4º Domingo do Advento

21 de Dezembro de 2014

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Avé, Senhora do Advento, Az. Oliveira, NRMS 95-96

Is 45, 8

Antífona de entrada: Desça o orvalho do alto dos Céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Pela graça de Deus, estamos a chegar mais uma vez, à sempre grande, muito querida e esperada Festa de Natal. O tempo de Advento, no qual somos particularmente convidados a fazer uma séria preparação para a comemoração do grandioso acontecimento que nele se recorda, está a chegar ao fim. A Sagrada Liturgia, depois de nos ter recordado os sinais que Deus, nosso Pai, foi dando ao Povo de Israel acerca do envio do Salvador da humanidade, dá-nos, neste quarto Domingo  do Advento, o último sinal dessa vinda tão desejada. O nosso Salvador é Jesus, descendente de David, filho de Maria sempre Virgem. Com que carinho e cuidado preparou Nossa Senhora o nascimento de Jesus! Que a Mãe de Jesus e nossa terna Mãe do Céu, nos ensine também a preparar e viver o melhor possível tão grande e feliz acontecimento.

 

Ato Penitencial

 

Porque nem sempre temos correspondido ao Amor que Deus, nosso Pai nos tem, e que particularmente nos revela com o Nascimento de Jesus, que veio ao mundo para nos salvar, vamos sinceramente pedir perdão.

Confessemos os nossos pecados.

 

Oração colecta: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Natã anuncia a David que da sua descendência virá o Messias, que será rei para sempre. Deus recompensa deste modo a sua generosidade.

 

2 Samuel 7, 1-5.8b-12.14a.16

1Quando David já morava em sua casa e o Senhor lhe deu tréguas de todos os inimigos que o rodeavam, 2o rei disse ao profeta Natã: «Como vês, eu moro numa casa de cedro e a arca de Deus está debaixo de uma tenda». 3Natã respondeu ao rei: «Faz o que te pede o teu coração, porque o Senhor está contigo». 4Nessa mesma noite, o Senhor falou a Natã, dizendo: 5«Vai dizer ao meu servo David: Assim fala o Senhor: Pensas edificar um palácio para Eu habitar? 8bTirei-te das pastagens onde guardavas os rebanhos, para seres o chefe do meu povo de Israel. 9Estive contigo em toda a parte por onde andaste e exterminei diante de ti todos os teus inimigos. Dar-te-ei um nome tão ilustre como o nome dos grandes da terra. 10Prepararei um lugar para o meu povo de Israel; e nele o instalarei para que habite nesse lugar, sem que jamais tenha receio e sem que os perversos tornem a oprimi-lo como outrora, 11quando Eu constituía juízes no meu povo de Israel. Farei que vivas seguro de todos os teus inimigos. O Senhor anuncia que te vai fazer uma casa. Quando chegares ao termo dos teus dias e fores repousar com teus pais estabelecerei em teu lugar um descendente que há-de nascer de ti e consolidarei a tua realeza. Ele construirá um palácio ao meu nome e Eu consolidarei para sempre o seu trono real. Serei para ele um pai e ele será para Mim um filho. 16A tua casa e o teu reino permanecerão diante de Mim eternamente e o teu trono será firme para sempre».

 

David tinha exposto ao profeta Natã o seu projecto de vir a construir para a arca da aliança uma casa digna, que substituísse de vez o modesto tabernáculo feito de cortinados. O profeta apoia a ideia do rei, mas Deus falou a Natã transmitindo-lhe uma mensagem do mais alto alcance: não seria David a erguer uma casa a Yahwéh, mas Yahwéh a fazer uma casa a David! O profeta joga com o duplo sentido de bayit, casa e dinastia (v. 11).

16 «O teu trono será firme para sempre». Este versículo contém uma das mais importantes profecias do messianismo régio. A profecia aparece cumprida no N. T., uma vez que Jesus é descendente legal de David. O seu reino, não tem fim (Lc 1, 33), pois a realeza manteve-se dentro da casa (família) de David; o seu reino é eterno, entenda-se, no sentido religioso, não no sentido político.

