Santa Maria Mãe de Deus

D. M. da Paz

1 de Janeiro de 2015

 

Na Oitava do Natal do Senhor

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Senhor, trazei-nos a paz, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Ou

cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste dia, celebra-se a Solenidade da Virgem Santa Maria, Mãe de Deus: somos convidados a contemplar a Virgem Maria, que, com o seu “sim” ao projecto de Deus, nos ofereceu Jesus, o nosso Salvador. Celebramos também o Dia Mundial da Paz, instituído pelo Papa Paulo VI. A Igreja pede a todos os “homens de boa vontade” que rezem pela paz no mundo. Hoje, primeiro dia do ano de 2015, sob a protecção de Maria, iniciamos uma nova caminhada com Jesus, Deus-connosco, que nos ama e nos enriquece com as suas bênçãos divinas.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima, destes aos homens a salvação eterna, fazei-nos sentir a intercessão daquela que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Nesta leitura, o autor conforta-nos com a certeza da presença de Deus, que nos abençoa e nos protege. O Senhor faz brilhar sobre nós a luz do seu rosto e nos concede a sua paz.

 

Números 6, 22-27

22O Senhor disse a Moisés: 23«Fala a Aarão e aos seus filhos e diz-lhes: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo: 24‘O Senhor te abençoe e te proteja. 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. 26O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz’. 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei».

 

24-26 Esta é uma bênção própria da liturgia judaica, ainda hoje usada. É tripla e crescente: com três palavras a primeira; com 5 palavras e com 7 as seguintes (no original hebraico). A tríplice invocação do Senhor, faz-nos lembrar a bênção da Igreja, em nome das Três Pessoas da SS. Trindade.

Quando, ao começar o ano civil, nos saudamos desejando Ano Novo feliz, aqui temos as felicitações, isto é, as bênçãos que o Senhor – e a Igreja – nos endereça.

 

Salmo Responsorial    Salmo 66 (67), 2-3.5.6 e 8 (R. 2a)

 

Monição: O povo cristão suplica e inclina-se para receber a bênção de Deus, num gesto de adoração, de fé e de confiança. Com o salmista cantamos:

 “Deus tenha compaixão de nós e nos dê a Sua bênção”.

 

Refrão:        Deus Se compadeça de nós

                e nos dê a sua bênção.

 

Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,

resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.

Na terra se conhecerão os seus caminhos

e entre os povos a sua salvação.

 

Alegrem-se e exultem as nações,

porque julgais os povos com justiça

e governais as nações sobre a terra.

 

Os povos Vos louvem, ó Deus,

todos os povos Vos louvem.

Deus nos dê a sua bênção

e chegue o seu temor aos confins da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Na segunda leitura, S Paulo recorda-nos o amor de Deus Pai, que “ ao chegar a plenitude dos tempos nos enviou o seu Filho” para nos libertar da escravidão da Lei de Moisés e nos tornar “seus filhos adoptivos”.

 

Gálatas 4, 4-7

Irmãos: 4Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, 5para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «Abbá! Pai!». 7Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus.

 

O texto escolhido para hoje corresponde à única vez que S. Paulo, em todas as suas cartas, menciona directamente a Virgem Maria. Não deixa de ser interessante a alusão à Mãe de Jesus, sem mencionar o pai, o que parece insinuar a maternidade virginal de Maria.

5 Segundo o pensamento paulino, Cristo, sofrendo e morrendo, satisfaz as exigências punitivas da Lei, que exigia a morte do pecador; assim «resgatou os que estavam sujeitos à Lei» e mereceu-nos vir a ser filhos adoptivos de Deus. O Natal é a festa do nascimento do Filho de Deus e também a da nossa filiação divina.

6 «Abbá». Porque somos realmente filhos de Deus, podemos dirigirmo-nos a Ele com a confiança de filhos pequenos e chamar-Lhe, à maneira das criancinhas: «Papá». «Abbá» é o diminutivo carinhoso com que ainda hoje, em Israel, os filhos chamam pelo pai (abbá). S. Paulo, escrevendo em grego e para destinatários que na maior parte não sabiam hebraico, parece querer manter a mesma expressão carinhosa e familiar com que Jesus se dirigia ao Pai, a qual teria causado um grande impacto nos próprios discípulos, porque jamais um judeu se tinha atrevido a invocar a Deus desta maneira; esta é a razão pela qual a tradição não deixou perder esta tão significativa palavra original de Jesus.

