3º Domingo Comum

26 de Janeiro de 2014

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Subirei alegre, M. Carneiro, NRMS 87

Salmo 95, 1.6

Antífona de entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira. Glória e poder na sua presença, esplendor e majestade no seu templo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Após mais uma semana de trabalho, aqui estamos para agradecer ao Senhor tantas graças que gratuitamente nos concedeu!

Sabemos que sem Ele a vida não tem sentido. Por isso Lhe pedimos ajuda para cumprirmos a missão que nos confiou.

 

Oração colecta: Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta Isaías, no Antigo Testamento, já vê a nova luz a iluminar o mundo. Hoje somos felizes por seguirmos a Jesus Cristo que ilumina a nossa vida.

 

Isaías 8, 23b-9, 3 (9, 1-4)

1Assim como no tempo passado foi humilhada a terra de Zabulão e de Neftali, também no futuro será coberto de glória o caminho do mar, o Além do Jordão, a Galileia dos gentios. 2O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz se levantou. 3Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. 4Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor.

 

8, 23b Na Galileia estavam estabelecidas as tribos de Zabulão e de Neftali. Assim como foram estas as primeiras a sofrer as invasões assírias e a ser vítimas dos horrores da guerra e da deportação, também vão ser as primeiras a verem «uma grande luz», terra privilegiada para o começo da pregação de Jesus. Assim é interpretada esta passagem no Evangelho de hoje (Mt 4, 12-16).

9, 3 «Como no dia de Madiã». Alusão à estrondosa vitória alcançada por Gedeão apenas com 300 homens sobre os numerosos exércitos madianitas (cf. Jz 7).

 

Salmo Responsorial    Salmo 26 (27), 1.4.13-14 (R. 1a)

 

Monição: O Senhor vem ao nosso encontro para que vejamos sempre bem o caminho da salvação.

 

Refrão:        O Senhor é minha luz e salvação.

O Senhor me ilumina e me salva.

 

O Senhor é minha luz e salvação:

a quem hei-de temer?

O Senhor é protector da minha vida:

de quem hei-de ter medo?

 

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:

habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,

para gozar da suavidade do Senhor

e visitar o seu santuário.

 

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor

na terra dos vivos.

Confia no Senhor, sê forte.

Tem confiança e confia no Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: No passado os cristãos separaram-se. Hoje, católicos, ortodoxos e protestantes continuamos divididos. Peçamos ao Senhor, tendo presente a recomendação de São Paulo, o dom da unidade.

 

Coríntios 1, 10-13.17

Irmãos: 10Rogo-vos, pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma linguagem e que não haja divisões entre vós, permanecendo bem unidos, no mesmo pensar e no mesmo agir. 11Eu soube, meus irmãos, pela gente de Cloé, que há divisões entre vós, 12que há entre vós quem diga: «Eu sou de Paulo», «eu de Apolo», «eu de Pedro», «eu de Cristo». 13Estará Cristo dividido? Porventura Paulo foi crucificado por vós? Foi em nome de Paulo que recebestes o Baptismo? 17Na verdade, Cristo não me enviou para baptizar, mas para anunciar o Evangelho; não, porém, com sabedoria de palavras, a fim de não desvirtuar a cruz de Cristo.

 

A primeira parte desta Carta (1 Cor 1 – 6) vai dirigida a corrigir certas desordens na comunidade, a primeira das quais eram certas divisões: grupinhos ou capelinhas.

10 «Falar todos a mesma linguagem», aqui, é ter uma grande unidade de doutrina e de corações: unidade de pensar e de sentir (v. 11).

11 «Cloé». Mulher cristã, cuja família, talvez por motivo de negócios, se deslocava frequentemente de Corinto a Éfeso, onde Paulo se encontrava neste momento.

12 As «divisões» e contendas não correspondem a cismas ou heresias, mas a grupos ou capelinhas que tomavam, uns um partido, outros outro, baseados no prestígio dos excepcionais pregadores que ali passaram (Paulo e Apolo), ou numa autoridade especial (Pedro), ou baseados outros ainda talvez numa ligação directa e carismática a Cristo, sem a mediação de qualquer autoridade apostólica. (Note-se que a expressão «eu sou de Cristo» também podia ser uma exclamação, um aparte de S. Paulo).

13 Paulo, sem ceder nada no que se refere à sua autoridade apostólica na comunidade de que ele tem a responsabilidade da direcção, por ser o fundador dela, não tolera que haja um grupo que invoque o seu nome, fundando-se num mero prestigio ou ascendente pessoal seu; o que ele quer é «que só Cristo brilhe», e com uma primazia absoluta!

