5º Domingo da Páscoa

18 de Maio de 2014

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Cantemos, Cantemos, M. Faria, NRMS 68

Salmo 97, 1-2

Antífona de entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo, porque o Senhor fez maravilhas: aos olhos das nações revelou a sua justiça. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia da Palavra deste quinto Domingo da Páscoa convida-nos a reflectir sobre a Igreja, a nova Família dos filhos de Deus, fundada por Jesus. Nós somos as pedras vivas do templo do Senhor. Vivemos unidos a Jesus ressuscitado, que hoje nos diz: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” A fé em Jesus conduz-nos à felicidade da Casa do Pai!

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: S. Lucas fornece-nos um quadro da Igreja de Jerusalém: uma comunidade em crescimento, onde começam a aparecer algumas dificuldades entre os crentes de “língua grega e o grupo dos que falava aramaico”. Os Apóstolos invocaram O Espírito Santo e resolveram o problema: assim nasceu a ordem dos Diáconos, homens encarregados do serviço caritativo.

 

Actos 6, 1-7

Naqueles dias, 1aumentando o número dos discípulos, os helenistas começaram a murmurar contra os hebreus, porque no serviço diário não se fazia caso das suas viúvas. 2Então os Doze convocaram a assembleia dos discípulos e disseram: «Não convém que deixemos de pregar a palavra de Deus, para servirmos às mesas. 3Escolhei entre vós, irmãos, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, para lhes confiarmos esse cargo. 4Quanto a nós, vamos dedicar-nos totalmente à oração e ao ministério da palavra». 5A proposta agradou a toda a assembleia; e escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. 6Apresentaram-nos aos Apóstolos e estes oraram e impuseram as mãos sobre eles. 7A palavra de Deus ia-se divulgando cada vez mais; o número dos discípulos aumentava consideravelmente em Jerusalém e submetia-se à fé também grande número de sacerdotes.

 

Este é o texto que refere a instituição dos diáconos, como colaboradores dos Apóstolos e participantes de uma parte da sua missão.

1 «aumentando o número dos discípulos». A cada passo S. Lucas insiste no aumento dos cristãos. Outras insistências: Act 2, 41; 5, 14; 6, 7; 9, 31; 11, 21.24; 12, 24; 14, 1; etc.). Estes «helenistas» eram cristãos convertidos de entre os judeus emigrantes, que na diáspora falavam a língua grega e se encontravam agora na situação de retornados à Terra Santa. Pelos nomes gregos que têm, os primeiros 7 diáconos pertenceriam na generalidade a este grupo.

2-4 «Vamos dedicar-nos totalmente à oração…». Como a missão dos Apóstolos era ingente, impunha-se que estes não se dispersassem por actividades que outros podiam desempenhar. Foi a circunstância providencial para a primeira ordenação dos diáconos, que não eram meros agentes sociais, pois tinham também uma função sagrada, como a distribuição da Eucaristia, a pregação do Evangelho e a administração do Baptismo (cf. Act 8, 5.7.16); constituíam um verdadeiro grau da hierarquia, distinto do presbiterado (cf. 1 Tim 3, 8). A oração, a que se dedicavam intensamente os Apóstolos, não era apenas a oração oficial das reuniões comunitárias, mas a oração pessoal, a sós com Deus, segundo se deduz de Act 10, 9. Na oração intensa residia o segredo da sua eficácia apostólica e da transformação do mundo que operaram, um segredo cheio de actualidade.

 

Salmo Responsorial            Sl 32 (33), 1-2.4-5.18-19 (R. 22)

 

Monição: A experiência da salvação faz brotar o louvor e a gratidão. Deus é rico de misericórdia! A terra está cheia da Sua bondade. Deus é fiel. Podemos confiadamente suplicar:

 ESPERAMOS, SENHOR NA VOSSA MISERICÓRDIA, QUE ELA VENHA SOBRE NÓS.

 

Refrão:    Esperamos, Senhor, na vossa misericórdia.

