2º Domingo da Quaresma

16 de Março de 2014

 

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vem Salvador do mundo, F. dos Santos, NCT 94

Salmo 26, 8-9

Antífona de entrada: Diz-me o coração: «Procurai a face do Senhor». A vossa face, Senhor, eu procuro; não escondais de mim o vosso rosto.

 

Ou

cf. Salmo 24, 6.3.22

Lembrai-vos, Senhor, das vossas misericórdias e das vossas graças que são eternas. Não triunfe sobre nós o inimigo. Senhor, livrai-nos de todo o mal.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Encontramo-nos ainda no princípio da Quaresma e, por isso, todos nós somos solicitados a prestar muita atenção a tudo aquilo que o Mestre tem para nos dizer neste tempo quaresmal.

Geralmente, durante o percurso na vida, nós escutamos muitas pessoas que nos vão conduzindo ora para o bem, ora para o mal. São profetas humanos que nos falam para nos indicar caminhos, nem sempre recomendáveis.

Com a liturgia da Palavra deste domingo o Senhor quer chamar-nos à vigilância para o caminho da luz que devemos seguir: Jesus Cristo Nosso Senhor.

Teremos seguido sempre este caminho? Decerto que temos algumas falhas...

Pensemos um pouco onde erramos e peçamos perdão ao Senhor.

 

Oração colecta: Deus de infinita bondade, que nos mandais ouvir o vosso amado Filho, fortalecei-nos com o alimento interior da vossa palavra, de modo que, purificado o nosso olhar espiritual, possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus convida Abraão a deixar a sua terra e a dirigir-se para o desconhecido, que é uma incógnita para ele. Mas obedecendo ao chamamento de Deus, Abraão inicia a história da salvação.

 

Génesis 12, 1-4ª

 

1Naqueles dias, o Senhor disse a Abraão: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que Eu te indicar. 2Farei de ti uma grande nação e te abençoarei; engrandecerei o teu nome e serás uma bênção. 3Abençoarei a quem te abençoar, amaldiçoarei a quem te amaldiçoar; por ti serão abençoadas todas as nações da terra». 4aAbraão partiu, como o Senhor lhe tinha ordenado.

 

1 «O Senhor disse a Abraão». Estamos nas origens do antigo povo de Deus, como preparação do caminho do Evangelho: «no devido tempo Deus chamou Abraão para fazer dele um grande povo» (Dei Verbum, 3). A aliança com Deus implica uma série de exigências: deixar terra, família, casa e lançar-se para o desconhecido, «a terra que Eu te indicar…», fiando-se apenas na palavra de Deus. É assim que S. Paulo há-de insistir no exemplo de fé e de obediência ao Deus de Abraão: Rom 4; cf. Hebr 11, 8-19.

 

Salmo Responsorial    Sl 32 (33), 4-5.18-19.20.22 (R. 22)

 

Monição: Na recitação deste salmo manifestamos a nossa confiança em Deus, nos Seus desígnios e na Sua Palavra, sabendo que o Senhor não abandona os que n’Ele confiam.

 

Refrão:        Esperamos, Senhor, na vossa misericórdia.

 

Ou:               Desça sobre nós a vossa misericórdia,

                porque em Vós esperamos, Senhor.

 

A palavra do Senhor é recta,

da fidelidade nascem as suas obras.

Ele ama a justiça e a rectidão:

a terra está cheia da bondade do Senhor.

 

Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,

para os que esperam na sua bondade,

para libertar da morte as suas almas

e os alimentar no tempo da fome.

 

A nossa alma espera o Senhor:

Ele é o nosso amparo e protector.

Venha sobre nós a vossa bondade,

porque em Vós esperamos, Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Nesta leitura, Pedro exorta o discípulo Timóteo a não desanimar perante as dificuldades que vai encontrar ao longo da sua vida e adverte que a fidelidade a Cristo não exclui riscos nem sofrimentos, mas que o Senhor nunca nos abandona durante todo o percurso.

 

2 Timóteo 1, 8b-10

 

Caríssimo: 8bSofre comigo pelo Evangelho, apoiado na força de Deus. 9Ele salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça. Esta graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade, 10manifestou-se agora pelo aparecimento de Cristo Jesus, nosso Salvador, que destruiu a morte e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho.

 

8 S. Paulo, nas vésperas da sua execução pelo ano 67, no seu segundo cativeiro romano, aparece a animar o seu discípulo a sofrer também pelo Evangelho. 

