aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

FÁTIMA

 

NOVO MUSEU PARA

FRANCISCO E JACINTA

 

A Fundação Francisco e Jacinta Marto inaugurou no passado dia 4 de Abril a “Casa das Candeias”, um núcleo museológico que pretende evocar a vida e a espiritualidade dos dois beatos Pastorinhos de Fátima.

 

O visitante pode encontrar “uma leitura do percurso dos dois beatos, da síntese que nas suas vidas fizeram da mensagem de Fátima e do dom que eles representam para a Igreja, através da exposição de alguns dos seus objectos pessoais e de representações artísticas que os evocam”, lê-se no site da postulação dos videntes, que testemunharam as aparições marianas ocorridas entre Maio e Outubro de 1917 na Cova da Iria.

A Casa das Candeias tem entrada livre e está aberta diariamente, das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

De acordo com o testemunho, reconhecido pela Igreja Católica, das três crianças conhecidas como Pastorinhos de Fátima (a irmã Lúcia e os beatos Francisco e Jacinta), ocorreram seis aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria e imediações, uma a cada mês, entre Maio e Outubro de 1917.

Jacinta e Francisco morreram com 9 e 10 anos, respectivamente, e foram beatificados pelo Papa João Paulo II no ano 2000; a terceira vidente, Lúcia de Jesus (1907-2005), encontra-se em processo de beatificação.

 

 

LISBOA

 

RENÚNCIA QUARESMAL

PARA “AJUDA DE BERÇO”

 

A presidente da direcção da “Ajuda de Berço” agradece o facto de a renúncia quaresmal do Patriarcado de Lisboa se destinar este ano à instituição, ajudando à criação de uma nova unidade de cuidados continuados e paliativos.

 

“Em tempo de Quaresma faz todo o sentido pensar nos mais frágeis e necessitados, e este ano em Lisboa a renúncia é dada às crianças da cidade e do país, e só podemos agradecer as doações de todos; porque sabemos que é difícil e uma responsabilidade muito grande para nós, faremos de tudo para continuar a ajudar e a amar o próximo, sobretudo estes seres mais pequeninos”, refere Sandra Anastácio.

Este ano a renúncia quaresmal vai ajudar à abertura de uma nova unidade de cuidados continuados e paliativos para crianças em abandono, uma necessidade que se verifica pela facto de nos últimos anos terem “entrado na instituição crianças com problemas de saúde graves, doenças crónicas, a precisarem de cuidados mais especializados”.

A “Ajuda de Berço” foi fundada “para acolher bebés em situação de risco ou de abandono até aos 3 anos de idade, sendo que depois dessa idade as crianças ficam na instituição até que a vida da criança seja reorganizada”.

“Em 1998 vivíamos uma situação muito concreta, estava em discussão a lei do aborto em Portugal e nós quisemos constituir uma alternativa aos bebés que pudessem não vir a nascer por serem vítimas de aborto”, conta Sandra Anastácio.

Há 16 anos, tal como este ano, a instituição recebeu a renúncia quaresmal do patriarcado de Lisboa, sendo que desde então passaram por esta instituição 303 crianças “que não se encontravam bem no seu meio familiar por dificuldades dos pais ou por serem vítimas de neglicências graves ou ainda por serem vítimas de abandono”.

“Ficamos com as crianças até que estas possam voltar para as suas famílias ou encontre uma família de acolhimento”, um trabalho que deixa Sandra Anastácio “muito feliz” por lidar todos os dias com estas crianças.

 

 

LISBOA

 

MISSA CRISMAL NO

ORDINARIATO CASTRENSE

 

O novo Bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Manuel Linda, disse na Missa Crismal na igreja da Memória que os militares e os agentes de segurança “reclamam a presença dos padres como símbolos visíveis de uma fé salvadora”.

 

“Os militares e os agentes de segurança reclamam a nossa presença. Não como mais um no meio deles, mas como símbolos visíveis de uma fé salvadora. Estaremos aptos a aceitar este desafio?” – perguntou D. Manuel Linda perante cerca de 30 padres do Ordinariato Castrense, no passado dia 16 de Abril.

