Baptismo do Senhor

11 de Janeiro de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Louvemos a Santíssima Trindade, J. Santos, NRMS 80

cf. Mt 3, 16-17

Antífona de entrada: Depois do Baptismo do Senhor, abriram-se os Céus. Sobre Ele desceu o Espírito Santo em figura de pomba e fez-Se ouvir a voz do Pai: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Como bons cristãos queremos santificar o dia do Senhor, participando na celebração da Eucaristia neste Domingo do Baptismo do Senhor Jesus.

Agradecemos mais uma semana que nos foi concedida e pedimos bênçãos para vivermos felizes no dia-a-dia.

O Senhor atenderá a nossa prece. Escutemo-l’O.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que proclamastes solenemente a Cristo como vosso amado Filho quando era baptizado nas águas do rio Jordão e o Espírito Santo descia sobre Ele, concedei aos vossos filhos adoptivos, renascidos pela água e pelo Espírito Santo, a graça de permanecerem sempre no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

ou

 

Deus omnipotente, cujo Filho Unigénito Se manifestou aos homens na realidade da nossa natureza, concedei-nos que, reconhecendo-O exteriormente semelhante a nós, sejamos por Ele interiormente renovados. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O servo do Senhor é-nos apresentado neste texto do profeta Isaías como luz das nações. Que também nós sejamos iluminados sempre pela Luz de Cristo!

 

Isaías 42, 1-4.6-7

Diz o Senhor: 1«Eis o meu servo, a quem Eu protejo, o meu eleito, enlevo da minha alma. Sobre ele fiz repousar o meu espírito, para que leve a justiça às nações. 2Não gritará, nem levantará a voz, nem se fará ouvir nas praças; 3não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega: 4proclamará fielmente a justiça. Não desfalecerá nem desistirá, enquanto não estabelecer a justiça na terra, a doutrina que as ilhas longínquas esperam. 6Fui Eu, o Senhor, que te chamei segundo a justiça; tomei-te pela mão, formei-te e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações, 7para abrires os olhos aos cegos, tirares do cárcere os prisioneiros e da prisão os que habitam nas trevas».

 

Este texto pertence ao primeiro dos quatro «cantos do Servo de Yahwéh», dispersos pelo Segundo Isaías (Is 40 – 55), mas que, na origem; talvez fizessem parte de um único poema.

«Eis o meu servo». Trata-se de um mediador através do qual Deus levará a cabo o seu plano de salvação. Torna-se difícil determinar quem é designado em primeiro plano, se é uma personalidade individual (um rei de Judá, o profeta, ou o messias), ou uma colectividade (todo o povo de Israel ou parte dele), ou um indivíduo como símbolo de todo o povo. O nosso texto deixa ver uma personagem deveras misteriosa, humilde (vv. 2-3) e poderosa (v. 4.7), escolhido por Deus e com uma missão universal (v. 1.6). Pondo de parte a complexa e discutida questão da personalidade originária deste magnífico poema, o certo é que o Novo Testamento está cheio de ressonâncias deste texto, vendo mesmo nesta figura singular um anúncio do Messias, com pleno cumprimento na pessoa de Jesus (v. 1: cf. Mt 3, 17 e Lc 9, 35; vv. 2-4: cf. Mt 12, 15-21; v. 6: Lc 1, 78-79 e 2, 32 e Jo 8, 12 e 9, 5; v. 7: Mt 11, 4-6 e Lc 7, 18-22). É evidente que foi escolhida esta leitura para hoje porque, assim Deus, pelo Profeta, apresenta o seu servo «enlevo da minha alma», sobre quem «fiz repousar o meu espírito»; é assim que também no Jordão Jesus é apresentado (cf. Evangelho de hoje e paralelos).

 

Salmo Responsorial    Salmo 28 (29), 1a.2.3ac-4.3b.9b-10 (R. 11b)

 

Monição: Nós somos o Povo do Senhor. É d’Ele que recebemos a bênção da paz.

 

Refrão:        O Senhor abençoará o seu povo na paz.

 

Tributai ao Senhor, filhos de Deus,

tributai ao Senhor glória e poder.

