aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

LAMEGO

 

NOVO LIVRO SOBRE HISTÓRIA

DA DIOCESE DE LAMEGO

 

O livro “História da Igreja de Lamego”, do padre Joaquim Correia Duarte, membro da Academia Portuguesa da História, apresenta as origens da Diocese, as suas pessoas, instituições, estruturas e espiritualidade.

 

D. António Couto, bispo de Lamego, presidiu à sessão de apresentação do livro e felicitou o autor por se ter envolvido numa “teia de muitos séculos, de muitos fios, de muitos nomes e de muitos acontecimentos”, que faz “ver e sentir o pulsar do coração e da vida” da Igreja na Diocese.

O padre Joaquim Correia Duarte pesquisou, escreveu e descreveu a história da diocese, em 750 páginas, desde o início da sua evangelização até aos dias de hoje, um “trabalho de pioneiro” desde o século XVIII, assinala o bispo de Lamego.

“Fazer uma história da diocese, global e simples, concentrada e abrangente, acessível e actualizada, foi a minha tentativa e o meu anseio”, revela no preâmbulo o autor.

Este livro é um documento fundamental para se “aceder à identidade” da diocese de Lamego, assinalou o prelado.

“Há quem pense que Lamego, por não ter na sua sede uma capital de distrito e ter sofrido ao longo dos séculos os custos da interioridade, é uma diocese pequena e pobre, modesta e apagada. De facto, na área e na população, há-as muito maiores”, declara o padre Joaquim Correia Duarte no primeiro parágrafo da Introdução.

Os seis capítulos estão divididos por: “As Origens; Os Espaços; As Instituições; As Pessoas; As Estruturas [Os Edifícios Religiosos da Cidade; Outros Templos da Diocese]; e Espiritualidade e Vida Cristã”.

 

 

LISBOA

 

MISERICÓRDIAS

E CUIDADOS CONTINUADOS

 

A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) vai inaugurar em Fátima o Centro Bento XVI para apoiar doentes de Alzheimer e pessoas com demência, “um flagelo terrível”, sublinha o presidente Manuel Lemos.

 

A UMP está a desenvolver um “projecto inovador” que visa promover práticas adequadas no que respeita às demências.

O Centro Bento XVI pretende desenvolver um modelo de intervenção especializado e de referência, “assente em competências ambientais, profissionais, clínicas e terapêuticas”.

O presidente da UMP sublinha que a saúde “não é um negócio”, porque existe uma obra de misericórdia que “manda cuidar dos enfermos”. “Cuidar dos idosos é uma missão”, acrescentou Manuel Lemos.

As Misericórdias “estão disponíveis para receber os 31 hospitais que ainda estão do lado do Estado, desde que não haja diminuição de cuidados às populações e não se coloque em risco a sustentabilidade” das instituições.

Em relação à rede nacional de cuidados continuados – “uma aposta das Misericórdias” –, Manuel Lemos referiu que a entrada neste processo vem “na linha do fenómeno do regresso ao mundo da saúde e do fenómeno do envelhecimento em Portugal”.

As Misericórdias tinham esse problema porque “os lares estavam a mudar o seu perfil”, visto que cada vez mais existiam pessoas “acamadas e os lares não tinham sido concebidos e pensados para isso”.

Ao falar sobre a aprovação da lei de bases da Economia Social, Manuel Lemos coloca em destaque o “salto histórico” que foi a sua aprovação, até porque a economia social representa cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e ainda existe “uma enorme margem de progressão”.

 

 

SANTARÉM

 

IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA

NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS

 

D. Manuel Pelino, bispo de Santarém, publicou a nota “Guardemo-nos uns aos outros” no site da diocese onde revela que a fé deve ser mantida viva e transmitida, e debruça-se sobre a importância da família na educação cristã.

 

“É uma pena ouvir pais desculparem-se de não orientarem os filhos na educação cristã com o argumento de que quando forem grandes eles é que vão decidir. Também vão decidir nessa altura se vão à escola ou ao médico ou se aceitam integrar-se na família?”, interroga-se D. Manuel Pelino na nota, endereçada à diocese de Santarém, para a Semana Nacional de Educação Cristã, que terminou em 6 de Outubro passado.

