6º Domingo da Páscoa

25 de Maio de 2014

 

Onde a Ascensão do Senhor se celebra no domingo seguinte, podem ler-se, no Domingo VI da Páscoa, a Leitura I e o Evangelho indicados para o Domingo VII da Páscoa: pp. 226 e 228

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Anunciai com voz de Júbilo, Az. Oliveira, NRMS 32

cf. Is 48, 20

Antífona de entrada: Anunciai com brados de alegria, proclamai aos confins da terra: O Senhor libertou o seu povo. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Tempo Pascal aproxima-se do seu termo, por isso, a Igreja continua com nova intensidade a celebrar as maravilhas de Deus, sobretudo a maior de entre todas, a Ressurreição de Jesus Cristo.

Como ouviremos nas leituras deste VI Domingo da Páscoa, Jesus recorda aos seus discípulos a promessa de que não os deixará sós, mas lhes enviará o Espírito Santo, a fim de que possam suportar todos os sofrimentos que lhes advirão da sua missão de espalhar a Boa Nova por todo o mundo. O Paráclito será a força que os ajudará a proclamar o Evangelho e a viver em conformidade com Jesus Cristo.

Pelo nosso Baptismo também nos comprometemos a viver essa mesma missão. Não será que teremos muitas falhas no seu efectivo e coerente cumprimento? Pensando nisso, peçamos perdão aos irmãos e a Deus.

 

Oração colecta: Concedei-nos, Deus omnipotente, a graça de viver dignamente estes dias de alegria em honra de Cristo ressuscitado, de modo que a nossa vida corresponda sempre aos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Esta primeira leitura recorda-nos a actividade missionária do diácono Filipe e o dom do Espírito Santo, comunicado pelo ministério dos Apóstolos.

 

Actos 8, 5-8.14-17

Naqueles dias, 5Filipe desceu a uma cidade da Samaria e começou a pregar o Messias àquela gente. 6As multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe, ao ouvi-las e ao ver os milagres que fazia. 7De muitos possessos saíam espíritos impuros, soltando enormes gritos, 8e numerosos paralíticos e coxos foram curados. E houve muita alegria naquela cidade. 14Quando os Apóstolos que estavam em Jerusalém ouviram dizer que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João. 15Quando chegaram lá, rezaram pelos samaritanos, para que recebessem o Espírito Santo, 16que ainda não tinha descido sobre eles. 17Então impunham-lhes as mãos e eles recebiam o Espírito Santo.

 

A perseguição por ocasião do martírio de Estêvão levou a que a primitiva comunidade cristã de Jerusalém se dispersasse (v. 1). Lucas regista um aspecto do bem que daí adveio para a propagação da fé cristã, que se expandiu até à Samaria.

5 «Filipe». Um dos 7 diáconos (Act 6, 5), que no capítulo 21, 8 é designado por Evangelista. Os cristãos do Jerusalém, com motivo da perseguição que acompanhou o martírio de Estêvão, dispersaram-se pelas várias terras da Judeia e Samaria, tendo ficado em Jerusalém os Apóstolos e portanto também o Apóstolo do mesmo nome (v. 1).

«Uma cidade da Samaria». Não a cidade de Samaria que, nesta altura, depois de várias destruições e reconstruções, se chamava Sebastê (Augusta), nome que lhe dera Herodes, o Grande, para honrar a Augusto. Poderia tratar-se de Siquém (a actual Nablus), mas não o sabemos ao certo. Teria a pregação de Filipe frutificado tanto devido à semente que Jesus ali deixou por ocasião da conversão da Samaritana (Jo 4, 28-30.39-42)?

14 «Enviaram-lhes Pedro e João». O facto de se dizer que Pedro foi enviado não significa qualquer subordinação, pois a supremacia de Pedro está patente em todo o livro de Actos (1, 15; 2, 14.37; 3, 5.12; 4, 8; 5, 29; 8, 19; 9, 32; 10, 5-48; 11, 4; 12, 3; 15, 7). A expressão corresponde a que foi designado de comum acordo.

