Nosso Senhor Jesus Cristo

34.º Domingo COmum

23 de Novembro de 2014

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Glória a Jesus Cristo, Az. Oliveira, NRMS 92

Ap 5, 12; 1, 6

Antífona de entrada: O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder e a riqueza, a sabedoria, a honra e o louvor. Glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Ano Litúrgico encerra com a solenidade de Cristo Rei do Universo. Enchamo-nos de alegria e de gratidão. Jesus é o único rei de verdade e quer reinar em nosso coração e no de nossos amigos pelo amor.

 

Limpemos agora o nosso coração de todo o pecado, pedindo perdão arrependidos.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que no vosso amado Filho, Rei do universo, quisestes instaurar todas as coisas, concedei, propício que todas as criaturas, libertas da escravidão, sirvam a vossa majestade e Vos glorifiquem eternamente. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Ezequiel anuncia os cuidados de Deus com o Seu Povo. Jesus é o Bom Pastor que cuida de todas as Suas ovelhas. Ele quer reinar por amor em todos os corações.

 

Ezequiel 34, 11-12.15-17

11Eis o que diz o Senhor Deus: «Eu próprio irei em busca das minhas ovelhas e hei-de encontrá-las. 12Como o pastor vigia o seu rebanho, quando estiver no meio das ovelhas que andavam tresmalhadas, assim Eu guardarei as minhas ovelhas, para as tirar de todos os sítios em que se desgarraram num dia de nevoeiro e de trevas. 15Eu apascentarei as minhas ovelhas, Eu as levarei a repousar, diz o Senhor. 16Hei-de procurar a que anda perdida e reconduzir a que anda tresmalhada. Tratarei a que estiver ferida, darei vigor à que andar enfraquecida e velarei pela gorda e vigorosa. Hei-de apascentá-las com justiça. 17Quanto a vós, meu rebanho, assim fala o Senhor Deus: Hei-de fazer justiça entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e cabritos».

 

A leitura é tirada da secção que contém uma série de oráculos animadores e de esperança de salvação, proferidos depois da queda de Jerusalém. A aplicação desta profecia a Jesus é uma forma de apresentar Jesus na sua condição divina: «Eu apascentarei as minhas ovelhas» (v. 15; cf. Jo 10, 1-16); «Hei-de procurar a que anda perdida» (cf. Lc 15, 4-7). Também no A.T. o rei é chamado pastor; daqui se justifica a esta leitura da Solenidade de Cristo Rei. Também no Evangelho Jesus aparece como Rei-Pastor, a separar as ovelhas dos cabritos exercendo o papel de Rei (cf. Mt 25, 34) e Juiz.

 

Salmo Responsorial         Sl 22 (23), 1-2a.2b-3.5-6 (R. 1)

 

Monição: O salmo 22 é dos mais belos da Bíblia. Junto de Jesus, o Bom Pastor, encontramos a segurança e a alegria.

 

Refrão:          O Senhor é meu pastor

                     nada me faltará.

 

O Senhor é meu pastor: nada me faltará.

Leva-me a descansar em verdes prados,

conduz-me às águas refrescantes

e reconforta a minha alma.

 

Ele me guia por sendas direitas,

por amor do seu nome.

Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos

não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo.

 

Para mim preparais a mesa

à vista dos meus adversários;

com óleo me perfumais a cabeça

e o meu cálice transborda.

 

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me

todos os dias da minha vida,

e habitarei na casa do Senhor

para todo o sempre.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Cristo é Rei, Senhor da vida e da morte. Há-de ressuscitar-nos um dia no fim dos tempos, manifestando a Sua vitória definitiva sobre a morte. Temos de trabalhar para que Ele reine de verdade em todos os corações.

