Assunção da Virgem Santa Maria

 

Missa do Dia

15 de Agosto de 2014

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Senhora do manto lindo, H. Faria, NRMS 103-104

Ap 12, 1

Antífona de entrada: Um sinal grandioso apareceu no céu: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de estrelas na cabeça.

 

Ou:

Exultemos de alegria no Senhor, ao celebrar este dia de festa em honra da Virgem Maria. Na sua Assunção alegram-se os Anjos e cantam louvores ao Filho de Deus.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Hoje foi elevada ao Céu a Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe: “Alegremo-nos todos no Senhor e celebremos festivamente este dia em honra da Mãe do Céu: na Sua Assunção alegram-se os Anjos e cantam louvores ao Filho de Deus” (Antíf. de entrada).

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que elevastes à glória do Céu em corpo e alma a Imaculada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, concedei-nos a graça de aspirarmos sempre às coisas do alto, para merecermos participar da sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Sob a imagem da Arca da Aliança e da mulher vestida de sol, é-nos apresentada, na visão do Apocalipse, a Virgem Imaculada, como sinal grandioso de esperança para todos os tempos. Ela é verdadeiramente a nossa Esperança.

 

Apocalipse 11, 19a 12, 1-6a.10ab

19aO templo de Deus abriu-se no Céu e a arca da aliança foi vista no seu templo. 12, 1Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade. 3E apareceu no Céu outro sinal: um enorme dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres e nas cabeças sete diademas. 4A cauda arrastava um terço das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra. O dragão colocou-se diante da mulher que estava para ser mãe, para lhe devorar o filho, logo que nascesse. 5Ela teve um filho varão, que há-de reger todas as nações com ceptro de ferro. O filho foi levado para junto de Deus e do seu trono 6ae a mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. 10abE ouvi uma voz poderosa que clamava no Céu: «Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e o domínio do seu Ungido».

 

Sob a imagem da Arca (v. 19) e da mulher (vv. 1-17) é-nos apresentada, na intenção da Liturgia, a Virgem Maria. Entretanto os exegetas continuam a discutir, sem chegar a acordo, se estas imagens se referem à Igreja ou a Maria. Sem nos metermos numa questão tão discutida, podemos pensar com alguns estudiosos que a Mulher simboliza, num primeiro plano, a Igreja, mas, tendo em conta as relações tão estreitas entre a Igreja e Maria - «membro eminente e único da Igreja, seu tipo e exemplar perfeitíssimo na fé e na caridade... sua Mãe amorosíssima» (Vaticano II, LG 53) – podemos englobar a Virgem Maria nesta imagem da mulher do Apocalipse. Tendo isto em conta, citamos o comentário de Santo Agostinho ao Apocalipse (Homilia IX):

4-5 «O Dragão colocou-se diante da mulher...»: «A Igreja dá à luz sempre no meio de sofrimentos, e o Dragão está sempre de vigia a ver se devora Cristo, quando nascem os seus membros. Disse-se que deu à luz um filho varão, vencedor do diabo».

6 «E a mulher fugiu para o deserto»: «O mundo é um deserto, onde Cristo governa e alimenta a Igreja até ao fim, e nele a Igreja calca e esmaga, com o auxílio de Cristo, os soberbos e os ímpios, como escorpiões e víboras, e todo o poder de Satanás».

 

Salmo Responsorial    Sl 44 (45), 10.11.12.16 (R. cf. 10b)

 

Monição: O Salmista canta a beleza de Maria, a cheia de graça, a mais bela das criaturas de Deus.

 

Refrão:        À vossa direita, Senhor, a Rainha do Céu,

                     ornada do ouro mais fino.

 

Ou:               À vossa direita, Senhor, está a Rainha do Céu.

 

Ao vosso encontro vêm filhas de reis,

à vossa direita está a rainha, ornada com ouro de Ofir.

 

Ouve, minha filha, vê e presta atenção,

esquece o teu povo e a casa de teu pai.

 

Da tua beleza se enamora o Rei

Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.

 

Cheias de entusiasmo e alegria,

entram no palácio do Rei.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Celebrar a exaltação de Maria é ter a certeza da nossa própria glorificação, com a vitória definitiva de Jesus Cristo sobre a morte.