Tributai ao Senhor a glória do seu nome,

adorai o Senhor com ornamentos sagrados.

 

A voz do Senhor ressoa sobre as nuvens,

o Senhor está sobre a vastidão das águas.

A voz do Senhor é poderosa,

a voz do Senhor é majestosa.

 

A majestade de Deus faz ecoar o seu trovão

e no seu templo todos clamam: Glória!

Sobre as águas do dilúvio senta-Se o Senhor,

o Senhor senta-Se como Rei eterno.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Deus não exclui ninguém do Seu amor. Esforcemo-nos por amá-l’O como Ele nos ama.

 

Actos dos Apóstolos 10, 34-38

Naqueles dias, 34Pedro tomou a palavra e disse: «Na verdade, eu reconheço que Deus não faz acepção de pessoas, 35mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável. 36Ele enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo, que é o Senhor de todos. 37Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do baptismo que João pregou: 38Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio, porque Deus estava com Ele».

 

Temos aqui uma pequenina parte do discurso de Pedro em casa do centurião Cornélio em Cesareia, quando recebeu directamente na Igreja os primeiros gentios, sem serem obrigados a judaizar. É surpreendente que um discurso dirigido a não judeus contenha alusões (não citações explícitas) ao Antigo Testamento: v. 34 – «Deus não faz acepção de pessoas» (cf. Dt 10, 17); v. 36 – «Ele enviou a sua palavra aos filhos de Israel» (cf. Salm 107, 20); «anunciando a paz» (cf. Is 52, 7); v. 38 «Deus ungiu com… Espírito Santo» (cf. Is 61, 1). Isto corresponde a que se está num ponto crucial da vida da Igreja, em que ela entra decididamente pelos caminhos da sua universalidade intrínseca, em confronto com o nacionalismo judaico. Por isso era importante recorrer àquelas passagens do A. T. que se opõem a qualquer espécie de privilégio de raça ou cultura: «a palavra aos filhos de Israel» deixa ver como Deus é o «Senhor de todos», imparcial, «não faz acepção de pessoas», e que a «paz» – a súmula de todos os bens messiânicos – Deus a destina a toda a humanidade. O discurso tem um carácter kerigmático evidente. E Lucas – o historiador-teólogo –, ao redigi-lo, quaisquer que possam ter sido as fontes utilizadas, terá em vista, mais ainda do que a situação concreta em que foi pronunciado, o efeito a produzir nos seus leitores. Convém notar que, no entanto, ao redigir os discursos – o grande recurso de Actos –, Lucas não os inventa; embora não sejam uma reprodução literal, considera-se que correspondem aos temas da pregação primitiva.

38 «Ungiu do Espírito Santo». Estamos aqui em face de uma expressão simbólica tipicamente hebraica, alusiva à união misteriosa com o Espírito Santo (algo que pertence ao mistério trinitário, o verdadeiro ser e missão de Jesus, que se torna visível na sua Humanidade, na teofania do Jordão). É clara a referência a textos do A. T. de grande densidade messiânica, como Is 11, 2; 61, 1 (cf. Lc 2, 18). Ver supra nota à 1ª leitura do 3º Domingo do Advento (nota ao v. 26).

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Mc 9, 6

 

Monição: Jesus quis ser baptizado por João Baptista no rio Jordão. Não precisava de o ser. Nós, sim! Pelo Baptismo ficamos a pertencer à Sua Igreja.

 

Aleluia

 

Cântico: F da Silva, 73-74

 

Abriram-se os céus e ouviu-se a voz do Pai:

«Este é o meu Filho muito amado: escutai-O».

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 7-11

Naquele tempo, 7João começou a pregar, dizendo: «Vai chegar depois de mim quem é mais forte do que eu, diante do qual eu não sou digno de me inclinar para desatar as correias das suas sandálias. 8Eu baptizo na água, mas Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo». 9Sucedeu que, naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi baptizado por João no rio Jordão. 10Ao subir da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito, como uma pomba, descer sobre Ele. 11E dos céus ouviu-se uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado, em Ti pus toda a minha complacência».

 

São Marcos inicia o seu Evangelho com os brevíssimos relatos da pregação do Baptista no deserto, do Baptismo e das tentações de Jesus.

