Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

 

Missa da Aurora

25 de Dezembro de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Hoje sobre nós, M. Faria, NRMS 4 (I)

cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Antífona de entrada: Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

As pessoas celebram o Natal com a luz: iluminam as casas, os templos, as ruas e os jardins.

Há neste gesto uma profunda intuição: Durante muitos milhares de anos as pessoas viveram nas trevas do erro e da desordem moral. Celebramos agora o nascimento de Jesus Cristo, luz do mundo.

Deixemos que esta luz do Alto nos entre na alma e nos inunde de consolação, ao celebrar este Natal.

 

Acto penitencial

 

Luz que vem do presépio entra em nós e desafia-nos a um corajoso exame de consciência, para descobrirmos o acolhimento que temos dado à Luz que o Senhor nos envia.

Peçamos perdão pelas vezes em que nos deixamos iludir, vivendo nas trevas, porque nos pareceu mais cómodo, mais agradável mas, ao fim, infeliz.

Imploremos do Senhor a graça de um acolhimento pleno à luz da fé que Ele nos vem trazer.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Para a falta de cuidado em renovar cada dia a nossa fé,

    pela formação doutrinal generosa e cheia de atenção,

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

•   Pela falta de conformidade entre a fé e a nossa vida,

    preferindo as trevas do pecado à luz da graça de Deus,

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

•   Para a negligência em propagar a luz da Boa Nova

    que Jesus nos veio trazer com o Seu nascimento,

    Cristo, misericórdia!

 

    Cristo, misericórdia!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Concedei, Deus todo-poderoso, que, inundados pela nova luz do Verbo Encarnado, resplandeça em nossas obras o que pela fé brilha em nossos corações. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Ao proclamar até aos confins da terra a notícia de que vem aí o Salvador, o profeta Isaías anuncia que o Natal é para todos os povos de todos os tempos.

Cabe a cada um de nós levar ao coração de cada pessoa esta Boa Nova do nascimento do Redentor do mundo.

 

Isaías 62, 11-12

11Eis o que o Senhor proclama até aos confins da terra: «Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador. Com Ele vem o seu prémio e precede-O a sua recompensa. 12Serão chamados ‘Povo santo’, ‘Resgatados do Senhor’; e tu serás chamada ‘Pretendida’, ‘Cidade não abandonada’».

 

A leitura recolhe dois versículos do III Isaías, referidos à Jerusalém restaurada após o exílio. «Até aos confins da terra»: a perspectiva universalista típica da última parte de Isaías corresponde bem à realidade de um «Natal para todos».

«Filha de Sião, Filha de Jerusalém», forma poética de o profeta se dirigir aos habitantes da cidade, e mesmo a todos os israelitas (como aqui sucede). A Igreja é o novo «Israel de Deus», «o monte Sião» (Gal 4, 26; 6, 16; Hebr 12, 22; Apoc 14, 1; 21). «Sião» (etimologicamente lugar seco) era a cidadela da capital, Jerusalém. Inicialmente designava a fortaleza conquistada por David aos jebuseus, a colina oriental de Jerusalém (Ofel), que começou a ser chamada «cidade de David», para onde este transladou a Arca da Aliança. Quando Salomão construiu o Templo, a Norte de Sião, e para lá levou a arca, também se começou a dar a esse lugar o nome de Sião. Depois veio a designar o conjunto da cidade de Jerusalém, ou todos os seus habitantes e mesmo todo o povo de Israel. Na tradição cristã, veio a dar-se uma confusão acerca da localização topográfica do monte Sião, ao situá-lo no Cenáculo, na colina ocidental da cidade alta. Esta confusão parece ter origem em que o Cenáculo foi considerado a sede da primitiva Igreja de Jerusalém, o novo «monte Sião», segundo Hebr 12, 22 e Apoc 14, 1. Actualmente a Arqueologia veio esclarecer estes locais.

 

Salmo Responsorial    Salmo 96 (97), 1 e 6.11-12

 

Monição: O salmo que a Liturgia nos indica para cantar é um convite à alegria, porque o Senhor reina e manifesta-Se como Rei.

