2º Domingo do Advento

7 de Dezembro de 2014

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Erguei-vos que vem o Senhor, F. da Silva, NRMS 39

cf. Is 30, 19.30

Antífona de entrada: Povo de Sião: eis o Senhor que vem salvar os homens. O Senhor fará ouvir a sua voz majestosa na alegria dos vossos corações.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

“Eis que o Senhor virá para salvar as nações…”(Antíf. de entrada)

No meio dos nossos desânimos e cansaços ouvimos a voz do Senhor a dar-nos coragem e ânimo, avivando em nós a esperança: “Olhai que O Senhor Deus vai chegar com poder…o seu prémio vem com Ele…precede-O a sua recompensa” (1ª Leitura).

Digamos-Lhe com toda a sinceridade do nosso coração, ao iniciarmos esta Eucaristia: “Meu Deus, espero em Vós, porque sois omnipotente, infinitamente misericordioso e fidelíssimo às Vossas promessas”.

 

oração colecta: Concedei, Deus omnipotente e misericordioso, que os cuidados deste mundo não sejam obstáculo para caminharmos generosamente ao encontro de Cristo, mas que a sabedoria do alto nos leve a participar no esplendor da sua glória. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta Isaías, enviado de Deus, conforta o Povo de Israel e anuncia para breve o termo do cativeiro da Babilónia e o regresso à Pátria.

 

Isaías 40, 1-5.9-11

1Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. 2Falai ao coração de Jerusalém e dizei-lhe em alta voz que terminaram os seus trabalhos e está perdoada a sua culpa, porque recebeu da mão do Senhor duplo castigo por todos os seus pecados. 3Uma voz clama: «Preparai no deserto o caminho do Senhor, abri na estepe uma estrada para o nosso Deus. 4Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas. 5Então se manifestará a glória do Senhor e todo o homem verá a sua magnificência, porque a boca do Senhor falou».9Sobe ao alto dum monte, arauto de Sião! Grita com voz forte, arauto de Jerusalém! Levanta sem temor a tua voz e diz às cidades de Judá: «Eis o vosso Deus. 10O Senhor Deus vem com poder, o seu braço dominará. Com Ele vem o seu prémio, precede-O a sua recompensa. 11Como um pastor apascentará o seu rebanho e reunirá os animais dispersos; tomará os cordeiros em seus braços, conduzirá as ovelhas ao seu descanso».

 

A leitura corresponde ao início do Segundo Isaías (Is 40, 1 – 55, 13), também chamado «Livro da Consolação», que começa com uma voz misteriosa que diz em nome de Deus: «Consolai, consolai o meu povo, diz o nosso Deus» (v. 1). O contexto deuteroisaiano é o da situação do Povo no cativeiro de Babilónia, para onde os judeus mais válidos e importantes tinham sido levados em sucessivas deportações, que culminaram com a destruição de Jerusalém e do Templo em 587. O Profeta, continuador do grande Isaías do século VIII, começa, no início da 1ª parte desta obra (cap. 40 – 48), por animar os deportados abatidos a disporem-se para o caminho de regresso à terra-mãe, aproveitando o decreto de Ciro, rei dos Persas, que, tendo em 539 conquistado Babilónia, autorizava os deportados a regressarem às suas terras de origem. O Profeta esclarece que esta libertação é obra de Deus, Senhor do mundo e do curso da história, que se serve do rei Ciro, como seu «ungido», para trazer a liberdade ao Povo. Este regresso, difícil sobretudo para quem já tinha nascido no desterro e para quem ali se encontrava sofrivelmente instalado, é enaltecido e apresentado poeticamente como um «novo êxodo», ainda mais maravilhoso do que o primeiro. O regresso não será um caminho difícil e penoso, pois o Senhor vai fazer grandes prodígios a favor dos retornados.

3 «Uma voz clama: 'Preparai no deserto o caminho do Senhor…’», tem uma esplêndida actualização na abertura do Evangelho de S. Marcos, o Evangelista deste ano B. Na tradição bíblica o deserto, passa a ter um profundo significado simbólico, como o lugar do encontro com Deus, na solidão e na intimidade da alma em oração, como o tempo de prova e purificação. O abater dos montes e o altear das terras abatidas para construir estradas – coisa então impensável sem a potente maquinaria moderna – é uma ousada metáfora, que se presta a ser aplicada às disposições da alma para que Deus entre nela. O texto da leitura, admiravelmente musicado no início do Messias de Händel, é bem adequado para nos introduzir no espírito do Advento, a preparar a vinda do Senhor, com disposições de humildade e rectidão para endireitar tudo o que na nossa vida ande mais ou menos desviado da vontade de Deus (cf. v. 4).