 

Salmo Responsorial    Salmo 88 (89), 2-3.4-5.27 e 29 (R. cf. 2a)

 

Monição: Apesar das infidelidades do povo de Israel e das nossas também, o Senhor não desiste da Sua misericórdia. Por isso nós cantamos:

 

Refrão:        Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor.

Ou:               Senhor, cantarei eternamente a vossa bondade.

 

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor

e para sempre proclamarei a sua fidelidade.

Vós dissestes:

«A bondade está estabelecida para sempre»,

no céu permanece firme a vossa fidelidade.

 

«Concluí uma aliança com o meu eleito,

fiz um juramento a David meu servo:

‘Conservarei a tua descendência para sempre,

estabelecerei o teu trono por todas as gerações’».

 

«Ele Me invocará: ‘Vós sois meu Pai,

meu Deus, meu Salvador’.

Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,

a minha aliança com ele será irrevogável».

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo fala do Mistério da Salvação, destinado a todos os Povos, para que todos obedeçam à Fé e se possam salvar.

 

Romanos 16, 25-27

Irmãos: 25Àquele que tem o poder de vos confirmar, segundo o meu Evangelho e a pregação de Jesus Cristo a revelação do mistério encoberto desde os tempos eternos 26mas agora manifestado e dado a conhecer a todos os povos pelas escrituras dos Profetas segundo a ordem do Deus eterno, dado a conhecer a todos os gentios para que eles obedeçam à fé 27a Deus, o único sábio, por Jesus Cristo, seja dada glória pelos séculos dos séculos. Amen.

 

Temos aqui a doxologia com que, de modo singular, termina a epístola. A verdade é que esta mesma doxologia aparece nalguns códices no fim ou do capítulo 14 ou do 15, devido à supressão de ou dois capítulos finais para o uso litúrgico da epístola, por se tratar de partes pessoais de menos interesse para os fiéis de outras comunidades.

«O meu Evangelho» identifica-se com «a (minha) pregação» que tem por objecto Jesus Cristo (a sua Pessoa, os seus ensinamentos e a sua obra). «O mistério… agora manifestado» e apenas vislumbrado pelos Profetas é o plano divino de salvar todos os homens (judeus e gentios) por meio da obra redentora de Jesus, que fez de nós um só corpo, a família dos filhos de Deus.

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 1, 26-38

 

Monição: Nossa Senhora, cheia de humildade e de fé acolheu a mensagem do Arcanjo S. Gabriel, obedecendo prontamente à vontade de Deus. Com Ela, queremos aprender a ouvir e a seguir sempre o que o Senhor nos pedir.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Eis a escrava do Senhor:

faça-se em mim segundo a vossa palavra.

 

 

Evangelho

 

Ver supra, notas para a Solenidade da Imaculada Conceição

 

Sugestões para a homilia

 

1. Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor.

2. A concretização das promessas de Deus.

3. A colaboração livre e generosa de Nossa Senhora.

 

 

1. Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor.

 

Deus, nosso Pai, chamou-nos à vida para O conhecer, amar e servir na terra e O cantar eternamente no Céu.

Esta meta, para a qual todos fomos criados, será atingida na medida em que neste mundo O conhecermos, já que ninguém ama o que não conhece. E Ele revela-se através da Sua Palavra, divinamente inspirada e sobretudo através de Seu Divino Filho, o Verbo eterno, incarnado no ventre puríssimo de Nossa Senhora, cuja festa comemorativa do Seu nascimento nos preparamos, com muita alegria, mais uma vez celebrar. Queremos e devemos conhecê-LO cada vez mais, para termos a dita de  O podermos cantar eternamente no reino do Céu. Por isso, mais uma vez aqui nos encontramos.

 

2. A concretização das promessas de Deus.

 

À maneira que a grande Festa do Natal se aproxima, as leituras da Missa, vão-nos revelando cada vez mais o único e verdadeiro Salvador da humanidade.

Perante as dificuldades da vida, quase sempre esperamos alguém, que as venha ajudar a resolver e por isso lhe chamamos “messias”. Quando julgamos que os “messias” deste mundo são capazes de tudo solucionar, estamos profundamente enganados.