 

Aclamação ao Evangelho        Hebr 1, 1-2

 

Monição: Deus falou aos nossos pais pelos Profetas. Agora, “chegou a plenitude dos tempos” e Deus fala-nos por seu Filho, que assumiu a nossa humanidade para nos tornar participantes da Sua divindade. O Espírito Santo derrama em nós o Seu Amor e podemos chamar a Deus com o Nome de Pai “Abba! Pai”.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Muitas vezes e de muitos modos

falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas.

Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por seu Filho.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 16-21

Naquele tempo, 16os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. 21Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.

 

Texto na maior parte coincidente com o do Evangelho da Missa da Aurora do dia de Natal (ver notas supra).

21 Repetidas vezes se insiste em que o nome de Jesus é um nome designado por Deus: o nome, etimologicamente, significa aquilo que Jesus é na realidade, «Yahwéh que salva».

 

Sugestões para a homilia

 

Os pastores vieram a Belém e “encontraram Maria, José e o Menino

 

 O Evangelho diz-nos que os Pastores vieram a toda a pressa a Belém. Encontraram Jesus Menino. Falaram da mensagem angélica que tinham recebido acerca desta criança.

Os pastores chegaram a Belém e “encontraram Maria, José e o Menino”. Vinham confirmar a mensagem que o Anjo do Senhor lhes tinha transmitido: “Nasceu o Salvador, Jesus Cristo, Senhor”. Três títulos solenes, divinos: Salvador, Cristo (Messias ou Ungido), Senhor. Cheios de alegria glorificaram a Deus. O texto de hoje é a continuação daquele que foi lido na noite de Natal: após o anúncio do “anjo do Senhor”, os pastores “dirigiram-se a Belém e encontraram Maria, José e o Menino, deitado na manjedoura”. S. Lucas apresenta uma catequese que dá a entender aos cristãos quem é esse Menino e qual a sua missão: Jesus é o Messias libertador, que vem trazer a paz. A sua chegada provoca alegria e felicidade nos pobres, nos simples, nos humildes.

 Os pastores contavam o que tinham visto e glorificavam a Deus. Pessoas simples viram e ouviram. Viram um recém-nascido, uma criança como qualquer outra acerca da qual tinham ouvido uma mensagem extraordinária. Não ficaram nas aparências. Glorificaram e louvaram a Deus. A Igreja convida-nos também a louvar a Deus pelo seu amor por nós e a dar testemunho da bondade infinita de Deus pelos homens, que se manifestou com o nascimento de Jesus: Deus prova assim o seu amor para connosco: “Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, para nos resgatar!” (Gal 4,4-7).

 

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

 

Na narração de S. Lucas, Jesus Menino é citado em último lugar. José em segundo lugar. Nesse tempo a mulher não tinha valor legal. Mas S. Lucas coloca-a no primeiro lugar: “Os pastores encontraram Maria.” Isto tem um significado. O título de Maria, Mãe de Deus, foi definido somente pelo Concílio de Éfeso em 431. Mas o Evangelho fala de Maria Mãe de Jesus, o Verbo de Deus. E o Verbo é Deus desde toda a eternidade! Porque Jesus é Deus e nasceu de Maria, o povo sempre ousou tratar Maria como Mãe de Deus. Por isso, quando os bispos reconheceram esse título, a cidade de Éfeso encheu-se de luz e de cânticos de júbilo para celebrar solenemente a primeira festa da Mãe de Deus.

Recordemos a verdade do Novo Testamento sobre o mistério de Jesus no Credo do Concílio de Calcedónia: “Confessamos unanimemente a fé em Jesus Cristo Nosso Senhor, perfeito na Sua divindade, perfeito na Sua humanidade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, consubstancial ao Pai na Sua divindade, consubstancial a nós na Sua humanidade, em tudo igual a nós excepto no pecado (Heb 4, 15). Gerado pelo Pai antes de todos os séculos, segundo a divindade; nascido nestes últimos dias, para nossa salvação, da Virgem Maria, segundo a humanidade. Um só e mesmo Cristo Senhor, Filho único que nós reconhecemos em duas naturezas sem confusão, sem divisão.”