Acolhamos jubilosos este convite e cantemos a alegria do nascimento de Jesus que vem para nos salvar.

 

 

Refrão:        Hoje sobre nós resplandece uma luz:

nasceu o Senhor.

 

O Senhor é rei: exulte a terra,

rejubile a multidão das ilhas.

 

Os céus proclamam a sua justiça

e todos os povos contemplam a sua glória.

 

A luz resplandece para os justos

e a alegria para os corações rectos.

 

Alegrai-vos, ó justos, no Senhor

e louvai o seu nome Santo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na Carta ao seu discípulo Tito, ensina-nos que Deus nos salva, manifestando a Sua bondade para connosco.

As graças que O Senhor nos veio trazer são derramadas sobre nós em abundância pelo nosso Baptismo.

 

Tito 3, 4-7

Caríssimo: 4Ao manifestar-se a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor para com os homens, Ele salvou-nos, 5não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo baptismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, 6que Ele derramou abundantemente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, 7para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna.

 

Esta belíssima síntese soteriológica bem podia ser uma espécie de fórmula de fé corrente na Igreja primitiva que tenha sido inserida na Carta.

5 O «banho de regeneração e renovação do Espírito Santo» é o Baptismo, que nos faz nascer de novo (Jo 3, 3.5) e que nos torna «nova criatura» (Gal 6, 15; 2 Cor 5, 17). O Natal é ocasião propícia para meditar também no nosso natal, o Baptismo, e para daí tirar consequências práticas: «reconhece, ó cristão, a tua dignidade; tornado participante da natureza divina, não regresses à antiga baixeza duma vida depravada; lembra-te de que Cabeça e de que Corpo és membro. Pelo Baptismo, tornaste-te templo do Espírito Santo» (S. Leão Magno, Homilia para o dia de Natal).

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 2, 14

 

Monição: O Evangelho narra-nos o cântico entoado pelos Anjos sobre as campinas de Belém, anunciando aos pastores o nascimento de Deus Menino.

Unamo-nos ao seu hino jubilosos e de glória, aclamando O Evangelho com o cântico do alleluia.

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 46

 

Glória a Deus nas alturas

e paz na terra aos homens por Ele amados.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 15-20

15Quando os Anjos se afastaram dos pastores em direcção ao Céu, começaram estes a dizer uns aos outros: «Vamos a Belém, para vermos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer». 16Para lá se dirigiram apressadamente e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria guardava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado.

 

A leitura mostra a reacção dos pastores perante o anúncio do nascimento de Jesus que bem pode marcar a atitude do cristão ao tomar consciência do Natal de Jesus: a decisão (tão presente nos nossos vilancetes), de ir a Belém, apressadamente, sem delongas nem escusas ao encontro pessoal com Jesus, Maria e José

18 Os «pastores» contaram as maravilhas daquela noite, mas os conterrâneos não os deveriam tomar muito a sério. Como poderia o Messias revelar-se a gente tão miserável, mal conceituada e tida por pecadora?

19 «Maria» ensina-nos a viver o mistério do Natal no recolhimento, ponderação e intimidade com Jesus: «guardava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração».

 

Sugestões para a homilia

 

• Nasceu o nosso Salvador

A Igreja proclama o Seu nascimento

Chama-nos à santidade de vida

Traz-nos a alegria da libertação

• Vamos ver o que aconteceu

Encontraram um Menino

Anunciemos o Seu nascimento

Meditemos neste mistério de Amor

 

1. Nasceu o nosso Salvador

 

Depois de uma longa espera de muitos milhares de anos – simbolizados nas quatro semanas do Advento – nasceu Jesus para nos salvar.

 

a) A Igreja proclama o Seu nascimento. «Eis o que o Senhor proclama até aos confins da terra: “Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador.”»

O nascimento do Salvador é profetizado, ao longo do Antigo Testamento, como uma grande luz que vem acabar com as trevas do erro, da mentira e do pecado.

