías. Jerusalém, é apresentada como uma mãe, que com seus peitos sacia de consolação e deleite os seus filhos que regressam do exílio (vv. 10-11). Bela acomodação do texto à Virgem Maria feita pela Liturgia de hoje.

12 «A paz como um rio» é uma figura da paz messiânica que Cristo trouxe à «nova Jerusalém» que é «nossa Mãe», a Igreja (cf. Gal 4, 26-27), «o Israel de Deus». A Virgem Maria é imagem, modelo e Mãe da Igreja.

 

Salmo Responsorial    Jt 13, l8bcde.19 (R. 15, 9d ou Lc 1, 42)

 

Monição: Como Maria louvemos o nosso Deus e deixemos que Ele faça em nós maravilhas.

 

Refrão:        Tu és a honra do nosso povo.

Ou:               Bendita sois Vós entre as mulheres.

 

Bendita sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo,

mais do que todas as mulheres da terra

e bendito seja o Senhor nosso Deus,

criador do céu e da terra.

 

Ele enalteceu de tal forma o teu nome

que nunca mais deixarão os homens

de celebrar os teus louvores

e recordarão eternamente o poder de Deus.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 1, 45

 

Monição: “ Fazei tudo o que Ele vos disser”.

A missão da Virgem Nossa Senhora é convidar todos os seus filhos a estarem atentos a Cristo e a cumprirem o que Ele propõe.

 

Aleluia

 

Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36

 

 

Evangelho

 

São João 2, 1-11

Naquele tempo, 1realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. 2Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento. 3A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». 4Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». 5Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». 6Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas. 7Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. 8Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa». E eles levaram. 9Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, – ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam – chamou o noivo 10e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora». 11Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele.

 

O evangelista não visa contar o modo como Jesus resolveu um problema numas bodas, mas centra-se na figura de Jesus, que «manifestou a sua glória», donde se seguiu que «os discípulos acreditaram n’Ele» (v. 11). Toda a narração converge para as palavras do chefe da mesa ao noivo: «Tu guardaste o melhor vinho até agora!» (v. 10). Esta observação encerra um sentido simbólico; o próprio milagre é um «sinal» (v. 11), um símbolo ou indício duma realidade superior a descobrir, neste caso: quem é Jesus. Podemos pressentir a típica profundidade de visão do evangelista, que acentua determinados pormenores pelo significado profundo que lhes atribui. O vinho novo aparece como símbolo dos bens messiânicos (cf. Is 25, 6; Joel 2, 24; 4, 18; Am 9, 13-15), a doutrina de Jesus, que vem substituir a sabedoria do A. T., esgotada e caduca. A abundância e a qualidade do vinho – 6 (=7-1) vasilhas [de pedra] «de 2 ou 3 metretas» (480 a 720 litros) – é um dado surpreendente, que ilustra bem como Jesus veio «para que tenham a vida e a tenham em abundância» (Jo 10, 10; cfr Jo 6, 14: os 12 cestos de sobras). O esposo das bodas de Caná sugere o Esposo das bodas messiânicas, o responsável pelo sucedido: n’Ele se cumprem os desposórios de Deus com o seu povo (cf. Is 54, 5-8; 62, 5; Apoc 19, 7.9; 21, 2; 22, 17).

Também se pode ver, na água das purificações rituais que dão lugar ao vinho, um símbolo da Eucaristia – o sangue de Cristo –, que substitui o antigo culto levítico, e pode santificar em verdade (cf. Jo 2, 19.21-22; 4, 23; 17, 17). Há quem veja ainda outros simbolismos implícitos: como uma alusão ao Matrimónio e mesmo à Ressurreição de Jesus, a plena manifestação da sua glória, naquele «ao terceiro dia» do v. 1 (que não aparece no texto da leitura).

Por outro lado, também se costuma ver aqui o símbolo do papel de Maria na vida dos fiéis (cf. Apoc 19, 25-27; 12, 1-17), Ela que vai estar presente também ao pé da Cruz (Jo 19, 25-27): «e estava lá a Mãe de Jesus» (v. 1). Ao contrário dos Sinópticos, nas duas passagens joaninas fala-se da Mãe de Jesus, como se Ela não tivesse nome próprio; é como se o seu ser se identificasse com o ser Mãe de Jesus, a sua grande dignidade. Trata-se de duas menções altamente significativas: os capítulos 2 e 19 do IV Evangelho aparecem intimamente ligadas precisamente pela referência à «hora» de Jesus, numa espécie de inclusão de toda a vida de Cristo. A Mãe de Jesus não é mais um convidado numas bodas; é uma presença actuante e com um significado particular, nomeada por três vezes (vv. 1.3.5), atenta ao que se passa: dá conta da situação irremediável, intervém e fala, quando o milagre que manifesta a glória de Jesus podia ser relatado sem ser preciso falar da sua Mãe, mas Ela é posta em foco.