 Esta é a verdadeira identidade de Jesus de Nazaré. Esta é verdadeira identidade de Sua Mãe, a Virgem Maria.

Hoje somos convidados a contemplar a Mãe de Jesus que, com o seu “sim” a Deus, nos ofereceu o Salvador! Maria favorece o nosso encontro com Jesus. Ela é o modelo para todos os que aceitam acolher a proposta de Deus, a “meditam no coração” e colaboram na concretização do projecto divino de salvação para o mundo. Por Maria a Jesus.

 

À Vossa protecção nos acolhemos, ó Santa Mãe de Deus

 

O Ano de 2014 ficou marcado pela guerra, pela crueldade, pela atrocidade e violência. Muitos crentes martirizados por causa da sua fé, em vários países. Como será o novo ano? Que trará a cada um de nós e ao mundo? Ninguém sabe. Aconteça o que acontecer, podemos contar sempre com a ajuda da Virgem Maria, Santa Mãe de Deus. Oito dias depois do Natal, hoje é o primeiro de Janeiro, de 2015. Enquanto nós desejamos uns aos outros feliz ano novo, a Igreja celebra a festa de Maria, Mãe de Deus e deseja que os seus filhos compreendam melhor o mistério de Jesus Cristo, Filho do Eterno Pai e Filho de Maria. Sempre que a Igreja nos fala de Maria é para nos falar de Jesus. Na Ave-Maria dizemos “Santa Maria, Mãe de Deus”. Numa Antífona antiquíssima a nossa Senhora, que pode ser rezada no fim da oração de Completas, dizemos: “À vossa protecção nos acolhemos, ó santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem, gloriosa e bendita. Que confiança nos inspira esta bela oração, dirigida à Santa Mãe de Deus!

 O Menino recebeu o Nome de Jesus indicado a Maria pelo anjo na anunciação. Evangelho de S. Lucas recorda-nos que a Mãe de Jesus guardava estes acontecimentos e meditava-os no Seu Coração. Ela sabia que Jesus nascia para nos salvar. O Anjo tinha dado a razão deste nome: “ Ele salvará o povo dos seus pecados.” (Mat 1, 21) Jesus nasce para nos salvar. A devoção a Maria recorda-nos a fé no mistério da encarnação de Deus em Jesus Cristo, nosso Redentor! (Noel Quesson, “Parole de Dieu pour chaque dimanche”)

 

“Um Menino nos nasceu. Será chamado Príncipe da paz” Isaías, 9,5

 

Hoje também celebramos o dia mundial de oração pela paz. Não fiquemos indiferentes. “Deus chamou-nos para a paz” (1Cor 7, 15). “Quanto ao resto, irmãos sede alegres, trabalhai na vossa perfeição, consolai-vos uns aos outros, tende os mesmos sentimentos, vivei em paz e o Deus de amor e de paz estará convosco.” (2 Cor 13,11) Deus criou-nos para viverem em paz. No dia do nascimento de Jesus os anjos cantaram “Glória a Deus no Céu, paz na Terra aos homens por Ele amados.” (Luc 2,14)

Felizes os que promovem a paz! Felizes os que trabalham pela paz. Felizes os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus! (Mat 5,9)

S. João XXIII (canonizado com S. João Paulo II a 27 de Abril de 2014, Domingo da Misericórdia) aponta quatro pilares que sustentam a paz: a verdade, a justiça, a caridade, e a liberdade.

Vinde Espírito de Amor e de paz! Dai-nos, Senhor, a Vossa paz!

Senhor, fazei de nós instrumentos da Vossa paz. (S. Francisco de Assis)

 

Fala o Santo Padre

 

«Graças ao seu generoso «sim» de Maria

apareceu no mundo a luz verdadeira que a todo o homem ilumina.»

Na liturgia deste primeiro dia do ano ressoa a tríplice bênção bíblica: «O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor te mostre a sua face e te conceda a sua graça! O Senhor dirija o seu rosto para ti e te dê a paz!» (Nm 6, 24-26). Podemos contemplar o rosto de Deus, que se fez visível e se revelou em Jesus: Ele é a imagem visível do Deus invisível. E isto graças também à Virgem Maria, de Quem hoje celebramos o maior título, aquele com que Ela participa de modo único na história da salvação: ser Mãe de Deus. No seu seio, o Filho do Altíssimo assumiu a nossa carne, e nós podemos contemplar a sua glória (cf. Jo 1, 14), sentir a sua presença de Deus connosco.