9-10 Estes versículos, num contexto exortatório, constituem mais uma das belas sínteses paulinas da salvação, em forma de hino, em prosa ritmada; esta «salvação» tem, como ponto de partida, um desígnio divino gratuito e (à letra) «chamou-nos com um chamamento santo», santo, não só por ser de Deus, mas por levar a Deus; daí a tradução litúrgica, menos formal: «chamou-nos à santidade».

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Deus chama-nos a uma vida nova e ilumina-nos através de Jesus Cristo, que Se nos manifestou no meio da nuvem luminosa.

 

Aleluia

 

Cântico: B. Salgado, NRMS 32

 

No meio da nuvem luminosa, ouviu-se a voz do Pai:

«Este é o meu Filho muito amado: escutai-O».

 

 

Evangelho

 

São Mateus 17, 1-9

 

1Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João seu irmão e levou-os, em particular, a um alto monte 2e transfigurou-Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. 3E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele. 4Pedro disse a Jesus: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». 5Ainda ele falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e da nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O». 6Ao ouvirem estas palavras, os discípulos caíram de rosto por terra e assustaram-se muito. 7Então Jesus aproximou-se e, tocando-os, disse: «Levantai-vos e não temais». 8Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. 9Ao descerem do monte, Jesus deu-lhes esta ordem: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos».

 

O facto de esta cena nos ser apresentado todos os anos no 2º Domingo da Quaresma tem um sentido para a nossa vida a ter em conta. Assim como para aqueles discípulos a Transfiguração de Jesus serviu de preparação para se confrontarem com a sua desfiguração na agonia do Getxemani, assim também nós temos de nos dispor com olhos de fé para a celebração do tríduo pascal.

1 «A um alto monte. Os Evangelhos não dizem o nome do monte que habitualmente se julga ser o Tabor, segundo uma tradição procedente do séc. IV, um monte situado a 10 km a Leste de Nazaré. Como este monte não é muito alto (apenas 560 m), há exegetas modernos que falam antes do Monte Hermon (2.759 m), junto a Cesareia de Filipe, região onde Jesus tinha estado, segundo os três sinópticos, uma semana antes.

Pedro, Tiago e João, são os três predilectos de Jesus, destinados a ser «colunas da Igreja» (Gál 2, 9) particularmente firmes, igualmente testemunhas da ressurreição da filha de Jairo (Mc 5, 37) e da agonia de Jesus no horto (Mt 26, 37), diríamos, uma espécie de núcleo duro. Jesus sabia que a sua Paixão e Morte lhes iria provocar um violentíssimo choque, por isso quer prepará-los para enfrentarem com fé e coragem tamanha provação. Pedro acabara de confessar Jesus como «o Messias, o Filho de Deus vivo» (Mt 16, 16); Jesus tinha-o declarado «bem-aventurado» por essa confissão de fé, que afinal era muito frágil, pois, logo a seguir, perante o primeiro anúncio da Paixão, Jesus havia de o repreender pela sua visão humana (cf. Mt 16, 23).

3 «Moisés e Elias». São os dois maiores expoentes de toda a revelação do Antigo Testamento: representam a Lei e os Profetas a convergirem em Cristo.

9 «Não conteis a ninguém». Esta ordem enquadra-se na chamada «disciplina do segredo messiânico», que tinha por fim evitar uma exagerada exaltação do espírito dos Apóstolos; assim Jesus obviava a possíveis agitações populares que só viriam prejudicar e perturbar a sua missão. Em Marcos esta imposição do silêncio adquire um significado teológico muito particular.

 

Sugestões para a homilia

 

A resposta ao convite do Senhor

Que nos ilumina durante toda a viagem

Para que não desanimemos perante as dificuldades do percurso

 

A resposta ao convite do Senhor

 

Deus convida Abraão a deixar a sua terra e a dirigir-se para o desconhecido. As promessas são grandes, mas o presente imediato é uma incógnita. Para Abraão, a única realidade que conta é a Palavra do Senhor que o chama. Confiado nela, põe-se a caminho. Deus vai-lhe divulgando pouco a pouco os passos que deve dar.

