Santa Maria Mãe de Deus

D. M. da Paz

01 de Janeiro de 2014

Na Oitava do Natal do Senhor

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Nós Te cantamos, M. Borda, NRMS 10 (II)

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Ou:  cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Igreja contempla na oitava do Natal, sem desviar os olhos de Cristo, a criatura por meio da qual tão grande mistério se tornou possível. O Filho de Deus encarnou, por obra do Espírito Santo, de Maria, sempre virgem. Nossa Senhora, é verdadeira mãe do Filho de Deus encarnado, é verdadeiramente Mãe de Deus. Comecemos o novo ano dizendo, agradecidos, a Nossa Senhora: Santa Maria, Mãe de Deus rogai por nós para que percorramos estes dias santamente.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima, destes aos homens a salvação eterna, fazei-nos sentir a intercessão daquela que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A fórmula de bênção utilizada pelos hebreus, especialmente no começo dum novo ano, contem tudo o que nos incluímos no desejo de “um bom ano” nestas datas. Um ano bom é um ano em que nos tornamos mais próximos de Deus porque correspondemos as graças que Ele nos envia.

 

Números 6, 22-27

22O Senhor disse a Moisés: 23«Fala a Aarão e aos seus filhos e diz-lhes: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo: 24‘O Senhor te abençoe e te proteja. 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. 26O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz’. 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei».

 

24-26 Esta é uma bênção própria da liturgia judaica, ainda hoje usada. É tripla e crescente: com três palavras a primeira; com 5 palavras e com 7 as seguintes (no original hebraico). A tríplice invocação do Senhor, faz-nos lembrar a bênção da Igreja, em nome das Três Pessoas da SS. Trindade.

Quando, ao começar o ano civil, nos saudamos desejando Ano Novo feliz, aqui temos as felicitações, isto é, as bênçãos que o Senhor – e a Igreja – nos endereça.

 

Salmo Responsorial    Salmo 66 (67), 2-3.5.6 e 8 (R. 2a)

 

Monição: Rezemos o salmo responsorial com agradecimento a Deus pelos dons recebidos no ano que acabou e peçamos que nos abençoe no novo ano.

 

Refrão:        Deus Se compadeça de nós

e nos dê a sua bênção.

 

Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,

resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.

Na terra se conhecerão os seus caminhos

e entre os povos a sua salvação.

 

Alegrem-se e exultem as nações,

porque julgais os povos com justiça

e governais as nações sobre a terra.

 

Os povos Vos louvem, ó Deus,

todos os povos Vos louvem.

Deus nos dê a sua bênção

e chegue o seu temor aos confins da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo lembra aos gálatas o caminho seguido por Deus para nos redimir: o Filho de Deus se fez homem, nascendo de uma mulher, Maria, para que o homem se tornasse filho de Deus.

 

Gálatas 4, 4-7

Irmãos: 4Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, 5para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «Abbá! Pai!». 7Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus.

 

O texto escolhido para hoje corresponde à única vez que S. Paulo, em todas as suas cartas, menciona directamente a Virgem Maria. Não deixa de ser interessante a alusão à Mãe de Jesus, sem mencionar o pai, o que parece insinuar a maternidade virginal de Maria.

5 Segundo o pensamento paulino, Cristo, sofrendo e morrendo, satisfaz as exigências punitivas da Lei, que exigia a morte do pecador; assim «resgatou os que estavam sujeitos à Lei» e mereceu-nos vir a ser filhos adoptivos de Deus. O Natal é a festa do nascimento do Filho de Deus e também a da nossa filiação divina.

6 «Abbá». Porque somos realmente filhos de Deus, podemos dirigirmo-nos a Ele com a confiança de filhos pequenos e chamar-Lhe, à maneira das criancinhas: «Papá». «Abbá» é o diminutivo carinhoso com que ainda hoje, em Israel, os filhos chamam pelo pai (abbá). S. Paulo, escrevendo em grego e para destinatários que na maior parte não sabiam hebraico (daí o cuidado de traduzir a palavra), parece querer manter a mesma expressão carinhosa e familiar com que Jesus se dirigia ao Pai, a qual teria causado um grande impacto nos próprios discípulos, porque jamais um judeu se tinha atrevido a invocar a Deus desta maneira; esta é a razão pela qual a tradição não deixou perder esta tão significativa palavra original de Jesus.

 

Aclamação ao Evangelho        Hebr 1, 1-2

 

Monição: Escutemos, novamente, neste tempo de Natal, a experiência dos pastores de Belém; e deixemos que o nosso coração se comova, agradecido, como o de aqueles homens, louvando Deus por tudo quanto fez connosco.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas.

Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por seu Filho.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 16-21

Naquele tempo, 16os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. 21Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.

 

Texto na maior parte coincidente com o do Evangelho da Missa da Aurora do dia de Natal (ver notas supra).

21 Repetidas vezes se insiste em que o nome de Jesus é um nome designado por Deus: o nome, etimologicamente, significa aquilo que Jesus é na realidade, «Yahwéh que salva».

 

Sugestões para a homilia

 

Nossa Senhora Mãe de Deus e nossa Mãe

Nossa Senhora Mãe da paz

Nossa Senhora acompanha-nos no novo ano

 

 

 

Nossa Senhora Mãe de Deus e nossa Mãe

 

A Igreja aclama Nossa Senhora, na solene celebração de este dia, com o seu título mais antigo e importante, o de “Mãe de Deus”. O apóstolo S. Paulo na Carta aos Gálatas, há pouco proclamada, anuncia este grandioso mistério: “Quando chegou a plenitude dos tempos Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher”. Por isso o Filho do Pai, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, em quanto homem, é também filho de Maria.

O povo cristão reconheceu desde sempre a divindade de Jesus Cristo e o seu verdadeiro nascimento de Nossa Senhora. Unindo estas duas verdades, Origenes será o primeiro escritor cristão a utilizar a fórmula “Theotókos” (Mãe de Deus) para designar a Nossa Senhora. Mas foi necessário que o Papa Celestino, com a colaboração de S. Cirilo, confirmasse a doutrina sempre acreditada no concilio ecuménico de Éfeso (a.431). As dificuldades que deram origem ao Concilio prendem-se com a compreensão do mistério da Encarnação. Nestorio, Patriarca de Constantinopla, não conseguia entender a Encarnação do Verbo e, na sua opinião, Cristo era só um homem com uma especialíssima presença nele da Divindade. Por isso Maria era mãe só do homem mas não de Deus. Esse modo de pensar contraria os dados da Revelação que nos dão a conhecer que o Filho de Deus eternamente gerado na Santíssima Trindade, sem sofrer alteração, foi gerado no tempo, tornando-se também homem, por meio de Maria.

Nossa Senhora, por isso, é aquela extraordinária criatura que junto com Deus pode dizer ao Filho de Deus: “Tu és meu Filho” (cfr. S. Tomás. S. Th. I, q. 25, a. 6. ad 4). Mas esse privilégio inimaginável foi-lhe concedido a Maria em ordem a nossa salvação. Nossa Senhora é Mãe de Deus para que nos sejamos filhos de Deus. A nossa filiação divina, como sabemos, é obra da graça baptismal que nos identifica com Jesus e nos torna, com Ele, filhos de Maria. Alem disso, Deus quis que todas as graças fossem distribuídas pelas mãos da Sua Mãe; e por isso tudo o que de bom há em nós chegou-nos pelas mãos de Nossa Senhora, como acontece com as mães na vida natural.

Quando olhamos hoje, admirados e agradecidos, para a Santíssima criatura que é a Mãe de Deus e nossa Mãe, devemos olhar, também, admirados e agradecidos para essa outra admirável criatura que é filho de Deus e, assim, elevado a uma altura inimaginável: cada um de nós (cfr. Segunda Leitura).

Nossa Senhora não teve nenhum instante de esquecimento da gratuidade dos dons e privilégios recebidos de Deus. Por isso foi sempre a Serva do Senhor humilde, fiel e agradecida. Sejamos nós também humildes e agradecidos, não esquecendo nunca que todo o que de bom há em nós é graça, dom imerecido. Para saber agradecer, com obras, tantos dons, podemos repetir muitas vezes, hoje, a Nossa Senhora: “Mãe de Deus e minha Mãe, faz de mim um servo bom e fiel do teu Filho”.

 

    Nossa Senhora Mãe da paz

 

A Maternidade Divina de Maria, realiza-se no momento em que responde afirmativamente aos planos de Deus anunciados pelo Arcanjo S. Gabriel. Mas a sua aceitação é feita em nome próprio e de toda a Humanidade. O Beato João Paulo II explica na sua carta sobre o Rosário que “a saudação de Gabriel à Virgem de Nazaré se liga ao convite da alegria messiânica: «Alegra-te, Maria». Para este anúncio se encaminha a história da salvação, e até, de certo modo, a história do mundo. De facto, se o desígnio do Pai é recapitular em Cristo todas as coisas (cf. Ef 1, 10), então todo o universo de algum modo é alcançado pelo favor divino, com o qual o Pai Se inclina sobre Maria para torná-La Mãe do seu Filho. Por sua vez, toda a humanidade está como que incluída no fiat com que Ela corresponde prontamente à vontade de Deus”(C.A. Rosarium Virginis Mariae, 20).

A alegria anunciada a Maria é alegria para toda a Humanidade. De essa alegria participam os pastores de Belém quando encontraram o Menino (cfr. Evangelho), uma alegria que inunda de paz os corações dos homens. A bênção que Deus promete para o seu povo, no Antigo Testamento (cfr. Primeira Leitura) alcança a sua mais completa expressão nessa Criança que adoraram os pastores. A paz do Senhor, invocada na fórmula da bênção, é aquela Criança, “Porque Ele é a nossa paz, Ele que de dois povos fez um só, destruindo o muro de inimizade que os separava, e abolindo na Sua carne a Lei com os Seus mandamentos e prescrições, para formar em Si mesmo dos dois um só homem novo, fazendo a paz “ (Efésios 2, 14-15). Os próprios pastores de Belém experimentaram algo de essa paz quando contam a sua experiência. Eles que eram desprezados e contados entre os publicanos e pecadores, são ouvidos com admiração, e acolhidos com benevolência. Os muros da inimizade e do desprezo começam a ruir a volta do Príncipe da Paz (Is.9, 5).

Jesus é “a nossa paz” porque nos redime e também porque traz a paz ao coração humano. Com a vida da graça recebemos a virtude infusa da caridade que nos torna capazes de amar a todos, de compreender a todos, de perdoar a todos, de olhar com estima todas as pessoas e criar laços de unidade. A caridade é princípio de unidade, porque o amor aproxima e une. O seu contrário, a soberba, enfrenta, separa e afasta, porque procura o próprio interesse desordenadamente e faz olhar para as outras pessoas como inimigos ou objectos de utilidade.

Rezemos hoje a Nossa Senhora, Mãe de Deus e Mãe da paz, para que com a sua oração intercessora faça descer sobre o Mundo e cada coração a paz que desceu, com o Espírito Santo, sobre Ela e a Igreja no dia de Pentecostes.

 

 

Nossa Senhora acompanha-nos no novo ano

 

Hoje estamos a iniciar um novo ano, e é tradicional desejar para todos um ano feliz, um bom ano. Neste dia desejamos especialmente um ano cheio da verdadeira paz. Hoje o rito litúrgico da paz que realizaremos de aqui a pouco, goza de uma profundidade especial. Nós cristãos sabemos que os votos de um bom ano que é o desejo universal são para nós bem mais do que um desejo incerto dependente do destino. O Santo Padre emérito Bento XVI, referindo-se a este facto dizia que os desejos de paz e de todo bem “São votos que a fé cristã torna, por assim dizer, «confiáveis», vinculando-os ao evento que nestes dias estamos a celebrar: a Encarnação do Verbo de Deus, nascido da Virgem Maria. Com efeito, com a graça do Senhor e só com ela podemos sempre esperar de novo que o futuro seja melhor que o passado. De facto não se trata de confiar numa sorte mais favorável (…), mas de esforçar-se para sermos nós mesmos melhores e responsáveis a fim de poder contar com a benevolência do Senhor” (Angelus, 1 de Janeiro de 2009).

O caminho da nossa vida começa hoje uma nova etapa, y para um cristão o seu caminho é Cristo (cfr. Jo 14, 7). Por esse Caminho devemos avançar todos os dias. Caminhar por Cristo é andar na sua presença e procurar a união com Ele em todas as nossas palavras, pensamentos e obras. Andar com Cristo é alegrar-nos com o que alegra o Senhor, e sentir pena do que entristece o Seu coração; é afastar da nossa vida todo o que O ofende e cumprir em tudo a Sua amabilíssima vontade.

Esse Caminho o percorreu Nossa Senhora de modo fidelíssimo, e tudo faz para nos conduzir com que “pela mão” por essa senda que acaba no Céu. Comecemos, pois, o novo ano agarrando-nos, com força, como crianças a essa mão materna que nos conduz e segura. Todos temos a experiência de que caminhamos pela mão da nossa Mãe quando falamos com Ela durante o dia, Lhe pedimos ajuda nas dificuldades, olhamos as suas imagens, rezamos breves orações marianas, consideramos na oração as suas virtudes e passamos as contas do terço, com devoção, todos os dias. Se assim o fizermos ouviremos com frequência as palavras de Nossa Senhora em Caná da Galileia: “fazei o que Ele vos disser”(Jo 2, 6). No nosso caso essas palavras serão “meu filho vamos fazer entre os dois o que Ele te disser…”; e o caminho torna-se fácil e amável e todos os dias, com recuos e rectificações, avançaremos uns passos que nos aproximam um pouco mais do Céu.