Assim, comecemos o novo ano […] fixando o olhar no Rosto de Deus que se revela no Menino de Belém, e na sua Mãe, Maria, que acolheu o desígnio divino com abandono humilde. Graças ao seu generoso «sim» apareceu no mundo a luz verdadeira que a todo o homem ilumina (cf. Jo 1, 9) e foi-nos reaberto o caminho da paz.

Caros irmãos e irmãs, como é já feliz tradição, hoje celebramos o Dia Mundial da Paz. […] Hoje, os jovens olham para o futuro com uma certa apreensão, manifestando aspectos da sua vida que merecem atenção, como «o desejo de receber uma formação que os prepare de maneira mais profunda para enfrentar a realidade, a dificuldade de formar uma família e encontrar um emprego estável, a capacidade efectiva de intervir no mundo da política, da cultura e da economia contribuindo para a construção duma sociedade de rosto mais humano e solidário» (n. 1). Convido todos a ter a paciência e a constância de promover a justiça e a paz, de cultivar o gosto por aquilo que é justo e verdadeiro (cf. n. 5). A paz nunca é um bem que se alcança plenamente, mas constitui uma meta à qual todos devemos aspirar e pela qual todos temos o dever de trabalhar.

Oremos para que, não obstante as dificuldades que às vezes tornam árduo o caminho, esta profunda aspiração se traduza em gestos concretos de reconciliação, de justiça e de paz. Rezemos também para que os responsáveis das Nações renovem a disponibilidade e o compromisso a acolher e favorecer este anseio insuprimível da humanidade. Confiemos estes bons votos à intercessão da Mãe do «Rei da Paz», a fim de que o ano que agora tem início seja um tempo de esperança e de convivência pacífica para o mundo inteiro.

Papa Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro, 1 de Janeiro de 2012

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs, na solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus,

façamos subir até Deus, nosso Pai,

a nossa oração pela paz e pelo bem-estar em toda a terra,

dizendo (cantando), com alegria:

 

 Dai-nos Senhor, a vossa paz.

 

1. Para que o Senhor dê aos fiéis da sua Igreja

e àqueles que os dirigem e apascentam

um ano de bênçãos e de graças,

oremos, irmãos.

 

2. Para que o Menino Jesus encontrado pelos pastores

ensine aos homens que trabalham pela paz

a construí-la em fidelidade à voz de Deus,

oremos, irmãos.

 

3. Para que a Virgem, que deu à luz o Redentor,

venha em socorro de todas as mulheres

que vão ser mães e são pobres como ela,

oremos, irmãos.

 

4. Para que o nome de Jesus dado ao Menino

esteja no coração daqueles que sofrem

e nos lábios de cada moribundo,

oremos, irmãos.

 

5. Para que Deus volte para nós o seu olhar,

nos dê a paz, nos abençoe e nos proteja,

e faça crescer em santidade esta Paróquia,

oremos, irmãos.

 

Pai santo, que chamais vossos filhos

àqueles que promovem a paz,

concedei-nos a graça de trabalhar incansavelmente

pela instauração da justiça,

que pode garantir aos homens a paz firme e verdadeira.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho.

 

 

Prefácio

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever dar-Vos graças sempre e em toda a parte e louvar-Vos, bendizer-Vos e glorificar-Vos na solenidade da Virgem Santa Maria, Mãe de Deus. Pelo poder do Espírito Santo Ela concebeu o Vosso Filho Unigénito e, sem perder a glória da Sua Virgindade, deu ao mundo a luz eterna, Jesus Cristo, Nosso Senhor. Por Ele, numa só voz, os anjos e os arcanjos e todos os coros celestes proclamam alegremente a Vossa glória. Permiti que nos associemos às suas vozes cantando numa só voz: Santo, Santo, Santo…

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Santa Maria, Mãe de Deus, M. Simões, NRMS 41

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que dais origem a todos os bens e os levais à sua plenitude, nós Vos pedimos, nesta solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: assim como celebramos festivamente as primícias da vossa graça, tenhamos também a alegria de receber os seus frutos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na maternidade] p. 486 [644-756]

 

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Neste momento da Comunhão agradeçamos o Amor infinito de Jesus que pelo Mistério da Encarnação assumiu um corpo, em tudo igual a nós excepto no pecado (Heb 4, 15).

