aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

FÁTIMA

 

EXPOSIÇÃO ONLINE

“SEGREDO E REVELAÇÃO”

 

A exposição “Segredo e Revelação”, que mostra pela primeira vez o manuscrito da terceira parte do Segredo de Fátima, pode ser visitar online a partir de do dia 13 de Julho passado, anunciou o Santuário.

 

A instituição “pretende que a exposição esteja acessível ao maior número de visitantes, para visitas presenciais e, agora, através da Internet, neste mês de Julho,  em que se celebra a aparição na qual a Virgem Maria revelou o Segredo de Fátima, uma vez que este é o tema central da exposição”.

A mostra foi inaugurada em final de Novembro de 2013 e está patente ao público até 31 de Outubro de 2014, no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade.

O acesso virtual faz-se através da ligação http://segredoerevelacao.fatima.pt

“Tomando como mote a aparição de Julho de 1917, o Santuário de Fátima apresenta, através de documentação histórica e de espólio artístico, uma das mais importantes temáticas de Fátima: o Segredo que, desde a Cova da Iria, leva à contemplação de todo um mundo contemporâneo”, explica Marco Daniel Duarte, director do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário de Fátima e comissário da exposição.

O percurso expositivo, agora também possível de ser percorrido online e que tem como fio condutor a interpretação teológica do Segredo de Fátima feita pelo então cardeal Joseph Ratzinguer, leva o visitante a entrar nas três partes do Segredo, tituladas como: “A visão do inferno”, “O Imaculado Coração de Maria” e “A Igreja mártir”.

 

 

LISBOA

 

SÉRIE NA INTERNET

“UM MINUTO DE SANTIDADE”

 

O Secretariado Nacional da Educação Cristã acaba de lançar na Internet a 2.ª série de “Um Minuto de Santidade”, que em episódios de 60 segundos conta a história de algumas das principais figuras da Igreja Católica.

 

Quem for semanalmente ao site www.educris.com , vai poder ficar a conhecer melhor a vida de pessoas como o Papa João XXIII, recentemente canonizado, e o beato Frei Bartolomeu dos Mártires, bispo português homenageado este ano, cinco séculos após o seu nascimento.

Santo Ambrósio de Milão é o tema do primeiro episódio da série, que terá outros 24 minutos dedicados a nomes como o Papa S. Pio X, São Boaventura, Santa Josefina Bakhita e a Beata Maria Clara, fundadora das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.

Direccionado para “professores, alunos, catequistas, catequizandos e demais agentes de pastorais e a todos os que se interessam pela vida e obra dos santos da Igreja Católica”, o projecto já vai em 51 episódios (contabilizando também a primeira série).

 

 

PORTO

 

BEATIFICAÇÃO DO

PADRE AMÉRICO

 

O Bispo do Porto pediu, no passado dia 19 de Julho, que rezassem para que a beatificação e canonização do padre Américo sejam uma realidade.

 

No simpósio sobre «Padre Américo – Modelo de Caridade para os nossos dias» para celebrar o aniversário da Obra da Rua, D. António Francisco dos Santos sublinhou na homilia da celebração que o Padre Américo “partiu cedo demais” e não se sabe “quantas barreiras ele teve de vencer”, mas ele “estava decidido! Havia uma força interior que o impelia”.

A Diocese do Porto viveu com “alegria e gratidão” este dia de aniversário da Obra Rua e “evocou com devoção e emoção” a memória do seu fundador, Padre Américo Monteiro de Aguiar, que celebrou o aniversário da morte, no passado dia 16 deste mês.

O Padre Américo percorreu “como ninguém as ruas mais pobres” da cidade do Porto e “lamentou-se de tão tarde ter conhecido a alma da cidade, porque aqui encontrou generosidade e carinho, que nunca se cansou de agradecer”, afirmou D. António Francisco na Casa de Vilar.

