aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

BRAGANÇA

 

ORIENTAÇÕES PASTORAIS

SOBRE PATRIMÓNIO CULTURAL

 

Com data de 18 de Julho, o bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, promulgou um regulamento, por três anos, que estabelece as intervenções no património cultural, da autoria da Comissão Diocesana de Arte Sacra e dos Bens Culturais.

 

O documento, com 25 artigos, aclara que por património cultural se entendem os lugares de culto e outros edifícios ou monumentos, os móveis, as relíquias, os livros e documentos e demais objectos com valor histórico, artístico, litúrgico ou devocional, “pertencentes à Diocese ou às Paróquias, Santuários, Casas ou instituições tuteladas pela Autoridade Diocesana”.

Na dúvida, os responsáveis devem consultar, por escrito, o bispo diocesano.

Todos estes bens devem constar de um inventário, elaborado pelas suas entidades proprietárias e/ou detentoras, que, por sua vez, deve estar nos inventários gerais de bens móveis e imóveis.

Qualquer intervenção de construção a restauro e de beneficiação a empréstimo só poderá ser realizada depois do pedido por escrito ao bispo, que responderá em conformidade com a Comissão Diocesana.

Nas obras de raiz e nas que impliquem alterações, nos “edifícios e monumentos”, é necessário definir um programa-base, cujo modelo a referida comissão dispõe, um estudo prévio, e um projecto de execução.

Mais uma vez, o bispo emitirá um despacho, por escrito, para os responsáveis poderem avançar.

Na intervenção nos bens móveis, “designadamente em imagens referidas no cânone 1189”, o regulamento estabelece que os pedidos devem incluir seis elementos obrigatórios; no caso do restauro de altares e retábulos, entre outros, considerados de “maior responsabilidade”, o técnico/empresa deve apresentar um relatório elucidativo com as técnicas e os materiais que serão utilizados.

Todos os trabalhos poderão ser acompanhados, pela Comissão Diocesana de Arte Sacra e dos Bens Culturais da Igreja, e serão suspendidos se não estiverem de acordo com o autorizado.

Os “achados” arqueológicos ou devocionais devem ser estudados e as obras em questão, imediatamente, suspensas.

O documento, no 15º artigo, recomenda a existência de cartórios ou arquivo de livros e documentos, nas paróquias e instituições da igreja.

O pedido de empréstimo de “espécimes de valor”, que fizeram parte do património cultural de Bragança-Miranda, deve ser dirigido à comissão diocesana de Arte Sacra e dos Bens Culturais da Igreja com, pelo menos, 30 dias de antecedência.

O valor do seguro é estabelecido caso a caso e a “entidade que solicita” a cedência tem de assinar um termo de responsabilidade.

Por fim, o número 25 do documento promulgado por D. José Cordeiro estabelece que, em caso de furto, a participação deve ser encaminhada às autoridades policiais, diocesana e à Comissão Diocesana de Arte Sacra e dos Bens Culturais da Igreja, com todos os elementos informativos/descritivos necessários para a recuperação destes bens.

 

 

CASTELO BRANCO

 

MAIS UNIDADES DE CUIDADOS CONTINUADOS

DAS MISERICÓRDIAS

 

O Governo vai investir cerca de seis milhões de euros no apoio à abertura de mais de 15 novas unidades de cuidados continuados por parte da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).

 

Os novos pólos, em Amarante, Cinfães, Ponte da Barca, Celorico de Bastos, Vale de Cambra, Cantanhede, Idanha-a-Nova, Manteigas, Oliveira do Bairro, Pampilhosa da Serra, Porto de Mós, Barreiro, Montijo e Serpa, devem entrar em funcionamento “até ao final do ano”.

A medida foi anunciada no passado dia 22 de Julho pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, durante uma visita à unidade de cuidados continuados da Santa Casa da Misericórdia de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco.

Representa “a abertura de 800 novas camas de cuidados continuados e inclui também o Centro Bento XVI da UMP”.