“O Verbo fez-se carne. A carne fez-se pão para ser o nosso alimento na santa comunhão.”

 

Cântico da Comunhão: O Verbo fez-se Carne, Az. Oliveira, NRMS 52

Hebr 13, 8

Antífona da comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje e por toda a eternidade.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, fazei de mim um instrumento, F. da Silva, NRMS 6 (II)

 

Oração depois da comunhão: Recebemos com alegria os vossos sacramentos nesta solenidade em que proclamamos a Virgem Santa Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja: fazei que esta comunhão nos ajude a crescer para a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Bom Ano! Feliz Ano Novo para todos, cheio das graças e bênçãos de Deus:

 

Deus vos guarde firmes na fé, inabaláveis na esperança e perseverantes na caridade

 R: Amen.

O Senhor dirija na Sua paz os vossos dias e actos deste novo ano.

R: Amen.

Escute sempre as vossas súplicas e vos conduza à bem-aventurança da vida eterna.

R: Amen

Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.

Amen.

 

Nesta minha Mensagem para o Dia Mundial da Paz, desejo formular a todos votos duma vida repleta de alegria e esperança. Com efeito, no coração de cada homem e mulher, habita o anseio duma vida plena que contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros, em quem encontramos irmãos que devemos acolher e abraçar. Na realidade, a fraternidade é uma dimensão essencial do homem. A consciência viva desta dimensão relacional leva-nos a ver e tratar cada pessoa como uma verdadeira irmã e um verdadeiro irmão; sem tal consciência, torna-se impossível a construção duma sociedade justa, duma paz firme e duradoura. E convém desde já lembrar que a fraternidade se começa a aprender habitualmente no seio da família, graças sobretudo às funções responsáveis e complementares de todos os seus membros, mormente do pai e da mãe. A família é a fonte de toda a fraternidade, sendo por isso mesmo também o fundamento e o caminho primário para a paz, já que, por vocação, deveria contagiar o mundo com o seu amor.

Em muitas partes do mundo, parece não conhecer tréguas a grave lesão dos direitos humanos fundamentais, sobretudo dos direitos à vida e à liberdade de religião…

Papa Francisco, Mensagem para o dia Mundial da Paz, 2014

 

Cântico final: O Povo de Deus Te aclama, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

 

 

Homilias Feriais

 

DIAS FERIAIS DO TEMPO DO NATAL

 

6ª Feira, 2-I: Mostrar Cristo nas nossas vidas.

1 Jo 2, 22-28 / Jo 1, 9-28

Quem é mentiroso? Não é aquele que nega que Jesus seja o Cristo?

É muito provável que encontremos muitas pessoas que negam a divindade de Cristo e a sua acção no mundo em que vivemos. Pela nossa parte, procuremos dar um testemunho da presença do Senhor nas nossas vidas.

Sigamos o conselho de João Baptista, que cita Isaías: «Endireitai os caminhos do Senhor» (Ev.). Façamos um exame de consciência, para encontrarmos os desvios destes caminhos do Senhor, isto é, dos ensinamentos que Ele nos traz. E também o conselho do Apóstolo: «Permanecei em Cristo» (Leit.), isto é, mantenhamos uma maior união com o Senhor ao longo do dia.

 

Sábado, 3-I: Santíssimo Nome de Jesus: O poder do nome de Jesus.

1 Jo 2, 29- 3, 6 /  Jo 1, 29-34

Todo aquele que tem esta esperança (ser filho de Deus) purifica-se a si mesmo como Ele é puro.

Esta é a grande maravilha resultante da Encarnação do Verbo divino: «Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus» (Leit.). E o Filho de Deus, para nos ajudar a viver esta condição, veio purificar-nos do pecado: «Eis o Cordeiro e Deus que tira o pecado do mundo» (Ev.).

O Nome de Jesus significa 'Yavé salva'. Este nome está no centro da oração cristã, pois todas as orações concluem com a fórmula 'por nosso Senhor Jesus Cristo...'; na Missa: 'Senhor tende piedade de nós'. Que o nome de Jesus esteja sempre presente nas nossas orações e acções.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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