7º Domingo da Páscoa

8 de Maio de 2005

 

Esta Celebração destina-se aos locais onde a solenidade da Ascensão se celebra na quinta-feira da Semana VI do Tempo Pascal.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Resplandeça sobre nós, S. Marques, NRMS 102

Sl 26, 7-9

Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Diz-me o coração: «Procurai a sua face». A vossa face, Senhor, eu procuro; não escondais de mim o vosso rosto. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O processo evangelizador está em contínuo desenvolvimento.

Mas nada é fácil. Aí está a liturgia de hoje a apresentar-nos a advertência de Jesus na última Ceia, a falar das dificuldades como um alerta para saber tirar partido da tentação, das tentações a que todo o cristão está sujeito.

Esta é a advertência. Toda a tentação vencida é um acto de amor para com Deus. A tentação, mais do que um risco, é um momento de prova para testemunhar o amor com que abraçamos a vida cristã. Só Deus conhece as vitórias de cada um na tentação.

 

Oração colecta: Ouvi, Senhor, a oração do vosso povo e fazei que, assim como acreditamos que o Salvador do género humano está convosco na glória, assim também sintamos que, segundo a sua promessa, está connosco até ao fim dos tempos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os apóstolos voltaram para Jerusalém.

 

Actos dos Apóstolos 1, 12-14

Depois de Jesus ter subido ao Céu, os Apóstolos voltaram para Jerusalém, descendo o monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, à distância de uma caminhada de sábado. Quando chegaram à cidade, subiram para a sala de cima, onde se encontravam habitualmente. Estavam lá Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zeloso, e Judas, irmão de Tiago. Todos estes perseveravam unidos em oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, Mãe de Jesus.

 

Certamente que foi escolhido este texto para nos ajudar a preparar a festa do Pentecostes, como os primeiros que seguiram a Cristo, também com «Maria, Mãe de Jesus», perseverando, «unidos em oração». Note-se a importância dada à lista dos Apóstolos e como em todas as quatro que aparecem no N. T., embora não contenham os nomes na mesma ordem, Pedro é sempre o cabeça de lista. 

 

Salmo Responsorial    Sl 26 (27), 1.4.7-8a (R. 13)

 

Monição: O triunfo de Cristo é o triunfo da humanidade resgatada. Com Ele exultam os redimidos entoando cânticos de louvor. E é tão grande o motivo de júbilo que às vozes sonoras se juntam os instrumentos e as palmas.

 

Refrão:        Espero contemplar a bondade do Senhor

                na terra dos vivos.

 

Ou:               Aleluia.

 

O Senhor é minha luz e salvação:

a quem hei-de temer?

O Senhor é protector da minha vida:

de quem hei-de ter medo?

 

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:

habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,

para gozar da bondade do Senhor

e visitar o seu santuário.

 

Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,

tende compaixão de mim e atendei-me.

Diz-me o coração: «Procurai a sua face».

A vossa face, Senhor, eu procuro.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Alegrai-vos na medida em que participais nos sofrimentos de Cristo.

 

1 São Pedro 4, 13-16

Alegrai-vos, na medida em que participais nos sofrimentos de Cristo, a fim de que possais também alegrar-vos e exultar no dia em que se manifestar a sua glória. Felizes de vós, se sois ultrajados pelo nome de Cristo, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vós. Nenhum de vós tenha de sofrer por ser ladrão ou assassino ou malfeitor ou difamador. Se, porém, sofre por ser cristão, não se envergonhe, mas antes dê glória a Deus por ter esse nome.

 

13 «Alegrai-vos…» Os destinatários desta carta, cristãos da Ásia Menor, estariam a passar momentos difíceis de contradições e perseguição. A finalidade da carta é a de exortar os fiéis a permanecerem firmes na fé, no meio dum ambiente hostil, embora não pareça tratar-se ainda de uma perseguição generalizada. Mas a carta não é um simples apelo à perseverança nas adversidades, é também um convite à alegria, pois dessa maneira os cristãos podem participar nos sofrimentos redentores de Cristo, seguindo o seu exemplo (cf. 1 Pe 2, 21). Alguns pensam que a Carta poderia ter sido ao chegarem a Roma notícias das graves dificuldades para a perseverança dos cristãos daquelas regiões, enquanto S. Paulo a quem estavam ligadas estas comunidades andava pela Hispânia.