D. Manuel Linda lembrou que, “no meio castrense, ainda predominam os jovens”, uma prioridade para a Igreja, “por aquilo que representam em termos de transmissão da fé à sua família”.

“Assumimo-la como tal? Mais ainda: eles orgulham-se da farda que envergam. E nós também nos orgulhamos da nossa condição clerical ao serviço desta parcela tão importante do Povo de Deus?”, acrescentou.

D. Manuel Linda pediu por isso aos padres presentes em várias unidades das Forças Armadas e de Segurança para que na celebração diária da Eucaristia o façam “de modo a não desvirtuar o sacrifício de Cristo: com dignidade e simplicidade, com sobriedade de palavras e gestos, em clima de concentração e espiritualidade, no maior respeito pelo ritmo litúrgico e pela dignidade de quem participa, edificando pela probidade e pela virtude”.

“Numa palavra: celebremos como Jesus celebrou. Chega isso”, sintetizou.

Por fim, D. Manuel Linda pediu ainda que todos exprimam através “da simpatia as razões da esperança” que devem traduzir-se “em afabilidade, simplicidade, alegria, amabilidade, acolhimento, maneira de ser polida e delicada”.

“Não tenhamos ilusões: é por aqui que se salva ou se perde definitivamente a nossa relação com os outros e se abrem ou se fecham, porventura para sempre, as portas do acesso à interioridade, onde se implanta a graça. O Papa Francisco tem repisado muito esta tónica”, concluiu na homilia da Missa Crismal, que a diocese das Forças Armadas e de Segurança celebra na Quarta-feira Santa, permitindo assim aos sacerdotes a participação na mesma celebração nas suas dioceses de origem na manhã de Quinta-feira Santa.

D. Manuel Linda tomou posse canónica do seu cargo como Ordinário Castrense de Portugal a 24 de Janeiro durante a reunião geral de capelães militares que decorreu em Fátima e, no dia 8 de Abril, tomou posse do cargo de Capelão-chefe da Igreja Católica para a Assistência Religiosa nas Forças Armadas e de Segurança, numa cerimónia que decorreu no Ministério da Defesa.

A Igreja Católica coloca sob a jurisdição do Ordinariato Castrense todos os fiéis militares e também aqueles que, por vínculo da lei civil, se encontram ao serviço das Forças Armadas; são também sectores integrantes as Forças de Segurança, ou seja, a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública.

 

 

LISBOA

 

DOIS NOVOS BISPOS

 

O Papa Francisco nomeou no passado dia 17 de Abril, Quinta-Feira Santa, dois novos bispos em Portugal: o cónego José Augusto Traquina como bispo auxiliar de Lisboa e o cónego Francisco José Senra Coelho como bispo auxiliar da Arquidiocese de Braga.

 

O Cón. José Augusto Traquina Maria nasceu em 1954 em Évora de Alcobaça (Patriarcado de Lisboa) e foi ordenado sacerdote em 1985. Mestre em Teologia Pastoral pela UCP, o novo bispo auxiliar de Lisboa era actualmente pároco de Nossa Senhora do Amparo, em Benfica, director espiritual do Seminário Maior dos Olivais e coordenador do Conselho Presbiteral de Lisboa. A ordenação episcopal vai ser em Lisboa, no domingo 1 de Junho, solenidade da Ascensão do Senhor.

O Cón. Francisco José Senra Coelho nasceu em 1961 em Maputo, Moçambique, sendo os pais naturais do concelho de Barcelos na arquidiocese de Braga. Tendo começado a frequentar o Seminário Conciliar desta arquidiocese, terminou o curso de Teologia no Seminário Maior de Évora, e foi aqui ordenado sacerdote em 1986. Actualmente o novo bispo auxiliar de Braga era pároco em Évora, assistente diocesano da Rádio Renascença, da Mensagem de Fátima, dos Cursos de Cristandade, entre outras responsabilidades pastorais.

