aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

FÁTIMA

 

PATRIARCA LATINO DE JERUSALÉM

PRESIDIU A 13 DE MAIO

 

O patriarca latino de Jerusalém, Mons. Fouad Twal, que presidiu a peregrinação internacional aniversária de 12 e 13 de Maio, abordou na Missa final a visita do Papa Francisco à Terra Santa.

 

Na sua homilia, Mons. Fouad Twal sublinhou que o Papa argentino vai estar no Médio Oriente, entre 24 e 26 de Maio, como “peregrino da paz e visitante da comunidade cristã de Jerusalém”, uma comunidade que “deseja viver sempre como a primeira comunidade cristã: unidos na caridade, assíduos aos sacramentos e à oração”.

“O pequeno rebanho de Cristo na Terra Santa – apenas dois por cento da população – quer ser fiel a Cristo”, realçou.

Durante a eucaristia, concelebrada por 420 sacerdotes e 28 bispos, Mons. Fouad Twal pediu aos milhares de peregrinos presentes para que rezem pelos frutos da viagem do Papa e que sigam o seu exemplo.

“Vinde também vós peregrinar à Terra Santa, vinde fortalecer a vossa fé e conhecer melhor as vossas raízes! Receber-vos-ei no Patriarcado com muito gosto”, declarou.

Aos bispos pediu que, “unidos às suas realidades diocesanas, se sintam corresponsáveis pelas comunidades, pelo progresso e pela vida pastoral da Igreja na Terra Santa”.

 

 

FÁTIMA

 

OBRAS NA ANTIGA

BASÍLICA DO SANTUÁRIO

 

O Santuário de Fátima vai realizar “uma profunda intervenção” de limpeza e restauro no interior da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, que implica o seu encerramento “durante um largo período de tempo”.

 

“Os trabalhos tiveram início no dia 14 de Maio deste ano e deverão prolongar-se durante vários meses, em princípio até ao final do ano de 2015”, adianta uma nota da Reitoria do Santuário.

Os responsáveis sublinham que a visita aos túmulos dos Pastorinhos se manterá acessível “praticamente em todo o período das obras”, com excepção de situações pontuais “em que as razões de segurança exijam a sua interdição”.

O projecto desta basílica, cuja sagração aconteceu a 7 de Outubro de 1953, foi concebido pelo arquitecto holandês Gerard Van Kriechen e continuado pelo arquitecto João Antunes.

O Santuário de Fátima explica que a utilização continuada do edifício ao longo de várias décadas levou ao escurecimento das superfícies interiores e ao desgaste de alguns materiais.

“Muito embora os trabalhos a levar a efeito sejam fundamentalmente de carácter conservativo e de limpeza, aproveitar-se-á a ocasião para desenvolver outras importantes intervenções, como por exemplo ao nível da iluminação e do som”.

A obra visa a melhoria das condições de segurança dos peregrinos, designadamente as acessibilidades, o restauro do órgão de tubos e a valorização de todo o património artístico.

A Reitoria do Santuário sublinha ainda que a intervenção pretende valorizar a visita aos túmulos dos Pastorinhos e a veneração das relíquias dos beatos Francisco e Jacinta Marto.

Neste contexto, pretende-se “criar um itinerário devocional que permita aos peregrinos a oração junto das relíquias dos videntes em condições de maior tranquilidade e recolhimento”.

 

 

LISBOA

 

SEMANA DA VIDA:

“GERAR VIDA – CONSTRUIR FUTURO”

 

O Departamento Nacional da Pastoral Familiar promoveu de 11 a 18 de Maio a Semana da Vida sob o tema “Gerar Vida – Construir Futuro”, que alerta para as consequências da crise demográfica e da falta de solidariedade intergeracional.

 

A organização da iniciativa considera que em Portugal o “problema demográfico começa agora a ter contornos preocupantes”, dado que por um lado “subiu a esperança de vida, mas muitos idosos são abandonados e vivem numa solidão desumana e indigna de toda a pessoa”, e por outro “a baixa natalidade, tendência de décadas, está agora a ser agravada pela crescente emigração, principalmente de jovens em idade de procriação”.

 “Sem jovens e sem casais jovens não temos crianças. E sem crianças não temos futuro!”, alerta.