 

1 Coríntios 15, 20-26.28

Irmãos: 20Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram. 21Uma vez que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos; porque, 22do mesmo modo que em Adão todos morreram, assim também em Cristo serão todos restituídos à vida. 23Cada qual, porém, na sua ordem: primeiro, Cristo, como primícias; a seguir, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24Depois será o fim, quando Cristo entregar o reino a Deus seu Pai. 25É necessário que Ele reine, até que tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés. 26E o último inimigo a ser aniquilado é a morte, porque Deus «tudo submeteu debaixo dos seus pés». 28Quando todas as coisas Lhe forem submetidas, então também o próprio Filho Se há-de submeter Àquele que Lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos.

 

S. Paulo começando por se apoiar no facto real da Ressurreição de Cristo, procura demonstrar a verdade da ressurreição dos mortos (vv. 1-19). Nestes versículos 22 e 23, diz que «Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram» (v. 20). As primícias eram os primeiros frutos do campo que se deviam oferecer a Deus e só depois se podia comer deles (cf. Ex 28; Lv 23, 10-14; Nm 15, 20-21). De igual modo, Cristo nos precede na ressurreição. Nós havemos de ressuscitar «por ocasião da sua vinda» (v. 23). Não se pode confundir esta ressurreição sobrenatural e misteriosa de que aqui se fala com a imortalidade da alma. O Credo do Povo de Deus de Paulo VI, no nº 28, diz: «Cremos que as almas de todos aqueles que morrem na graça de Cristo - tanto as que ainda devem ser purificadas com o fogo do Purgatório, como as que são recebidas por Jesus no Paraíso logo que se separem do corpo, como o Bom Ladrão - constituem o Povo de Deus depois da morte, a qual será destruída por completo no dia da Ressurreição, em que as almas se unirão com os seus corpos».

24 «Quando Cristo entregar o reino a Deus, seu Pai». Isto parece indicar que, na consumação dos tempos, cessará a função redentora de Jesus Cristo, quando todos os eleitos tiverem atingido a plenitude da salvação – fruto da obra do próprio Cristo. Com a ressurreição final a obra da Redenção fica plenamente cumprida. É este também o sentido do último versículo da leitura (v. 28).

26 «O último inimigo a ser aniquilado é a morte»: Paulo gosta de apresentar a morte como personificada: uma força viva que acaba por levar o golpe fatal com a ressurreição final (cf. 1 Cor 15, 54-55).

28 «Deus seja tudo em todos» (cf. v. 24 e nota). Com a vitória final de Cristo na consumação dos tempos, todos os redimidos pertencerão totalmente ao Pai, Deus que será tudo para eles. 

 

Aclamação ao Evangelho              Mc 11, 9.10

 

Monição: O Evangelho de hoje fala-nos do Juízo Final. Nele se manifesta a realeza absoluta de Cristo. Ele será juiz dos bons e dos maus. E reinaremos com Ele para sempre no Céu.

Aclamemos a Jesus com alegria.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Bendito O que vem em nome do Senhor!

Bendito o reino do nosso pai David!

 

 

Evangelho

 

São Mateus 25, 31-46

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 31«Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus Anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso. 32Todas as nações se reunirão na sua presença e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; 33e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. 35Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes; 36não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me’. 37Então os justos Lhe dirão: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? 38Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos? 39Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?’. 40E o Rei lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes’. 41Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o demónio e os seus anjos. 42Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber; 43era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar’. 44Então também eles Lhe hão-de perguntar: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?’ 45E Ele lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer’. 46Estes irão para o suplício eterno e os justos para a vida eterna».

 

Cristo Rei é-nos apresentado hoje no exercício do seu supremo poder judicial no fim dos tempos, na célebre parábola de do Juízo Final.

32 «Todas as nações» Toda a humanidade – fiéis e infiéis – será julgada  pela mesma medida, contra o que pensava o judaísmo da época, que privilegiava o povo eleito, à hora do juízo de Deus.