A nível académico, é licenciado em História Eclesiástica pela Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma (1991), e doutor em História pela Phoenix International University, nos EUA (2008), tendo como tema da tese a vida do Arcebispo de Évora, D. Augusto Eduardo Nunes, no contexto da Primeira República em Portugal. Actualmente lecciona a disciplina de História da Igreja no Instituto Superior de Teologia de Évora e é membro da Sociedade Científica da UCP e do Conselho Científico do Centro de Estudos de História Religiosa da mesma universidade. A ordenação episcopal vai ser no domingo 29 de Junho, solenidade de S. Pedro e S. Paulo, na Sé de Évora. 

Celebração Litúrgica deseja aos dois novos Bispos um fecundo trabalho pastoral nas respectivas dioceses.

 

 

SETÚBAL

 

APOIO ÀS MISERICÓRDIAS

PARA CUIDADOS CONTINUADOS

 

A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) assinaram no passado dia 23 de Abril, no Barreiro, um protocolo de cooperação para ajudar as Misericórdias endividadas por causa do desenvolvimento de novas respostas sociais.

 

 “Este acordo hoje aqui assinado é inédito e histórico, porque significa um reencontro com a história, já que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi a primeira a nascer, mas as outras que se criaram em todo o país cresceram tendo em conta o seu exemplo” – disse o presidente da UMP Manuel de Lemos.

O fundo “Rainha D. Leonor” tem uma atenção particular à área dos Cuidados continuados e pretende “apoiar financeiramente as Misericórdias Portuguesas na finalização da construção e/ou adaptação de unidades de cuidados continuados e outros equipamentos sociais comprovadamente necessários para a cobertura da resposta aos cidadãos de todo o país”, refere o protocolo.

Manuel de Lemos considera que este acordo é “um exemplo de modernidade, de solidariedade e de coesão” dado que se trata de uma solução em que todos ganham; ou seja, “ganham as instituições, porque o fundo Rainha D. Leonor lhes vai permitir melhorar a sua situação financeira, e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e as pessoas de Lisboa ganham também, porque a partir de agora as pessoas podem ser colocadas noutros locais ao longo do país”.

O provedor da SCML, Pedro Santana Lopes, referiu que a aproximação entre instituições que “têm muito em comum” é muito importante e “não faz sentido nenhum no tempo de crise que se vive actualmente que duas entidades irmãs não trabalhem em conjunto”.

Presente na assinatura deste protocolo esteve o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, que disse: “Muitas vezes em que o Estado tenta fazer por si faz pior, com menos qualidade e mais caro, e por isso é importante que o Estado consiga contratualizar essa resposta social com instituições sociais, ajudando à sustentação financeira dessas instituições”.

Esta parceria é válida por 5 anos, com renovação tácita por períodos iguais.

 

 

BRAGA

 

ALEXANDRINA DE BALASAR:

10º ANIVERSÁRIO DA BEATIFICAÇÃO

 

O Santuário Alexandrina de Balasar, na arquidiocese de Braga, comemorou nos dias 24 e 25 de Abril o 10.º aniversário da beatificação de Alexandrina Maria da Costa.

 

“Esta Beata tem uma mensagem muito forte, de alguém que se ofereceu a Deus pela humanidade, consagrou-se pelos pecadores e pelas almas, e ao mesmo tempo passa uma mensagem sobre a importância da Eucaristia, porque ela viveu pela Eucaristia e da Eucaristia e ofereceu todo o seu sofrimento pelo amor a Deus, pela remissão e salvação das almas”, disse o padre Manuel Neiva, pároco de Balasar.

“É impressionante verificar que o túmulo da beata Alexandrina de Balasar é continuamente visitado por peregrinos todos os dias, sendo que no domingo chegam a passar cerca de 2500 pessoas pelo santuário”, conta o pároco.

Alexandrina de Balasar foi beatificada em 25 de Abril de 2004 pelo Papa João Paulo II, que se referiu a ela como “esposa de sangue”, porque ao longo da sua vida reviveu “misticamente a Paixão de Cristo e ofereceu-se como vítima pelos pecadores, recebendo a força da Eucaristia que se torna o único alimento dos seus últimos treze anos de vida”.

O Papa João Paulo II lembrou então que, “na esteira da Beata Alexandrina, expressa na trilogia «sofrer, amar, reparar», os cristãos podem encontrar estímulo e motivação para nobilitar tudo o que a vida tenha de doloroso e triste com a prova maior de amor: sacrificar a vida por quem se ama”.