O tema para esta semana “Guardar a fé, guardar o outro” está inspirado na homilia de início do ministério do Papa Francisco: “É uma reflexão muito oportuna na medida em que notamos, actualmente, a tendência de viver a fé de forma privada, escondida e quase envergonhada”, analisa o prelado.

D. Manuel Pelino recorda que o Evangelho recomenda que “não” se esconda “a luz (da fé)”, por isso, guardar a fé “é mantê-la viva, irradiante e cuidar de a transmitir, pois é dada como dom para proveito de todos”.

Para o bispo de Santarém, os pais, avós e encarregados de educação enquadram-se nesta perspectiva porque “são os educadores fundamentais” que exercem uma “influência decisiva na educação cristã”, que conduz no “caminho que leva ao encontro do amor de Deus e do outro”.

“Sem este apoio da família e da comunidade, onde a vida cristã se torna visível em gestos e sinais, pouca eficácia terá a acção dos catequistas ou de outros educadores da fé”, acrescenta.

“Descubro jovens que são tocados pelo exemplo e pelos conselhos dos avós; pais que são influenciados e motivados pelo caminho de fé dos filhos; vejo, como a outros, serviu de ajuda o testemunho de amigos”, acrescenta o bispo.

 

 

FÁTIMA

 

JORNADAS NACIONAIS

DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

D. Pio Alves de Sousa disse que a progressiva riqueza de recursos na área dos media não significa, automaticamente, melhoria da comunicação, sendo necessário um equilíbrio entre a “abertura” e o “deslumbramento”.

 

“A qualidade verdadeiramente humana da comunicação dependerá sempre da qualidade do comunicador e do modo como usa os recursos comunicacionais disponíveis. Será sempre necessário equilibrar a agradecida abertura aos novos recursos com a resistência ao deslumbramento que podem ocasionar”, afirmou o Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, na abertura das Jornadas Nacionais de Comunicação Social, sobre o tema «Comunicar no ambiente digital», que decorreram nos dias 3 e 4 de Outubro passado.

Referiu D. Pio que a “Igreja e as suas instituições” têm uma “presença quantitativamente relevante na comunicação digital”, mas “a actualidade e a qualidade, com o que isso implica, não alcançam, demasiadas vezes, idêntico grau de satisfação”.

O “novo e progressivo” ambiente digital “não inventa a comunicação”, explica o bispo, podendo mesmo “acrescentar riscos e possibilidades” que podem “potenciar ou minar”.

Mais do que em qualquer outra época, são necessários “encontros pessoais”, onde se conhecem “os rostos, onde se cruzam os olhares, onde pode haver um abraço”, afirma o também Administrador apostólico do Porto.

Os “novos media” podem ser “adulterados na sua vocação de instrumentos de comunicação e de encontro” e transformar-se em “refúgios de um feroz individualismo”.

As Jornadas contaram com a presença do jesuíta padre Antonio Spadaro, director da revista italiana “La Civiltá Cattolica” e membro do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, que recentemente entrevistou o Papa Francisco.

 

 

COIMBRA

 

BIOGRAFIA COMPLETA

DA IRMÃ LÚCIA

 

Com o título «Um caminho sob o olhar de Maria» foi lançada no passado dia 5 de Outubro a biografia completa da Irmã Lúcia, publicação das Edições Carmelo.

 

Toda a comunidade do Carmelo de Santa Teresa esteve envolvida na elaboração do livro e, segundo a irmã Ana Sofia, é “uma maneira de dar a conhecer às pessoas quem foi verdadeiramente a irmã Lúcia”. “É uma figura muito conhecida” e fala-se muito dela, mas existe “muita coisa que ainda não se sabe sobre ela”.

A apresentação foi feita pelo Cón. Luciano Cristino, director do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário de Fátima, com a presença do bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes.

Com quatro grandes partes, o livro começa com o aspecto da família e as aparições de Fátima, o pós-aparições, a entrada no Instituto de Santa Doroteia e a vida nas carmelitas.