O presidente da União Portuguesa das Misericórdias, Manuel Lemos, que acompanhou a visita de Passos Coelho, classificou o investimento do Governo como “um gesto globalmente positivo” e destacou o empenho demonstrado pelo Ministério da Solidariedade e Segurança Social no tratamento desta questão.

 “Cada unidade de cuidados intensivos posta em funcionamento, cada hospital que a UMP está disponível para receber, cada centro de deficientes ou de crianças em risco que passam a funcionar melhor representam outras tantas formas de criar emprego, de reforçar o Estado Social e de diminuir a despesa pública”, realçou Manuel Lemos.

Pedro Passos Coelho salientou por sua vez que “a UMP e as Misericórdias são parceiros preferenciais do Governo para fazer face à crise que assola o país” e enalteceu “o trabalho que essas instituições têm levado a cabo para minorar as dificuldades por que têm passado os portugueses”.

 

 

BEJA

 

PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO

COM A ORDEM DE MALTA

 

A Diocese de Beja e a Ordem de Malta assinaram no passado dia 25 de Julho um protocolo de colaboração que tem como principal objectivo garantir o apoio aos peregrinos que passam pelo Alentejo a caminho de Santiago de Compostela.

 

O Departamento do Património Histórico e Artístico (DPHA) da Diocese de Beja salienta que, depois de “um intenso trabalho de redescoberta” dos roteiros alentejanos ligados ao Caminho de Santiago, importa agora “criar condições, no terreno, para a orientação e acolhimento dos peregrinos”.

Segundo a Igreja local, o número de pessoas que passam pela região a caminho da cidade espanhola onde se crê estar sepultado o apóstolo São Tiago “aumentou substancialmente nos últimos anos”.

Face a esta realidade, a Diocese de Beja procurou conhecer melhor a importância das vias alentejanas, com o apoio de “especialistas de universidades e museus portugueses, franceses, irlandeses, espanhóis e alemães”.

Um projecto que “está a produzir frutos significativos, permitindo trazer à luz do dia monumentos, obras de arte e documentos de arquivo há muito esquecidos”, realça o DPHA.

Por outro lado, entrou em contacto com diversas instituições, locais e regionais, capazes de “prestar apoio” aos peregrinos que “a pé, de bicicleta ou a cavalo” sigam viagem, “não só para a Galiza mas também para outros santuários, como Fátima, Vila de Nossa Senhora de Aires”, em Viana do Alentejo.

Até agora, esta colaboração estendeu-se a várias “autarquias, paróquias, associações, corporações de bombeiros e confrarias, com realce para as Santas Casas da Misericórdia, que contam, entre as suas valências históricas, a ajuda aos peregrinos, uma das obras de Misericórdia corporais”.

 

A Ordem de Malta, antiga Ordem do Hospital, organização internacional humanitária que actua sobretudo junto dos mais doentes e carenciados, juntou-se ao projecto numa cerimónia na igreja matriz de Santiago do Cacém.

O acordo prevê ainda “a valorização do património espiritual e material da Ordem de Malta, que assumiu uma presença muito importante no Alentejo”, sobretudo através da acção de D. Álvaro Gonçalves Pereira, “um dos mais destacados priores” da Ordem do Hospital em Portugal.

“D. Álvaro Gonçalves Pereira” – sublinha o DPHA – foi responsável pela edificação do paço e mosteiro da Flor da Rosa (Crato), onde terá nascido o seu filho D. Nuno Álvares Pereira, hoje São Nuno de Santa Maria”.

Beja, Elvas, Moura, Serpa e Vera Cruz são outras regiões alentejanas com “uma forte ligação à Ordem de Malta”.

 

 

FÁTIMA

 

ENCONTRO NACIONAL DE

PASTORAL LITÚRGICA

 

O cónego João da Silva Peixoto apresentou no passado dia 25 de Julho o tema “A Liturgia da Igreja a 50 anos do Concílio” aos agentes que participaram no 39.º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, de 22 a 26 de Julho.

