Nossa Senhora das Dores

15 de Setembro de 2014

 

Memória

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Virgem dolorosa, M. Faria, NRMS 13

Lc 2, 34-35

Antífona de entrada: Simeão disse a Maria: Este Menino será sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel e uma espada trespassará a tua alma.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Aproximemo-nos nesta celebração da dor imensa do coração de Maria junto da Cruz do seu Filho, e façamos propósitos de afastar da nossa vida tudo e qualquer pecado que é a verdadeira causa da Paixão de Nosso Senhor

 

Oração colecta: Senhor, que, na vossa admirável providência, quisestes que, junto do vosso Filho, elevado sobre a cruz, estivesse sua Mãe, participando nos seus sofrimentos, concedei à vossa Igreja que, associada com Maria à paixão de Cristo, mereça ter parte na sua ressurreição. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Segundo um comentarista, nesta leitura da Carta aos Hebreus é-nos ensinado que a obediência de Jesus leva-O à sua consagração sacerdotal, que por sua vez, O torna apto para salvar aqueles que Lhe obedecem. O mesmo pode ser dito, em diverso grau, de Nossa Senhora, pela sua união com Jesus.

 

 

Hebreus 5, 7-9

7Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade. 8Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento 9e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.

 

Este texto pequeno, mas deveras impressionante – há mesmo estudiosos que o consideram um extracto de um antigo hino a Cristo –, é tirado da parte central do célebre discurso, que é esta epístola (Hebr 4, 14 – 7, 28), onde se desenvolve o tema do sacerdócio de Cristo, o sumo sacerdote perfeito, que supera completamente o sacerdócio levítico.

7 Este versículo parece evocar o relato da agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras (cf. Mt 26, 36-44). «Preces e súplicas»: estas duas palavras sinónimas correspondem a uma expressão grega da época usada nos pedidos a uma alta autoridade; o uso do plural sugere a insistência na oração, segundo o «prolixius orabat» de Lc 22, 43. «Com um grande clamor e lágrimas»: os ensinos rabínicos sobre a oração referem três graus ascendentes: a prece (em silêncio), os gritos, e as lágrimas (como a forma mais elevada da oração). Os Evangelhos só falam de um forte brado de Jesus, na Cruz (Lc 23, 46), mas é de supor que se conhecessem pela tradição oral, pormenores da oração no Horto, que justificariam tão impressionante expressão.

«Foi atendido»: em quê? É difícil de dizer, a tal ponto que Harnack pensa numa corrupção do texto original: «não foi atendido»; limitamo-nos a referir as explicações mais viáveis. Jesus não obteve a libertação do cálice de amargura, mas alcançou a coragem para enfrentar a sua Paixão identificando-se plenamente com a vontade do Pai. Ou então, como pensam outros, Jesus foi atendido ao ser livre da morte pela sua Ressurreição, o que lhe permite exercer o seu sacerdócio eterno (cf. 7, 24; 10, 10); com efeito, «a sua morte era essencial para o seu sacerdócio, mas se Ele não fosse salvo da morte pela Ressurreição, não seria agora o sumo sacerdote do seu povo» (J. H. Neyrey).

8 «Aprendeu a obediência no sofrimento», ou, melhor, «por aquilo que sofreu», ou também, «aprendeu de quanto sofrera, o que é obedecer». Trata-se de uma aprendizagem não teórica, mas experimental, existencial. Aprender através do sofrimento era um lugar comum na literatura grega, e até havia esta máxima: «os sofrimentos são lições». O que aqui há de particular é a aplicação à aprendizagem da obediência. No entanto, a obediência de Jesus na sua Paixão só é referida em mais dois lugares do N. T.: Rom 5, 19 e Filp 2, 8. Não se pense que a Jesus, por ser Deus, Lhe custava menos o sofrimento, antes pelo contrário, pois o sofrimento é directamente proporcional à dignidade da pessoa que sofre.

9 «Tendo atingido a sua plenitude». Esta tradução não deixa ver uma das ideias centrais da epístola, que é a de «perfeição», pelo que seria preferível a tradução do Cón. Falcão, «chegado à perfeição» ou a da Difusora Bíblica, «tornado perfeito». Note-se que a perfeição de que aqui se fala não é a do amadurecimento na virtude, mas a que advém a Jesus pelo exercício do seu sumo sacerdócio com a consumação da obra salvadora pela oferta do sacrifício da nova aliança: «a obediência de Jesus leva-o à sua consagração sacerdotal, que, por sua vez, O torna apto para salvar aqueles que Lhe obedecem» (The new Jerome Biblical Commentary, p. 929).

