aCONTECIMENTOS eclesiais

DA SANTA SÉ

 

 

VIAGEM AO SRI LANKA

 

O Papa Francisco disse no passado dia 8 de Fevereiro que decidiu visitar o Sri Lanka, sem adiantar qualquer data, um anúncio feito perante uma delegação de católicos desse país asiático encabeçados pelo cardeal Malcolm Ranjith, arcebispo de Colombo.

 

“Agradeço ao cardeal Ranjith pelo convite para visitar o Sri Lanka: aceito e acredito que o Senhor nos dará essa graça”, declarou, na Basílica de São Pedro, perante um grupo de peregrinos da comunidade do Sri Lanka presente na Itália.

Francisco falou do país como a “Pérola do Oceano Índico”, na qual “infelizmente, muitas lágrimas foram derramadas nos últimos anos, por causa dos conflitos internos, que provocaram tantas vítimas e incontáveis prejuízos”.

“Suplico ao Senhor para vos dar o dom da paz e da reconciliação, para que vos ajude na tentativa de assegurar um futuro melhor para todos os habitantes do Sri Lanka”.

“Não é fácil, eu sei, curar as feridas e colaborar com o adversário de ontem para construir juntos o amanhã, mas é o único caminho que nos dá esperança de futuro, esperança de desenvolvimento e esperança de paz. Por isso, asseguro-vos que tendes um lugar especial na minha oração”, acrescentou.

Os fiéis recordaram o 75.° aniversário da consagração do Sri Lanka a Nossa Senhora, num momento em que se vivia a II Guerra Mundial: o então arcebispo de Colombo, Mons. Jean-Marie Masson, prometeu construir um santuário em honra de Nossa Senhora, em Tewate, no Sri Lanka, se o país fosse poupado ao conflito.

“Queridos irmãos e irmãs, Nossa Senhora está sempre ao nosso lado, olha-nos com amor materno e acompanha-nos sempre no nosso caminho. Não hesitem em recorrer a ela em todas as necessidades, sobretudo quando sentimos o peso da vida, com todos os seus problemas”, disse o Papa.

João Paulo II (1920-2005) visitou o Sri Lanka em Janeiro de 1995, durante uma viagem a vários países da Ásia e Oceânia.

 

 

NOVA ESTRUTURA DE

COORDENAÇÃO ECONÓMICA

 

O Papa Francisco instituiu no passado dia 24 de Fevereiro, com o Motu Proprio Fidelis dispensator et prudens, uma nova estrutura de coordenação para os assuntos económicos e financeiros da Santa Sé e do Vaticano.

 

O organismo, denominado “Secretaria para a Economia”, será dirigido pelo Cardeal George Pell, com o título de Prefeito, coadjuvado por um Secretário Geral, e responde directamente diante do Papa. Será instituído também um Conselho de Economia de 15 membros, 8 dos quais cardeais ou bispos, e 7 leigos.

“Assim como o administrador fiel e prudente tem a tarefa de cuidar atentamente daquilo que lhe foi confiado – explica o Papa no Motu Proprio –, assim também a Igreja está consciente da responsabilidade de tutelar e gerir com atenção os próprios bens, à luz da sua missão de evangelização e com particular atenção em relação aos mais necessitados”.

“A novidade – explica o porta-voz da Santa Sé, P. Federico Lombardi – é que o Papa instituiu um órgão que se chama Secretaria para a Economia com autoridade sobre todas as actividades económicas e administrativas da Santa Sé e do Estado do Vaticano. Portanto, uma instituição forte, que coordena esta dimensão da realidade operativa no seio da Santa Sé e da Cidade do Vaticano: prepara os balanços, publica-os e responde ao Conselho, que é também um outro novo organismo, um Conselho para a Economia, composto por 15 membros, dos quais 8 são eclesiásticos – cardeais e bispos – e sete leigos, peritos qualificados em problemas económicos e financeiros”.

Posteriormente, foi nomeado como Secretário Geral Mons. Alfred Xuereb, um dos secretários pessoais do Papa Francisco e seu delegado nas comissões instituídas para o Instituto para as Obras da Religião (IOR, conhecido como Banco do Vaticano).

Quanto ao Conselho de Economia, o Papa nomeou o cardeal alemão Reinhard Marx como coordenador e mais 7 cardeais e 7 peritos leigos de várias nacionalidades.

 

 

PAPA ESCREVE ÀS FAMÍLIAS

PELO SÍNODO DOS BISPOS

 

O Vaticano publicou no passado ia 25 de Fevereiro uma carta que o Papa dirigiu às famílias, no âmbito do próximo Sínodo dos Bispos que, em Outubro, será dedicado aos “desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”.

