Nossa Senhora de Fátima

13 de Maio de 2014

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Desde toda a eternidade, M. Carneiro, NRMS 18

cf. Hebr 4, 16

Antífona de entrada: Vamos confiantes ao trono da graça e alcançaremos misericórdia do Senhor. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Papa emérito Bento XVI dizia no 13 de Maio de 2010: “eu vim como peregrino a Fátima, a esta «casa» que Maria escolheu para nos falar nos tempos modernos. Vim a Fátima para rejubilar com a presença de Maria e sua materna protecção. Vim a Fátima, porque hoje converge para aqui a Igreja peregrina, querida pelo seu Filho como instrumento de evangelização e sacramento de salvação. Vim a Fátima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por misérias e sofrimentos”. Procuremos também nos participar, com estas disposições, na Eucaristia da festa de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

 

Oração colecta: Deus de infinita bondade, que nos destes a Mãe do vosso Filho como nossa Mãe, concedei-nos que, seguindo os seus ensinamentos e com espírito de verdadeira penitência e oração, trabalhemos generosamente pela salvação do mundo e pela dilatação do reino de Cristo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A presença maternal de Nossa Senhora junto de nos é um começo da felicidade na Cidade Santa do Céu, que enxugará todas as lágrimas dos nossos olhos.

 

Apocalipse 21, 1-5a

1Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido, e o mar já não existia. 2Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo. 3Do trono ouvi uma voz forte que dizia: «Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus. 4Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos nunca mais haverá morte, nem luto, nem gemidos, nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». 5aDisse então Aquele que estava sentado no trono: «Vou renovar todas as coisas».

 

A leitura corresponde ao início da grandiosa visão final do Apocalipse: uma vez derrotadas todas as forças do mal e própria morte, é o Reino de Deus que aparece em toda a sua plenitude e esplendor. O pano de fundo desta visão é a de Ez 40.

1 «Um novo Céu e uma nova Terra». Designação de todo o Universo novo, isto é, renovado (isto significa o adjectivo grego original). Esta renovação visa, sem dúvida, o aspecto moral: renovação que indica, primariamente, a supressão do pecado. Não parece estar excluída também uma renovação física, sobretudo tendo em conta o que se diz em 2 Pe 3, 10-13 e Rom 8, 19-22. A expressão é tirada de Is 65, 17; 66, 22. O que se passará com o Universo no fim dos tempos, em concreto, continua sendo um mistério (cfr. Gaudium et Spes, n.º 139). De qualquer modo, a renovação de que se fala é de ordem sobrenatural e misteriosa e não aquela que é fruto dum simples processo evolutivo natural.

2 «A nova Jerusalém»: uma imagem da Igreja, a Esposa do Cordeiro (vv. 9-10): a noiva adornada para o Seu esposo. Também S. Paulo chama a Igreja «a Jerusalém lá do alto, que é nossa Mãe» (Gal 4, 26). Também é frequente, na Tradição cristã, inclusive na Liturgia, como sucede no dia 13 de Maio, acomodar esta simbologia a Nossa Senhora, a Esposa do Espírito Santo, Mãe e modelo da Igreja.

 

 

Salmo responsorial Jdt 13, 18 bc. 19-20a. 20 cd (23 bc-24a. 25 abc)

 

Monição: Aclamemos Aquela que é bendita entre todas as mulheres, e demos graças a Deus por sermos filhos de tão maravilhosa Mãe.

 

Refrão:    Tu és a honra do nosso povo.

 

Ou:          Aleluia.

 

Bendita sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo,

mais do que todas as mulheres da terra;

e bendito seja o Senhor nosso Deus,

criador do céu e da terra.

 

Ele enalteceu de tal forma o teu nome

que nunca mais deixarão os homens

de celebrar os teus louvores

e recordarão eternamente o poder de Deus.

 

Não poupaste a vida

perante a humilhação da nossa raça,

mas evitaste a nossa ruína,

caminhando com rectidão na presença do nosso Deus.

 

 

Aclamação ao Evangelho  

 

Monição: Acreditemos, como Maria, na palavra do Senhor e ponhamo-la em prática na vida quotidiana.

 

Aleluia

 

Cântico: F da Silva, 73-74

 

Sois ditosa, ó Virgem Santa Maria,

sois digníssima de todos os louvores,

porque de Vós nasceu o sol da justiça,

Cristo, nosso Deus.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 12, 46-50

46Naquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe. 47Alguém Lhe disse: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo». 48Mas Jesus respondeu a quem O avisou: «Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?». 49E apontando para os discípulos, disse: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos: 50todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».

