5º Domingo Comum

8 de Fevereiro de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

Salmo 94, 6-7

Antífona de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, adoremos o Senhor que nos criou. O Senhor é o nosso Deus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

“Vinde, prostremo-nos em terra, adoremos o Senhor que nos criou. O Senhor é o nosso Deus” (Salmo 94, 6-7).

 

Oração colecta: Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa protecção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Neste texto de Job procuramos a solução para o problema do sofrimento. Porém, sem a Cruz de Cristo, não se consegue encontrar uma resposta que dissipe todas as nossas dúvidas.

 

Job 7, 1-4.6-7

1Job tomou a palavra, dizendo: «Não vive o homem sobre a terra como um soldado? Não são os seus dias como os de um mercenário? 2Como o escravo que suspira pela sombra e o trabalhador que espera pelo seu salário, 3assim eu recebi em herança meses de desilusão e couberam-me em sorte noites de amargura. 4Se me deito, digo: ‘Quando é que me levanto?’ Se me levanto: ‘Quando chegará a noite?’ e agito-me angustiado até ao crepúsculo. 6Os meus dias passam mais velozes que uma lançadeira de tear e desvanecem-se sem esperança. 7Recordai-Vos que a minha vida não passa de um sopro e que os meus olhos nunca mais verão a felicidade».

 

Temos aqui um precioso texto do livro de Job, livro que não só põe dramaticamente o problema da dor, mas também a descreve de modo patético e com alto valor literário, como este dorido lamento na presente leitura.

1 «Vive… como um soldado». Uma outra tradução possível é a de S. Jerónimo seguida pela Neovulgata, mais expressiva, como a da recente tradução da Difusora Bíblica: «A vida do homem sobre a terra, não é uma vida de luta?» De facto a palavra hebraica «tsabá» tanto pode significar serviço militar, como guerra ou luta. A tradução escolhida parece empobrecer o texto, pois nós hoje entendemos por vida de soldado uma coisa mais suave e pacífica do que então se entendia, ao passo que naquela época implicava grande sacrifício e grandes riscos.

 

Salmo Responsorial    Salmo 146 (147), 1-2.3-4.5-6 (R. cf. 3a ou Aleluia)

 

Monição: Este Salmo que vamos meditar é um cântico de confiança e abandono nas mãos de Deus que nunca falta com o Seu auxílio, sobretudo aos mais atribulados.

 

Refrão:        Louvai o Senhor, que salva os corações atribulados.

Ou:               Aleluia.

 

Louvai o Senhor, porque é bom cantar,

é agradável e justo celebrar o seu louvor.

O Senhor edificou Jerusalém,

congregou os dispersos de Israel.

 

Sarou os corações dilacerados

e ligou as suas feridas.

Fixou o número das estrelas

e deu a cada uma o seu nome.

 

Grande é o nosso Deus e todo-poderoso,

é sem limites a sua sabedoria.

O Senhor conforta os humildes

e abate os ímpios até ao chão.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Cada fiel da Igreja deve sentir a mesma urgência que sentia S. Paulo, quando afirmava: “Ai de mim se não evangelizar!”.

 

1 Coríntios 9, 16-19.22-23

Irmãos: 16Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória, é uma obrigação que me foi imposta. Ai de mim se não anunciar o Evangelho! 17Se o fizesse por minha iniciativa, teria direito a recompensa. Mas, como não o faço por minha iniciativa, desempenho apenas um cargo que me está confiado. 18Em que consiste, então, a minha recompensa? Em anunciar gratuitamente o Evangelho, sem fazer valer os direitos que o Evangelho me confere. 19Livre como sou em relação a todos, de todos me fiz escravo, para ganhar o maior número possível. 22Com os fracos tornei-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo. 23E tudo faço por causa do Evangelho, para me tornar participante dos seus bens.

 

A leitura insere-se no contexto da questão da legitimidade de comer carnes sacrificadas aos ídolos e vendidas no mercado (1 Cor 8, 1 – 10, 33); Paulo insiste na liberdade de espírito, que não se opõe à renúncia a legítimos direitos, dando o seu exemplo de prescindir de receber estipêndio pelo seu trabalho apostólico; no exercício da sua missão, ele não reivindica direitos, mas apenas considera o ingente dever de evangelizar, que o leva a exclamar: «ai de mim se não anunciar o Evangelho!», seguindo à risca o ensinamento de Jesus – «somos servos inúteis: fizemos apenas o que devíamos fazer» (Lc 17, 10).

22-23 O zelo do Apóstolo fica patente em expressões lapidares, um lema para todos os apóstolos de todos os tempos: «tudo faço por causa do Evangelho». E de que maneira? Sendo «tudo para todos».