7-8 O contraste entre as duas personalidades, Jesus e João, reforça a superioridade de Jesus e do seu Baptismo: «não sou digno de me inclinar para desatar as correias das suas sandálias»; note-se que este gesto era considerado de tal modo humilhante, que nem sequer um judeu o podia impor a um criado da sua raça. É o próprio Baptista (assim chamado, sem mais, nos Sinópticos e também por Flávio Josefo) que estabelece o confronto entre o seu baptismo (banho) e o de Jesus: o seu apenas significava a graça e dispunha para a conversão; o de Jesus não só significa a graça purificadora e regeneradora, mas também a produz eficazmente: «Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo». Ver nota a Jo 1, 26 (supra, 3º Domingo do Advento).

9 Jesus quer ser baptizado, mas não é para se inscrever como discípulo na escola do Baptista, nem sequer para ensinar a acatar a missão dum extraordinário enviado de Deus, nem mesmo simplesmente para nos deixar um exemplo de humildade; é sobretudo para realizar uma espécie de «acção simbólica», à maneira dos antigos profetas, como a entendeu a tradição patrística da Igreja: Ele que era a Vida (cf. Jo 1, 4; 14, 6), entra em contacto com a água para lhe dar a força vivificante de vir a ser a matéria do nosso Baptismo. Por outro lado, logo no início da vida pública, é-nos dado um sinal da divindade de Jesus, constituindo, por assim dizer, a sua apresentação pública como Messias e Filho de Deus, a inauguração solene do seu ministério público, credenciado pelas restantes Pessoas divinas. Também a SS. Trindade – que se manifesta no Baptismo do Senhor – toma posse da alma do fiel que é baptizado.

10 A «pomba», representa o Espírito Santo, porque os rabinos da época costumavam representar o Espírito de Deus por esta ave, a adejar sobre as águas na obra da criação (cf. Gn 1, 1). Segundo os Santos Padres, ela é o símbolo da paz e da reconciliação entre Deus e a Humanidade.

 

Sugestões para a homilia

 

O mal no mundo

O Amor no mundo

Sejamos bons, sejamos santos!

 

O mal no mundo

O Senhor deu-nos o dom da vida. Diz-nos o que quer de nós no mundo (Segunda Leitura). Mas deixa-nos livres. Podemos segui-l’O, como O podemos rejeitar…

Há muitas pessoas no mundo que não querem escutar o Senhor. Não vivem a Sua Doutrina. Não querem sair das trevas em que mergulharam (Primeira Leitura). Depois vêm o ódio, a inveja, o ciúme, a vingança, os atentados que causam angústia, sofrimento e morte.

Observando atentamente a nossa sociedade:

Vemos maridos que ontem juraram amor eterno e hoje assassinam cobardemente suas esposas.

Vemos filhos que tanto amavam seus pais e agora os esquecem na ingratidão.

Vemos alunos a não respeitarem os professores e professores que maltratam os seus alunos.

Vemos pessoas abandonadas por aqueles a quem dedicaram as suas vidas.

Vemos empregados que não cumprem o seu dever profissional e patrões que não pagam o justo salário.

Vemos homens que fabricam bombas para matar em vez de produzirem alimentos para ninguém morrer à fome.

Vemos cristãos a serem perseguidos e martirizados por causa da sua Fé e que pedem para não os esquecermos.

Porquê?!… Porque a Doutrina de Amor de Jesus é ignorada e esquecida pelo pecado.

O Amor no mundo

Mas felizmente também há muitas pessoas que escutam o Senhor, vivem no Seu Amor e sentem-se felizes quando tornam os outros felizes:

Vão ao encontro das crianças que lhes pedem protecção.

Vão ao encontro dos jovens para que não se deixem seduzir pelo vício mas transmitam a esperança de um mundo melhor.

Vão ao encontro das mães e dos pais que aceitam os filhos e os educam no caminho do bem.

Vão ao encontro dos idosos e doentes para que não se sintam a mais no mundo que deles necessita para receber os ensinamentos que a idade e a doença proporcionam.