Neste tempo, em que muitas pessoas são convidadas a deslocar-se do seu ambiente normal para se ajustarem a novas situações, cada um de nós aqui presente deve ponderar que essa circunstância também é um convite a não nos fecharmos em nós mesmos, mas a termos a coragem de abandonar determinadas atitudes, algumas maneiras de pensar e de viver, certos hábitos ou costumes, ainda que muito frequentes na nossa sociedade e nada condizentes com o Evangelho.

Todo o afastamento é sempre duro, mas tentemos ver nele o muito que Deus nos promete se formos fiéis à sua vontade, sabendo distinguir o que é bom daquilo que é mau e que falsos profetas nos propõem enganosamente como caminho querido por Deus. Só Ele, por intermédio de seu Filho Jesus, nos pode iluminar durante a viagem de toda a nossa vida, como fez com Abraão.

 

Que nos ilumina durante toda a viagem

 

Mas uma pergunta se nos coloca neste domingo: Por que razão lemos hoje o Evangelho do episódio da Transfiguração de Jesus e qual o seu significado para nós?

A resposta encontrámo-la no contexto em que se deu o acontecimento. Mateus não está interessado em nos relatar uma crónica ou simples informações da vida de Jesus depois de Ele ter preanunciado aos discípulos de que haveria de padecer e morrer na sua ida a Jerusalém. O evangelista quer levar-nos a compreender quem realmente é Jesus. Por isso recorre às figuras e aos símbolos que naquele tempo eram conhecidos e perfeitamente assimiláveis pelos seus ouvintes.

Assim, se repararmos bem, quando Jesus quer dizer ou fazer qualquer coisa importante, sobe sempre a um monte. Assim procedeu Moisés quando recebeu a revelação de Deus, que depois transmitiu ao povo. Também não é inocente a referência a «seis dias» com que começa esta perícopa do Evangelho. Moisés - refere-nos o Antigo Testamento - subiu à montanha «após seis dias», não foi sozinho, mas tomou consigo dois discípulos e foi envolvido por uma nuvem e aí a sua face é transfigurada pela glória divina.

Ora, Mateus quer-nos apresentar Jesus como o novo Moisés, como aquele que dá ao novo povo, representado pelos três discípulos, a nova Lei, a revelação definitiva de Deus. Daí o rosto resplandecente de Jesus e as suas vestes luminosas, bem como o envolvimento pela nuvem luminosa e a voz do céu: «Este é o meu Filho muito amado. Escutai-O!».

Moisés e Elias falam com Jesus, pois toda a acção destas duas figuras se encaminha para a vinda do Messias prometido. É Ele, Jesus, a explicação e a realização de toda a Lei e dos Profetas. Mas os três personagens já não podem continuar juntos, Jesus destaca-se nitidamente dos outros, pois lhes é absolutamente superior. Por isso nos diz que quando os três discípulos levantam os olhos, apenas vêem Jesus e mais ninguém com Ele, pois Jesus é o novo profeta, o novo legislador.

Aqui está a resposta à nossa interrogação inicial: no começo da Quaresma somos solicitados a prestar muita atenção ao que o Mestre tem para nos dizer. Durante todo este tempo litúrgico, Jesus indicar-nos-á o caminho que devemos percorrer.

 

Para que não desanimemos perante as dificuldades do percurso

 

A Ele, e somente a Ele, devemos escutar, a fim de não desanimarmos com as dificuldades e os possíveis sofrimentos encontrados no percurso. Jesus afastar-nos-á dos falsos profetas deste mundo que nos pretendem conduzir por caminhos que não nos transportam à verdadeira e única luz que ilumina toda a viagem da nossa vida.

Deus chama-nos a uma vida nova e ilumina-nos por meio de Jesus Cristo, que se nos manifestou também a nós, neste domingo.

Como Abraão, somos chamados, numa perspectiva dum projecto divino que consiste em vivermos essa vida nova, à imagem de Cristo. Esta vocação cristã é totalmente gratuita. É um dom. O ser cristão, todavia, implica riscos e não poucos sofrimentos. Nem sempre o nosso percurso será simples. Não é próprio de Deus conduzir-nos por caminhos fáceis. Mas o Senhor sempre nos acompanha e ilumina não nos deixando desanimar pelas vicissitudes do caminho.

Tal verdade deve despertar em nós uma expressiva gratidão para com Deus e um grande sentido de responsabilidade perante a resposta que devemos dar a esse chamamento.

Preparemos desde já a nossa resposta tentando viver com intensidade toda a Quaresma, a fim de, com Cristo, podermos com alegria ressuscitar para uma reconversão verdadeiramente cristã.

