27.º Domingo Comum

5 de Outubro de 2014

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Est 13, 9.10-11

Antífona de entrada: Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós criastes o céu e a terra e todas as maravilhas que estão sob o firmamento. Vós sois o Senhor do universo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Os textos que iremos ouvir neste 27º Domingo do tempo comum celebram o tema bíblico da Vinha do Senhor. Assim é designado não apenas o Povo de Israel, como Povo eleito por Deus, mas também a Igreja, fundada pelo próprio Jesus Cristo e que, enriquecida pelos dons do seu fundador, guarda fielmente os seus preceitos de caridade, humildade e generosidade, a fim de anunciar o Reino de Deus a todos os povos.

Talvez porque, como baptizados, nem sempre tenhamos testemunhado estas virtudes cristãs na nossa vida quotidiana, peçamos perdão ao Senhor, com o propósito de firmemente nos emendarmos.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que, no vosso amor infinito, cumulais de bens os que Vos imploram muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia, libertai a nossa consciência de toda a inquietação e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Nesta leitura do profeta Isaías escutaremos o cântico da Vinha... A Vinha é o símbolo do amor, imagem de Israel rodeado de cuidados e mimos divinos. Não produziu uvas boas. Daí o castigo anunciado pelo profeta.

 

Isaías 5, 1-7

1Vou cantar, em nome do meu amigo, um cântico de amor à sua vinha. O meu amigo possuía uma vinha numa fértil colina. 2Lavrou-a e limpou-a das pedras, plantou-a de cepas escolhidas. No meio dela ergueu uma torre e escavou um lagar. Esperava que viesse a dar uvas, mas ela só produziu agraços. 3E agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e a minha vinha: 4Que mais podia fazer à minha vinha que não tivesse feito? E quando eu esperava que viesse a dar uvas, apenas produziu agraços. 5Agora vos direi o que vou fazer à minha vinha: vou tirar-lhe a vedação e será devastada; vou demolir-lhe o muro e será espezinhada. 6Farei dela um terreno deserto: não voltará a ser podada nem cavada, e nela crescerão silvas e espinheiros; e hei-de mandar às nuvens que sobre ela não deixem cair chuva. 7A vinha do Senhor do Universo é a casa de Israel e os homens de Judá são a plantação escolhida. Ele esperava rectidão e só há sangue derramado; esperava justiça e só há gritos de horror.

 

O “cântico da vinha”, uma das mais belas passagens de toda a Sagrada Escritura, foi escolhido para hoje em função do Evangelho da parábola dos vinhateiros homicidas. É frequente, na Sagrada Escritura, o uso da imagem da vinha para designar o povo de Deus: Jer 2, 21; Ez 15, 1-8; 17, 3-10; 19, 10-14; Jl 1, 7; Sl 79(80), 9-17. Este texto põe em contraste a amorosíssima solicitude de Yahwéh para com o seu povo e a ingrata correspondência deste, o que lhe acarretará tremendas consequências: o amor de Deus, assim como o amor dos pais, não pode ser impunemente desprezado, pois é um amor criador de tudo o que somos e temos. Nos vv. 1-4, o profeta expõe a parábola, sob a forma de um amoroso idílio; nos vv. 5-6 é introduzido Deus a vituperar a negra ingratidão do seu povo, que não corresponde, ao não dar mais que uvas amargas; no v. 7 o Profeta explica a parábola.

2 A “torre” e o “lagar” não tem nenhum simbolismo especial. A torre servia para um guarda defender a vinha dos ladrões, chacais e raposas. O lagar era escavado no chão, nalgum sitio rochoso da zona da vinha.

 

 

Salmo Responsorial    Sl 79 (80), 9.12.13-14.15-16.19-20 (R. Is 5, 7a)

 

Monição: Ao recitarmos este salmo fazemos eco do que escutamos na primeira leitura e terminamos numa oração. Nela pedimos a Deus que venha de novo e proteja a vinha que plantou. Certos dessa presença do Senhor, prometemos jamais nos afastarmos d’Ele.