 

Fala o Santo Padre

 

«Pedimos à Mãe a bênção, e ela abençoa-nos mostrando-nos o Filho:

Ele é pessoalmente a Bênção»

Queridos irmãos e irmãs!

[…] No início de um novo ano, o Povo cristão reúne-se espiritualmente à frente da gruta de Belém, onde a Virgem Maria deu à luz Jesus. Pedimos à Mãe a bênção, e ela abençoa-nos mostrando-nos o Filho: com efeito, Ele é pessoalmente a Bênção. Doando-nos Jesus, Deus ofereceu-nos tudo: o seu amor, a sua vida, a luz da verdade, o perdão dos pecados; ofereceu-nos a paz. Sim, Jesus Cristo é a nossa paz (cf. Ef 2, 14). Ele trouxe ao mundo a semente do amor e da paz, mais forte que a semente do ódio e da violência; mais forte porque o Nome de Jesus é superior a qualquer outro nome, contém todo o senhorio de Deus, come anunciara o profeta Miqueias: «Mas tu, Bet-Ephrata,... é de ti que me há-de sair aquele que governará... Ele permanecerá e apascentará o seu rebanho com a força do Senhor, e com a majestade do nome do Senhor, seu Deus... Ele próprio será a paz!» (cf. 5, 1-4).

Portanto, perante o ícone da Virgem Mãe, a Igreja neste dia invoca de Deus, através de Jesus Cristo, o dom da paz: é o Dia Mundial da Paz, ocasião favorável para reflectirmos juntos sobre os grandes desafios que a nossa época apresenta à humanidade. Um destes, dramaticamente urgente nos nossos dias, é o da liberdade religiosa; por conseguinte, este ano eu quis dedicar a minha Mensagem ao seguinte tema: «Liberdade religiosa, caminho para a paz». Hoje assistimos a duas tendências opostas, a dois extremos, ambos negativos: por um lado ao laicismo que, muitas vezes dissimuladamente, marginaliza a religião para a confinar na esfera particular; por outro, o fundamentalismo, que ao contrário gostaria de impô-la a todos com a força. Na realidade, «Deus chama a Si a humanidade através de um desígnio de amor, o qual, ao mesmo tempo que implica a pessoa inteira na sua dimensão natural e espiritual, exige que lhe corresponda em termos de liberdade e responsabilidade, com todo o coração e com todo o próprio ser, individual e comunitário» (cf. Mensagem, n. 8). Quando se reconhece a liberdade religiosa, a dignidade da pessoa humana é respeitada na sua raiz e, através de uma procura sincera da verdade e do bem, consolida-se a consciência moral e reforçam-se as instituições e a convivência civil (cf. ibid., n. 5). Portanto, a liberdade religiosa é o caminho privilegiado para construir a paz.

Queridos amigos, dirijamos novamente o olhar para Jesus, no colo de Maria, sua Mãe. Olhando para Ele, que é o «Príncipe da paz» (cf. Is 9, 5), compreendemos que a paz não pode ser alcançada com as armas, nem com o poder económico, político, cultural e mediático. A paz é obra de consciências que se abrem à verdade e ao amor. Que Deus nos ajude a progredir neste caminho no novo ano que nos concede para viver.

Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro a 1 de Janeiro de 2011

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Com profunda gratidão para com Jesus Cristo,

porque nos deu generosamente a Sua própria Mãe,

apresentemos, por intercessão de Maria a Jesus,

para que Ele as leve ao Pai, as nossas humildes petições.

Cheios de confiança, oremos (cantando):

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

1. Pelos cristãos separados do Oriente, tão devotos de Maria,

para que o seu carinho pela Mãe de Deus e nossa Mãe,

os conduza, quanto antes, à unidade da Igreja de Cristo,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

2. Pelo Papa, princípio e fundamento de unidade da Igreja,

para que a Mãe de Deus que salvou João Paulo II da morte,

defenda o Santo Padre e não o deixe trair pelos inimigos,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.  