 

O professor da Universidade Católica sublinhou que o Concílio Vaticano II (1962-1965) não foi convocado porque “havia novas e graves heresias a requerer discernimento e clarificação doutrinal”, mas porque era necessária uma “renovação” da Igreja para estar preparada para o diálogo “com o mundo contemporâneo”.

Os trabalhos deste Concílio começaram com a Liturgia; à volta desta a Igreja encontrou-se a si mesma “como comunhão, convergência, caminho em conjunto”, e por isso “ofereceu” ao mundo “a constituição Sacrosanctum Concilium”.

Segundo o especialista, a renovação litúrgica “configurou-se como o fruto mais visível de toda a obra conciliar”.

O encontro de Fátima convidou ao aprofundamento do alcance das reformas introduzidas pelo Concílio Vaticano II, com o tema “A Liturgia, cume e fonte da vida cristã”.

O cónego e professor no Porto assinalou que, a 50 anos do Concílio, ainda é preciso caminhar para “traduzir na prática essa certeza de que é Cristo que fala quando na Igreja se proclamam as Escrituras”.

Desta forma, é necessário não fechar os ouvidos e treinar a “arte” de escutar, desde que Ele não seja “inaudível” por uma “deficiente proclamação”.

Quanto a esta “escuta”, o interveniente destacou o património de “imensa valia” litúrgica no canto e na música: “no canto gregoriano, na polifonia clássica, na grande música coral sinfónica do barroco ao romantismo, no repertório organístico”.

Para o futuro e salvaguarda deste património, o cónego João da Silva Peixoto, apresentou cinco propostas, como “não desistir da formação, investir em centros de referência” ou “continuar a promover e apoiar o trabalho dos compositores”.

 

 

LISBOA

 

D. MANUEL CLEMENTE

DEIXA PROGRAMA ECCLESIA

 

D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa, encerrou a sua participação semanal no Programa ECCLESIA (RTP 2), iniciada há 15 anos, com uma análise à figura do Papa Francisco, que o inspira para a sua nova missão.

 

Na última emissão da rubrica “O Passado do Presente”, no final de Julho, o prelado começou por frisar que o “o ministério papal é continuar o serviço do apóstolo Pedro, como referem os textos evangélicos, confirmando os irmãos na fé”.

Neste sentido, cada Papa é uma “referência constante” para as Igrejas locais e para a acção dos agentes pastorais.

Quando estas atitudes, acções e pensamento são algo “tão expressivo na vida” do Papa, como no caso de Francisco, tudo “ganha outra expressão” e envolve as pessoas mais “intensamente por convicção religiosa mas também por experiência eclesial”.

Por isso, o Papa argentino inspira o programa que D. Manuel Clemente desenvolveu e apresentou para a sua acção na Diocese de Lisboa.

O patriarca destacou a palavra esperança, mas com o mesmo sentido e “maneira muito particular” apresentada pelo pontífice no livro-entrevista “Papa Francisco – conversas com Jorge Bergoglio”.

D. Manuel Clemente destaca dois aspectos, das palavras de Francisco, que revela serem “fundamentais de uma esperança preenchida”.

A esperança na humanidade e a esperança no movimento ecuménico “são de importância fundamental e têm de ser de um acolhimento absoluto”.

“Não podemos ter pressa nem queimar etapas”, acrescenta, porque as várias tradições cristãs estão “cimentadas” e o sentido do Papa, “que recupera o que se chamou ecumenismo espiritual”, é dar espaço e prioridade à acção do Espírito para “reconciliar”.

D. Manuel Clemente reafirmou que “o mais importante de qualquer reunião, é a reunião, ou seja o encontro das pessoas. Depois, se tem consequências práticas, directas, imediatas ou não, logo se vê”.

