Virgem Santa Maria Rainha

22 de Agosto de 2014

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Gloriosa Rainha do mundo, C. Silva, NRMS 75

cf. Salmo 44, 10

Antífona de entrada: A vossa direita, Senhor, está a Rainha, revestida de beleza e de glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A realeza da Virgem Santa Maria faz-nos pensar na página do Apocalipse em que S. João escreveu: “Apareceu no Céu um grande sinal. Uma mulher revestida de sol, a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.” Apocalipse 12,1

A festa litúrgica da Virgem Santa Maria, foi instituída por Pio XII. Celebra-se na oitava da Assunção de N.ª Senhora, para manifestar claramente a ligação que existe entre a realeza de Maria e a sua Assunção gloriosa, ao céu.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos destes a Mãe do vosso Filho como nossa Mãe e Rainha, fazei que, protegidos pela sua intercessão, alcancemos no Céu a glória prometida aos vossos filhos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Isaías anuncia: “Um menino nos nasceu! Será chamado Príncipe da Paz. Sentar-se-á no trono de David.” (Is 9,1-6) Na plenitude dos tempos cumprem-se as profecias. O Anjo Gabriel anuncia à Virgem Maria: “Conceberás e darás à luz um filho... O seu reino não terá fim.”

 

Isaías 9, 1-6

 

1O povo que andava nas trevas viu uma grande luz para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. 2Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. 3Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor. 4Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas. 5Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado «Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz». 6O seu poder será engrandecido numa paz sem fim, sobre o trono de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça, agora e para sempre. Assim o fará o Senhor do Universo.

 

Este belíssimo texto é um trecho do chamado livro do Emanuel (Is 7 – 12), onde, em face da iminência de várias guerras, se abrem horizontes de esperança, que se projectam em tempos vindouros, muito para além das soluções empíricas e imediatas: é a utopia messiânica de paz e alegria que veio a ter o seu pleno cumprimento com a vinda de Cristo ao mundo.

2 «Uma luz começou a brilhar». Esta luz é o «menino» (v. 5) que nasce para nós na noite de Natal, «a luz do mundo» (cf. Jo 8, 12; 1, 5.9).

4 «Como no dia de Madiã». Referência à grande vitória de Gedeão sobre os madianitas, que se conta no livro dos Juizes, cap. 7.

7 O «poder» e a «paz sem fim» serão garantidos para o trono de David pelo Menino de predicados divinos verdadeiramente surpreendentes (v. 5) que, embora em termos semelhantes aos dos soberanos egípcios e assírios, suplantam os predicados de qualquer rei empírico, e correspondem ao mistério de Jesus, Deus feito homem.

 

Salmo Responsorial    Sl 112 (113), 1-2.3-4.5-6.7-8 (R. 2)

 

Monição: Desde o nascer ao pôr do sol louvemos o nosso Deus, neste dia de festa em honra da Virgem Santa Maria, Rainha do Céu e da terra.

Bendito seja o nome do Senhor para sempre.

 

Refrão:        Bendito seja o nome do Senhor para sempre.

Ou:               Aleluia.

 

Louvai ao Senhor, servos do Senhor,

louvai o nome do Senhor.

Bendito seja o nome do Senhor,

agora e para sempre.

 

Desde o nascer ao pôr do sol,

seja louvado o nome do Senhor.

O Senhor domina sobre todos os povos,

a sua glória está acima dos céus.

 

Quem se compara ao Senhor, nosso Deus,

que tem o seu trono nas alturas,

e Se inclina lá do alto,

a olhar o céu e a terra?

 

Levanta do pó o indigente

e tira o pobre da miséria,

para o fazer sentar com os grandes,

com os grandes do seu povo.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 1, 28

 

Monição: Cantemos em honra da humilde serva do Senhor, que pelo seu sim generoso, se tornou Mãe de Jesus,  Filho do Altíssimo.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco

bendita sois Vós entre as mulheres.

 

 

Evangelho

 

Lucas 1, 26-38

 

Naquele tempo, 26o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. 27O nome da Virgem era Maria. 28Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». 29Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. 30Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David 33reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». 34Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». 35O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. 36E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril 37porque a Deus nada é impossível». 38Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra».

 

A narrativa da Anunciação reveste-se de uma densidade tal que cada palavra encerra uma riqueza e profundidade impressionante, o que condiz bem com o acontecimento mais transcendente da História, o preciso momento em que, com o sim da Virgem Maria, o Eterno entra no tempo, o Criador se faz criatura.

26 «O Anjo Gabriel». O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A.T. (Dan 8, 16-26; 9, 21-27). O seu nome significa «homem de Deus» ou também «força de Deus».

28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita:

«Ave»: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso «bom dia»; cf. Mt 26, 49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico «paz a ti» (cf. Lc 10, 5); a melhor tradução é «alegra-te» – a tradução literal do imperativo grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêm na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria da «Filha de Sião» (Sof 3, 14; Jl 2, 21-23; Zac 9, 9).

Ó «cheia de graça»: Esta designação tem muita força expressiva, pois está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria: «ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores». De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a «cheia de graça», como o próprio texto original indica.