 

Refrão:        A vinha do Senhor é a casa de Israel.

 

Arrancastes uma videira do Egipto,

expulsastes as nações para a transplantar.

Estendia até ao mar as suas vergônteas

e até ao rio os seus rebentos.

 

Porque lhe destruístes a vedação,

de modo que a vindime

quem quer que passe pelo caminho?

Devastou-a o javali da selva

e serviu de pasto aos animais do campo.

 

Deus dos Exércitos, vinde de novo,

olhai dos céus e vede, visitai esta vinha.

Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,

o rebento que fortalecestes para Vós.

 

Não mais nos apartaremos de Vós:

fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.

Senhor Deus dos Exércitos, fazei-nos voltar,

iluminai o vosso rosto e seremos salvos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Paulo fala das virtudes humanas: a verdade, a nobreza de sentimentos, a justiça e a lealdade e aponta-as como suporte autêntico das virtudes especificamente cristãs. O seu cultivo é fruto de agradável sabor para todos aqueles com quem contactamos.

 

Filipenses 4, 6-9

Irmãos: 6Não vos inquieteis com coisa alguma. Mas, em todas as circunstâncias, apresentai os vossos pedidos diante de Deus, com orações, súplicas e acções de graças. 7E a paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. 8Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor é o que deveis ter no pensamento. 9O que aprendestes, recebestes e vistes em mim é o que deveis praticar. E o Deus da paz estará convosco.

 

No capítulo 4 «a carta atinge o ponto culminante do desenvolvimento do pensamento» (H. Schlier). «Em todas as circunstâncias…, orações com súplicas e acções de graças» (v. 6). A oração não é apenas para alguns momentos particulares da vida, ou do dia; a oração deve ser constante (cf. 1 Tes 1, 2; 5, 17; Lc 18, 1); e não se trata de uma vaga união a Deus, mas de uma oração concreta com súplicas e acções de graças. Para quem vive em união com Deus, não há lugar para andar aflito. Pouco antes, no v. 4, após um insistente apelo à alegria (4, 4; 2, 18; 3, 1) – uma «alegria no Senhor», que é algo de fundamental na vida cristã –, S. Paulo adverte: «não vos inquieteis com coisa alguma» (v. 6); e, como consequência natural, «a paz de Deus» vos guardará, o que dito como uma bênção (v. 7). Esta «paz de Deus, que está acima de toda a inteligência» é «incompreensível: quem a recebe não a explica com reflexões racionais… Não há paz sem batalha, interna e externa; mas na batalha interna, por exemplo, na renúncia, na necessidade mais tremenda, na solidão, na dor, vem sobre nós a paz de Deus, a paz mandada por Deus, a paz que é o próprio Deus, como amor e bondade que Ele é» (H. Schlier).

8-9 «Tudo o que é virtude…» Temos aqui a canonização das virtudes morais naturais, ou humanas. O cristianismo assume e eleva à ordem sobrenatural os valores humanos. O Concílio encarece estas virtudes aos presbíteros, citando esta passagem (PO 3). S. Paulo usa aqui – a única vez – o mesmo vocábulo da filosofia ética grega: «aretê». E O Apóstolo não receia apresentar-se como modelo a seguir: «o que aprendestes, recebestes e vistes em mim».

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 15, 16

 

Monição: O fruto que a comunidade cristã é chamada a produzir é o amor, que testemunha e permanece para dar a vida de Deus à humanidade.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Eu vos escolhi do mundo, para que vades e deis fruto

e o vosso fruto permaneça, diz o Senhor.

 

 

Evangelho

 

 

São Mateus 21, 33-43

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33«Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. 34Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. 35Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. 36Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros. E eles trataram-nos do mesmo modo. 37Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Respeitarão o meu filho’. 38Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; matemo-lo e ficaremos com a sua herança’. 39E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. 40Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?» 41Eles responderam: «Mandará matar sem piedade esses malvados, e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». 42Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’? 43Por isso vos digo: Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos. Quem cair sobre esta pedra ficará despedaçado e aquele sobre quem ela cair será esmagado».