 Um cenário que para ser invertido precisa urgentemente de “uma política de protecção às famílias e à vida, capaz de criar condições concretas para que os casais tenham mais filhos e possam cuidar mais uns dos outros”.

 “É indispensável um diálogo mais próximo entre gerações, numa cultura de encontro e partilha, para valorizar a vida em todas as suas fases: desde a concepção ao nascimento, passando pela educação e pelo apoio recíproco permanente em cada dia”, refere a nota de apresentação da Semana da Vida.

O Departamento Nacional da Pastoral Familiar lamenta que a maioria das sociedades europeias esteja a “descurar o valor sagrado e inviolável da vida humana”, por estarem embriagadas numa cultura do descartável e do facilitismo, “sob a capa de modernismo”.

A Igreja Católica lembra que “o aborto provocado, o abandono e a eutanásia não são aceitáveis, pois a vida não pode ser eliminada, mas deve ser protegida com atenção e carinho”, sendo para tal necessário que a “ciência e a técnica estejam sempre orientadas para o Homem e para o seu desenvolvimento integral”.

 

 

LISBOA

 

PATRIARCA CONTESTA

NOVAS FORMAS DE “CONJUGALIDADE”

 

O patriarca de Lisboa apelou às famílias da diocese para que assumam as propostas da Igreja face ao surgimento de novas “formas de conjugalidade” que contrariam a “complementaridade masculino-feminino” e a “abertura à geração de filhos”.

 

“Há quem duvide, hoje em dia, de que a família, biblicamente compreendida, seja viável. Aumentam as uniões de facto e propõem-se outras formas de ‘conjugalidade’, que contrariam a proposta bíblica e a tradição da humanidade em geral” – lê-se na mensagem de D. Manuel Clemente, convidando para a participação na Festa Diocesana das Famílias, que ia realizar-se no domingo 25 de Maio em Mafra, com o lema “Família, vive a alegria da fé”.

“Questiona-se até a possibilidade de manter hoje uma união una, indissolúvel e fecunda, como se propõe no sacramento do matrimónio”, acrescenta.

D. Manuel Clemente destaca, a este respeito, a celebração das Bodas Matrimoniais (10º, 25º e 50º aniversário) de muitos casais que vão estar presentes na festa. “Cada um desses casais demonstra a possibilidade real e os frutos verdadeiros do matrimónio cristão”, escreve.

“Sabemos que é possível, desde que cumpramos a nossa parte na preparação e acompanhamento do matrimónio e da família; e porque serenamente o propomos, confiados na graça do Senhor Jesus”, conclui.

 

 

BRAGA

 

FALECEU

D. EURICO NOGUEIRA

 

O arcebispo de Braga D. Jorge Ortiga enalteceu, na celebração das exéquias de D. Eurico Dias Nogueira, no passado dia 21 de Maio, a forma “ousada, inteligente e audaciosa” como o seu antecessor “denunciava os ataques feitos à dignidade humana, de modo especial, à família”.

 

“A melhor forma de resumir o apostolado de D. Eurico é defini-lo como o Advogado do Homem: não somente por ser um doutorado em Direito Canónico, mas por ser um cristão que conseguiu rebater o legalismo ocasional, tão frequente entre nós, contrapondo-lhe um humanismo intemporal”, afirmou D. Jorge Ortiga.

Durante a celebração na Sé de Braga, o arcebispo bracarense recordou ainda a forma como D. Eurico Dias Nogueira, falecido no dia 19 de Maio aos 91 anos, “serviu o país e a Igreja”, sobretudo a seguir ao Concílio Vaticano II e ao 25 de Abril.

O modo como o arcebispo emérito se empenhou em transportar para Portugal “toda a novidade do Concílio” (1962-1965) acarreta para a Igreja Católica “uma maior responsabilidade na concretização desse sonho”, frisou D. Jorge Ortiga.

Por outro lado, prosseguiu o arcebispo, a intervenção de D. Eurico Dias Nogueira na sequência da "revolução dos cravos" em 1974, num “tempo difícil, de indefinição, após a queda dos paradigmas socio-religiosos antecedentes”, mostrou que “o maior poder de um bispo não é a autoridade, mas a caridade”.

D. Jorge Ortiga lembrou particularmente o acolhimento que o seu antecessor prestou aos “retornados do Ultramar”, cedendo-lhes as instalações do Seminário Conciliar.