 

Ou:          Venha sobre nós a vossa bondade,

                porque em Vós esperamos, Senhor.

 

Justos, aclamai o Senhor,

os corações rectos devem louvá-l'O.

Louvai o Senhor com a cítara,

cantai-Lhe salmos ao som da harpa.

 

A palavra do Senhor é recta,

da fidelidade nascem as suas obras.

Ele ama a justiça e a rectidão:

a terra está cheia da bondade do Senhor.

 

Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,

para os que esperam na sua bondade,

para libertar da morte as suas almas

e os alimentar no tempo da fome.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Pedro afirma que os cristãos são uma “nação santa”. Nós fazemos parte “de uma geração eleita, de um sacerdócio real.” Somos um “povo adquirido por Deus para anunciar os Seus louvores” (1 Pedro 2, 9). 

 

1 São Pedro 2, 4-9

Caríssimos: 4Aproximai-vos do Senhor, que é a pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. 5E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo. 6Por isso se lê na Escritura: «Vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa; e quem nela puser a sua confiança não será confundido». 7Honra, portanto, a vós que acreditais. Para os incrédulos, porém, «a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular», 8«pedra de tropeço e pedra de escândalo». Tropeçaram por não acreditarem na palavra, à qual foram destinados. 9Vós, porém, sois «geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus, para anunciar os louvores» d'Aquele que vos chamou das trevas para a sua luz admirável.

 

Temos aqui um texto de excepcional riqueza eclesiológica, em que os privilégios do antigo Povo de Deus são transpostos para o novo Povo de Deus, a Igreja, por meio dum método hermenêutico de actualização (deraxe) de textos do A. T., nomeadamente de Is 8, 14; Ex 19, 5-6; Os 1, 6.9; 2, 3.25. Esses privilégios são basicamente a eleição, a consagração e a missão de «anunciar os louvores d’Aquele que vos chamou…». Este texto é o ponto de partida para um dos ensinamentos nucleares do Vaticano II, sobre o sacerdócio comum dos fiéis e a dignidade e missão dos leigos: todas as realidades mundanas diárias transformadas em oferta – «sacrifícios espirituais» (v. 5) – a Deus (LG 34).

4 «Cristo, a Pedra viva…». O termo grego, lithos, designa uma pedra trabalhada, preparada; Jesus é a pedra escolhida por Deus, mas rejeitada pelos homens, o alicerce e a pedra angular sobre a qual repousa todo o edifício da Igreja (cf. Mt 16, 18; 21, 42-46; cf. Salm 117 (118), 22; Is 8, 14; Act 4, 11).

5 «Vós mesmos, como pedras vivas, entrai…». Aqui temos uma das muitas imagens com que é representada a Igreja, «edifício de Deus» (cf. 1 Cor 3, 9.11), um edifício que cresce sempre, edificado por Deus, tendo Cristo como pedra angular e os Apóstolos como alicerce (cf. Ef 2, 19-22).

9 «Sacerdócio real…». Ex 19, 6 diz «reino de sacerdotes», que os LXX traduziram por «sacerdócio régio» (basileion hieráteuma); por sua vez, Apoc 1, 5 diz: «reis e sacerdotes»; 1 Pe 2, 9 segue a Septuaginta.

 

Aclamação ao Evangelho   Jo 14, 6

 

Monição: Jesus diz-nos: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!

Aleluia! Caminhemos com Jesus, acreditemos em Jesus que nos oferece a Vida com abundância!

 

Aleluia

 

Cântico: J. Duque, NRMS 21

 

Eu sou o caminho, a verdade e a vida, diz o Senhor;

ninguém vai ao Pai senão por mim.

 

 

Evangelho

 

São João 14, 1-12

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1«Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim. 2Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vo-lo teria dito. 3Vou preparar-vos um lugar e virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. 4Para onde Eu vou, conheceis o caminho». 5Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?» 6Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim. 7Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes». 8Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta». 9Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: 'Mostra-nos o Pai'? 10Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim próprio; mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras. 11Acreditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; acreditai ao menos pelas minhas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará ainda maiores que estas, porque Eu vou para o Pai».

