Sagrada Família de Jesus, Maria e José

29 de Dezembro de 2013

 

Domingo dentro da Oitava do Natal

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Os pastores vieram, F. dos  Santos, Cânticos de Entrada e Comunhão I, pág. 63

Lc 2, 16

Antífona de entrada: Os pastores vieram a toda a pressa e encontraram Maria, José e o Menino deitado no presépio.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Nesta quadra natalícia, em que os vários membros das famílias, dentro das suas possibilidades, se reúnem para celebrar o maior acontecimento com que Deus brindou a humanidade – o Nascimento de Jesus, somos hoje convidados a olhar com fé, ternura e profunda gratidão, para a Sagrada Família de Nazaré. Com ela todos temos muito a aprender. Vamos prestar atenção às lições que nos dá.

 

Ato Penitencial

 

Ao olharmos para Família tão santa, facilmente poderemos reconhecer as faltas de generosidade que cometemos ao longo da vida nas nossas famílias. Peçamos perdão ao Senhor de tantas faltas de amor, carinho, atenção e compreensão, que porventura tenhamos cometido com os nossos queridos familiares.

 

Oração colecta: Senhor, Pai Santo, que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida, concedei que, imitando as suas virtudes familiares e o seu espírito de caridade, possamos um dia reunir-nos na vossa casa para gozarmos as alegrias eternas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Este texto do Livro de Ben-Sira descreve os valores da família já nos tempos bíblicos, isto é as relações que devem existir entre pais e filhos. Como é importante escutá-lo para também o meditar na nossa família!

 

Ben-Sira 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)

3Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da mãe. 4Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados 5e acumula um tesouro quem honra sua mãe. 6Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será atendido na sua oração. 7Quem honra seu pai terá longa vida, e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe. 14Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida. 15Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida, 16porque a tua caridade para com teu pai nunca será esquecida 17ae converter-se-á em desconto dos teus pecados.

 

Esta leitura é extraída da Sabedoria de Jesus Ben Sira, título grego do livro do A.T. mais lido na Liturgia, depois do Saltério, o que lhe veio a merecer, na Igreja latina, o nome de Eclesiástico, como já lhe chamava no séc. III S. Cipriano. O autor inspirado escreve pelo ano 180 a. C., quando a Palestina acabava de passar para o domínio dos Selêucidas (198). Então, a helenização, favorecida pelas classes dirigentes, começava a tornar-se uma sedução para o povo da Aliança, com a adopção de costumes totalmente alheios à pureza da religião. Perante tão perigosa ameaça, Ben Sira vê na família o mais poderoso baluarte contra o paganismo invasor. Assim, os seus ensinamentos vão insistentemente dirigidos aos filhos, e estes são continuamente exortados a prestar atenção às palavras do pai.

O nosso texto é um belíssimo comentário inspirado ao 4.º mandamento do Decálogo (Ex 20, 12; Dt 5, 16), concretizando alguns deveres: o cuidado com os pais na velhice (v. 14a); não lhes causar tristeza (v. 14b); ser indulgente para com eles, se vierem a perder a razão (15a); nunca os votar ao desprezo (15b).

 

Salmo Responsorial    Salmo 127 (128), 1-2.3.4-5 (R. cf. 1)

 

Monição: Este Salmo, que vamos cantar (escutar) fala-nos da grande felicidade que o Senhor concede às famílias que colocam n’Ele a sua esperança.

 

Refrão:        Felizes os que esperam no Senhor,

e seguem os seus caminhos.

 

Ou:               Ditosos os que temem o Senhor,

                ditosos os que seguem os seus caminhos.

 

Feliz de ti, que temes o Senhor

e andas nos seus caminhos.

Comerás do trabalho das tuas mãos,

serás feliz e tudo te correrá bem.

 

Tua esposa será como videira fecunda

no íntimo do teu lar;

teus filhos serão como ramos de oliveira

ao redor da tua mesa.

 

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.

De Sião te abençoe o Senhor:

vejas a prosperidade de Jerusalém

todos os dias da tua vida.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, nesta Carta aos Colossenses, ressalta a importância de nos sentirmos amados por Deus. Este Amor transforma e dá capacidade para vencer todas as dificuldades, por maiores que possam ser ou parecer. Como o sentir este Amor é importante para a união e alegria das famílias!