O Rei David, sentia estar a chegar ao fim dos seus dias neste mundo e desde já previa grandes convulsões entre os seus filhos, seus sucessores. O Profeta Natã, vem assegurar-lhe um descendente sobre o qual ficará consolidada a sua realeza para sempre. David estava preocupado com o imediato, Deus revela-lhe, através de Natã, o futuro com a certeza de uma realeza para sempre. Como Deus é Bom e generoso! Esse Alguém que irá garantir uma realeza para sempre, descendente de David será Jesus, verdadeiro Rei eterno. O Seu Reinado será diferente dos reinos deste mundo, que são imperfeitos e passageiros. O Reino de Jesus será eterno. Trata-se de um Reinado de Amor! Este projeto de Amor divino vai passar pela livre colaboração de Nossa Senhora.

Perante a tristeza que David sente em ver a Arca da Aliança, símbolo da presença de Deus, debaixo de uma tenda e ele a viver num palácio, pensa mandar construir um Templo digno para a guardar. Natã fica entusiasmado com a ideia. Nessa mesma noite o Senhor anuncia ao profeta que Ele mesmo vai fazer uma casa da qual nascerá um descendente de David, que governará num trono que será firme e para sempre.

 

3. A colaboração livre e generosa de Nossa Senhora e nossa correspondência.

 

Esse reino eterno é anunciado a Nossa Senhora pelo Arcanjo S. Gabriel. Ela é o Templo por excelência, obra de Deus. No Seu ventre virginal vai ser gerado o Rei eterno – nosso Senhor Jesus Cristo. Este Templo é obra prima de Deus: é a cheia de Graça, a toda Pura, a Imaculada, que foi verdadeiro Templo de Deus, durante nove meses. Nela o Senhor colocou todo o empenho e carinho. Nossa Senhora é assim verdadeiramente Mãe, mas diferente de todas as outras mães, pois Seu Filho também não é um filho qualquer. É o próprio Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. É à luz do mistério da Maternidade de Maria que mais poderemos penetrar no Mistério do Reino de Jesus. Por nosso Amor o Verbo eterno se fez Homem, sendo em tudo semelhante a nós excepto no pecado. Aceitou ser também verdadeiro Homem para ter um corpo para sacrificar por nós. E como “não há maior prova de amor do que dar vida por quem se ama”, Ele quer-nos dar essa máxima prova. E após a Sua morte, fica connosco realmente presente na santíssima Eucaristia.

Assim por Maria vamos a Jesus.

Será na medida em que fizermos esta caminhada de fé, que compreenderemos, tanto quanto é possível, a Jesus o Salvador da Humanidade, e estaremos verdadeiramente a preparar a festa de Natal.

 Que Nossa Senhora, terna Mãe de Jesus e nossa Mãe do Céu, nos ajude nesta tão necessária compreensão para celebrarmos uma Festa de Natal, que nos possibilite estar com Ele no Reino dos Céus a cantar eternamente as misericórdias do Senhor.

 

Fala o Santo Padre

 

«A virgindade de Maria e a divindade de Jesus garantem-se reciprocamente.»

Amados irmãos e irmãs!

Neste quarto e último domingo de Advento, a liturgia apresenta-nos este ano a narração do anúncio do Anjo a Maria. Contemplando o ícone maravilhoso da Virgem Santa, no momento em que recebe a mensagem divina e dá a sua resposta, somos interiormente iluminados pela luz de verdade que promana, sempre nova, daquele mistério. Em particular, gostaria de meditar brevemente sobre a importância da virgindade de Maria, isto é, do facto que concebeu Jesus permanecendo virgem.