 

Salmo Responsorial    Sl 30 (31), 2-3ab.3cd-4.5-6.15-16ab.20 (R. 17b)

 

Monição: No salmo nº30 aprendemos que o Senhor é a nossa força e o nosso refúgio na hora da dor e das contradições.

 

Refrão:        Salvai-me, Senhor, pela vossa bondade.

 

Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido,

pela vossa justiça, salvai-me.

Inclinai para mim os vossos ouvidos,

apressai-vos em me libertar.

 

Sede a rocha do meu refúgio

e a fortaleza da minha salvação

porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,

por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.        

 

Livrai-me da armadilha que me prepararam,

porque Vós sois o meu refúgio.

Em vossas mãos entrego o meu espírito,

Senhor, Deus fiel, salvai-me.

 

Eu, porém, confio no Senhor:

Disse: «Vós sois o meu Deus,

nas vossas mãos está o meu destino».

Livrai-me das mãos dos meus inimigos.

 

Como é grande, Senhor, a vossa bondade

que tendes reservada para os que Vos temem:

à vista da vossa face, Vós a concedeis

àqueles que em Vós confiam.

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Nosso Senhor quis ter a sua Mãe ao seu lado durante a sua Paixão. Nos nossos sofrimentos também devemos procurar o conforto de Nossa Senhora, para abraçarmos com amor a nossa cruz.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-1, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Bendita seja a Virgem Maria, que, sem passar pela morte,

mereceu a palma do martírio, ao pé da cruz do Senhor. Refrão

 

 

Evangelho

 

São João 19, 25-27

Naquele tempo, 25estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

 

Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação («ao ver… disse… eis…» ). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo, mas que o Evangelista lhe atribui um significado simbólico profundo; com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2, 4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3, 15) na obra redentora. A designação de «Mulher» assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão co-redentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à «mulher» da profecia messiânica de Gn 3, 15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12, 1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no discípulo amado, que «a acolheu como coisa própria». A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: «recebeu-a em sua casa», mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega «élabon eis tà idía», uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – «as coisas próprias» – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade. A tradução «recebeu-a como sua» corresponde melhor ao sentido original.

É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!

 

Em vez do Evangelho precedente, pode ler-se o seguinte:

 

São Lucas 2, 33-35

Naquele tempo, 33o pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que se dizia d’Ele. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição 35– e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».

 

33-34 «Simeão», de quem não temos mais notícias (não se diz que era velho; é uma dedução; que ele fosse filho de Hillel e pai de Gamaliel I é pura suposição), aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotas) mas o verdadeiro Salvador, «a consolação de Israel» (v. 25). Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27).

A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1, 26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal. «A «espada» de dor pré-anunciada a Maria anuncia essa outra oblação, perfeita e única, da cruz, que trará a salvação que Deus «preparou diante de todos os povos» (v. 31)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 529).

35 «Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual», de que «se levantem»; ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem: de que «muitos caiam».

 

Sugestões para a homilia

 

1). O valor redentor do sofrimento

 2). A Paixão do Senhor e a compaixão de Maria

 3). As dores de Maria e os nossos sofrimentos

 

 1) O valor redentor do sofrimento

 

 O homem, desde que nasce encontra o sofrimento e a dor como companheiros inseparáveis. Pode-se dizer que nascer é começar a sofrer. Mas a Revelação divina ensina-nos que não sempre foi assim, e que a nossa situação actual é consequência da desordem que o pecado das origens introduziu na natureza humana e no Cosmos.

 Jesus Cristo, Filho de Deus, assumiu o sofrimento humano na sua Encarnação redentora, e por meio do sofrimento até a morte na Cruz alcançou a salvação para todos os homens. Desde então todos os padecimentos dos cristãos podem ser integrados na vocação corredentora a que Deus nos destina pelo baptismo.

 S. João Paulo II o explica na C.A. Salvifici Doloris que: “O sofrimento de Cristo criou o bem da Redenção do mundo. Este bem é em si mesmo inexaurível e infinito. Ninguém lhe pode acrescentar coisa alguma. Ao mesmo tempo, porém, Cristo no mistério da Igreja, que é o seu Corpo, em certo sentido abriu o próprio sofrimento redentor a todo o sofrimento humano. Na medida em que o homem se torna participante nos sofrimentos de Cristo — em qualquer parte do mundo e em qualquer momento da história — tanto mais ele completa, a seu modo, aquele sofrimento, mediante o qual Cristo operou a Redenção do mundo”(C.A.S.D., 19).