 

 

FÁTIMA

 

SANTUÁRIO ASSOCIA-SE

À DUPLA CANONIZAÇÃO

 

O Santuário de Fátima associou-se no domingo 27 de Abril à canonização de João XXIII (1881-1963) e João Paulo II (1920-2005), num dia em que se voltou a ouvir a voz do Papa polaco numa simples e sentida evocação.

 

Os fiéis receberam esta surpresa, no final da Missa, com alegria, quando se ouviram as palavras de João Paulo II proferidas em Maio de 1982, por ocasião da primeira peregrinação deste Papa a Fátima.

Num primeiro momento, foram difundidas as da saudação inicial aos peregrinos e a oração que João Paulo II rezou dedicada à Santíssima Trindade.

Depois, os peregrinos presentes no Santuário foram convidados a rezar, guiados pela voz deste Papa, a oração que João Paulo II dedicou a Nossa Senhora, seguindo as suas palavras por uma pagela distribuída no início da celebração.

Durante a manhã, a estátua de João Paulo II junto da Basílica da Santíssima Trindade foi especial alvo da atenção dos peregrinos.

O vice-reitor do Santuário de Fátima também evocou, na homilia, a figura dos Papas hoje canonizados.

“Este domingo, a lista destes homens e mulheres que inscrevem nas suas biografias a novidade absoluta da ressurreição de Cristo, vê-se aumentada por dois homens do séc. XX: o Papa João XXIII, o ‘Bom Papa João’ como tantas vezes é chamado e que peregrinou a Fátima ainda como cardeal-patriarca de Veneza; e o Papa João Paulo II que, como Papa, se fez peregrino deste Santuário de Fátima e da Mensagem da Senhora mais brilhante que o sol por três vezes”, afirmou o Cón. Emanuel Matos Silva.

“S. João XXIII e S. João Paulo II são homens de Deus que marcaram profundamente a vida da Igreja e a vida do mundo inteiro”, acrescentou.

“Hoje é, portanto, um dia de acção de graças em toda a Igreja mas, de uma maneira muito particular, aqui, neste Santuário. Se os Santos são aqueles através de quem se vê a Luz de Deus, em S. João XXIII e em S. João Paulo II nós podemos encontrar homens completamente iluminados pela Luz de Deus e que, por isso, iluminam também o caminho da Igreja e do mundo”, observou.

 

 

LISBOA

 

PROPOSTA INOVADORA

«DAR E RECEBER»

 

A plataforma «Dar e receber», uma parceria da Entreajuda e da Cáritas Portuguesa, foi apresentada no passado dia 30 de Abril e vai ser um ponto de encontro entre as pessoas que têm e aquelas que necessitam.

 

“É uma forma de aproximar as instituições que trabalham na lógica da proximidade das pessoas e dos problemas para revigorar as redes de parceria que já existem”, explicou Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa.

Através deste site na Internet (http://darereceber.pt),  estabelece-se a ligação entre quem tem alguma coisa para dar, “seja tempo ou bens, e quem precisa de receber e a busca de respostas sociais existentes em cada freguesia, tornando assim mais eficiente e organizado o trabalho dos grupos informais”, realça o comunicado de apresentação da iniciativa.

Para Isabel Jonet, presidente da Entreajuda, esta ferramenta é uma plataforma muito inovadora que faz “a ponte entre quem quer dar e quem precisa de receber”.

As instituições no terreno vão estabelecer esta linha de contacto e “entregar os bens às pessoas que deles necessitam ou utilizar nas próprias instalações”.

No actual contexto da crise, Eugénio Fonseca defende uma “maior proximidade” entre as instituições porque a “burocracia inibe”.

Numa sociedade onde reina o desperdício, o presidente da Cáritas Portuguesa apela a um maior “aproveitamento dos bens e serviços” que as pessoas já não utilizam.

Braga, Vila Real, Viseu, Setúbal e Évora são as localidades piloto para a plataforma «Dar e receber».

