1º Domingo do Advento

30 de Novembro de 2014

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, Senhor, mostrai-nos o vosso rosto, Az. Oliveira, NRMS 56

Salmo 24,1-3

Antífona de entrada: Para Vós, Senhor, elevo a minha alma. Meu Deus, em Vós confio Não seja confundido nem de mim escarneçam os inimigos. Não serão confundidos os que esperam em Vós.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Começamos hoje um novo ano litúrgico. A porta de entrada é o Advento, espaço de preparação para o Natal.

Advento significa vinda, espera, estar atento porque alguém está para chegar. Advento é um tempo de melhorar espiritualmente.

No caso presente, preparamo-nos, todos os anos, para a celebração da chegada de Jesus, o Filho Único de Deus que encarnou no seio Virginal de Maria, por obra do Espírito Santo. Todas as leituras destas quatro semanas de preparação nos levam à esperança, estimulam-nos a estarmos activos, rompendo com a rotina.

Acompanha-nos nesta preparação o profeta Isaías e o Evangelista S. Marcos. Temos como Mestra Nossa Senhora que, durante nove meses, aguardou o Nascimento de Jesus.

 

Acto penitencial

 

Temos muita dificuldade em perseverar na luta pela santidade pessoal. Deixamo-nos cair facilmente na rotina e somos dominados pelo desânimo na vida espiritual.

Reconheçamos as nossas limitações, peçamos perdão ao Senhor pelas vezes que nos deixamos vencer e imploremos a sua ajuda para vivermos este Advento como se fosse o último da nossa vida.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor Jesus: Vivo num falso contentamento da minha vida,

    e tenho fechado os ouvidos aos Vossos apelos à santidade.

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

•   Cristo: Tenho fugido sempre de tudo o que me pede sacrifício,

    e por isso sempre na tibieza e estou parado na vida espiritual.

    Cristo, misericórdia!

 

    Cristo, misericórdia!

 

•   Senhor Jesus: Quase nunca fazemos o exame de consciência

    e vivemos iludidos na vida espiritual e não estamos vigilantes.

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Despertai, Senhor, nos vossos fiéis a vontade firme de se prepararem, pela prática das boas obras, para ir ao encontro de Cristo, de modo que, chamados um dia à sua direita, mereçam alcançar o reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Isaías – nos tempos amargurados do exílio de Babilónia – apresenta-nos uma espécie de súplica colectiva dirigida ao Senhor por um povo que está mergulhado no sofrimento e sente abandonado. Reconhece que a causa desta situação são os pecados pessoais, com o consequente afastamento de Deus.

Como o povo de Deus, também nós temos saudades dos tempos da nossa vida em que éramos fiéis, e fazemos nossa a oração do profeta Isaías.

 

Isaías 63, 16b-17.19b; 64, 2b-7

13bVós, Senhor, sois nosso Pai e nosso Redentor, desde sempre, é o vosso nome. 17Porque nos deixais, Senhor, desviar dos vossos caminhos e endurecer o nosso coração, para que não Vos tema? Voltai, por amor dos vossos servos e das tribos da vossa herança. 19bOh, se rasgásseis os céus e descêsseis! Ante a vossa face estremeceriam os montes! 2bMas Vós descestes e perante a vossa face estremeceram os montes. 3Nunca os ouvidos escutaram, nem os olhos viram que um Deus, além de Vós, fizesse tanto em favor dos que n’Ele esperam. 4Vós saís ao encontro dos que praticam a justiça e recordam os vossos caminhos. Estais indignado contra nós, porque pecámos e há muito que somos rebeldes, mas seremos salvos. 5Éramos todos como um ser impuro, as nossas acções justas eram todas como veste imunda. Todos nós caímos como folhas secas, as nossas faltas nos levavam como o vento. 6Ninguém invocava o vosso nome, ninguém se levantava para se apoiar em Vós, porque nos tínheis escondido o vosso rosto e nos deixáveis à mercê das nossas faltas. 7Vós, porém, Senhor, sois nosso Pai e nós o barro de que sois o Oleiro; somos todos obra das vossas mãos.

 

O texto desta leitura, tirado do Terceiro Isaías (Is 56 – 66), é um veemente e comovente apelo à misericórdia de Deus, de grande afinidade com alguns Salmos, e também um hino ao seu amor de Pai.