E são capazes de deixar o conforto e a riqueza para consagrar a vida ao serviço dos irmãos numa doação completa ao Senhor e à Igreja.

Sejamos bons, sejamos santos!

Esses são os santos não só do tempo passado mas também do nosso tempo: João XXIII, João Paulo II, Josemaria Escrivá, Alexandrina de Balasar, Francisco e Jacinta Marto, Irmã Lúcia … e tantos, tantos que se cruzam connosco em cada dia que passa.

Nunca nos cansemos de viver como o Senhor quer!

Que a incerteza e a dúvida não impeçam de ver a Luz que ilumina a nossa vida!

Jesus quis ser baptizado no rio Jordão por João Baptista que ficou confundido, exclamando: «Eu não sou digno de me inclinar para desatar as correias das Suas sandálias» (Evangelho). Nós, pelo sacramento do Baptismo, ficamos unidos a Jesus Cristo na Sua Igreja.

Se vivermos com o Senhor na Terra acreditamos que com Ele, com a Virgem Maria, com os anjos e santos viveremos felizes eternamente no Céu!

 

Fala o Santo Padre

 

«Deus fez-se filho do homem, para que o homem se torne filho de Deus.»

Celebramos hoje a festa do Baptismo do Senhor […]e por isso gostaria de propor uma breve reflexão acerca do nosso ser filhos de Deus. Mas antes de tudo pelo nosso ser simplesmente filhos: esta é a condição fundamental que todos temos em comum. Nem todos somos pais, mas todos certamente somos filhos. Vir ao mundo nunca é uma escolha, não nos é perguntado se queremos nascer. Mas durante a vida, podemos amadurecer uma atitude livre em relação à própria vida: podemos acolhê-la como um dom e, num certo sentido, «tornar-nos» o que já somos: tornar-nos filhos. Esta passagem assinala uma mudança de maturidade no nosso ser e na nossa relação com os nossos pais, que se enche de reconhecimento. É uma passagem que nos torna capazes de ser por nossa vez pais – não biologicamente, mas moralmente.

Também em relação a Deus todos somos filhos. Deus está na origem da existência de cada criatura, e é Pai de modo singular de cada ser humano: tem com ele ou com ela uma relação única, pessoal. Cada um de nós é querido, é amado por Deus. E também nesta relação com Deus nós podemos, por assim dizer, «renascer», ou seja, tornarmo-nos aquilo que somos. Isto acontece através da fé, através de um «sim» profundo e pessoal a Deus como origem e fundamento da minha existência. Com este «sim» eu aceito a vida como dom do Pai que está no Céu, um Pai que não vejo mas no qual acredito e que sinto profundamente no coração que é Pai meu e de todos os meus irmãos em humanidade, um Pai imensamente bom e fiel. Sobre o que se baseia esta fé em Deus Pai? Baseia-se em Jesus Cristo: a sua pessoa e a sua história revelam-nos o Pai, fazem com que o conheçamos, na medida do possível neste mundo. Crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, permite «renascer do alto», ou seja, de Deus, que é Amor (cf. Jo 3, 3). Diz são João a propósito de Jesus: «A todos os que o receberam... / deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo 1, 12). É este o sentido do sacramento do Baptismo: é um novo nascimento, que se realiza graças ao Espírito Santo no seio da Igreja.

Estimados amigos, este domingo do Baptismo do Senhor conclui o tempo de Natal. Demos graças a Deus por este grande mistério, que é fonte de regeneração para a Igreja e para o mundo inteiro. Deus fez-se filho do homem, para que o homem se torne filho de Deus. Por isso, renovemos a alegria de ser filhos: como homens e como cristãos. Nascidos do amor de um pai e de uma mãe, e renascidos do amor de Deus, mediante o Baptismo. À Virgem Maria, Mãe de Cristo e de todos os que crêem n’Ele, pedimos que nos ajude a viver realmente como filhos de Deus, não com palavras, mas com acções. Escreve ainda são João: «O Seu mandamento é este: que creiamos no nome de Seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, como Ele nos mandou» (1 Jo 3, 23).