Para a construção da biografia foram consultados “imensos livros”, mas o fundamental e a fonte principal são “os escritos da irmã Lúcia”, acrescentou a irmã Ana Sofia.

O livro contém “as cartas mais importantes” escritas pela irmã Lúcia, “nomeadamente as cartas ao Santo Padre e a alguns bispos”.

O prefácio do livro é da autoria de D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra, que se refere à irmã Lúcia como “a criança abençoada e escolhida para difundir no mundo a mensagem de paz e salvação de Deus”.

O livro conta, ainda, com uma fotobiografia que acompanha o desenrolar dos capítulos que narram a sua vida.

 

 

LISBOA

 

CAMINHADA PELA VIDA

 

A Federação Portuguesa pela Vida promoveu no passado sábado dia 5 de Outubro a quarta “Caminhada pela Vida”, que reuniu milhares de pessoas entre o Marquês de Pombal e o Rossio, tendo como pano de fundo a petição europeia “Um de Nós”, em defesa do embrião humano.

 

A petição já tinha reunido praticamente um milhão e meio de assinaturas.

O Dia Nacional de Recolha de Assinaturas em Portugal decorreu no domingo seguinte dia 6, com o apoio da Conferência Episcopal Portuguesa.

A Caminhada pela Vida incluiu uma festa com música, testemunhos e discursos de Sofia Costa Guedes (coordenadora da Caminhada), Pedro Líbano Monteiro (coordenador em Portugal da campanha Um de Nós), José Ribeiro e Castro e Carina Oliveira, deputados da Assembleia da República, Fernando Soares Loja (dirigente da Aliança Evangélica Portuguesa), um grupo de quatro jovens do “Lobby pela Vida”, Isilda Pegado e António Pinheiro Torres (presidente e vice-presidente da Federação Portuguesa pela Vida).

A Federação Portuguesa pela Vida é umas promotoras da petição que procura assegurar a "protecção jurídica da dignidade, do direito à vida e da integridade de cada ser humano desde a concepção nas áreas de competência da União Europeia nas quais tal protecção se afigure relevante".

A Iniciativa de Cidadãos é um instrumento legislativo da União Europeia (UE) aprovado no Tratado de Lisboa, que pretende aproximar as Instituições Europeias dos cidadãos e melhorar a vivência democrática dentro da EU.

 

 

LISBOA

 

NOVO ORDINÁRIO CASTRENSE

 

O Papa Francisco nomeou no passado dia 10 de Outubro como Ordinário castrense em Portugal D. Manuel Linda, até agora bispo auxiliar de Braga, de 57 anos, sucedendo a D. Januário Torgal Ferreira, que resignou por limite de idade.

 

D. Januário Torgal Ferreira, completara 75 anos de idade em Fevereiro e apresentara a sua renúncia ao cargo, aceite por Bento XVI e confirmada pelo Papa Francisco.

D. Manuel Linda, nascido a 15 de Abril de 1956 no concelho de Resende, frequentou o Seminário Maior de Lamego e depois o Instituto de Ciências Humanas e Teológicas do Porto, sendo ordenado sacerdote para a diocese de Vila Real em 1981. Em 2009 foi nomeado e ordenado bispo auxiliar de Braga. É doutor em Teologia, na especialidade de Teologia Moral, pela Universidade Pontifícia Comillas, de Madrid.

O novo Ordinário castrense foi capelão militar há três décadas e admite que a realidade hoje é muito diferente, apesar de essa experiência lhe permitir agora conhecer “minimamente o estilo de vida no ambiente militar”. “É um mundo que não me é completamente desconhecido, embora as coisas tenham mudado muito”, prossegue.

O prelado destaca que vai ter a missão exclusiva de liderar o Ordinariato Castrense, que acompanha os católicos nas Forças Armadas, militares e também aqueles que, por vínculo da lei civil, se encontram ao serviço das Forças Armadas, Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública.

“A Santa Sé quer valorizar a função de Ordinário castrense, em pé de igualdade com os bispos diocesanos”, sublinha.