Nascido em Dornelas do Zêzere, concelho de Pampilhosa da Serra e diocese de Coimbra, em 1923, frequentou o Seminário de Coimbra de 1934 a 1944, sendo ordenado sacerdote em 1945.

Doutorou-se em Direito Canónico na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma; e tirou a licenciatura em Direito Civil na Universidade de Coimbra em 1955.

Em 1964 foi nomeado e ordenado Bispo de Vila Cabral (actual Lichinga), em Moçambique.

Em 1972 foi transferido para Sá da Bandeira, em Angola, tendo o Santo Padre João Paulo II aceitado o seu pedido de resignação desta diocese, em Fevereiro de 1977, elevando-a a arquidiocese de Lubango, e nomeando para ela D. Alexandre do Nascimento.

Em Novembro de 1977 foi nomeado Arcebispo de Braga; por limite de idade, João Paulo II aceitou a sua resignação em 1999, nomeando D. Jorge Ortiga como novo arcebispo.

Passou a viver numa instalação do Seminário de Santiago, colaborando como Juiz do Tribunal Eclesiástico de Braga em segunda instância.

 

 

FÁTIMA

 

SARSFIELD CABRAL,

PRÉMIO “ÁRVORE DA VIDA”

 

O jornalista Francisco Sarsfield Cabral recebeu, no passado dia 30 de Maio, o Prémio «Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes», atribuído pela Igreja Católica como reconhecimento de um jornalismo orientado por um “ideal regulador”.

 

De acordo com a acta do júri do Prémio «Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes», Sarsfield Cabral “nunca reflecte o mundo a preto e branco, e o jornalismo que pratica não se deixa capturar pelo imediatismo das reacções ou pelo ruído dos chamados soundbites”.

“A justificação que figura na acta agradou-me. Não por eu ter todas aquelas qualidades. Mas porque traça um ideal de jornalismo que me orienta, embora esteja longe de o atingir. Digamos que é um ideal regulador”, afirmou o galardoado.

A cerimónia da entrega do Prémio «Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes» decorreu em Fátima, no fim dos trabalhos da Jornada da Pastoral da Cultura que debateu o tema “Portugal: a saúde da Democracia”.

Para D. Pio Alves de Sousa, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, atribuir o prémio a Francisco Sarsfield Cabral é um reconhecimento pela “profundidade, atenção à vida e sensibilidade espiritual” do jornalista.

Nascido em 1939, no Porto, Sarsfield Cabral é licenciado em Direito, mas “nunca exerceu advocacia” porque “não gostava da carreira jurídica”.

O jornalista tornou-se comentador de assuntos económicos e de integração europeia, tendo colaborado regularmente na RTP, TVI, Expresso, Diário de Notícias, A Luta, Agência ECCLESIA, O Primeiro de Janeiro, Semanário, A Tarde, Jornal da Tarde, Público, revista Fortuna, revista Visão, entre outros órgãos de comunicação social portuguesa.

Director de Informação da Rádio Renascença entre Maio de 2003 e Dezembro de 2008, Francisco Sarsfield Cabral escreveu também numerosos ensaios sobre temas económicos, políticos e filosóficos (nomeadamente nas revistas Brotéria e Communio) e é autor de quatro livros: «Uma Perspectiva sobre Portugal, Moraes, 1973»; «Política, Economia e Ética, Semanário, 1985»; «Autonomia Privada e Liberdade Política, Fragmentos, 1988» e «Ética na Sociedade Plural, Tenacitas, 2001».

 

 

LISBOA

 

CÓN. ANTÓNIO REGO,

50 ANOS NO JORNALISMO

...

 

O cónego António Rego celebrou os 50 anos de ordenação sacerdotal numa celebração na igreja paroquial de Nossa Senhora de Fátima, no passado domingo 16 de Junho, evocando o anúncio da mesma mensagem nas diferentes “linguagens mediáticas”.

 

“Não posso dizer que seja um ‘poliglota’ das linguagens mediáticas, mas fui tentando perceber o que ia chegando, sem me assustar com o que vinha a seguir, com a televisão depois da rádio ou com o facto de o cinema e a televisão chocarem. Todos têm o seu lugar, nomeadamente o digital”, referiu o sacerdote no programa 70x7 emitido na RTP2 no mesmo dia.