17 «Impunham-lhes as mãos». Vê-se aqui uma referência ao Sacramento da Confirmação, que dá uma especial abundância da graça e que o diácono não podia administrar.

 

Salmo Responsorial            Sl 65 (66),1-3a.4-5.6-7a.16.20

 

Monição: O salmo que iremos recitar é um convite a toda a criação para que aclame e louve o Nome do Senhor.

 

Refrão:    A terra inteira aclame o Senhor.

 

Ou:          Aleluia.

 

Aclamai a Deus, terra inteira,

cantai a glória do seu nome,

celebrai os seus louvores,

dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras».

 

«A terra inteira Vos adore e celebre,

entoe hinos ao vosso nome».

Vinde contemplar as obras de Deus,

admirável na sua acção pelos homens.

 

Todos os que temeis a Deus, vinde e ouvi,

vou narrar-vos quanto Ele fez por mim.

Bendito seja Deus que não rejeitou a minha prece,

nem me retirou a sua misericórdia.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O Apóstolo Pedro encoraja-nos a que tomemos noção das nossas convicções e as aprofundemos, apresentando razões da fé que professamos e da esperança que anunciamos.

 

1 São Pedro 3, 15-18

Caríssimos: 15Venerai Cristo Senhor em vossos corações, prontos sempre a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da vossa esperança. Mas seja com brandura e respeito, 16conservando uma boa consciência, para que, naquilo mesmo em que fordes caluniados, sejam confundidos os que dizem mal do vosso bom procedimento em Cristo. 17Mais vale padecer por fazer o bem, se for essa a vontade de Deus, do que por fazer o mal. 18Na verdade, Cristo morreu uma só vez pelos nossos pecados – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito.

 

Temos na leitura mais uma das belas lições sobre a atitude cristã perante as perseguições. Venerar a Cristo como Senhor, à letra, santificar, faz lembrar a oração ensinada por Jesus, sendo desta maneira Jesus posto no mesmo nível do Pai, a merecer a mesma glorificação. Aqui a esperança se identifica com a fé (cf. Bento XVI, Spe salvi, nº 2), uma fé de tal maneira fidedigna que todos devem estar prontos para dar o sentido e a razão de crer e do seu modo cristão de proceder; se este modo de vida segundo a vontade de Deus acarreta contradição e sofrimento, não se há-de estranhar, pois nisso seguem as pegadas de Cristo (cf. 2 Pe 2, 21; 4, 12-19)

18 «Morreu segundo a carne… voltou à vida pelo Espírito». A expressão difícil pode ser entendida de vários modos: Jesus morto como homem e vivo como Deus; ou talvez se trate antes de uma formulação primitiva para exprimir que Jesus, ao morrer, abandonou de vez a sua condição mortal para passar a viver no seu estado glorioso e imortal.

 

Aclamação ao Evangelho   Jo 14, 23

 

Monição: O Espírito Santo ajuda a comunidade a manter, a interpretar e a amar a acção de Jesus em qualquer tempo e lugar, conservando o seu amor e conjuntamente com o Pai a fazer em cada um de nós a Sua morada.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

Se alguém Me ama, guardará a minha palavra.

Meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada.

 

 

Evangelho

 

São João 14, 15-21

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15«Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. 16E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor, para estar sempre convosco: 17o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. 18Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. 19Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver-me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis. 20Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. 21Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-me-ei a ele».

 

Temos a continuação do chamado discurso do adeus, a 2ª parte do capítulo 14 de S. João, com ideias que se repetem no capítulo 16.

16 «Outro Defensor» (à letra, Paráclito»): etimologicamente a designação significa aquele que é chamado para junto de alguém com o fim de defender, proteger, assistir, acompanhar, consolar; poderia traduzir-se tanto por advogado, como por assistente, protector ou consolador. O contexto deixa ver que se trata do Espírito Santo, sublinhando o seu papel de advogado (ver 15, 26; 16, 7-11). Seria preferível manter a designação tradicional de Paráclito, para assim englobar os diversos aspectos e pôr em evidência a sua realidade misteriosa e transcendente, que não se identifica com a mera função salvífica. «Outro» deixa ver que é distinto de Jesus, também chamado «Advogado» em 1 Jo 2, 1; não virá, porém, para O substituir, mas para continuar e aprofundar a missão de Jesus (v. 26), assim como Jesus, que também não fala por conta própria (v. 24).