Até à tomada de posse do novo bispo, em data ainda a definir, o Ordinariato será guiado pelo padre Manuel Amorim, vigário-geral castrense, na qualidade de Administrador diocesano.

O Serviço de Assistência Religiosa das Forças Armadas e das Forças de Segurança foi regulamentado em 2009, na sequência da Concordata assinada entre Portugal e a Santa Sé em 2004, sendo constituído pela Capelania Mor e pelos centros de assistência religiosa da Armada, do Exército, da Força Aérea, da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública.

A Capelania Mor é um órgão de natureza inter-religiosa integrado no Serviço de Assistência Religiosa das Forças Armadas e das Forças de Segurança, que assegura “o regular funcionamento da assistência” e compreende na sua composição um capelão-chefe, por cada confissão professada, que coordena a respectiva assistência religiosa.

 

 

AVEIRO

 

FALECEU

D. ANTÓNIO MARCELINO

 

O bispo de Aveiro presidiu no passado dia 11 de Outubro na catedral diocesana o funeral de D. António Marcelino, seu predecessor, que falecera no dia 9 aos 83 anos, evocando a sua “ousadia profética” e “paixão apostólica”.

 

D. António Francisco dos Santos falou do bispo emérito como um homem “apaixonado pela Igreja” que promoveu “uma leitura actual” dos chamados “sinais dos tempos”.

O bispo declarou que a diocese de Aveiro, que celebra os 75 anos da sua restauração, deve muito do que é hoje à entrega do falecido prelado, que “se deu com amor e fez da sua vida uma escola de dádiva”.

Após o funeral, o cortejo fúnebre seguiu para o cemitério central de Aveiro, onde o corpo foi sepultado no jazigo da diocese.

“Obrigado D. António, em nome de Aveiro, em nome deste país”, disse D. António Francisco dos Santos, no fim da celebração, perante dezenas de membros do clero e a maioria dos bispos portugueses, incluindo o patriarca emérito de Lisboa, cardeal José Policarpo, o núncio apostólico D. Rino Passigato e o presidente da conferência episcopal, D. Manuel Clemente.

D. Rino Passigato leu uma mensagem enviada à diocese em nome do Papa, com as suas condolências, destacando o "serviço à comunidade" do falecido bispo.

Natural de Castelo Branco, onde nasceu a 21 de Setembro de 1930, D. António Marcelino foi ordenado padre em 1955 e bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa em 1975. Em 1980 foi nomeado bispo coadjutor de Aveiro, tendo sido bispo residencial de 1988 a 2006, quando foi substituído por D. António Francisco dos Santos.

O tema da renovação da Igreja mereceu recorrentes reflexões por parte do falecido bispo.

D. António Marcelino foi vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa entre 1999 e 2005, participando no Sínodo dos Bispos sobre a Europa em 1991 e em 1999.

Na Diocese de Aveiro, criou o Instituto de Ciências Religiosas e promoveu um Sínodo de 1990 a 1995, entre outras iniciativas.

O prelado foi presidente das comissões episcopais da CEP para as Comunicações Sociais – onde esteve na origem do programa «70x7» –, a Acção Social, a Família e o Apostolado dos Leigos.

 

 

MADEIRA

 

MADRE MARY JEAN WILSON

DECLARADA VENERÁVEL

 

O Papa Francisco aprovou no passado dia 11 de Outubro a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heróicas” da Madre Mary Jean Wilson (1840-1916), que faleceu na Madeira e ali fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias.

 

Filha de pais ingleses, nasceu na Índia, a 3 de Outubro de 1840, e morreu em Câmara de Lobos, a 18 de Outubro de 1916, após um percurso de vida que a levou a converter-se do anglicanismo ao catolicismo.

Chegou à Madeira em Maio de 1881, como enfermeira de uma doente inglesa. Após ter-se fixado no Funchal, dedicou-se à catequese das crianças, aos doentes e à educação, tendo instituído diversas obras a favor dos pobres.

A 15 de Janeiro de 1884, com a primeira colaboradora, Amélia Amaro de Sá, fundou a Congregação das Irmãs Vitorianas.