Para o cónego António Rego, é necessário continuar a “apregoar o Evangelho sobre os telhados, mesmo que seja através da fibra óptica” e “o mundo digital tem tanta capacidade para transmitir Jesus Cristo como um quadro de Miguel Ângelo”.

Jornalista na TVI desde 1992, o padre António Rego foi ordenado sacerdote no dia 21 de Junho de 1964, na Ilha de S. Miguel (Açores), e desde cedo iniciou um trabalho pastoral no jornalismo, que não estava nos seus planos.

“Desde muito novo comecei a escrever, mas não estava a pensar que o meu sacerdócio passasse primordialmente pelo jornalismo”, considera o cónego António Rego no programa 70x7, que o próprio iniciou em 1979 e que na emissão deste domingo recorda momentos marcantes do seu percurso biográfico.

O cónego António Rego iniciou o trabalho no jornalismo nos Açores, nos primeiros quatro anos como sacerdote, onde foi responsável pelo jornal diocesano e por um programa de rádio, que continuou depois em Lisboa na Rádio Renascença, RTP, RDP, Diário de Notícias, TVI e Agência Ecclesia.

 

 

MADEIRA

 

DIOCESE CELEBRA

500.º ANIVERSÁRIO

 

O cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos e enviado especial do Papa ao Funchal, presidiu no passado dia 15 de Junho à Missa que encerrou a Semana de celebrações do 500.º aniversário da diocese madeirense, evocando a sua importância na expansão missionária católica.

 

“Não posso esquecer que a Diocese do Funchal desempenhou, durante estes cinco séculos, um papel muito importante no apoio à obra missionária, encontrando-se na rota para as Índias e África, então consideradas terras distantes, onde era necessário levar o Evangelho”, declarou o cardeal, perante milhares de pessoas reunidas no Estádio dos Barreiros.

Vários bispos, representantes das dioceses que nasceram a partir do Funchal no século XVI, e entidades oficiais marcaram presença na celebração de encerramento da Semana Jubilar dos 500 anos da diocese, antecedida por uma coreografia sobre a história da Igreja Católica na Madeira, interpretada por cerca de mil crianças e jovens.

“O Funchal desempenhou, naqueles tempos heróicos das missões, a importante tarefa, como escreveu o Papa Leão X na sua Bula de instituição da Diocese, de 12 de Junho de 1514, Pro excellenti praeminentia (isto é: pela extraordinária importância) em apoio à acção missionária da Igreja para as novas Terras que eram então abertas ao conhecimento e ao comércio”, acrescentou.

O responsável da Cúria Romana afirmou que “não há nada mais significativo na vida de um cristão e de uma Igreja do que a sua própria vocação missionária”, apelando a um “testemunho coerente numa sociedade multicultural em crise de valores morais e espirituais, em particular esta, caracterizada pelo fenómeno do turismo e pelas migrações”.

D. António Carrilho, bispo do Funchal, deixou uma palavra de saudação aos participantes na Missa, destacando os frutos de “cultura, cidadania e solidariedade” que o Cristianismo deixou na Madeira, “no anúncio do Evangelho, no amor solidário aos mais pobres e aos doentes, no desenvolvimento cultural e no campo educativo”.

 

 

CALDAS DA RAÍNHA

 

ESCULTURA OFERECIDA AO PAPA

 

Um grupo de portugueses ligados à Associação Cultural “Amor e Responsabilidade”, com sede em Caldas da Rainha, ofereceu ao Papa uma escultura de Cristo na Cruz com Maria, no passado dia 18 de Junho.

 

A estátua, com cerca de três metros de altura, tem como nome “Ut Christus Ecclesiam Amavit” (Como Cristo Amou a Igreja) e foi entregue a Francisco no final da audiência pública da quarta-feira, no Vaticano.

O grupo estava dirigido pelo padre Miguel Pereira, coadjutor de Caldas da Rainha, e pelo escultor Carlos Oliveira, que estiveram na origem deste projecto.

A escultura foi originalmente concebida no âmbito do IV Simpósio Internacional da Teologia do Corpo, que teve lugar em Junho de 2013 em Fátima.

Com a criação desta obra, os promotores pretenderam “não só associar a escultura à fé, mas também sensibilizar para a teologia do corpo, uma visão nova e surpreendente que revaloriza o corpo humano – algo sagrado que até Deus-Filho assume irrevogavelmente quando encarna e ressuscita”.