 

Salmo Responsorial    Sl 84 (85), 9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)

 

Monição: Também a nós o Senhor dará o que é bom, e não nos faltará com os auxílios da Sua misericórdia.

 

Refrão:        Mostrai-nos o vosso amor e dai-nos a vossa salvação.

 

Ou:               Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

 

Escutemos o que diz o Senhor:

Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis.

A sua salvação está perto dos que O temem

e a sua glória habitará na nossa terra.

 

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,

abraçaram-se a paz e a justiça.

A fidelidade vai germinar da terra

e a justiça descerá do Céu.

 

O Senhor dará ainda o que é bom

e a nossa terra produzirá os seus frutos.

A justiça caminhará à sua frente

e a paz seguirá os seus passos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Pedro recorda-nos a autêntica dimensão da esperança cristã: preparar-nos para a vinda do Senhor com uma maior santidade de vida.

 

2 São Pedro 3, 8-14

8Há uma coisa, caríssimos, que não deveis esquecer: um dia diante do Senhor é como mil anos e mil anos como um dia. 9O Senhor não tardará em cumprir a sua promessa, como pensam alguns. Mas usa de paciência para convosco e não quer que ninguém pereça, mas que todos possam arrepender-se. 10Entretanto, o dia do Senhor virá como um ladrão: nesse dia, os céus desaparecerão com fragor, os elementos dissolver-se-ão nas chamas e a terra será consumida com todas as obras que nela existem. 11Uma vez que todas as coisas serão assim dissolvidas, como deve ser santa a vossa vida e grande a vossa piedade, 12esperando e apressando a vinda do dia de Deus, em que os céus se dissolverão em chamas e os elementos se fundirão no ardor do fogo! 13Nós esperamos, segundo a promessa do Senhor, os novos céus e a nova terra, onde habitará a justiça. 14Portanto, caríssimos, enquanto esperais tudo isto, empenhai-vos, sem pecado nem motivo algum de censura, para que o Senhor vos encontre na paz.

 

No final desta epístola o autor inspirado tenta dar uma resposta aos que estavam perplexos com a demora da segunda vinda de Cristo; com efeito, tão grande era o desejo de que Ele chegasse, que chegaram a convencer-se da sua proximidade! Temos aqui um apelo à fé, pois o Senhor sempre cumpre o que promete, mas a verdade é que o dia da sua vinda nos é desconhecido e todos os cálculos humanos estão destinados a falhar, uma vez que para Deus «mil anos são como um só dia», no dizer do Salmo 89 (90), 4; por outro lado, Ele quer dar tempo para que «todos se possam arrepender» (v. 9).

10 «O dia do Senhor chegará como um ladrão» é uma expressão tradicional que consta dos ensinamentos de Jesus e dos Apóstolos: cf. Mt 24, 36.43-44.48-50; Lc 12, 35-48; 1 Tes 5, 4-6;2 Tim 2, 13-14; Apoc 3, 3.

12-13 «Os céus se dissolverão em chamas e os elementos se fundirão no ardor do fogo»: Não parece que se esteja a falar dos quatro elementos da Natureza, segundo os antigos: terra, água, ar e fogo; pela oposição à «Terra», parece que a expressão se refere aos corpos celestes. No entanto, o género destas expressões é claramente apocalíptico, uma linguagem figurada, grandiosa e aterradora, com que se alude a uma poderosa intervenção de Deus, mas sem que nada de concreto se possa especificar. Mas não se pense que tudo vá terminar na destruição; acabará certamente este tipo de vida e, em vez de aniquilamento, o que acontecerá há-de ser uma radical transformação – «os novos céus e a nova terra» –, que também não sabemos em que vai consistir. Estamos perante uma outra rara citação do A. T. na Secunda Petri (Is 65, 17; 66, 22; cf. Rom 8, 18-30; 2 Cor 5, 14-15; Apoc 21, 1; cf. tb. Jds 24). Trata-se de uma nova ordem de coisas, «onde habitará a justiça», isto é, a santidade e a plena harmonia de acordo com o projecto de Deus, pois não haverá mais pecado e os pecadores rebeldes estarão para sempre apartados para o fogo eterno (cf. Mt 25, 41). O mais que se diga é especulação e alimento mais ou menos edificante da imaginação.