 

1 Coríntios 15, 20-27

Irmãos: 20Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram. 21Uma vez que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos 22porque, do mesmo modo que em Adão todos morreram, assim também em Cristo serão todos restituídos à vida. 23Cada qual, porém, na sua ordem: primeiro, Cristo, como primícias a seguir, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24Depois será o fim, quando Cristo entregar o reino a Deus seu Pai depois de ter aniquilado toda a soberania, autoridade e poder. 25É necessário que Ele reine, até que tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés. 26E o último inimigo a ser aniquilado é a morte, porque Deus tudo colocou debaixo dos seus pés. 27Mas quando se diz que tudo Lhe está submetido é claro que se exceptua Aquele que Lhe submeteu todas as coisas.

 

É a partir deste texto e do de Romanos 5 que os Padres da Igreja estabelecem a tipologia baseada num paralelismo antiético, entre Eva e Maria: Eva, associada a Adão no pecado e na morte; Maria, associada a Cristo na obra de reparação do pecado e na ressurreição.

20-23 S. Paulo, começando por se apoiar no facto real da Ressurreição de Cristo, procura demonstrar a verdade da ressurreição dos já falecidos (vv. 1-19). Nestes versículos, diz que «Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram» (v. 20). As primícias eram os primeiros frutos do campo que se deviam oferecer a Deus e só depois se podia comer deles (cf. Ex 28; Lv 23, 10-14; Nm 15, 20-21). De igual modo, Cristo nos precede na ressurreição. Nós (exceptuando pelo menos a Virgem Maria) havemos de ressuscitar «por ocasião da sua vinda» (v. 23). Não se pode confundir esta ressurreição sobrenatural e misteriosa de que aqui se fala com a imortalidade da alma. O Credo do Povo de Deus de Paulo VI, no nº 28, diz: «Cremos que as almas de todos aqueles que morrem na graça de Cristo - tanto as que ainda devem ser purificadas com o fogo do Purgatório, como as que são recebidas por Jesus no Paraíso logo que se separem do corpo, como o Bom Ladrão - constituem o Povo de Deus depois da morte, a qual será destruída por completo no dia da Ressurreição, em que as almas se unirão com os seus corpos». Por seu turno, a S. Congregação para a Doutrina da Fé, na carta de 17-5-79, declara: «A Igreja, ao expor a sua doutrina sobre a sorte do homem depois da morte, exclui qualquer explicação com que se tirasse o seu sentido à Assunção de Nossa Senhora, naquilo que esta tem de único, ou seja, o facto de ser a glorificação que está destinada a todos os outros eleitos».

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Unamo-nos a todas gerações e proclamemos ditosa Aquela que Deus exaltou, dizendo com Santa Isabel: “Bendita és Tu entre as mulheres”.

 

Aleluia

 

Cântico: J. Duque, NRMS 21

 

Maria foi elevada ao Céu:

alegra-se a multidão dos Anjos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 39-56

39Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. 40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo 42e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? 44Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. 45Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». 46Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. 49O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome. 50A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. 52Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. 53Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. 54Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.

 

Os estudiosos descobrem neste relato uma série de ressonâncias vetero-testementárias, o que corresponde não apenas ao estilo do hagiógrafo, mas sobretudo à sua intenção teológica de mostrar como na Mãe de Jesus se cumprem as figuras do A.T.: Maria é a verdadeira e nova Arca da Aliança (comparar Lc 1, 43 com 2 Sam 6, 9 e Lc 1, 56 com 2 Sam 6, 11) e a verdadeira salvadora do povo, qual nova Judite (comparar Lc 1, 42 com Jdt 13, 18-19) e qual nova Ester (Lc 1, 52 e Est 1 – 2).

39 «Uma cidade de Judá». A tradição documentada a partir do séc. IV diz que é Ain Karem (fonte da vinha), uma povoação a uns 6 Km a Oeste da cidade nova de Jerusalém. De qualquer modo, ficaria a uns quatro ou cinco dias de caminho em caravana desde Nazaré (130 Km). Maria empreende a viagem movida pela caridade e espírito de serviço. A «Mãe do meu Senhor» (v. 43) não fica em casa à espera de que os Anjos e os homens venham servir a sua rainha; e Ela mesma, que se chama «escrava do Senhor» (v. 38), «a sua humilde serva» (v. 48), apressa-se em se fazer a criada da sua prima e de acudir em sua ajuda. Ali permanece, provavelmente, até depois do nascimento de João, uma vez que S. Lucas nos diz que «ficou junto de Isabel cerca de três meses».