Ao longo de 15 anos, o espaço televisivo sobre a História da Igreja com D. Manuel Clemente apresentou temas relacionados com Portugal, os pontificados, o pontificado de João Paulo II e os santos que canonizou, Bento XVI e, em conclusão, a acção/pensamento do Papa Francisco.

Como refere o jornalista Paulo Rocha, que conduziu esta rubrica, “o que acontece no presente tem de ser entendido a partir dos dados da história. Para D. Manuel Clemente, a história é para hoje”.

 

 

BRAGA

 

ALERTA À SECULARIZAÇÃO

DOS LUGARES DE CULTO

 

João Duque, presidente do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa (UCP), alertou no passado dia 8 de Agosto para a secularização dos espaços de culto que marca a cultura europeia.

 

“Evitemos, simbolicamente, transformar as principais igrejas de uma cidade, sobretudo as mais ricas em património cristão – e não simplesmente cultural – em meros museus, para turista ver. Caso contrário, brevemente seremos todos turistas a visitar algo estranho, de cuja herança não somos dignos”, refere o teólogo, num artigo “Igrejas ou museus?” publicado no suplemento Igreja Viva do “Diário do Minho”, jornal da Arquidiocese de Braga.

O artigo começa por destacar o “consumo” como uma das divindades do tempo actual que também exige “rituais e sacrifícios, com um culto perene e absorvente”, onde a dimensão física, pessoal e social são “secundarizadas” e colocados ao seu serviço, o que acontece, também em relação “à tradição cristã e aos seus valores”.

O docente assinala que, actualmente, “os museus passaram a ser os novos templos desta modalidade de consumo” que se verifica no turismo e na cultura.

O teólogo reconhece que é possível que o turismo religioso, com a visita e a contemplação “de obras da tradição cristã”, seja um auxílio no aprofundamento da fé dos crentes e contribua para uma “interrogação existencial de não crentes”, mas considera ser necessário que sejam mostras de uma herança viva e não de algo morto com referências ao passado.

Alguns espaços arquitectónicos do património religioso, “assim como muitas obras do passado”, podem enquadrar-se como museu ou nos museus, mas mesmo as “maiores e mais belas igrejas de Portugal”, necessitam de ser enquadradas para que haja a correcta distinção.

“Contemplar o edifício e o seu conteúdo já não é um modo de oração e de catequese – sobretudo para as crianças. É apenas mais um acto do consumo turístico, como quem vai ao restaurante comer a especialidade da região”, lamenta.

 

 

FÁTIMA

 

NOVO DOCUMENTÁRIO

SOBRE OS PASTORINHOS

 

O Santuário de Fátima lançou um documentário sobre os três pastorinhos que dá a conhecer o “perfil psicológico das três crianças”, Lúcia, Francisco e Jacinta.

 

De acordo com o testemunho, reconhecido pela Igreja Católica, das três crianças conhecidas como pastorinhos de Fátima (Lúcia, Francisco e Jacinta), ocorreram seis aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e imediações, uma a cada mês, entre Maio e Outubro de 1917.

“Os Três Pastorinhos de Fátima” é um documentário que nos conta a história dos videntes de Nossa Senhora, ilustrado pela mais rica iconografia de Fátima. O documentário, na visão dos melhores especialistas do fenómeno de Fátima, dá-nos a conhecer o perfil psicológico das três crianças, Lúcia, Francisco e Jacinta: a sua infância, o que de mais relevante aconteceu nas aparições do Anjo, como com as aparições de Nossa Senhora tudo mudou nas suas vidas, o milagre do sol na perspectiva dos pastorinhos, as mortes de Francisco e Jacinta já anunciadas por Nossa Senhora, a respectiva beatificação no ano de 2000 e, finalmente, a devoção que já existe aos beatos.

 

 

LISBOA

 

MINISTÉRIO DA SAÚDE

E MISERICÓRDIAS

 

O Governo português aprovou no passado dia 14 de Agosto um diploma que define as “formas de articulação” do Ministério da Saúde e do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com as Instituições Particulares de Solidariedade Social e as Misericórdias.