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 3, 4.6

 

Monição: Aclamemos com alegria o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo, Filho de Deus, que nos chega pelos lábios de S. João Baptista, o Precursor do Senhor.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Carneiro, NRMS 97

 

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas

e toda a criatura verá a salvação de Deus.

 

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 1-8

1Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. 2Está escrito no profeta Isaías: «Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, que preparará o teu caminho. 3Uma voz clama no deserto: 'Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas'». 4Apareceu João Baptista no deserto a proclamar um baptismo de penitência para remissão dos pecados. 5Acorria a ele toda a gente da região da Judeia e todos os habitantes de Jerusalém e eram baptizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. 6João vestia-se de pêlos de camelo, com um cinto de cabedal em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. 7E, na sua pregação, dizia: «Vai chegar depois de mim quem é mais forte do que eu, diante do qual eu não sou digno de me inclinar para desatar as correias das suas sandálias. 8Eu baptizo-vos na água, mas Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo».

 

S. Marcos começa o seu Evangelho com umas breves referências à pregação do Baptista (vv. 2-8) e ao Baptismo de Jesus (vv. 9-11) e uma brevíssima alusão às tentações no deserto (vv. 12-13), que constituem como que o prólogo da sua obra. À primeira vista, poderia parecer que no 1º versículo – «Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» – a palavra Evangelho designaria o seu escrito. Mas a verdade é que estas palavras são como que a síntese de toda a obra: «Jesus» é «Cristo», isto é, o Messias anunciado pelos profetas e também o «Filho de Deus». Todo o Evangelho de Marcos está enquadrado nesta confissão de fé, com que também finaliza a vida terrena de Jesus: «verdadeiramente este homem era Filho de Deus (Mc 15, 39). O próprio Jesus é Ele mesmo o «princípio» da salvação, pois Ele é a Boa Nova, o «Evangelho». A palavra grega «evangelho» significa boa notícia; no Novo Testamento é o feliz anúncio da salvação que Deus comunica aos homens por meio de seu Filho.

A citação inicial (vv. 2-3) de Isaías 40, 3 (cf. 1ª leitura de hoje) tem o valor da citação do Profeta messiânico por excelência, por isso engloba na citação uma parte que nem sequer é de Isaías, o v. 2, mas do profeta Malaquias (Mal 3, 1; cf. Ex 23, 20). A grandeza de Jesus é posta em relevo pela humildade de João que afirma: «eu não sou digno de me inclinar para desatar as correias das suas sandálias» (v. 7); com efeito desatar as sandálias era considerado algo tão humilhante, que nem sequer se podia exigir a uma escravo que fosse judeu. O convite do Baptista à «penitência» (v. 4) é o melhor apelo a «preparar o caminho do Senhor» para o Natal que se aproxima; o próprio João aparece como um modelo de preparação: um homem desprendido e penitente (cf. v. 6).

 

Sugestões para a homilia

 

“Sede pacientes, irmãos, até à vinda do Senhor e fortalecei os vossos corações porque s Sua vinda está próxima” (Tg 5,7-8)

 

1.     “Preparai o caminho do Senhor, endireitai-Lhe as veredas” (Evangelho)

Os cuidados deste mundo, as seduções das riquezas, as preocupações materiais podem converter-se em obstáculos que impedem o caminhar para Deus; por isso, pedimos ao Senhor que “nos ensine a apreciar com sabedoria os bens deste mundo e a amar as coisas do Céu” (Oração depois da comunhão).

O Senhor veio “a primeira vez, na humildade da natureza humana…abrir-nos o caminho da salvação” (Prefácio); enquanto esperamos a Sua vinda gloriosa, “aguardando novos Céus e uma nova Terra, nos quais habitará a justiça” (2ª leitura), esforçamo-nos por ser perfeitos, em santidade de vida e em piedade, afastando-nos das ocasiões de pecado, vencendo as tentações, lutando contra o orgulho e a sensualidade, para que “o Senhor nos encontre em paz” (2ª leitura).