 Não esqueçamos as palavras de Nossa Senhora aos pastorinhos em Fátima: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?”. É claro, por tanto, que os sofrimentos oferecidos convertem e salvam. Em primeiro lugar convertem e salvam-nos a nos próprios, mas também podemos aplicar esses actos meritórios, a outros membros do Corpo Místico.

 Sejamos pois generosos na oferta das dores que Deus nos enviar e dos sacrifícios voluntários, para colaborar com Nosso Senhor na salvação das almas.

 

 2) A Paixão do Senhor e a compaixão de Maria

 

 A obra redentora de Jesus Cristo estende-se a toda a sua vida e a todas as suas acções, mas alcança o seu cume na sua Paixão, morte e Ressurreição. O seu amor e obediência ao Pai, em favor dos homens, chega ao máximo possível no Calvário.

 Assim pois, se, como dissemos, todos os sofrimentos dos cristãos podem adquirir valor redentor unidos à Paixão de Jesus Cristo; os sofrimentos de Maria Santíssima são corredentores por excelência e de modo diferente.

 A cooperação de Maria na obra redentora é anunciada por Deus em vários momentos. A primeira anunciação por meio do Anjo Gabriel, comunica que Maria será Mãe de Jesus, Filho de Deus e Salvador. Na segunda anunciação, o santo velho Simeão profetiza que a salvação será realizada por meio do sofrimento, e que Maria está envolvida na dolorosa obra da salvação. Finalmente no Calvário Jesus anuncia a Nossa Senhora que será Mãe de todos os filhos de Deus. Nesta terceira anunciação em que se cumprem as duas anteriores, Maria concebe no seu coração todos os filhos de Deus e, de algum modo, os da a luz. Aquela que em Belém deu a luz sem sofrer as dores da maternidade, no Calvário da a luz os seus novos filhos com as dores e a alegria da nova maternidade.

 “A Virgem une à Paixão de Cristo a sua Compaixão: ao Sangue do seu Filho, une as suas lágrimas de Mãe. Ela também «sacrifica, merece e redime». Satisfaz – de um modo subordinado e dependente - a pena merecida pelos pecados de todos os homens que foram, são e serão. E merece pelo seu sacrifício as graças da Redenção. Embora o mérito de Maria seja diverso – de congruo, precisa S. Pio X – ao mérito do Senhor, Ela mereceu-nos o mesmo que nos mereceu Cristo: não só a aplicação ou distribuição das graças, mas as próprias graças, pela supereminente santidade que possuía e pela tão perfeita compaixão que sofreu no monte Calvário” (António Orozco Mãe de Deus e Nossa Mãe, pg. 95, Diel, 1997).

 Assim como toda a vida de Jesus é redentora, Nossa Senhora que está unida, até fisicamente, à vida do seu Filho é corredentora, de modo eminente, durante toda a vida do Redentor. Além disso a sua corredenção tem um carácter especificamente maternal.

Jesus com a sua Redenção gera a nova Humanidade dos filhos de Deus e os gera por meio de Maria. Maria colabora na Obra Redentora dando a luz, alimentando e formando, por meio da graça os filhos de Deus que são, por Providencia divina, também os seus filhos.

 Acolhamo-nos, como filhos que somos, ao amor maternal de Maria e colaboremos também nos, com a sua ajuda, na obra da Redenção.

 

 

 3) As Dores de Maria e os nossos sofrimentos

 

 A corredenção de Nossa Senhora, como a própria Redenção de Jesus, estende-se a toda a sua vida. Por isso quando se desenvolveu a devoção às Dores de Maria no séc. XIV, eram consideradas, em primeiro lugar, as dores de Nossa Senhora durante a Paixão. Esses sofrimentos foram compendiados nos sete principais: 1) Jesus preso e flagelado, 2) Jesus julgado ante Pilatos, 3) Jesus condenado a morte, 4) Jesus crucificado, 5) Jesus entrega o seu espírito e morre na cruz, 6) Jesus é descido da cruz, e 7) Jesus sepultado. Mas também foi elaborada uma outra lista, que inclui a infância de Jesus: 1) A profecia de Simeão, 2) A matança dos inocentes e a fuga para o Egipto, 3) A perda de Jesus em Jerusalém, a dor considerada em quarto lugar corresponde ás duas primeiras da lista anterior, e as três últimas são as mesmas, (cfr. V.V.A.A., Dicionário Mariano, Dores de Maria, Ed. Perpétuo Socorro, 1988).