 

Este diploma vem regular a “forma de eventual devolução dos hospitais pertencentes às Misericórdias”, que são actualmente geridos por estabelecimentos ou serviços do SNS.

“As Misericórdias por si só, ou pela via da sua União, aliam as exigências técnicas da prestação de cuidados de saúde, à sua vocação, à ausência de fins lucrativos e à proximidade das populações, o que as torna importantes parceiros do Estado na área da saúde”, destaca o comunicado divulgado pelo Executivo.

Em conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou que a aplicação desta legislação permitirá “uma redução de encargos para o Estado de pelo menos 25 por cento”.

O responsável adiantou que o diploma prevê três formas de cooperação – acordos de gestão, cooperação e convenções –, acrescentando que a eventual devolução dos hospitais às Misericórdias, será guiada pelo “interesse mútuo” e o “acordo entre as partes”.

 

 

AVEIRO

 

NOVO ESTATUTO

DO ENSINO PARTICULAR

 

O padre Querubim Silva considera que o novo estatuto do Ensino Particular e Cooperativo representa uma “mudança fundamental” para o sistema de educação, já que abre lugar à liberdade de escolha dos pais e ao mesmo tempo acarreta uma maior “autonomia curricular”.

 

O novo enquadramento do Ensino Particular e Cooperativo apresenta a mudança prática de deixar de haver “um ensino tendencialmente totalitário estatal para um esquema de serviço público de educação misto”, explica o padre Querubim Silva, director da Associação de Escolas Católicas.

Ou seja, o estatuto, aprovado no passado dia 5 de Setembro em Conselho de Ministros, consagra o “direito constitucional” de o “Estado apoiar os pais na educação dos filhos sem dirigir a educação” e permite que o Ensino Particular e Cooperativo esteja em “igualdade” com o ensino estatal.

Para o responsável, este “princípio fundamental” estabelece a liberdade de escolha dos encarregados de educação em optarem pelo projecto educativo que considerem ser mais adequado para os seus educandos.

Os estabelecimentos de ensino entram assim "numa competitividade sadia e mais aberta, mais livre, que se espera que ajude a aprimorar a oferta educativa”, assinala o director da Associação de Escolas Católicas.

Será a qualidade da oferta educativa que vai permitir que escolas particulares e as do ensino público tenham mais ou menos alunos.

Para o padre Querubim Silva o documento final, que ainda não foi promulgado, apresentará aspectos práticos como: a consagração de um contrato de associação, “não como um remendo do sistema educativo, mas uma forma prática e normal”; contratos de apoio às famílias “segundo o nível de capacidade financeira de cada uma”.

Em perspectiva estava também mais autonomia pedagógica e curricular onde “os projectos educativos respeitem uma percentagem do tronco nacional de ensino” e depois apresentem propostas complementares.

O actual estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, de 1980, já autorizava determinadas autonomias pedagógicas e administrativas; mas há muito tempo se impunha a revisão, porque segundo o padre Querubim Silva existiam princípios constitucionais, “relacionados com liberdades individuais que não estavam a ser respeitadas”.

Esta aprovação por parte do Governo revela-se “uma afirmação de democracia e a consagração de uma proposta de caminho democrático relativo à educação”, acrescenta o sacerdote.

O director da Associação de Escolas Católicas concorda com Nuno Crato, Ministro da Educação, e defende que o novo estatuto é uma oportunidade para a escola pública e não a sua “destruição”.

 

 

ERMESINDE

 

COMEMORAÇÃO DA FUNDADORA

DAS IRMÃS DO BOM PASTOR

 

A Congregação das Irmãs do Bom Pastor assinalou no domingo dia 8 de Setembro os 150 anos do nascimento da Fundadora, a Beata Maria do Divino Coração, com uma Eucaristia presidida pelo Administrador Apostólico da Diocese do Porto, D. Pio Alves de Sousa.

