aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

VILA REAL

 

FALECEU O BISPO

D. JOAQUIM GONÇALVES

 

D. Joaquim Gonçalves, bispo emérito de Vila Real, faleceu no último dia de 2013, aos 77 anos de idade.

 

O antigo bispo da diocese transmontana morreu na Póvoa de Varzim, onde residia com o seu irmão padre e uma irmã, enfermeira aposentada, devido a ataque cardíaco.

O funeral do prelado foi celebrado a 2 de Janeiro, na Sé de Vila Real, ficando depois o corpo sepultado no jazigo da diocese no cemitério local.

O falecido prelado esteve à frente da diocese de Vila Real entre Janeiro de 1991 e Maio de 2011, depois de ter sido bispo auxiliar de Braga entre 1981 e 1987, ano em que João Paulo II o nomeou coadjutor de Vila Real.

D. Joaquim Gonçalves foi substituído por D. Amândio Tomás, seu coadjutor, em Maio de 2011, cerca de três anos depois de ter sido submetido a um transplante cardíaco, em Coimbra.

D. Joaquim Gonçalves, natural de Fafe (Braga), disse em 2011 que deixava o cargo com a consciência de deixar “obra para durar” e com a satisfação de Vila Real ter pela primeira vez um bispo natural da diocese.

Celebração Litúrgica recorda-o com amizade e veneração, como colaborador de longa data das homilias, que retomou depois da jubilação, como aparece no último número.

 

 

FÁTIMA

 

EXPOSTO MANUSCRITO

DO TERCEIRO SEGREDO

 

A professora universitária e especialista em Paleografia, Maria José Azevedo Santos, analisou o manuscrito da terceira parte do segredo de Fátima e considera que se trata de um documento “autêntico”.

 

“A Igreja nunca teve dúvidas de que o documento era original; mas, se a Igreja reclama à ciência que apresente a sua leitura, poderíamos, é óbvio, encontrar algum elemento contraditório, o que não aconteceu. Trata-se de um documento autêntico, verdadeiro, que saiu das mãos da Irmã Lúcia”, refere Maria José Azevedo Santos em declarações ao jornal oficial do santuário mariano, Voz da Fátima.

“O documento tem uma dimensão universal, porque o interesse dele não se restringe só à comunidade cristã católica, é património da humanidade”, acrescenta a professora universitária.

Maria José Azevedo Santos destaca algumas das características do manuscrito em investigação, nomeadamente o facto de não ter a assinatura da autora, a Irmã Lúcia, sendo que não é no entanto “a ausência de assinatura que invalida a autenticidade do documento”.

“Pudemos comparar a letra com outros documentos manuscritos pela Irmã Lúcia e chegar à conclusão de que este, que não está assinado, é da mesma autora, esta é a conclusão científica”, explica na entrevista ao jornal, publicado a 13 de Janeiro.

Professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, especialista em diplomática e paleografia, Maria José Azevedo Santos foi convidada a analisar, à luz destas duas ciências, o manuscrito da terceira parte do segredo de Fátima, propriedade do Vaticano, atualmente confiado ao Santuário de Fátima que o colocou na exposição temporária Segredo e Revelação, patente ao público até ao final de Outubro de 2014.

Maria José Azevedo Santos, esteve em Roma em Setembro de 2013 acompanhada pelo então diretor do serviço de Estudos e Difusão (SESDI) do Santuário de Fátima, o padre Luciano Cristino, e pelo diretor do Museu do Santuário de Fátima, Marco Daniel Duarte, onde durante uma semana recolheram os elementos necessários ao estudo diplomático e paleográfico do documento, com a autorização do Arquivo da Congregação para a Doutrina Fé, onde o manuscrito está habitualmente guardado.

O documento, que se encontra custodiado na Congregação para a Doutrina da Fé, tinha saído duas vezes do arquivo: a pedido do Papa João Paulo II, na sequência do atentado, a 13 de maio de 1981, e no ano 2000 quando o prefeito da Congregação, como emissário do Papa, veio a Coimbra fazer o reconhecimento do manuscrito com a irmã Lúcia.