16b «Nosso Pai». Já no A. T. Deus é designado Pai, mas é no N. T. que se revela o sentido profundo da sua paternidade e sobretudo a nossa condição de «filhos no Filho». «E nosso Redentor» (goél, em hebraico). A Deus é dado o mesmo nome que se dava ao parente mais próximo encarregado de defender a pessoa oprimida e necessitada: o goél tinha obrigação de resgatar quem caísse na escravidão, de resgatar uma propriedade, de vingar o sangue dum parente assassinado, e até de obviar à falta de filhos de uma viúva dum parente, casando com ela. Quando se designa a Deus Redentor (goél) de Israel, indica-se que Yahwéh é o responsável pela defesa do povo que elegeu para si. Chamar-lhe Redentor é apelar para a sua segura defesa e protecção.

19 «Oh, se rasgásseis os céus e descêsseis!» A Liturgia do Advento aplica este texto à vinda de Deus à terra no mistério da Incarnação: Jesus Cristo é o próprio Deus que vem resgatar-nos do pecado e da perdição eterna.

1-2a.5-6 «Pecámos». Os primeiros versículos do capítulo 64 são obscuros, traduzidos de diversos modos (a versão litúrgica atém-se basicamente ao texto oficial da Neovulgata). Uma ideia, porém, fica clara: o reconhecimento das culpas é o ponto de partida para o veemente apelo do Profeta à misericórdia divina. Também não se poderia exprimir com mais veemência a repugnante situação de impureza do pecador perante Deus: «as nossas acções justas eram todas como veste imunda» (a Vulgata traduz à letra o original hebraico bem expressivo e realista – «pannus menstruatæ» –, que, para não ferir a sensibilidade de algum leitor, a Neovulgata suavizou para «pannus inquinatus», «um trapo sujo»). A confissão humilde dos nossos pecados é também uma atitude básica para preparar o Natal, aliás este poderia ficar reduzido a um bonito folclore, mas vazio.

8 «Nós o barro...» Esta imagem tão frequente na Escritura (cf. Is 29, 16; 30, 14; 45, 9; Jer 18, 1-6; 19, 1-13; Sir 33, 13; Rom 9, 9-20-21) é muito expressiva, pois, por um lado, exprime a fragilidade do homem, por outro, o domínio total de Deus sobre nós. Pode-se tirar partido da imagem para falar da docilidade à acção do Espírito Santo na alma, a fim de que Deus possa moldar-nos segundo a imagem de Cristo, que quer «nascer» em nós.

 

Salmo Responsorial    Sl 79, 2ac e 3b, 15-16.18-19 (R.4)

 

Monição: O salmista dirige-se ao Senhor, Pastor de Israel, em nome do Povo de Deus, esmagado pelo sofrimento e sem esperança de remédio.

Fala de conversão, pedindo ao Altíssimo que restaure a antiga grandeza de Israel agora ofuscada pelo exílio de Babilónia.

 

Refrão:        Senhor nosso Deus, fazei-nos voltar,

                mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos.

 

Pastor de Israel, escutai,

Vós que estais sentado sobre os Querubins, aparecei.

Despertai o vosso poder

e vinde em nosso auxílio.

 

Deus dos Exércitos, vinde de novo,

olhai dos céus e vede, visitai esta vinha.

Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,

o rebento que fortalecestes para Vós.

 

Estendei a mão sobre o homem que escolhestes,

sobre o filho do homem que para Vós criastes;

e não mais nos apartaremos de Vós:

fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na primeira Carta aos fiéis da Igreja de Corinto, mostra como Deus Se torna presente na história e na vida de uma comunidade cristã, por meio dos dons e carismas que gratuitamente derrama sobre o seu Povo.

Devemos manter-nos atentos e vigilantes, a fim de acolhermos os dons que o Senhor nos oferece.

 

1 Coríntios 1, 3-9

Irmãos: 3A graça e a paz vos sejam dadas da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 4Dou graças a Deus, em todo o tempo, a vosso respeito, pela graça divina que vos foi dada em Cristo Jesus. 5Porque fostes enriquecidos em tudo: em toda a palavra e em todo o conhecimento; 6e deste modo, tornou-se firme em vós o testemunho de Cristo. 7De facto, já não vos falta nenhum dom da graça, a vós que esperais a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo. 8Ele vos tornará firmes até ao fim, para que sejais irrepreensíveis no dia de Nosso Senhor Jesus Cristo. 9Fiel é Deus, por quem fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor.