 

Na homilia da Missa, na Igreja do Coração de Jesus, em Ermesinde, D. Pio referiu que exemplos como o da Beata Maria do Divino Coração, que se multiplicam ao longo da história, fazem a sociedade descobrir “novos rumos”, guiando-se pelos “direitos que resultam da realidade da dignidade humana”.

Para o Administrador Apostólico da diocese do Porto todos os seres humanos formulam interrogações sobre a sua vida e sobre o caminho “para encontrar e viver a felicidade”.

Diante de respostas e opções variadas, o “crente em Deus” descobre que Ele está presente “no princípio, no fim e no caminho da felicidade”, não como um “intruso”, mas com a proposta de um “projecto pessoal que se conjuga com o dom da liberdade” e que é o “caminho para a felicidade”, afirmou.

A Beata Maria do Divino Coração, natural de Münster, na Alemanha, a 472 quilómetros oeste da capital Berlim, nasceu no seio de uma família nobre, mas “não se refugiou na qualidade social nem na legítima preocupação pela gestão de bens materiais”, explicou D. Pio Alves de Sousa.

A Beata Maria “deixou a família de sangue, deixou o património, deixou a terra natal, deixou a própria vida para se dedicar aos mais pobres, que são sempre aqueles a quem roubaram a dignidade”, nomeadamente na Diocese do Porto para onde veio em 1894.

Os restos mortais da Beata Maria do Divino Coração, que faleceu a 8 de Julho de 1899, encontram-se na igreja do Coração de Jesus que pertence às Irmãs do Bom Pastor, em Ermesinde.

Os 150 anos do nascimento da Beata Maria do Divino Coração foram assinalados em 2012 pela Conferência Episcopal Portuguesa, que publicou um documento sobre o seu percurso biográfico e o trabalho que desenvolveu em Portugal.

 

 

FÁTIMA

 

ORIENTAÇÕES DA CEP

PARA ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS.

 

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), reunido em Fátima, exortou os católicos à sua responsabilidade na participação das eleições autárquicas do país. Eis o comunicado difundido no dia 10 de Setembro:

 

“Aproximam-se as eleições autárquicas convocadas para o dia 29 de Setembro. A Igreja encara as eleições autárquicas como um momento importante para colaborar no indispensável serviço às populações locais. Mais do que fazer prevalecer uma determinada cor política e partidária, está em jogo a capacidade dos candidatos servirem com honestidade e competência o povo da sua zona.

“O Papa Francisco com vigor exorta os cristãos a intervir no campo da política, contribuindo para a construção do bem comum: «Envolver-se na política é uma obrigação dos cristãos. Nós, os cristãos, não podemos fazer como Pilatos: lavar as mãos! Temos de nos meter na política, porque a política é uma das formas mais altas da caridade, dado que busca o bem comum… Trabalhar pelo bem comum é um dever do cristão».

“Compete aos profissionais da política consolidar o sistema democrático, pela sua honestidade, competência e espírito de serviço. A todo o cidadão pertence oferecer a sua activa colaboração, especialmente quando é convocado para votar. A abstenção acaba sempre no beco sem saída da desistência de contribuir para melhorar a vida da comunidade.

“Apelamos ao cumprimento do direito e dever de participar na vida democrática do nosso País, votando naqueles que em consciência cada um julgar serem os mais aptos para servir o povo nos respectivos municípios e freguesias.

“Fátima, 10 de Setembro de 2013”

 

 

FÁTIMA

 

BISPOS APOIAM

CAMPANHA PELA VIDA

 

A Conferência Episcopal Portuguesa espera que a petição europeia “Um de nós”, iniciativa da sociedade civil em nome da promoção e defesa da vida humana, mereça a maior atenção das comunidades nacionais.

 

No dia 5 de Outubro em Lisboa, a partir das 15h00, vai decorrer “uma caminhada pela vida”, integrada nesta campanha, e no dia seguinte será feita uma “recolha de assinaturas” por todo o território nacional, realçou o porta-voz da CEP, no final da reunião do Conselho Permanente do organismo, no passado dia 10 de Setembro.