35-40 O Juízo Final é uma verdade de fé. «De facto, todos havemos de comparecer diante do tribunal de Deus (Rom 14, 10). «É perante Cristo, que é a verdade, que será definitivamente posta a nu a verdade da relação de cada homem com Deus (…). O Juízo Final revelará até às suas últimas consequências o que cada um tiver feito, ou tiver deixado de fazer durante a sua vida terrena… O Pai …pronunciará então a sua palavra definitiva sobre toda a história» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1039-1040). Este Juízo é encenado na parábola de modo a pôr em evidência a caridade como virtude central e resumo de todas as virtudes e de toda a lei de Deus. Como diz S. João da Cruz, «seremos julgados pelo amor», pois Deus há-de pedir-nos contas não só do mal que fizemos, mas também do bem que devíamos ter feito e que omitimos, por falta de amor. «A Mim o fizestes»: Jesus como que se esconde no necessitado, por isso a caridade cristã não é mera beneficência ditada pela filantropia, mas é amor ditado pela fé, que nos faz descobrir no próximo um filho de Deus, um irmão, uma imagem de Cristo, ainda que muito desfigurada, por vezes.

46 «Para o suplício eterno». «A doutrina da Igreja afirma a existência do Inferno e a sua eternidade (…). As afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja a respeito do Inferno são um apelo ao sentido de responsabilidade com que o homem deve usar a sua liberdade tendo em vista o destino eterno. Constituem, ao mesmo tempo, um apelo urgente à conversão (…). Deus não predestina ninguém ao Inferno. Para ter semelhante destino, é preciso haver uma aversão voluntária a Deus (pecado mortal) e persistir nela até ao fim… A Igreja implora a misericórdia de Deus, ‘que não quer que alguns venham a perder-se, mas que todos se possam arrepender’ [2 Pe 2, 9]» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1035-1037).

 

Sugestões para a homilia

 

Vinde benditos de Meu Pai

O Senhor é meu pastor

É necessário que Ele reina

 

 

Vinde benditos de Meu Pai

 

Jesus é Rei do Universo. Tem todo o poder. Virá um dia com todo o esplendor da Sua majestade. Há-de ressuscitar todos os homens, bons e maus, vencendo definitivamente a morte.

E julgará todos os homens no Juízo final. Bons e maus serão julgados por Ele. E será decretada a sorte definitiva de uns e outros.

Dirá aos bons: Vinde benditos de Meu Pai ;recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo.

E dirá aos maus: afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o demónio e os seus anjos.

E o Evangelho termina: Estes irão para o suplício eterno e os justos para a vida eterna.

Não há um terceiro caminho para ninguém.

Temos de pensar muitas vezes na sorte que nos espera e que depende de nós: Tive fome e destes-Me de comer, tive sede e destes-Me de beber...O Senhor vai pedir-nos contas do cumprimento dos mandamentos da Lei de Deus. Em especial pedirá contas do mandamento do amor. O que fazemos aos outros é a Ele que o fazemos.

Não fazer bem aos que nos rodeiam é negar-se a fazê-lo a Jesus: Tive fome e não me destes de comer -dirá aos maus. Tive sede e não me destes de beber...Não basta não fazer mal aos que nos rodeiam. Eu não tenho pecados, porque eu não mato nem roubo - dizem alguns. E enganam-se.

A nossa vida temos de vivê-la com Jesus, procurando cumprir os Seus mandamentos, procurando que Ele reine em nós pelo amor. E o amor manifesta-se cumprindo o que nos manda.

 

 

 O Senhor é meu pastor

 

Jesus quer reinar no coração de cada homem. Ele é Rei de reis e Senhor de senhores. Porque é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, é Senhor de toda a criação. É Senhor dos bons e dos maus. Ninguém escapa ao Seu poder. Os que se declaram Seus inimigos são loucos, estão a lutar contra quem pode destruí-los apenas com uma palavra. E fecham-se à felicidade que só Deus pode dar.

 Mas o Senhor não quer impor pela força o Seu domínio. Respeita a liberdade de cada homem, mesmo que ela conduza à pior das loucuras, que é perder a Deus para sempre.