 

Francisco realça que, através daquela assembleia extraordinária, a Igreja Católica poderá realizar “um verdadeiro caminho de discernimento” e definir “os meios pastorais adequados para ajudar as famílias a enfrentarem os desafios actuais, com a luz e a força que provêm do Evangelho”.

“Efectivamente, hoje, a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho, enfrentando também as novas urgências pastorais que dizem respeito à família”, escreve o Papa, sublinhando que esta é uma tarefa que deve envolver “todo o povo de Deus”, desde “bispos, sacerdotes, e pessoas consagradas” até aos “fiéis leigos das Igrejas particulares do mundo inteiro”.

Para preparar o Sínodo dos Bispos, que vai decorrer no Vaticano entre 5 e 19 de Outubro, a Santa Sé enviou em Novembro de 2013 um inquérito às famílias de todas as dioceses do mundo.

Na sua missiva, datada de 2 de Fevereiro, festa da Apresentação do Senhor, o Papa agradece a todos quantos colaboraram ou ainda estão a colaborar activamente na preparação do evento, quer através de sugestões concretas quer também através da “ajuda indispensável da oração”.

Para o Papa Bergoglio, “o apoio da oração é muito necessário e significativo” e por isso pede às “queridas famílias” que invoquem “intensamente o Espírito Santo, a fim de que ilumine os Padres sinodais e os guie na sua exigente tarefa”.

 

 

PAPA EMÉRITO CONTESTA

A ESPECULAÇÕES ABSURDAS

 

O Papa emérito Bento XVI considera absurdas as posições que questionam a autenticidade da sua renúncia ao pontificado e manifestou o seu apoio e amizade a Francisco, numa carta publicada em 26 de Fevereiro pelo jornal italiano La Stampa.

 

A missiva surge em resposta a questões levantadas pelo periódico, cerca de um ano depois da resignação do Papa alemão, cujo pontificado se concluiu a 28 de Fevereiro de 2013, e num momento em que se multiplicaram comentários sobre um suposto duplo governo no Vaticano e insinuações de que teria sido “forçado” a renunciar.

“Não há dúvidas sobre a validade da minha renúncia ao ministério petrino. A única condição para a validade é uma liberdade plena da decisão. As especulações sobre a invalidade da renúncia são simplesmente absurdas”, afirma Bento XVI, em resposta a perguntas formuladas por escrito pelo jornal.

Quanto a continuar a vestir-se de branco: “Manter o hábito branco e o nome de Bento é algo simplesmente prático. No momento da renúncia, não havia outras roupas à disposição. Além disso, uso o hábito branco de uma forma claramente distinta da do Papa. Nisto também se trata de especulações sem fundamento”.

O Papa emérito confirma, por outro lado, a veracidade das citações de uma carta que enviou ao teólogo alemão Hans Küng.

No texto em causa, Bento XVI escreve: “Estou grato por poder estar vinculado por uma grande coincidência de opiniões e uma amizade de coração ao Papa Francisco. Considero que o meu único e último dever é apoiar o pontificado por meio da oração”. 

 

 

EXPO MILÃO 2015

SOBRE ALIMENTAÇÃO

 

No passado dia 27 de Fevereiro, o Vaticano firmou com o Governo italiano um protocolo tendo em vista a participação da Santa Sé na Expo 2015, exposição universal que vai decorrer em Milão entre 1 de Maio e 31 de Outubro do próximo ano.

 

O acordo foi assinado pelo cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura e Comissário Geral da Santa Sé para a Expo, e Giuseppe Sala, Comissário Delegado Único do Governo italiano para o mesmo certame.

Subordinada ao tema “Nutrir o Planeta, Energia para a Vida”, a Expo 2015 vai contar com a presença de mais de 140 países, com os seus respectivos pavilhões.

No caso do Vaticano, o pavilhão vai ter como mote “Nem só de pão”, numa alusão à expressão de Jesus Cristo contida no Evangelho “Nem só de pão vive o homem”.

O principal objectivo da Santa Sé é “chamar a atenção para a importância da dimensão interior, religiosa e cultural que marca cada pessoa e todas as relações humanas”.

“A nutrição interior é tão necessária como aquela que responde às necessidades mais imediatas”, salientou o cardeal Gianfranco Ravasi.

Valores como a partilha e a solidariedade ou imperativos como a protecção dos recursos da Terra, que não se devem desperdiçar nem saquear, vão estar incluídos numa reflexão sobre o conceito de “alimento”, que vai ser apresentada no pavilhão da Santa Sé, em parceria com a Arquidiocese de Milão e a Conferência Episcopal Italiana.