 

A parábola de hoje está na sequência da lida há oito dias, a dos dois filhos. O «proprietário» é Deus; a «vinha» é o povo de Israel; «uns agricultores» representam os chefes e orientadores do povo: «príncipes dos sacerdotes a anciãos do povo». «Os criados» são os profetas; estes foram, em geral, mal recebidos e maltratados pelos responsáveis do povo (cf. Mt 23, 37; Act 7, 42; Heb 11, 36-38). «Por fim, mandou-lhes o próprio filho». Fica aqui patente a natureza divina de Jesus, que não é mais um enviado de Deus, entre outros, mas é «o seu próprio Filho».

39 «Lançaram-no fora da vinha e mataram-no»: uma alusão à crucifixão de Jesus, que se veio a fazer fora dos muros de Jerusalém.

41 «Arrendará a vinha a outros vinhateiros»: assim, a Igreja é designada como o novo «Israel de Deus» (cf. Gal 6, 16).

 

Sugestões para a homilia

 

A Vinha escolhida pelo Senhor e os seus frutos

Que autenticam a Vinha do Senhor

A Vinha escolhida pelo Senhor e os seus frutos

A primeira leitura que acabamos de escutar está repleta de pormenores de sentido simbólico a que devemos prestar atenção. O «amigo», a que o profeta Isaías se refere, é Deus. A «vinha» é o Povo escolhido que fora retirado da escravidão do Egipto; a «fértil colina» é a Palestina, onde este povo se estabelecera «limpando as pedras» que se encontravam no campo e foram afastadas. Tais pedras eram os povos que habitavam essa terra e foram desalojados; a «torre» nela erguida refere-se à protecção que Deus prestara à dinastia do rei David; as «uvas» eram as boas obras que o Senhor esperava do seu povo. Os «agraços» foram: as infidelidades do povo à Aliança prometida a Deus, a injustiça social, a mentira, a exploração dos mais fracos, a opressão dos pobres, dos órfãos e das viúvas.

Israel celebrava os rituais prescritos pela lei, mas não convertia o seu coração ao Senhor.

O castigo da «demolição e devastação», de que o profeta fala no texto, foram as invasões dos assírios e babilónios, que destruíram Israel (a vinha do Senhor) e deportaram os seus habitantes para as suas terras como escravos e os campos que possuíam ficaram abandonados e repletos de espinhos e mato.

A liturgia da Palavra ao retomar, no Evangelho, a parábola contada por Jesus, apresenta-nos uma vinha diferente que não é destruída. O desígnio salvador de Deus, a história do Povo eleito, as atitudes de infidelidade dos seus chefes, a vinda do Filho e a recusa de Israel em O aceitar, estão bem evidentes através da parábola.

Que autenticam a Vinha do Senhor

Ao pedir a participação e a opinião daqueles que ouvem Jesus sobre o procedimento a apontar ao senhor da vinha estes, convictamente, respondem: «Mandará matar sem piedade esses malvados...».

Jesus, porém, não corrobora tais palavras ferozes e de devastação. O Senhor acentua o sentido penetrante das suas palavras no desfecho: «Ser-vos-á tirado o Reino de Deus e dado a um povo que Lhe produza os seus frutos.»

Nós pertencemos a esse novo povo eleito por Deus, como Igreja, fundada pelo próprio Jesus Cristo e que, enriquecida pelos dons do seu fundador, tem a obrigação de guardar fielmente os seus preceitos de caridade, humildade e de generosidade, a fim de anunciar o Reino de Deus a todos os povos.

A sentença conclusiva do Senhor não foi de ontem, mas tem plena actualidade nos nossos dias. O Senhor lembra-nos que todos nós corremos o risco de repetir o mesmo erro dos judeus do tempo de Jesus.