Na cerimónia de apresentação esteve também Maria Cavaco Silva, primeira-dama, que sublinhou que estes exemplos “demonstram que a sociedade civil está viva e activa”.

 

 

FÁTIMA

 

PASTORAL PENITENCIÁRIA

SOBRE REINSERÇÃO SOCIAL

 

De 1 a 5 de Maio, a Igreja Católica promoveu o 1º Congresso Ibérico da Pastoral Penitenciária, com o tema “Dignificar a pessoa presa”, para lembrar à sociedade a importância da “reinserção social” dos reclusos.

 

“A reinserção social tem de ser a razão máxima quer do sistema, quer da própria sociedade, e aqui a sociedade tem de fazer uma caminhada muito grande”, lamenta o padre João Gonçalves.

O Coordenador nacional da Pastoral Penitenciária considera o tema do congresso, “Dignificar a pessoa presa”, muito curioso porque revela a ideia de que “a pena de prisão deve ser para o menor número de pessoas possível, pelo menor tempo e nas melhores condições, porque a prisão deve ser apenas um tempo de passagem que a pessoa tenha para se recompor de forma a voltar para a sociedade”.

O padre João Gonçalves lembra assim que a prisão “é uma excepção”, porque “a pessoa vem da sociedade e vai sair de novo para se inserir na sociedade”; portanto “tudo quanto possa ser feito para ajudar essa reinserção é bom”.

“A pessoa que está presa deve ser respeitada como pessoa, não deixa de o ser por estar presa, privada de alguns direitos, nomeadamente o direito da liberdade” e este Congresso pretende chamar a atenção para a necessidade da sociedade olhar para o preso “como uma pessoa com dignidade apesar de ter cometido um delito”, explica.

O sacerdote acredita que o sistema “ainda tem muito a fazer em prol das pessoas”, tarefa para a qual a Pastoral Penitenciária se dedica alertando para a necessidade “de acabar com o estigma e os rótulos que a sociedade tem para com os ex-reclusos”.

No espaço onde ia decorrer Congresso, o Steyler Fátima Hotel Verbo Divino, havia uma exposição de trabalhos de presos para venda ou apenas exposição que pretendia assim “ter os reclusos presentes no evento através dos seus trabalhos”.

A Pastoral Penitenciária é um departamento da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) que promove, anima e coordena a presença e a acção da Igreja Católica junto das pessoas privadas de liberdade, das suas famílias e das instituições da sociedade que possam, de algum modo, tornar mais humana a vida de quem delinquiu.

 

 

FÁTIMA

 

MOVIMENTO APOSTÓLICO

DE SCHOENSTATT

 

O Movimento apostólico de Schoenstatt em Portugal celebrou no passado domingo 4 de Maio o primeiro centenário da sua fundação.

 

 Primeiro, no Centro Paulo VI, a gala da Aliança de Amor e uma exposição que pretendem “recordar os 100 anos de história (1914 – 2014) e celebrar os frutos desta história de Aliança de Amor com Nossa Senhora”, refere um comunicado da organização.

Durante a tarde o terço na Capelinha das Aparições, a que se seguiu a celebração da Missa, também na Capelinha das Aparições, presidida pelo patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

Presentes nesse dia jubilar mais de 600 pessoas que peregrinaram a pé desde a sexta-feira anterior, especialmente famílias e jovens que se juntaram depois a peregrinos de todo o país.

O Movimento Apostólico de Schoenstatt celebra este ano, em Outubro, o centenário da sua fundação. A origem deste movimento “é a Aliança de Amor com Nossa Senhora em 18 de Outubro de 1914, numa capelinha no lugar de Schoenstatt, Alemanha, hoje o santuário original”.

O grande momento deste Ano Jubilar vai ocorrer nesse mesmo santuário, em Outubro de 2014, com celebrações internacionais que vão também decorrer em Roma, “onde vai acontecer um encontro com o Papa Francisco”, explica o comunicado.

Em Portugal, o Movimento de Schoenstat tem quatro santuários, nas dioceses de Aveiro, Braga, Lisboa e Porto, os quais são “centros de peregrinação, de formação e de fé”.