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 8, 17

 

Monição: Só a luz da fé pode dar uma resposta verdadeira ao problema do sofrimento humano, sobretudo pelo mistério da cruz anunciado neste Evangelho que vamos ouvir

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 1, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Cristo suportou as nossas enfermidades

e tomou sobre Si as nossas dores.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 29-39

Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. 31Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. 32Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos 33e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. 34Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era. 35De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. 36Simão e os companheiros foram à procura d’Ele 37e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». 38Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». 39E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.

 

Na primeira parte da leitura temos a cura da sogra de Simão, entenda-se Pedro, na sua terra, Cafarnaúm (vv. 30-31), uma cidade completamente destruída e hoje despovoada, que guarda as ruínas da casa de Pedro, sobre as quais se construiu recentemente uma bela igreja suspensa em forma de barco. Nunca se fala nos Evangelhos da mulher de Pedro, o que faz pensar que era viúvo; de qualquer modo, Pedro e os Apóstolos deixaram tudo para seguirem a Jesus. «A febre deixou-a», isto é, foi curada imediatamente duma doença física; outra interpretação carece de base textual.

34 «Não deixava que os demónios falassem». A atitude de Jesus corresponde ao chamado segredo messiânico, muito sublinhado nos Sinópticos, mas mais insistentemente em Marcos. O facto de Jesus contrariar a publicidade não revela apenas a sua humildade, mas sobretudo o cuidado para que a sua missão não viesse a ser interpretada como um messianismo terreno; assim evita de raiz a agitação popular à sua volta. Também se pode ver uma certa intencionalidade teológica de Marcos ao insistir tanto no segredo messiânico, se consideramos que a estrutura do seu Evangelho referente ao ministério na Galileia aparece dividida em duas grandes partes à volta do tema da incompreensão e cegueira: na 1ª parte, a dos homens (1, 14 – 8, 30), na 2ª, a dos discípulos (8, 31 – 10, 52). É possível que a insistência no segredo correspondesse à intencionalidade teológica do redactor Marcos ao pôr em relevo a incompreensão acerca da pessoa e missão de Jesus, mas sem viciar em nada o valor do relato, como pretendia o crítico protestante alemão W. Wrede no princípio do sec. XX.

35 «Retirou-se para um sítio ermo e aí começou a orar». Teoricamente Jesus não teria necessidade de se retirar para estar em diálogo com o Pai, mas os Evangelhos não se cansam de anotar os «retiros» de Jesus para orar (Lucas é quem mais sublinha esta atitude); estamos perante uma referência necessária para todos os seus seguidores, ao anunciarem o Evangelho. O servo de Deus João Paulo II confidenciava: «a oração é para mim a primeira tarefa e é como o primeiro anúncio; é a primeira condição do meu serviço à Igreja e ao mundo» (alocução em 7/10/79).

 

Sugestões para a homilia

 

1.      O Sofrimento na vida humana.

A doença e o sofrimento foram sempre um dos problemas mais graves que afligem a vida humana. Na doença, o homem dá-se conta da sua impotência, dos seus limites e da sua caducidade. Há situações dolorosas que podem conduzir à angústia, por vezes até ao desespero e à revolta contra Deus. Outras vezes, porém, podem fazer com que as pessoas se tornem mais maduras, ajudando-as a discernir na sua vida o que é essencial e levá-las a voltar-se para Deus (Cfr. Cat. I. Cat. 1500-1501).

O profeta Isaías, no Antigo Testamento, já entrevê que o sofrimento pode ter também um sentido redentor pelos pecados dos outros; e anuncia que virá um tempo para Sião em que Deus perdoará todas as faltas e curará todas as enfermidades (Cfr. Is 33,24).

 

2.      Cristo, médico

A compaixão de Cristo pelos que sofrem e as suas numerosas curas de doentes de toda a ordem (Cf. Mt 4, 24) são um sinal maravilhoso de que “Deus visitou o seu povo” (Lc 7, 16). Jesus não tem apenas o poder de curar, mas também de perdoar os pecados. A sua compaixão para com todos os que sofrem leva-O a identificar-se com eles: “Estive doente e fostes visitar-me” (Mt 25, 36). O seu amor de predilecção pelos enfermos não cessou, ao longo dos séculos, de suscitar a atenção muito particular dos cristãos para com todos os que sofrem no seu corpo e na sua alma. Esta atenção deu origem a infatigáveis esforços para aliviar os que sofrem. (Cfr. Catc. Igr. Cat. nº 1503).