Quando falta a corrente eléctrica durante alguns minutos, ficamos paralisados e sem saber o que havemos de fazer. É com uma explosão de alegria que celebramos o seu reaparecimento.

Por quê? A escuridão pesa sobre os nossos ombros, encolhe-nos e enche-nos de temor do desconhecido que pode vir a coberto das trevas.

A luz, pelo contrário, revela a forma e cor de tudo; permite-nos caminhar com segurança; sabemos por e para onde vamos e desviamo-nos facilmente dos perigos; torna-se mais fácil a comunhão com as pessoas que estão junto de nós.

Tudo isto nos ajuda a compreender a alegria de todos os que celebram o nascimento do Natal.

As pessoas estiveram às escuras durante milhares de anos. Não era reconhecida a dignidade da pessoa humana, a justiça submetia-se à lei do mais forte – da selva; a imoralidade era proposta como virtude (no paganismo, muitos deuses revestiam-se dos vícios dos homens: a embriaguez, a luxúria e o roubo).

Pelo mistério da Incarnação, Jesus restituiu-nos a dignidade de pessoas e filhos de Deus; restabeleceu a comunhão entre todas as pessoas, proclamando o Mandamento do Amor; denunciou as armadilhas do demónio e oferece-nos a liberdade.

É verdade que encontramos ainda muita injustiça no mundo, porque os homens fecham os olhos à luz e preferem a escuridão, para se entregarem ao pecado. Que adianta a luz, quando uma pessoa fecha os olhos para a não ver?

 

b) Chama-nos à santidade de vida. «Com Ele vem o seu prémio e precede-O a sua recompensa

Na contemplação do presépio, não nos podemos limitar a uma atitude sentimental, como diante do berço de qualquer criança.

Ele manifesta-nos O Seu Amor infinito por nós e pede, como resposta, o nosso pobre coração.

Proclama a liberdade e soberania sobre todas as coisas criadas e convida-nos a ser livres também: sobre as nossas inclinações desordenadas, sobre a tirania do dinheiro e sobre a velha tentação de sermos deuses.

Pelo mistério da Incarnação, Jesus Cristo apresenta-Se como caminho e modelo de santidade, e convida-nos a segui-l’O corajosamente.

O profeta anuncia que ele traz um prémio para nós e vem precedido – para a vermos melhor – pela recompensa para aqueles que aceitarem o Seu desafio a mudar de vida.

Nós que celebramos o Natal com tanta alegria, havemos de pensar que, se o celebrámos em pecado, estamos ainda muito longe de compreender o sentido desta solenidade.

 

c) Traz-nos a alegria da libertação. «Serão chamados ‘Povo santo’, ‘Resgatados do Senhor’; e tu serás chamada ‘Pretendida’, ‘Cidade não abandonada’».

O Senhor vem oferecer-nos a libertação... mas ser livre depende de cada um de nós. Compreendemos isto se repararmos que um tóxico-dependente, um ébrio, uma pessoa de maus costumes, não se libertam do peso da escravidão que o vício lhes traz, se não colaborarem.

O mesmo se passa com um doente. A sua colaboração é indispensável para que possa ser curado. Se ele recusa sistematicamente tomar os medicamentos, submeter-se ao tratamento que lhe é indicado pelo médico, não há nada a fazer. Há um mínimo que tem de ser feito por cada um de nós.

Mas quando aceitamos o desafio de ser livres, não há fortuna que possa pagar a nossa alegria. Pensem-no as pessoas que estiveram gravemente doentes e, por isso, retidos na cama. Quando conseguem dar os primeiros passos sentem a alegria da libertação interior.

Cada um de nós será livre e feliz na medida em que aceitar sê-lo. Ninguém nos pode substituir nesta opção.

Ao oferecer-nos a liberdade e a alegria, o Senhor dá-nos a possibilidade de as conseguir com a Sua ajuda. Também o doente que se deseja curar tem de aceitar as regras de jogo que lhe impõe o médico.

 

2. Vamos ver o que aconteceu

 

Os pastores faziam. Por turnos, a guarda do rebanho, durante a noite, acautelando-se dos ladrões que poderiam vir pela calada da noite roubar-lhes o rebanho.