 

Esta perícope põe em evidência quem é a verdadeira família de Jesus, mas sem pôr em causa o amor de Jesus a sua Mãe. Ele deixa ver que os laços espirituais que nos unem a Deus são superiores e têm direitos e exigências mais urgentes que os laços de sangue (cf. Lc 8, 19). Poderíamos dizer que Jesus ama sua Mãe, mais do que pelos vínculos de sangue, pelos da graça; mas a própria maternidade de Maria já é uma graça, a maior de todas e a fonte de todas as outras graças.

46 «Seus Irmãos». Cf. Mt 13, 55-56 onde se nomeiam Tiago, José, Simão e Judas; os dois primeiros eram filhos de uma mulher chamada Maria, distinta da SS.ma Virgem (Mt 27, 56). Não é admissível que os «irmãos» de Jesus fossem filhos de Nossa Senhora, pois a Igreja sempre defendeu a sua perpétua virgindade. Também não é provável que fossem filhos de S. José. O uso da palavra «irmão» entre os semitas, cujo vocabulário era pobre e reduzido, indicava não apenas os irmãos de sangue, mas também outros graus de parentesco e até todos aqueles que pertenciam à mesma família, clã ou tribo (cf. Gn 13, 8; 14, 14.16; 29, 15; Tb 7, 9-11).

48-50 Na passagem não está em causa o amor de Jesus a sua Mãe. Jesus ensina, desta maneira, que os laços espirituais que nos unem a Deus são superiores e têm direitos e exigências mais urgentes que os laços de sangue (cf. Lc 8, 19). Poderíamos dizer que Jesus ama sua Mãe mais do que pelos vínculos de sangue, pelos da graça; mas a própria maternidade de Maria já é uma graça, a maior de todas e a fonte de todas.

 

Sugestões para a homilia

 

1) Fátima: catequese permanente para o Mundo

2) Fátima: Apelo materno sempre actual, sempre aberto e sempre urgente

3) Fátima: “Casa de Maria” e fonte de esperança

 

 

1) Fátima: catequese permanente para o Mundo

 

“Bendita sejais mais do que todas as mulheres”, rezamos há pouco no salmo responsorial. Estas palavras do livro de Judite, lembram-nos as dirigidas a Maria pela sua prima Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres”. Hoje queremos repetir este louvor a nossa Mãe do Céu, com imenso júbilo e agradecimento, ao celebrarmos a festa de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Se considerarmos os acontecimentos que vão desde a primeira aparição do Anjo aos Pastorinhos, na Primavera de 1916, até a última aparição de Nossa Senhora á irmã Lúcia, em Tuy, em 1929, podemos afirmar, antes de mais, que constituem uma esplêndida catequese. Trata-se de uma catequese viva, feita de acontecimentos e palavras; uma catequese simples, como as crianças que a receberam, e, por isso, capaz de ser compreendida por todas as pessoas. Deus quis tornar visível a todos os cristãos e ao mundo um catecismo luminoso, que fosse como uma espécie de milagre do sol permanente.

Em Fátima encontramos o credo a moral, os sacramentos e a oração formando um compêndio ou resumo capaz de ser aprendido facilmente. Todos os conteúdos em que acreditamos se tornam presentes quando lemos ou meditamos os acontecimentos de Fátima: a Santíssima Trindade, Nossa Senhora, São José, os Anjos, os Santos, o Céu o inferno e o purgatório, a graça o pecado a liberdade, a penitência, a comunhão dos santos, os sacramentos, a oração, etc.

A mensagem de Deus ao mundo em Fátima é uma lembrança das verdades fundamentais da nossa fé para que os homens, como diz S. Agostinho, “crendo, obedeçam a Deus; obedecendo a Deus, vivam como deve ser; vivendo como deve ser purifiquem o seu coração; e purificando o seu coração compreendam aquilo que crêem”(De fide et symbolo, 10, 25) (C.C.E. 2518).

Além disso todas estas verdades, como a nova Jerusalém que contemplou São João, descem do Céu envolvidas na beleza de Nossa Senhora e no encanto da inocência das três crianças. Procuremos ser alunos assíduos de tão boa catequese.