Entre as diversas iniciativas, destacam-se o serviço à família e à juventude, através de “grupos de casais e jovens, cursos para namorados e noivos, missões juvenis e familiares”.

 

 

FÁTIMA

 

NOVO PROJECTO

«PASSOS COM MARIA»

 

O projecto do Apostolado de Oração «Passo-a-rezar» lançou uma nova proposta com a sugestão de um esquema de orações para quem peregrina a santuários marianos.

 

O projecto, intitulado «Passos com Maria», pretende ser uma “ajuda para os peregrinos que, através de Maria, desejam encontrar-se com Jesus ao longo dos seus caminhos”, lê-se num comunicado.

Para o reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, esta iniciativa vai ajudar “os peregrinos a melhor prepararem e viverem a sua peregrinação à Cova da Iria e a outros santuários dedicados a Maria”

Os «Passos com Maria» são propostas diárias de oração com nove ficheiros, “sendo o primeiro para um tempo de oração no dia antes da partida, o segundo no dia do início do caminho, cinco orações com temas diferentes para cada dia e, para concluir, um ficheiro para o dia da chegada e outro para o dia após o regresso a casa”, explicam os responsáveis pelo projecto.

As meditações dos «Passos com Maria» são da autoria do padre Luís Maria da Providência, e são lidos pela actriz Susana Arrais; os textos bíblicos têm a voz do actor João Ricardo.

O «Passo-a-rezar» é uma iniciativa do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, obra da Companhia de Jesus (Jesuítas), que se dedica à promoção da oração pessoal e nasceu em Fevereiro de 2010, disponibilizando diariamente, na própria página oficial e através das suas aplicações móveis, ficheiros mp3 que podem ser descarregados e ouvidos a partir de qualquer dispositivo electrónico que suporte esse formato.

 

 

LISBOA

 

VOCAÇÃO

DO LÍDER EMPRESARIAL

 

O presidente do Conselho Pontifício “Justiça e Paz” (CPJP), da Santa Sé, sublinhou no passado dia 6 de Maio a necessidade de os empresários cristãos colocarem todo o seu empenho na construção de uma economia ao serviço do bem comum.

 

Num encontro com gestores das mais diversas áreas de actividade, no âmbito da apresentação em Portugal do documento “A vocação do líder empresarial”, o cardeal Peter Turkson exortou os participantes a não separarem, no seu quotidiano, a fé da actividade profissional.

“Trata-se de colocar a fé também no centro do mundo dos negócios. Todos os cristãos têm de consciencializar que a fé não pode ser uma matéria guardada no íntimo de cada um, mas sim uma relação que inspira a acção, um estilo de vida que corresponda a essa crença”, frisou o prelado ganês.

Concebido pelo CPJP, com a colaboração de peritos internacionais, o texto “A vocação do líder empresarial”, disponível para já em 15 línguas incluindo o português e apresentado no nosso país com o apoio da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), surge como um manual prático de conduta para os gestores de todo o mundo.

Entre outros aspectos, o livro de 32 páginas destaca que a actividade empresarial deve ser um motor de “paz e prosperidade”, gerando não só riqueza material mas também “produzindo bens que são verdadeiramente bons e serviços que servem verdadeiramente; estando alerta para as oportunidades de servirem as populações carentes; promovendo a especial dignidade do trabalho humano”; sendo “justas na utilização dos recursos”.

Para o cardeal Peter Turkson, é essencial inculcar nas novas gerações um novo tipo de conduta social, que tenha em atenção princípios presentes na Doutrina Social da Igreja, como “a solidariedade” e a "caridade".

“Estes princípios não devem ser vistos como algo oposto às regras de gestão, mas sim como algo que pode suportar e inspirar as pessoas a encararem a sua actividade numa outra perspectiva”, salientou.

Além de apelar ao combate de problemas como a injustiça, a fraude ou a concorrência desleal no mundo dos negócios, a Santa Sé sublinha a importância de encarar a gestão como um “serviço” onde deve haver cada vez mais lugar para noções como a “gratuidade” e a “caridade”.

Para o vice-presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), Nuno Fernandes Thomaz, esta mensagem ganha ainda maior pertinência no contexto actual de Portugal, em que a crise económica e social “evidenciou toda a necessidade de fazer reviver, e nalguns casos até renascer, todo o domínio ético da gestão e a responsabilidade social das empresas”.