 

Colossenses 3, 12-21

Irmãos: 12Como eleitos de Deus, santos e predilectos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. 13Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também. 14Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. E vivei em acção de graças. 16Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão. 17E tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 18Esposas, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor. 19Maridos, amai as vossas esposas e não as trateis com aspereza. 20Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. 21Pais, não exaspereis os vossos filhos, para que não caiam em desânimo.

 

A leitura é tirada da parte final da Carta, a parte parenética, ou de exortação moral, em que o autor fundamenta a vida moral do cristão na sua união com Cristo a partir do Baptismo: trata-se duma «vida nova em Cristo».

12-15 Temos aqui a enumeração de uma série de virtudes e de atitudes indispensáveis à vida doméstica, diríamos nós agora, para que ela se torne uma imitação da Sagrada Família de Nazaré. Estas virtudes são apresentadas com a alegoria do vestuário, como se fossem diversas peças de roupa, que, para se ajustarem bem à pessoa, têm de ser cingidas com um cinto, que é «a caridade, o vínculo da perfeição». Na linguagem bíblica, «revestir-se» não indica algo de meramente exterior, de aparências, mas assinala uma atitude interior, que implica uma conversão profunda.

18-21 O autor sagrado não pretende indicar aqui os deveres exclusivos de cada um dos membros da família, mas sim pôr o acento naqueles que cada um tem mais dificuldade em cumprir; com efeito, o marido também tem de «ser submisso» à mulher, e a mulher também tem de «amar» o seu marido.

 

Aclamação ao Evangelho        Col 3, 15a.16a

 

Monição: Foram também muito grandes as dificuldades que a Sagrada Família teve que vencer. Que o Seu exemplo a todos anime a nunca desanimar.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

Reine em vossos corações a paz de Cristo,

habite em vós a sua palavra.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 2, 13-15.19-23

13Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». 14José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egipto 15e ficou lá até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor anunciara pelo profeta: «Do Egipto chamei o meu filho». 19Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José no Egipto 20e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». 21José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe, e voltou para a terra de Israel. 22Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia 23e foi morar numa cidade chamada Nazaré, para se cumprir o que fora anunciado pelos Profetas: «Há-de chamar-Se Nazareno».

 

13 «Foge para o Egipto e fica por lá até que eu te diga». Eis o comentário da homilia de S. João Crisóstomo, pondo em evidência a fé, obediência e fidelidade de S. José, o chefe da Sagrada Família: «Ao ouvir isto José não se escandalizou nem disse: isto parece um enigma! Tu próprio, ainda não há muito, dizias-me que Ele salvaria o seu povo, e agora não é capaz de se salvar nem sequer a si mesmo, mas até temos necessidade de fugir, de empreender uma viagem, uma longa deslocação; isto é contrário à tua promessa! Mas não diz nada disto, porque José é um varão fiel. Também não pergunta pela data do regresso, apesar de o Anjo a ter deixado indeterminada, pois lhe tinha dito: fica lá até que eu te avise. Não obstante, nem por isso levanta dificuldades, mas obedece e crê e suporta todas as provações com alegria. É bem verdade que Deus, amigo dos homens, mistura mágoas e alegrias, procedimento que adopta com todos os santos. Porém, nem as penas nem as consolações no-las envia ininterruptamente, mas com umas e outras Ele vai tecendo a vida dos justos. Isto mesmo fez com S. José».

15 «Para se cumprir o que o Senhor anunciara...» Se bem que o sentido literal imediato que o profeta Oseias pôs nestas palavras (Os 11, 1) dissesse respeito a Israel o povo, filho de Deus que o Senhor liberta e chama do Egipto, a verdade é que o Evangelista, inspirado por Deus, descobre naquela passagem um sentido mais profundo que Deus quis para aquelas palavras de Oseias: «do Egipto chamei o meu Filho». Esta actualização do texto do A. T. é vista por uns como um sentido típico, isto é, uma figura do chamamento de Jesus; por outros, como um sentido pleno, isto é, mais profundo, já contido nas palavras do profeta, sem que este se apercebesse dele, mas querido por Deus ao inspirar o texto.