 

S. Paulo, nas suas cartas, utiliza o formulário epistolar greco-romano. A leitura de hoje contém a segunda parte (vv. 3-9) do início (a præscriptio) da sua carta, deixando de parte os vv. 1-2 (o remetente, a superscriptio – «Paulo e Sóstenes», e os destinatários, a adscriptio: «à Igreja de Deus que está em Corinto…»). A nossa leitura começa no v. 3, com a saudação (salutatio). A saudação judaica era «a paz!» (a que muitas vezes acrescentavam «a bênção»; a sudação entre os gregos era «alegra-te!» khaire / khairein; entre os romanos era «tem saúde!, salutem). Paulo utiliza simultaneamente a saudação grega e a judaica, mas dando-lhes um novo sentido, o sentido cristão; assim não diz khairein (alegria), mas sim kháris (graça); e a sudação «paz» é especificada acrescentando «da parte de Deus… e do Senhor Jesus», pondo assim em evidência o dom gratuito da salvação que vem de Deus por Jesus. Como era corrente à saudação segue-se um agradecimento, mas aqui é «a Deus» que Paulo agradece os dons concedidos à comunidade de Corinto (vv. 4-7).

7-8 «Esperais a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo». É a manifestação que corresponde ao «dia de Nosso Senhor Jesus Cristo», o dia da segunda e última vinda de Jesus, para o julgamento final de todos os homens (cf. Mt 25, 31-46). Em cada festa de Natal toda a Igreja recorda e revive a primeira vinda do Senhor e antecipa e prepara a sua segunda vinda (a parusía, assim chamada noutros lugares), ou manifestação [apokálypsis]. Pensa-se que S. Paulo, nalgum momento, poderia mesmo ter chegado a participar da esperança que havia entre os primeiros cristãos de uma vinda próxima de Jesus; com efeito, sendo estes conscientes de que em Jesus se dava o culminar da história da salvação, não podiam imaginar que Ele pudesse tardar a sua manifestação definitiva; com efeito, do plano teológico era fácil resvalar para o plano cronológico; mas isto nunca foi objecto propriamente do ensino apostólico.

 

Aclamação ao Evangelho        Salmo 84 (85), 8

 

Monição: O Advento é tempo de graças especiais para nós, porque nele celebramos a longa espera dos Patriarcas e Profetas pela vinda do Messias Redentor.

Por isso, fazemos nossas as suas preces e abrimos o coração para receber os dons de Deus.

Manifestemos a nossa generosa disponibilidade para acolher os dons de Deus, aclamando o Evangelho.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia

e dai-nos a vossa salvação.

 

 

 

Evangelho

 

São Marcos 13, 33-37

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 33«Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento. 34Será como um homem que partiu de viagem: ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse. 35Vigiai, portanto, visto que não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha; 36não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir. 37O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!»

 

O texto evangélico de hoje é o final do discurso escatológico de S. Marcos (Mc 13, 1-37), o Evangelista do ano B.

33 «Vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento». O momento em que Jesus «de novo há-de vir a julgar os vivos e os mortos» é-nos absolutamente desconhecido. Esta ignorância não nos deve assustar, mas sim estimular-nos a aproveitar bem o tempo, com sentido de urgência e a estar sempre preparados para comparecer diante do nosso Salvador, que aparecerá como Juiz remunerador; também aqui bem se aplica o célebre aforismo de «douta ignorância» (Sto. Agostinho). No seu Comentário ao Diatéssaron, 18, 15-17, Santo Efrém diz que o Senhor «quis ocultar-nos isto a fim de permanecermos vigilantes e para que cada um de nós possa pensar que este acontecimento se produzirá durante a sua vida. Ele disse muito claramente que há-de vir, mas sem precisar em que momento. E assim todas as gerações O esperam ardentemente». E a Liturgia do Advento desperta em nós esta atitude de espera ansiosa.

 

Sugestões para a homilia

 

• O Senhor virá

Inconformismo evangélico

Esperança no Senhor

Mãos ao trabalho

• Jesus Cristo passa

Sempre preparados

Ter as contas em dia

Vigilância

 

1. O Senhor virá

 

O Advento fala-nos da vinda de Jesus Cristo. Por ela suspiraram, ao longo de muitos séculos, os patriarcas e os profetas.

Referimos três vindas de Cristo: a histórica – acontecida em Belém, há 2014 anos –; a escatológica – quando vier no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos; e a mística – quando nos esforçamos por melhorar espiritualmente.

Os Advento fixa nesta terceira vinda, como preparação para a vinda escatológica.