18-21 «Não vos deixarei órfãos; voltarei para junto de vós». Esta volta de Jesus não é a das aparições depois da Ressurreição, nem a da parusia, mas um regresso duradoiro, permanente, que se dará «daqui a pouco» (v. 19), uma presença só perceptível pela fé – «o munido já não Me verá» -, que Jesus promete a todos os Seus depois da Ressurreição (Jo 16, 16-24). Os discípulos de Jesus não estão condenados à orfandade, como os discípulos de Sócrates, segundo conta Platão (Fédon, 116).

 

Sugestões para a homilia

 

As atitudes interiores para receber o Espírito

A convicção sobre a fé prepara-nos para dar motivos da nossa esperança

Assumindo o compromisso do anúncio da Boa Nova

 

As atitudes interiores para receber o Espírito

 

Jesus continua o tom de despedida iniciado no evangelho proclamada no passado domingo. As suas palavras manifestam um tom tranquilizador para a tristeza que invade os discípulos perante o Seu afastamento e que Lhe perguntam como poderão ficar unidos a Ele.

O Senhor promete-lhes não os deixar em completa orfandade pois pedirá ao Pai que lhes envie o Paráclito, o Espírito da verdade. Esse Espírito está reservado aos que O amam e observam os seus mandamentos, àqueles que praticam o amor ao irmão, como Ele ensinou e que o «mundo» não pode receber. Esse mundo a que Jesus se refere é a parte do coração de cada homem dominado pelo mal: onde impera o rancor, o desejo de retaliação, os maus sentimentos, o egoísmo.

O Paráclito, que significa «aquele que é chamado a estar ao lado» como Jesus denomina também o Espírito da Verdade, é o defensor, isto é, aquele que é chamado a estar ao lado de quem se encontra em dificuldade, o protector dos que se encontram a passar por dificuldades.

Quem acredita na presença do Espírito não perde a serenidade, a paz interior, a alegria, nem a esperança. Ele age no coração de cada ser humano por forma a incitá-lo a aderir livremente à revelação de Deus.

Um cristão que abre o coração à presença do Espírito não teme a novidade e consegue dar resposta com a sua fé e esperança às dificuldades suscitadas pelos novos problemas. Há pois que se deixar demover de tradições religiosas já ultrapassadas e corroídas pelos hábitos de acomodação instalados. Deverá estudar e aprofundar a palavra de Deus, abrir o coração às novas ideias e libertar-se de falsos temores, com a certeza de que com a oração persistente e o coração liberto estará a agir em conformidade com o Espírito da Verdade, a fim de dar motivos da sua esperança.

 

A convicção sobre a fé prepara-nos para dar motivos da nossa esperança

 

Assim o recomenda S. Pedro na segunda leitura que ouvimos proclamar. Ele anima os cristãos, perante a perseguição que lhes foi movida, a sentirem Cristo no interior do próprio coração, a fim de estarem preparados para responder a quem lhes perguntar pelo motivo da esperança que os anima.

Perante este mundo carecido do Espírito de Deus e mergulhado num profundo egoísmo e individualismo economicista que gera a crise de valores e de bem, o cristão tem a necessidade de possuir convicções profundas sobre os motivos da fé que professa, para que saiba responder às perguntas que lhe fazem sobre o comportamento que adopta, diferente daquele que o mundo aplaude e preconiza. Mas o Apóstolo recomenda que o cristão não use palavras ofensivas e duras e que não seja polémico nem agressivo.

Plagiando o povo, que diz «não se apanharem moscas com vinagre», o cristão só poderá criar disposições favoráveis à aceitação da verdade e da esperança usando de palavras suaves e atitudes coerentes com a fé que diz professar, assumindo assim o seu compromisso do anúncio da Boa Nova.

 

Assumindo o compromisso do anúncio da Boa Nova

 

À semelhança do diácono Filipe de que fala a primeira leitura, todo o cristão deve assumir uma acção missionária no meio onde exerce a sua actividade.