No contexto do acontecimento de Nazaré há a profecia de Isaías: «Olhai: a jovem está grávida e dará um filho, pôr-lhe-á o nome de Emanuel» (Is 7, 14). Esta antiga promessa encontrou cumprimento superabundante na Encarnação do Filho de Deus. Com efeito, não só a Virgem Maria concebeu, mas fê-lo por obra do Espírito Santo, ou seja, do próprio Deus. O ser humano que começa a viver no seu seio assume a carne de Maria, mas a sua existência deriva totalmente de Deus. É plenamente homem, feito de barro – usando um símbolo bíblico – mas vem do alto, do Céu. O facto que Maria conceba permanecendo virgem é portanto essencial para o conhecimento de Jesus e para a nossa fé, porque testemunha que a iniciativa foi de Deus e sobretudo revela quem é o concebido. Como diz o Evangelho: «Por isso mesmo é que o Santo que vai nascer há-de chamar-se Filho e Deus» (Lc 1, 35). Neste sentido, a virgindade de Maria e a divindade de Jesus garantem-se reciprocamente.

Eis por que é tão importante aquela única pergunta que Maria, «muito perturbada», dirige ao Anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem» (Lc 1, 34). Na sua simplicidade, Maria é muito sábia: não duvida do poder de Deus, mas quer compreender melhor a sua vontade, para se conformar de modo completo com ela. Maria é infinitamente superada pelo Mistério, mas ocupa perfeitamente o lugar que, no centro dele, lhe foi atribuído. O seu coração e a sua mente são totalmente humildes e, precisamente pela sua humildade singular, Deus espera o «sim» desta jovem para realizar o seu desígnio. Respeita a sua dignidade e a sua liberdade. O «sim» de Maria implica o conjunto de maternidade e virgindade, e deseja que tudo nela seja para glória de Deus, e o Filho que vai nascer dela possa ser todo dom de graça.

Queridos amigos, a virgindade de Maria é única e irrepetível; mas o seu significado espiritual diz respeito a cada cristão. Ele, em síntese, está relacionado com a fé: de facto, quem confia profundamente no amor de Deus, acolhe em si Jesus, a sua vida divina, pela acção do Espírito Santo. É este o mistério do Natal! Desejo que todos vós o vivais com profunda alegria.

Papa Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro, 18 de Dezembro de 2011

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Confiados na infinita bondade de Deus

que deseja a salvação de todos os homens,

unidos a Jesus e com toda a Igreja

apoiados na intercessão de Nossa Senhora

peçamos ao Pai, dizendo:

 

R. Senhor, escutai a nossa prece.

 

1.  Pelo Santo Padre, Bispos, Sacerdotes e Diáconos,

para que anunciem corajosamente o Reino de Jesus,

e o façam brilhar diante de todos os homens,

oremos, irmãos,

 

R. Senhor, escutai a nossa prece.

 

2.  Para que todos reconheçam em Jesus o único Salvador

e sigam na vida a Sua doutrina com toda a generosidade,

oremos, irmãos.

 

R. Senhor, escutai a nossa prece.

 

3.  Para que todos procuremos imitar Nossa Senhora

cumprindo fiel e generosamente a vontade de Deus

em cada momento de nossas vidas,

oremos, irmãos.

 

R. Senhor, escutai a nossa prece.

 

4.  Por todos os que andam afastados de Deus

para que o Senhor os converta e os atraia ao Seu Amor,

oremos, irmãos.

 

R. Senhor, escutai a nossa prece.

 

5.  Por todos os que sofrem física ou moralmente

para que saibam recorrer à intercessão de Nossa Senhora,

oremos irmãos

 

R. Senhor, escutai a nossa prece.

 

6.  Por todos quantos se encontram no Purgatório,

para que o Senhor os purifique e lhes conceda já a felicidade do céu,

oremos irmãos.

 

R. Senhor, escutai a nossa prece.

 

Senhor, que nos enviaste o Vosso Filho, como a maior prova de Amor pela Humanidade, ajudai-nos a preparar o melhor possível os nossos corações para O acolher neste Natal, que se aproxima. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Anjo do Senhor, M. Simões, NRMS 31

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que trazemos ao vosso altar e santificai-os com o mesmo Espírito que, pelo poder da sua graça, fecundou o seio da Virgem Santa Maria. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700]

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Saudação da paz

 

Os Anjos anunciaram, em Belém a “paz aos homens de boa vontade”. Essa paz será uma realidade nas nossas vidas na medida em que verdadeiramente nos amarmos. Com esse sincero propósito de amor, saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, verdadeiramente presente na Hostia consagrada, quer encontrar um berço bem aquecido pelo amor no coração de cada um de nós. Vamos recebê-lO com muita fé, amor e gratidão. Assim estaremos também a prepararmo-nos o melhor possível para a grande Festa de Natal.