20 «Pois aqueles... já morreram». Com o plural de generalização é designado Herodes, o Grande, tão grande pelas suas construções, como pela sua crueldade. Não há dúvida de que estas referências a Arquelau e Herodes por parte do Evangelista são um valioso indício humano do valor histórico do relato. Aqui não aparece nada de fantástico, tudo tem naturalidade e verosimilhança: a morte dum tirano não aparece como um castigo divino, como é próprio de relatos lendários. É certo que a medida de matar os inocentes de Belém era descabida e inadequada, mas coaduna-se com a crueldade de Herodes e com a arbitrariedade dum tirano que num acesso de fúria faz o que lhe vem à cabeça só para satisfazer a sua ira.

23 «Há-de chamar-se Nazareno». S. Mateus, sabendo como o título de Nazareno usado pelos judeus incrédulos tinha uma decidida intenção de vexame (cf. Act 24, 5) para Jesus e para os cristãos e dado que Nazaré era uma aldeia insignificante e de mau nome (cf. Jo 1, 46), quis deixar ver como afinal o ser apodado do humilhante titulo de Nazareno era mais uma prova de que Ele era o Messias, cumprindo assim as profecias. Se é certo que não há nenhuma passagem do Antigo Testamento que fale do Messias como Nazareno, há algumas que se referem às humilhações a que o Messias será sujeito (Sal 22 (21); Is 53, 2 ss; etc.) e, sobretudo, há outras profecias que o anunciam como «o rebento (em hebraico nétser) de Jessé», pai de David (Is 11, 1; Zac 3, 8; 6, 12; etc.); para os destinatários do 1.º Evangelho, cristãos de origem judaica, esta referência era clara, dada a perfeita equivalência entre «nétser», «rebento», e «notsri», «nazareno» (na literatura judaica Jesus é chamado: Yexu-ha-notsri); S. Mateus recorreu a uma técnica (deraxe) de interpretação rabínica, chamada «al-tiqrey» («não leias»), entenda-se, com umas vogais (as vogais da palavra nétser, rebento), mas com outras vogais (as vogais da palavra «notsri», nazareno), tendo em conta que em hebraico não se escrevem as vogais, mas apenas as consoantes, variando o sentido das mesmas palavras conforme as vogais com que as palavras sejam lidas.

 

Sugestões para a homilia

 

1. Dificuldades encontradas pela Sagrada Família.

2. Como venceram essas dificuldades.

3. As dificuldades das nossas famílias também podem ser vencidas.

 

 

1. Dificuldades encontradas pela Sagrada Família.

 

Estamos a celebrar a Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José. O Evangelho recorda-nos que não foi nada fácil o seu viver. Logo desde o início, por causa do recenseamento decretado pelo Imperador Romano, tiveram que deixar Nazaré, o que dada a distância e o acidentado do caminho, foi muito difícil de concretizar. Por esse motivo, o Menino teve que nascer numa simples e pobre manjedoura, entre animais, por não terem lugar na hospedaria. E depois do Nascimento, esta Sagrada Família, vê-se perseguida pelo Rei Herodes, que quer mesmo matar o Menino. Por esse motivo e seguindo a sugestão dada pelo Anjo do Senhor a José, têm que fugir para o Egito. Viagem, agora ainda mais longa e difícil, através do deserto. Uma vez chegados, sujeitam-se a viver entre pagãos e a enfrentar as maiores dificuldades e carências.

 

2. Como venceram essas dificuldades.

 

Apesar de tantas dificuldades, temos que aceitar que esta Família era, mesmo assim uma Família feliz. Tinham consigo o maior tesouro do mundo – o próprio Filho de Deus, que com o Pai e o Espírito Santo, é o único Deus verdadeiro, pelo Qual tudo foi criado e de Quem tudo depende. Ele é a fonte de toda a alegria, de toda a felicidade. Está presente Maria Santíssima, a toda Pura e S. José, o homem casto e justo, Pai adotivo do mesmo Jesus. Apesar das carências materiais, nesta Família há paz e alegria. Ter Jesus é ter a solução para todos os problemas. Mais tarde o próprio Jesus dirá: ” sem Mim, nada podeis fazer”. Com Ele jamais existirão problemas insolúveis.