Papa Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro, 8 de Janeiro de 2012

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo  confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Pela Santa Igreja Católica

para que todos os cristãos

procurem tornar o mundo melhor,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelos nossos irmãos perseguidos por causa da Fé

para que se mantenham fiéis na certeza de que

sangue de mártires é semente de cristãos,

oremos, irmãos.

 

4.     Pelas pessoas que sofrem com a violência e guerra

para que, com a colaboração dos homens de boa vontade,

alcancem o dom da segurança e  Paz,

oremos, irmãos.

 

5.     Pelas famílias da nossa comunidade e de todo o mundo

para que vivam felizes no amor,

imitando a Sagrada Família de Nazaré,

oremos, irmãos.                                       

 

6.     Pelos doentes, idosos e marginalizados

para que encontrem nos familiares e amigos

a dedicação e ajuda de que precisam,

oremos, irmãos.

 

6.     Pelos irmãos que o Pai chamou a Si

para que alcancem a felicidade no Céu

onde nos reencontraremos um dia,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da  Virgem Santa Maria,

         concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Alegres tirareis a água pura, M. Simões, NRMS 80

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que a Igreja Vos oferece, ao celebrar a manifestação de Cristo vosso Filho, para que a oblação dos vossos fiéis se transforme naquele sacrifício perfeito que lavou o mundo de todo o pecado. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio

 

O Baptismo do Senhor

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

v. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

v. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:

Nas águas do rio Jordão, realizastes prodígios admiráveis, para manifestar o mistério do novo Baptismo: do Céu fizestes ouvir uma voz, para que o mundo acreditasse que o vosso Verbo estava no meio dos homens; pelo Espírito Santo, que desceu em figura de pomba, consagrastes Cristo vosso Servo com o óleo da alegria, para que os homens O reconhecessem como o Messias enviado a anunciar a boa nova aos pobres.

Por isso, com os Anjos e os Santos do Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Outrora os apóstolos, os discípulos e os conterrâneos puderam estar com Jesus. Ao longo dos séculos houve santos que tiveram o privilégio de O ver. É esse Jesus que agora vamos receber na Sagrada Comunhão e que nos concederá as graças necessárias para jamais nos separarmos d’Ele.

 

Cântico da Comunhão: O Espírito de Deus repousou sobre mim, Az. Oliveira, NRMS 58

Jo 1, 32.34

Antífona da comunhão: Eis Aquele de quem João dizia: Eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus.

 

Cântico de acção de graças: O amor de Deus, M. Luís, NCT 388

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais com este dom sagrado, ouvi benignamente as nossas súplicas e concedei-nos a graça de ouvirmos com fé a palavra do vosso Filho Unigénito para nos chamarmos e sermos realmente vossos filhos. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que bom estarmos aqui reunidos, como família dos filhos de Deus!

Agora vamos partir para vivermos esta alegria no mundo que, com a bênção da Virgem Maria, queremos tornar melhor.

 

Cântico final: Vamos proclamar pelo mundo inteiro, F. da Silva, NRMS 82-83

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO COMUM

 

1ª SEMANA

 

 

2ª Feira, 12-I: Condições para seguir Jesus.

Heb 1, 1-6 / Mc 1, 14-20

Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar a Boa Nova do reino...: O Reino de Deus está próximo.

Cristo, o Filho de Deus feito homem, é a Palavra do Pai. NEle o Pai disse tudo (Leit.). Para levar a cabo a sua missão, Cristo escolhe os Apóstolos (Ev.). Assim começa a implantação na terra do reino dos Céus.

Também nós somos convidados para segui-lo (Ev.). Quanto às características deste seguimento podíamos apontar, em primeiro lugar, o arrependimento, para poder andar pelo bom caminho; depois, acreditar na Boa Nova, uma vez que o discípulo deseja seguir as pisadas do seu Mestre, indicadas no Evangelho; e finalmente, a prontidão, para pôr de parte o que estorva.

 

3ª Feira, 13-I: O sabor a novidade da doutrina de Cristo.

Heb 2, 5-12 / Mc 1, 21-28

Nisto, apareceu naquela sinagoga um homem com um espírito impuro, que disse em altos brados: Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré?