 

Aclamação ao Evangelho       cf. Jo 14, 18

 

Monição: Antes de subir ao Céu, Jesus faz-nos uma promessa solene: nunca nos deixará na orfandade. Podemos contar com Ele em todos os momentos, porque estará sempre connosco. Cantando exteriorizamos a alegria que dá esta consoladora certeza.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Não vos deixarei órfãos, diz o Senhor:

vou partir, mas virei de novo

e alegrar-se-á o vosso coração.

 

 

 

Evangelho

 

São João 17, 1-11

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: «Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho Te glorifique, e, pelo poder que Lhe deste sobre toda a criatura Ele dê a vida eterna a todos os que Lhe confiaste. É esta a vida eterna: que Te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo. Eu glorifiquei-Te sobre a terra, consumando a obra que Me encarregaste de realizar. E agora, Pai, glorifica-Me junto de Ti mesmo com aquela glória que tinha em Ti, antes que houvesse mundo. Manifestei o teu nome aos homens que do mundo Me deste. Eram teus e Tu mos deste; agora guardam a tua palavra. Agora sabem que tudo quanto Me deste vem de Ti, porque lhes comuniquei as palavras que Me confiaste e eles receberam-nas: reconheceram verdadeiramente que saí de Ti e acreditaram que Me enviaste. É por eles que Eu rogo; não pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu; e neles sou glorificado. Eu já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, enquanto Eu vou para junto de Ti».

 

Este trecho é o início do capítulo 17 de S. João, chamado a «oração sacerdotal de Jesus», por ser uma oração de intercessão de Cristo-mediador, e também por conter o oferecimento supremo da sua vida em sacrifício, mas é sobretudo uma oração sem paralelo com a de qualquer criatura. Reflectindo uma forte tensão psicológica, ela corresponde aos sentimentos mais profundos do coração de Cristo, quando chegou a sua hora (v. 1), e tem origem na própria oração do Senhor, ao mesmo tempo que é a síntese mais completa e elevada da cristologia joanina, profundamente sentida e meditada; nesta longa oração sente-se, juntamente com o pulsar do coração do Senhor, o vivo pulsar do coração da Igreja que confessa a fé em Jesus como Cristo enviado do Pai (v. 3). É uma prece solene pela manifestação da sua glória (vv. 1-5), pelos discípulos presentes (vv. 6-19) e pelos futuros fiéis (vv. 20-26); no centro da sua estrutura circular está a súplica pela santificação dos discípulos em ordem ao seu envio ao mundo (vv. 17-19), entre as preces pela unidade (vv. 11b-16 e 20-23) e os temas da revelação (vv. 6-11a e 25-26) e da glória (vv. 1-5 e 24).

1-5 «Glorifica-Me... com a glória que Eu tinha em Ti, antes de que houvesse mundo». Jesus pede ao Pai a glória, o esplendor próprio de Deus  para a Sua natureza humana, a sua glorificação que Lhe advirá da eficácia redentora da Paixão, Morte e Ressurreição. A gloria que o Verbo tinha como Deus  desde toda a eternidade, antes que houvesse mundo, havia de se comunicar em plenitude à Humanidade assumida. Esta, que já tinha refulgido ocasional mente durante a Sua vida mortal (Jo 2, 11; 11, 4.40; cf. Mt 17, 2-5), havia de brilhar com a Ressurreição e na parusia (Mt 24, 30; 25, 31).

9 «Não rogo pelo mundo». No entanto, Jesus veio para salvar o mundo (Jo 3, 16-17; 17, 28.21). Mas aqui o mundo é tomado no sentido negativo de potência hostil a Deus; são os próprios homens que recusam a graça e, na sua auto-suficiência, se fecham a Deus e à sua salvação (cf. Jo 6, 37.44.65). Esta oração sacerdotal é muito em particular pelos seus discípulos e por aqueles que hão-de vir a crer (v. 20).