“Foi por haver falhas graves nesses domínios que a crise nasceu e se amplificou”, reconheceu aquele responsável, acrescentando que o grande desafio dos empresários cristãos é criar condições para minorar “o estado de sofrimento social em que vive actualmente uma grande percentagem de homens e mulheres”.

 

 

BRAGA

 

FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES:

CANONIZAÇÃO EQUIVALENTE?

 

O arcebispo de Braga considerou, no passado dia 8 de Maio, o beato Frei Bartolomeu dos Mártires como um dos “insignes santos” da história da Igreja e coloca a hipótese de uma “canonização equivalente”.

 

Na sessão comemorativa do 5º centenário do nascimento de Frei Bartolomeu dos Mártires, realizada na Academia das Ciências de Lisboa, D. Jorge Ortiga disse que o homenageado viveu numa época em que a Igreja “experimentava uma situação de crise profunda”, mas “não teve medo dela e enfrentou-a”.

O beato Frei Bartolomeu nasceu em Lisboa, em 1514, na freguesia de Nossa Senhora dos Mártires. Ingressou na Ordem Dominicana em 1528 e teve um papel fundamental para “o rejuvenescimento da Igreja, tanto em Portugal como no exterior”, sublinhou.

Frei Bartolomeu dos Mártires foi professor nos Conventos de S. Domingos de Benfica, Batalha e Évora e, finalmente, Arcebispo de Braga (1559-1582), numa época onde “começam a aparecer as primeiras ideias que mais tarde se concretizam no liberalismo e no espírito da Revolução francesa”, referiu D. Jorge Ortiga.

As comemorações dos 500 anos de nascimento de Frei Bartolomeu dos Mártires são “uma oportunidade e uma graça” para a renovação das quatro dioceses (Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança) que na altura integravam o território da arquidiocese de bracarense.

O beato que se encontra sepultado em Viana do Castelo, no Convento de S. Domingos – que ele próprio mandou construir e onde se recolheu até à sua morte em 16 de Julho de 1590 –, foi beatificado em Novembro de 2001 e, neste momento, a arquidiocese de Braga está a divulgar a obra e a pessoa para que, “sendo conhecido, possam, por seu intermédio, ser invocadas graças” e, porventura, “acontecer o milagre”, salientou D. Jorge Ortiga.

A doutrina de frei Bartolomeu dos Mártires é “imensa”, tanto aquela que foi exposta “no Concílio de Trento”, como aquela que ele “ensinou enquanto professor e arcebispo”, revela.

 

 

LISBOA

 

CONCORDATA,

10 ANOS DEPOIS

 

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente, disse que a Igreja conta com a boa vontade do Estado na regulamentação da Concordata entre a República Portuguesa e a Santa Sé, assinada em 2004.

 

“Estamos satisfeitos com a boa vontade que temos encontrado da parte do Estado e por isso também estamos confiantes de que aquilo que seja preciso ainda afinar, que seja afinado rapidamente”, referiu aos jornalistas.

O patriarca de Lisboa falava no final do Colóquio sobre “Concordata entre Portugal e a Santa Sé: Realizações e Perspectivas”, promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros na sua sede, no passado dia 8 de Maio.

D. Manuel Clemente destacou, em particular, a necessidade de esclarecer a situação nos estabelecimentos prisionais e nas unidades hospitalares relativamente ao direito à assistência religiosa, pedindo mais pressa na aplicação prática.

“Se há pessoas que estão dedicadas, a tempo inteiro ou em grande parte do seu tempo, a essa assistência, elas também têm de ser possibilitadas, em termos de remuneração, para que isso aconteça. As pessoas não vivem do ar”, afirmou.

O tratado internacional sobre a situação da Igreja Católica em Portugal sublinha, no seu primeiro artigo, o princípio de cooperação entre as duas partes, uma dimensão realçada por D. Manuel Clemente como forma de respeitar a projecção social da fé dos crentes.