 

Temos na leitura uma pequena parte do chamado discurso do adeus, o início do capítulo 14 de S. João. As palavras de Jesus, «não se perturbe o vosso coração» aparecem com grande relevo, pois se repetem no v. 27.

2-3 Nestes versículos, que admitem diversas traduções, Jesus esclarece os seus discípulos de que a sua partida é para lhes abrir caminho para a casa do Pai, o Céu, a meta final para todos os fiéis, por isso diz que ali há «muitas moradas», isto é, lugar para todos (cf. Lc 16, 9; Jo 13, 36; 12, 26.32; 17, 24). A casa de Deus era o templo (2, 16-17) que se tornou o símbolo da comunhão com Deus na bem-aventurança eterna; neste sentido esta é a única vez que a expressão «moradas» aparece em todo o N. T., além da alusão em Heb 6, 19-20 (ver Henoc etiópico, 39, 4; 41, 2).

6-9 Jesus é o «caminho» não apenas pelos seus ensinamentos e exemplos, mas porque Ele mesmo se identifica com a «verdade» (é o Verbo, a expressão adequada do Pai – Jo 1, 1.14.18) e a «vida» (Jo 1, 4.14.16; 3, 16; 6, 47; 10, 9-10; 11, 25-26): Ele está no Pai e o Pai está n’Ele (vv. 10-11; 10, 38; 17, 21), fazendo Um com Ele (10, 30; 17, 11.21-22), por isso afirma que «quem Me vê, vê o Pai» (v. 9). Aqui radica o facto de Jesus ser não apenas caminho, mas o único caminho para o Pai, talvez por isso o cristianismo era designado inicialmente como o caminho (Act 9.2; 18, 25; 24, 22). Neste versículo a revelação de Jesus aos seus atinge o clímax e é uma das mais expressivas sínteses de todo o Evangelho.

12 A garantia das «obras maiores» dos discípulos (entendam-se as obras relativas à expansão da obra salvadora de Jesus) é a ida de Jesus para o Pai, que põe em acto o poder da sua mediação e o envio do Espírito Santo.

 

Sugestões para a homilia

 

Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida.

 

Celebramos o tempo jubiloso da Páscoa! Aleluia!

Jesus quis morrer por nós para nos oferecer a Vida eterna! Antes de partir para o Pai, na Quinta-feira Santa, Jesus sentou-se à mesa com os seus discípulos, na Última Ceia. Confortou-os: “não fiqueis tristes”; “não se perturbe o vosso coração”. Explica-lhes a razão: “vou preparar-vos um lugar!” “Em casa de Meu Pai há muitas moradas!” Transmite-lhes uma alegria que também nos enche de esperança, a nós, que somos os seus novos amigos, nestes últimos tempos. Comove-nos a ternura e a bondade com que consola os seus Apóstolos. “Saí do Pai e vim ao mundo. Agora deixo o mundo e volto para o Pai”. Grande alegria: Jesus regressa a casa para estar de novo á “direita do Pai”. Jesus sabe que o Pai o ama: “Tu és o meu Filho muito amado” . Jesus ama o Pai: “A prova de que amo o Pai é que dou a vida pelas minhas ovelhas!” Rejubilemos com a promessa de Jesus que vai para junto do Pai, para “ nos preparar um lugar!” Pediu por nós: “Pai Santo, quero que onde eu estou estejam comigo aqueles que me deste! Quero que participem da minha glória!”