1 «Caná»: só S. João fala desta terra (cf. 4, 46; 21, 2), habitualmente identificada com Kefr Kenna, a 7 Km a NE de Nazaré, o lugar de peregrinação, mas as indicações de F. Josefo fazem pensar antes nas ruínas de Hirbet Qana, a 14 Km a N de Nazaré.

3 «Não têm vinho». A expressão costuma entender-se como um pedido de milagre. A exegese moderna tende a fixar-se em que a frase não passa duma forma de pôr em relevo uma situação irremediável, de molde a fazer sobressair o milagre. Mas, sendo a Mãe de Jesus a chamar a atenção para o problema, consideramos que Ela é apresentada numa atitude de oração. Com efeito, a oração de súplica e de intercessão não consiste em exercer pressão sobre Deus, para O convencer, mas é colocar-se na posição de necessitado e mendigo perante Deus, é pôr-se a jeito para receber os seus dons. A intercessão de Maria consiste em pôr-se do nosso lado, em vibrar connosco, de modo que fique patente a nossa carência e se dilate a nossa alma para nos dispormos a receber os dons do Céu. Ela aparece aqui como ícone da autêntica oração de súplica e de intercessão; e é lícito pensar que isto não é alheio à redacção joanina, pois o milagre acaba por se realizar na sequência da intervenção da Mãe de Jesus (mesmo que alguns não considerem primigénio o diálogo dos vv. 3-4).

4 «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». A expressão «que a Mim e a Ti?» (ti emoi kai soi?) é confusa, pois pode significar concordância – «que desacordo há entre Mim e Ti?» –, ou então recusa – «que de comum (que acordo) há entre Mim e Ti?». Sendo assim, a expressão «ainda não chegou a minha hora», presta-se a diversas interpretações, conforme o modo de entender «a hora»: ou a hora de fazer milagres, ou a hora da Paixão. Para os que a entendem como a de fazer milagres, uns pensam que Jesus se escusa: «que temos que ver com isso Tu e Eu? (=porque me importunas?), com efeito ainda não chegou a minha hora», e só a insistência de Maria é que levaria à antecipação desta hora; ao passo que outros (E. Boismard, na linha de alguns Padres) entendem a frase como de um completo acordo: «que desacordo há entre Mim e Ti? porventura já não chegou a minha hora?»; assim se justificaria melhor a ordem que Maria dá aos serventes. Para os que entendem «a hora» como a da Paixão, também as opiniões de dividem acerca de como entender a resposta de Jesus; para uns, significaria acordo, como se dissesse: «que desacordo há entre Mim e Ti? com efeito, ainda não chegou a minha hora, a de ficar sem poder; por isso não há dificuldade para o milagre» (Hanimann); para outros, que entendem a hora do Calvário como a hora da glorificação de Jesus, de manifestar a sua glória, dando o Espírito, a expressão quer dizer: «que temos a ver Tu e Eu, um com o outro?» («que tenho Eu a ver contigo?»), uma expressão demasiado forte, a mesma que é posta na boca dos demónios (cf. Mc 5, 7; 1, 24). Com uma expressão tão contundente, a redacção joanina poria em evidência a atitude de Jesus, que, longe de ser ofensiva para a sua Mãe, o que pretende é mostrar a independência de Jesus relativamente a qualquer autoridade terrena, incluindo a materna (Gächter). Mas o apelo para que Maria não intervenha tem um limite: é apenas até que chegue a hora de Jesus; até lá, tem de ficar na penumbra (o que é confirmado pelas ditas «passagens anti-marianas»: Lc 2, 49; 8, 19-21 par; 11, 27-28). Então Ela vai estar como a nova Eva, a Mãe da nova humanidade, ao lado do novo Adão, junto à árvore da Cruz, daí que seja chamada «Mulher» em Jo 19, 26, como nas Bodas de Caná.

 

Sugestões para a homilia

 

Maria chama-nos.

Maria ensina-nos.

Maria envia-nos.

 

Homilia

 

Maria chama-nos.

 

Nas aparições de Nossa Senhora há gestos e sinais a traduzir a Sua beleza e proximidade. Impressionam os traços humanos de educação, delicadeza, respeito, nobreza e amor.