42 «Bendita és Tu entre as mulheres». Superlativo hebraico: a mais bendita de todas as mulheres.

43-44 «A Mãe do meu Senhor». As palavras de Isabel são proféticas: o mexer-se do menino no seu seio (v. 41) não era casual, mas «exultou de alegria» para também ele saudar o Messias e sua Mãe.

46-55 O cântico de Nossa Senhora, o Magnificat, é um poema de extraordinária beleza poética e elevação religiosa. Dificilmente poderiam ficar melhor expressos os sentimentos do coração da Virgem Maria – «a mais humilde e a mais sublime das criaturas» (Dante, Paraíso, 33, 2) –, em resposta à saudação mais elogiosa (vv. 42-45) que jamais se viu em toda a Escritura. É como se Maria dissesse que não havia motivo para uma tal felicitação; tudo se deve à benevolência, à misericórdia e à omnipotência de Deus. Sem qualquer referência ao Messias, refulge aqui a alegria messiânica da sua Mãe e a sua humildade num extraordinário hino de louvor e de agradecimento. O cântico está todo entretecido de reminiscências bíblicas, sobretudo do cântico de Ana (1 Sam 2, 1-10) e dos Salmos (35,9; 31, 8; 111, 9; 103, 17; 118, 15; 89, 11; 107, 9; 98, 3); cf. também Hab 3, 18; Gn 29, 32; 30, 13; Ez 21, 31; Si 10, 14; Mi 7, 20. Ao longo dos tempos, muitos e belos comentários se fizeram ao Magnificat; mas também é conhecida a abordagem libertacionista, abundando leituras materialistas utópicas, falsificadoras do genuíno sentido bíblico, com base no princípio marxista da luta de classes. Com efeito, a transformação social que é urgente realizar, não se consegue com o inverter a ordem social, o «derrubar os poderosos dos seus tronos» e o «despedir os ricos de mãos vazias». Eis o comentário da Encíclica Redemptoris Mater, nº 36: «Nestas sublimes palavras… vislumbra-se a experiência pessoal de Maria, o êxtase do seu coração; nelas resplandece um raio do mistério de Deus, a glória da sua santidade inefável, o amor eterno que, como um dom irrevogável, entra na história do homem».

 

Sugestões para a homilia

 

1.Todas a gerações Me chamarão bem-aventurada.

2.Apareceu no Céu um sinal grandioso.

3.O Todo-Poderoso fez em Mim grandes coisas.

 

1. “Todas as gerações Me chamarão bem-aventurada” (Evangelho)

A Assunção da Santíssima Virgem é uma participação singular da Ressurreição do Seu Filho e uma antecipação da nossa própria ressurreição; com a sua Assunção aos Céus Maria “não abandona a sua missão salvadora mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna” (Cat. I. Cat., nº 969).

Mãe dos redimidos, Ela é proclamada por todas as gerações que se acolhem constantemente à sua protecção. Ela é o Refúgio dos pecadores, a Consoladora dos aflitos, o conforto do Povo de Deus na luta quotidiana contra o príncipe das trevas (Cf. Jo 12, 31). Ela cuida, com amor materno, de todos nós que, entre perigos e angústias, caminhamos ainda na terra, até chegarmos à Pátria bem-aventurada.

 

2. “Apareceu no Céu um sinal grandioso”(1ª leitura).

O corpo da Santíssima Virgem, transfigurado pela glória do Céu, é o grande sinal da Redenção do mundo.

Ao perder-se o sentido do pecado e aos esquecer-se a maléfica influência do mesmo nas realidades terrestres, perdeu-se em grande parte o sentido da Redenção e da sua acção salvífica, não só da alma mas também do corpo e das realidades sociais e do mundo. Maria, elevada ao Céu em corpo e alma, é o grande sinal de esperança: essa salvação, sobre a qual a humanidade se interroga, está já realizada em Maria por Deus. Pelo simples facto de Maria estar já no Céu, com a sua alma e com o seu corpo, ficam reduzidas a cinzas todas as forma de pessimismo absoluto: como podemos desesperar das realidades terrestres, como podemos considerar a humanidade condenada a uma morte definitiva e a uma total corrupção, quando vemos Maria glorificada no Céu?!...