 

a) Inconformismo evangélico. «Porque nos deixais, Senhor, desviar dos vossos caminhos e endurecer o nosso coração, para que não Vos tema

Nota-se um grande inconformismo na nossa vida social, por causa das medidas de austeridade. Multiplicam-se as greves e as reclamações de toda a ordem.

No meio de tudo isto, não se ouve uma única reclamação para que melhore a vida moral das pessoas. E, no entanto, esta desordem moral está na raiz de todas as crises.

Temos de confrontar corajosamente o mundo de paz e alegria que Jesus nos veio trazer com a situação em que nos encontramos.

O Advento fala-nos do inconformismo com o que somos, e anima-nos a cultivar o são descontentamento, não manifestado por greves, como na vida social, mas por um avivar da esperança e uma luta espiritual mais intensa.

Contra a renovação que nos propõe, levantam-se as dificuldades:

As falsas esperanças. Têm como fruto a orientação dos passos por um caminho errado. Deixamo-nos dominar por elas quando os nossos interesses são exclusivamente materialistas: a saciedade dos sentidos e a arrogância na vida social, tentando representar na vida pública aquilo que não é verdade.

O conformismo fatalista. É uma tentação fácil: cruzar os braços e acreditar que não podemos ser diferentes nem melhores.

Desculpamo-nos com a impossibilidade de mudar de comportamento, por causa do feitio, das dificuldades de tempo, de disposições, etc. No fundo, acaba por ser uma falta de esperança cristã. Esperamos, mas não cremos que seja possível.

O apego à mediocridade. Dá-se quando estamos apegados a uma vida tíbia, sem esperança. Os prisioneiros desta mentalidade não querem cometer grandes pecados, mas também não querem praticar grandes virtudes. 

 

b) Esperança no Senhor. «Voltai, por amor dos vossos servos e das tribos da vossa herança. Oh, se rasgásseis os céus e descêsseis

Quais são as nossas esperanças a conquistar neste Natal? Sentimo-nos demasiado voltados para o consumismo: para as prendas e uma boa mesa. E, por causa disto, passa-nos ao lado o essencial do Natal.

A virtude da esperança é como uma moeda com duas faces: o desejo e a confiança de que isso acontecerá.

O desejo de melhorar a vida com Deus. Para o fomentar, a Igreja proclama as leituras e aponta-nos os desejos dos Patriarcas e Profetas que desejaram e suspiraram muitos séculos pela vinda do Redentor. O cântico Rorate do Advento exprime estes sentimentos.

Quem vive contente com a sua vida medíocre não tem esperança. Caiu numa espécie de presunção de se salvar sem merecimentos. Caracteriza-se este estado de espírito com o nome de tibieza. S. João, no Apocalipse, ensina-nos as características desta doença espiritual (cf Apoc 3, 15 e ss).

É uma espécie de cegueira que não deixa a pessoa a situação infeliz em que se encontra. «Porque dizes: sou rico, enriqueci-me e nada me falta.» Podemos comparar esta situação à de quem se encontra num coma profundo. Sonha que está bem, mas de facto não está.

Esta visão de nós próprios está em oposição à que o Senhor tem. «E não sabes que és um desgraçado pobre, cego e nu.» De facto, é a doença das almas que parecem piedosas. Não querem cometer pecados graves, mas não se privam dos pecados veniais de cada dia e fogem de tudo o que lhes exige sacrifício.

Confiança. Consiste na certeza oral de que vamos alcançar aquilo que desejamos. Quando falta esta confiança, as pessoas desesperam.

 

c) Mãos ao trabalho. «Vós, porém, Senhor, sois nosso Pai e nós o barro de que sois o Oleiro; somos todos obra das vossas mãos

É Deus quem nos converte, nos ajuda a mudar de vida, mas Ele conta com a nossa colaboração.

Temos necessidade de concretizar os nossos propósitos para melhorar a nossa vida cristã, não nos contentando com desejos genéricos e vagos.

Um plano para o Advento pode ser:

Mais e melhor oração. Se já temos um plano de oração, precisamos rever o modo como rezamos: as orações da manhã e da noite; o Terço do Rosário; outras orações da nossa devoção. Não se trata de rezar muitas coisas, mas de rezar bem, de tal modo que a nossa oração seja uma conversa íntima com Senhor e com a Sua Mãe.