Um desses sinais é sempre a maneira tão bela e delicada como Maria se dirige às pessoas, aos videntes. Uma maneira maravilhosamente cativante que liberta do medo, que torna a pessoa única, e a faz aproximar livremente.

 E ainda mais impressiona a dimensão divina, pois Aquela que é cheia de graça irradia a luz do mistério de Deus presente nEla de forma única. Por isso atrai, faz experiência de Deus, transforma a pessoa e a vida.

Em Lurdes Maria chama a Bernadete. Fala-lhe. E Bernadete atraída por tanto amor vai e faz como Deus quer! Nas bodas de Caná, dando-se conta das dificuldades que se aproximam, chama os serventes. Eles escutam e fazem como Deus quer.

Também hoje continua a chamar homens e mulheres a fazerem o importante para que as tragédias que se aproximam não se concretizem.

Maria chama a todos. Ela pretende que nos aproximemos de Deus, que nos lavemos, isto é, nos convertamos. Pretende que a nossa vida seja um verdadeiro testemunho pessoal, comunitário e social.

 

Maria ensina-nos.

“Os seus meninos de peito serão levados ao colo e acariciados sobre os joelhos”.

Quando a mãe tem o seu pequenino no seu colo, este fica bem próximo do seu coração e da sua boca. Maria é esta mãe que nos ensina as lições mais belas da vida, que nos conduzem e nos introduzem no mistério de Deus e no amor aos irmãos.

Maria ensina-nos com o Seu Coração o amor a Deus e aos irmãos. Maria ensina-nos com as suas palavras bem junto ao nosso ouvido, a Palavra de Deus, a verdadeira sabedoria da vida, os segredos preciosos.

Quando as pessoas não se amam falam alto umas com as outras e muitas vezes gritam. Embora parecendo próximas estão longe e distantes, porque distantes no amor! Quando se amam falam bem baixo e se escutam. Maria ama-nos e preocupa-se connosco por isso nos fala ao nosso ouvido… ao nosso coração. Assim nos ensina a guardar as Palavras de Deus no nosso coração. Não ouvi-La é deveras desastroso.

 

Maria envia-nos.

 

A cura verdadeira que em Lurdes é proposta passa pelo convite à conversão, a uma vida de amor e de entrega.

Maria envia-nos à fonte: Deus. Nessa fonte devemos lavar-nos dos nossos pecados. Nessa fonte matamos a sede para podermos caminhar nos desertos da vida, por entre dificuldades, desafios e tentações.

Somos convidados a beber a água da penitência que nos deixa sóbrios, límpidos diante de um mundo emborrachado por uma vida carecida de Deus e do amor aos irmãos.

Maria envia-nos lembrando que somos embaixadores de um evangelho da alegria, da doçura, do acolhimento, da ternura, das pessoas.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Maria Santíssima é o sinal maravilhoso

que Deus nos oferece para a nossa adesão,

fidelidade e correspondência ao projeto de Deus.

Por sua intercessão invoquemos a Deus, nosso Pai,

dizendo (ou:  cantando), com alegria:

 

R. Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

Ou: Interceda por nós a Virgem Imaculada.

Ou: Interceda por nós a Santa Mãe da Igreja.

 

1-Pelo Papa Francisco, pelos bispos, presbíteros e diáconos,

para que, seguindo o caminho da fé,

à maneira de Maria Santíssima,

irradiem confiança, alegria e disponibilidade,

oremos, irmãos.

 

2-Pelos jovens das nossas Dioceses

que sentem o chamamento de Jesus,

para que, dóceis aos apelos de Maria,

escutem a voz  de Cristo e O sigam,

oremos, irmãos.

 

3-Pelos cristãos, para que,

na fidelidade aos pedidos de Nossa Senhora,

tenham Cristo no centro das suas vidas, atividades e opções;

sejam acolhedores, serviçais e vivam em comunhão eclesial,

oremos, irmãos.

 

4-Pelos governos de todo o mundo,

por todos os  que se dedicam à investigação científica

e pelos profissionais de saúde;

para que perscrutando as preocupações de Maria

em favor dos pequeninos: as crianças no ventre de suas mães,

os doentes, os que querem desistir de viver,

aceitem o Evangelho de Jesus Cristo,

e sejam defensores da vida humana,

oremos, irmãos.

 

 

5-Pelos que se entregam ao serviço dos mais pobres,

para que sintam em Maria estimulo a mais generosidade,

e por Ela, o Senhor lhes dê o seu Espírito

e a perseverança na caridade,

oremos, irmãos.