No Evangelho de hoje, de S. Marcos, podemos ver Jesus que cura a sogra de Pedro e que, ao cair da tarde, Lhe trouxeram todos os doentes e possessos e que Jesus “curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças” (Cfr. Mc. 1, 29-39)

 

3.    O Sacramento da Unção dos Doentes.

A Igreja crê e confessa que, entre os sete Sacramentos, existe um Sacramento especialmente destinado a reconfortar os atribulados pela enfermidade: a Unção dos Doentes.

Esta Santa Unção dos Doentes foi instituída por Cristo Nosso Senhor como um Sacramento do Novo Testamento, verdadeiro e propriamente dito, insinuado por Marcos (Cfr. Mc, 6,13) e recomendado aos fiéis e promulgado por Santiago, Apóstolo e Irmão do Senhor (Cfr. St 5, 14-15) (Cc. De Trento: DS 1695).

A graça especial do Sacramento da Unção dos Doentes tem como efeitos:

– a união do doente à Paixão de Cristo, para seu bem e de toda a Igreja.

– o conforto, a paz e o ânimo para suportar cristãmente os sofrimentos da enfermidade ou da velhice.

– o perdão dos pecados se o doente não pôde obtê-lo pelo Sacramento da Penitência.

– o restabelecimento da saúde corporal, se for conveniente para a saúde espiritual.

– a preparação para a passagem para a vida eterna. (Cfr. Catec. I.Cat. nº 1532).

 

Fala o Santo Padre

 

«Para confortar uma pessoa enferma, mais do que as palavras conta a proximidade tranquila e sincera.»

O Evangelho deste domingo apresenta-nos Jesus que cura os doentes: em primeiro lugar a sogra de Simão Pedro, que estava de cama com febre e Ele, tomando-a pela mão, curou-a e fez erguer-se; depois, todos os enfermos de Cafarnaum, provados no corpo, na mente e no espírito, e Ele «curou muitos... e expulsou numerosos demónios» (Mc 1, 34). Os quatro Evangelistas testemunham de maneira concorde que a libertação de doenças e enfermidades de todos os tipos constituiu, juntamente com a pregação, a principal actividade de Jesus na sua vida pública. Com efeito, as doenças são um sinal da obra do Mal no mundo e no homem, enquanto as curas demonstram que o Reino de Deus, o próprio Deus, está próximo. Jesus Cristo veio para derrotar o Mal pela raiz, e as curas constituem uma antecipação da sua vitória, alcançada com a sua Morte e Ressurreição.

Um dia, Jesus disse: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos» (Mc 2, 17). Naquela circunstância, referia-se aos pecadores, que Ele veio chamar e salvar. No entanto, permanece verdade que a doença é uma condição tipicamente humana, na qual experimentamos em grande medida que não somos auto-suficientes, mas temos necessidade dos outros. Neste sentido poderíamos dizer, com um paradoxo, que a doença pode ser um momento salutar, no qual podemos experimentar a atenção dos outros e oferecer a nossa ao próximo! Todavia, ela é sempre uma prova, que pode tornar-se também longa e difícil. Quando a cura não chega, e os sofrimentos se prolongam, podemos permanecer como que esmagados, isolados, e então a nossa existência deprime-se e desumaniza-se. Como devemos reagir a este ataque do Mal? Certamente, com as curas apropriadas – nestas décadas a medicina fez grandes progressos, e por isso estamos gratos – mas a Palavra de Deus ensina-nos que há uma atitude decisiva e fundamental, com a qual enfrentar a enfermidade, e é a da fé em Deus, na sua bondade. Jesus repete-o sempre às pessoas que Ele cura: A tua fé salvou-te! (cf. Mc 5, 34.36). Até diante da morte, a fé pode tornar possível aquilo que, humanamente, é impossível. Mas fé em quê? No amor de Deus. Eis a verdadeira resposta, que derrota radicalmente o Mal. Assim como Jesus enfrentou o Maligno com a força do amor que lhe vinha do Pai, também nós podemos enfrentar e vencer a prova da doença, conservando o nosso coração imerso no amor de Deus. Todos nós conhecemos pessoas que suportaram sofrimentos terríveis, porque Deus lhes concedia uma serenidade profunda. Penso no exemplo recente da beata Chiara Badano, extinguida na flor da juventude por um mal sem salvação: aqueles que a visitavam recebiam dela luz e confiança! Todavia, na doença todos nós temos necessidade de calor humano: para confortar uma pessoa enferma, mais do que as palavras conta a proximidade tranquila e sincera.