Admirável força das palavras de Jesus! A nossa vida terrena tem um sentido. A nossa passagem por este vale de lágrimas tem uma promessa maravilhosa: “virei novamente e hei-de levar-vos para junto de mim!” Agora, pela fé, vivemos com Jesus, sofremos com Jesus. Contudo, o tempo da Paixão não tem comparação com a glória da Ressurreição. A noite escura deste exílio terrestre é iluminada pela luz da Pátria celeste. Jesus é o Caminho que liga a terra ao Céu! Caminhemos com Jesus rumo à casa de Deus nosso Pai. Aqui, na terra, a luta. Lá a vitória. Aqui, o sofrimento. Lá a eterna glória. No Céu, ouviremos Jesus a dar-nos as boas vindas. Talvez nos diga: “agora é a minha vez” de vos recompensar. “Vós permanecestes a meu lado nas minhas tribulações, agora recebei o Reino! “Pai Santo, quero que eles participem da minha glória!” Então, lá na Pátria, na Casa do Pai, unidos a todos os eleitos, cantaremos eternamente a bondade e a fidelidade do nosso Deus! Amen! Aleluia!

 

Fala o Santo Padre

 

«O Caminho para o Pai é deixar-nos guiar por Jesus, pela sua palavra de Verdade,

e acolher o dom da sua Vida.»

Queridos irmãos e irmãs!

O Evangelho deste domingo, o Quinto de Páscoa, propõe um dúplice mandamento sobre a fé: crer em Deus e crer em Jesus. De facto, o Senhor diz aos seus discípulos: «Credes em Deus, crede também em Mim» (Jo 14, 1). Não são dois actos separados, mas um único acto de fé, a plena adesão à salvação realizada por Deus Pai mediante o seu Filho Unigénito. O Novo Testamento pôs fim à invisibilidade do Pai. Deus mostrou o seu rosto, como confirma a resposta de Jesus ao apóstolo Filipe: «Quem viu a Mim, viu o Pai» (Jo 14, 9). O Filho de Deus, com a sua encarnação, morte e ressurreição, libertou-nos da escravidão do pecado para nos doar a liberdade dos filhos de Deus e fez-nos conhecer o rosto de Deus que é amor: Deus pode ser visto, é visível em Cristo. Santa Teresa de Ávila escreve que «não devemos afastar-nos do que constitui todo o nosso bem e o nosso remédio, ou seja, da santíssima humanidade de nosso Senhor Jesus Cristo» (Castello interiore, 7, 6: Opere complete, Milão 1998, 1001). Por conseguinte, só crendo em Cristo, só permanecendo unidos a Ele, os discípulos, entre os quais estamos nós também, podem continuar a sua acção permanente na história: «Em verdade, em verdade vos digo — diz o Senhor —: aquele que acredita em Mim fará também as obras que Eu faço» (Jo 14, 12).

A fé em Jesus exige que o sigamos quotidianamente, nas simples acções que compõem o nosso dia. «É próprio do mistério de Deus agir de maneira humilde. Só lentamente Ele constrói na grande história da humanidade a sua história. Torna-se homem mas de modo a poder ser ignorado pelos contemporâneos, pelas forças poderosas da história. Sofre e morre e, como Ressuscitado, deseja alcançar a humanidade unicamente através da fé dos seus aos quais se manifesta. Ele bate continuamente à porta dos nossos corações e, se lhe abrimos, lentamente torna-nos capazes de "ver"» (Jesus de Nazaré II, 2011, 306). Santo Agostinho afirma que «era necessário que Jesus dissesse: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14, 6), porque quando se conhece o caminho, só falta conhecer a meta» (Tratactus in Ioh., 69, 2: CCL 36, 500), e a meta é o Pai. Portanto, para os cristãos, para cada um de nós, o Caminho para o Pai é deixar-nos guiar por Jesus, pela sua palavra de Verdade, e acolher o dom da sua Vida. Façamos nosso o convite de são Boaventura: «Abre, portanto, os olhos, põe à escuta o ouvido espiritual, abre os teus lábios e dispõe o teu coração, para que tu possas em todas as criaturas ver, ouvir, louvar, amar, venerar, glorificar, honrar o teu Deus» (Itinerarium mentis in Deum, 1, 15).

Queridos amigos, o compromisso de anunciar Jesus Cristo, «o caminho, a verdade e a vida» (Jo14, 6), é a tarefa principal da Igreja. Invoquemos a Virgem Maria para que assista sempre os Pastores e quantos, nos diversos ministérios, anunciam a Mensagem jubilosa de salvação, para que a Palavra de Deus se difunda e o número dos discípulos se multiplique (cf. Act 6, 7).