 

6-Por todos nós que celebramos a festa

da nossa querida Mãe do Céu,

para que vivamos no cumprimento

de tudo o que Jesus nos pede,

oremos, irmãos.

 

 

 

Senhor, que fizeste da Virgem Santa Maria

a Mulher forte, sempre ao lado do seu Filho

e das dificuldades dos Povos,

concedei-nos também a nós a graça

de colaborarmos generosamente

na obra da redenção da humanidade.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, F. da Silva, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Venha, Senhor, em nosso auxílio o vosso Filho feito homem; Ele, que ao nascer da Virgem Maria, não diminuiu, antes consagrou a integridade de sua Mãe, nos purifique das nossas culpas e Vos torne agradável a nossa oblação. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora: p. 486 [644-756] e pp. 487-490

 

Santo: M. Simões, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Senhor, tantas vezes Vossa Mãe nos pede com insistência a conversão do nosso coração e da nossa vida.

Que eu tenha a docilidade da conversão! Que eu tenha a sabedoria de fazer tudo o que me dizes! Que eu tenha a generosidade do Teu Espírito que me leve a transformar o mundo.

Maria, Mãe querida, sorri para mim como para a Bernardete! Que eu compreenda nesse teu sorriso o infinito amor de Deus para com todos.

 

Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

Cântico de acção de graças: Cantai, cantai ao Senhor, F. da Silva, NRMS 22

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes neste sacramento celeste, fazei que, celebrando com alegria a festa da Virgem Santa Maria, imitemos as suas virtudes e colaboremos generosamente no mistério da nossa redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Tendo celebrado o amor de Deus possa eu ser presença viva do Evangelho da Alegria.

Como nos diz o Papa Francisco: “Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de o procurar dia a dia sem cessar” (EG3).

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

5ª Feira, 12-II: A dignidade da pessoa e do matrimónio.

Gen 2, 18-25 / Mc 7, 24-30

Não convém que o homem esteja só. Vou fazer-lhe uma ajudante que se pareça com ele

«'Ser homem' e 'ser mulher' é uma realidade boa e querida por Deus: o homem e a mulher têm uma dignidade inamissível e que lhes vem imediatamente de Deus, seu Criador (Leit.)» (CIC, 369). Consequências desta dignidade: o respeito à inviolabilidade da vida e a veneração à maternidade; o fundamento do matrimónio: «os dois passarão a ser uma só carne».

Esta fé nos dons iniciais da criação fez com que Jesus curasse a filha de uma mulher pagã (Ev.). Apesar das nossas fraquezas e defeitos, a pessoa humana e o matrimónio mantêm a dignidade original. Com fé restaurar-se-ão as feridas.

 

6ª Feira, 13-II: A restauração das consequências do pecado original.

Gen 3, 1-8 / Mc 7, 31-37

A mulher verificou então que o fruto da árvore era bom par comer e agradável à vista, uma árvore preciosa para obter conhecimento.

Este relato do pecado original mostra-nos as consequências da falta de cumprimento da vontade de Deus: «o homem e a mulher esconderam-se de Deus» (Leit.). Mas o pecado também tem uma solução: «Confessarei a Deus a minha culpa. Vós perdoastes a maldade do meu pecado» (S. Resp.).

Além disso, Jesus veio à terra para nos aproximar de novo de Deus: «serei envolvido na alegria da salvação» (S. Resp.); para nos servir de modelo: «Tudo tem feito admiravelmente» (Ev.); para o imitarmos no cumprimento da vontade de Deus. «O meu alimento é fazer a vontade do Pai».

 

Sábado, 14-II: S. Cirilo e Metódio: Pregoeiros da Boa Nova.

Act 13, 46-49 / Lc 10, 1-9

Vamos voltar-nos para os pagãos, pois assim nos mandou o Senhor: Fiz de ti, luz das nações, para levares a salvação até aos confins da terra.

Muitos sentiram, ao longo dos séculos, este apelo do Senhor, de levar a salvação até aos confins da terra. Assim aconteceu com os Santos Cirilo e Metódio, que pregaram a fé nos países eslavos (Oração). Além de uma intensa actividade missionária, conseguiram preparar os textos litúrgicos em língua eslava, para que a palavra de Deus chegasse a todos.

O Senhor continua a clamar que «a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos» (Ev.). Peçamos aos Santos Padroeiros da Europa que este clamor chegue a cada um de nós e nos decidamos a levar a Boa Nova ao nosso local de trabalho, à nossa família e aos nossos amigos.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 

 

 


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