O tema vai ser analisado sob quatro pontos de vista: “Um jardim a preservar”, sobre a necessidade de proteger a Criação, dom que Deus concedeu a toda a humanidade; “Uma comida a partilhar”, baseado na passagem do Evangelho sobre a multiplicação dos pães; “Uma comida que educa”, centrada na importância da educação dos mais novos para uma cultura centrada no essencial e não no consumismo; e “Um pão que torna Deus presente em todo o mundo”, sublinhando a dimensão religiosa e cristã da Eucaristia.

 

 

PAPA IRÁ À

COREIA DO SUL

 

O Vaticano anunciou que o Papa Francisco vai visitar a Coreia do Sul entre 14 e 18 de Agosto deste ano, naquela que será a terceira viagem internacional do pontificado.

 

A visita foi marcada por ocasião do sexto encontro da Juventude Asiática, que vai decorrer entre 10 e 17 de Agosto, na Diocese de Daejeon.

João Paulo II visitou a Coreia do Sul em 1984 e a Igreja Católica neste país espera pela beatificação de Paulo Yun Ji-chung e seus 123 companheiros, mortos durante uma perseguição contra os cristãos em finais do século XVIII.

Francisco visitou o Brasil em Julho de 2013, na sua primeira viagem internacional, e vai realizar a sua primeira visita à Terra Santa de 24 a 26 de Maio, com passagens por Amã (Jordânia), Belém (Palestina) e Jerusalém.

O arcebispo de Seul, Cardeal Andrew Yeom Soo Jung, reagiu ao anúncio oficial da visita do Papa, dando-lhe as suas “mais calorosas boas-vindas”.

“Rezo para que a visita do Papa possa trazer paz e reconciliação para a península coreana. Espero que possa ser também uma ocasião para que toda a Ásia conheça a paz do Senhor e uma oportunidade para que os pobres, os marginalizados, voltem a ter esperança”, conclui.

 

 

PATRIARCA DE MOSCOVO

FELICITA PAPA FRANCISCO

 

O Patriarca ortodoxo de Moscovo, Cirilo, enviou uma mensagem de felicitações ao Papa Francisco por ocasião do seu primeiro aniversário de pontificado, assinalado no passado dia 13 de Março.

“O primeiro ano do seu Pontificado foi marcado por grandes esperanças e importantes realizações na Igreja Católica Romana”, refere a mensagem.

Cirilo destaca o compromisso do Papa em “tornar mais clara a presença dos ideais do Evangelho na vida da sociedade contemporânea” e diz que o cuidado e a atenção de Francisco pelos que sofrem “recordam às pessoas o dever do amor fraterno”.

O patriarca ortodoxo referiu-se ainda ao “fortalecimento da colaboração ortodoxo-católica” na confirmação dos “valores morais-espirituais cristãos no mundo contemporâneo, a defesa dos oprimidos e o serviço verdadeiro ao próximo”.

 

 

BIBLIOTECA DO VATICANO

NA INTERNET

 

A Biblioteca do Vaticano assinou no passado dia 20 de Março um acordo com uma empresa japonesa para a digitalização de 30 mil documentos, uma primeira fase de um plano que pretende elevar esse número para 82 mil.

 

“O objectivo é digitalizar 40 milhões de páginas e disponibilizá-las na Internet para consulta”, disse à Rádio Vaticano o director da Biblioteca, Cesare Pasini.

Patrizio Mapelli, presidente da NTT DATA EMEA, empresa de serviços de tecnologia conhecida mundialmente pelos seus conhecimentos na área de informática e comunicação, adiantou que a digitalização de documentos vai permitir “a estudiosos, investigadores e a um público mais vasto aceder, de modo mais fácil, aos tesouros culturais e históricos do Vaticano”.

“Os manuscritos antigos e livros têm uma abrangência que vai desde a América pré-colombiana até ao extremo oriente chinês e japonês, passando por todas as culturas e línguas que se relacionaram com a cultura europeia”; por isso a Biblioteca caracteriza-se pelo “espírito humanístico” que permite “conservar e pôr à disposição” este “imenso tesouro aos subúrbios, às periferias do mundo”, disse à Rádio Vaticano o arquivista bibliotecário da Santa Sé, arcebispo Mons. Jean-Louis Bruguès.

Depois do arquivamento dos manuscritos digitalizados, estes vão ficar disponíveis para acesso em alta definição na base de dados de imagem do portal da Biblioteca Apostólica Vaticana.