 

3. As dificuldades das nossas famílias também podem ser vencidas.

 

Esta Sagrada Família é proposta como exemplo de todas as famílias.

Por maiores que sejam as dificuldades que as nossas famílias tenham que enfrentar, todas podem ser vencidas. Para que tal aconteça, é necessário que tenham consigo a Graça do Senhor e que a alimentem com os Sacramentos e a Palavra de Deus, presente na Sagrada Escritura. Aí, o nosso Pai-Deus apresenta com todo o cuidado e carinho os caminhos que todos devemos seguir. Com que clareza hoje o faz através das leituras da Missa, a primeira, do Livro de Ben-Sira e a segunda, da Carta de S. Paulo, aos Colossenses.

Por sua vez, no Evangelho encontramos mais uma vez o exemplo concreto da própria Sagrada Família. Os Seus membros vivem numa oração constante e cumprem sempre, mesmo com grandes sacrifícios, a vontade de Deus-Pai.

Por ser de instituição divina, a família, tem muitos inimigos. Sendo a instituição mais antiga da humanidade, ao seu serviço deveriam estar todas as outras. Infelizmente assim não acontece. Pelo contrário são mesmo muitos os ataques que lhe são dirigidos por forças diabólicas. São exemplos de tais perseguições os divórcios, as uniões de fato, certas chamadas educações sexuais, os anticonceptivos, os abortos e toda a literatura e meios de comunicação social que estão comandados e pagos por essas forças demoníacas.

Apesar de toda esta hecatombe, a Deus pertencerá sempre a última palavra. Sabemos que todas as dificuldades serão vencidas. Essa vitória começa já a ser alcançada pelas famílias que se voltaram para Deus, têm consigo o Senhor e assim cumprem com generosidade a Sua Lei. Felizmente, no meio de tanta desordem doutrinal e moral surgem famílias santas e numerosas, que por sua vez, revelam a alegria que sentem em seguir e colaborar com o Senhor da Vida.

Como membros de uma família, procuremos seguir sempre os exemplos da Sagrada Família. Jesus vive trinta anos em família. Na Sua vida nada acontece por acaso. Ele quer chamar a atenção para a importância e valores da família. Na medida em que imitarmos as grandes lições da Sagrada Família, poderemos dizer com convicção e profunda alegria: Felizes os que esperam no Senhor e seguem os Seus caminhos.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Unidos a Jesus e pela intercessão de S. José e de Nossa Senhora,

peçamos ao Pai, cheios de confiança:

Abençoai, Senhor, as nossas famílias.

 

 

R. Abençoai, Senhor, as nossas famílias.

 

1.     Pela Santa Igreja, a grande família do Povo de Deus,

pelo Santo Padre Francisco, bispos, presbíteros, diáconos e catequistas

para que anunciem os valores e alegrias vividas nas famílias fundadas em Deus,

oremos, irmãos.

 

R. Abençoai, Senhor, as nossas famílias.

 

2.     Pelos governantes de todo o mundo,

para que tenham em atenção

as famílias mais pobres, os indigentes e excluídos da sociedade,

oremos, irmãos.

 

R. Abençoai, Senhor, as nossas famílias.

   

3.     Por todos os casais,

para que saibam vencer o egoísmo, aceitando alegremente os filhos

e vendo neles a maior riqueza do seu lar,

oremos, irmãos.

 

R. Abençoai, Senhor, as nossas famílias.

 

4.     Pelas famílias em crise, pela praga da infidelidade ou do divórcio,

para que reconheçam na Lei de Deus o verdadeiro

caminho da autêntica felicidade, que procuram,

oremos, irmãos.

 

R. Abençoai, Senhor, as nossas famílias.

 

5.     Pelos pais e mães de família que já partiram ao encontro do Senhor,

para que, por intercessão de Nossa Senhora, Mãe de todas as famílias,

gozem, quanto antes, da visão da Santíssima Trindade no Céu,

oremos, irmãos.