 O olhar crente que se detêm no Crucifixo e na Mãe Dolorosa, representada com um coração trespassado por sete espadas, não descortina só o imenso sofrimento, físico e moral, ali presente; mas alcança a sua profunda raiz que é o amor.

Aquilo que contemplamos no cume do Calvário é, antes de mais, um monumento de amor: o Amor de Deus por nos que entrega o seu Filho muito amado, o amor de Jesus ao Pai e a nos, que o leva a entregar a vida, o amor de Maria que vibra em sintonia com o amor do seu Filho e o amor das santas mulheres e o discípulo João, que acompanhando Maria não se afastam da Cruz.

 Peçamos a Nossa Senhora neste dia que retire definitivamente do nosso pensamento a ideia de que os sofrimentos são um castigo de Deus. O sofrimento é uma carícia da Providencia de Deus que une mais a Si, unindo-os a Cristo, a aqueles a quem mais ama. A união com Cristo passa sempre pela união com a sua Cruz redentora.

 Temos de aprender a olhar assim para os acontecimentos dolorosos, grandes e pequenos de que a nossa via está povoada, e só assim iremos construindo também nos o nosso monumento de amor a Deus e aos irmãos. Só assim a nossa vida terá valor redentor.

 Aprendamos de S. João e as santas mulheres, a sabedoria de não nos afastarmos nunca de Nossa Senhora. Foi por estar junto de Ela que a Nossa Mãe lhes alcançou a fé e a fortaleza necessárias para estar ao pé da Cruz de Jesus.

 

 

Oração Universal

 

Chegou o momento de fazermos os nossos pedidos ao Senhor.

Ele está disponível para nos atender.

Com a Virgem Maria rezemos:

 

1.  Para que a Santa Igreja continue no mundo

a acção salvadora d´Aquele que a amou

até ao ponto de por ela morrer pregado na Cruz,

 por intercessão de Maria,

oremos irmãos

 

2. Para que os doentes e todos os que sofrem não desanimem

e ofereçam a sua vida de dor a Jesus pela salvação da humanidade,

por intercessão de Maria ,

oremos, irmãos.

 

3. Para que todos os povos,

meditando nas consequências trágicas da guerra,

preparem uma nova era de paz para o mundo,

por intercessão de Maria

oremos, irmãos

 

4    Para que as famílias das nossas comunidades

encontrem na Sagrada Família um exemplo a seguir

e uma bênção para as suas vidas,

por intercessão de Maria,

oremos irmãos

 

5    Para que vivamos sempre unidos a Jesus,

no cumprimento integral da sua vontade,

por intercessão de Maria, oremos irmãos

 

6    Para que os nossos familiares, amigos falecidos

e as almas do Purgatório alcancem no Céu

a felicidade desejada neste mundo,

por intercessão de Maria, oremos irmãos

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-vos, pela Vossa misericórdia

e intercessão da Santíssima Virgem Maria,

atender as nossas preces,

concedendo-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Vimos trazer, Senhor, M. Faria, 20 Cânticos para a missa

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Deus de misericórdia, para glória do vosso nome, as nossas orações e as nossas ofertas, ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria, que nos destes como Mãe bondosa, junto da cruz do vosso Filho, Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 [644 756], ou II, p. 487

 

Santo: M. Luis, NCT 297

 

Monição da Comunhão

 

A Sagrada Comunhão é o alimento que nos fortalece para os combates e padecimentos de esta vida. Aproximemo-nos do altar com agradecimento e piedade. Se não estivermos em condições de comungar façamos uma comunhão só de desejo e acudamos quanto antes a reconciliar-nos com Deus.

 

 

Cântico da Comunhão: O Corpo de Jesus é alimento, A. Cartageno, NRMS 60

1 Pedro 4,13

Antífona da comunhão: Alegrai-vos, se participardes nos sofrimentos de Cristo, porque será plena a vossa alegria, quando se manifestar a sua glória.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o sacramento da redenção eterna, ao celebrarmos as dores da Virgem Santa Maria, ajudai-nos a completar em nós, em benefício da Igreja, o que falta à paixão de Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A meditação nas Dores de Nossa Senhora nos ajudou a olhar os sofrimentos que a vida traz consigo com a luz da fé: com serenidade, com aceitação e com agradecimento, pois são caminho de amor a Deus e de corredenção.