 

 

PAPA ENCONTRA-SE

COM VÍTIMAS DA MÁFIA

 

O Papa reuniu-se em Roma, no passado dia 21 de Março, com centenas de representantes de uma organização que apoia vítimas de redes mafiosas e seus familiares, pedindo que a justiça "tome o lugar da iniquidade" e os criminosos se convertam.

 

"Não posso terminar sem dizer uma palavra aos grandes ausentes hoje, aos protagonistas ausentes, os homens e mulheres mafiosos: por favor, mudem de vida, convertam-se, parem de fazer o mal", apelou, no final da vigília de oração que decorreu na igreja de São Gregório VII da capital italiana.

"Convertam-se, peço-o de joelhos: é para o vosso bem. Esta vida que vivem não dará prazer, alegria, felicidade. O poder, o dinheiro que têm, de tantos negócios sujos, de tantos crimes mafiosos, é dinheiro de sangue, é poder ensanguentado que não podem levar para a outra vida. Convertam-se, ainda há tempo para não acabarem no inferno, que é o que está à espera se continuarem neste caminho", afirmou, durante um encontro promovido pela Fundação Libera, organização dedicada a combater o crime organizado e que é dirigida pelo padre Luigi Ciotti,

Francisco insistiu na necessidade de conversão dos criminosos e pediu-lhes que se lembrassem dos seus pais: "Pensem neles, chorem um pouco e convertam-se".

A celebração começou com uma evocação das pessoas que morreram às mãos de associações criminosas bem como dos que "continuam a combater".

Entre os presentes estiveram Rosaria Costa, viúva do agente Vito Schifani, membro da escolta morto no atentado de 23 de Maio de 1992 em que perdeu a vida o juiz Giovanni Falcone, e os irmãos do padre Giuseppe Puglisi, sacerdote assassinado pela Mafia siciliana em 1993 e beatificado em Março de 2013.

Este dia é escolhido desde 1996, na Itália, para evocar as “vítimas inocentes da Mafia”, com uma manifestação principal a decorrer numa cidade diferente.

 

 

COMISSÃO PONTIFÍCIA

PARA TUTELA DE MENORES

 

O Papa Francisco instituiu no passado dia 22 de Março a Comissão Pontifícia para a Tutela dos Menores, anunciada em 5 de Dezembro de 2013, e criou o grupo de trabalho que vai preparar os estatutos e definir as competências e funções do organismo.

 

Fazem parte da comissão quatro homens e quatro mulheres, leigos e membros do clero, incluindo uma vítima de abusos: o cardeal  Sean Patrick O’Malley, dos Estados Unidos da América (presidente); os jesuítas Humberto Miguel Yáñez, da Argentina, e Hans Zollner, da Alemanha; Claudio Papale, da Itália; Catherine Bonnet, de França; Marie Collins, da Irlanda, que foi abusada na sua juventude; Sheila Hollins, do Reino Unido; e a antiga primeira-ministra polaca Hanna Suchocka.

O director da sala de imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, explicou que “o Papa deixa claro que a Igreja deve ter a protecção dos menores entre as suas mais altas prioridades e, para promover a iniciativa neste campo, o Papa indicou os nomes de diversas personalidades altamente qualificadas e conhecidas pelo seu empenho sobre este tema”.

O grupo inicial é agora chamado a "trabalhar expeditamente e colaborar em diferentes tarefas, entre as quais: elaborar a estrutura final da Comissão – definindo qual o seu objectivo e responsabilidades –, e propor os nomes de ulteriores candidatos, em particular de outros continentes e países, que possam ser chamados para trabalhar nesta comissão”. 

“Na certeza de que a Igreja deve desenvolver um papel crucial neste campo e olhando o futuro sem esquecer o passado, a Comissão adoptará uma abordagem múltipla para promover a protecção dos menores, o que compreenderá a educação para prevenir o abuso de menores, os procedimentos penais contra as agressões aos menores, os deveres e responsabilidades civis e canónicas e o desenvolvimento das melhores práticas que foram individuadas e desenvolvidas na sociedade no seu conjunto”, precisa o director da sala de imprensa da Santa Sé.

 

 

CONFISSÃO:

PAPA DÁ O EXEMPLO

 

O Papa Francisco presidiu na sexta-feira dia 28 de Março, na Basílica de São Pedro, a uma liturgia penitencial, na qual também se confessou, e pediu aos católicos que façam da preparação para a Páscoa uma etapa de “conversão”.

 

“Do coração do homem renovado segundo Deus provêm os comportamentos bons: falar sempre com verdade e evitar qualquer mentira; não roubar, antes partilhar quanto se tem com os outros, particularmente com quem passa necessidade; não ceder à ira, ao rancor e à vingança”, disse, na homilia da celebração.