 

3. “O Todo-Poderoso fez em Mim grandes coisas” (Evangelho).

O poder de Deus exaltou Maria, encheu-a de graça e glorificou o seu Corpo imaculado, fazendo dela a mais perfeita das criaturas. Deus olhou para sua humildade e por isso a exaltou, fazendo-a Rainha do Céu e da terra.

Tudo é graça na vida de Maria. A Assunção de Maria, ao mesmo tempo que aviva a em nós a esperança, torna-nos também imunes contra todas as formas de presunção, que nos levam tantas vezes a contar apenas com as nossas forças e a querer construir uma espécie de paraíso artificial. Quem não vê, ao contemplar Maria glorificada, que o verdadeiro paraíso, aquele em que Ele entrou, não é obra dos homens mas dom de Deus?

Neste mundo que quer bastar-se a si próprio, Maria, no mistério da sua Assunção aos céus, intercede por nós e orienta os nossos corações para que, “inflamados no fogo da caridade, constantemente se dirijam para o Senhor”, Dador de todos os bens, e para alcançarmos com Ela a glória da Ressurreição (Cfr. Oração sobre os dons).

 

Fala o Santo Padre

 

«Em Maria vemos a meta para a qual caminham todos aqueles

que sabem vincular a própria vida à vida de Jesus.»

 

No coração do mês de Agosto os Cristãos do Oriente e do Ocidente celebram conjuntamente a Solenidade da Assunção de Maria Santíssima no Céu. Na Igreja católica, o dogma da Assunção — como se sabe — foi proclamado durante o Ano Santo de 1950 pelo meu venerado predecessor, o Servo de Deus Papa Pio XII. Tal memória, porém, mergulha as suas raízes na fé dos primeiros séculos da Igreja.

No Oriente, ainda hoje é chamada «Dormição da Virgem». Num antigo mosaico da Basílica de Santa Maria Maior em Roma, que se inspira precisamente no ícone oriental da «Dormitio», estão representados os Apóstolos que, avisados pelos Anjos acerca do fim terreno da Mãe de Jesus, estão reunidos ao redor do leito da Virgem. No centro encontra-se Jesus, que segura no colo uma menina: é Maria, que se tornou «pequenina» pelo Reino, e é conduzida pelo Senhor ao Céu.

Na página do Evangelho de São Lucas, da liturgia hodierna, lemos que Maria, «naqueles dias, levantou-se e foi às pressas às montanhas, para uma cidade de Judá» (Lc 1, 39). Naqueles dias Maria apressava-se para ir da Galileia até a uma cidadezinha nos arredores de Jerusalém, para ir encontrar a sua prima Isabel. Hoje, contemplamo-la que sobe rumo à montanha de Deus e entra na Jerusalém celeste, «revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas» (Ap 12, 1).

A página bíblica do Apocalipse, que lemos na liturgia desta Solenidade, fala de uma luta entre a mulher e o dragão, entre o bem e o mal. São João parece repropor-nos as primeiríssimas páginas do livro do Génesis, que narram a vicissitude tenebrosa e dramática do pecado de Adão e Eva. Os nossos progenitores foram derrotados pelo maligno; na plenitude dos tempos, Jesus, novo Adão, e Maria, nova Eva, vencem definitivamente o inimigo, e esta é a alegria deste dia! Sim, com a vitória de Jesus sobre o mal, também a morte interior e física são derrotadas. Maria foi a primeira a pegar no colo o Filho de Deus, Jesus, que se tornou um menino, e agora é a primeira a estar ao seu lado na Glória do Céu.

É um mistério grandioso, aquele que hoje celebramos, é sobretudo um mistério de esperança e de alegria para todos nós: em Maria vemos a meta para a qual caminham todos aqueles que sabem vincular a própria vida à vida de Jesus, que O sabem seguir como Maria. Então, esta solenidade fala do nosso futuro, diz-nos que também nós estaremos ao lado de Jesus na alegria de Deus e convida-nos a ter coragem, a acreditar que o poder da Ressurreição de Cristo pode agir também em nós, tornando-nos homens e mulheres que, todos os dias, procuram viver como ressuscitados, levando à obscuridade do mal que existe no mundo, a luz do bem.