 

2) Fátima: Apelo materno sempre actual, sempre aberto e sempre urgente

 

“Mulher, eis o teu filho” disse Jesus crucificado à sua Mãe. Desde então Nossa Senhora cuida de nós como Mãe solícita. O seu Coração Imaculado não pode deixar de vir ao nosso encontro, por vezes de modo extraordinário, nas nossas aflições e perigos. Assim aconteceu em Fátima

As aparições preparatórias do Anjo da Paz e as palavras que dirige Nossa Senhora aos Pastorinhos, formam, no seu conjunto, um apelo premente e materno a) à oração, b) a penitência e c) à conversão.

a) O Anjo desde a sua primeira aparição, insiste na necessidade da oração: “Orai comigo”, “Orai assim”, “Que fazeis? Orai! Orai muito!” Alem disso ensinou às crianças orações de louvor e desagravo. Nossa Senhora insistirá também na oração, especialmente o terço diário, ensinará umas invocações para rezar no fim de cada mistério e outra para acompanhar a oferta dos sacrifícios, e, mais tarde, pedirá à Lúcia para difundir a devoção dos cinco primeiros sábados.

b) A oração aparece intimamente unida à penitência com sentido reparador. Aos sacrifícios que indicados pelo Anjo aos pastorinhos, soma-se a oferta de si mesmos que pedirá Nossa Senhora para reparar pelas ofensas a Deus e em súplica pela conversão dos pecadores.

c) Nossa Senhora, na última aparição do mês de Outubro, responde à petição da Lúcia para que curasse algumas pessoas: “É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados” e depois, “não ofendam mais Nosso Senhor que já está muito ofendido”. Essas palavras constituem um breve resumo da finalidade que orienta todas as aparições de Fátima. Nossa Senhora veio ao encontro dos seus filhos, em momentos de grandes perigos e provações, para assinalar o caminho que conduz ao Céu.

O primeiro benefício de caminhar pela senda da oração, a penitência e a conversão é salvar a própria alma, mas Nossa Senhora quis alertar sobre os grandes males ou grandes bens que estão em jogo no exercício da nossa liberdade. A paz do mundo, as guerras terríveis, a destruição de nações inteiras os sofrimentos e perseguição da Igreja, a salvação eterna das almas, etc. aparecem dependentes dos conselhos maternos da Nossa Mãe do Céu. Muitos dos acontecimentos que Nossa Senhora deu a conhecer aos videntes já tiveram a sua concretização no tempo, mas a mensagem permanece aberta, e, como diz S. Josemaria, “…muitas coisas grandes dependem de que tu e eu vivamos como Deus quer”(Caminho, nº755).

 

3) Fátima: “Casa de Maria” e fonte de esperança

 

“A partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa”, diz S. João dando-nos a conhecer como pôs em prática o encargo de Jesus no Calvário. Mas na realidade foi Nossa Senhora quem recebeu João, e cada um de nos, na sua casa. O Coração Imaculado de Maria é uma casa onde é acolhida toda a humanidade. João é indicado por Jesus como “o teu filho”, e não como “outro teu filho”, porque João é Jesus. Jesus está presente em João, e em cada cristão, e a vida cristã é uma progressiva identificação com Jesus fruto da graça e da correspondência pessoal. Por isso Nossa Senhora nos ama com o amor com que ama a Jesus seu único filho ao que todos estamos incorporados pelo baptismo ou chamados a essa incorporação. João vive na “casa de Maria”, no seu coração e nos seus cuidados maternais, mas esses tem lugar, de modo especial, na casa física que João ofereceu a Nossa Senhora para que ai habitasse.

Deus dispensa a graça de acordo com a sua Providencia, e existem lugares e tempos em que Deus concede com maior abundância os dons da sua misericórdia. Assim acontece nos santuários marianos, casas de Maria, e concretamente em Fátima.

Nossa Senhora na aparição do 19 de Agosto, nos Valinhos, indica que “hão de mandar fazer uma capela” na Cova da Iria. Em Outubro acrescenta: “Quero dizer-te que façam aqui uma capela na minha honra, que sou a Senhora do Rosário”. A Capelinha que foi construída então, é hoje o coração do santuário, da “casa de Maria”, e é como um sinal da especial presença permanente da Mãe do Céu.

Na primeira leitura do Apocalipse, o Apóstolo João contempla a nova Jerusalém que desce do Céu bela como uma noiva. É uma imagem da Igreja, “a morada de Deus com os homens”, mas também de Nossa Senhora. Nela morou Deus nove meses, e por meio de Ela se inicia o mundo novo, o mundo transformado pela nova presença de Deus nele por meio da Encarnação.