Ao evocarmos, na celebração litúrgica, os primeiros passos da Igreja, sentimo-nos ligados a esta grande família, e somos levados a comprometermo-nos mais responsavelmente com ela. Cada um de nós, segundo as próprias possibilidades e o seu lugar ou função na comunidade eclesial e civil, deve fazer algo daquilo que fizeram os primeiros cristãos: anunciar a Boa Nova, ajudando os homens a aproximar-se de Cristo, tornando a família humana mais divina.

Novas comunidades surgirão em qualquer lugar, espontaneamente, onde seja anunciado o Evangelho e sentirão o desejo e necessidade de receber o Baptismo e confirmarem a sua fé na recepção explícita do Espírito da Verdade, a Confirmação, que os ligará à Igreja comum.

Oremos para que o Senhor nos ajude a interiorizar o que Ele mesmo nos anunciou neste dia com a sua Palavra, a fim de que saibamos corresponder ao compromisso missionário assumido no nosso Baptismo e ratificado com a recepção do Santo Crisma.

 

Fala o Santo Padre

 

«Onde chega o Evangelho, a vida floresce; como um terreno árido que,

irrigado pela chuva, imediatamente reverdece.»

Queridos irmãos e irmãos!

O livro dos Actos dos Apóstolos narra que, depois de uma primeira perseguição violenta, a comunidade cristã de Jerusalém, com excepção dos apóstolos, dispersou-se nas regiões vizinhas e Filipe, um dos diáconos, chegou a uma cidade da Samaria. Ali pregou Cristo ressuscitado, o seu anúncio foi acompanhado por numerosas curas, de modo que a conclusão do episódio é muito significativa: «E houve grande alegria naquela cidade» (Act 8, 8). Esta expressão surpreende-nos sempre, porque, na sua essencialidade, nos comunica um sentido de esperança; como se dissesse: é possível! É possível que a humanidade conheça a verdadeira alegria, porque onde chega o Evangelho, a vida floresce; como um terreno árido que, irrigado pela chuva, imediatamente reverdece. Filipe e os outros discípulos, com a força do Espírito Santo, fizeram nas aldeias da Palestina o que Jesus tinha feito: pregaram a Boa Nova e realizaram obras prodigiosas. Era o Senhor que agia por meio deles. Assim como Jesus anunciava a vinda do Reino de Deus, do mesmo modo os discípulos anunciaram Jesus ressuscitado, professando que Ele é o Cristo, o Filho de Deus, baptizado no seu nome e afastando qualquer doença do corpo e do espírito.

«E houve grande alegria naquela cidade». Lendo este trecho, é espontâneo pensar na força restabelecedora do Evangelho, que ao longo dos séculos «irrigou», como um rio benéfico, tantas populações. Alguns grandes Santos e Santas levaram esperança e paz a cidades inteiras — pensemos em São Carlos Borromeu em Milão, no tempo da peste; na beata Madre Teresa em Calcutá; e em tantos missionários, cujos nomes são conhecidos a Deus, que deram a vida para levar o anúncio de Cristo e fazer florescer entre os homens a alegria profunda. Enquanto os poderosos deste mundo procuravam conquistar novos territórios por interesses políticos e económicos, os mensageiros de Cristo iam a toda a parte com a finalidade de levar Cristo aos homens e os homens a Cristo, sabendo que só Ele pode dar a verdadeira liberdade e a vida eterna. Também hoje a vocação da Igreja é a evangelização: quer em relação às populações que ainda não foram «irrigadas» pela água do Evangelho; quer em relação àquelas que, mesmo tendo antigas raízes cristãs, precisam de uma nova seiva para dar frutos renovados, e redescobrir a beleza e a alegria da fé. […] A Mãe de Cristo acompanhe sempre e em toda a parte o anúncio do Evangelho, para que se multipliquem e se alarguem no mundo os espaços nos quais os homens reencontrem a alegria de viver como filhos de Deus.