Melhorar o nosso trabalho profissional, seja na fábrica, no escritório ou na oficina, seja o trabalho doméstico no lar. Ele é o eixo da nossa santificação. Não é um entrave a que nos santifiquemos.

Atenção corajosa aos deveres de estado. Para os casados, a generosidade na aceitação dos filhos e na sua educação. O senhor confia os filhos aos pais para que os ajudem a ser felizes na terra e no Céu.

O cuidado das virtudes humanas. A alegria que vem de dentro; a sinceridade; a laboriosidade; a veracidade; o arranjo pessoal; a colaboração nas tarefas domésticas; o cuidado em deixar sempre as coisas que utilizamos de modo que quem viver atrás as encontre dignamente.

 

2. Jesus Cristo passa

 

a) Sempre preparados. «Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento

Não se trata apenas de nos defendermos de um perigo, de um inimigo, por maior que seja, mas de estarmos continuamente atentos ao Senhor que passa em nossas vidas, convidando-nos a segui-l’O em passos concretos da nossa vida.

• Passa ao nosso lado quando a Palavra de Deus é proclamada: na Liturgia da Missa, ou quando a lemos e meditamos em particular ou em grupo.

Muitos enganam-se nesciamente, convencendo-se de que já sabem tudo e não precisam de ouvir mais nada.

Deus tem uma resposta concreta e clara para cada situação da nossa vida. Se não a conhecemos é porque tapamos os ouvidos ou estamos distraídos.

• Passa por nós nos Sacramentos, especialmente no da Reconciliação e Penitência e no da Eucaristia. Procuremos que seja um encontro pessoal com muita sinceridade na Confissão e na Comunhão e fujamos da rotina como do Inimigo.

• Vem até nós nas inspirações da graça, em cada momento do dia, pedindo-nos para emendar pontos concretos da nossa vida, ou para fazermos actos de generosidade.

Abafamos os apelos de Deus como quem tapa os ouvidos para não escutar e fecha a boca a quem lhe quer falar. Por isso, não nos damos conta de que Ele passa continuamente na nossa vida para nos ajudar, dirigindo-nos a palavra.

Não nos contentemos com um desejo vago de sermos melhores. Concretizemos propósitos, desde o primeiro dia deste Advento.

 

b) Ter as contas em dia. «Vigiai, portanto, visto que não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha; não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir

Esta recomendação do Senhor concretiza-se na nossa vida:

• Em viver na graça de Deus, com a alma limpa de pecados graves. A graça não é uma roupa apenas para certos dias de festa, mas para viver sempre connosco. É uma vida, não é um ornamento.

A situação normal dum cristão há-de ser com a alma em graça, como uma lâmpada acesa. Se estiver apagada, sem luz, não serve para nada.

Que o Senhor nos encontre vivos quando vier procurar-nos em qualquer momento, porque não sabemos o dia nem a hora.

Quem se encontra em estado de pecado mortal é um cadáver diante de Deus. “A glória de Deus é o homem vivo.” (Santo Ireneu).

Aceitar as exigências de Deus na vida. As situações normais de qualquer pessoa são a família, o trabalho, no apostolado e a convivência solidária com os outros.

Somos tentados a viver um cristianismo faz-de-conta, pondo de lado as exigências cristãs que nos custam mais a cumprir. Corremos o risco de fazer um cristianismo de “encomenda para nós”, segundo os nossos gostos.

Viver a solidariedade. Ela é uma consoladora realidade nestes tempos de crise. Talvez nunca em toda a história de Portugal se tenha vivido deste modo: a doença de uma criança mobiliza multidões; as necessidades alimentares mobilizam um exército de voluntários.

Precisamos ainda de alargar esta solidariedade à vida espiritual, não nos limitando a rezar pelas pessoas, mas procurando ajudá-las com um conselho amigo.

O Divino Mestre falou nisto, ao pregar sobre o juízo final.

 

c) Vigilância. «O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!"»

Estar vigilante é permanecer acordado, atento ao que se passa, sabendo interpretar os menores sinais para denunciar um perigo. Esta recomendação vale para a vida humana e espiritual.

Quando se poderá dizer que estamos a dormir na vida espiritual?

• Quando vivemos uma vida dupla. Somos um quando rezamos e outro muito diferente no trabalho, nas conversas, ao ver televisão.

• Quando nos desleixamos na oração omitindo-a ou fazendo-a distraídos. Por vezes ainda tentamos enganar-nos com a desculpa de que não temos tempo. Qualquer pessoa, ao programar a sua vida, coloca em primeiro lugar as mais importantes. Quando não encontramos tempo para rezar é sinal de que não lhe damos qualquer valor.