O Advento que estamos a viver é uma boa oportunidade para preparar essa vinda do Senhor, endireitando os caminhos tortuosos, rectificando o que está mal na nossa vida, melhorando o que está bem, confessando os nossos pecados, sendo cada vez mais generosos na nossa entrega ao Senhor e aos nossos irmãos. Desse modo, o Natal que se aproxima será um verdadeiro encontro com Cristo Salvador e representará para todos nós uma nova iluminação, um novo nascimento, uma verdadeira conversão.

 

2.     “Deus usa de paciência para convosco e não quer que alguns venham a perder-se, mas que todos se possam arrepender” (2ª leitura).

O Advento é também uma boa oportunidade para aprendermos a esperar e a ter paciência e calma…para aprender a dar tempo ao tempo. As virtudes sólidas não se adquirem sem esforço, sem fadiga, sem um constante luta; ninguém se faz santo de repente…O amor de Deus age lentamente…o tempo é o grande aliado de Deus: na Sua Providência, tudo vai encaminhando firmemente para o bem dos que O amam. Em Deus não há vicissitudes nem sombras de mudança.

Mil anos diante de Deus são como um dia” (2ª leitura). Jesus, na Sua mensagem de salvação, diz-nos que o Reino de Deus se pode comparar a um grão de mostarda…que, pouco a pouco, se tornará uma grande árvore. Saber esperar – grande sabedoria! Saber esperar, recomeçando continuamente, tendo confiança nas promessas do senhor, estando sempre serenos, vendo as coisas com olhos de eternidade e com optimismo: “O Senhor dará o que é bom, e dará fruto a nossa terra”(Salmo de Meditação) .

Deus sabe por onde nos leva e a Sua paciência é infinita: continuamente nos perdoa, nos dá a sua graça e nos consola: “Consolai, consolai o meu povo. Alentai o coração de Jerusalém – diz o nosso Deus” (1ª leitura).

Ouçamos mais uma vez neste Advento a “Sua voz de majestade na alegria dos nossos corações” (Antífona de entrada). Ele virá em nossa ajuda” com os auxílios da Sua misericórdia” (Or. Sobre os dons). A Virgem Maria, Mãe da Esperança, acompanhar-nos-á com a Sua intercessão poderosa no esforço deste Advento.

 

Fala o Santo Padre

 

«Enquanto nos preparamos para o Natal é importante que façamos um exame sincero da nossa vida.»

O domingo de hoje marca a segunda etapa do Tempo de Advento. Este período do ano litúrgico põe em realce as duas figuras que desempenharam um papel saliente na preparação da vinda histórica do Senhor Jesus: a Virgem Maria e são João Baptista. Precisamente sobre João se concentra o texto hodierno do Evangelho de Marcos. De facto, descreve a personalidade e a missão do Precursor de Cristo (cf. Mc 1, 2-8). Começando pelo aspecto externo, João é apresentado como uma figura muito ascética: vestido de pele de camelo, alimenta-se de gafanhotos e mel selvagem, que encontra no deserto da Judeia (cf. Mc 1, 6). O próprio Jesus, certa vez, o contrapôs àqueles que se «encontram nos palácios dos reis» e que «usam roupas delicadas» (Mt 11, 8). O estilo de João Baptista deveria chamar todos os cristãos a escolher a sobriedade como modelo de vida, especialmente em preparação para a festa do Natal, na qual o Senhor – como diria são Paulo – «sendo rico, Se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer pela pobreza» (2 Cor 8, 9).

No que diz respeito à missão de João, ela foi um apelo extraordinário à conversão: o seu baptismo «está ligado a um convite fervoroso para uma nova forma de pensar e de agir, está ligado sobretudo ao anúncio do juízo de Deus» (Jesus de Nazaré, 2007) e do iminente surgir do Messias, definido como «Aquele que é mais forte do que eu» e que «baptizará no Espírito Santo» (Mc 1, 7.8). O apelo de João vai portanto além e mais em profundidade em relação à sobriedade do estilo de vida: exorta a uma mudança interior, a partir do reconhecimento e da confissão do próprio pecado. Enquanto nos preparamos para o Natal é importante que olhemos para nós próprios e façamos um exame sincero da nossa vida. Deixemo-nos iluminar por um raio da luz que provém de Belém, a luz d’Aquele que é «o Maior» e se fez pequeno, «o mais Forte» e se fez frágil.