A cidade “nunca esqueceu o Pai Américo” e a “estátua que lhe ergueu numa das praças maiores e mais belas” do Porto, “as flores viçosas que pessoas anónimas em cada madrugada ali colocam e o carinho e devoção dos olhares que diariamente com ele ali se cruzam”, dizem que o Padre Américo será para “sempre cidadão do Porto e modelo da alma cristã e solidária” da cidade, disse o prelado.

 

 

BRAGA

 

BEATO BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES,

500 ANOS DO NASCIMENTO

 

O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, afirmou que o clero das dioceses de Braga, Bragança-Miranda, Viana do Castelo e Vila Real devem conhecer a vida do beato D. Frei Bartolomeu dos Mártires, a sua vida, doutrina e mensagem e divulgá-la.

 

O arcebispo de Braga dirigia-se aos participantes no Encontro Inter-diocesano do Clero, que reuniu cerca de 300 padres das dioceses que integravam a Arquidiocese de Braga no tempo de D. Bartolomeu dos Mártires, há 500 anos.

“Ao falarmos dele, com certeza que muitas pessoas o irão invocar, pedindo graças e, para além de outros trabalhos que nós possamos fazer com as graças, algumas delas que poderão ser consideradas milagres, então teremos aquilo que nos parece de inteira justiça: a proclamação dele como Santo e até quem sabe como Doutor da Igreja”, destacou D. Jorge Ortiga.

No dia da memória litúrgica do beato D. Frei Bartolomeu dos Mártires, o seu livro “Estímulo dos Pastores” serviu de tema para o encontro e foi analisado pelos quatro bispos das dioceses do norte de Portugal.

“Este livro parece-me que serve muito bem de meditação, ou pelo menos de leitura espiritual, para que sejamos capazes de falar do beato Bartolomeu nas nossas comunidades paroquiais”, disse D. Jorge Ortiga aos sacerdotes.

O bispo de Viana do Castelo, D. Anacleto d Oliveira, comentou os capítulos IV, V e VI, do livro “Estímulo dos Pastores, e fez “paralelismos” com passagens da “Evangelli gaudium”, a exortação apostólica do Papa Francisco.

D. Anacleto considera que o que Papa escreve para os agentes pastorais coincide com muito do que D. Frei Bartolomeu dos Mártires disse.

D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda, analisou os capítulos seguintes - VII, VIII e IX – e o bispo de Vila Real, D. Amândio José Tomás, os três últimos capítulos do livro “Estímulo dos Pastores”.

D. Jorge Ortiga revelou também que os promotores da canonização do beato D. Frei Bartolomeu dos Mártires vão trabalhar para uma “canonização equipolente” ou seja equivalente, um processo em que o Papa reconhece a santidade sem a necessidade de um milagre.

O encontro interdiocesano do clero terminou com a Eucaristia no Convento de S. Domingos, junto ao túmulo onde o Beato está sepultado, em Viana do Castelo.

 

 

CUCUJÃES

 

NOVO SUPERIOR GERAL

DA SOCIEDADE MISSIONÁRIA

 

A Sociedade Missionária da Boa Nova elegeu como Superior geral para o quadriénio 2014-2018 o padre Adelino Ascenso, missionário no Japão desde 1998, que acolheu a eleição com surpresa e algum receio.

 

“Fui ordenado para servir a Igreja e se a Igreja pensa que a posso servir nesta função não tenho outra opção senão aceitar”, afirmou o novo Superior geral da Boa Nova.

O padre Adelino Ascenso foi ordenado sacerdote em 1998, ano em que partiu para Osaka para iniciar a presença da Boa Mova no Japão, tendo começado as actividades pastorais após dois anos de aprendizagem da língua.

Eleito Superior geral, o padre Adelino Ascenso afirma que a formação e o redimensionamento dos serviços a cargo dos poucos missionários da Sociedade são as prioridades para os próximos quatro anos.

A Sociedade Missionária da Boa Nova tem actualmente 106 membros, que trabalham em Portugal, Moçambique, Angola, Brasil, Zâmbia e Japão.