• Quando entendemos o cristianismo de um modo egoísta, desinteressando-nos completamente da salvação das outras pessoas, mesmo que sejam de família ou muito próximas de nós.

Devemos estar vigilantes por nós e pelos outros, especialmente os que nos estão confiados: o marido e a mulher; os pais pelos filhos; os amigos entre si.

A Eucaristia que celebramos em cada Domingo é uma chamada solene à vigilância. Na aclamação depois da consagração do Corpo e Sangue do Senhor, aclamamos: Anunciamos, Senhor a Vossa Morte, proclamamos a Vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, ensina-nos a viver bem o Advento. Antes da Anunciação do Arcanjo, suspirava pela vinda do messias, como todos os justos do Antigo Testamento. Quando o trouxe em seu seio virginal durante nove meses, adorava e agradecia. Depois, na vida em Nazaré e durante a vida pública de Jesus, contemplava-O e escutava-O, guardando as Suas palavras no coração.

Que Ela nos ensine a viver este Advento como se fosse o último da nossa vida.

 

Fala o Santo Padre

 

«O Advento chega todos os anos para que a nossa vida encontre a sua orientação justa,

rumo ao rosto de Deus.»

Iniciamos hoje com toda a Igreja o novo Ano litúrgico: um caminho novo de fé, para viver juntos nas comunidades cristãs, mas também, como sempre, para percorrer no âmbito da história do mundo, a fim de a abrir ao mistério de Deus, à salvação que vem do seu amor. O Ano litúrgico começa com o Tempo do Advento: tempo maravilhoso no qual desperta nos corações a expectativa do retorno de Cristo e a memória da sua primeira vinda, quando se despojou da sua glória divina para assumir a nossa carne mortal.

«Vigiai!». Este é o apelo de Jesus no Evangelho de hoje. Dirige-o não só aos seus discípulos, mas a todos: «Vigiai!» (Mt 13, 37). É uma chamada saudável a recordar-nos de que a vida não tem só a dimensão terrena, mas está projectada para um «além», como uma pequena planta que germina da terra e se abre para o céu. Uma pequenina planta pensante, o homem, dotada de liberdade e de responsabilidade, pelo que cada um de nós será chamado a prestar contas de como viveu, como utilizou as suas capacidades: se as conservou só para si ou se as fez frutificar inclusive a favor dos irmãos.

Também Isaías, o profeta do Advento, nos faz reflectir hoje com uma oração amargurada, dirigida a Deus em nome do povo. Ele reconhece as faltas da sua gente, e a um certo ponto diz: «Ninguém invocava o teu nome, nem se esforçava por se apoiar em ti; porque escondias de nós a tua face, e nos entregavas às nossas iniquidades» (Is 64, 6). Como não permanecer admirado com esta descrição? Parece reflectir certos panoramas do mundo pós-moderno: as cidades onde a vida se torna anónima e horizontal, onde parece que Deus está ausente e o homem é o único dono, como se fosse o artífice e o realizador de tudo: as construções, o trabalho, a economia, os transportes, as ciências, a técnica, parece que tudo depende só do homem. E por vezes, neste mundo que parece quase perfeito, acontecem coisas arrasadoras, ou na natureza, ou na sociedade, pelo que nós pensamos que Deus se retirou, que nos tenha, por assim dizer, abandonado a nós mesmos.

Na realidade, o verdadeiro «dono» do mundo não é o homem, mas Deus. O Evangelho diz: «Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha; não seja que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir» (Mc 13, 35-36). O Tempo do Advento chega todos os anos para nos recordar isto, para que a nossa vida encontre a sua orientação justa, rumo ao rosto de Deus. O rosto não de um «dono», mas de um Pai, de um Amigo. Com a Virgem Maria, que nos guia no caminho do Advento, façamos nossas as palavras do profeta. «Mas Tu, Senhor, é que és o nosso Pai. Nós somos a argila e Tu és o oleiro. Todos nós fomos modelados pelas tuas mãos» (Is 64, 7).

 Papa Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro, 27 de Novembro de 2011

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Oremos ao Senhor Nosso Deus e Nosso Senhor,

para que nos conceda as graças deste Advento.

Peçamos pelas intenções da Igreja e do mundo,

por Jesus Cristo, no Espírito Santo, ao Eterno Pai.