Os quatro evangelistas descrevem a pregação de João Baptista, fazendo referência a um trecho do profeta Isaías: «Uma voz grita: «No deserto preparai as veredas do Senhor, aplanai no deserto o caminho para o nosso Deus» (40, 3). Estas referências às Escrituras do Antigo Testamento «falam da intervenção salvífica de Deus, que sai da sua imperscrutabilidade para julgar e salvar; é preciso abrir-Lhe a porta, preparar o caminho» (Jesus de Nazaré).

À intercessão materna de Maria, Virgem do Ó, confiemos o nosso caminho ao encontro do Senhor que vem, enquanto prosseguimos o nosso percurso de Advento para preparar no nosso coração e na nossa vida a vinda do Emanuel, o Deus connosco.

Papa Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro, 4 de Dezembro de 2011

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos,

Deus amou tanto o mundo que lhe deu o Seu Filho Unigénito:

oremos com toda a confiança ao Deus Todo-Poderoso, dizendo:

 

“Vinde, Redentor do mundo!”.

1.     Pela Santa Igreja Católica e Apostólica,

para que o Senhor a encha dos Seus dons

e a prepare para uma nova evangelização,

capaz de dar resposta aos problemas

e às esperanças do nosso tempo,

oremos ao Senhor.

 

2.     Pelo Santo Padre, o Papa Francisco e pelos nossos Bispos

para que estimulem os corações dos fiéis

para receberem com alegria a vinda do Salvador,

oremos ao Senhor.

 

3.     Pelos nossos governantes,

para que tenham  sempre o sentido da justiça,

e pelos esposos, para que tenha a coragem de viver o amor fiel,

inviolável e fecundo,

oremos ao Senhor.

 

4.     Pelas crianças abandonadas,

pelos doentes e pelos idosos,

para que encontrem alívio para as suas dores,

oremos ao Senhor.

 

5.     Por todos nós aqui presentes,

para que, vivendo a caridade nas suas variadas formas e exigências,

mostremos aos homens

que somos discípulos de Jesus Cristo,

oremos ao Senhor.

 

6.     Para que os nossos familiares e amigos que já faleceram

alcancem o descanso eterno nos esplendores da luz perpétua,

na alegria dos Anjos e dos Santos,

oremos ao Senhor.

 

Deus Pai, que nos destes a salvação em Jesus Cristo,

fazendo-nos Vossos filhos adoptivos,

dignai-Vos ouvir as preces que humildemente Vos dirigimos,

para que todos nos encontremos um dia no Céu.

Pelo mesmo Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Preparai os caminhos do Senhor, M. Carneiro, NRMS 95-96

 

Oração sobre as oblatas: Olhai benignamente, Senhor, para as nossas humildes ofertas e orações e, como diante de Vós não temos méritos, ajudai-nos com a vossa misericórdia. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio I do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

 

Santo: Santo II, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

O amor de Jesus por nós é tão grande que se nos oferece a Ele mesmo como alimento celeste, na Sagrada Comunhão; a Sua carne é verdadeira comida e o Seu sangue é verdadeira bebida. O pão que Jesus nos dá na Eucaristia é a sua própria carne para a vida do mundo.

A participação consciente, activa e fervorosa na Eucaristia ajudar-nos-á a ver Cristo presente em todos os nossos irmãos.

 

Cântico da Comunhão: O Senhor nos visitará, F. da Silva, NRMS 64

Bar 5, 5; 4, 36

Antífona da Comunhão: Levanta-te, Jerusalém, sobe às alturas e vê a alegria que vem do teu Deus.

 

Cântico de acção de graças: Virá o grande profeta (Antífona 3), Az. Oliveira, NRMS 39

 

Oração depois da Comunhão: Saciados com o alimento espiritual, humildemente Vos pedimos, Senhor, que, pela participação neste sacramento, nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra e a amar os bens do Céu. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Iluminados pela Palavra de Deus e fortalecidos com a Comunhão do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, a este mundo que se perde tantas vezes no desespero e no absurdo, levemos uma mensagem de esperança, sabendo nós que tudo é para bem dos que amam e esperam no Senhor.

 

Cântico final: Desça o orvalho, J. Santos, NRMS 15

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo A. Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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