A Sociedade Missionária da Boa Nova (inicialmente denominada Sociedade Portuguesa das Missões Católicas), foi fundada pelo Papa Pio XI, em 1930, respondendo ao apelo dos bispos portugueses.

É uma Sociedade de Vida Apostólica exclusivamente missionária, que depende da Congregação para a Evangelização dos Povos, do Vaticano, mantendo cada missionário uma relação com a sua diocese de origem.

 

 

FÁTIMA

 

ENCONTRO NACIONAL

DE PASTORAL LITÚRGICA

 

O bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, considera que a liturgia “é mais popular do que se pensa”, mas alguns cristãos colocaram-na “no mundo das elites”.

 

O conferencista do Encontro nacional de Pastoral litúrgica disse que desde sempre a liturgia foi “a oração popular” e esse é “o grande desafio para a Igreja hoje”.

Com o tema «Creio na Comunhão dos Santos – O culto dos Santos na Igreja», decorreu em Fátima, de 28 de Julho a 1 de Agosto, o 40º Encontro nacional de Pastoral litúrgica; segundo o padre Pedro Ferreira, director do Secretariado Nacional de Liturgia, a “menina dos olhos” desta actividade são as celebrações.

Com a publicação do Martirológio Romano – “o livro dos Santos” – a Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade entendeu que devia “dedicar um encontro à santidade na vida da Igreja”.

Os Santos são “uma realidade muito actual e viva” e estão relacionados também com “a religiosidade popular”, acrescentou o padre Pedro Ferreira.

Para o bispo de Viana do Castelo e presidente em exercício da referida Comissão, D. Anacleto Oliveira, a religiosidade popular “tem potencialidades em ordem à evangelização que não se encontram noutros lugares”.

Nas festas, as pessoas participam “com a sua vida, com os seus problemas e estão mais abertas à proposta do Evangelho”, referiu D. Anacleto Oliveira.

No encontro de Pastoral litúrgica realizou-se também, ao longo dos dias, uma escola de ministérios, “uma forma de colocar em prática as teorias que ouviam” nas conferências centrais.

O padre António Cartageno, músico e pároco em Beja, orientou a escola de ministérios dedicada aos músicos e cantores.

 

 

FÁTIMA

 

IMAGEM PEREGRINA

VISITA CONTEMPLATIVAS

 

O reitor do Santuário de Fátima revelou no passado dia 12 de Agosto a “alegria e entusiasmo” contagiante com que as comunidades contemplativas em Portugal têm acolhido a Imagem peregrina de Nossa Senhora desde o dia 12 de Maio.

 

“Com esta iniciativa pretendemos envolver directamente as Comunidades contemplativas na preparação e celebração do centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, em 2017, e pedir a sua oração pelas nossas actividades e iniciativas”, explicou o padre Carlos Cabecinhas.

A Imagem peregrina já passou por 13 comunidades e falta visitar 23.

A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima passa uma semana em cada comunidade de vida contemplativa e o périplo termina no dia 2 de Fevereiro de 2015, “um dia significativo por ser o dia da Apresentação do Senhor, o dia da vida consagrada”, acrescentou o responsável.

O padre Carlos Cabecinhas informou também que a exposição “Segredo e Revelação”, em exibição desde Novembro de 2013, que mostra o manuscrito com a terceira parte do segredo de Fátima, teve “mais de 136.392 visitas, até ao dia 10 de Agosto”.

 

 

VISEU

 

CASA MEMORIAL

RITA AMADA DE JESUS

 

A vida, obra e espiritualidade da Beata Madre Rita Amada de Jesus (1848-1913), fundadora do Instituto Jesus Maria José, estão presentes num museu/centro de interpretação inaugurado na sua terra natal, em Casalmendinho, Ribafeita.

 

“Mais do que um museu, é um centro de interpretação da vida e obra da Beata Rita Amada de Jesus, e pretendeu-se dar dignidade ao local onde nasceu, viveu parte da vida e que fica próximo do local onde acabou por morrer”, explica Fátima Eusébio, coordenadora do sector dos Bens Culturais da Diocese de Viseu e responsável pelos conteúdos deste centro.