A exposição “Segredo e Revelação – exposição temporária evocativa da aparição de Julho de 1917”, está patente no Convivium de Santo Agostinho, na zona da Reconciliação da Basílica da Santíssima Trindade.

 

 

LISBOA

 

MORTE DE EUSÉBIO

 

A Rádio Vaticano recordou o antigo futebolista Eusébio, que morreu no domingo, dia 5 de Janeiro, pouco antes de fazer 72 anos, devido a paragem cardiorrespiratória.

 

“Luto no mundo do desporto pela morte de Eusébio da Silva Ferreira, considerado o melhor futebolista português de todos os tempos”, refere a emissora vaticana, numa notícia intitulada “Morreu Eusébio, lenda do futebol português”.

A Rádio Vaticano recorda o percurso da “Pantera Negra”, natural de Lourenço Marques (Moçambique), ao serviço do Sport Lisboa e Benfica, clube em que jogou durante 15 anos, e da seleção portuguesa de Futebol, em particular o título de melhor marcador do Campeonato do Mundo de 1966.

O Benfica cumpriu “o último desejo do Eusébio”, com uma derradeira volta ao Estádio da Luz, em Lisboa, seguindo-se um cortejo fúnebre pela capital portuguesa, antes do funeral.

 

 

FÁTIMA

 

CARTA DOS DEVERES DO HOMEM

 

O Corpo Nacional de Escutas (CNE) elaborou uma Carta dos Deveres do Homem com o objetivo de consciencializar a sociedade e apelar a uma maior proatividade das pessoas em torno do progresso e do bem comum.

 

O responsável por este projecto explica que o documento começou a ser pensado “na sequência do 60.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem”, celebrado em 2008.

“Hoje em dia fala-se muito em direitos, e eles estão consagrados na Declaração Universal, na Constituição Portuguesa, mas não se fala em deveres” e o intuito do CNE foi procurar colmatar um pouco essa lacuna, salienta António Vilaça.

Estruturada, “não como um conjunto de leis a cumprir expressamente, mas como propostas para uma maior consciencialização social”, a Carta dos Deveres está dividida em três dimensões.

Em primeiro lugar “o eu, os deveres do indivíduo para consigo próprio”; depois “o outro, deveres para com aqueles que nos rodeiam”, e por fim a Natureza, aqui “como meio ambiente que a todos rodeia”.

“Em termos do indivíduo para consigo próprio”, prossegue António Vilaça, “temos o dever de cada um procurar melhorar a sua condição, continuar constantemente a melhorar a sua vida, ir sempre mais além”.

Quanto às relações sociais, o projecto realça o “dever de preservar a família, a mais antiga e natural agregação do homem” e que hoje assume um papel cada vez mais essencial no meio da crise económica que assola o país.

No que diz respeito à temática da Natureza e do meio ambiente, o CNE reforça a importância de as pessoas cuidarem e manterem esse tesouro intacto para as “futuras gerações”.

Por vezes as pessoas esquecem-se que “têm o direito de utilizar a Natureza mas também o dever de a preservar e manter nas melhores condições possíveis, não pensarem só numa perspetiva egoísta”, aponta António Vilaça.

A Carta dos Deveres do Homem tem estado a ser intensamente divulgada, com o apoio de diversos institutos e seminários, e vai ser integrada no programa educativo do CNE, que conta atualmente com perto de 60 mil jovens entre os 6 e os 22 anos.

 

 

FÁTIMA

 

INQUÉRITO PARA O SÍNODO

SOBRE A FAMÍLIA

 

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Pe. Manuel Morujão, disse em Fátima que os resultados do inquérito do Vaticano sobre a família indicam, no contexto nacional, que as famílias “têm dificuldade em transmitir a fé e até os valores morais”.

 

“Muitas vezes endossa-se à Escola os valores morais e os princípios éticos, e que a Igreja faça a educação religiosa e catequética”, quando “o ambiente para transmitir toda a espécie de valores” deve ser “o ambiente da própria família”, referiu o padre Manuel Morujão.