Papa Bento XVI, Regina Caeli na Praça de São Pedro, 29 de Maio de 2011

 

Oração Universal

 

Caríssimos:

Envolvidos pelo Espírito da Verdade

peçamos ao Senhor que nos ajude a superar

todas as nossas inseguranças,

dizendo:

   

    Ouvi, Senhor, o vosso povo.

 

1.    Pelo Santo Padre e pelos Bispos,

que confirmam a fé da Igreja,

pelos presbíteros, que conduzem os fiéis

e pelos diáconos que anunciam a Boa Nova e exercem a caridade,

oremos, irmãos.

 

2.    Por todos os fiéis que assumem o anúncio de Jesus Cristo,

pelos que foram baptizados em adultos

e pelos que irão ser confirmados por estes dias,

oremos irmãos.

 

3.    Por todos nós que vivemos num mundo que não conhece a Deus,

que adora tudo o que é atraente e que procura ídolos e guias,

para que saibamos apresentar razões credíveis da nossa fé e da nossa esperança,

oremos, irmãos.

 

4.    Por todos os que aqui nos encontramos presentes nesta celebração,

para que saibamos abrir o nosso coração ao Espírito da Verdade,

a fim de deixarmos hábitos opostos ao Espírito evangélico,

oremos, irmãos.

 

5.    Para que as comunidades cristãs,

perseguidas por causa da sua fé,

sintam Cristo no próprio coração,

para que tenham força para aguentar o sofrimento

defendendo a sua fé e o bem, se for essa a vontade de Deus,

renunciando a fazer o mal para sua defesa,

oremos, irmãos.

   

6.    Para que saibamos espalhar a Boa Notícia,

dizendo a todos com a maior convicção que Deus existe,

e que haveremos de viver para sempre na sua companhia,

oremos, irmãos.

 

 

Senhor,

Nós Te agradecemos por termos tido a graça de Te conhecer.

Por teres saído ao nosso encontro e nos teres seduzido.

Por nos teres falado ao coração.

Te pedimos que atendas as nossas preces

e Te reveles a todos aqueles que andam longe de Ti,

para que sintam a vontade de Te encontrar.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo,...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Subam à vossa presença, Senhor, as nossas orações e as nossas ofertas, de modo que, purificados pela vossa graça, possamos participar dignamente nos sacramentos da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

 

Santo: Az. Oliveira, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Que pela comunhão do Corpo do Senhor nos sintamos mais auxiliados para superar todas as nossas inseguranças, a fim de anunciarmos com firmeza a presença em nós de Cristo e do Espírito da Verdade. Procuremos viver intensamente essa presença, no meio de nós agora, na Eucaristia, e depois no amor vivenciado com os irmãos.

 

Cântico da Comunhão: Se cumprirdes os meus mandamentos, C. Silva, Cânticos de Entrada e Comunhão I, pág. 152

cf. Jo 14, 15-16

Antífona da comunhão: Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que vos mando, diz o Senhor. Eu pedirei ao Pai e Ele vos dará o Espírito Santo, que permanecerá convosco para sempre. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: É bom louvar-Te, Senhor, M. Carneiro, NRMS 84

 

Oração depois da comunhão: Senhor Deus todo-poderoso, que em Cristo ressuscitado nos renovais para a vida eterna, multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal e infundi em nós a força do alimento que nos salva. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Ao voltarmos ao nosso quotidiano envolve-nos, Senhor, com o Teu Espírito, a fim de sabermos superar todas as nossas inseguranças. Que saibamos ser a Tua boa notícia no lugar e no tempo em que nos encontramos, dizendo a todos com alegria e coração aberto que Tu existes e que o Teu Espírito acompanha sempre aqueles que Te amam, que observam os Teus mandamentos e que praticam por actos e não por palavras o amor ao irmão, dando motivo do renascimento da esperança onde ela possa vacilar.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

6ª SEMANA

 

2ª Feira, 26-V: A actuação do Espírito Santo.

Act 16, 11-15 / Jo 15, 26- 16, 4

Quando vier o Defensor, que eu hei-de enviar lá do Pai, o Espírito de verdade...