Em 1907 distinguiu-se pelo apoio às vítimas de uma epidemia de varíola na região sul da Madeira, o que lhe valeu a condecoração Torre e Espada, atribuída pelo rei D. Carlos.

Em Outubro de 1910, com a revolução republicana, a irmã Wilson, depois de presa, foi expulsa para a Inglaterra, acabando por regressar um ano depois à Madeira, onde faleceu, em 1916, no Convento de São Bernardino (Câmara de Lobos).

O reconhecimento das “virtudes heróicas” é uma fase do processo de beatificação de um Servo de Deus e permite que, após a verificação de um milagre atribuído à sua intercessão, tenha lugar a sua beatificação.

 

 

LISBOA

 

75 ANOS DA IGREJA DE

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

 

O patriarca de Lisboa assinalou no passado domingo 13 de Outubro os 75 anos da igreja de Nossa Senhora de Fátima com uma missa a que presidiu no local, destacando a importância do seu “itinerário cristão”.

 

“Estou certo de que quantos vieram a esta igreja, ao longo dos setenta e cinco anos já passados, ganharam algo ou muito do que se pretendeu então, transpondo para as suas vidas o que este espaço lhes ofereceu e oferece: amplidão envolvente e concentração luminosa”, declarou D. Manuel Clemente na sua homilia.

O patriarca sublinhou a importância da igreja de Nossa Senhora de Fátima, obra do arquitecto Pardal Monteiro, no quadro de construção de novos espaços de culto ao longo do século XX, na capital portuguesa.

“Este templo ilustra clarissimamente o que foi a primeira década do ministério episcopal do cardeal Cerejeira em Lisboa. Ilustra sobretudo a sua grande determinação e até coragem, no sentido de reconstruir a vida diocesana depois das grandes dificuldades das décadas anteriores”, afirmou.

“A construção da igreja precisamente aqui onde a urbanização de Lisboa se alargava, integrou-se neste plano. E a novidade da topografia aliou-se perfeitamente com a novidade da arquitectura e das artes, numa modernidade consciente e assumida”, observou.

Segundo D. Manuel Clemente, o edifício evoca um tempo de “reconstrução espiritual e física do Patriarcado de Lisboa.

“No que a este templo respeita, queriam utilizar os meios técnicos que a modernidade conseguira, para incluir nas novas avenidas a novidade plástica que o tempo apreciava. E aqui mesmo se traduziu, num edifício que junta motivos tradicionais e espacialidades recentes, muito do que se pretendia e que o cardeal Cerejeira resumiu em duas palavras: modernidade e beleza”.

 

 

VISEU

 

MEDIDAS PARA COMBATER

A QUEBRA DE NATALIDADE

 

A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Viseu apresentou uma reflexão sobre “Natalidade e Justiça Social”, com medidas que apoiem o aumento da natalidade em Portugal, retirando o país de “entre os mais envelhecidos do mundo”.

 

Para o organismo católico, a “famigerada crise” não é por si só justificação para a falta de apoios que incrementem o aumento da natalidade, cuja diminuição ocorreu na mesma altura que “desastrosas leis" familiares foram implementadas.

Dessas leis destacam-se o “facilitismo do divórcio, vulgarização das uniões de facto, liberalização do aborto” e o “casamento homossexual”, “medidas antifamília” a que se soma a “ausência de medidas pró-família”.

Ao aumento da rede de infantários e alargamento dos seus horários a Comissão considera que devia ser “concedido a um dos progenitores poder ficar em casa com os filhos pequenos” e o “posto de trabalho ocupado por um trabalhador no desemprego”, que seria uma solução vantajosa para todos.

“Compensar na reforma os casais generosos”, ou seja, pais com três ou mais filhos, é outra medida “sem custos significativos e de premente justiça social”, explica o documento/artigo que também é publicado no Jornal da Beira.

A Comissão Justiça e Paz de Viseu defende que a solução para estes “casais generosos” seria antecipar a idade da reforma na proporção dos filhos que deram à sociedade”.