Também Fátima é a morada de Deus com os homens. Ali Deus derrama abundantes graças por meio de Maria. Ali acodem as almas com disposições que permitem que a semente da graça seja eficaz e de fruto. Ali Deus enxuga as lágrimas devolvendo a paz e a alegria por meio da Mãe do Céu. Ali “o mundo antigo” desaparece, porque os frutos do homem velho são destruídos no sacramento da confissão.

No santuário de Fátima sente-se a presença maternal da Senhora do Rosário e torna-se mais fácil levar a prática a mensagem: orar, viver a penitência e converter o coração. Como seria bom que fossemos peregrinos assíduos de Fátima indo lá fisicamente muitas vezes e visitando com o coração a capelinha frequentemente ao longo do dia. Também podemos, agora tornar-nos presentes na capelinha por meio da página web do santuário.

Vamos a Fátima para colocar nas mãos de Nossa Senhora tantas coisas e pessoas pelas quais é necessário rezar. Vamos a Fátima para crescer em esperança e descansar no amor materno da Nossa Mãe. Vamos a Fátima para não esquecer o que Nossa Senhora nos indicou com apelo premente. Vamos a Fátima para rezar pela humanidade, pela Igreja, pelo Papa, pelas almas que mais precisarem.

As palavras do Papa Bento XVI na procissão das velas do 12 de Maio de 2010 também nós, desde aqui, as dirigimos a Nossa Senhora, transportando-nos com o coração até a capelinha: “Trago comigo as preocupações e as esperanças deste nosso tempo e as dores da humanidade ferida, os problemas do mundo e venho colocá-los aos pés de Nossa Senhora de Fátima: Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe querida, intercedei por nós junto de vosso Filho para que todas as famílias dos povos, quer as que se distinguem pelo nome cristão quer as que ainda ignoram o seu Salvador, vivam em paz e concórdia até se reunirem finalmente  num só povo de Deus, para glória da santíssima e indivisível Trindade. Ámen”.

 

 

Oração Universal

 

Elevemos, irmãos as nossas súplicas ao Pai

por intermédio da sempre Virgem Maria,

nossa medianeira, advogada e Mãe.

Digamos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

1. Para que a Santa Igreja, esposa de Cristo,

conserve a firmeza da fé, a alegria da esperança

e o ardor da caridade no meio das angústias do mundo

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

2. Para que a mensagem de Fátima,

mensagem de oração, de penitência, de modéstia cristã,

seja fielmente cumprida,

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

3. Pelos jovens e pelos adolescentes,

para que à imitação da Virgem Imaculada,

guardem fielmente a pureza da sua vida,

com entusiasmo e alegria

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor.

 

4. Para que os casais aceitem Maria como Rainha do lar,

A invoquem na reza diária do terço,

e se esforcem por serem esposos e pais modelares

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

5. Por todos nós aqui reunidos,

para que tenhamos sempre a preocupação,

de saber aquilo que Nossa Senhora quer de nos

para o realizarmos com prontidão de filhos,

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

Ouvi, Deus de misericórdia, as orações do Vosso povo

que Vo-las apresenta pelas mãos de Maria, Mãe do Vosso Filho,

O qual é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Louvada seja na terra, F. dos Santos, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Por este sacrifício de reconciliação e de louvor que Vos oferecemos na festa da Virgem Santa Maria, perdoai benignamente, Senhor, os nossos pecados e orientai os nossos corações no caminho da santidade e da paz. Por Nosso Senhor.

 

PREFÁCIO

 

Maria, imagem e mãe da Igreja

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

v. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, e exaltar a vossa infinita bondade ao celebrarmos a festa da Virgem Santa Maria.

Recebendo o vosso Verbo em seu Coração Imaculado, ela mereceu concebê-1'O em seu seio virginal e, dando à luz o Criador do universo, preparou o nascimento da Igreja. Junto à cruz, aceitou o testamento da caridade divina e recebeu todos os homens como seus filhos, pela morte de Cristo gerados para a vida eterna. Enquanto esperava, com os Apóstolos, a vinda do Espírito Santo, associando-se às preces dos discípulos, tornou-se modelo admirável da Igreja em oração. Elevada à glória do Céu, assiste com amor materno a Igreja ainda peregrina sobre a terra, protegendo misericordiosamente os seus passos a caminho da pátria celeste, enquanto espera a vinda gloriosa do Senhor. Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Saudação da paz

 

Monição da Comunhão

 

Peçamos a Nossa Senhora que nos ensine a amar Jesus na Eucaristia com o amor com que Ela O cuidou em Belém.