«O Senhor está contigo»: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28, 15), Moisés (Ex 3, 12) e Gedeão (Jz 6, 12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele.

Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso «Bendita es tu entre as mulheres», pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Neovulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.

29 «Perturbou-se», ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1, 12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois nela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1, 18).

32-33 «Encontraste graça diante de Deus»: «encontrar graça» é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1 Sam 1, 18), mas a expressão «encontrar graça diante de Deus» só se diz no A. T. de grandes figuras, Noé (Gn 6, 8) e Moisés (Ex 33, 12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2 Sam 7, 8-16; Salm 2, 7; 88, 27; Is 9, 6; Jer 23, 5; Miq 4, 7; Dan 7, 14).

34 «Como será isto, se Eu não conheço homem?» Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício literário e também «não conheço» no sentido de «não devo conhecer», como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7, 14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, «não conheço», indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos e renunciando a consumar a união; mas nem todos os estudiosos assim pensam, como também se vê no recente e interessante filme Figlia del suo Figlio.

35 «O Espírito Santo virá sobre ti…». Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, «virá sobre ti», com a sua força criadora (cf. Gn 1, 2; Salm 104, 30) e santificadora (cf. Act 2, 3-4); «e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra» (a tradução litúrgica «cobrirá» seria de evitar por equívoca e pobre; é melhor a da Nova Bíblia da Difusora Bíblica: «estenderá sobre Ti a sua sombra»); o verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40, 34-36); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem um fundamento bíblico para o título de Maria, «Arca da Aliança»).

«O Santo que vai nascer…». O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Neovulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: «por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus». I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: «nascerá santo», isto é, não manchado de sangue, como num parto normal. «Será chamado» (entenda-se, «por Deus» – passivum divinum) «Filho de Deus», isto é, será realmente Filho de Deus, pois o que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2, 7).

38 «Eis a escrava do Senhor…». A palavra escolhida na tradução, «escrava» talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se «serva do Senhor»; é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este apelativo, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros «servos» chamados por Deus que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: «Maria», o nome que lhe fora dado pelos homens, «cheia de graça», o nome dado por Deus, «serva do Senhor», o nome que Ela se dá a si mesma.

«Faça-se…». O «sim» de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

 

MARIA, RAINHA DO UNIVERSO

 

1. São muitas as invocações na Ladainha a lembrar-nos a realeza de Nossa Senhora: Rainha dos Anjos! Rainha dos Apóstolos, dos mártires, de todos os Santos! Celebrámos a Assunção da Virgem Maria como "Rainha elevada à glória celeste em corpo e alma". Hoje a liturgia ensina-nos que Ela foi "exaltada por Deus como Rainha do universo para assim se conformar mais plenamente com seu Filho, Rei dos reis e Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte" (LG, 59).

Desde os primeiros séculos, o povo cristão reconhece a sua excelsa dignidade, por isso coloca-a acima de todas as criaturas, atribuindo-lhe o título de Rainha. São João Damasceno dá-lhe o título de "Soberana": "Quando se tornou Mãe do Criador, tornou-se verdadeiramente a soberana de todas as criaturas"

O argumento principal sobre o qual se funda a dignidade régia de nossa Senhora é, sem dúvida alguma, a Sua maternidade divina. S Lucas afirma, que o Filho gerado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria “será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Seu pai David, e Ele reinará na casa de Jacob e o Seu Reino não terá fim.” (Lucas 1,31-33 ) Deduz-se daí que nossa Senhora é Rainha, pois deu a vida a um Filho que, por causa da união da natureza humana com a natureza divina, é Rei e Senhor de todas o Universo.

 

2. O Papa Pio XII, na Encíclica Ad coeli Reginam, indica como fundamento da realeza de Maria além da maternidade, a cooperação na obra da redenção: "Santa Maria, Rainha do céu e Soberana do mundo, participou no sofrimento, junto da Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Maria é rainha não só porque é Mãe de Deus, mas também porque, como nova Eva, associada ao novo Adão, cooperou na obra da redenção do género humano".

Elevada ao Céu, A Virgem Maria exerce sobre o universo uma soberania, que lhe foi dada por Jesus, seu próprio Filho, que, segundo o livro do Apocalipse é “Justo e verdadeiro” é “Verbo de Deus” é “Rei  dos reis e Senhor dos senhores.” (Apoc 19,11.13.16) A Liturgia das Horas confirma a realeza de Nossa Senhora: “Rainha, mais que todas as rainhas, junto de Deus, predestinada para escutar, em cada hora quem vos implora!”(Hino de )

 

3. Nós os cristãos católicos dirigimo-nos com grande confiança à Virgem Maria porque Ela está ao nosso lado, “acompanhando com materna solicitude os seus filhos, que ainda peregrinam neste mundo rumo à pátria celeste.” (Prefácio de Nossa Senhora nº III)

 Elevada à glória do Céu, Maria não nos abandona, mas acompanha-nos para nos tornar participantes da sua felicidade. Por isso, os santos afirmam que  “Ela é mais Mãe que Rainha!” (Santa Teresa de Lisieux).

