25º Domingo Comum

21 de Setembro de 2014

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Povo por Deus reunido, H. Faria, NRMS 103-104

 

Antífona de entrada: Eu sou a salvação do meu povo, diz o Senhor. Quando chamar por Mim nas suas tribulações, Eu o atenderei e serei o seu Deus para sempre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Senhor convidou-nos e nós quisemos vir com muita alegria à Santa Missa. Ele vai dirigir-nos a Sua Palavra e unir-se a nós na Sagrada Comunhão.

Pede-nos para darmos testemunho d’Ele no mundo pois continua a haver pessoas que ainda não O conhecem nem O amam.

 Escutando-O, vivendo com Ele e cumprindo a Sua vontade seremos felizes.

 

Oração colecta: Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei no vosso amor e no amor do próximo, dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento, para alcançarmos a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus, na Sua infinita misericórdia, perdoa sempre aos pecadores, arrependidos das suas faltas.

 

Isaías 55, 6-9

6Procurai o Senhor, enquanto se pode encontrar, invocai-O, enquanto está perto. 7Deixe o ímpio o seu caminho e o homem perverso os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor, que terá compaixão dele, ao nosso Deus, que é generoso em perdoar. 8Porque os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos são os meus – oráculo do Senhor –. 9Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos vossos e acima dos vossos estão os meus pensamentos.

 

Este belo texto da parte final do Dêutero-Isaías encerra um impressionante convite à conversão e à confiança na misericórdia e no perdão de Deus. O regresso dos exilados à sua pátria não é o mais importante, mas sim o regresso a Deus.

 

Salmo Responsorial    Sl 144 (145), 2-3.8-9.17-18

 

Monição: O Senhor está connosco e atende-nos quando O invocamos com fé e perseverança.

 

Refrão:        o Senhor está perto de quantos O invocam.

 

Quero bendizer-Vos, dia após dia,

e louvar o Vosso nome para sempre.

Grande é o Senhor e digno de todo o louvor,

insondável é a sua grandeza.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

O Senhor é bom para com todos

e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

 

O Senhor é justo em todos os seus caminhos

e perfeito em todas as suas obras.

O Senhor está perto de quantos O invocam,

de quantos O invocam em verdade.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo, preso por causa da fé, mantém-se fiel, seja qual for a vontade de Deus.

 

Filipenses 1, 20c-24.27a

Irmãos: 20cCristo será glorificado no meu corpo, quer eu viva quer eu morra. 21Porque, para mim, viver é Cristo e morrer é lucro. 22Mas, se viver neste corpo mortal é útil para o meu trabalho, não sei o que escolher. 23Sinto-me constrangido por este dilema: desejaria partir e estar com Cristo, que seria muito melhor; 24mas é mais necessário para vós que eu permaneça neste corpo mortal. 27aProcurai somente viver de maneira digna do Evangelho de Cristo.

 

S. Paulo, ao escrever estas palavras está preso, mas não é possível determinar com certeza onde se encontra prisioneiro; a opinião mais corrente a favor da primeira prisão romana (pelos anos 60-62) tem vindo a perder adeptos a favor de uma provável prisão em Éfeso (pelos anos 54-57), durante a sua longa estadia nesta cidade por ocasião da 3ª viagem. Ele fala como quem corre um perigo real de ser condenado à morte, e exprime uma total disponibilidade para o que venha a suceder-lhe, com a segurança de que em qualquer das alternativas «Cristo será glorificado» (v. 20), e declara: «não sei o que escolher» (v.22), se «permanecer neste corpo mortal» (v. 24), se «partir e estar com Cristo» (v. 23), o que aconteceria logo após a morte. Mas pende para aquilo que «é mais necessário» (v. 23) para os seus fiéis. Em qualquer dos casos, a sua vida não tem outro sentido que não seja Cristo e viver nele: «Para mim, viver é Cristo» (v. 21). Este desejo de morrer para estar com Cristo é uma característica dos santos, poeticamente expressa por Santa Teresa de Jesus: «Vivo sin vivir en mí, y tan alta vida espero, que muero porque no muero» (Poesia 2).   

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Actos 16, 14b

 

Monição: Deus chama todas  as pessoas para o Seu Reino ao longo dos séculos. Ouçamos os Seus ensinamentos nesta passagem do Evangelho que vai ser proclamado.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-2, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Abri, Senhor, os nossos corações,

para aceitarmos a palavra do vosso Filho.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 20, 1-16a

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: 1«O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha. 3Saiu a meia manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes: 4‘Ide vós também para a minha vinha e dar-vos-ei o que for justo’. 5E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo. 6Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’ 7Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’. Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’. 8Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: «Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’. 9Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. 10Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um. 11Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: 12‘Estes últimos trabalharam só uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor’. 13Mas o proprietário respondeu a um deles: ‘Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo? 14Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. 15Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’ 16aAssim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos».