Durante o "rito pela reconciliação de vários penitentes", com absolvição individual, o Papa começou por se confessar, antes de se dirigir a outro confessionário para ouvir algumas pessoas.

Francisco destacou na sua homilia a importância de ser “manso, magnânimo e pronto para o perdão”, sem “cair na maledicência que arruína a fama das pessoas, mas olhando mais para o lado positivo de cada um”.

“Quem experimenta a misericórdia divina, é levado a ser artífice de misericórdia entre os últimos e os pobres”, prosseguiu.

A celebração marcou o arranque da iniciativa “24 horas para o Senhor”, da responsabilidade do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, um dia dedicado ao Sacramento da Reconciliação nas dioceses de todo o mundo, em vésperas do IV Domingo da Quaresma.

 

 

CANONIZAÇÃO EQUIPOLENTE

DO JESUÍTA JOSÉ DE ANCHIETA

 

O Papa Francisco vai presidir no dia 24 de Abril a uma Missa na igreja de Santo Inácio, em Roma, em acção de graças pela canonização do Beato José de Anchieta (1534-1597), jesuíta ligado à evangelização no Brasil e que será proclamado Santo a 2 de Abril, por meio de um decreto pontifício.

 

Nascido em Tenerife, nas Canárias (Espanha), José de Anchieta veio para Portugal aos 14 anos, sendo aluno do Colégio das Artes e Humanidades, em Coimbra, confiado aos jesuítas, anexo à Universidade local.

Ali entrou no noviciado da Companhia de Jesus, e foi depois destinado à missão do Brasil; o jesuíta desembarcou em Salvador em Julho de 1553, juntamente com o jesuíta português Manuel da Nóbrega.

“Anchieta acompanhou o padre Nóbrega à nova missão de Piratininga, aonde chegaram em 24 de Janeiro de 1554. No dia seguinte, festa litúrgica da conversão do apóstolo São Paulo, foi celebrada a primeira missa nessa missão, que recebeu por isso o nome de São Paulo; essa data é reconhecida oficialmente como marco histórico da fundação da cidade de São Paulo.

O Papa Francisco também vai assinar decretos de “canonização equipolente” de dois beatos franceses que promoveram a evangelização no Canadá: o bispo François de Montmorency-Laval (1623-1708) e a mística missionária Maria da Encarnação Guyart (1599-1672).

Os três futuros santos foram beatificados por João Paulo II a 22 de Junho de 1980, com outras duas figuras da Igreja Católica na América, Pedro de Betancour (1626-1667) e Catarina Tekakwitha (1656-1680), entretanto canonizados.

A “canonização equipolente” é um processo instituído no século XVIII por Bento XIV, através do qual o Papa “vincula a Igreja como um todo para que observe a veneração de um Servo de Deus ainda não canonizado, pela inserção de sua festividade no calendário litúrgico da Igreja universal, com Missa e Ofício Divino”.

O Papa Francisco já recorreu a este procedimento em Outubro, com a Beata Ângela de Foligno (1248-1309), e em Dezembro, com o jesuíta Pedro Fabro (1506-1546).

 

 

VIAGEM DO PAPA

À TERRA SANTA

 

A Assembleia dos bispos católicos da Terra Santa anunciou que o lema da visita do Papa Francisco à região, entre 24 e 26 de Maio, será “Ut unum sint”.

 

O tema foi escolhido durante uma reunião em Tiberíades, e a escolha teve em consideração o encontro com o patriarca ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu, e com os responsáveis das Igrejas de Jerusalém.

Na Terra Santa, o Papa vai visitar o Santo Sepulcro, o Yad Vashem, o Muro das Lamentações e a Esplanada das Mesquitas, além de estar previsto que participe “num encontro ecuménico com todas as Igrejas cristãs, que contará com a presença do patriarca de Constantinopla, Bartolomeu.

Em Jerusalém, “estão previstos ainda encontros com o presidente Shimon Peres, o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu e os líderes religiosos locais”.

Em Belém, haverá um encontro com Mahmoud Abbas, Presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, e uma visita à Basílica e à Gruta da Natividade.

Na Jordânia, em Amã, primeira etapa da viagem apostólica, o Papa Francisco vai reunir-se com o rei Abdullah e a rainha Rania, jantando depois com os refugiados da Síria.

A visita do Papa Francisco à Terra Santa vai assinalar o 50º aniversário do histórico encontro entre Paulo VI e o patriarca Atenágoras da Igreja ortodoxa.

 


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