O questionário que a Santa Sé remeteu às dioceses de todo o mundo, subordinado ao tema “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”, foi abordado pelo sacerdote no final da reunião do Conselho Permanente da CEP, que decorreu no passado dia 14 de Janeiro na Casa de Nossa Senhora das Dores.

A grande adesão que o projeto registou, com a participação de milhares de pessoas e grupos, mais ou menos ligados à Igreja, revelou também uma preocupação geral em melhorar a família, enquanto um “bem de toda a sociedade”.

Neste momento, “quase todas as dioceses portuguesas deram a sua resposta” e os dados estão a ser trabalhados e resumidos. “Um grupo de três pessoas do secretariado permanente da CEP vai fazer essa síntese, esperamos que até ao fim do mês possamos ter esse trabalho terminado”, adiantou o porta-voz.

 

 

FÁTIMA

 

IGREJAS DE PORTAS ABERTAS

 

O presidente da Comissão Episcopal que acompanha o sector dos Bens Culturais disse no passado dia 14 de Janeiro que uma das prioridades nesta área passa por ter “igrejas de portas abertas”.

 

D. Pio Alves de Sousa, administrador apostólico do Porto, manifestou-se contra o “espectáculo triste” das igrejas fechadas, intervindo durante o VIII Encontro dos Reitores dos Santuários, que inclui este ano uma acção de formação dedicada ao tema “Como Visitar uma Igreja: Interpretar e Comunicar o Património Religioso”.

O prelado admite que a decisão de fechar portas pode ter “justificações variadas”, como os roubos, mas pediu que todos os responsáveis se empenhem para promover respeito pelo “excepcional património” que foi recebido pelas comunidades católicas.

“Tenho consciência de que ter uma igreja aberta implica compromissos e tem custos, financeiros também”, acrescentou D. Pio Alves, para quem é necessário promover uma “hierarquia de valores” que ajude a resolver esta questão.

O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais recordou, por exemplo que nas cidades existem os “tempos mortos da hora do almoço”, que poderiam ser potenciados, nas igrejas, para quem queira rezar.

Também os públicos “distraídos ou assumidamente não crentes” podem ser chamados pela “qualidade artística” dos espaços a “encontrarem-se com a catequese cristã” que ali está espelhada.

“Ter a porta aberta não é o único passo, mas é o primeiro”, insistiu D. Pio Alves.

“Temos de saber decidir onde gastar o pouco que temos”, prosseguiu.

O administrador apostólico da Diocese do Porto aludiu a experiências de valorização das igrejas como a criação de roteiros com bilhetes comuns para vários templos ou de uma uma “área fechada”, à entrada, que permita uma visão “sumária” sobre a igreja sem perturbar quem lá se encontra para celebrar ou rezar.

D. Pio Alves mostrou-se contrário à ideia de cobrar entradas nas igrejas e pediu “outras soluções”, sobretudo quando é difícil distinguir entre a visita e a entrada por razões “devocionais”.

A valorização pode passar ainda por “visitas guiadas aos habituais frequentadores” e às crianças da catequese, porque as igrejas são “espaços catequéticos” que as pessoas “deixaram de saber ler”.

Teresa Ferreira, do Turismo de Portugal, adiantou que estão a ser desenvolvidos roteiros turísticos dedicados aos caminhos marianos e aos caminhos de Santiago, numa parceria entre a Conferência Episcopal Portuguesa e o Turismo de Portugal, que inclui a publicação de um “Guia de Boas Práticas de Interpretação do Património Religioso”.

 

 

LISBOA

 

RENÚNCIA QUARESMAL

 

O Patriarcado de Lisboa anunciou no dia 23 de Janeiro passado que a “renúncia quaresmal” da diocese vai ser entregue este ano à Associação de Solidariedade Social “Ajuda de Berço”, para a construção de uma unidade de cuidados continuados pediátricos.

 

A renúncia quaresmal é uma prática proposta pela Igreja em que os fiéis abdicam da compra de bens adquiridos habitualmente noutras épocas do ano, reservando o dinheiro para finalidades especificadas pelo bispo diocesano.

A Quaresma, que este ano se inicia a 5 de Março, com a celebração de Quarta-feira de Cinzas, é um período de 40 dias, exceptuando os domingos, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.