A Casa Memorial Rita Amada de Jesus, no lugar de Casalmendinho, em Ribafeita, surgiu no espaço onde existiu a casa da Beata da Diocese de Viseu, “um espaço diminuto em relação ao actual edifício e do qual só existiam as ruinas”.

Na construção foi respeitada a arquitectura que se enquadrasse no meio rural com modernidade presente, por exemplo, na forma como foi “desenvolvido o programa expositivo que reflecte a vida da Madre Rita”, que viveu entre 1848 e 1913, “onde o contexto social da mulher era relegado para um registo de pouca intervenção, essencialmente na família”.

Na entrada da Casa Memorial estão presentes canas de bambu, “um material muito resistente e difícil de partir, que reflecte muito bem a vida da Madre Rita”, considera Fátima Eusébio.

No primeiro andar os visitantes encontram uma cronologia da vida da Beata viseense, que começa no registo de baptismo, a 13 de Março de 1848, em Casalmendinho, até à beatificação a 28 de Maio de 2006, em Viseu.

Depois apresentam livros, documentos, como a reprodução da autobiografia de 37 páginas, cartas, relíquias e objectos que fizeram parte da vida da Madre Rita Amada de Jesus.

Os visitantes podem também ver o terço da mulher que foi curada, por intercessão da Beata, de uma doença mortal do intestino, e que a Santa Sé reconheceu como milagre.

A irmã Margarida Bento, provincial do Instituto Jesus Maria José em Portugal, revela que a Beata Rita Amada de Jesus escolheu o nome de Pia União para o instituto devido ao ambiente anti-clericalista da primeira República, que também originou o envio do primeiro grupo de seis irmãs para o Brasil, para a Diocese de Ribeirão Preto, em 1912.

A Beata faleceu a 7 de Janeiro 1913, depois de ter enviado um segundo grupo de irmãs, e a partir desse envio o instituto “prosperou e aumentaram as vocações”.

Em 1934 regressaram a Portugal e actualmente encontram-se em vários países como Angola, Moçambique, Cabo Verde, Brasil, Bolívia, Paraguai, Perú, e são 134 irmãs.

“Para além da evangelização, conversão e adesão aos valores humanos, as irmãs desenvolvem a sua obra social em escolas e colégios, onde tentamos passar o carisma da Beata Rita, ajudando as crianças no seu desenvolvimento integral e apoiando as famílias”, revelou a irmã Margarida Bento.

 

 

FÁTIMA

 

BEATIFICAÇÃO DA

IRMÃ LÚCIA

 

O cardeal português D. José Saraiva Martins, Prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, confessa que gostaria de ver a irmã Lúcia beatificada em 2017, ano do centenário das aparições em Fátima.

 

O cardeal esteve em Portugal e falou com responsáveis da Diocese de Coimbra que estão a trabalhar na beatificação de Lúcia de Jesus (1907-2005), uma das videntes de Fátima.

“O processo da Lúcia tem características próprias, é uma figura universal, tem documentação muito rica, há muitíssima correspondência, e é preciso examinar tudo”, declarou a respeito da alegada demora nesta fase.

D. José Saraiva Martins diz que seria “fantástico” se essa celebração fosse acompanhada pela canonização dos outros dois pastorinhos, os beatos Francisco e Jacinta.

Os processos dependem ainda do reconhecimento de milagres atribuídos à intercessão dos pastorinhos, por parte do Vaticano, estando em estudo uma cura no Brasil, no caso dos dois beatos.

“Seria uma graça de Deus para a Igreja portuguesa e não só, uma grande graça”, realça.

O responsável disse ainda que no caso do beato Frei Bartolomeu dos Mártires (1514-1590), uma canonização equipolente, sem a exigência de um novo milagre, seria possível, mas “depende do Papa”.