 

Cântico da Comunhão: Todos vós que tendes sede, J. Santos, NRMS 42

cf. Is 7, 14

Antífona da comunhão: A Virgem conceberá e dará à luz um filho. O seu nome será Emanuel, Deus-connosco.

 

Cântico de acção de graças: Virgem Santa e Imaculada, M. Luís, NRMS 15

 

Oração depois da comunhão: Tendo recebido neste sacramento o penhor da redenção eterna, nós Vos pedimos, Senhor: quanto mais se aproxima a festa da nossa salvação, tanto mais cresça em nós o fervor para celebrarmos dignamente o mistério do Natal do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Se possível, mais conscientes do Amor infinito que Deus-Pai nos tem ao enviar ao mundo o Seu divino Filho e recorrendo à intercessão valiosíssima de Nossa Senhora, vamos viver com muita fé e alegria estes dias que antecedem a Festa de Natal e fazer todo o possível para que os outros a vivam também. Com estes propósitos, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Sabei que o nosso Deus, M. Simões, NRMS 24

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

2ª Feira, 22-XII: Advento com Maria (II).

1 Sam 1, 24-28 / Lc 1, 46-56

Maria: A minha alma enaltece ao Senhor, e o meu espírito exulta de alegria em Deus.

Da boca de Ana (Leit.) e de Nª Senhora (Ev.) brotam cânticos de louvor e alegria: «Exulta o meu coração no Senhor» (S. Resp.); «a minha alma enaltece ao Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus» (Ev.).

O Magnificat é uma manifestação da espiritualidade de Maria: Ela abre-nos a sua intimidade, a sua reacção perante a Encarnação do Filho de Deus no seu seio puríssimo. Meditemo-lo e repitamo-lo na companhia de Maria. E pensemos na sua profecia: «A partir de agora todas as gerações me hão-de proclamar ditosa». Rezemos com amor as práticas de piedade marianas.

 

3ª Feira, 23-XII: Conversão pré-natalícia.

Mal 3, 1-4. 23-24 / Lc 1, 57-66

Vou enviar o meu mensageiro, para desimpedir o caminho diante de ti.

A profecia de Malaquias diz respeito à missão de Elias e de João Baptista: preparar o caminho do Senhor (Leit.). João Baptista precede-o também no seu nascimento: «chegou a altura de Isabel ser mãe, e teve um filho» (Ev.).

A sua mensagem é muito adequada também a este tempo pré-natalício: a necessidade da conversão. Nesta altura, a conversão consiste num grande desejo de purificação para acolhermos o Senhor com a alma bem limpa: «há-de purificar os filhos de Levi» (Leit.); num esforço por orientar a nossa vida segundo os seus ensinamentos: «dirigi-me na vossa Verdade» (S. Resp.).

 

4ª Feira, 24-XII: Uma gruta ou um palácio?

2 Sam 7, 1-5. 8-11. 16 / Lc 1, 67-69

Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e libertou o seu povo, e nos fez surgir poderosa salvação na família do seu servo David.

O profeta Natã comunica a David que a sua casa e a sua realeza permanecerão para sempre (Leit.). E o mesmo faz Zacarias, recordando o juramento feito por Deus a Abraão (Ev.).

Como Zacarias, que agradece a Deus tudo o que tinha feito pelo seu povo, também nós podemos ir enchendo a nossa alma de agradecimento ao Menino, que nos vem libertar do pecado. Preparemos bem a nossa alma para recebê-lo: «Serás tu a fazer-me um palácio, para eu residir?» (Leit.). Em vez da gruta de Belém ofereçamos ao Menino o palácio da nossa alma, enriquecido com a oração e os cânticos de alegria.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial