2º Domingo Comum

19 de Janeiro de 2014

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Toda a terra Vos adore, J. Santos, NRMS 94

Salmo 65, 4

Antífona de entrada: Toda a terra Vos adore, Senhor, e entoe hinos ao vosso nome, ó Altíssimo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Em cada Domingo, dia do Senhor, encontramo-nos com Jesus Cristo. Ele vem ao nosso encontro e aproxima-se de nós. Fixando o nosso olhar, a nossa vida n’Ele, somos atraídos pelo chamamento do Pai, na docilidade do Espirito Santo.

O sentido da nossa vida depende do lugar que Lhe damos. É importante acolhê-Lo fazendo nossa a Sua Missão.

Atestar que Ele é o Filho de Deus é o convite que a mensagem nos impele. Mas sobretudo atestar com a própria vida.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Vou fazer de ti a luz das nações.

Que maravilhoso seria se todos aceitássemos ser luz na Luz: que luminoso, belo e irradiante seria o mundo.

 

Isaías 49, 3.5-6

3Disse-me o Senhor: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». 5E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe reconduzir Jacob e reunir Israel junto d’Ele. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. 6Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».

 

Temos aqui parte do 2.º poema do Servo de Yahwéh. Praticamente todos os manuscritos hebraicos, bem como as versões antigas, incluindo a Vulgata, acrescentam depois de «meu servo», o aposto «Israel» (uma possível glosa antiga a partir de Is 44, 21, segundo alguns críticos). E este servo, mesmo aparecendo assim como colectividade, não deixa de ser uma figura de Jesus. E Jesus não só é «um Israel» enquanto encarna o Israel ideal, mas Ele é também «o Cristo total», cabeça e membros. Ele é o novo Israel, que, à maneira daquele antigo patriarca, dá origem ao «novo Israel de Deus» (Gal 6, 16), assente não já na descendência carnal dos 12 Patriarcas, mas no alicerce dos 12 Apóstolos do Cordeiro (cf. Apoc 21, 14; Ef 2, 19).

6 «Luz das nações» (cf. Is 42, 6). A missão de Jesus é universal: veio salvar e iluminar todos os homens. Ele proclama-se «a luz do mundo» (Jo 8, 12; 9, 5; 12, 46; cf. 1, 4-5.9); Simeão reconhece n’Ele «a luz para se revelar às nações» (Lc 2, 32). Este v. 6 é citado expressamente por S. Paulo no discurso em Antioquia da Pisídia (Act 13, 47): Cristo é a luz das nações e, com Ele, os seus discípulos, anunciadores do Evangelho são também luz do mundo (cf. Mt 5, 14).

 

Salmo Responsorial    Salmo 39 (40), 2 e 4ab.7-8a.8b-9.10-11ab (R. 8a e 9a)

 

Monição: A beleza deste salmo impele a nossa atenção para abrir os ouvidos e em fazer-se servo: “aqui estou”.

A nossa entrega pessoal é agradável a Deus.

 

Refrão:        Eu venho, Senhor,

para fazer a vossa vontade.

 

Esperei no Senhor com toda a confiança

e Ele atendeu-me.

Pôs em meus lábios um cântico novo,

um hino de louvor ao nosso Deus.

 

Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,

mas abristes-me os ouvidos;

Não pedistes holocaustos nem expiações,

então clamei: «Aqui estou».

 

«De mim está escrito no livro da Lei

que faça a vossa vontade.

Assim o quero, ó meu Deus,

a vossa lei está no meu coração».

 

Proclamei a justiça na grande assembleia,

não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.

Não escondi a vossa justiça no fundo do coração,

proclamei a vossa fidelidade e salvação.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Paulo dá testemunho permanente do seu amor apaixonado por Cristo. Como Ele aprendeu a ser amoroso, generoso na doação, alegre nas dificuldades e fecundo na caridade.

 

Coríntios l, 1-3

Irmãos: 1Paulo, por vontade de Deus escolhido para Apóstolo de Cristo Jesus e o irmão Sóstenes, 2à Igreja de Deus que está em Corinto, aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados à santidade, com todos os que invocam, em qualquer lugar, o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: 3A graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam convosco.

 

Começa-se hoje a leitura seguida da 1ª Carta aos Coríntios, respigando trechos selectos.

1 O cabeçalho da Carta é teologicamente muito rico; seguindo o formulário epistolar greco-romano, começa com o nome do remetente (a superscriptio): «Paulo», credenciado como Apóstolo de Jesus por vocação divina, e o irmão Sóstenes, seu colaborador (discute-se se era o chefe da sinagoga já convertido: cf. Act 18, 17).

2 Segue-se o destinatário (a adscriptio): «a Igreja de Deus que está em Corinto», com cláusulas muito expressivas: uma Igreja que não é uma simples assembleia convocada, como no mundo profano, mas é uma assembleia religiosa (a ekklêsía de Deus), na continuidade da comunidade israelita e a sua legítima herdeira (cf. Mt 16, 18), adoptando a mesma designação dos LXX para traduzir o nome hebraico (qahal). Ao especificar, «que está em Corinto», sugere o seu enquadramento na única Igreja de Cristo, universal mas presente nesta Igreja particular. Ao dizer que os seus fiéis «foram santificados em Cristo, chamados à santidade» indica a sua pertença e consagração a Cristo em virtude da sua acção salvadora e de um chamamento (chamados, no original kletoi, tem a mesma raiz de ekklesía, Igreja); trata-se aqui duma santidade ontológica, que, embora não sendo a santidade moral, é uma exigência desta, para que a pertença a Cristo redunde numa identificação com Ele (cf. Rom 8, 29) e não numa vã exterioridade. Notar que a inclusão nos destinatários de «todos os que invocam o Nome…» (alusão ao nome divino, aplicado a Jesus: cf. Act 4, 12; 9, 14.21; Gn 4, 26), sugere que a doutrina da carta é aplicável a todos os cristãos, não só de «qualquer lugar», mas também em qualquer tempo; de facto a carta encerra a resposta a questões muito pontuais e ocasionais, mas apela para princípios perenes e sempre actuais.

3. «A graça e a paz…». Paulo adopta esta dupla saudação, tirando a primeira do mundo grego e a segunda do ambiente judaico, mas enriquecendo-as de sentido cristão: o «khairein» grego (alegria e saúde) passa a ser «kháris» (graça, dom divino) e o «xalôm» judaico passa a ser «eirênê» (uma paz que «vem de» – «apó» (em grego) – Deus e do Senhor Jesus).

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 1, 14a.12a

 

Monição: Fixemos o nosso olhar em Jesus. Ele é a Palavra bela e santa que Deus Pai e o Espírito pronunciam. Que cada um O acolha com amor e com uma vida de compromisso e testemunho.

 

Aleluia

 

Cântico: S. Marques, NRMS 73-74

 

O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós

Àqueles que O receberam deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.

 

 

Evangelho

 

São João 1, 29-34

29Naquele tempo, João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Era d’Ele que eu dizia: ‘Depois de mim virá um homem, que passou à minha frente, porque existia antes de mim’. 31Eu não O conhecia, mas para Ele Se manifestar a Israel é que eu vim baptizar em água». 32João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e repousar sobre Ele. 33Eu não O conhecia, mas quem me enviou a baptizar em água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e repousar é que baptiza no Espírito Santo’. 34Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».

 

Não deixa de chamar a nossa atenção o facto de que, sendo S. Mateus o evangelista do ano A, comecemos precisamente este ano com um texto de S. João. A Liturgia pretendeu pôr na portada do ano uma leitura de especial significado e riqueza doutrinal; por isso propõe-nos hoje este trecho de S. João, que é uma apresentação solene de Jesus Cristo, Aquele que nos vai falar ao longo de todo o ano – apresentação esta particularmente autorizada –, pois que é feita por «aquele que veio para dar testemunho da Luz» (Jo 1, 8).

29 «João». No texto original não aparece o apelido de «Baptista», pois para o evangelista João não há outro João além do Baptista, uma vez que, por humildade, nunca se nomeia a si próprio. O Baptista, depois de já ter deixado claro perante as autoridades judaicas que não era ele o Messias (vv. 19-27), atesta agora, para quem o cerca, que é Jesus aquele que se espera.

«Eis o cordeiro de Deus» (cf. v. 36): é uma alusão não só ao cordeiro pascal (Ex 12,1,28; cf. Jo 19, 14.36; Apoc 5, 6.12; 7, 14; 1 Cor 5, 7; 1 Pe 1, 19), símbolo da redenção, mas também ao Servo Sofredor (Is 52, 13 – 53, 12) que, inocente, é levado à morte, em vez dos pecadores, para expiação dos pecados. Note-se que a própria palavra aramaica talyá significava tanto cordeiro como servo. Ele «tira o pecado»: o singular tem mais força, pois engloba todos os pecados com todas as suas tremendas implicações.

31 «Eu não O conhecia». João não quer negar um conhecimento pessoal que já procederia dos tempos da infância (cf. Lc 1, 36 ss), mas insiste (vv. 31.33) em que não O conhecia anteriormente na sua qualidade de Messias. Aqui se deixa ver a naturalidade da vida de Jesus (e assim a dos Santos): o que há de mais santo e divino passa despercebido. Esta passagem não contradiz Mt 3. 14, onde se diz que João não quer baptizar Jesus, pois a razão que ele dá não é a de ver n’Ele o Messias, mas a de conhecer a sua superioridade moral, a sua inocência e intima união com Deus.

34 São os Evangelhos sinópticos que relatam com pormenor o Baptismo de Jesus. S. João não conta a célebre teofania do Jordão, limitando-se a dar o testemunho do Baptista após aquela manifestação divina.

 

Sugestões para a homilia

 

Vi, Ouvi, Dou Testemunho.

O Cordeiro de Deus que tira o Pecado do Mundo

Chamados à Santidade.

 

 

 

 

 

Homilia

 

Vi, Ouvi, Dou Testemunho.

 

João é um homem que tem uma visão maravilhosa. Vê o que há de mais belo: viu Jesus que vinha ao seu encontro e viu o Espírito descer e permanecer sobre Ele.

Mas ainda mais: ouviu! Ouviu Aquele que o enviou a baptizar. Foi Esse quem lhe apresentou Aquele que nos oferece um baptismo novo, baptismo no Espírito Santo.

Perante isto, a consequência lógica depois desta experiência, é o testemunho pessoal intenso. Ele já tinha consciência da sua missão, mas a partir de então, vê a excelência da Missão e a urgência da mesma, pois um Deus assim tem de ser dado a conhecer a todos.

Aquele que é apresentado como Cordeiro, que se faz peregrino no meio do Seu Povo, tocou com intensidade a pessoa de João Baptista que se fará doação até ao máximo da entrega, derramando por Ele o seu sangue.

 Toda a sua vida e missão tem sentido, mesmo na sua pobreza e fragilidade, diante d’Aquele que é anterior a Ele. E a sua vida e missão é reforçada para esta nova missão em Cristo Jesus. Por isso ele mesmo irá depois indicar aos seus discípulos que é a Jesus Cristo que devem seguir.

Tal ideia é reforçada no salmo responsorial. Agradável a Deus é o “abrir os ouvidos” e o “Aqui estou”. Estar disponível, fazer-se servo. O salmo canta a maravilha da vida na surpresa do encontro com o Senhor e no assumir a mesma missão.

Também Paulo, apostolo loucamente apaixonado por Cristo, pelo Cordeiro, pelo seu Mistério Pascal, vive intensamente este chamamento e com amorosa tenacidade convida a todos à santidade.

 

O Cordeiro de Deus que tira o Pecado do Mundo

 

Ele revela ao que vem. Uma frase densa de sabor pascal. Apresenta o Messias esperado que dá a vida pela salvação de todos. Messias que vem tirar o pecado do mundo. No início da sua Missão pública é apresentado como Aquele que se faz doação e que supõe o sacrifício de si mesmo.

O tirar o pecado do mundo lembra a necessidade de conversão, a rejeição de tudo o que se opõe ao dinamismo que Deus deseja para todos os corações e todas as vidas.

Sintetiza os meios que Jesus irá oferecer: fazer-se pobre, pequeno, disponível, servidor. Não seguirá os caminhos da opulência, da força, da riqueza, da arrogância. Mas dá a vida em máxima expressão de amor.

E isso é Eucaristia. Um convite a que a nossa vida seja uma aceitação deste Cordeiro de Deus, que supõe a destruição em nós de todo o pecado e ainda o fazer surgir em nós a plena capacidade de amar, a vontade de doação.

 

 

Chamados à Santidade.

 

Chamados à Santidade ou ser Testemunha das maravilhas que Deus opera em nossa vida. No fundo a caminhada de identificação no meu ser, da minha vocação e da missão, na pessoa e missão de Jesus Cristo.

É urgente ver Jesus que vem ao nosso encontro. Ver Jesus para O acolher como projecto de vida pessoal e comunitário. Mas um Jesus que é Cordeiro e que é apresentado pelo Pai e pelo Espírito Santo.

Descobrir e ver Jesus que vem ao nosso encontro em cada irmão. Lembra-nos como O devemos acolher e como deve ser activo o nosso compromisso. Dar a vida para que todos os esquemas de pecado sejam tirados do mundo e se construa a partir da novidade que o baptismo originou. Tal santidade não é algo armazenado nos cofres do segredo pessoal, mas irradiação de alegria, de boa nova.

 

 

Oração Universal

 

Caríssimos irmãos e irmãs:

oremos a Deus Pai todo-poderoso,

que nos enviou o seu muito amado Filho

e nos dá a graça de participar nestes santos mistérios,

e peçamos (ou: cantemos), confiadamente:

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

Ou: Senhor, nós temos confiança em vós.

Ou: Senhor, vinde em nosso auxílio.

 

1-Pela Igreja, Povo Santo de Deus,

vendo e escutando os mais belos sinais

da presença de Deus no seu meio,

se faça serva disponível tirando o pecado do mundo,

oremos ao Senhor.

 

2-Pelo Papa Francisco e os bispos a ele unidos,

testemunhando, por palavras e obras,

a sua vocação e missão de dar a vida,

não se intimidem na fidelidade ao Cordeiro,

oremos ao Senhor.

 

3- Pelos governantes do mundo inteiro,

se abram à sabedoria proposta por Jesus Cristo,

e eficazmente possam servir porque sabem amar,

oremos ao Senhor.

 

4- Pelos homens e mulheres do nosso tempo,

se abram a Cristo luz das nações,

e assim edifiquem um mundo

mais verdadeiro, justo e fraterno,

oremos, irmãos.

 

5- Por todos nós aqui reunidos no Senhor,

para que fixando o nosso olhar em Cristo,

possamos acolher e cumprir

a proposta da palavra que escutamos,

oremos ao Senhor.

 

 

Concedei-nos, Senhor, a graça de saber anunciar, com fidelidade; servir com disponibilidade e testemunhar com a própria vida, o mistério pascal de vosso Filho Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Eu venho, Senhor, Az. Oliveira, NRMS 62

 

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, a graça de participar dignamente nestes mistérios, pois todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício realiza-se a obra da nossa redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

A experiência de Deus e dos irmãos que tenho na Comunhão está cheia de mistério e beleza.

Como João Baptista e como Paulo eu me encontro pessoalmente com Jesus Cristo, com o Pai e com o Espírito Santo. E assim em comunhão com todos.

Tal acontecimento de salvação convidam-me a dar testemunho e a ser cristão que se doa e percorre todos os espaços como luz.

 

Cântico da Comunhão: Preparais a mesa para mim, C. Silva, NRMS 67

Salmo 22, 5

Antífona da comunhão: Para mim preparais a mesa e o meu cálice transborda.

Ou:  1 Jo 4, 16

Nós conhecemos e acreditámos no amor de Deus para connosco.

 

Cântico de acção de graças: Pelo Pão do Teu amor, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de caridade, para que vivam unidos num só coração e numa só alma aqueles que saciastes com o mesmo pão do Céu. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Conscientes de que somos discípulos de Cristo vamos pelos caminhos da vida valorizando o nosso tempo e as possibilidades que temos de fazer brilhar Jesus Cristo no rosto de cada irmão, de cada acontecimento e de cada espaço.

Nós não somos a luz mas somos chamados a dar testemunho da luz.

Maria, Mãe de Cristo e nossa Mãe, convida-nos a fazermos tudo o que Jesus nos diz.

 

Cântico final: Terra inteira em paz e amor, J. Santos, 1 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

2ª SEMANA

 

2ª Feira, 20-I: Oitavário: Unidade e obediência.

1 Sam 15, 6-23 / Mc 2, 18-22

Podem os companheiros do noivo jejuar, enquanto o noivo está com eles?

Estas palavras de Jesus recordam a unidade de Cristo e da Igreja: «Este aspecto é, muitas vezes, expresso pela imagem do esposo e da esposa. O próprio Senhor se designou como 'Esposo' (Ev.)» (CIC, 796). Pedimos para que se viva bem entre todos os cristão esta imagem.

Nesta união não cabem remendos, que podem estragar todo o tecido: «o rasgão fica pior». É o que acontece com as desobediências aos mandatos do Senhor, a mediocridade de vida, as defeituosas interpretações do Evangelho, etc. Samuel recorda ao rei Saul a sua insubmissão e obstinação, que tiveram consequências dramáticas: «Uma vez que rejeitaste a palavra do Senhor, Ele te rejeitou como rei» (Leit.)

 

3ª Feira, 21-I: O Espírito Santo, princípio da unidade da Igreja.

1 Sam 16, 1-13 / Mc 2, 23-28

Samuel deu-lhe a unção no meio dos irmãos. Daqui em diante, o Espírito do Senhor apoderou-se de David.

«Houve 'ungidos' do Senhor na Antiga Aliança, sobretudo o rei David (Leit.). Mas Jesus é o Ungido de Deus de maneira única: a humanidade que o Filho assume é totalmente 'ungida' pelo Espírito Santo. Jesus é constituído 'Cristo' pelo Espírito Santo» (CIC, 695).

O Espírito Santo é o princípio da unidade da Igreja: «A Igreja é una, graças à sua alma: o Espírito Santo, que habita nos crentes e que enche e rege toda a Igreja, realiza esta admirável comunhão dos fiéis e une-os a todos tão intimamente em Cristo, que é o princípio da unidade da Igreja» (CIC, 813). Neste Oitavário rezemos pela unidade da Igreja, e saibamos defender o dia do Senhor: «O Filho do homem é também senhor do Sábado» (Ev.).

 

4ª Feira, 22-I: Exigências da unidade.

1 Sam 7, 32-33. 37. 40-51 / Mc 3, 1-6

David: Tu vens contra mim com a espada, e eu vou contra ti em nome do Senhor do Universo, que tu desafiaste.

 A unidade dos cristãos é um dom de Deus. Por isso, precisamos rezar muito para que Deus o conceda, dado que é necessário ultrapassar grandes dificuldades. Mas a verdade é que David venceu Golias, actuando em nome do Senhor do Universo (Leit.).

Jesus quer igualmente curar a mão de um homem que estava seca (Ev.), e fica triste com a dureza dos corações dos fariseus. O desejo de recuperar a unidade da Igreja exige «uma renovação permanente da Igreja; a conversão do coração, com o fim de levar uma vida mais pura segundo o Evangelho. Pois o que causa as divisões é a infidelidade dos membros ao dom de Cristo» (CIC, 821).

 

5ª Feira, 23-I: Meios para a cura da ferida da divisão.

1 Sam 18, 6-9; 19, 1-7 / Mc 3, 7-12

Na verdade, havia curado muita gente e, assim, todos os que tinham padecimentos corriam para Ele, a fim de lhe tocarem.

Jesus tem não só o poder de curar, mas também de perdoar pecados. É, sem dúvida, o Médico divino.

Para curar esta grande ferida da divisão dos cristãos precisamos recorrer a Ele: «As rupturas que ferem a unidade do Corpo de Cristo devem-se aos pecados dos homens; onde há pecado, aí se encontra a multiplicidade, o cisma, a heresia, o conflito. Mas onde há virtude, aí se encontra a unicidade e aquela união» (CIC, 817). Evitemos pois o pecado, mesmo o pecado venial deliberado, e esforcemo-nos por melhorar as nossas virtudes. Deste modo, contribuiremos para a unidade da Igreja.

 

6ª feira, 24-I: O Papa e a unidade dos cristãos.

1 Sam 24, 3-21 / Mc 3, 13-19

Estabeleceu pois os Doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago.

Desde o início do seu ministério público, Jesus escolheu alguns homens, em número de doze, para participarem na sua missão (Ev.). De entre eles, Simão Pedro ocupa o primeiro lugar. Terá como missão defender a fé, para que nunca desfaleça, e confirmar os seus irmãos durante as perseguições (CIC, 552).

Saul moveu uma perseguição para acabar com David mas, ao reconhecer a benevolência deste, acabou por reconhecer o seu erro (Leit.). Pedimos neste Oitavário pelos esforços realizados pelo Papa em prol da unidade dos cristãos; e defenderemos com firmeza a nossa fé. Assim seremos um bom apoio para o Papa.

 

Sábado, 25-I: A conversão de S. Paulo: A conversão e os seus frutos

Act 22, 3-16 ou Act 9, 1-22 / Mc 16, 15-18

Que hei-de fazer, Senhor? E o Senhor respondeu-me: Levanta-te e vai a Damasco e lá te dirão tudo o que foi determinado.

Quando ia a caminho de Damasco, Saulo encontra Jesus, e a sua vida muda completamente. A graça de Deus condu-lo à conversão e rapidamente pergunta: «Que hei-de fazer, Senhor?» (Leit).

Para conseguirmos obter a unidade dos cristãos é imprescindível a conversão pessoal: o oferecimento das incomodidades de cada dia, o bom cumprimento dos nossos deveres, a orientação da nossa vida segundo os ensinamentos de Cristo. «Lá te dirão tudo o que foi determinado» (Leit.).

Esta conversão será decisiva para a expansão da Igreja, que alcançará os povos pagãos, seguindo o mandato de Cristo: «Ide a todo o mundo e proclamai a Boa Nova a todas as criaturas» (Ev.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Armando R. Dias

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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