Esta hipótese foi adiantada este ano pelo arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, no contexto das celebrações do 500.º aniversário de nascimento do religioso, beatificado em Novembro de 2001 por São João Paulo II.

“O milagre é uma espécie de marca que Deus põe”, precisa D. José Saraiva Martins, para quem frei Bartolomeu dos Mártires “é uma figura extraordinária, de grande actualidade”, que se destacou como “uma das grandes estrelas no Concílio de Trento”.

 

 

LISBOA

 

MUSEU DE SANTO ANTÓNIO

 

O recurso às novas tecnologias e ao envolvimento no projecto de figuras públicas como a fadista Carminho e o actor João D’Ávila são as grandes novidades do renovado Museu dedicado a Santo António, junto à Sé de Lisboa.

 

Criado em 1962 e reinaugurado em Julho deste ano, depois de ter sido alvo de vários trabalhos de remodelação, o Museu procura fazer jus àquele que é um “símbolo maior da cultura portuguesa” e uma figura “presente em praticamente todos os continentes”, salienta o director do museu.

Pedro Teotónio Pereira destaca “as muitas histórias relacionadas com as tradições” de Santo António, que estão agora à disposição do público.

Pormenores relacionados com o seu próprio percurso de vida, desde o nascimento em Lisboa, no final do século XII, à entrada na vida religiosa; passando pela viagem para Marrocos e os últimos anos vividos na cidade de Pádua, em Itália.

O director do museu recorda que “Santo António influenciou muitos frades, ao longo dos séculos, na preparação dos seus sermões” e distinguiu-se também como “grande taumaturgo”, com os seus “milagres” a serem imortalizados através de inúmeras representações, sobretudo esculturas, quadros, painéis de azulejo ou peças de cerâmica.

Canonizado em 1232, o santo português afirmou-se como padroeiro principal da cidade de Lisboa, “protector das casas e das famílias”, dos pobres, das mulheres grávidas, dos casais, dos oprimidos e das pessoas que pretendem encontrar objectos perdidos.

Neste contexto, o museu recorreu a várias figuras públicas, como a fadista Carminho, o actor João D’Ávila e a cantora Maria Bethânia, para apresentar os episódios ou as obras mais significativas do percurso de Santo António.

As descrições estão disponíveis em vídeo e áudio através de uma plataforma multimédia interactiva, desenvolvida de modo a ser consultada de forma intuitiva pelas pessoas.  

Em foco, na exposição, estão também diversas peças associadas ao culto popular de Santo António, com realce para as pequenas representações em barro, que eram “presença obrigatória em todas as casas”.

Armando de Matos, Teófilo Braga ou José Leite de Vasconcelos foram alguns dos etnógrafos portugueses do final do século XIX – principio do século XX, que se dedicaram à recolha destas histórias, e cujos escritos estão disponíveis ao público, também através de uma plataforma multimédia.

 

 

ESCUTISMO

 

PRIMEIRO PORTUGUÊS À FRENTE

DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL

 

O português João Armando Gonçalves, novo presidente do Comité Mundial do Escutismo, pretende deixar como marca principal do seu mandato o reforço da “missão educativa do maior movimento do mundo de educação não formal”.

 

“Tenho um foco muito grande naquilo que é a nossa missão educativa e essa é claramente uma das coisas que gostava de deixar como marca neste mandato”, explica João Armando Gonçalves ao Corpo Nacional de Escutas (CNE).

Para o novo presidente do Comité Mundial do Escutismo, “o maior movimento do mundo de educação não formal” tem de ter enfoque na sua missão principal que é a educação dos cerca de 40 milhões de jovens em todo o mundo originários de mais de 216 países.

A motivação principal para desempenhar estas funções é “servir” e “pôr ao serviço da organização”, à qual pertence desde 1976, “as experiências e capacidades” que adquiriu ao longos destes anos – revela o professor do Instituto Politécnico de Coimbra.