“Não temos professores a mais, mas sim crianças a menos. No 1.º semestre de 2013 houve menos 4000 nascimentos do que no 1.º semestre de 2012. Mas em 2012 já nasceram muito menos que em 2011, em 2011 bastante menos que em 2010, e por aí fora, com a mesma tendência”, assinala a Comissão Diocesana.

O organismo diz “ser preocupante o silêncio que se faz sobre a principal e grave razão” para, agora, existirem “dezenas de milhares de professores com habilitação e experiência profissional” que não têm colocação: “o decréscimo da natalidade que, em menos de três décadas, colocou Portugal entre os países mais envelhecidos do mundo e com menor natalidade”.

 

 

FÁTIMA

 

V CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE

SANTA TERESA DE ÁVILA

 

Os Institutos Religiosos de Espiritualidade Carmelita e Teresiana desejam assinalar o quinto centenário do nascimento de Santa Teresa de Jesus com iniciativas em todas as Dioceses de Portugal, três congressos e peregrinações a Ávila e a Fátima.

 

Os responsáveis das duas Ordens Carmelitas masculinas em Portugal, frei Agostinho Castro e frei Joaquim Teixeira, afirmaram que vão propor aos bispos uma “actividade de fim de semana” sobre Santa Teresa de Jesus e a sua mensagem.

O tema “A escola carmelitano-teresiana de oração” esteve em estudo no primeiro congresso promovido pelos Institutos Religiosos de Espiritualidade Carmelita e Teresiana, nos dias 17 e 19 de Outubro, em Fátima.

Frei Joaquim Teixeira, superior provincial da Ordem dos Carmelitas Descalços, considera que Santa Teresa de Ávila apresenta a oração na “perspectiva da amizade” e que é necessário conhecê-la para falar sobre a dimensão orante na Igreja.

“Orar é tratar de amizade com Deus. Ora este tema da amizade é um tema que todos percebemos e cultivamos nas famílias, nas comunidades, na Igreja. Portanto, falando de oração a partir da perspectiva da amizade, captamos facilmente o ensinamento e a escola que Santa Teresa criou na Igreja ao definir assim a oração, como história de amizade”, afirmou o religioso.

Para frei Joaquim Teixeira, “os ensinamentos e a experiência orante” de Santa Teresa de Ávila ensinam a rezar “as carmelitas que vivem uma vida contemplativa”, os frades numa “vida mais activa” e também famílias, sempre apresentando a oração “como história de amizade”.

Frei Agostinho Castro, superior provincial da Ordem do Carmo, considera que recordar Santa Teresa de Jesus é lembrar “sobretudo a sua espiritualidade” que “tanta falta faz no mundo de hoje” porque “é a raiz do ser humano”.

Teresa de Ávila nasceu em 1515 e, após ter entrado no convento carmelita de Nossa Senhora da Encarnação, promoveu a renovação da Ordem do Carmo, tendo fundado o primeiro convento da nova família carmelita descalça em 1562, dia em que Teresa mudou de hábito e começou a chamar-se Teresa de Jesus.

Após o congresso sobre a oração, os Institutos Religiosos de Espiritualidade Carmelita e Teresiana promovem um congresso sobre a experiência mística, em 2014, e outro sobre Santa Teresa de Ávila em 2015.

No dia 27 de Julho de 2014 vai realizar-se uma peregrinação da Igreja Católica em Portugal a Ávila e, em Outubro de 2015, outra a Fátima, por ocasião do Congresso que marca o encerramento da celebração do quinto centenário do nascimento de Santa Teresa de Ávila.

Pertencem aos Institutos Religiosos de Espiritualidade Carmelita e Teresiana a Ordem do Carmo, Ordem dos Carmelitas Descalços, Carmelitas Missionárias, Carmelitas Missionárias Teresianas, Companhia de Santa Teresa, Instituição Teresiana e Irmãs Carmelitas ao Serviço dos Pobres.

 

 

FÁTIMA

 

JORNADAS NACIONAIS

DA PASTORAL FAMILIAR

 

O antigo reitor da Universidade Católica, Manuel Braga da Cruz, afirmou em Fátima que a presença dos católicos na vida pública é essencial para inflectir políticas que falham na defesa da família, do casamento e da natalidade.