O padre Manuel Morujão mostrou-se convicto de que “as paróquias irão colaborar, para além de muitas outras pessoas da sociedade civil, para que se encontre um número mais do que suficiente, para um resultado claro que manifeste a vontade do povo português pela promoção e defesa da vida”.

Entre os promotores da petição “Um de nós” está a Federação Portuguesa pela Vida, que assumiu como objectivo recolher um mínimo de 16 500 assinaturas no país.

Uma vez terminada a recolha a nível internacional, o documento será apresentado à União Europeia “a fim de que se vete” tudo o que implique a aplicação de “dinheiros” comunitários para o financiamento de “experiências em embriões” e que se combata “todo o comércio à volta” deste fenómeno.

 

 

FÁTIMA

 

BISPOS DESTACAM

HEROÍSMO DE BOMBEIROS

 

Os bispos portugueses destacaram a entrega e a coragem com que os bombeiros lutaram contra os incêndios que atingiram o país durante o Verão.

 

No final da reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), o secretário do organismo, padre Manuel Morujão, transmitiu a vontade da Igreja Católica em “manifestar a sua plena solidariedade” para com as diversas corporações, que “têm feito coisas extraordinárias”.

“Vários bombeiros deram a vida pela causa da paz das populações, extinguindo fogos, defendendo propriedades, mas sobretudo defendendo a vida das pessoas”, salientou o sacerdote.

A CEP deixa as suas “condolências” às famílias que perderam entes queridos no combate às chamas, “mas também as felicitações pelo heroísmo dos irmãos bombeiros”.

Para os bispos, a conduta destes homens e mulheres, que foram até ao fim na defesa do bem-comum, merece ser realçada e dada “como exemplo”.

Um pouco por todo o país, mais de 14 mil fogos e 100 mil hectares de floresta foram destruídos pelas chamas, segundo dados do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.

Nos últimos três meses, 8 bombeiros morreram (quatro deles na casa dos 20 anos) e vários ficaram feridos no combate aos fogos que fustigaram sobretudo o Norte e Centro do país, com realce para a Serra do Caramulo, no distrito de Viseu.

 

 

LAMEGO

 

HISTÓRIA DA

IGREJA DE LAMEGO

 

O livro “História da Igreja de Lamego”, do padre Joaquim Correia Duarte, membro da Academia Portuguesa da História, apresenta as origens da Diocese, as suas pessoas, instituições, estruturas e espiritualidade”.

 

D. António Couto, bispo de Lamego, presidiu à sessão de apresentação do livro e felicitou o autor por se ter envolvido numa “teia de muitos séculos, de muitos fios, de muitos nomes e de muitos acontecimentos”, que faz “ver e sentir o pulsar do coração e da vida” da Igreja na Diocese.

O padre Joaquim Correia Duarte pesquisou, escreveu e descreveu a história da diocese, em 750 páginas, desde o início da sua evangelização até aos dias de hoje, um “trabalho de pioneiro” desde o século XVIII, afirmou o bispo de Lamego.

Este livro é um documento fundamental para se “aceder à identidade” da diocese de Lamego, assinalou o prelado.

“Fazer uma história da diocese, global e simples, concentrada e abrangente, acessível e actualizada, foi a minha tentativa e o meu anseio”, revela no preâmbulo o autor.

 “Há quem pense que Lamego, por não ter na sua sede uma capital de distrito e ter sofrido ao longo dos séculos os custos da interioridade, é uma diocese pequena e pobre, modesta e apagada. De facto, na área e na população, há-as muito maiores”, declara o padre Joaquim Correia Duarte no primeiro parágrafo da Introdução.

Os seis capítulos estão divididos por: As Origens; Os Espaços; As Instituições; As Pessoas; As Estruturas [Edifícios Religiosos da Cidade; Outros Templos da Diocese] e Espiritualidade e Vida Cristã.

 


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