 

A lição central da parábola situa-nos para além de critérios humanos de estrita justiça e parece consistir em mostrar o primado da graça de Deus, que vai para além do estritamente devido; a graça é isso mesmo, é dom gratuito. A todos Deus chama ao seu Reino, não tendo maior importância o ter sido chamado primeiro (como foi o caso de Israel). Ninguém tem o direito de ver com maus olhos que Deus seja bom e cheio de misericórdia (v. 15).

 

Sugestões para a homilia

 

O Senhor chama-nos

O Senhor convida-nos ao apostolado

O Senhor está connosco

 

O Senhor chama-nos

«Deixe o ímpio o seu caminho e o homem perverso os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor» (1.ª Leitura ) …

Como é actual este apelo do Senhor! Há tanta maldade e perversidade no mundo! Há tantos caminhos que conduzem a precipícios! Há tantas pessoas que não aceitam o convite à conversão e à emenda de vida!

E o Senhor, na Sua infinita misericórdia, lá vai chamando desde manhã cedo até ao cair da tarde     

( Evangelho ) .

A recompensa que concede é de tal modo excelente que : «nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passou pelo pensamento do homem o que Deus preparou para aqueles que O amam » ( 1 Cor 2, 9 ) .

Sendo assim, quem recusará de agora em diante viver sempre para o Senhor, afastando o mal e praticando o bem?...

 

O Senhor convida-nos ao apostolado

Com o nosso testemunho podemos dizer aos outros : « Procurai somente viver de maneira digna do Evangelho de Cristo » ( 2.ª Leitura ) .

Imitando São Paulo no seu zelo apostólico, vamos por montes e vales, aldeias e cidades, palácios e bairros da lata, locais de luxo e campos de refugiados gritar bem alto para que todos se amem como nos ama o Senhor.

E então veremos as crianças a sorrir, os jovens a terem esperança no futuro, os pobres a viverem com dignidade, as vítimas do ódio e da guerra a viverem em paz…

Se acreditamos que este sonho tão belo  pode ser realidade , comecemos hoje mesmo a trabalhar na sua concretização.

 

O Senhor está connosco

Que nas famílias não haja violência mas esposos, pais e filhos sejam felizes para que no mundo haja felicidade!

Que na sociedade haja lugar para pobres e ricos, sábios e simples, homens e mulheres! Todos não somos de mais para tornarmos o mundo melhor.

Que na Igreja nos lembremos que Cristo precisa de nós para continuar a acolher, a escutar, a defender, a proteger, a perdoar e a salvar! As pessoas já sofrem tanto!... Não tornemos mais pesada a sua cruz. Como bons cireneus, ajudemo-las a caminhar com esperança até à felicidade prometida.

Não esqueçamos que « o Senhor está perto de quantos O invocam » ( Salmo Responsorial ) .

Essa certeza dá-nos entusiasmo e coragem pois sem Deus nada podemos mas, nós com Ele e Ele em nós, tudo alcançaremos.

Maria Santíssima não está ausente. Outrora interveio em Lourdes, depois em Fátima… Hoje vem ao nosso encontro para caminhar connosco e nos dizer que nos abençoa agora e sempre!

 

Fala o Santo Padre

 

 «O Evangelho transformou o mundo, e ainda o está a transformar,

como um rio que irriga um campo imenso.»

 

Na liturgia de hoje inicia a leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses, ou seja, aos membros da comunidade que o próprio Apóstolo fundou na cidade de Filipos, importante colónia romana na Macedónia, hoje Grécia setentrional. Paulo chegou a Filipos durante a sua segunda viagem missionária, proveniente da costa da Anatólia e atravessando o Mar Egeu. Aquela foi a primeira vez que o Evangelho chegou à Europa. Estamos por volta do ano 50, portanto cerca de vinte anos depois da morte e da ressurreição de Jesus. Mas na Carta aos Filipenses está contido um hino a Cristo que já apresenta uma síntese completa do seu mistério: encarnação, kenosis, isto é, humilhação até à morte de cruz, e glorificação. Este mesmo mistério tornou-se um todo com a vida do apóstolo Paulo, que escreve esta carta quando está na prisão, à espera de uma sentença de vida ou de morte. Ele afirma: «Para mim viver é Cristo e morrer é lucro» (Fl 1, 21). É um sentido novo da vida, da existência humana, que consiste na comunhão com Jesus Cristo vivo; não só com uma personagem histórica, um mestre de sabedoria, um líder religioso, mas com um homem no qual Deus habita pessoalmente. A sua morte e ressurreição é a Boa Nova que, partindo de Jerusalém, se destina a alcançar todos os homens e povos, e a transformar a partir de dentro todas as culturas, abrindo-as à verdade fundamental: Deus é amor, fez-se homem em Jesus e com o seu sacrifício resgatou a humanidade da escravidão do mal dando-lhe uma esperança certa.