 

Fala o Santo Padre

 

«A Transfiguração não é uma transformação de Jesus,

mas sim a revelação da sua divindade.»

 

Queridos irmãs e irmãs!

[…] O domingo hodierno, o segundo de Quaresma, é chamado da Transfiguração, porque o Evangelho narra este mistério da vida de Cristo. Ele, depois de ter prenunciado aos discípulos a sua paixão, «tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os em particular, a um alto monte. Transfigurou-Se diante deles: o Seu rosto resplandeceu como o Sol, e as Suas vestes tornaram-se brancas como a luz» (Mt 17, 1-2). Segundo os sentidos, a luz do sol é a mais intensa que se conhece na natureza, mas segundo o espírito, os discípulos viram, por pouco tempo, um esplendor ainda mais intenso, o da glória divina de Jesus, que ilumina toda a história da salvação. São Máximo, o Confessor, afirma que «as vestes que se tornaram brancas tinham o símbolo das palavras da Sagrada Escritura, que se tornam claras, transparentes e luminosas» (Ambiguum, 10: pg 91, 1128 b).

O Evangelho diz que, ao lado de Jesus transfigurado, «apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele» (Mt 17, 3); Moisés e Elias, figuras da Lei e dos Profetas. Foi então que Pedro, extasiado, exclamou: «Senhor, é bom estarmos aqui. Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias» (Mt 17, 4). Mas santo Agostinho comenta, dizendo que nós dispomos de uma única morada: Cristo; Ele «é a Palavra de Deus, Palavra de Deus na Lei, Palavra de Deus nos Profetas» (Sermo De Verbis Ev. 78, 3: PL 38, 491). Com efeito, o próprio Pai proclama: «Eis o meu Filho muito amado, em quem pus todo o meu enlevo; escutai-O!» (Mt 17, 5). A Transfiguração não é uma transformação de Jesus, mas sim a revelação da sua divindade, «a íntima compenetração do seu ser com Deus, que se torna pura luz. No seu ser um só com o Pai, o próprio Jesus é Luz da Luz» (Jesus de Nazaré, 2007, pág. 357). Contemplando a divindade do Senhor, Pedro, Tiago e João são preparados para enfrentar o escândalo da cruz, como se entoa num antigo hino: «Sobre o mundo, Te transfiguraste, e os Teus discípulos, na medida que lhes era possível, contemplaram a Tua glória a fim de que, vendo-Te crucificado, compreendessem que a Tua paixão era voluntária e anunciassem ao mundo que Tu és verdadeiramente o esplendor do Pai» (Κοντάκιον είς τήν Μεταμóρφωσιν, in: Μηναια, t. 6, Roma 1901, pág. 341).

Caros amigos, também nós participamos desta visão e desta dádiva sobrenatural, reservando espaço à oração e à escuta da Palavra de Deus. Além disso, especialmente neste período da Quaresma exorto, como escreve o Servo de Deus Paulo VI, «a responder ao preceito divino da penitência, com algumas obras voluntárias, para além das renúncias impostas pelo peso da vida quotidiana» (Const. Apost. Pænitemini, 17 de Fevereiro de 1966, III, c: AAS 58 [1966], 182). Invoquemos a Virgem Maria, a fim de que nos ajude a ouvir e seguir sempre o Senhor Jesus, até à paixão e à cruz, para participar também da sua glória.

 

Papa Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro, 20 de Março de 2011

 

Oração Universal

 

Caríssimos:

Neste tempo santo da Quaresma,

o Senhor faz-nos um convite para que O sigamos

como único caminho para alcançar a luz.

Peçamos-Lhe que nos faça escutar a sua voz,

dizendo (cantando), com fé:

   

    Escutai, Senhor, as nossas preces.

 

1.     Para que o Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos,

saibam escutar e seguir a voz do Senhor

e ponham a sua confiança em Deus, como fez Abraão,

oremos, irmãos.

 

2.     Para que a Santa Igreja de Deus,

conjunto de todos os baptizados,

ouça Jesus, Palavra Viva de Deus,

que é para nós princípio de conversão e purificação,

oremos irmãos.

 

3.     Para que todos aqueles que,

por força das circunstâncias,

se têm de pôr a caminho deslocando-se

do seu lugar de origem habitual,

sejam sempre iluminados pela luz de Jesus Cristo,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que todos nós aqui presente nesta celebração,

tenhamos a coragem de abandonar algumas atitudes,

certas maneiras de pensar e de viver

e hábitos ou costumes nada condizentes com o Evangelho,

oremos, irmãos.

 

5.     Para que as comunidades cristãs,

perseguidas por causa da sua fé

e obrigadas a deslocar-se para fugiram à perseguição,

sejam amparadas, conduzidas e guardadas

pela mão de Deus nosso Pai,

oremos, irmãos.

   

6.     Para que saibamos compreender

o significado da transfiguração do Senhor

na nossa caminhada quaresmal,

a fim de renovarmos a nossa vida

e assim podermos participar mais plenamente na graça pascal,

oremos, irmãos.

 

 

Senhor, que no monte da transfiguração

nos mandastes escutar o vosso Filho,

atendei à oração que o Espírito Santo

suscitou nesta nossa assembleia

e derramai sobre todos nós a vossa graça..

Isto vos pedimos por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Espero em Deus, M. Carneiro, NRMS 105

 

Oração sobre as oblatas: Esta oblação, Senhor, lave os nossos pecados e santifique o corpo e o espírito dos vossos fiéis, para celebrarmos dignamente as festas pascais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

A transfiguração do Senhor

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Depois de anunciar aos discípulos a sua morte, manifestou-lhes no monte santo o esplendor da sua glória, para mostrar, com o testemunho da Lei e dos Profetas, que pela sua paixão alcançaria a glória da ressurreição.

Por isso, com os Anjos e os Santos do Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo: F. da Silva, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Ao participarmos da comunhão do Corpo do Senhor, sintamo-nos mais auxiliados para bem escutar a sua Palavra Viva, que é para nós princípio de conversão e purificação, fonte de alegria e penhor da glória futura.

 

Cântico da Comunhão: Ouviu-se uma voz, A. Mendes, Cânticos de Entrada e Comunhão I, pág. 87

Mt 17, 5

Antífona da comunhão: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escutai-O.

 

Cântico de acção de graças: Bendito sejas, sei que Tu pensas em mim, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Alimentados nestes gloriosos mistérios, nós Vos damos graças, Senhor, porque, vivendo ainda na terra, nos fazeis participantes dos bens do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Evocando a Transfiguração do Senhor, ouçamos o seu convite para nos pormos a caminho com novas forças para enfrentar a jornada durante este tempo quaresmal. Que as dificuldades e alguns sofrimentos que possam surgir durante ela sejam suprimidos pela confiança na única realidade que nos pode amimar: a Palavra do Senhor que chama e o seu auxílio que estará sempre presente em todas as circunstâncias da nossa vida e que nos orientará para a futura glória da Páscoa de Cristo.

 

Cântico final: Ficai connosco, Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

Homilias Feriais

 

2ª SEMANA

 

2ª Feira, 17-III: Aprender a viver a misericórdia.

Dan 9, 4-10 / Lc 6, 36-38

Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.

Para sermos misericordiosos como Jesus nos pede (Ev.), precisamos em primeiro lugar, reconhecer os nossos pecados e a misericórdia do Pai: «Nós pecámos, deixámos os vossos mandamentos e as vossas leis (oração de Daniel)» (Leit.).

Depois, recebendo com frequência o sacramento da misericórdia: «Recebendo com maior frequência neste sacramento o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele» (CIC, 1458). E finalmente, recebendo a Eucaristia, pois ela fortifica a caridade que, na vida quotidiana, tende a enfraquecer (CIIC, 1394).

 

3ª Feira, 18-III: A limpeza interior e as boas obras.

Is 1. 10. 16-20 / Mt 23, 1-12

Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. Fazei e observai tudo o que vos disserem, mas não procedais segundo as suas obras

Jesus queixa-se a actuação dos fariseus: «não procedais segundo as suas obras, pois eles dizem e não fazem» (Ev.).

Para que haja boas obras é preciso que haja conversão interior: «O apelo de Jesus à conversão e à penitência não visa primariamente as obras exteriores, o saco e a cinza, os jejuns e as mortificações, mas a conversão do coração, a penitência interior. Sem ela, as obras de penitência são estéreis e enganadoras; pelo contrário, a conversão interior impele à expressão dessa atitude em sinais visíveis, gestos e obras de penitência (Leit.)».

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         António E. Portela

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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