Antes da conclusão da audiência, durante as habituais saudações aos peregrinos, nas diversas línguas, o Papa argentino dirigiu uma mensagem aos membros da Associação Cultural “Amor e Responsabilidade”.

 

 

CASCAIS

 

OURIVESARIA SACRA

DE BRAGANÇA

 

A primeira-dama, Maria Cavaco Silva, inaugurou no passado dia 27 de Junho a exposição «O Brilho da Fé – Ourivesaria sacra em Bragança», no Palácio da Cidadela de Cascais.

 

Esta actividade – em parceria com a Diocese de Bragança-Miranda e o Museu do Abade de Baçal – pretende mostrar algumas peças de arte sacra e “contextualiza a função desempenhada por cada uma dessas peças na liturgia católica: cálices, turíbulos, navetas, custódias, píxides e outras”.

A mostra reúne peças de ourivesaria e arte sacra provenientes da Diocese de Bragança-Miranda (Igreja da Antiga Sé; Igreja de São Vicente; Igreja de Santa Maria; Igreja de Santa Clara) e dos Museus do Abade de Baçal, de Arte Antiga e de Soares dos Reis, que detêm, nos seus acervos, um conjunto significativo de obras com origem no Paço Episcopal e Seminário da Diocese.

Do conjunto dessas alfaias destacam-se a arca e ânforas dos Santos Óleos, um magnífico conjunto de sacras, as cruzes processionais do século XIX, fabricadas no Porto, e uma monumental custódia do século XVIII.

Com uma primeira mostra no Museu do Abade de Baçal, em Bragança, a exposição «O Brilho da Fé – Ourivesaria sacra em Bragança» desloca-se agora, ampliada, até Cascais, numa iniciativa do Museu da Presidência da República, proporcionando, a um “público mais alargado, um olhar sobre este importante património artístico e cultural”.

A mostra está patente ao público até 7 de Setembro, no Palácio da Cidadela de Cascais.

 

 

LISBOA

 

NOVO ANUÁRIO CATÓLICO

DE PORTUGAL

 

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) acaba de publicar a 23ª edição do Anuário Católico de Portugal, no qual se revela um aumento de 1,28% no número de católicos desde 2006.

 

O Anuário Católico de Portugal 2014 sucede à edição de 2009 e apresenta dados relativos ao período de 2007-2011, retomando o trabalho da Secretaria de Estado do Vaticano, através do seu Departamento Central de Estatística.

Os católicos em Portugal passaram, neste período, de 9,33 para 9,45 milhões, crescendo ainda no que diz respeito à sua percentagem na população total (de 88,1 por cento para 88,5), actualmente com 10,68 milhões de habitantes.

O recém-publicado guia revela uma quebra no número de sacerdotes: de 2880 padres diocesanos no ano de 2007 para 2661 em finais de 2011, menos 7,6 por cento.

A diminuição é mais acentuada entre o clero religioso: de 1052 padres para 958, entre 2006 e 2011 (menos 8,9 por cento).

O número de religiosas das várias congregações em Portugal desceu 9,2 por cento em igual período (de 5717 para 5190).

 

 

LISBOA

 

PARLAMENTO APROVA

DIA DO PEREGRINO

 

O Parlamento aprovou no passado dia 27 de Junho a instituição do Dia do Peregrino, que vai ser celebrado a 13 de Outubro, uma proposta da maioria PSD/CDS que visa “dignificar o papel do peregrino na construção da sociedade portuguesa”.

 

O projecto de resolução 1050/XII recorda que “existe uma forte tradição na realização de peregrinações cristãs direccionadas para os mais variados locais de culto, com destaque para aquelas que decorrem no Santuário de Fátima”.

“O acto de peregrinar abrange uma amplitude que vai muito para além da condição de crente de quem o pratica, abrangendo uma dimensão social, cultural e económica que se deve também valorizar”, acrescenta o texto.

 

 

LISBOA

 

ALCANCE PASTORAL DO

CELIBATO SACERDOTAL

 

O patriarca de Lisboa afirmou no domingo passado dia 29 de Junho que colocar em causa o celibato dos sacerdotes significa “não apenas ignorar a história” do cristianismo, mas também refutar a “vocação cristã” no seu grau mais “definitivo e completo”.