 

Cântico da Comunhão: Minha alma exulta de alegria, F. da Silva, NRMS 32

cf. Judite 13, 24-25

Antífona da comunhão: Bendito seja o Senhor, que deu tanta glória ao vosso nome: todas as gerações cantarão os vossos louvores.

 

Ou:

Jo 19, 26-27

Suspenso na cruz, Jesus disse a sua Mãe: Eis o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis a tua Mãe.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear, F. da Silva, 17

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que o sacramento que recebemos conduza à vida eterna aqueles que proclamam a Virgem Santa Maria Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Não esqueçamos o núcleo essencial da mensagem de Fátima: oração (o terço), penitência e conversão. Só com essas armas alcançaremos a vitória na batalha da nossa santificação e da salvação das almas.

 

Cântico final: Nossa Senhora de Fátima, onde irás, B. Salgado, NRMS 2 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

4ª Feira, 14-V: S. Matias: Condições para ser discípulo de Cristo.

Act 1, 15-17 / Jo 15, 9-17

Receba outro o seu cargo. É, pois, necessário que um deles se torne connosco testemunha da sua ressurreição.

Para a substituição de Judas, Pedro põe como condição que o candidato tenha acompanhado o ministério público de Jesus (Leit.). E assim foi escolhido Matias. Todos precisamos conhecer muito bem a vida do Senhor, através da leitura dos Evangelhos, da contemplação dos mistérios do Rosário, etc.

E só depois podemos dar um bom testemunho de Jesus, que é ser testemunha da sua ressurreição (Leit.) e (EG, 276); que é permanecer no seu amor e guardar os seus mandamentos (Ev.).

 

5ª Feira, 15-V: Urgência de evangelização.

Act 13, 13-25 / Jo 13, 16-20

Quem receber aquele que me enviou é a mim que recebe; e quem me receber, recebe aquele que me enviou.

Jesus é enviado pelo Pai. A seguir, escolhe os Apóstolos, que serão os seus enviados. Assim actuaram Paulo e seus companheiros na sinagoga, ao fazerem um resumo da história da salvação (Leit.).

Todos nos devemos sentir enviados (EG, 111). Que o Senhor suscite em nós esta urgência de evangelização, para contrariar a tarefa de paganização dos inimigos de Deus. O mandato final da Missa é um dever de propagar o Evangelho e animar cristãmente a sociedade (EG, 102).

 

6ª Feira, 16-V: O caminho para a casa do Pai.

Act 13, 26-32 / Jo 14, 1-6

Em casa de meu Pai há muitas moradas: se assim não fosse, eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar?

A Boa Nova apresenta uma extraordinária novidade: a filiação divina. Jesus, o Filho Unigénito, recuperou para nós a filiação divina adoptiva: «Tu és meu Filho, eu hoje te gerei» (Leit.)

Para termos acesso ao Pai temos a companhia de Jesus: «Abandonado às suas forças naturais, a humanidade não tem acesso à casa do Pai (Ev.), à vida e à felicidade de Deus» (CIC, 661). Mas Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida (Ev.). Caminho: exemplo do que devemos seguir; Verdade: os seus ensinamentos; Vida: vida sobrenatural e penhor de vida eterna.

 

Sábado, 17-V: Extraordinárias revelações de Jesus.

Act 13, 44- 5, 2 / Jo 14, 7-14

Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta.

«Toda a vida de Cristo é revelação do Pai: as suas palavras e actos, os seus silêncios e sofrimentos, a maneira de ser e de falar» (CIC, 516). É importante esta revelação da vida íntima da Santíssima Trindade: «O Filho de Deus comunica à sua Humanidade o seu próprio modo de existir pessoal na Santíssima Trindade. E, assim, tanto na sua alma como no seu Corpo, Cristo exprime humanamente os costumes da Trindade (Ev.)» (CIC, 470).

Além desta revelação, Jesus deu também a conhecer a vontade do Pai: a salvação de todos os homens, incluídos os pagãos (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Carlos Santamaria

Nota Exegética:         Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      Duarte Nuno Rocha

 


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