 

R. Abençoai, Senhor, as nossas famílias.

 

Senhor, Pai cheio de bondade,

escutai as nossas humildes preces,

para que todos vivendo cumprindo os seus deveres familiares na terra,

participem um dia nas alegrias da família eterna nos céus.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A Virgem Imaculada, David Oliveira, NRMS 24

 

Oração sobre as oblatas: Nós Vos oferecemos, Senhor, este sacrifício de reconciliação e humildemente Vos suplicamos que, pela intercessão da Virgem, Mãe de Deus, e de São José, se confirmem as nossas famílias na vossa paz e na vossa graça. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 99-100

 

Saudação da paz

 

Deus, nosso Pai, é Amor. Como filhos de Deus, que somos pelo Batismo, devemos parecer-nos com Ele. Na medida em que cada um viver amando, será instrumento de paz também na sua família. Como o propósito de sempre assim vivermos, saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, que nos veio trazer e revelar o verdadeiro Amor de Deus, vai entrar, pela Sagrada Comunhão, no coração de cada um de nós. Com a intercessão de S. José e de Nossa Senhora, que tanto O amaram na terra e O continuam a amar no céu, vamos recebê-lO com muita fé e gratidão. Que Ele nos encha e encendei na caridade do Seu Amor para sempre O comunicarmos nas nossas famílias.

 

Cântico da Comunhão: Alegra-te minha alma, Az. Oliveira, NRMS 87

cf. Bar 3, 38

Antífona da comunhão: Deus apareceu na terra e começou a viver no meio de nós.

 

Cântico de acção de graças: Quero louvar-vos, Senhor, J. Santos, NRMS 111

 

Oração depois da comunhão: Pai de misericórdia, que nos alimentais neste divino sacramento, dai-nos a graça de imitar continuamente os exemplos da Sagrada Família, para que, depois das provações desta vida, vivamos na sua companhia por toda a eternidade. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Se possível, mais conscientes dos grandes exemplos que a Sagrada Família nos deu e da importância e necessidade que temos em os imitar, vamos, com a ajuda de Jesus, Maria e José, levar à prática o que a Palavra de Deus nos ensinou. Com esse propósito, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Reunidos em Igreja, M. Carneiro, NRMS 71-72

 

 

HomiliaS FeriaIS

 

TEMPO DO NATAL: Oitava

 

2ª Feira, 30-XII (6º dia): O encontro com Jesus e o amor mundano.

1 Jo 2, 12-17 / Lc 2, 26-40

Estando Ana presente na mesma ocasião, começou por sua vez a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos.

A profetiza Ana passava o tempo ao serviço do Senhor, no Templo de Jerusalém. E recebeu naquele dia uma prenda: poder ver o Salvador (Ev.).

Procuremos neste Natal ir muitas vezes ao encontro do Senhor, para o louvarmos e lhe agradecermos a sua vinda, para nos fazer companhia e para nos libertar dos nossos pecados. E não nos cansemos de comunicar esta alegria a muitos, como fez Ana. Esta aproximação de Deus ajudar-nos-á a cumprir melhor a sua vontade. E, ao mesmo tempo, a lembrar-nos que o mal existente no mundo não vem de Deus mas dos desejos da carne, dos desejos dos olhos e do orgulho da riqueza. Pois, se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai (Leit.).

 

3ª Feira, 31-XII (7º dia): O fim do Ano e o desejo de uma vida nova.

1 Jo 2, 18-21 / Jo 1, 1-18

Mas a quantos o receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.

Aproxima-se o fim de mais um ano. É boa altura para fazermos um ponto da situação do que fizemos. Podemos dar graças a Deus por tantos benefícios que Ele nos concedeu, de pedir perdão pelo que não fizemos, ou fizemos mal, e pedir ajuda para o novo Ano.

O nascimento de Jesus é um grande sinal de uma vida nova: quem o recebe torna-se filho de Deus (Ev.). Mas a vida nova precisa de uma luta nova, com a ajuda de Deus. Temos que estar preparados para enfrentar o anticristo (Leit.), isto é, todos aqueles, e tudo aquilo, que se opõe a Cristo. Temos os mandamentos da Lei para cumprirmos e, a partir de vinda de Jesus, temos a ajuda da graça: «É que a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram por meio de Jesus» (Ev.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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