 

Cântico final: Virgem Mãe do mesmo Deus, M. Luis, NRMS 10 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

24ª SEMANA

 

3ª Feira, 16-IX: Imitar a misericórdia de Jesus.

1 Cor 12, 12-14. 27-31 / Lc 7, 11-17

E vinha com a viúva bastante gente da cidade. Ao vê-la, o Senhor compadeceu-se e disse-lhe: Não chores.

Jesus veio carregar com as nossas misérias sobre  os seus ombros, veio compadecer-se dos que sofrem, como a viúva de Naim (Ev.). «Jesus faz da misericórdia um dos temas principais da sua pregação. São muitos os passos dos ensinamentos de Cristo que manifestam o amor-misericórdia sob um espécie sempre nova» (DiM, 3).

À semelhança de Cristo todos devemos igualmente ser misericordiosos para com os outros (Leit.). «Nada pode fazer-te tão imitador de Cristo como a preocupação pelos outros. Se não te preocupas pelo próximo pouca coisa fizeste» (S. João Crisóstomo).

 

4ª Feira. 17-IX: A Magna carta da caridade

1 Cor 12, 31- 13, 13 / Lc 7, 31-35

Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados. Vou mostrar-vos um caminho de perfeição que ultrapassa tudo.

E este caminho de perfeição é o caminho da caridade. «No seu hino à caridade, S. Paulo ensina-nos que a caridade é sempre algo mais do que mera actividade: 'Ainda que eu distribua todos os meus bens em esmolas e entregue o meu corpo a fim de ser queimado, se não tiver caridade, de nada me aproveita'. Este hino deve ser a Magna Carta de todo o serviço eclesial» (DeA, 34).

Um dos campos da caridade pode ser o  de evitar as críticas: «Veio João Baptista, e vós dizeis... Veio o Filho do homem e vós dizeis: É um glutão e um ébrio» (Ev.).

 

5ª Feira, 18-IX: O arrependimento e o perdão dos pecados.

1 Cor 15, 1-11 / Lc 7, 36-50

Depois disse à  mulher: Os teus pecados estão perdoados. Foi a tua fé que te salvou. Vai em paz.

A oração desta mulher foi escutada por Jesus, mesmo sem ter dito nada: as lágrimas e o perfume foram suficientes: «Jesus atende a oração de fé expressa em palavras, ou feita em silêncio (as lágrimas e o perfume da pecadora: Ev)» (CIC, 2616).

Os nossos defeitos e faltas, mesmo frequentes, não devem desanimar-nos, enquanto formos humildes e nos arrependermos. O arrependimento e o perdão do Senhor levaram aquela mulher a começar de novo. Não esqueçamos que «Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras» (Leit.).

 

6ª Feira,19-IX: O contributo específico da mulher.

1 Cor 15, 12-20 / Lc 8, 1-3

Andavam com Ele os doze, bem como algumas mulheres, que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades.

O Evangelho mostra como estas mulheres seguem e servem o Senhor: «A Igreja está ciente do contributo específico da mulher para o serviço do Evangelho da esperança, A história da comunidade cristã atesta que as mulheres sempre tiveram um lugar de relevo no testemunho do Evangelho. Recorde-se tudo o que elas fizeram, muitas vezes em silêncio e sem dar nas vistas, para acolher e transmitir o dom de Deus, seja mediante a maternidade física e espiritual, a acção educativa, a catequese, a realização de grandes obras de caridade» (J. Paulo II).

 

Sábado, 20-IX: Provações e crescimento das virtudes.

1 Cor 1, 35-37. 42-49 / Lc 8, 4-15

E a semente que ficou na boa terra são aqueles que ouviram a palavra com um coração recto e bom, a conservaram e, com perseverança, dão fruto.

Ambas as Leituras referem as sementeiras e as sementes. S. Paulo recorda: «O que tu semeias não volta à vida sem morrer» (Leit.). Isto significa que, sem o sacrifício, não pode haver frutos na vida cristã.

E Jesus fala dos terrenos que recebem a sementeira da palavra de Deus. Num dos terrenos, o demónio tenta arrancar a palavra do coração: «O Espírito Santo permite-nos discernir entre a provação necessária ao crescimento interior (Ev.), em vista duma virtude comprovada» (CIC, 2847). A provação e o sacrifícios são necessários.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Carlos Santamaria

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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