“Importa fazer coincidir a acção do Estado e a acção da Igreja naquilo que aos cidadãos beneficie, crentes e não crentes, porque a acção da Igreja em Portugal beneficia a população em geral que a ela recorre”, refere.

O presidente da CEP recorda que, nalguns casos, a demora na regulamentação de aspectos do documento se deve ao facto de a legislação ter mudado, nestes anos, e ao próprio funcionamento das instituições públicas.

“O princípio está garantido; depois, a sua aplicação tem a ver também com a mudança de legislação nos respectivos sectores. O que é preciso é garantir sempre o princípio, ou seja, que quem está num estabelecimento prisional ou hospitalar, sendo crente, tenha direito a assistência”, precisou.

Em relação à educação, o patriarca de Lisboa assinala que o tratado visa assegurar às crianças e adolescentes a presença de uma “componente religiosa que faz parte da sua visão cultural”.

A nova Concordata entre a República Portuguesa e a Santa Sé foi assinada a 18 de Maio de 2004, no pontificado de João Paulo II, entrando em vigor em Dezembro desse mesmo ano.

 

O Núncio apostólico em Lisboa, D. Rino Passigato, destacou na sua intervenção a experiência tão forte de preparação e implementação da Concordata, destacando as pessoas que puseram o seu saber ao serviço da Igreja e de Portugal, em particular o antigo presidente da Conferência Episcopal e bispo de Coimbra, D. João Alves, e o jurista e político António Sousa Franco, um dos negociadores do acordo por parte do Vaticano, já falecidos.

O arcebispo italiano elogiou a “extraordinária prontidão, disponibilidade e desejo de colaboração” do Ministério dos Negócios Estrangeiros, sempre que foi preciso reflectir sobre algum ponto da Concordata e a sua aplicação.

Pela sua parte, o presidente da delegação da Santa Sé na Comissão Paritária da Concordata, D. António Montes, informou que o registo das pessoas jurídicas canónicas vai ser regulamentado em breve.

“Estamos a ultimar a regulamentação do artigo 10.º, que prevê o registo das pessoas jurídicas canónicas”, explicou o bispo emérito de Bragança-Miranda, que preside há três anos à Comissão de acompanhamento do tratado internacional assinado em 2004 pelo Estado português e a Santa Sé.

A proposta de regulamentação já foi aprovada pela Comissão Paritária, criada para interpretar o texto da Concordata, e encontra-se no Ministério da Justiça para consulta pública, assinalou D. António Montes.

“O projecto será depois enviado à Santa Sé e só depois aprovado em Conselho de Ministros”, esclareceu.

 

 

LISBOA

 

IMAGEM PEREGRINA

NO IPO

 

A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima vai estar no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa no mês de Outubro, numa iniciativa promovida por uma mãe que teve o filho a fazer tratamentos a uma leucemia nesse hospital.

 

“Mesmo no meio de todo o turbilhão de emoções, tivemos sempre a fé em primeiro plano; no meio disto tudo, o meu filho recuperou bem e a fé em Nossa Senhora de Fátima cresceu ainda mais”, contou Carla Rocha, promotora da visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima ao IPO de Lisboa.

A ideia surgiu depois de Carla Rocha ter passado algum tempo no IPO de Lisboa para acompanhar o tratamento do seu filho de apenas 3 anos, que há um ano sofreu uma leucemia.

Para agradecer a cura do seu filho e para pedir por todos os meninos que conheceu no IPO, Carla Rocha teve esta ideia como forma de “trazer para mais perto Alguém que nos tem ajudado tanto”.

A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima vai chegar ao IPO de Lisboa a 1 de Outubro e por ali vai ficar durante todo o mês, sendo que “há já algumas actividades programadas, entre elas uma conferência sobre a mensagem de Fátima que vai ser proferida pelo bispo de Coimbra e antigo reitor do Santuário de Fátima, D. Virgílio Antunes”.

“O objectivo é que diariamente Nossa Senhora de Fátima tenha a companhia de algum grupo para desta forma juntarmos o facto de ela lá estar e pedirmos pelos nossos meninos ali doentes, mas também divulgar a mensagem de Fátima através da sua presença”, conclui.

 

 

 


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