17 «Cristo não me enviou para baptizar…». A Bíblia de Vacari traduz, explicitando o sentido: «Cristo não me deu tanto a missão de baptizar, quanto a de pregar...» Com efeito, como Apóstolo, ele tinha a missão de baptizar (Mt 28, 19), mas a maior eficácia da sua actuação levava-o a não perder tempo com o que os seus colaboradores podiam fazer perfeitamente, seguindo nisto o exemplo de Jesus e de Pedro (Jo 4, 2; Act 10, 48).

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Mt 4, 23

 

Monição: Jesus chamou os Apóstolos. Eles deixaram tudo para O seguir. Hoje chama-nos a nós. Que Ele seja tudo na nossa vida!

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Jesus proclamava o Evangelho do reino

e curava todas as doenças entre o povo.

 

 

Evangelho *

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Mateus 4, 12-23    Forma breve: São Mateus 4, 4, 12-17

12Quando Jesus ouviu dizer que João Baptista fora preso, retirou-Se para a Galileia. 13Deixou Nazaré e foi habitar em Cafarnaum, terra à beira-mar, no território de Zabulão e Neftali. 14Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer: 15«Terra de Zabulão e terra de Neftali, estrada do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios: 16o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam na sombria região da morte, uma luz se levantou». 17Desde então, Jesus começou a pregar: «Arrependei-vos, porque o reino de Deus está próximo».

[18Caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. 19Disse-lhes Jesus: «Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens». 20Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O. 21Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco, na companhia de seu pai Zebedeu, a consertar as redes. Jesus chamou-os 22e eles, deixando o barco e o pai, seguiram-n’O. 23Depois começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.]

 

A Liturgia, depois de no Domingo passado, com as palavras do Baptista, nos ter feito a solene apresentação de Jesus que nos vai falar ao longo do ano no Evangelho, faz-nos hoje a sua apresentação com as palavras do Evangelista do ano A, Mateus, o qual situa Jesus a pregar só depois da prisão do Baptista e após ter deixado de vez Nazaré, pois ninguém é profeta na sua terra (cf. Mt 13, 53-58). Diz que Jesus «foi habitar em Cafarnaum», «a sua cidade» (cf. Mt 9, 1), a base da sua actividade, junto ao lago de Genesaré, atravessada pela via maris, a estrada do Mar (v. 15) que ligava Damasco ao Mediterrâneo, um centro comercial importante, de que hoje só restam as ruínas, a uns 3 km a Sudoeste da entrada do Jordão no lago e a 36 km de Nazaré. Mas o Evangelista não vê nesta deslocação de Jesus uma simples estratégia, ele vê o cumprimento duma profecia (Is 8, 23) que acredita Jesus como o Messias. O texto citado tem um enorme alcance: trata-se de apresentar a pregação de Jesus como a grande luz que nas trevas brilha para todo o povo.

15 «Galileia (em hebraico gelil significa região) dos gentios». Sobretudo a partir das invasões assírias do séc. VIII a. C. e das deportações levadas a cabo, foram trazidos para aqui muitos colonos estrangeiros, gentios, daqui este nome «região dos gentios» (em virtude da sua população mista), que depois passou a chamar-se simplesmente «Galileia».

17 O «Reino dos Céus»: como aqui (e quase sempre), S. Mateus diz «dos Céus (a tradução litúrgica não corresponde ao original grego), em vez de «de Deus» (cf. Mc 1, 15), (evitando assim nome de Deus inefável). A expressão tem o sentido de «o domínio de Deus» sobre todos os homens (o reinado de Deus), um tema já frequente na pregação profética. Há uma grande diferença de sentido relativamente às ideias correntes na época, em que o reinado de Deus tinha uma conotação teocrática: Deus era o Rei de Israel não apenas no campo espiritual, mas também temporal e Ele haveria de vir submeter a este domínio político todos os povos da terra. O Reino de Deus que Jesus prega é um reino espiritual, de amor e santidade, onde se entra pelo arrependimento dos pecados, pois é um domínio de Deus nas almas; daí a mensagem fulcral do Evangelho: «arrependei-vos».

18-22 Jesus não se limita a anunciar, como João Baptista, que «o reino de Deus está próximo», mas começa já a sua instauração com palavras e obras (cf. v. 23). E estes versículos falam de um primeiro passo, a escolha dos primeiros discípulos, que hão-de integrar o grupo dos Doze, sobre que Jesus fundará a sua Igreja. Segundo Jo 1, 35-52, estes quatro já conheciam Jesus, mas agora trata-se duma chamada para serem seus discípulos. É maravilhosa a sua disponibilidade e generosidade que os leva a deixar tudo logo (euthéôs), sem mais considerações, «o barco», «as redes», «o pai». Jesus continua a chamar em todos os tempos os homens ao apostolado e é preciso responder com igual prontidão e entrega.

 

Sugestões para a homilia

 

O Senhor vem ao nosso encontro

O Senhor convida-nos ao apostolado

O Senhor oferece-nos a graça da salvação

 

O Senhor vem ao nosso encontro

É tão nosso amigo o Senhor Jesus que veio ao mundo para nos salvar ( Salmo Responsorial ) !

Corrigiu o que estava mal. Denunciou a corrupção, a maldade, o ódio. Convidou ao arrependimento ( Evangelho ) .

 Apontou um caminho diferente a percorrer: o da sinceridade, da bondade, do amor…

Foi sempre coerente com a Doutrina que ensinava. Deixou-nos o exemplo. Ao dar a vida por nós pregado na Cruz, pede-nos também para Lhe oferecermos a nossa vida.

Se assim é por que vamos adiando essa consagração? Ocupados com os nossos problemas, esquecemos o mais importante…Hoje adiamos para amanhã. Amanhã adiamos para o dia seguinte. Depois adiamos para um dia qualquer que pode não chegar. Quantas pessoas partem do mundo sem contarem!...

Acolhamos o Senhor Jesus. Ele é a Luz que afasta as trevas do erro para iluminar a nossa vida de cristãos responsáveis ( Primeira Leitura ) .

 

O Senhor convida-nos ao apostolado

Procuremos viver cada dia como se fosse o último da nossa vida… Sejamos bons uns para com os outros. Nunca façamos mal a ninguém. Defendamos a inocência das crianças. Não abandonemos os idosos e doentes. Esforcemo-nos por que as famílias vivam segundo a Lei de Deus. Que nelas surjam vocações para a vida matrimonial, sacerdotal e religiosa!...

Não consintamos que haja miséria e fome à nossa volta. Que a sociedade se proteja daqueles que destroem a vida dos nossos jovens pela droga!

Acabemos com a violência, os atentados e as guerras. Sejamos apóstolos da paz!

Respeitemos os que professam uma religião diferente. Mas exijamos que, nos países onde são maioria, não persigam os nossos irmãos cristãos!

 

O Senhor oferece-nos a graça da salvação

Somos a Igreja de Jesus Cristo cujo vigário é o sucessor de Pedro, o nosso amado Papa Francisco. Sigamos as suas orientações e rezemos para que cumpra sempre a sua missão de serviço como o Senhor quer. Não esqueçamos a recomendação de São Paulo e procuremos viver unidos na mesma Fé ( Segunda Leitura ) .

Os homens maus que viveram antes de nós ou os que são nossos contemporâneos não são a nossa referência.

Aqueles que devemos imitar são os que se mantiveram fiéis a Jesus ou a Ele se converteram definitivamente. Chamamos-lhes santos que pedem ao Senhor pela nossa santificação.

Junto de Jesus temos uma Mãe que nos ama. Agradeçamos-Lhe por nos ter visitado no ano de 1917 em Fátima. Não esqueçamos a Sua mensagem. E, como Jacinta, Francisco e Lúcia, queremos amá-l’A com todo o nosso coração. Temos a certeza que Maria está sempre connosco e nos acompanhará na hora da partida para, com o Senhor, vivermos eternamente felizes no Céu.

 

Fala o Santo Padre

 

«O compromisso sério de conversão a Cristo

é o caminho que conduz a Igreja à plena unidade visível.»

Queridos Irmãos e Irmãs!

[…] Hoje, para ser no mundo sinal e instrumento de íntima união com Deus e de unidade entre os homens, nós cristãos devemos fundar a nossa vida sobre estes quatro «princípios»: a vida fundada na fé dos Apóstolos transmitida na Tradição viva da Igreja, a comunhão fraterna, a Eucaristia e a oração. Só deste modo, permanecendo firmemente unida a Cristo, a Igreja pode compreender eficazmente a sua missão. Apesar dos limites e das faltas dos seus membros, não obstante as divisões, que já o apóstolo teve que enfrentar na comunidade de Corinto, como recorda a segunda Leitura bíblica deste domingo, onde diz: «Rogo-vos, pois, irmãos, pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos o mesmo, e que entre vós não haja divisões» (1 Cor1, 10). De facto, o Apóstolo soubera que na comunidade cristã de Corinto tinham surgido discórdias e divisões; por isso, com grande firmeza, acrescenta: «Estará Cristo dividido»?» (1, 13). Dizendo assim, ele afirma que qualquer divisão na Igreja é uma ofensa a Cristo; e, ao mesmo tempo, que é sempre n’Ele, único Chefe e Senhor, que podemos reencontrar-nos unidos, pela força inexaurível da sua graça.