 

Sugestões para a homilia

 

Cristo ressuscitado razão da nossa esperança

Cristo ressuscitado modelo de vida cristã

A ressurreição é hoje

Cristo ressuscitado razão da nossa esperança

A oração sacerdotal de Jesus que hoje se recorda nas leituras da missa vem lembrar a todos que sem oração não é possível vida cristã com fruto.

A minha vocação, a nossa vocação, é fruto da oração sacerdotal de Jesus.

Como Jesus antes dos momentos mais importantes fazia oração, do mesmo modo a Igreja de hoje e todos os fiéis são desafiados para a oração como resposta às necessidades do mundo e ajuda às grandes decisões que em cada momento é preciso tomar.

Antes de escolher os Apóstolos, Jesus passou toda a noite em oração. Na última Ceia Jesus fez a longa oração sacerdotal de que hoje se lê um pequenino trecho. A Igreja, para celebrar a ressurreição e realizar os maravilhosos projectos de Boa Nova em que continuamente está envolvida, é desafiada em cada um de nós para a oração.

O reino de Deus edifica-se com a oração. Queremos que seja o reino da justiça, da alegria e da paz. É Cristo que o quer. E só o Espírito Santo é fonte de alegria, de justiça e de paz.

Cristo ressuscitado modelo de vida cristã

O mandato de Cristo em ordem à santificação dos discípulos, e à edificação do reino cumpre-se com o poder do Espírito Santo, na fonte da eucaristia, na intimidade do Cenáculo.

Se não for o Senhor a construir a casa, em vão se cansam os construtores (Sl 127).

A evangelização do mundo hoje como ontem deve-se mais à oração de Cristo, à oração dos santos e dos discípulos de Cristo do que todas as canseiras dos homens que não passam de agitação superficial.

As vocações, os movimentos apostólicos, os êxitos das comunidades cristãs são o fruto da oração dos discípulos de Cristo que com Ele se reúnem na intimidade do Cenáculo (Evang.) e seguem o seu exemplo.

Há quarenta dias celebramos a ressurreição. Jesus é vida, é o vivente, é fonte de vida para nós. Antes de aparecer às mulheres Ele as prepara fazendo-as encontrarem-se diante do sepulcro vazio. Antes de se revelar aos discípulos de Emaús desperta em seu coração o desejo de ficarem com Ele, explicando-lhes as Escrituras.

A ressurreição é hoje

Isto não foi um momento apenas. É agora.

O Cristo vivo está hoje aqui connosco. Ele quer preparar o nosso coração para O acolher na fé, através da leitura e meditação das Escrituras e através dos acontecimentos da vida como quando pergunta aos discípulos de Emaús: o que foi que aconteceu? Jesus deixa que eles Lhe abram o coração.

Está aqui connosco para também abrirmos o coração e crescer na nossa confiança.

Ele está presente através das outras pessoas.

Temos de reconhecer a importância de cada um, dar-lhe atenção, saber escutar. A fé torna Cristo presente aqui e agora a falar-nos.

Está presente em nossos coração pela graça. Pela força do hábito deixamos de nos aperceber desta maravilha.

Mesmo quando seguimos caminhos errados, Jesus nos acompanha para se revelar e nos convertermos. Está presente na Eucaristia e na Igreja.

Ascensão não é um momento de nostalgia e ausência. Ao contrário é o momento do dinamismo interior de quem, tendo percorrido o tempo da formação espiritual, se sente impelido pela fé a preparar com Cristo glorioso a sua própria glorificação. Cristo ressuscitado é o presente invisível que a todo o momento nos acompanha.

Ele virá no próximo domingo a transfigurar-nos com o fogo do Espírito Santo.

 

Fala o Santo Padre

 

«Cristo, subindo ao Céu,  abre-nos novamente o caminho para a Pátria bem-aventurada.»

