aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

BRASIL

 

JMJ EM

ESTATÍSTICA

 

O director executivo da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), Mons. Joel Portella, revelou aos jornalistas que foram superadas as expectativas da edição do Rio de Janeiro, de 22 a 28 de Julho, com 3,7 milhões de pessoas em Copacabana.

 

Em conferência de imprensa, com base em dados disponibilizados pela Prefeitura (município) do Rio de Janeiro, revelou os números finais do encontro de jovens organizado pela Igreja Católica na cidade brasileira, que entrou para a história como o segundo maior de sempre. A JMJ realizada nas Filipinas, em 1995, detém o primeiro lugar, com quatro milhões de pessoas.

Na Missa do Envio estiveram seis vezes mais pessoas que no primeiro acto central, com 600 mil pessoas.

No total, 3,5 milhões de pessoas participaram nas diversas actividades, encontros e momentos de oração da Jornada que se dividiu entre Copacabana, Quinta da Boa Vista, na Lapa, Riocentro, para além de diversas paróquias da cidade.

A cerimónia de boas-vindas ao Papa Francisco, no dia 25, reuniu 1,2 milhões de pessoas e a Via-sacra, no dia seguinte, 2 milhões.

Na noite de sábado, na vigília com o Pontífice estiveram 3,3 milhões de jovens na praia de Copacabana.

Procedentes de 175 países, para além de 220 mil brasileiros, os países com maior número de peregrinos foram a Argentina, Estados Unidos, Chile, Itália, Venezuela, França, Paraguai, Peru e México.

Dos peregrinos inscritos, 55% eram do sexo feminino e 60% do público tinha entre 19 e 34 anos.

Inscreveram-se 644 bispos, 28 dos quais cardeais, 7814 sacerdotes, 632 diáconos.

As catequeses estiveram distribuídas por 264 locais e foram ministradas em 25 idiomas.

A JMJ contou com a ajuda de 60 mil voluntários e mais de 800 artistas participaram nos actos centrais.

A saúde dos participantes foi assegurada por 11 postos médicos, com 79 camas e 60 ambulâncias, disponibilizados pela Secretaria Municipal de Saúde e foram registados 4780 atendimentos.

A companhia municipal de limpeza urbana (Comlurb) removeu 345 toneladas de resíduos orgânicos e 45 toneladas de materiais recicláveis, um número 10 por cento inferior à passagem de ano.

A 28ª Jornada Mundial da Juventude teve como lema “Ide e fazei discípulos de todos os povos”, expressão baseada no evangelho segundo São Mateus.

 

 

SÉRVIA

 

RETOMADO O SERVIÇO DE

CAPELANIA MILITAR

 

Depois de 70 anos de interrupção, as Forças Armadas nacionais voltam a ter um serviço de capelania.

 

O anúncio foi dado pelos media de Belgrado, os quais assinalam que já iniciaram o serviço oito sacerdotes ortodoxos, um católico e um imã muçulmano. A nomeação dos sacerdotes – cuja função de capelania tinha sido cancelada na época do ditador Tito e não tinha sido reabilitada até agora – teve lugar no dia 31 de Julho passado na sede do Estado Maior do Exercito. Na cerimónia – sublinha uma nota das Forças Armadas sérvias – esteve presente o arcebispo católico de Belgrado, Mons. Stanislav Hocevar.

“A partir de amanhã sereis a todo o efeito oficiais do Exercito e tereis de respeitar o código de honra do nosso Exercito” – disse-lhes no momento da nomeação o coronel Milan Aksic, acrescentando que ao mesmo tempo a presença dos sacerdotes “com os galões” garante também aos militares a liberdade de exprimir activamente o próprio credo religioso.

A estes primeiros capelães juntar-se-ão no futuro outros colegas de forma a poderem oferecer o serviço de capelania a todos os soldados sérvios. Os capelães não poderão trazer armas nem desempenhar funções de comando no Exercito.

A reabilitação do serviço de capelania militar foi tornada possível graças a uma decisão do governo de Belgrado, tomada em Março de 2011.

 

 

BRASIL

 

LEI APRESSADA

FACILITA O ABORTO

 

Através de uma nota difundida no passado 2 de Agosto, o episcopado brasileiro criticou a aprovação de uma nova lei que consente entre outras coisas a distribuição de pílulas anticonceptivas às vítimas de violência sexual. Portanto, uma lei que «facilita o aborto».

 

A medida, aprovada por unanimidade pelo Congresso nacional, foi promulgada pela presidente da República e chefe do Governo, Dilma Rousseff, sem proibir nem  modificar  artigo algum como, ao contrário, a Igreja católica e os evangélicos tinham pedido.

No comunicado, a Conferência episcopal afirma que a lei foi aprovada pelo Congresso com um processo rápido de transmissão  e «sem os   adequados e necessários debates parlamentar e público, como a natureza grave e complexa da matéria exige». Isto gerou «imprecisões terminológicas e conceituais em diversos dispositivos do texto, com riscos de má interpretação e implementação, como evidenciaram importantes juristas e médicos brasileiros».

A nota foi assinada pelo presidente da CNBB, cardeal  Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, pelo vice-presidente, D. José Belisário da Silva, arcebispo de São Luís do Maranhão, e pelo secretário-geral, D. Leonardo Ulrich Steiner, bispo auxiliar de Brasília.