No final da sessão do Conselho Presbiteral em que se aprovou o destino da renúncia quaresmal, o patriarca de Lisboa D. Manuel Clemente apresentou a proposta de realização de um Sínodo Diocesano, para 2016, que foi “aprovado por unanimidade e com aclamação”.

 

 

FÁTIMA

 

NOVO ORDINÁRIO CASTRENSE

 

O novo Ordinário Castrense de Portugal, D. Manuel Linda, tomou posse canónica do cargo para o qual foi nomeado pelo Papa Francisco a 10 de Outubro de 2013, sucedendo a D. Januário Torgal Ferreira.

 

A cerimónia realizou-se a 24 de Janeiro passado, durante a reunião geral de capelães militares que decorreu em Fátima.

O prelado admitiu dificuldades no que diz respeito à definição da sua situação como capelão-chefe no Serviço de Assistência Religiosa das Forças Armadas e das Forças de Segurança.

O Serviço de Assistência Religiosa das Forças Armadas e das Forças de Segurança foi regulamentado em 2009, na sequência da Concordata assinada entre Portugal e a Santa Sé em 2004, sendo constituído pela Capelania Mor e pelos centros de assistência religiosa da Armada, do Exército, da Força Aérea, da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública.

O responsável mostra-se “convencido” de que os responsáveis do Estado estão a “trabalhar com empenho” para tentar “desbloquear qualquer coisa que a lei poderia ter de menos preciso”.

D. Manuel Linda, de 57 anos, era bispo auxiliar da Diocese de Braga desde Junho de 2009, tendo sido ordenado em Setembro do mesmo ano, na Catedral de Vila Real.

A tomada de posse canónica deveria ter acontecido até dois meses após a nomeação do Papa como Ordinário Castrense e foi necessário pedir ao Vaticano um adiamento, que foi concedido até final de Janeiro.

“Outra coisa é o estatuto que o Estado conceda para que eu possa desempenhar funções dentro das Forças Armadas e de Segurança, que são realidades distintas”, explica o prelado.

 

 

LISBOA

 

RECONHECIMENTO DO BAPTISMO

NAS IGREJAS CRISTÃS

 

Os representantes das Igrejas Católica, Lusitana, Presbiteriana e Metodista assinaram em Lisboa, pela primeira vez, uma declaração de reconhecimento mútuo do Baptismo. O representante da Igreja Ortodoxa do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla em Portugal não esteve presente na celebração por motivos de saúde, tendo sido assegurada a sua assinatura posterior.

 

O acontecimento deu-se durante uma celebração ecuménica nacional, na catedral Lusitana (da Comunidade Anglicana) de São Paulo, na presença de D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

O documento assinado no passado dia 25 de Janeiro, que encerrava o Oitavário de Orações pela Unidade dos Cristãos, oficializa a “concordância” das várias Igrejas “sobre os pontos fundamentais de doutrina e prática baptismal”.

As comunidades cristãs que o assinam dizem “esperar que este reconhecimento constitua um passo em frente no caminho da unidade visível do único Corpo de Cristo” e “contribua para uma maior comunhão entre todos os baptizados”.

A partir de hoje, as comunidades em causa passam a excluir a possibilidade do “rebaptismo” nos casos de passagem de membros de uma Igreja para outra e a aceitar como válidos os certificados de Baptismo emitidos pelas respetivas Igrejas.

O reconhecimento estipula que o Baptismo tem de ser administrado “com água e em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, para a remissão dos pecados, de acordo com a intenção e o mandamento de Cristo”.

Segundo advertira anteriormente D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, “diga-se em abono da verdade que a assinatura prevista a realizar no próximo dia 25 de Janeiro não modifica a prática já corrente quanto à aceitação mútua do Baptismo celebrado nestas Igrejas. Isso já acontece, mas a assinatura pública do documento é grande motivação para prosseguirmos juntos o caminho da unidade apontado e desejado pelo próprio Cristo. Se este acontecimento pode ser considerado importante ponto de chegada no percurso ecuménico até agora feito em Portugal, temos de dizer que também é ponto de partida e mesmo um novo começo, pois passa a contar, desde agora, com mais forte envolvimento da tradição ortodoxa”.

 

 

FÁTIMA

 

ROTA DAS CATEDRAIS

 

Os responsáveis da Igreja Católica e do Estado português envolvidos na “Rota das Catedrais” encontraram-se no passado dia 29 de Janeiro em Fátima para fazerem um ponto da situação acerca do projeto e “renovar dinâmicas já existentes”.

 

O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Pio Alves de Sousa, destacou o impulso que as Catedrais podem dar “para a melhoria das comunidades onde estão inseridas”.

O Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, sublinhou por sua vez que esta parceria com a Igreja Católica, tendo em vista a preservação e promoção do património arquitetónico religioso, vai “muito para lá do mero utilitarismo”.

Assinado em 2009, o protocolo pretende reforçar a vida e a dinâmica das 25 catedrais portuguesas, espalhadas pelas várias dioceses, e devolvê-las às comunidades, através de uma actuação concertada, contractualizada, planeada, criteriosa e exigente.

A estratégia delineada compreende não só a realização de obras de restauro e manutenção nos edifícios mais necessitados, mas também a dinamização dos monumentos, através da realização de concertos, exposições e outros espectáculos musicais.

Ao mesmo tempo, a ideia é garantir que cada catedral possa ser também um polo de potenciação turística, com a aposta em ferramentas que contribuam para uma apresentação cada vez mais completa dos monumentos, junto do público.

Nalgumas dioceses está já em curso o processo de “produção de conteúdos para guias e roteiros”, e os promotores da Rota das Catedrais defendem a necessidade da adopção de “uma linguagem comum, essencial num contexto de rede”, bem como de “um modelo de gestão optimizado na perspetiva de um projeto nacional”.

Numa época marcada pela escassez de financiamentos, o facto de o próximo quadro comunitário prever verbas para o apoio aos monumentos, sobretudo os situados nos centros históricos, poderá dar um novo impulso à “Rota das Catedrais”.

 

 

BRAGA

 

DIREITO DE ADOPÇÃO

OU DIREITO DA CRIANÇA?

 

O padre Vasco Pinto Magalhães, da Companhia de Jesus, afirmou que a discussão sobre adopção e coadopção por pessoas do mesmo sexo tem de centrar-se nos “direitos da criança”.

 

“Um adulto nunca tem o direito a adoptar: as crianças é que podem ter o direito a ser adoptadas”, refere o autor em entrevista ao suplemento semanal «Igreja Viva» do Diário do Minho, de 30 de Janeiro passado.

Segundo o sacerdote jesuíta, um adulto pode “adoptar, se tiver condições para isso e se for bom para a criança”.

“Ninguém tem o direito a adoptar”, sublinha, frisando que nesta discussão o “critério é a criança, o seu bem, e não os interesses dos adultos”.

No passado dia 28 de Janeiro, o Presidente da República requereu ao Tribunal Constitucional a “fiscalização preventiva da constitucionalidade e da legalidade” da proposta de referendo sobre a possibilidade de coadpção “pelo cônjuge, ou unido de facto, do mesmo sexo” e sobre a “possibilidade de adopção por casais do mesmo sexo, casados ou unidos de facto”, aprovada pela Assembleia da República.

Para o padre Vasco Pinto Magalhães, “aqui há mais uma reivindicação do direito de adoptar e a procura da satisfação do estatuto de igualdade do que, realmente, um cuidado com a criança”.

O sacerdote jesuíta sublinha que os Direitos Humanos “não vão a votos” e que “os referendos têm o perigo de fazer crer que o legal é, necessariamente, ético”.

“A moral não se faz universalizando o caso excepcional, emocional. Se as leis forem bem feitas, terão a capacidade de ponderar os casos particulares”, acrescenta.

 

 

LISBOA

 

SEMANA NACIONAL SOBRE

LIBERDADE DE ESCOLHA DA ESCOLA

 

A Confederação Nacional de Educação e Formação defendeu no passado dia 31 de Janeiro a criação de condições que garantam às escolas uma maior autonomia, na definição dos respetivos programas, e deêm mais liberdade às famílias na escolha do projecto educativo dos filhos.

 

Na primeira semana nacional dedicada à “liberdade de escolha da escola”, o presidente da CNEF sublinhou que o que está em causa não é um debate entre “o serviço público e o privado”.

“Escolas de iniciativa estatal, privada, cooperativa ou social, todas fazem parte do sistema educativo e dentro desse sistema deve existir equidade no tratamento das escolas para que elas criem os seus projectos e depois os pais possam escolher o projecto que querem para os seus filhos”, sustenta João Alvarenga.

Aquele responsável acredita que este processo pode contribuir para melhorar a qualidade do sistema educativo, “porque as escolas para serem escolhidas teriam de melhorar os seus projectos, teriam de inovar”.

Recentemente, o Governo aprovou o novo estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, que procura fomentar a liberdade de escolha entre escolas públicas e privadas.

De acordo com o vice-presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), uma das medidas mais importantes do diploma prende-se com “o fim da supletividade do ensino privado, que passa a fazer parte do sistema de oferta educativa nacional”.

O projecto reforça também “a autonomia das escolas”, ou seja, dá-lhes “a possibilidade de apresentarem os seus projectos, mediante parâmetros mínimos apresentados pelo Estado, e fazerem uma oferta diversificada, em função da sua comunidade educativa”.

“Quem julga que o mesmo projeto educativo serve para Vila Real e Vila Real de Santo António não conhece a realidade dos jovens portugueses e não acredita que há uma diversidade de necessidades que devem de ser respondidas localmente”, salienta João Munoz.

Para David Justino, antigo ministro da Educação, o caminho para a liberdade de escolha das escolas “tem de ser muito bem preparado, para que não se caia no debate ideológico”.

Em causa está uma “mentalidade instalada” que ainda olha para o Estado como o detentor e o principal responsável pelo serviço educativo, e ao mesmo tempo encara as escolas privadas “como um reduto das camadas mais privilegiadas, que não se querem misturar com os alunos do ensino público”.

 

 

FÁTIMA

 

ITINERÁRIO DO PEREGRINO

PARA 2014

 

O Santuário de Fátima volta este ano a propor o Itinerário do Peregrino, um programa de oração e de reflexão, inaugurado no passado dia 31 de Janeiro.

 

A proposta é concretizada através de um percurso pré-definido por diferentes espaços do Santuário e tem o título do tema do ano pastoral, “Envolvidos no amor de Deus pelo mundo”.

O percurso faz-se a pé, individualmente ou em grupo, mas pretende ser oportunidade para evocar a aparição e mensagem de 13 de Julho de 1917.

O Itinerário do Peregrino “ajuda a rezar e a viver a temática que este ano nos é proposta”, que tem “o amor como elemento unificador” e que pretende que o peregrino viva “mais consciente da sua fé e mais consciente do amor de Deus”, afirmou o reitor do Santuário aos jornalistas, Pe. Carlos Cabecinhas.

Idealizado pelo Cón. Emanuel Silva, o Itinerário inicia junto do Presépio do Recinto de Oração, em direção à Capelinha das Aparições e, através do Recinto, culmina na Basílica da Santíssima Trindade.

Para este sacerdote, o itinerário que o Santuário coloca nas mãos dos peregrinos é um instrumento que “serve, fundamentalmente, para ajudar cada cristão a «ver melhor» as aparições de Fátima e a fazer caminho com o seu mistério de revelação da misericórdia de Deus no meio dos dramas do mundo e da história”.

O objetivo da iniciativa pastoral, realizada a par de outras atividades de formação e informação que o Santuário tem levado a cabo nos últimos anos, é promover a aproximação aos conteúdos da Mensagem de Fátima, com vista a uma melhor preparação e vivência do Centenário das Aparições, em 2017.

Os desdobráveis concebidos como mapas do Itinerário, disponíveis no início do percurso e em alguns locais de atendimento ao público no Santuário, foram editados em sete versões, uma para cada idioma, isto porque também os peregrinos estrangeiros são convidados a fazer este percurso de oração e de meditação.


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