 

1. Com a festa da Ascensão de Cristo recordamos que Jesus, depois da sua ressurreição, se mostrou vivo aos discípulos durante quarenta dias (Act 1, 3), no final dos quais, tendo-os levado ao Monte das Oliveiras, «elevou-Se à vista deles e uma nuvem subtraiu-O aos seus olhos» (Act 1, 9).

Ressuscitado e elevado ao Céu, o Redentor constitui para os crentes a âncora de salvação e de conforto no empenho quotidiano pelo serviço da verdade e da paz, da justiça e da liberdade. Subindo ao Céu, Ele abre-nos novamente o caminho para a Pátria bem-aventurada, não para nos desviar da história, mas para dar ao nosso caminho o fôlego da esperança.

2. Com efeito, todos os dias devemos confrontar-nos com as realidades deste mundo. Recorda-nos isto também o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que celebramos hoje.

Os progressos mais recentes nas comunicações e nas informações puseram a Igreja perante inéditas possibilidades de evangelização. Por isso, este ano eu pensei propor um tema de grande actualidade: «Internet: um novo foro para proclamar o Evangelho».

Devemos entrar nesta moderna e cada vez mais densa rede de comunicação com realismo e confiança, persuadidos de que, se for usada com competência e responsabilidade consciente, pode oferecer oportunidades válidas para a difusão da mensagem evangélica.

Por conseguinte, não devemos recear «fazer-nos ao largo» no vasto oceano informático. Também através dele, a Boa Nova pode alcançar o coração dos homens e das mulheres do novo milénio.

3. Mas nunca nos devemos esquecer de que o segredo de qualquer acção apostólica é, antes de mais, a oração. Foi precisamente em intensa oração que, depois da Ascensão, os discípulos viveram no Cenáculo à espera do Espírito Santo prometido por Cristo. Com eles, estava também Maria, a Mãe de Jesus (Act 1, 14). Ao prepararmo-nos para celebrar, no próximo domingo, a solene festa de Pentecostes, invocamos com Maria o Espírito Santo, para que infunda nos cristãos um renovado impulso missionário e guie os passos da humanidade pelo caminho da solidariedade e da paz. [...]

 

João Paulo II, Angelus de Domingo, 12 de Maio de 2002

 

Oração Universal

 

Oremos a Deus Pai, por Jesus Cristo Seu Filho

em benefício de todos os homens.

 

1.  Pela Santa Igreja:

para que seja fiel à missão que O Senhor lhe confiou,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações

e por todos que se propõem ajudar os irmãos a caminhar na vida,

para que não desanimem,

oremos, irmãos.

 

3.  Por todos que trabalham na evangelização:

para que apresentem sem disfarce

a doutrina integral de Jesus Cristo,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos responsáveis dos diversos meios

de comunicação social e pelos seus colaboradores,

para que sirvam o homem,

e, na linha de fé, sejam fiéis aos compromissos cristãos,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelas vocações religiosas e por todos que em terras de missão

se vão gastando pelo Reino de Deus,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos doentes, pelos pobres e pelos que são vítimas de injustiça,

para que, por intercessão de Maria,

Deus lhes dê o que necessitam,

oremos, irmãos.

 

7.  Pelas almas dos nossos irmãos do Purgatório,

para que Deus lhes abrevie o tempo de purificação,

oremos, irmãos.

 

Deus Todo Poderoso e amigo dos homens,

atendei os pedidos que vos dirigimos.

Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Cantai a Cristo Senhor, Az. Oliveira, NRMS 97

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

 

Santo: J. Santos, NRMS 6 (II)

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor está na hóstia que vamos comungar. Está à direita do Pai e, ao mesmo tempo, no Santíssimo Sacramento para nos alimentar e dar forças para caminhar na vida quotidiana e espiritual.

 

Cântico da Comunhão: O Hino da alegria, M. Faria, NRMS 21

cf. Jo 17, 22

Antífona da comunhão: Eu Vos peço, ó Pai: assim como Nós somos um, também eles sejam consumados na unidade. Aleluia.