Estimados amigos, estamos próximos da memória da Bem-Aventurada Virgem Maria de Lourdes,  Dia Mundial do Doente. Façamos também nós como as pessoas da época de Jesus: espiritualmente, apresentemos-lhe todos os doentes, convictos de que Ele quer e pode curá-los. E invoquemos a intercessão de Nossa Senhora, de modo especial para as situações de maior sofrimento e abandono. Maria, Saúde dos enfermos, intercede por nós!

Papa Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro, 5 de Fevereiro de 2012

 

Oração Universal

 

Oremos a Deus Pai, Todo-Poderoso,

sempre atento e solícito para os nossos  sofrimentos,

desejando tornar-nos felizes também na Terra.

Digamos todos:

Ouvi-nos, Senhor.

 

1.     Pela Santa Igreja de Deus, que luta na terra conta o mal:

para que Deus Pai Todo-Poderoso a encha dos dons do Espírito,

a congregue na unidade, sob a bênção de Maria,

e lhe conceda chegar à glória eterna,

oremos, irmãos.

 

2.     Pelos governantes das nações 

e por todos quantos trabalham pela justiça,

e pela paz no mundo:

para que os seus esforços pelo bem comum

preparem o advento do reino eterno,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelas pessoas consagradas e pelos lares cristãos e seus filhos,

pelos idosos e pelos que vivem sozinhos:

para que Deus os guarde na santidade do seu amor,

os alegre com a sua luz,

e lhes conceda a firme esperança do reino futuro,

oremos, irmãos.

 

4.     Pelos defuntos da nossa comunidade e do mundo inteiro,

para que, purificados das suas faltas,

possam contemplar na eternidade o rosto de Cristo,

oremos, irmãos.

 

Ouvi, Deus de Bondade, as súplicas do Vosso povo.

Concedei-nos a graça de sermos sempre fiéis

e dignos de alcançar as vossas promessas.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O pão e o vinho que vos trazemos, B. Salgado, NRMS 12(I)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para auxílio da nossa fraqueza concedei que eles se tornem para nós sacramento de vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no último dia – é a promessa do Senhor. A Santa Missa é a renovação do Mistério Pascal de Jesus Cristo, da Sua Paixão, Morte e Ressurreição. Com Jesus, levaremos corajosamente a cruz de cada dia.

 

Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

Salmo 106, 8-9

Antífona da comunhão: Dêmos graças ao Senhor pela sua misericórdia, pelos seus prodígios em favor dos homens, porque Ele deu de beber aos que tinham sede e saciou os que tinham fome.

 

Ou

Mt 5, 5-6

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

 

Cântico de acção de graças: Minha alma exulta de alegria, F. da Silva, NRMS 32

 

Oração depois da comunhão: Deus de bondade, que nos fizestes participantes do mesmo pão e do mesmo cálice, concedei que, unidos na alegria e no amor de Cristo, dêmos fruto abundante para a salvação do mundo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Procuremos encarar à luz da fé as pequenas ou grandes cruzes de cada dia, vendo nelas uma oportunidade que o Senhor nos oferece para unir-nos aos sofrimentos da Sua Paixão.

Procuremos viver mais intensamente a solidariedade humana e cristã para com todos os que sofrem no corpo ou na alma.

 

Cântico final: Ao Deus do universo, J. Santos, NRMS 1(II)

 

 

Homilias Feriais

 

5ª SEMANA

 

2ª Feira, 9-II: Restaurar todas as coisas em Cristo.

Gen 1, 1-9 / Mc 6, 53-56

No princípio, criou Deus o Céu e a terra.

 Por ser fruto da bondade divina, a criação participa dessa bondade: «E Deus viu que isto era bom» (Leit.). De facto, a criação é querida por Deus, como um dom feito ao homem, como uma herança destinada para ele viver. É pois neste mundo que temos que viver e santificar-nos, lamentando os estragos que o homem fez depois do pecado original.

Jesus vem restaurar os estragos da criação e assim em todas as aldeias onde Ele entrava, traziam-lhe todos os doentes para que Ele os curasse (Ev.). E também vem curar todas as feridas da alma, através do sacrifício da Cruz.

 

3ª Feira, 10-II: A dignidade do homem.

Gen 1, 20- 2, 4 / Mc 7, 1-13

Disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.

O relato da criação inteira e, do homem em particular (Leit.), constitui uma manifestação do amor de Deus.

O homem foi criado com uma extraordinária dignidade, que alcança o seu ponto mais alto com a Encarnação de Cristo: «A natureza humana, nele assumida, não absorvida, foi elevada também a uma dignidade sem igual. Com efeito, pela sua Encarnação, o Filho de Deus uniu-se de algum modo a todo o homem. Trabalhou com mãos humanas, agiu com vontade humana, amou com um coração humano» (Gaudium et Spes, 22).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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