Papa Bento XVI, Regina Caeli na Praça de São Pedro, 22 de Maio de 2011

 

Oração Universal

 

Caríssimos irmãos e irmãs:

O Senhor Jesus disse-nos hoje no Evangelho:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”

Sabendo que Ele não nos engana,

digamos (ou: cantemos), cheios de esperança:

 

Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

1. Por todos os fiéis da santa Igreja,

para que caminhem com  Jesus

e dêem frutos para glória de Deus Pai, oremos, irmãos.

 

2. Por aqueles que proclamam o Evangelho

e procuram levá-lo a toda a parte,

para que aumente o número dos que os ouvem, oremos, irmãos.

 

3. Por todos nós e pelos outros paroquianos,

para que o Espírito nos torne pedras vivas

deste templo que é a santa Igreja, oremos, irmãos.

 

4. Por todos nós aqui reunidos em assembleia,

para que a Eucaristia

nos recorde que  ninguém vai ao Pai senão por Jesus, oremos, irmãos.

 

Senhor, nosso Deus e nosso Pai,

que em vosso Filho nos mostrastes o caminho

para chegarmos até Vós

dai-nos a graça de sermos pedras vivas

do templo santo que é a vossa Igreja.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Que bom, Senhor, estar ao pé de Ti, M. Carneiro, NRMS 36

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício, nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem, concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade, dêmos testemunho dela na prática das boas obras. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação que sempre Vos louvemos, mas com maior solenidade neste dia, em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.

Ele se oferece continuamente por nós e nos defende com a sua intercessão. Foi imolado sobre a cruz, mas não morrerá jamais; foi morto, mas agora vive para sempre.

Por isso, na plenitude da alegria pascal, exultam os homens por toda a parte e com os Anjos e os Santos do Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

 

Santo: “Da Missa de festa, Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

“Ninguém vai ao Pai senão por mim.”

“Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou o não trouxer!”

Ó Jesus, comungando Teu corpo, recebemos o penhor da eterna glória!

Ó Jesus, comungando Teu corpo, recebemos o convite para a mesa do banquete na Casa do Pai celeste!

“Felizes os convidados para as núpcias do banquete do Cordeiro!” (Apoc 19, 9)

 

Cântico da Comunhão: Fomos resgatados pelo Sangue, Az. Oliveira, NRMS 109

Jo 15, 1.5

Antífona da comunhão: Eu sou a videira e vós sois os ramos, diz o Senhor. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, dá fruto abundante. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Louvai ao Senhor com tudo, M . Simões, NRMS 2 (I)

 

Oração depois da comunhão: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

S. Pedro, na segunda leitura, lembra-nos que nós somos um “povo sacerdotal”, cuja missão é “proclamar as maravilhas de Deus.”

O Papa Francisco, cativa-nos com a Exortação Apostólica “o Evangelho da alegria”, “onde resplandece gloriosa a Cruz de Cristo” e nos convida insistentemente à alegria:

“Os discípulos ao verem Jesus ressuscitado, «encheram-se de alegria» (Jo 20,20). O livro dos Actos dos Apóstolos conta que, na primitiva comunidade, «tomavam o alimento com alegria» (2,46). Por onde passaram os discípulos, «houve grande alegria» (8,8)... E eles, no meio da perseguição, «estavam cheios de alegria» (13,52).

Porque não havemos de entrar, também nós, nesta torrente de alegria?”

(Papa Francisco, Evangelho da alegria, nº 5)

 

Cântico final: Queremos ser construtores, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

5ª SEMANA

 

2ª Feira, 19-V: Somos digna morada de Deus?

Act 14, 5-18 / Jo 14, 21-26

Quem me ama guardará as minhas palavras e meu Pai o amará; nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada.

Sabemos que o fim da nossa existência é a perfeita união com a Santíssima Trindade. Mas Jesus revelou-nos até onde pode chegar o amor extraordinário de Deus: «Mas já desde agora nós somos chamados a ser habitados pela Santíssima Trindade (Ev.)» (CIC, 260).