“Além de animar o grupo, naturalmente terei algumas funções de representação da organização quando são tomadas decisões principais de orientação para os próximos anos”, acrescenta João Armando Gonçalves.

O presidente do Comité Mundial da Organização Mundial do Movimento Escutista foi eleito por três anos na Conferência Mundial do Escutismo que decorreu em Liubliana (Eslovénia), de 11 a 15 de Agosto.

O escutismo foi fundado pelo inglês Robert Baden Powell em 1907 e em 1923 foi criado o Corpo Nacional de Escutas, que conta já com mais de 60 mil crianças e jovens, rapazes e raparigas, entre os 6 e os 22 anos, e perto de 13 mil voluntários adultos permanentes.

 

 

AÇORES

 

MÚSICA E CANTO NAS

CELEBRAÇÕES DO MATRIMÓNIO

 

A Comissão de Música Sacra, da Diocese de Angra, publicou um documento com “Orientações e procedimentos para a música e canto nas celebrações do Matrimónio”, onde pretende “evitar comportamentos abusivos e fora do contexto”.

 

“A principal preocupação é pedagógica no sentido de se explicar, quando se preparam os nubentes para o matrimónio, o contexto em que ele ocorre – dentro da Missa – e ajudá-los nas escolhas que eles considerem mais adequadas dentro daquilo que é a música própria para este espaço”, explicou um dos vice-presidentes da Comissão diocesana de Música Sacra.

O padre Marco Luciano Carvalho assinalou que pretende “evitar comportamentos abusivos e fora do contexto próprio das celebrações de sacramentos”, porque a Igreja “tem um acervo e um património próprio, diversificado e abundante entre a música litúrgica, sacra e contemporânea”.

O documento destaca que o Matrimónio é um sacramento, “quase sempre celebrado dentro da Missa”, que deve ser preparado cuidadosamente, por isso “a escolha musical deve seguir os mesmos critérios que norteiam uma celebração eucarística”.

Os cânticos devem ser adequados ao rito do matrimónio e devem também “exprimir a fé da Igreja, tendo em conta de modo especial a importância do Salmo responsorial na liturgia da Palavra”, desenvolve a Comissão diocesana de Música Sacra.

Aos párocos é também pedido que “advirtam os esposos” para o tempo litúrgico em que se celebra o casamento, como “em dia de carácter penitencial, principalmente no tempo da Quaresma”, para que se tenha em atenção “a índole peculiar daquele dia”.

 

 

BRAGA

 

PÓS-GRADUAÇÃO EM

DIREITO MATRIMONIAL CANÓNICO

 

O polo regional de Braga da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa apresenta no ano lectivo 2014-2015 a nova pós-graduação em Direito Matrimonial Canónico.

 

“Os objectivos deste novo curso consistem em fornecer conhecimentos básicos de Direito Canónico, que permitam aos finalizados acompanhar ou encaminhar processos jurídicos canónicos relacionados com o matrimónio, nomeadamente no âmbito da eventual nulidade”, explica a Faculdade de Teologia.

A pós-graduação dirige-se essencialmente “a licenciados, ou equivalente, em Direito ou em Teologia”.

O plano de estudos, num total de 156 horas lectivas, aborda as seguintes áreas: introdução ao Direito Canónico; o consentimento matrimonial; a dispensa pontifícia do vínculo matrimonial; o Direito concordatário.

A coordenação do curso é da responsabilidade da irmã Federica Dotti, doutorada em Direito Canónico; a pós-graduação começa em Outubro de 2014 e termina em Julho de 2015.

 

 

LISBOA

 

UMA PRAXE DIFERENTE

NA UNIVERSIDADE CATÓLICA

 

 A Faculdade de Economia e Gestão, da Universidade Católica Portuguesa, proporcionou no passado dia 3 de Setembro uma praxe diferente aos alunos do primeiro ano com o “Dia Solidário”, apoiando o Centro Social Paroquial de Mira Sintra, em Agualva-Cacém.