 

Oração depois da comunhão: Ouvi-nos, Deus nosso salvador, e, por estes sagrados mistérios, confirmai a nossa esperança de que todo o Corpo da Igreja alcançará um dia o mistério de glória inaugurado em Cristo, sua Cabeça. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Todos os dias da nossa vida sejam orientados pelo pensamento nas «coisas do Alto». A partir do absoluto e eterno vamos dar melhor sentido e orientação às realidades desta vida que, afinal de contas, é apenas passageira.

 

Cântico final: Cantai ao Senhor um cântico novo, J. Santos, NRMS 36

 

 

Homilias Feriais

 

7ª SEMANA

 

2ª feira, 9-V: Falar de Deus corajosamente.

Act. 19, 1-8 / Jo. 16, 29-33

Paulo foi então à sinagoga e lá falou desassombradamente durante três meses, discursando de maneira convincente sobre o reino de Deus.

Neste ano contamos igualmente com a força da Eucaristia: «O encontro com Cristo, continuamente aprofundado na intimidade eucarística, suscita na Igreja e em cada cristão a urgência de testemunhar e evangelizar» (MN, 24).

Como Paulo falou corajosamente (cf. Leit.) é importante que «neste Ano da Eucaristia, haja um empenho, por parte dos cristãos, de testemunhar com mais vigor a presença de Deus e de ostentar sem vergonha os sinais da fé» (MN, 26).

 

3ª feira, 10-V: O mais importante da vida.

Act. 20, 17-27 / Jo. 17, 1-11

Mas, por título nenhum, eu dou valor à vida, contanto que possa terminar a minha carreira e a missão que recebi do Senhor Jesus.

Na vida de S. Paulo o mais importante era cumprir a missão que o Senhor lhe tinha confiado (cf. Leit.).

Cada cristão deve sentir igualmente essa responsabilidade: «O cristão, que participa na Eucaristia, dela aprende a tornar-se promotor de comunhão, de paz, de solidariedade, em todas as circunstâncias da vida. A imagem lacerada do nosso mundo... desafia ainda mais fortemente os cristãos a viverem a Eucaristia como uma grande escola de paz, onde se formem homens e mulheres que, a vários níveis da responsabilidade na vida social, cultural e política, se fazem tecedores de diálogo e de comunhão» (MN, 27).

 

4ª feira, 11-V: A oração e a comunhão dos santos.

Act. 20, 28-38 / Jo. 17, 11-19

Jesus ergueu os olhos ao céu e orou deste modo: Pai Santo, guarda os meus discípulos no teu nome.

«A tradição cristã chama-lhe, a justo título, a ‘oração sacerdotal’ de Jesus. Ela é, de facto, a oração do nosso sumo Sacerdote, inseparável do seu sacrifício, da sua passagem (páscoa) deste mundo para o Pai, em que é inteiramente consagrado ao Pai» (CIC, 2747).

S. Paulo pede igualmente aos anciãos de Éfeso: «Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho» (Leit.). O Apóstolo sabia que o seu rebanho seria atacado por lobos violentos, por homens com palavras perversas, para arrastarem os discípulos. Todos precisamos de viver bem a comunhão dos santos, pedindo para que os nossos irmãos se mantenham firmes na fé.

 

5ª feira, 12-V: Unidade eclesial e Eucaristia.

Act. 22, 30; 23, 6-11 / Jo. 17, 20-26

...para que todos sejam um só. Como tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós.

Jesus orou ao Pai pelos seus discípulos. E esta unidade é condição importante para a evangelização.

Existe uma relação muito íntima entre esta unidade eclesial e a ’comunhão’ eucarística: «Cristo não cessa de promovê-la (a unidade) através da sua presença eucarística. Com efeito, é precisamente o único Pão eucarístico que nos torna um só corpo... No mistério eucarístico, Jesus edifica a Igreja como comunhão, seguindo o modelo supremo evocado na oração sacerdotal: ‘...como tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti’ (Ev. do dia’» (MN, 20).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          José Valentim Vilar

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha


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