Nossa Senhora foi preparada por Deus para ser na terra uma digna morada para o Filho de Deus. A nossa morada será mais digna se abandonarmos os ídolos da terra, se afastarmos da nossa alma o que não condiz com o amor de Deus, a fim de nos voltarmos para o Deus vivo (Leit.).

 

3ª Feira, 20-V: Entrada no reino de Deus.

Act 14, 19-28 / 14, 27-31

E acrescentavam: Através de muitas tribulações é que temos de entrar no reino de Deus.

Para entrarmos no reino de Deus, temos que sofrer muitas tribulações (Leit.), que são as armadilhas que o 'príncipe deste mundo' vai colocando no nosso caminho.

Para ultrapassarmos os obstáculos, temos que recorrer a Jesus: «A nossa vitória sobre o 'príncipe deste mundo' (Ev.) foi alcançada, de uma vez para sempre, na 'hora' em que Jesus livremente se entregou à morte para nos dar a sua vida» (CIC, 2853). E recorrer também à 'cheia de graça', contra a qual o demónio nada pode.

 

4ª Feira, 21-V: Comunhão de vida e de doutrina.

Act 15, 1-6 / Jo 15, 1-8

Se alguém permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer.

Jesus revela-nos mais uma realidade misteriosa: «Jesus fala duma comunhão ainda mais íntima entre Ele e os que o seguem: 'Permanecei em mim como Eu em vós' (Ev.)» (CIC, 787). E é principalmente na Eucaristia que nos pomos em contacto com Ele.

Esta comunhão com Ele também se deve estender ao campo doutrinal. Os Apóstolos, para decidirem o problema da circuncisão, «reuniram-se para examinar o assunto» (Leit.). É muito importante conhecermos bem os ensinamentos do Senhor e dos Papas.

 

5ª Feira, 22-V: A permanência no amor de Deus.

Act 15, 7-21 / Jo 15, 9-11

Assim como o Pai me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor.

Jesus convida-nos a permanecer no seu amor. Para isso, dá-nos um conselho: imitar o seu amor. «Amando os seus até ao fim, manifesta o amor do Pai, que Ele próprio recebe. E os discípulos, amando-se uns aos outros, imitam o amor de Jesus, amor de Deus que Ele recebeu também em si» (CIC, 1823).

Além disso, devemos guardar os seus mandamentos: «Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor» (Ev.). Os Apóstolos pediram a todos os cristãos que seguissem as decisões por eles tomadas.

 

6ª Feira, 23-V: As características da Nova Lei.

Act 15, 22-31 / Jo 15, 12-17

É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei.

«A Lei Nova é chamada Lei do amor, porque faz agir mais pelo amor infundido pelo Espírito Santo do que pelo temor; Lei da graça, porque confere a força da graça para agir pela fé e pelos sacramentos; Lei da liberdade, porque nos liberta das observâncias rituais e jurídicas da Lei antiga ( Leit: a circuncisão), e finalmente nos faz passar da condição de escravo para a de amigo de Cristo: 'porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai'(Ev.)» (CIC, 1972).

Este amor há-de levar-nos a dar aos outros o melhor que temos (EG, 101).

 

Sábado, 24-V: As perseguições actuais.

Act 16, 1-10 / Jo 15, 18-21

O servo não é maior do que o seu Senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão-de perseguir a vós.

Durante o seu ministério público, Jesus foi muitas vezes perseguido e diz-nos que o mesmo nos acontecerá a nós (Ev.). No entanto, as perseguições actuais são de tipo diferente, mas igualmente aborrecidas. Vivemos num ambiente secularizado, que procura ridicularizar os valores cristãos, que despreza a lei de Deus e os seus ensinamentos (EG, 86).

Uma das maneiras de combater esta atitude é levar a Boa Nova a todos os ambientes, como fizeram os Apóstolos, convencidos de que Deus os chamava a essa missão (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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