 

“Infelizmente não há políticas de família consistentes em Portugal, mas há medidas que contrariam a valorização da família, a valorização do casamento, a valorização da natalidade”, declarou o docente durante as Jornadas Nacionais da Pastoral Familiar que decorreram de 18 a 20 de Outubro passado, subordinadas ao tema “O trabalho e a família”.

Braga da Cruz foi conferencista em dois painéis onde se abordou a ligação do trabalho com a família no magistério da Igreja e na forma como estes dois pontos se interligam na actual crise que o país vive.

“A família é uma instituição que educa para o trabalho, que inculca valores de trabalho” – disse o ex-reitor da Universidade Católica Portuguesa.

Os trabalhos de grupo reuniram famílias de todo o país que aproveitaram a oportunidade para partilhar experiências entre si.

 

 

LISBOA

 

RESTAURO DA

IGREJA DA CONCEIÇÃO VELHA

 

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa vai investir um milhão de euros na reabilitação da Igreja da Conceição Velha, na rua da Alfândega, uma “jóia manuelina”.

 

“À população será devolvido todo o espaço para a prática religiosa, além de se criarem novas valências para atrair visitantes e dignificar este Monumento Nacional”, revela o comunicado da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

A cerimónia de formalização do projecto de recuperação e de investimento estava prevista para o dia 29 de Outubro passado com a presença do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes, e o pároco da Igreja da Conceição Velha, padre Mário Rui Leal Pedras,

“O elo histórico e a aposta da Santa Casa na preservação da Memória e do Património Arquitectónico e Artístico Nacional são argumentos de força para o apoio a esta intervenção, realizada com carácter de urgência, face ao estado de deterioração do edifício”, acrescenta o comunicado.

Foi neste edifício que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa teve a primeira sede própria, antes do Terramoto de Lisboa, em 1755. O Rei D. José mandou-a reedificar sobre as ruínas da antiga Igreja da Misericórdia.

O portal da Igreja da Conceição Velha é considerado um dos mais relevantes exemplos do Manuelino, equiparado ao do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém.

Um baixo-relevo de Nossa Senhora da Misericórdia e a capela do Santíssimo Sacramento são outros tesouros que ficarão disponíveis depois do restauro.

 

 

FÁTIMA

     

EXPOSIÇÃO DO MANUSCRITO

DO SEGREDO DE FÁTIMA

 

A 30 de Novembro, na zona da Reconciliação da Basílica da Santíssima Trindade, será inaugurada uma nova exposição temporária do Santuário de Fátima. Intitular-se-á “Segredo e Revelação” e, de entre as peças de maior valor simbólico, exporá o manuscrito da Terceira Parte do Segredo de Fátima, trazido do Vaticano e nunca antes exposto ao público.

 

O anúncio foi feito em final de Outubro pelo director do Museu do Santuário de Fátima e comissário da exposição, Marco Daniel Duarte: “Entre o espólio que integrará os núcleos, estará o manuscrito da Terceira Parte do Segredo de Fátima, revelado em 13 de Maio de 2000”.

“Considerando ser uma das peças fundamentais para o discurso museológico da exposição que tratará as três partes do Segredo de Fátima, o Santuário pediu à Santa Sé que ponderasse o seu empréstimo. O pedido, feito por D. António Marto, foi autorizado pelo Papa Francisco em 10 de Junho de 2013”, revelou Marco Daniel Duarte.

O manuscrito pertence ao Arquivo Secreto da Congregação para a Doutrina da Fé, onde deu entrada em 4 de Abril de 1957.

Marco Daniel Duarte recordou que “o manuscrito saiu raríssimas vezes do Arquivo Secreto da Congregação para a Doutrina da Fé: a pedido do Papa João Paulo II, na sequência do atentado de que foi vítima em 13 de Maio de 1981, e no ano 2000 quando o Prefeito da Congregação, como emissário do Papa, veio a Coimbra junto de Lúcia para reconhecimento do manuscrito”.

A exposição ficará patente ao público até Outubro de 2014.

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial