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GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS!

 

 

 

 

 

Hugo de Azevedo

 

 

«Apareceu-lhes um anjo do Senhor e a glória do Senhor os envolveu com a sua luz e tiveram grande temor». No meio da noite escura, que assombro e susto dos pastores, de guarda ao seu rebanho, vendo-se de repente sob uma luz esplendorosa! «Não temais!» Era um anjo a falar com eles! Um anjo que lhes anunciava algo inaudito, «uma boa nova, que será de alegria», não só para eles, mas «para todo o povo»: para o Povo eleito que - no fundo do coração, cansado de esperar - vivia há séculos na expectativa do Messias, e para todo o povo do mundo, que aspirava e aspira à Salvação sem saber sequer que está perdido!

«Nasceu-vos!» Nasceu dentre vós e para vós! É vosso! É o «Salvador», «o Cristo, o Senhor», que vos envolve agora na sua Glória, enquanto Ele se deixa envolver em pobres paninhos na manjedoura de um curral de Belém por sua bendita Mãe!

Mas, ainda antes dos pastores, do Povo escolhido e de toda a Humanidade, a alegria é do Céu. A luz sobrenatural que arrebatara os pastores multiplicou-se por mil: «Subitamente apareceu com o Anjo uma multidão do exército celeste, louvando a Deus e dizendo: “Glória a Deus no mais alto dos Céus! E paz na terra aos homens, por Ele amados!»

Bendito seja Deus que estende a sua glória a uma infinidade de criaturas, e felizes criaturas que participam da glória divina! Essa é a alegria dos Anjos, ainda antes de os homens se aperceberem da incomensurável graça que lhes coube em sorte.

Porque no Céu não há ciúmes nem comparações; só amor; e, em primeiro lugar, amor a Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Os Anjos rejubilam, cantam de alegria, assistindo ao «explodir» da Misericórdia divina para connosco, pobres criaturas, elevadas acima deles mesmos pela união com Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem!

A guerra terminou! Deus concedeu a paz aos rebeldes! Todos podem voltar a casa, e mais do que isso: todos podem gozar da natureza e da glória divinas, não só como amnistiados, mas como verdadeiros filhos, pela mão de Jesus! Da horrível miséria do pecado, o homem pode saltar para as alturas da santidade e nela permanecer para sempre!

Se rejubilam os Anjos, que devemos nós fazer, que somos os agraciados? Pedir-lhes que nos ajudem a dar graças: «… Ó Anjos, cantai comigo!»

 

 


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