Oremos (cantando):

 

    Vinde, Senhor, visitar o Vosso Povo!

 

1. Pelo Santo Padre, Bom Pastor da Igreja universal,

    para que os ensine os caminhos da fé neste Advento,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Senhor, visitar o Vosso Povo!

 

2. Por todos os que celebram o seu último Advento,

    para que o façam com muito amor e generosidade,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Senhor, visitar o Vosso Povo!

 

3. Pelos jovens em busca de um sentido para a vida,

    para que se apercebam que Jesus passa a visitá-los,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Senhor, visitar o Vosso Povo!

 

4. Pelas crianças das famílias da nossa comunidade,

    para acolham em seus corações a a luz de Belém,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Senhor, visitar o Vosso Povo!

 

5. Pelos sacerdotes, ministros da misericórdia de Deus,

    para que estejam disponíveis ao ministério do perdão,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Senhor, visitar o Vosso Povo!

 

6. Pelos partiram e aguardam o Advento da felicidade,

    para que o Senhor Jesus os receba em Sua glória,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Senhor, visitar o Vosso Povo!

 

Senhor que vindes ao nosso encontro,

neste Advento que estamos a celebrar:

ajudai-nos a vivê-lo com o espírito e fé

dos Patriarcas e Profetas da Antiga Lei,

para nos tornarmos dignos da eterna Luz.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

Na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Cada Celebração da Eucaristia é um novo Advento, pois Jesus vem ao nosso encontro sob as aparências do pão e do vinho.

Dentro de momentos, o próprio Jesus Cristo, pelo ministério do sacerdote vai converter no Seu Corpo e Sangue o pão e o vinho que levámos ao altar.

Avivemos a nossa fé e enchamo-nos de gratidão por este dom de infinito valor.

 

Cântico do ofertório: Confiarei no meu Deus, F. da Silva, NRMS 106

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, estes dons que recebemos da vossa bondade e fazei que os sagrados mistérios que celebramos no tempo presente sejam para nós penhor de salvação eterna. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698]

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Saudação da Paz

 

Jesus Cristo vem ao nosso encontro, neste Natal, como Príncipe da Paz, mas deseja contar com a nossa ajuda para a instaurar no mundo.

Manifestemos-Lhe a nossa disponibilidade, exprimindo-a por gesto litúrgico da saudação da paz.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

O Verbo incarnou no seio virginal de Maria para que pudesse tornar-se nosso Alimento, nesta caminhada para o Céu.

Deseja agora dar mais um passo neste caminho de humilhação do nosso Deus, descendo ao coração de cada um de nós.

Examinemos cuidadosamente como está o nosso coração e aproximemo-nos a recebê-l’O com toda a fé e gratidão.

 

Cântico da Comunhão: Eu estou, à porta chamo, F. da Silva, NRMS 22

Salmo 84, 13

Antífona da comunhão: O Senhor nos dará todos os bens e a nossa terra produzirá o seu fruto.

 

Cântico de acção de graças: Não temas, povo de Deus, M. Borda, NRMS 56

 

Oração depois da comunhão: Fazei frutificar em nós, Senhor, os mistérios que celebramos, pelos quais, durante a nossa vida na terra, nos ensinais a amar os bens do Céu e a viver para os valores eternos. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Façamos deste Advento o melhor da nossa vida e peçamos ao Senhor que nos confirme na Sua amizade.

Ajudemos os nossos amigos a celebrar um verdadeiro Advento, preparando o Natal que se aproxima.

 

Cântico final: O Senhor virá governar, F. da Silva, NRMS 7

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO DO ADVENTO

 

1ª SEMANA

 

2ª Feira, 1-XII: Preparação para a vinda do Senhor.

Is 2, 1-5 / Mt 8, 5-11

Mas o centurião respondeu-lhe: Senhor, eu não mereço que entres debaixo do meu tecto.

O profeta Isaías faz chegar ao povo de Deus uma mensagem de esperança, destinada a todos, com a vinda do Messias (Leit.).

As nossas disposições hão-de ser de alegria: «vamos com alegria para a casa do Senhor» (S. Resp.); de desejo de aprender a andar pelos caminhos de Deus: «Que Ele nos ensine o seus caminhos e nós sigamos pelas suas veredas» (Leit.); de humildade: «Senhor, eu não mereço que entres debaixo do meu tecto» (Ev.); de fé no Messias Salvador: «Em ninguém de Israel encontrei tão grande fé» (Ev.).