 

“Todos os anos, os novos alunos de licenciatura em Economia e Gestão têm uma recepção diferente dos restantes estudantes do ensino superior e ajudam uma instituição de cariz social”, explica a Católica Lisbon School of Business & Economics (Católica-Lisbon).

Por isso, os cerca de 100 alunos do primeiro ano da Faculdade de Economia e Gestão, a partir das 15h00, iam restaurar alguns equipamentos do Centro Social Paroquial de Mira Sintra, “além da tradicional pintura de paredes”, onde a Católica-Lisbon conta com a parceria de uma marca de tintas.

 Desta forma e pelo sexto ano consecutivo, a “integração dos novos alunos” dos cursos de Economia e Gestão “destaca-se da maioria das práticas realizadas por outras universidades” por “promover e facilitar a integração dos novos alunos no ambiente académico”, mas principalmente por transmitir os valores da Universidade Católica Portuguesa no âmbito da solidariedade social.

Centro Social Paroquial de Mira Sintra, em Agualva-Cacém, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social como valências de creche e jardim-de-infância para crianças dos 3 aos 5 anos.

A Católica-Lisbon informa que a instituição “tem instalações muito precárias a que acresce grandes dificuldades financeiras”, as mensalidades cobradas “são bastante baixas e os apoios não têm sido suficientes para colmatar as dificuldades existentes”.

 

 

LISBOA

 

CONDECORADOS MEMBROS DA

COMISSÃO PARITÁRIA DA CONCORDATA

 

O presidente da delegação da Santa Sé na Comissão Paritária da Concordata, D. António Montes Moreira, foi condecorado pelo presidente da República com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

 

A cerimónia promovida por Aníbal Cavaco Silva teve lugar no passado dia 11 de Setembro, no Palácio das Necessidades, tendo o bispo emérito de Bragança-Miranda classificado a distinção como “uma forma de reconhecimento pelo trabalho” efectuado no âmbito das relações entre a Igreja Católica e o Estado Português nos últimos 10 anos.

O prelado recordou figuras que foram decisivas na elaboração da Concordata de 2004, como o antigo bispo de Coimbra, D. João Alves, que foi “o primeiro chefe da delegação da Santa Sé na Comissão paritária”, o antigo cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e o professor Sousa Franco.

Na cerimónia, que teve como anfitrião o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, foram ainda distinguidos os outros dois elementos que integram a delegação da Santa Sé na Comissão Paritária da Concordata.

O padre Manuel Saturnino da Costa Gomes, professor de Direito Canónico da Universidade Católica Portuguesa, e Paulo Adragão, professor da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, foram agraciados com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

A Comissão paritária tem como função “interpretar pontos duvidosos da Concordata”, e “apresentar sugestões para a boa execução” dos parâmetros estabelecidos no texto, explica D. António Montes.

É também um “canal permanente de recepção de pedidos ou reclamações, quer da parte da Santa Sé quer do Governo português”, uma “vantagem que não existia na anterior Concordata” de 1940.

Numa análise à utilidade do documento nesta última década, o bispo destaca a sua importância em áreas como “o reconhecimento das sentenças canónicas a propósito das declarações de nulidade de casamento, a assistência religiosa nas Forças Armadas, estabelecimentos prisionais e instituições hospitalares”.

 

 

SANTARÉM

 

INAUGURAÇÃO DO

MUSEU DIOCESANO

...

 

O bispo de Santarém, D. Manuel Pelino, na abertura solene do Museu Diocesano de Santarém, no passado dia 12 de Setembro, destacou que esta obra com a renovada Catedral são uma “leitura grandiosa da pessoa e da vida”.

 

“O Museu diocesano não apresenta apenas a recolha da memória do passado, embora este aspecto seja importante para fortalecer a nossa identidade. Mostra, sobretudo, a representação em linguagem artística, marcada pela beleza, do coração da fé cristã”, assinalou o prelado de Santarém.