São Paulo era um homem que resumia em si três mundos: o judaico, o grego e o romano. Não foi por acaso que Deus lhe confiou a missão de levar o Evangelho da Ásia Menor à Grécia e depois a Roma, lançando uma ponte que teria projectado o Cristianismo até aos extremos confins da terra. Hoje vivemos numa época de nova evangelização. Vastos horizontes abrem-se ao anúncio do Evangelho, enquanto regiões de antiga tradição cristã estão chamadas a redescobrir a beleza da fé. Protagonistas desta missão são homens e mulheres que, como São Paulo, podem dizer: «Para mim viver é Cristo». Pessoas, famílias, comunidades que aceitam trabalhar na vinha do Senhor, segundo a imagem do Evangelho deste domingo (cf. Mt 20, 1-16). Trabalhadores humildes e generosos, que não pedem outra recompensa a não ser a de participar na missão de Jesus e da Igreja. «Se o viver no corpo — escreve ainda são Paulo — significa trabalhar com fruto, não sei deveras o que escolher» (Fl 1, 22): se a união plena com Cristo além da morte, ou o serviço ao seu corpo místico nesta terra.

Queridos amigos, o Evangelho transformou o mundo, e ainda o está a transformar, como um rio que irriga um campo imenso. Dirijamo-nos em oração à Virgem Maria, para que em toda a Igreja maturem vocações sacerdotais, religiosas e laicais ao serviço da nova evangelização.

 

Papa Bento XVI, Castel Gandolfo, 18 de Setembro de 2011

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo  confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Pelos que respondem sim ao chamamento de Deus,

pelos cristãos que dão testemunho de Jesus no Mundo

e por todos aqueles que promovem a paz,

       oremos, irmãos.

 

3.     Pelos bebés a quem foi negado o direito à vida,

pelas crianças maltratadas a pedirem-nos protecção e carinho

e pelos meninos e meninas que enchem o mundo de beleza,

oremos, irmãos.

 

4.     Pelos jovens que querem transformar o mundo,

pelos homens e mulheres que cumprem a sua missão

e pelos idosos que continuam a ensinar com a experiência,

oremos, irmãos.

 

5.     Pelos esposos que se amam como Cristo ama a igreja,

pelos pais que tudo fazem por seus filhos

e pelos filhos que dão alegria e amor aos pais,

oremos, irmãos.                                       

 

6.     Pelos que agradecem o dom da saúde,

pelos que sofrem com os olhos na Cruz de Nosso Senhor

e pelos que cuidam dos doentes com dedicação,

oremos, irmãos.

 

6.     Pelos familiares, amigos e conterrâneos falecidos,

pelos que se purificam a caminho do Céu

e por nós que esperamos com eles ser felizes eternamente,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da  Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, os dons da vossa Igreja, para que receba nestes santos mistérios os bens em que pela fé acredita. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

Jesus é o nosso Deus. Nós, com as nossas faltas, não somos dignos de O receber na Sagrada Comunhão. Mesmo assim, o Senhor vem até nós, devidamente preparados, para nos conceder as graças que Lhe pedimos.

 

 

Cântico da Comunhão: A minha carne é verdadeira comida, F. da Silva, NRMS 102

Salmo 118, 4-5

Antífona da comunhão: Promulgastes, Senhor, os vossos preceitos para se cumprirem fielmente. Fazei que meus passos sejam firmes na observância dos vossos mandamentos.

 

Ou

Jo 10, 14

Eu sou o Bom Pastor, diz o Senhor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me.

 

Cântico de acção de graças: É bom louvar- Te Senhor, M. Carneiro, NRMS 84

 

Oração depois da comunhão: Sustentai, Senhor, com o auxílio da vossa graça aqueles que alimentais nos sagrados mistérios, para que os frutos de salvação que recebemos neste sacramento se manifestem em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Agora vamos partir. O Senhor agradece-nos a participação na Santa Missa.

Somos chamados a dar testemunho d’Ele no Mundo. Contemos com a ajuda e a companhia de Maria Santíssima.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

25ª SEMANA

 

2ª Feira, 22-IX: A actuação da graça de Deus.