 

Na homilia da Missa das ordenações sacerdotais na Sé, D. Manuel Clemente recordou que “Jesus não constituiu família humana, para abrir no mundo a família dos filhos de Deus” e que, consequentemente, o celibato “foi-se afirmando” entre “muitos cristãos e cristãs, antes até das normas canónicas o preverem”.

É esta forma de vida, “que o cristianismo autêntico mantém e oferece”, que “alguma opinião pública desvaloriza ou dispensa” e que “o sensualismo dominante da subcultura contemporânea não aceita”, frisou o patriarca de Lisboa.

Durante a celebração, D. Manuel Clemente apontou ainda que “sendo verdade que, mesmo na Igreja Católica, há casos de ordenação sacerdotal de homens casados, o celibato não se reduz, como por vezes se ouve, a uma mera questão disciplinar”.

“O celibato e a virgindade consagrada alargam o horizonte e o coração, quer para a paternidade pastoral dos sacerdotes, quer para a universal maternidade da Igreja”, referiu o patriarca de Lisboa, citando uma mensagem que o Papa dirigiu em Junho de 2013 a um grupo de seminaristas, noviços e noviças, e também outros jovens em percurso vocacional.

Na mesma ocasião, Francisco salientou que “quando um sacerdote não é pai da sua comunidade, quando uma religiosa não é mãe de todos aqueles com os quais trabalha, torna-se triste”. E aí é que está o “problema”.

Francisco Simões, de 30 anos, natural de Évora, e Manuel Charumbo, nascido há 38 anos em Luanda, Angola, foram os dois sacerdotes ordenados na Sé de Lisboa, ambos provenientes do Seminário “Redemptoris Mater”, orientado pelo Caminho Neocatecumenal.

 

 

AVEIRO

 

O NOVO BISPO É

D. ANTÓNIO MOITEIRO RAMOS

 

O Papa Francisco nomeou no passado dia 4 de Julho como novo bispo de Aveiro D. António Moiteiro Ramos, de 58 anos, até agora auxiliar da Arquidiocese de Braga.

 

O prelado sucede a D. António Francisco dos Santos, que em Abril deste ano tomou posse como bispo do Porto.

D. António Moiteiro Ramos nasceu em 1956, na freguesia de Aldeia de João Pires, concelho de Penamacor e distrito de Castelo Branco, na diocese da Guarda.

Frequentou os Seminários Diocesanos do Fundão e da Guarda, sendo ordenado sacerdote em 1982.

Entre 1984-1986 fez a licenciatura em Teologia, com especialidade em catequética, no Instituto Superior de Teologia San Dâmaso, em Madrid, filiado na Universidade Pontifícia de Salamanca e, nos anos 1994-1996, frequentou as aulas no Instituto Superior de Pastoral, em Madrid, concluindo o doutoramento em Teologia Pastoral, em 1997, com a tese «Os catecismos portugueses da infância e adolescência de 1953-1993». Desde 1987 foi professor de catequética no Seminário Maior da Guarda e, depois, professor de teologia pastoral no Instituto Superior de Teologia Beiras e Douro, com sede em Viseu.

Além do seu trabalho paroquial como membro de uma equipa sacerdotal, em 1996 assume o cargo de Director Espiritual do Seminário Maior da Guarda. Foi também responsável de vários serviços diocesanos, como os Departamentos de Catequese da Infância e Adolescência e do Ensino da Igreja nas Escolas, o Secretariado Diocesano da Educação Cristã e a Coordenação da Pastoral,

 Em Junho de 2012 foi nomeado, pelo Papa Bento XVI, Bispo auxiliar de Braga, e ordenado em Agosto seguinte, na Sé Catedral da Guarda, pelo Cardeal D. José Saraiva Martins, sendo consagrantes o Bispo da Guarda, D. Manuel da Rocha Felício, e o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga.

Segundo os dados da última edição do Anuário Católico de Portugal, a Diocese de Aveiro tem 311 mil habitantes (270 mil católicos) espalhados por 1538 quilómetros quadrados, com 101 paróquias e 82 sacerdotes diocesanos, a que se somam 18 religiosos.

A tomada de posse realizar-se-á em 13 de Setembro próximo, perante o Colégio dos Consultores e junto do túmulo da Princesa Santa Joana, Padroeira da diocese, a quem o novo bispo confia a sua actividade em terras de Aveiro. A entrada oficial na Sé decorrerá às 16h00 do dia 14 de Setembro, festa litúrgica da Exaltação da Santa Cruz.