 

3ª Feira, 2-XII: O Espírito Santo e a 'restauração da semelhança divina'.

Is 11, 1-10 / Lc 10, 21-24

Sobre Ele repousará o Espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e fortaleza...

O profeta Isaías anuncia a actuação do Espírito Santo no Messias esperado (Leit.), tendo em conta a sua missão salvífica. E S. Lucas mostra já realizada essa profecia: «Jesus estremeceu de alegria pela acção do Espírito Santo» (Ev.).

Esta plenitude do Espírito Santo há-de ser comunicada a todo o povo messiânico, «para que haja justiça e paz para sempre» (S. Resp.). E a cada um de nós, pois o que Ele inaugurou em Cristo continue em cada homem: restituir-lhe a 'semelhança divina'. O Espírito Santo, como autor principal da Escritura, vai-nos revelando os traços do rosto de Cristo.

 

4ª Feira, 3-XII: Um banquete extraordinário.

Is 25, 6-10 / Mt 15, 29-37

Jesus: tenho dó desta multidão; há já três dias que permanecem junto de mim e não têm que comer.

Todos precisamos de alimentos para o corpo e para a alma. As Leituras de hoje falam-nos da preocupação do Senhor para que estejamos bem alimentados.

A vinda Messias será acompanhada de um extraordinário banquete: «O Senhor do Universo há-de preparar um banquete de pratos suculentos» (Leit.). Os alimentos que o Senhor nos traz são especialmente: a Eucaristia ( 'tomai e comei todos'), que está prefigurado na multiplicação dos pães (Ev.); e a Palavra de Deus ('nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus'). Não deixemos de tomar estes alimentos com frequência, se possível, diariamente.

 

5ª Feira, 4-XII: Os melhores materiais de construção.

Is 26, 1-6 / Mt 7, 21. 24-27

Todo aquele que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será semelhante a um homem prudente, que fez a sua casa sobre rocha.

Ao longo da nossa vida vamos construindo um edifício, que todos desejamos sólido e resista a todas as dificuldades que encontrarmos. O profeta aconselha-nos a confiar sempre no Senhor: «Confiei sempre no Senhor, que é uma rocha eterna» (Leit.).

Edificam sobre Cristo aqueles que procuram ouvir as suas palavras e conselhos sobre os problemas que os afectam diariamente (trabalho, vida familiar, etc). E que depois as põem em prática: «Nem todos entrarão no Reino dos Céus, mas somente aqueles que fizerem a vontade de meu Pai» (Ev.). Só assim poderemos imitar Cristo e sermos 'rocha' para os que nos rodeiam.

 

6ª Feira, 5-XII: Abrir os olhos à luz divina.

Is 29, 17-24 / Mt 9, 27-31

Nesse dia, os surdos ouvirão a palavra do livro divino; libertos da escuridão e das trevas, os olhos dos cegos hão-de ver.

O profeta a anuncia a realização de grandes prodígios com a vinda do Messias (Leit.). E até dois cegos reconhecem em Jesus o filho de David messiânico: «tem piedade de nós, filho de David».

Precisamos estar muito atentos às palavras do Senhor desde o seu nascimento. Evitemos cair na 'cegueira de espírito', que só tem olhos para as coisas materiais. Abramos os olhos à luz divina, que se desprende de Cristo, que é a Luz. Procuremos ver as coisas como Deus as vê, por exemplo, a dor, o sofrimento, as contrariedades de cada dia. E procuremos descobrir Cristo presente na Eucaristia, naqueles que nos rodeiam, no nosso trabalho e nas nossas ocupações diárias.

 

Sábado, 6-XII: Pedir abundância de frutos.

Is 30, 19-21. 23-26 / Mt 9, 35-10, 1. 6-8

O Senhor dará a chuva para a semente que tiveres lançado à terra, e o pão que a terra produzir será farto e nutritivo.

Todos esperamos que a vinda Cristo nos traga abundantes garças, que fecundem a terra inteira. De facto, o profeta anuncia um a época de grande fertilidade (Leit.). Jesus manifesta grande misericórdia, curando todas as doenças e achaques, e proclamando a Boa Nova aos que andavam como ovelhas sem pastor (Ev.).

Contudo, ao olharmos à nossa volta parece-nos que há, pelo contrário, muita esterilidade em todos os campos, devida à ausência de Deus. Vamos rezar para atendermos o pedido do Senhor e nos pormos à sua disposição: «Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a messe» (Ev.).

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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