Vale a pena saborear muitas vezes o salmo 22: O Senhor é meu pastor. Nada me faltará. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes.

Como anunciava o profeta Ezequiel Ele vem à procura das Suas ovelhas, cuida delas com amor, cura as que estão feridas, a todas alimenta em pastagens abundantes.

 Jesus realiza esta profecia e diz que Ele é o bom pastor que dá vida pelas Suas ovelhas. Ele vai à procura da ovelha perdida e trá-la aos ombros cheio de alegria.

Vale a pena seguir tão grande rei que nos enche de paz e segurança e dá sentido à nossa vida. Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos não temerei nenhum mal porque vós estais comigo. A nossa vida tem dificuldades e por seguir a Cristo teremos de sofrer contradições, mas estaremos seguros e felizes se não O abandonamos e nos deixamos conduzir por Ele.

Ele prepara para nós a Sua mesa, alimenta-nos com o Pão do Céu, que é o Seu Corpo e Sangue.

E habitarei na casa do Senhor para todo o sempre. Agradeçamos a Jesus por nos ter escolhido para sermos não apenas membros do Seu Reino mas por nos ter chamado a ser Seus amigos, por nos admitir à Sua intimidade cá terra e nos garantir a felicidade de reinar com Ele para sempre no Céu.

 

É necessário que Ele reina

 

 É necessário que Ele reine - dizia o Apóstolo na segunda leitura. Temos de rezar muitas vezes com ardor as palavras do Pai Nosso: Venha a nós o Vosso Reino. Queremos que Ele reine de verdade. Em primeiro lugar em nosso coração, tê-lo sempre aberto para O acolher, estar atentos aos Seus pedidos, desejar a Sua companhia a todo o momento, procurar fazer tudo para O servir.

Às vezes falhamos, talvez nos afastemos dEle pelo pecado. Temos de voltar uma e outra vez como o filho pródigo recorrendo ao Sacramento do Perdão. Nele Jesus perdoa, acolhe, procura-nos como o pastor à ovelha perdida.

Temos de trazer-lhe também os nossos amigos, os nossos familiares. Queremos fazê-los participantes da nossa felicidade. Queremos que Jesus seja amado por eles. ”Tenho outras ovelhas que não são deste redil -diz no Evangelho. Importa que Eu as traga; elas ouvirão a minha voz (Jo 10,16 ).

Em Fevereiro de 1979 o papa João Paulo II visitou vários países da América Central. No populoso bairro de “ Las Minas “, em S.Domingos, muitos jovens e adultos aclamavam: João Paulo! João Paulo!

O papa tomou o microfone e disse-lhes: -Quando gritais: João Paulo! João Paulo! Eu penso e digo cá dentro: Jesus Cristo! Jesus Cristo!.

No Evangelho escutávamos que o Senhor vai julgar-nos um dia sobre as obras de misericórdia. E as mais importantes são as espirituais: dar bons conselhos, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes, etc.

Temos de sentir ânsias de salvar todos os homens sem descriminação. Só Cristo pode trazer-lhes a felicidade. Só Cristo pode trazer a felicidade a este mundo tão desorientado. E isso depende de nós os cristãos. Se vivemos a nossa fé, se sentimos a alegria deste tesouro maravilhoso que é possuir a Cristo.

Nossa Senhora é Rainha, porque é a Mãe de Cristo Rei. Temos de acudir a Ela muitas vezes para que nos ensine a amar de verdade a Jesus e a trabalhar pelo Seu Reino..

 

 

Oração Universal

 

Em cada missa Deus quer encher-nos da Sua sabedoria e da Sua graça por meio de Seu Filho. Unidos a Ele peçamos cheios de confiança:

Senhor, venha nós o Vosso Reino.

 

1-Pela Santa Igreja de Deus,

para que difunda a verdadeira sabedoria que vem de Cristo

e todos se deixem atrair pela Sua luz, oremos ao Senhor.

 Senhor, venha nós o Vosso Reino.

 

2-Pelo Santo Padre,

para que a sua palavra seja escutada por todos os cristãos

e por todos os homens, oremos ao Senhor.

 Senhor, venha nós o Vosso Reino.

 

3-Pelos bispos e sacerdotes,

para que proclamem com clareza a doutrina de Cristo,

animando a todos a cumprir a vontade de Deus, oremos ao Senhor.

 Senhor, venha nós o Vosso Reino.

 

4-Pelos cristãos do mundo inteiro,

para que sejam testemunho de vida nova em Cristo,

cumprindo fielmente o mandamento do amor, oremos ao Senhor.

 Senhor, venha nós o Vosso Reino.

 

5-Por todos os que andam afastados de Deus,

para que o Senhor os atraia ao Seu amor e escutem a voz do Bom Pastor, oremos ao Senhor.

 Senhor, venha nós o Vosso Reino.

 

6-Por todos os que se encontram no Purgatório,

purificando-se dos pecados, para que o Senhor lhes abra as portas do Céu, oremos ao Senhor.

 Senhor, venha nós o Vosso Reino.

 

 

Senhor, que nos chamastes à santidade em Cristo, Vosso Filho, ajudai-nos a imitá-Lo em nossa vida, para que reine de verdade em nossos corações.

Pelo mesmo N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Todas as nações recebeu em herança, M. Faria, NRMS 3 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, este sacrifício da reconciliação humana e, pelos méritos de Cristo vosso Filho, concedei a todos os povos o dom da unidade e da paz. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

Cristo, Sacerdote e Rei do universo

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:

Com o óleo da alegria consagrastes Sacerdote eterno e Rei do universo o vosso Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para que, oferecendo-Se no altar da cruz, como vítima de reconciliação, consumasse o mistério da redenção humana e, submetendo ao seu poder todas as criaturas, oferecesse à vossa infinita majestade um reino eterno e universal: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz.

Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor vem a nós pela comunhão. Procuremos tratá-Lo bem, como nosso Rei e nosso amigo.

 

Cântico da Comunhão: Se escutais a Cristo Rei, M. Carneiro, NRMS 92

Salmo 28, 10-11

Antífona da comunhão: O Senhor está sentado como Rei eterno; O Senhor abençoará o seu povo na paz.

 

Cântico de acção de graças: Povos batei palmas, C. Silva, NRMS 48

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão da imortalidade, fazei que, obedecendo com santa alegria aos mandamentos de Cristo, Rei do universo, mereçamos viver para sempre com Ele no reino celeste. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Sintamos alegria de fazer parte do Reino de Cristo e levemos esta alegria a toda a parte.

 

Cântico final: Aleluia! Glória a Deus, F. da Silva, NRMS 92

 

 

Homilias Feriais

 

34ª SEMANA

 

2ª Feira, 24-XI: Vida eterna e desprendimento.

Ap 14, 1-3. 4-5 /  Lc 21, 1-4

Viu também uma viúva pobrezinha deitar lá duas moedas. Esta viúva  pobre deitou mais do que todos.

Quem quiser ser discípulo de Jesus deve viver o desprendimento dos bens materiais: «Jesus impõe aos seus discípulos que O prefiram a todos os seus bens por causa d'Ele e do Evangelho» (CIC, 2544). De facto «são eles que seguem o Cordeiro para onde quer que Ele vá» (Leit.).

Mas este desprendimento é também necessário para entrar no reino dos Céus: «Pouco antes da sua paixão, deu-lhes o exemplo da viúva pobre de Jerusalém que, da sua penúria, deu tudo o que tinha para viver (Ev.). O preceito do desapego das riquezas é obrigatório para entrar no reino dos Céus» (CIC, 2544).

 

3ª Feira, 25-XI: Vitória do reino de Cristo.

Ap 14, 14-19 / Lc 21, 5-11

Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Mestre, porque será tudo isto? Que sinal haverá de que está para acontecer?