Eis então a chamada sempre actual do Evangelho de hoje: «Arrependei-vos, porque está próximo o Reino de Deus» (Mt 4, 17). O compromisso sério de conversão a Cristo é o caminho que conduz a Igreja, com os tempos que Deus dispõe, à plena unidade visível. […]

Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro a 23 de Janeiro de 2011

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo  confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Pelo Papa Francisco que pede as nossas  orações,

   pelos Bispos a ele unidos nas suas dioceses

e pelos Sacerdotes que servem o Povo de Deus,

       oremos, irmãos.

 

2.     Pelos Religiosos, Missionários, Seminaristas,

e pelos Diáconos, Catequistas e Leigos

que procuram ser fiéis à sua vocação,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelos pobres que têm direito a viver com dignidade,

pelos cristãos perseguidos por causa da Fé

e pelos homens que trabalham pelo progresso e pela paz,

oremos, irmãos.

 

4.     Pelos esposos que se amam como Cristo ama a Igreja,

pelos pais que fazem tudo pelos filhos

e pelos filhos eternamente gratos a seus pais,

oremos, irmãos.   

 

5.     Pelos marginalizados a quererem a reintegração social,

pelos doentes que oferecem a sua cruz ao Senhor

e pelos que cuidam dos que sofrem com dedicação,

oremos, irmãos.

 

6.     Pelos familiares e amigos já falecidos

e pelos que no Purgatório se purificam a caminho do Céu

onde os esperamos encontrar um dia,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da  Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Cantai ao Senhor nosso Deus, M. Simões, 38

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, e santificai os nossos dons, a fim de que se tornem para nós fonte de salvação. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

Os discípulos de Jesus conviviam com Ele, lado a lado, há dois mil anos. Agora oferece-se a quem está devidamente preparado na Sagrada Comunhão. Cada um de nós poderá com São Paulo afirmar: « já não sou eu que vivo mas é Cristo que vive em mim » ( Gl 2, 20 ) .

 

Cântico da Comunhão: O Senhor é minha luz e salvação, F. dos Santos, NCT 224

Salmo 33, 6

Antífona da comunhão: Voltai-vos para o Senhor e sereis iluminados, o vosso rosto não será confundido.

Ou:  Jo 8, 12

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor. Quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

 

Cântico de acção de graças: Cantai Comigo, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Deus omnipotente, nós Vos pedimos que, tendo sido vivificados pela vossa graça, nos alegremos sempre nestes dons sagrados. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

É sempre com muita alegria que nos reunimos ao Domingo na Celebração da Eucaristia. Continuamos a vivê-la em comunidade durante a semana. Daqui levamos a força e coragem para darmos testemunho do Senhor no Mundo.

 

Cântico final: Cantai ao Senhor, um cântico novo, J. Santos, NRMS 36

 

 

Homilias Feriais

 

3ª SEMANA

 

2ª Feira, 27-I: Vitória sobre o pai do pecado e da morte.

2 Sam 5, 1-7. 10 / Mc 3, 22-30

Mas ninguém pode entrar em casa de um homem forte e saquear os bens que lhe pertencem, sem primeiro o amarrar.

Jesus enfrentou o demónio quando foi tentado no deserto. «Jesus venceu o Diabo: amarrou o homem forte para lhe tirar os despojos (Ev.). A vitória de Jesus sobre o tentador, antecipa a vitória da paixão» (CIC, 539). A morte redentora de Cristo destruiu o pecado. E só pela derrota definitiva do demónio é que toda a criação ficará livre do pecado e da morte (CIC, 2852).

De modo semelhante, David entrou em Jerusalém vencendo os jebusitas, porque o Senhor estava com ele (Leit.). Outros meios para o combate que nos são recordados: A vigilância e a fortaleza: «ninguém pode entrar em casa de um homem forte e saquear os seus bens»; e o desagravo pelas blasfémias contra o Espírito Santo (Ev.).

 

3ª Feira, 28-I: A vontade de Deus e o seu cumprimento.