 

3. Por todos os que se deixaram enredar no pecado,

para que sintam o desejo do regresso, quanto antes,

aos caminhos da conversão e da fidelidade,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

4. Por todas as associações marianas da Igreja,

para que animem todas as pessoa ao seu alcance

a um amor a Nossa Senhora que dê frutos de apostolado,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

5. Por todas as pessoas que se purificam, depois da morte,

para que, por intercessão de Maria Santíssima, Mãe de Deus,

A contemplem, quanto antes, na glória da Santíssima Trindade,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

6. Pelos sacerdotes que servem, no mundo, a Igreja de Jesus,

para que sintam, neste Ano Sacerdotal que celebramos,

a nossa estima e ajuda pela oração e pela ajuda filial,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

 

Senhor, que adornastes de virtudes e dons Maria Santíssima,

atendendo a que Ela seria a Mãe do Vosso Filho Encarnado:

ensinai-nos a praticar para com Maria a verdadeira devoção,

para que Ela nos conduza aos Vossos braços de Pai.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Santa Maria, Mãe de Deus, M. Simões, NRMS 41

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que dais origem a todos os bens e os levais à sua plenitude, nós Vos pedimos, nesta solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: assim como celebramos festivamente as primícias da vossa graça, tenhamos também a alegria de receber os seus frutos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na maternidade] p. 486 [644-756]

 

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

 

Santo: Santo IV, H. Faria, NRMS 103-104

 

Saudação da paz

 

Monição da Comunhão

 

Roguemos a Nossa Senhora, Mãe de Deus, que nos faça participar da sua pureza e terna devoção para recebermos Jesus na Eucaristia

 

Cântico da Comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje, A. Cartageno, Cânticos de Entrada e Comunhão I, pág. 66

Hebr 13, 8

Antífona da comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje e por toda a eternidade.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, fazei de mim um instrumento, F. da Silva, NRMS 6 (II)

 

Oração depois da comunhão: Recebemos com alegria os vossos sacramentos nesta solenidade em que proclamamos a Virgem Santa Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja: fazei que esta comunhão nos ajude a crescer para a vida eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Depois de participar no Sacrifício redentor de Cristo, continuemos unidos a Nosso Senhor na nossa vida quotidiana, com a ajuda da Santa Mãe de Deus.

 

Cântico final: O Povo de Deus Te aclama, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO DO NATAL: Até à Epifania.

 

5ª feira, 2-I: Cuidado com o pseudo-messianismo.

1 Jo 2, 22-28 / Jo 1, 19-28

João declarou: Eu sou a voz de quem bradou no deserto: 'Endireitai os caminhos do Senhor'.

O último dos profetas traz-nos uma mensagem de esperança: é a 'voz' do Messias que vai chegar (Ev.).

Mas, juntamente com o aparecimento do Messias, também aparecerá o anti-Cristo: «Este é o anti-Cristo; aquele que nega o Pai e o Filho» (Leit.). É também o pseudo-messianismo, em que o homem se glorifica a si mesmo, pondo-se no lugar de Deus (CIC, 675). Nós também nos podemos pôr no lugar de Deus, quando fazemos tudo, ou quase tudo, como se Ele não existisse. Outros põem-se no lugar de Deus, dizendo o que é bom ou mal, determinando quem vive ou morre. Sigamos o conselho de S. João neste começo de ano: «permanecei em Cristo» (Leit.).

 

6ª Feira, 3-I: Santíssimo nome de Jesus: A devoção ao nome de Jesus.

1 Jo 2, 29 – 3, 6 / Jo 1, 29-34

João Baptista viu Jesus, que lhe vinha ao encontro, e exclamou: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Celebramos hoje a memória do Santíssimo nome de Jesus, nome lhe foi imposto no momento da circuncisão.

S. João Baptista mostrou que Jesus é o Cordeiro pascal, símbolo da redenção de Israel na 1ª Páscoa (CIC, 605). E S. João: «Bem sabeis que Jesus se manifestou para tirar os pecados» (Leit.). No nome de Jesus está a esperança do perdão, a esperança da indulgência. Ele concede o perdão dos pecados, renova os costumes. Todos os que começam a ter devoção a este nome, encontram a glória e a salvação (S. Bernardino de Sena, que difundiu esta devoção).

 

Sábado, 4-I: Seguir o Cordeiro de Deus.

1 Jo 3, 7-10 / Jo 1, 35.42

João Baptista olhou para Jesus que passava, e disse: Eis o Cordeiro de Deus.

João Baptista atribuiu a Jesus o título de 'Cordeiro de Deus', quando o mencionou a dois dos seus discípulos.

 O Cordeiro de Deus era o símbolo da redenção de Israel na primeira Páscoa. Agora passa a ser o redentor do novo povo de Deus. Esta manifestação tem uma finalidade: «Se o filho de Deus se manifestou, foi para destruir as obras do demónio» (Leit.). De entre as obras do demónio, a de mais graves consequências foi ter induzido o homem a desobedecer a Deus. Não nos deixemos levar por esta tentação. Procuremos, pelo contrário, agradar sempre a Deus, em tudo o que fizermos. E pratiquemos a justiça: «Quem não pratica a justiça não é de Deus» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Carlos Santamaria

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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