Alertados pelos Anjos, partem alegremente para a gruta onde tinha nascido o Salvador do mundo. (O campo dos pastores, em Belém, fica relativamente perto da gruta onde Jesus nasceu).

Deus escolhe os mais pobres, os mais humildes e simples, para comunicar esta grande notícia. Será eles, depois, a anunciá-la às outras pessoas.

Com esta mesma simplicidade, queremos contemplar o Presépio e aprender as lições que Jesus menino nos quer ensinar.

 

a) Encontraram um Menino. «Para lá se dirigiram apressadamente e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura

A primeira tentação que nos assalta é lamentar a crueldade dos que negaram ao Deus menino uma casa condigna para nascer.

Ele, que é o Senhor do universo e criou do nada todas as coisas, não poderia ter disposto as coisas de outro modo, para que o nascimento tivesse um cenário diferente?

Deus escolhe o Presépio da gruta para nos dar uma eloquente lição de liberdade. Afinal, bem pouco é preciso para viver feliz.

Fascinados pelas coisas, nunca estamos contentes com o que temos. Queremos sempre mais.

Esta abundância de coisas não nos ajuda a ser melhores. Antes, as pessoas não tinham o conforto que hoje temos e, na maioria dos casos, eram mais felizes e alegres à volta da mesa de Natal do que hoje, com toda a abundância.

Não tinham transportes para se visitarem e virem à missa dominical, e faziam-no.

O que se passa é que nos deixamos aburguesar pelo conforto e tornamo-nos escravos dele. O comodismo torna-nos egoístas e sentimo-nos incapazes de nos darmos. Mesmo na vida em casal, muitas vezes o que chamam amor não passa de uma cruel exploração.

Aproveitemos os presépios em nossas casas, para meditarmos muitas vezes sobre o que se passa com a nossa vida e o que é preciso modificar.

 No seu silêncio, Jesus, Maria e José falam-nos, convidam-nos à liberdade e à alegria.

 

b) Anunciemos o Seu nascimento. «Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino

Há pessoas que se sentem incomodadas com a mensagem de Amor do Natal. A luz põe em relevo as nódoas.

Por isso, assistimos hoje a uma guerra contra o verdadeiro sentido do Natal. Começaram a substituir o menino Jesus pelo pai-natal. Mas quando ouviram dizer que, afinal, esta figura lendária era S. Nicolau de Bari, um Bispo muito caridoso que procurava conhecer as necessidades das famílias para colocar á sua porta aquilo de que tinham necessidade, começaram a substituí-lo por uma rena com cara de demo.

Alem disso, torna-se difícil nas papelarias de hoje encontrar um postal do Natal com motivos verdadeiros. Aparece a neve, um homem de barbas e outras banalidades.

Felizmente desencadeou-se por toda a Europa uma campanha para restituir ao natal o seu verdadeiro sentido. Uma das expressões deste trabalho são os estandartes do menino Jesus nas varandas das casas e a incrementação dos presépios em todas as casas e nos lugares públicos.

Anunciemos o Nascimento de Jesus Cristo com alegria. Queremos um Natal com toda a mensagem fraterna que Jesus nos veio trazer.

 

c) Meditemos neste mistério de Amor. «Maria guardava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração

Aproveitemos estas noites que nos recolhem mais em casa, para rezar o terço diante do Presépio. Passando as contas do terço pelos dedos e contemplando a Sagrada Família, descobriremos a riqueza da família saudável.

Esforcemo-nos por que a casa de família não seja apenas uma pensão onde vamos comer e dormir, mas um lugar de encontro, de partilha e de corresponsabilidade. Aqueles que são incapazes de compreender isto, não devem constituir família.

Não esqueçamos, sobretudo, que o mesmo Senhor que nasceu em Belém Se torna presente pelo mistério da Consagração do pão e vinho. Aqui renova a Sua entrega por nós na cruz e dá-Se-nos como Alimento divino.