 

As palavras deste espírito impuro continuam a ecoar pelo mundo inteiro: O que é que Deus tem a ver connosco? O que é que a Igreja tem a ver com determinado tema? Ou «Que é o homem, para que dele vos recordeis? (Leit.).

Há certamente ainda muita gente que não conhece o Senhor, que não percebe a riqueza dos seus ensinamentos. Pela nossa parte, procuremos aumentar o nosso conhecimento de Jesus. E fazer chegar aos outros a sua doutrina que, para muitos, terá certamente sabor a novidade: «Uma doutrina nova, e com que autoridade?» (Ev.).

 

4ª Feira, 14-I: A libertação das nossas pequenas escravidões.

Heb 2, 14-18 / Mc 1, 29-39

Jesus curou muitas pessoas, que sofriam de várias doenças, e expulsou muitos demónios.

No início da sua vida pública, Jesus cura muitas doenças e liberta da escravidão do demónio (Ev.). De facto, todos nós podemos ficar escravos de algum tipo de pecado: preguiça, luxúria, dedicação de muito tempo à TV ou à Net, etc.

Precisamos de nos empenhar numa luta diária, que exige muito sacrifício. E recorrer mais a Deus, que nos pode ajudar nestes combates: «Pela sua morte, Ele podia libertar a quantos se encontravam sujeitos à servidão» (Leit.). É uma ajuda que Ele nos presta na Confissão. E fazer mais oração, imitando o exemplo de Jesus, que se retirava para um sítio ermo e começava a orar (Ev.).

 

5ª Feira, 15-I: A importância do 'hoje' e do 'agora'.

Heb 3, 7-14 / Mc 1, 40-45

Hoje, se ouvirdes a voz do Senhor, não queirais endurecer os vossos corações.

O nosso coração endurece, quando é seduzido pelo pecado: «para que nenhum de vós se endureça pelo pecado» (Leit.). Pelo contrário, o Coração de Jesus está cheio de misericórdia e cura o leproso: «Jesus compadecido...: vou curar-te» (Ev.).

Jesus ensinou-nos no Pai-nosso o valor do 'hoje' e, na Avé-Maria, aprendemos o valor do 'agora'. Estas palavras hão-de estar presentes no nosso dia para cumprirmos os nossos deveres sem demora, pois os adiamentos vão alimentando a preguiça. E para ouvirmos a voz do Senhor, que bate à porta do nosso coração e espera uma resposta positiva, um 'sim'.

 

6ª Feira, 16-I: Ultrapassar as dificuldades para chegar a Jesus.

Heb 4, 1-5. 11 / Mc 2, 1-12

Como não podiam levá-lo até junto dEle, devido à multidão, descobriram o telhado por cima do lugar em que Ele estava.

Apesar das dificuldades estes amigos do paralítico conseguiram levá-lo até Jesus (Ev.). Também não é fácil chegar até junto de Jesus no dia a dia. A multidão representa o ambiente adverso, paganizado, repleto de materialismo, hedonismo, sensualidade. Mas, apesar de tudo, não podemos cruzar os braços, temos que nos esforçar por chegar até Jesus, através de um acto de presença de Deus, de um momento de oração.

Assim adquiriremos mais serenidade, mais paz, entraremos no 'repouso' de Deus: «Empenhemo-nos por entrar naquele repouso e, assim, ninguém virá a cair» (Leit.).

 

Sábado, 17-I: Todos precisamos de um auxílio oportuno.

Heb 4, 12-16 / Mc 2, 13-17

Jesus: não são os que têm saúde que precisam de médico, mas aqueles que estão doentes.

Jesus não só cura as doenças, mas também os pecados: é o Médico que os doentes (pecadores) precisam. Na vida espiritual acontece o mesmo: todos somos pecadores, mesmo que estejamos na graça de Deus.

Na verdade, só Deus pode avaliar a ofensa do pecado. E Ele, sendo a santidade, não nos vem julgar, mas curar: «veio chamar os pecadores». Procuremos descobrir as nossas fraquezas e Ele nos dará forças para as curarmos: «Vamos, pois, cheios de confiança, ao trono da graça, a fim de alcançarmos a graça de um auxílio oportuno» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 

 

 


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