Jesus profetiza a destruição do Templo de Jerusalém (Ev.). Mas também se refere ao fim dos tempos: «Já chegou a plenitude dos tempos, a renovação do mundo já está irrevogavelmente adquirida e, de certo modo, encontra-se já realmente a antecipada neste tempo» (CIC 670).

Mas, entretanto, o reino de Cristo «é ainda atacado pelos poderes do mal, embora estes já tenham sido radicalmente vencidos pela Páscoa de Cristo. Por este motivo, os cristãos oram, sobretudo na Eucaristia, para que se apresse o regresso de Cristo, dizendo-lhe: 'Vem, Senhor'» (CIC, 671).

 

4ª Feira, 26-XI: Firmeza nas tribulações.

Ap 15, 1-4 / Lc 21, 12-19

Deitar-vos-ão as mãos e hão-de perseguir-vos, para vos entregarem às sinagogas e às prisões.

«Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na terra (Ev.), porá a descoberto o 'mistério da iniquidade'» (CIC, 675).

No meio dos obstáculos e dificuldades havemos de esforçar-nos por nos mantermos firmes. Esta fidelidade é possível porque se apoia em Deus: «Porque só vós sois Santo, e todas as nações virão prostrar-se diante de vós» (Leit.). Pela nossa parte,, procuremos viver a fidelidade nas pequenas coisas de cada dia; recomeçar, quando nos desviamos do caminho; retirar os obstáculos que dificultam a união com Deus.

 

5ª Feira, 27-XI: O juízo final e a conversão.

Ap 18, 1-2. 21-23; 19, 1-3. 9 / Lc 21, 20-28

Nessa altura verão o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e majestade.

A consumação do reino far-se-á por uma vitória de Deus sobre o último desencadear do mal: «Condenou a grande meretriz, que corrompia a Terra com a sua imoralidade, e nela fez justiça ao sangue dos seus servos» (Leit). Será acompanhada do último abalo cósmico deste mundo passageiro.

Quando se der esta vinda gloriosa de Cristo (Ev.) terá lugar o juízo final: «A mensagem do juízo final é um apelo à conversão, enquanto Deus dá ainda aos homens o tempo favorável, o tempo da salvação» (CIC, 1041). Procuremos dar uma resposta adequada a esta mensagem através de pequenas conversões diárias.

 

6ª Feira, 28-XI: Os novos céus e a nova terra

Ap 20, 1-4. 11-21, 2 / Lc 21, 29-33

Vi então um novo céu e uma nova terra. Vi depois a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu.

«A esta misteriosa renovação, que há-de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura chama 'os novos céus e a nova terra' (Leit.)» (CIC, 1043).

E o significado da 'cidade santa' é o seguinte: «Os que estiverem unidos a Cristo formarão a comunidade dos resgatados, a 'cidade santa de Deus' (Leit.). Esta não mais será atingida pelo pecado, pelas manchas, pelo amor próprio, que destroem e ferem a comunidade terrena dos homens. A visão beatífica será a fonte inexorável da felicidade, da paz e da mútua comunhão» (CIC, 1045).

 

Sábado, 29-XI: Vigilância e oração.

Ap 22, 1-7 / Lc 21, 34-36

O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos irão prestar-lhe culto: irão vê-lo frente a frente.

S. João refere-se ao Céu. «Os que morrem na graça e na amizade de Deus, e estiverem perfeitamente purificados, viverão para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque O verão tal como Ele é, face a face (Leit)» (CIC, 1023).

Para preenchermos estas condições, temos que lutar durante esta vida. Esta vigilância estende-se ao campo da oração: «Velai e orai em todo o tempo» (Ev.); da mortificação, lutando contra tudo aquilo que torna pesados os nossos corações: «a intemperança, a embriaguez e as preocupações da vida» (Ev.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Celestino F. Correia

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                    Nuno Romão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha

 

 

 


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