Por isso, devemos perguntar-nos individual e colectivamente: quais são os frutos que produzimos como baptizados e comunidade de baptizados? Como vivemos a sua mensagem: motivando o amor, a justiça social, a paz, a serenidade, a felicidade para todas as pessoas ou apenas nos exibimos nas liturgias solenes, ou fazemos gestos completamente separados da vida?

Qualquer cristão tem obrigação de desenvolver tudo o que o torna «verdadeiro e nobre, justo e puro, amável e de boa reputação», respeitado e íntegro como homem, para que «o Deus da paz esteja consigo». Assim nos aconselha S. Paulo na segunda leitura.

Talvez nos sintamos muito «santos» quando seguimos todas as normas religiosas, mas no trato social somos capazes de nos converter em pessoas insuportáveis, aborrecidas, rabugentas ou impertinentes.

Interroguemo-nos sobre o modo como aceitamos o plano de Deus e sobre a nossa fidelidade a Cristo, não apenas aceitando-O, mas vivendo plenamente a sua mensagem e, com o nosso testemunho, prolongando a sua acção neste mundo.

São estes frutos que Deus espera de nós para mostrarmos a autêntica Vinha do Senhor.

Que o Senhor nos ajude a produzir tais frutos.

 

Fala o Santo Padre

 

«Permaneçamos em Cristo como o ramo que não pode dar fruto sozinho se não permanecer na videira.»

 

O Evangelho deste domingo termina com uma admoestação de Jesus, particularmente severa, dirigida aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «O reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos» (Mt 21, 43). São palavras que fazem pensar na grande responsabilidade de quem, em todas as épocas, é chamado a trabalhar na vinha do Senhor, especialmente com uma função de autoridade, e estimulam a renovar a fidelidade total a Cristo. Ele é «a pedra que os construtores rejeitaram» (cf. Mt 21, 42), porque o julgaram inimigo da lei e perigoso para a ordem pública; mas Ele mesmo, rejeitado e crucificado, ressuscitou, tornou-se a «pedra angular» sobre a qual se podem apoiar com segurança absoluta as bases de qualquer existência humana e do mundo inteiro. Desta verdade fala a parábola dos vinhateiros infiéis, aos quais um homem confiou a sua vinha, para que a cultivassem e recolhessem os frutos. O proprietário da vinha representa o próprio Deus, enquanto que a vinha simboliza o seu povo, assim como a vida que Ele nos doa para que, com a sua graça e com o nosso compromisso, pratiquemos o bem. Santo Agostinho comenta que «Deus nos cultiva como um campo para nos tornar melhores» (Sermo 87, 1, 2: PL 38, 531). Deus tem um projecto para os seus amigos, mas infelizmente a resposta do homem orienta-se com frequência para a infidelidade, que se traduz em rejeição. O orgulho e o egoísmo impedem que se reconheça e acolha até o dom mais precioso de Deus: o seu Filho unigénito. Com efeito, quando «lhes enviou o seu próprio filho — escreve o evangelista Mateus — [os vinhateiros] agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no» (Mt21, 37.39). Deus entrega-se a si mesmo nas nossas mãos, aceita fazer-se mistério imperscrutável de debilidade e manifesta a sua omnipotência na fidelidade a um desígnio de amor que, no final, prevê contudo também a justa punição para os malvados (cf. Mt 21, 41).

Firmemente ancorados na fé à pedra angular que é Cristo, permaneçamos n’Ele como o ramo que não pode dar fruto sozinho se não permanecer na videira. Só n’Ele, por Ele e com Ele se edifica a Igreja, povo da nova Aliança. A este propósito, o Servo de Deus Paulo VI escreveu: «O primeiro fruto do aprofundamento da consciência da Igreja sobre si mesma é a renovada descoberta da sua relação vital com Cristo. Aspecto notório, fundamental, indispensável, mas nunca conhecido, meditado nem celebrado o suficiente» (Enc. Ecclesiam suam, 6 de Agosto de 1964: AAS 56 [1964], 622).