A Igreja católica tinha requerido o veto no artigo relativo à possibilidade, por parte dos centros de saúde pública, de conceder a pílula anticonceptiva ou do dia seguinte às mulheres violentadas, e no artigo que impõe que se informe as vítimas sobre o seu direito de abortar, protegido por lei. Além disso, os bispos esperavam a revogação de outro artigo no qual se define como violência sexual «qualquer forma de actividade sexual não consentida».

O aborto no Brasil é legal em caso de violência sexual, quando a gravidez põe em risco a vida da mãe ou se o feto estiver privado de cérebro.

 

 

MOÇAMBIQUE

 

MORREU BISPO PORTUGUÊS

 

O bispo D. Luís Gonzaga Ferreira da Silva, jesuíta de 90 anos, faleceu no passado dia 7 de Agosto.

 

O prelado, que nasceu no concelho de Santo Tirso em 1923, foi bispo de Lichinga (antiga Vila Cabral), no norte de Moçambique, entre 1972 e 2003.

Depois de ter resignado, regressou a Angónia, no outro lado do Lago Niassa, onde tinha sido missionário, desde os anos 50 do século passado, trabalhando como ajudante do pároco, ao serviço das comunidades cristãs. Era por todos admirada a sua dedicação, simplicidade de vida e proximidade de pastor que dá a vida pelas ovelhas.

D. Luís Ferreira da Silva foi ordenado sacerdote em 1953 e fez os últimos votos na Companhia de Jesus em 1957, ano em que partiu como missionário para Moçambique.

O provincial dos jesuítas em Moçambique, padre Virgílio Arimateia Domingos, revela que o bispo português, a recuperar de um atropelamento na última semana, se sentiu “mal de coração” e morreu na missão de Lifidzi, para onde voltara após a resignação, e onde desejava ser enterrado.

 

 

ITÁLIA

 

ENCONTRO DE RIMINI

 

O ministro português do Desenvolvimento Regional, Luís Miguel Poiares Maduro participou no 34º Meeting de Rimini, organizado pelo movimento Comunhão e Libertação, de 18 a 24 de Agosto passado.

 

O tema deste ano foi a "Emergência do Humano". O ministro Poiares Maduro proferiu duas conferências: uma sobre a pessoa humana, a política e a justiça nos discursos de Bento XVI, e uma outra sobre o projecto europeu e o seu futuro intitulada com uma interrogativa: Europa dos Povos ou Europa dos Estados? As duas conferências desenvolvem um conceito comum: a razão pública.

O Ministro Poiares Maduro referiu também à Rádio Vaticano as preocupações que trouxe de terras lusas para as comunicações que ia proferir. Reconheceu os inúmeros sacrifícios que os portugueses têm feito nos últimos anos, considerando que esses esforços deverão merecer um reforço da solidariedade europeia. Uma Europa em que, segundo o ministro, deverá vigorar a disciplina fiscal mas também a capacidade financeira para o crescimento.

O papel dos católicos na construção do projecto europeu foi também tema da conversa com o ministro Poiares Maduro, que considerou que a participação dos cidadãos se faz, em primeiro lugar, através da sua visão da condição humana. No caso dos católicos, a fé é o elemento propulsor da vida em sociedade. Uma sociedade que deve ser inclusiva e, segundo o ministro, contar muito com os católicos e com todas as outras confissões religiosas.

 

 

UNIÃO EUROPEIA

 

IMPORTÂNCIA

DA MATRIZ CRISTÃ

 

O presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), Cardeal Peter Erdö, considera que a União Europeia só terá futuro se conservar a matriz cristã que esteve na sua origem e respeitar a identidade cultural dos estados-membros.

 

Numa conferência na cidade de Metz, em França, em 9 de Setembro passado, no âmbito do 50.º aniversário da morte de Robert Schuman, um dos “pais da Europa”, o Cardeal húngaro recordou que a democracia, tal como foi definida pelo político francês, deve a sua existência ao cristianismo: “ao cristianismo onde a dignidade do ser humano está intimamente ligada à sua liberdade individual”.

Para o Arcebispo de Budapeste, é urgente que a União Europeia tenha uma alma, que não perca de vista os valores que obedeceram à sua criação, como “a solidariedade e a fraternidade”.

Em 2004, vários países de Leste saídos do regime comunista, como a Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia e Hungria foram aceites como membros da UE.

Por um lado, as políticas de integração daquelas nações estiveram longe de proteger os interesses e direitos das populações, entregues a “uma lógica de capitalismo desregulado”, que só contribuiu para a perda de autonomia financeira.

“Em alguns dos novos estados-membros, a maior parte das pessoas não retiraram qualquer benefício da adesão à União Europeia, bem pelo contrário, o seu nível de vida piorou”, referiu o presidente do CCEE.

Por outro lado, o processo de integração europeia não pode descurar as “propriedades específicas” de cada nação, como “a sua língua, a sua experiência histórica e herança cultural”.

Por isso, os responsáveis da UE têm de empenhar-se em “dar a conhecer a realidade, a cultura dos diversos países”, em favorecer o conhecimento mútuo, utilizando por exemplo os “meios de comunicação social e o “sistema de ensino”.

“Que tipo de conhecimento é que um cidadão húngaro tem sobre a história de Portugal? Ou um inglês em relação à Hungria? Não há comunhão sem conhecimento mútuo. Estas ideias são essenciais para o futuro de toda a União Europeia”, alertou o Cardeal Peter Erdö.

 


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