Para D. Manuel Pelino, numa palavra, a obra inaugurada revela o “Credo em imagens, um credo vivo que fala ao afecto e toca o coração”. Explicou que “toda a obra de arte sacra é uma leitura do mistério do homem, da vida e do mundo”: “As que estão expostas no Museu são verdadeiramente um convite à contemplação e à transcendência”.

Na Catedral da diocese, D. Manuel Pelino destacou que esta “é ícone e instrumento da comunhão eclesial dos crentes e das paróquias”.

Em Santarém, o templo católico é do período da Contra Reforma, com estilo barroco, e “manifesta uma visão positiva da pessoa humana, caracterizada pela alegria da vida, pelo encanto do mundo à luz da fé, pela dimensão comunitária do cristianismo”, explicou o bispo.

Para a realização do museu e recuperação de vários obras de arte expostas, teve de ser ultrapassado o “receio e desconfiança das paróquias face à diocese de perder a propriedade dos bens culturais”, observou o bispo.

“A missão da diocese, como comunidade mãe, é dar a conhecer a riqueza das suas células, salvaguardar, valorizar, colocar a arte sacra à fruição de todos”, desenvolveu.

Muitas das obras expostas estavam fechadas e esquecidas nas paróquias, “algumas mesmo em ruinas” e o bispo de Santarém espera que agora haja “um incentivo para cada comunidade cuidar do seu património”, com um “futuro mais atento ao património artístico”.

D. Manuel Pelino assinalou ainda a colaboração entre o Estado e a Conferência Episcopal Portuguesa com a implementação do projecto Rota das Catedrais que “constitui um exemplo de como, unidos para servir o mesmo povo”, podem fazer muito.

A inauguração do Museu Diocesano de Santarém foi assinalada com a estreia da Cantata Mundi, “Todos somos terra e céu, todos somos mundo”, com música de Rodrigo Leão.

 

 

MADEIRA

 

500 ANOS DA

DIOCESE DO FUNCHAL

 

A Diocese do Funchal foi a primeira diocese portuguesa da Igreja Católica instituída fora da Europa, na sequência das viagens marítimas de descoberta que potenciaram a experiência de globalização – recorda um artigo em L’Osservatore Romano, de 12 de Setembro passado, assinado pelos historiadores José Eduardo Franco e Ana Cristina Vieira.

 

Esta diocese pioneira foi erigida na capital do Arquipélago da Madeira, o primeiro território ultramarino a ser descoberto oficialmente pelos portugueses.

Fundada em 1514, a diocese foi mais tarde promovida a arquidiocese, possibilitando a criação de um conjunto de novas dioceses – Angra, nos Açores, Cabo Verde, S. Tomé e Goa.

A partir de 1551, o Funchal tornou-se diocese sufragânea de Lisboa e depois da segunda metade do século XVI, os bispos dedicaram-se a implantar as normas do Concílio de Trento. Foi por esta altura que a Madeira se viu dotada de Constituições Sinodais, de Auditório eclesiástico, de Seminário, de Colégio da Companhia de Jesus, de residências paroquiais, de uma prática consistente de visitações às freguesias.

Um outro contributo para a história da diocese do Funchal vem das ordens religiosas que, desde muito cedo, fizeram sentir a sua presença no arquipélago. A começar com a presença dos franciscanos passando pelos três conventos femininos, todos de clarissas, e a terminar na marcante presença jesuíta que se instalou na Madeira quase desde a fundação da Companhia, todos têm de ser tidos em conta como elementos marcantes da história da Igreja na Madeira.

Além de uma cultura de cunho franciscano, marcada por uma espiritualidade de ligação profunda entre o homem, a natureza e Deus, a Igreja madeirense viria a tornar-se formadora de missionários que participaram de muitos modos da dinâmica da evangelização em diversos cenários do globo. Assim, o espírito de mobilidade que marca a história da Madeira não se revelou apenas na procura de uma vida melhor em outras paragens mais prósperas do mundo em nome de um melhoramento das condições materiais, mas também se manifestou na vocação de muitos para contribuir para o melhoramento espiritual do mundo.

 

 


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