 

 

 

 

Oração Universal

 

Deus Pai quis que a Virgem Maria, Mãe de seu Filho, fosse honrada por todas as gerações. Proclamemos a sua realeza, rezando:

Interceda por nós a Rainha dos Céus.

 

1. Deus, Autor de tantas maravilhas, que elevastes ao Céu a Virgem Maria,

 para a tornar participante em corpo e alma, da glória de Cristo,

orientai para a mesma glória o coração dos vossos filhos.

 

2. Vós que fizestes da Virgem Maria a Mãe de misericórdia,

fazei que todos os que vivem em perigos sintam o seu amor de Mãe.

 

3. Vós que confiastes a Maria

a missão de mãe de família no lar de Jesus e de José,

fazei que todas as mães fomentem nos seus lares o amor e a santidade.

 

4. Vós que fortalecestes Maria, quando estava aos pés da cruz

e a enchestes de alegria com a ressurreição de vosso Filho,

 robustecei a esperança dos que vivem em tribulação.

 

5. Vós que coroastes a Virgem Maria como Rainha dos Céus,

fazei que os defuntos alcancem com todos os Santos a alegria do vosso reino.

 

Oremos:

Concedei, Senhor, ao vosso povo,

por intercessão da Virgem Santa Maria Rainha,

as graças que Vos pede com humildade.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Ó Maria concebida sem pecado, M. Simões, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria, nós Vos oferecemos, Senhor, os nossos dons e Vos pedimos que venha em nosso auxílio o vosso Filho feito homem, que a Vós Se ofereceu na cruz como oblação imaculada. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade]: p. 486 [644-756], ou II p. 487

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Monição da Comunhão

 

“Quem come a minha carne ressuscitará no último dia!” Afirmou Jesus falando do seu corpo “como alimento que permanece para a vida eterna.”(João 6)

Quais seriam os sentimentos de Nossa Senhora quando comungava? Podemos imaginar e rezar com os santos: “Eu quisera receber-vos, Senhor com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu vossa Mãe Santíssima, com os mesmos sentimentos com o mesmo amor com que vos receberam os santos ( S. Josemaria Escrivá). A Comunhão também é para nós  “penhor da futura glória.”

 

 

Cântico da Comunhão: O Senhor fez em mim maravilhas, Az. Oliveira, NRMS 45

cf. Lc 1,45

Antífona da comunhão: Bendita sejais, ó Virgem Maria, que acreditastes na palavra do Senhor.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais com este sacramento celeste, ao venerarmos a memória da Virgem Santa Maria, concedei-nos a graça de tomar parte no banquete do reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Para meditar: Nossa Senhora é mais Mãe que Rainha (Santa Teresinha do Menino Jesus).

Olhemos, portanto, com confiança para a Virgem Maria, Rainha! Sirva-nos de estímulo esta passagem que Santo Amadeu de Lausana nos deixou nesta bela homilia:

“Considera como se difundiu em toda a terra o admirável nome de Maria... Lá do Céu era assistida pelos Anjos; cá na terra era venerada e honrada pelos homens. Lá do Céu, Gabriel e os Anjos prestavam-Lhe assistência; na terra, João sentia-se feliz por lhe ter sido confiada pelo Senhor, juntamente com os Apóstolos, a tomava a seu cuidado. Os Anjos alegravam-se por contemplar a sua Rainha; os homens por ver a sua Senhora; e uns e outros a honravam com sentimentos de piedosa devoção. Quando a Virgem das virgens era elevada ao Céu por Aquele que era o seu Deus e o seu Filho, o Rei dos reis, por entre a exultação dos Anjos, a alegria dos Arcanjos e a aclamação de todos os bem aventurados, então se cumpria a profecia do Salmista que diz ao Senhor” :    

  À vossa direita está a rainha, revestida com manto de ouro, resplandecente de beleza! A filha do Rei avança cheia de esplendor: de brocados de ouro são os seus vestidos. Com um manto multicolor é apresentada ao Rei, seguem-na as donzelas, suas companheiras. (cf Salmo 44, 10.14-15)

Santo Amadeu de Lausana, Oficío de Leituras 22 de Agosto

 

Cântico final: Glória da humanidade, A. Cartageno, NRMS 101

 

 

Homilias Feriais

 

Sábado, 23-VIII: A importância da virtude da humildade.

Ez 43, 1-7 / Mt 23, 1-12

Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. Quem se elevar será humilhado e quem se humilhar será elevado.

Os escribas e os fariseus procuravam a sua glória (Ev.). Mas toda a glória há-de ser para Deus: «a Terra ficou iluminada com a Sua Glória (de Deus)» (Leit.).

Por isso, Jesus chama a atenção para a virtude da humildade. «Cristo ocupou o último lugar do mundo -a cruz- e, precisamente com esta humildade radical, nos redimiu e ajuda sem cessar» (DeA). É igualmente uma virtude indispensável para quem quiser servir o próximo: «Com humildade, fará o que  lhe for possível realizar e, com humildade, confiará o resto ao Senhor» (DeA).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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