Jesus promete o envio do Espírito Santo, a quem chama Paráclito, que se traduz por Consolador, que ajuda Jesus (CIC, 692). Temos necessidade dele, sobretudo nos momentos difíceis: disse-vos estas palavras para não sucumbirdes» (Ev.).

É no momento do Batismo que recebemos este dom de Deus. Assim aconteceu com Lídia, quando recebeu o Baptismo juntamente com os seus familiares (Leit.). O Espírito Santo apaga a mancha do pecado original, dota-nos da graça santificante, faz-nos participantes da vida divina e membro da Igreja.

 

3ª Feira, 27-V: A verdade sobre a família.

Act 16, 22-34 / Jo 16, 5-11

O carcereiro logo recebeu o Baptismo, juntamente com todos os seus. E encheu-se de alegria com toda a sua família.

«Quando se convertiam (caso do carcereiro) desejavam que também 'toda a sua casa' fosse salva (Leit,). Estas famílias, que passaram a ser crentes, eram pequenas ilhas de vida cristã dum mundo descrente» (CIC 1655). E é necessário que continue a haver pequenas conversões em cada família para que cresçam estas pequenas ilhas de vida cristã.

Actualmente são muitos os factores culturais, sociais e políticos, que têm contribuído para uma crise da instituição familiar. É importante que se proclame a verdade sobre a família, apesar de muitas leis serem iníquas (EG, 66).

 

4ª Feira, 28-V: O despertar da religiosidade.

Act 17, 15. 22- 18, 1 / Jo 16, 12-15

Atenienses, vejo que sois os mais religiosos dos homens...Encontrei um altar com esta inscrição: Ao Deus desconhecido.

O homem procurou, desde sempre, traduzir a sua procura de Deus, através de crenças e comportamentos religiosos. Sendo estas expressões universais, podemos chamar ao homem um ser religioso porque, na verdade, «Deus não está longe de cada um de nós» (Leit.).

Por vezes parece que esta religiosidade está oculta, por causa da ignorância, ou do indiferentismo religioso, pelo secularismo e pelas correntes hostis à religião. Aproveitemos bem as ocasiões para falar de Deus, como fez S. Paulo (Leit.), e invoquemos a ajuda do Espírito Santo: «Ele vos guiará para a verdade total» (Ev.).

 

5ª Feira, 29-V: Rogações: Construção de um mundo melhor.

Act 18, 1-8 / Jo 16, 16-20

Oração: Senhor Deus, Criador de todas as coisas. fazei que as nossas tarefas sirvam o progresso humano e a extensão do reino de Cristo.

As Rogações começaram a ser celebradas em Roma no século IV. Os cristãos foram tomando consciência de que, através do seu trabalho, colaboravam com Deus na obra da criação. Organizaram uma procissão, na qual rezaram a Ladainha dos Santos e, pelo sacrifício eucarístico que a seguir tinha lugar na Basílica de S. Pedro, consagravam ao Senhor todas as suas actividades temporais. Inspirados pelo Espírito Santo pediam ao Senhor que os ajudasse a levar à prática o seu projecto a respeito do mundo e dos homens. As Rogações tiveram sempre uma carácter penitencial e de compromisso sério pela construção de um mundo melhor.

 

6ª Feira, 30-V: A eternidade dá um novo sentido à vida terrena.

Act 18, 9-18 / Jo 26, 20-23

Havereis de chorar e de lamentar-vos, ao passo que o mundo se há-de alegrar... mas a vossa tristeza tornar-se-á em alegria.

Esta profecia do Senhor continua a ser sempre actual. Às vezes, parece-nos que aqueles que nada querem com a religião se divertem, gozam a vida, têm sorte nos negócios (à mistura com alguma desonestidade), enquanto que aqueles que se querem portar bem não têm tanto sucesso.

«Também vos sentis agora tristes» (Ev.). Mas a alegria chegará quando encontrarmos o Senhor. «Eu hei-de ver-vos de novo» (Ev.). Com a sua ajuda descobriremos a caducidade dos bens terrenos e apreciaremos a felicidade dos bens celestiais.

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           António E. Portela

Nota Exegética:         Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      Duarte Nuno Rocha

 


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