Prov 3, 27-34 / Lc 8, 16-18

Pois àquele que tiver dar-se-á mas, àquele que não tiver, até o que julga ter lhe será tirado.

Assim actua a graça de Deus nas nossas almas. Quando correspondemos à graça, recebemos novas graças; mas, quando não nos empenhamos em ser dóceis às ajudas do Espírito Santo, ficamos cada vez mais pobres. A vida espiritual pede uma nova correspondência, um novo empenho. Pelo contrário, quem não avança, retrocede: «Se disseres basta, estás perdido» (S. Agostinho):

Deus abençoa e concede novos favores quando encontra boas disposições: «Ele abençoa a residência dos justos, aos humildes concede o seu favor» (Leit.).

 

3ª Feira, 23-IX: características da família de Jesus.

Prov 21, 1-6. 10-13 / Lc 8, 19-21

Mas Jesus respondeu-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

Quem pertence à família de Jesus? «O germe e começo do Reino é o 'pequeno rebanho' daqueles que Jesus veio congregar ao seu redor e dos quais Ele próprio é o pastor. Eles constituem a verdadeira família de Jesus (Ev.).

Esta família é caracterizada pelo cumprimento da vontade de Deus (CIC, 2233); tem uma nova maneira de agir, que é ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática; e uma oração própria, o Pai nosso (CIC, 764). Tenhamos cuidado, pois «aos olhos do homem todos os caminhos parecem rectos, mas o Senhor é que pesa os corações» (Leit.).

 

4ª Feira, 24-IX: Confiança plena em Deus.

Prov 30, 5-9 / Lc 9, 1-6

Disse-lhes então: Não leveis nada para o caminho, nem cajado, nem saco, nem pão, nem dinheiro.

Jesus quer ensinar os Apóstolos, quando os envia para a primeira missão apostólica, que têm que aprender a apoiar-se nos meios sobrenaturais, que é Ele quem dá toda a eficácia (Ev.).

A mesma confiança se há-de notar nos pedidos que fazemos na nossa oração: «Duas coisas vos peço, Senhor, não mas negueis até que eu morra: afastai de mim a fraude e a mentira; não me deis pobreza nem fortuna, deixai que eu tenha o alimento necessário. É que, na abundância, poderia renegar-vos» (Leit.).

 

5ª Feira, 25-IX: Um desejo forte de ver a Deus.

Co 1, 2-11 / Lc 9, 7-9

Herodes: Mas quem é este homem, de quem oiço dizer tais coisas? E procurava maneira de ver Jesus.

 O desejo de ver o rosto de Cristo é fundamental para a nossa vida, pois «n'Ele Deus nos abençoa, fazendo resplandecer sobre nós a luz do seu rosto. Sendo, ao mesmo tempo, Deus e homem, Ele revela-nos também o rosto autêntico do homem, revela o homem a si mesmo» (J. Paulo II, NMI, 23).

Sem esta perspectiva de Deus, o resto das coisas acaba por ser uma desilusão: «todas as coisas produzem cansaço, ninguém o pode explicar; o olhar não consegue ver bastante» (Leit.). Lendo o Evangelho conheceremos melhor o rosto de Cristo.

 

6ª Feira. 26-IX: Descobrir o momento oportuno.

Co 3, 1-11 / Lc 9, 18-22

Para tudo há um momento oportuno, para cada coisa há um tempo debaixo do Céu.

O momento mais oportuno para cada coisa pode ser aquele em que devemos levar a cabo a vontade de Deus para nós. O Senhor quer que vivamos e santifiquemos o momento presente, cumprindo com responsabilidade o dever correspondente a  esse momento.

Com Jesus precisamos aprender que há-de haver um momento para a oração: «estava Jesus a orar sozinho»; um momento para o sofrimento: «o Filho do homem tem de sofrer muito, tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia» (Leit.).

 

Sábado, 27-IX: O valor da Cruz.

Co 11, 9- 12, 8 / Lc 9, 443-45

O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Mas eles não entendiam aquele linguagem.

A pregação sobre a Cruz, a mortificação, o sofrimento, como um bem, há-de ser sempre difícil de entender (Ev.), quando se vê apenas com olhos humanos. À primeira vista é mais uma desilusão: «desilusões e mais desilusões. Tudo é desilusão» (Leit.).

No entanto, a fé ajuda-nos a ver que, sem sacrifício, não há amor, não há verdadeira alegria, não há purificação dos pecados, não há encontro com Deus. O caminho da santificação pessoal passa  necessariamente pela Cruz. Foi esse o caminho escolhido por Jesus.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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