 

Papa Bento XVI na Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria , Castel Gandolfo, 15 de Agosto de 2011

 

Oração Universal

 

Neste dia em que toda a Igreja se alegra

com o triunfo da Virgem Maria,

chegue ao trono de Deus Pai, pela mediação de Cristo,

a nossa oração unânime e confiada.

Digamos todos:

Ouvi-nos, Senhor.

 

1.     Pela Santa Igreja de Deus, que luta na terra conta o mal:

para que Deus Pai Todo –Poderoso a encha dos dons do Espírito,

 a congregue na unidade, sob a bênção de Maria,

e lhe conceda chegar à glória eterna,

 oremos, irmãos.

 

2.     Pelos governantes das nações 

e por todos quantos trabalham pela justiça,

e pela paz no mundo:

para que os seus esforços pelo bem comum

preparem o advento do reino eterno,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelas pessoas consagradas e pelos lares cristãos e seus filhos,

pelos idosos e pelos que vivem sozinhos:

para que Deus os guarde na santidade do seu amor,

os alegre com a sua luz,

e lhes conceda a firme esperança do reino futuro,

oremos, irmãos.

 

4.     Pelos defuntos da nossa comunidade e do mundo inteiro,

para que, purificados das suas faltas,

possam contemplar na eternidade o rosto de Cristo,

oremos, irmãos.

 

Ouvi, Deus de Bondade, as súplicas do Vosso povo.

Vós que, em Maria, Mãe de Cristo e da Igreja, glorificaste a natureza humana,

Concedei-nos, por sua intercessão, os bens temporais e eternos que Vos pedimos.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Louvada seja na terra, F. dos Santos, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Suba até Vós, Senhor, a nossa humilde oferta e, pela intercessão da Santíssima Virgem Maria, elevada ao Céu, fazei que os nossos corações, inflamados na caridade, se dirijam continuamente para Vós. Por Nosso Senhor.

 

 

Prefácio

 

A glória da Assunção de Maria

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, e louvar-Vos, bendizer-Vos e glorificar-Vos na Assunção da Virgem Santa Maria.

Hoje a Virgem Mãe de Deus foi elevada à glória do Céu. Ela é a aurora e a imagem da Igreja triunfante, ela é sinal de consolação e esperança para o vosso povo peregrino. Vós não quisestes que sofresse a corrupção do túmulo aquela que gerou e deu à luz o Autor da vida, vosso Filho feito homem.

Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando com alegria:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no último dia” - é a promessa do Senhor. O nosso corpo será também glorificado, se comungarmos o Corpo Santíssimo de Jesus, nascido para nós da Virgem Maria, penhor da eterna glória prometida.

 

 

Cântico da Comunhão: A minha alma louva o Senhor, F. dos Santos, NCT 254

cf. Lc 1, 48-49

Antífona da comunhão: Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque o Senhor fez em mim maravilhas.

 

Cântico de acção de graças: Foi um sono de Luz, H. Faria, NRMS 103-104

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão da vida eterna, concedei-nos, por intercessão da Virgem Santa Maria, elevada ao Céu, a graça de chegarmos à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Elevemos instantes súplicas à Mãe de Deus, exaltada sobre todas as criaturas, para que interceda junto de Seu Filho por todos os homens, até que se reúnam em paz e harmonia no único Povo de Deus, para glória da Santíssima e Indivisa Trindade (Cf. L.G. 69).

 

Cântico final: Gloriosa Mãe de Deus, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

 

Homilias Feriais

 

Sábado, 16-VIII: Um coração novo e uma alma nova.

Ez 18, 1-10. 13. 30-32 / Mt 19, 13-15

Deixai as criancinhas e não as impeçais de se aproximarem de mim, que o reino dos Céus é daqueles que são como elas.

Tornar-se criança diante de Deus é a condição para receber a Revelação de Deus, e também para entrar no reino dos Céus (Ev.). Que significa tornar-se criança diante de Deus? É necessário «um coração contrito e confiante, que nos faça voltar ao estado de crianças» (CIC, 2785).

Além disso, precisamos converter-nos e criar um coração novo e uma alma nova: «Convertei-vos e renunciai a todas as vossas culpas. Lançai para longe de vós todas as faltas que praticastes e criai um novo coração e uma alma nova» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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