 

Ao novo Bispo de Aveiro, a quem muito agradece a dedicação pastoral nestes dois anos em Braga, a Celebração Litúrgica augura um fecundo futuro na sua nova missão episcopal.

 

 

PORTO

 

BISPO INICIA

VISITAS PASTORAIS

 

O bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, iniciou no passado dia 5 de Julho as visitas que vai fazer às 477 paróquias da diocese com elogios à “alma do povo” e apelos a um compromisso da Igreja em favor dos mais pobres.

 

“Percorri as ruas da nossa paróquia na vigília da noite de São João, senti o palpitar da vossa alegria espontânea em dia de festa. É de alegria, de coragem, de trabalho, de fé, de liberdade e de festa que é feita a alma do povo do Porto”, referiu D. António Francisco na homilia da Missa a que presidiu na igreja de Santa Clara, sede da paróquia da Sé, três meses depois do início do seu ministério episcopal no Porto.

“Quero iniciar, hoje e aqui, o meu itinerário que me leve ao encontro das 477 paróquias da diocese, para celebrar a Eucaristia com cada uma das comunidades cristãs”, anunciou.

D. António Francisco dos Santos recordou que desde a sua chegada ao Porto assumiu como prioridade o “serviço dos mais pobres” e recordou, a esse respeito, “as iniciativas pessoais, paroquiais, vicariais e diocesanas” que trabalham nesse sentido.

“Desejo percorrer um caminho convosco para, em comum, encontrarmos respostas para os vossos problemas e soluções para as vossas dificuldades”, referiu D. António Francisco dos Santos.

 

 

COIMBRA

 

ORDENAÇÃO DE SEIS

SACERDOTES JESUÍTAS

 

A Companhia de Jesus vive um momento de festa em Portugal com a ordenação de seis novos sacerdotes jesuítas, que vão responder a vários campos de missão, como refere o Superior provincial.

 

“É um momento de alegria para nós, por acaso este ano coincidiu serem seis, mas mais do que o número, é a alegria pelo reconhecimento de que há novos jesuítas que vão ficando prontos para assumir novas missões”, disse o padre José Frazão Correia.

A celebração das ordenações sacerdotais decorreu no passado dia 5 de Julho, na Sé Nova de Coimbra, sob a presidência do bispo da diocese.

Na homilia da Missa, concelebrada por dezenas de jesuítas portugueses e estrangeiros, D. Virgílio Antunes desafiou os novos padres a fazer da sua vida “caminho de encontro com Cristo”, reservando um “lugar muito especial para os pobres e os pecadores, todos os que se vêm abatidos pela dureza da vida, pelo peso da consciência, pela ausência de amor e, por isso, mais necessitados de sentir a presença alegre e amiga de Deus e dos homens”.

“Procurai ser cristãos e padres à maneira de Santo Inácio, a alma seduzida pela alegria da Boa Nova de Jesus Cristo e pelo apelo imperioso a evangelizar”, acrescentou.

O padre João Goulão, um dos recém-ordenados, revela que a sua vocação cresceu em Lisboa, no contacto com o trabalho dos jesuítas.

“Comecei a fazer uma experiência de Deus mais forte, na minha vida, e isso foi muito importante, ter conhecido o modo de rezar dos jesuítas, o seu modo de estar, como falam de Deus”, recorda.

 

 

LISBOA

 

...

PARA RECUPERAR

IGREJA DE SÃO CRISTÓVÃO

 

O padre Edgar Clara, pároco da Igreja de São Cristóvão, pretende constituir um movimento, para recuperar o edifício do século XVII e as suas obras de arte.

 

A Igreja de São Cristóvão é uma preciosidade do século XVII: construída em 1680, tem 44 telas de Bento Coelho da Silveira emolduradas numa rica talha dourada.

Na rede social Facebook já foi criada uma página para quem quiser acompanhar este projecto e participar deste movimento.

O padre Edgar Clara apresenta vários objectivos para esta iniciativa: “recuperar, travar o estado de degradação em que o edifício e o património que integra se encontram”, “dinamizar a vivência do espaço religioso e cultural” ou “fomentar a criação de parcerias entre as várias associações, colectividades, movimentos, entre outros, da comunidade onde se insere”.

 

 


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