Comungar significa desejo de mudança de vida, conversão pessoal. Não podemos comungar se não estivermos bem preparados para o fazer, Quem está em pecado mortal não pode comungar. Referindo-se aos que se aproximam indignamente da Eucaristia, S. Paulo diz que comem e bem a própria condenação.

Que Maria e José nos ensinem – pela sua dedicação, amor, solicitude e contemplação – a saber colher verdadeiros frutos de santidade deste Natal.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor do Universo,

está no Presépio com as mãozinhas cheias de dons

para os entregar a quem lhos pedir humildemente.

Cheios de amor e confiança na Sua divina bondade,

apresentemos-lhe as necessidades do mundo.

Oremos (cantando):

 

    Vinde, Senhor, aos nossos corações!

 

1. Pelo Santo Padre, com todo o Colégio Episcopal,

    para que Jesus Menino o conforte e encha de Luz,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Senhor, aos nossos corações!

 

2. Pelos que se encontram sós e abandonados de todos,

    para que a nossa solidariedade vença a sua solidão,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Senhor, aos nossos corações!

 

3. Pelos que perderam o sentido do perdão e do amor

    para que a luz do Presépio os oriente na vida cristã,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Senhor, aos nossos corações!

 

4. Doentes, idosos e abandonados às suas limitações,

    para que encontrem na nossa dedicação o conforto,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Senhor, aos nossos corações!

 

5. Pelas crianças de todo o mundo e pelos seus pais,

    para que vejam nelas a dignidade de filhos de Deus

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Senhor, aos nossos corações!

 

6. Para que nossos que partiram ao encontro do Pai

    entrem quanto antes da felicidade que não tem fim,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Senhor, aos nossos corações!

 

Senhor, que nos conduzistes a este Natal

para recebermos a alegria da filiação divina:

ajudai-nos a viver como bons filhos de Deis,

para Vos contemplarmos eternamente no Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

Na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Numa gruta, habitação de animais, sorriu o nosso Deus pela primeira vez ao mundo e estendeu para todos nós os Seus braços divinos.

Dentro de momentos, o mesmo Senhor Jesus que nasceu em Belém, tornar-Se-á presente sobre o altar, pelo ministério do sacerdote, ao realizar a Consagração. De novo estenderá para nós os Seus braços, para Se entregar a cada um dos presentes como alimento divino.

 

Cântico do ofertório: Hoje sobre nós resplandece uma luz, M. Faria, NRMS 4 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, a nossa oblação nesta santa noite de Natal e fazei que, pela admirável permuta destes dons, participemos na divindade do vosso Filho que a Vós uniu a nossa natureza humana, Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Também nas Orações Eucarísticas II e III se faz a comemoração própria.

 

Santo: M. Luis, NCT nº 297

 

Saudação da Paz

 

Os Anjos anunciaram nas campinas de Belém “glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.”

Para acolher a sua mensagem celestial, é necessário deixar que a paz reine em cada coração, perdoando as ofensas e aceitando ser perdoado por aqueles a quem ofendemos.

Com o desejo de que isto se realize em cada um de nós,

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Na Incarnação, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade fez-Se um de nós para nos salvar. Na Eucaristia, tornou-Se alimento vulgar, para nos fortalecer nesta caminhada da vida para o Céu.

Aceitemos o Seu convite para habitar em nosso coração e, se tivemos o cuidado de nos preparar convenientemente, aproximemo-nos para O recebermos.

 

Cântico da Comunhão: Canta, Povo de Sião, F. dos Santos, NCT 74

Jo 1, 14

Antífona da comunhão: O Verbo fez-Se carne e nós vimos a sua glória.

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que nos dais a alegria de celebrar o nascimento do nosso Redentor, dai-nos também a graça de viver uma vida santa, a fim de podermos um dia participar da sua glória. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vivamos a alegria deste Natal com todas as pessoas que partilham connosco esta caminhada da terra para o Céu.

Imitemos os Pastores das campinas de Belém, anunciando a todas as pessoas de boa vontade que o Senhor nasceu para nos salvar.

 

Cântico final: O Senhor do Universo, F. da Silva, NRMS 21

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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