Queridos amigos, o Senhor está sempre próximo e activo na história da humanidade, e acompanha-nos também com a singular presença dos seus Anjos, que hoje a Igreja venera como «Guardas», ou seja, ministros da solicitude divina por todos os homens. Desde o início até à hora da morte, a vida humana é circundada pela sua incessante protecção. E os Anjos circundam a Augusta Rainha da Vitória, a Bem-Aventurada Virgem Maria do Rosário, que no primeiro domingo de Outubro, precisamente nesta hora, do Santuário de Pompeia e do mundo inteiro, acolhe a súplica fervorosa, para que seja derrotado o mal e se revele, em plenitude, a bondade de Deus.

 

Papa Bento XVI, Praça de São Pedro, 2 de Outubro de 2011

 

Oração Universal

 

Senhor, Deus Pai Omnipotente,

Tu deixaste-nos a responsabilidade deste mundo

e pedir-nos-ás contas de tudo quanto acontece à nossa volta.

Por isso, Te pedimos:

 

            Ajuda-nos, Senhor, a sermos responsáveis pela Tua vinha.

 

1.     Que a Santa Igreja apoiada na Tua Palavra,

saiba denunciar as situações insustentáveis

e injustas que nos chegam de todo o mundo,

oremos, irmãos.

 

2.     Que o Santo Padre, os Bispos, Presbíteros, Diáconos,

religiosos e leigos responsáveis,

encontrem propostas criativas para espalhar

a Tua mensagem de salvação,

oremos, irmãos.

 

3.     Que todas as Comunidades cristãs não se conformem

      com a mentira, a exploração dos mais fracos,

        a opressão dos pobres e dos mais desprotegidos,

oremos, irmãos.

 

4.     Que todos nós saibamos agradecer-Te,

a pertença a esta Vinha que Tu plantaste

e para a qual nos escolheste,

oremos, irmãos.

 

5.     Que saibamos sair da nossa mediocridade

e comecemos a trabalhar para que esta vida se transforme

numa melhoria de felicidade para toda a humanidade.

oremos, irmãos.

 

6.     Que todas as comunidades eclesiais e civis,

vivam em paz, harmonia e unidade,

e respondam aos anseios de todos os Teus filhos,

oremos, irmãos.

 

Atende, Senhor, aos nossos rogos

e ajuda-nos a produzirmos verdadeiros frutos de santidade.

Isto Te pedimos por intermédio de Jesus Cristo,

Nosso Senhor, que é Deus conTigo,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Que bom Senhor, estar ao pé de Ti, M. Carneiro, NRMS 36

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, o sacrifício que Vós mesmo nos mandastes oferecer e, por estes sagrados mistérios que celebramos, confirmai em nós a obra da redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Que a comunhão eucarística nos fortifique, a fim de produzirmos os frutos desejados por Deus: concórdia, humildade, fidelidade, amor, fraternidade, justiça e responsabilidade.

 

Cântico da Comunhão: Comemos, ó Senhor, do mesmo pão, M. Borda, NRMS 43

 

Lam 3, 25

Antífona da comunhão: O Senhor é bom para quem n'Ele confia, para a alma que O procura.

 

Ou

cf. 1 Cor 10, 17

Porque há um só pão, todos somos um só corpo, nós que participamos do mesmo cálice e do mesmo pão.

 

Cântico de acção de graças: Louvarei para sempre, Frederico de Freitas, NRMS 9-10 (I)

 

Oração depois da comunhão: Deus todo-poderoso, que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede, fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho, nos transformemos n'Aquele que recebemos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Ao sairmos desta santa assembleia dominical façamos o propósito de sermos fiéis aos frutos que o Senhor deseja que a sua Vinha produza: fidelidade aos seus preceitos de caridade, humildade e de generosidade, a fim de testemunharmos o anúncio do Reino de Deus sem respeitos humanos ou hipocrisia, mas em perfeita coerência com a fé que dizemos professar.

 

Cântico final: Queremos ser construtores, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         António E. Portela

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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