2 Sam 6, 12-15. 17-19 / Mc 3, 31-35

Quem fizer a vontade de Deus é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Jesus revela a existência de uma 'nova família', de vínculos sobrenaturais, que tem como fonte de união entre os seus membros o cumprimento da vontade de Deus (Ev.). Ele próprio nos deu exemplo: «Ao entrar neste mundo, Jesus disse: 'Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade'. Só Jesus pode dizer: Faço sempre o que é do seu agrado» (CIC, 2824).

David foi buscar a Arca da Aliança, que congregava à sua volta todo o povo de Deus (Leit.). Nela estavam escritas as tábuas, que continham os mandamentos da Lei, que manifestava claramente a vontade de Deus. Procuremos fazer sempre aquilo que agrada a Deus: o cumprimento dos nossos deveres para com Deus, os deveres profissionais e familiares.

 

4ª Feira, 29-I: Deus gosta de falar connosco.

2 Sam 7,4-17 / Mc 4, 1-20

Não entendeis esta parábola? O que o semeador semeia é a palavra.

«Na Sagrada Escritura, a Igreja encontra igualmente o seu alimento e a sua força, porque nela não recebe uma palavra humana, mas o que ela é na realidade: a Palavra de Deus. Nos livros sagrados, com efeito, o Pai que está nos céus vem amorosamente ao encontro dos seus filhos, a conversar com eles» (CIC, 104). Deus falava com David por intermédio do profeta Natã e, assim, lhe fez chegar a sua vontade (Leit.).

Procuremos ler com mais amor, todos os dias um pouco, alguma passagem das Escrituras. É Deus que nos fala e podemos conversar um pouco com Ele. Sendo um alimento (disse Jesus: nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus), precisamos muito dele.

 

5ª Feira, 30-I: A Verdade: fidelidade e luz.

2 Sam 7, 18-19. 24-29 / Mc 4, 21-25

David: Quem sou eu, Senhor Deus, quem é a minha casa, para me terdes feito chegar àquilo que sou?

«David é, por excelência, o rei 'segundo o coração de Deus', Ungido de Deus, a sua oração é adesão fiel à promessa divina (Leit.), confiança amorosa e alegre naquele que é o único Rei e Senhor» (CIC, 2579).

A confiança de David está apoiada na palavra de Deus: «Vós é que sois Deus e dizeis palavras de verdade» (Leit.). É por isso que podemos confiar plenamente, em todas as coisas, na verdade e na fidelidade da palavra de Deus. É essa Verdade, que é Cristo, que há-de iluminar o nosso dia e cada uma das nossas acções: a lâmpada (a Luz e a Verdade) não se pode esconder, pois tem que iluminar os caminhos divinos da Terra (Ev.).

 

6ª Feira, 31-I: A semente divina e a semente diabólica.

2 Sam 11, 1-4. 5-10. 13-17 / Mc 4, 26-34

O reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado no terreno, é a menor de todas as sementes que há na terra.

«A palavra do Senhor compara-se à semente lançada ao campo; aqueles que a ouvem com fé e entram a fazer parte do pequeno rebanho de Cristo, já receberam o reino: depois por força própria, a semente germina e cresce até ao tempo da messe» (CIC, 543). Deus serve-se do que é pequeno para agir no mundo e nas almas, como a semente do grão de mostarda (Ev.).

Pelo contrário, se recebemos uma 'semente diabólica' e a acolhemos, os frutos serão dramáticos. Assim aconteceu neste episódio da vida de David. Deixou-se levar pela sensualidade, tomou para si a mulher de um seu general e preparou as coisas para que ele pudesse morrer (Leit.).

 

Sábado, 1-II: A inveja, a humildade e a fé.

2 Sam 12, 1-7. 10-17 / Mc 4, 35-41

Apoderou-se da ovelha do pobre e mandou-a preparar para o seu hóspede.

«Quando o profeta Natã quis estimular o arrependimento do rei David, contou-lhe a história do pobre que só possuía uma ovelha, tratada como se fosse uma filha, e do rico que, apesar dos seus numerosos rebanhos, tinha inveja dele e acabou por lhe roubar a ovelha (Leit.). A inveja pode levar aos maiores crimes. Foi pela inveja do demónio que a morte entrou no mundo» (CIC, 2538).

Muitas vezes, a inveja nasce do orgulho. Para evitá-la, precisamos viver a virtude da humildade. E também a virtude da fé: «como é que não tendes fé?» (Ev.), pela qual depositamos toda a confiança em Deus e nos serve de orientação para os assuntos de cada dia.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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